História Os opostos se perseguem - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Antoinette "Tony" Sawicki, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Elizabeth "Beth" Childs, Felix "Fee" Dawkins, Helena, Katja Obinger, Kira Manning, Krystal Goderitch, Mark Rollins, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Advogada, Aluna, Amigos, Cophine, Cosima Niehaus, Delegacia, Delphine Cormier, Detetive, Faculdade, Família, Orphan Black, Professora
Visualizações 137
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, não vou mentir para vocês, estou muito desanimada ultimamente para escrever. Seria bom se vocês mandassem feedback hoje, quem sabe assim aumenta o meu ânimo para postar mais ainda hoje kkkkk vocês não tem noção do quanto eu estou cansada e sem cabeça para continuar. Desculpem esse capítulo lixo. Beijos!

Capítulo 17 - Ela gosta de mim


Fanfic / Fanfiction Os opostos se perseguem - Capítulo 17 - Ela gosta de mim

Delphine

Não sabia exatamente o que me fazia agir feito uma pamonha quando estava ao lado da jovem Cosima, ou porquê o sorriso dela me desarmava todas as vezes em que aparecia logo após uma piadinha minha ou algo que ela mesma lembrou e sorriu. Eu não me importo com o motivo, com tanto que eu possa ver esses sorrisos mais vezes.

— Delphine, como estão as coisas?! — Paul perguntou fazendo a atenção da mesa se voltar para mim. Fiquei preocupada automaticamente, não sabia que teria que comentar sobre minha vida em um jantar de um dos meus alunos com os amigos e familiares presentes. Era, no mínimo, humilhante. Ainda mais sendo quem eu sou agora: Delphine Chifruda. Cosima já havia me dito que Paul sabia de algumas coisas sobre o caso Dyad, mas nada da minha vida pessoal, e ela deixou bem claro que isso envolvia o caso de Aldous e Susan. O homem corpulento à minha frente descansou os talheres no prato e tinha uma feição gentil e verdadeiramente preocupada. Fiquei um pouco mais aliviada.

— As coisas estão se encaixando ao decorrer das investigações, Paul — respondi educadamente. — Não sei se posso falar muitas coisas aqui sobre o Dyad já que é um caso muito privado ainda, mas sinto que no final a justiça será feita.

Cosima me olhou de rabo de olho e balançou levemente a cabeça e eu acho que foi porque eu me dei bem na resposta. Sorri de volta e corei quando olhei pro lado e Felix nos encarava com um sorrisinho malicioso no rosto.

— Fiquei extremamente feliz quando Felix me contou que iríamos receber Delphine Cormier na nossa casa — A mãe dele comentou. O nome dela era muito difícil para eu falar. Se não me falha a memória, ouvi os meninos chamando-a de “S”. — Como tem ido na faculdade com essas crianças?

— Bem — respondi envergonhada. Achava que eu estava sendo muito o centro das atenções ali, e o jantar era por um outro motivo ocultado por Felix que parecia verdadeiramente nervoso. — Eles são bons alunos, mas as línguas descontroladas às vezes são demais.

— Felix sempre foi esse pestinha desde que eu o conheci naquela sala de parto — S. comentou e eu abri um sorrisinho. O garoto realmente parecia ter sido levado a infância inteirinha. — Mas ele só me da orgulho.

Rimos pelo revirar de olhos dele e continuamos a comer conversando amenidades, vez ou outra os olhos de Cosima se esbarravam nos meus e uma festa acontecia no meu coração. Eu amava olhar para ela. Para cada detalhe daquele rostinho. Contudo, como nem tudo são flores nesta vida, Felix sempre arranjava um jeitinho de acabar com o nosso momento. Seja com olhares maliciosos, tossidas para nos lembrar aonde estávamos, ou até mesmo iniciando uma conversa com uma de nós duas para o nosso foco ser outro. E em todas as vezes que isso acontecia, Cosima ficava muito vermelha e eu só sentia vontade de rir pra não ficar na mesma situação que a dela. Por fora é riso, por dentro é constrangimento. Hahaha.

— Acho que já passou da hora de eu anunciar o motivo desse jantar — Felix disse e se levantou com uma taça em mãos. Ele olhou para o seu companheiro, Colin, que também se levantou e pôs-se ao seu lado. Os dois tinham sorrisos gigantes nos lábios, daqueles que te fazem sorrir sem você perceber. — Como todos aqui sabem, nós já estamos juntos faz alguns anos e finalmente conseguimos perceber que nos amamos verdadeiramente para dar mais um passo nessa nossa relação um pouco conturbada. Brigamos tanto que eu já perdi as contas de quantas vezes quase saimos na porrada — ele disse  nos fazendo rir —, Mas no final sempre voltamos um para o outro e dizemos o quanto somos essenciais na vida do outro. Então, é por isso que eu estou aqui para dizer que Colin e eu vamos nos casar.

Assim que ele terminou de falar, as caras de surpresas foram no mínimo hilárias, Beth chegou engasgar com o vinho e Cosima arreganhou a boca como se não acreditasse naquele fato. A mãe de Feliz largou os talheres na mesa, cruzou os braços e semicerrou os olhos na direção do filho, provavelmente esperando que aquela notícia fosse uma pegadinha. Cosima disse por alto uma vez, dentro de sala de aula, que Felix era o cara mais safado que ela já tinha conhecido. Então, casamento no dicionário dele era uma palavra que deveria ser totalmente excluída.

— E vocês pretendem continuar com esse relacionamento aberto de vocês até quando? — A Sra. S. Perguntou para os dois. E eu queria rir pela carinha que Felix fez, mas me contive por respeito à família presente. — Porque, pelo o que eu sei, nesses anos que vocês dois estão juntos, Felix esteve com muitos homens, e você também Colin. Então, como vai ser? Porque se for pra continuar com um relacionamento aberto dessa maneira, é melhor não haver casamento nenhum.

Eu concordo com ela.

— Agora é pra valer, mãe — Felix se agachou e ficou cara a cara com a mulher mais velha. — Sempre achei que nunca iria casar nem nada, até Colin aparecer. Quando ele chegou na minha vida eu tive medo de quem eu estava me transformando para ficar com ele, eu achava que estava perdendo a minha essência de gay cretino que transa uma noite e foge no pela manhã sem deixar vestígios. Por isso estabeleci com Colin um relacionamento aberto, pois naquela época eu tinha medo de se tornar dependente dele ou de machucá-lo. Minha mente era de um adolescente perturbado que fugia do amor porque sentia pavor do que ele causava nas pessoas. Mas... — ele pausou para enxugar umas lágrimas. Podia sentir meus olhos marejados ao ouvir tudo aquilo. — Eu cresci, mãe. E buscando na minha memória agora todos os meus momentos com Colin, eu percebo que ele é a pessoa certa para mim. Não sei como ele teve tanta paciência até eu realmente descobrir que o amor não é um monstro. O amor é paciente. O amor é bom. O amor enxuga minhas lágrimas. O amor faz meu café da manhã mesmo eu dizendo que não é necessário. O amor me busca na faculdade. O amor faz planos comigo. O amor é calmaria enquanto eu sou furacão. O amor é benigno. O amor é lindo. O amor é o Colin. E eu mal posso esperar para usufruir tudo de bom e do melhor do meu amor.

A Sra. S. Tinha lágrimas nos olhos assim como todos nós. Ela se levantou e puxou o filho para um braço apertado, logo após Colin se juntou à eles. Cosima levantou e propôs um brinde ao casamento dos pombinhos e brindamos felizmente pela grande notícia recebida naquela noite.

[...]

Siobhan e eu ainda estávamos conversando sobre algumas coisas que ela gostaria muito de saber sobre mim, e admito que eu estava adorando ter alguém mais velho para me ouvir e me dar conselhos. Por mais que eu estivesse odiando Susan com todas as minhas forças no momento, era ela a figura materna que eu tinha por perto para me ouvir quando eu realmente precisava. E agora, quem é que eu tinha sabendo tudo o que ela fazia pelas minhas costas?

Ninguém.

— Como vai sua vida de casada com o magnata? — ela perguntou enquanto bebericava mais um pouco do seu vinho. Fiquei desconfortável no mesmo instante e ela parece ter notado. — Não precisa dizer se não quiser, Delphine. Não se sinta forçada a nada aqui, tudo bem?

Eu balancei a cabeça afirmando.

— Vou me separar dele — disparei mais para mim do que para ela. Sua cara de surpresa foi a cara que o meu subconsciente fez. É claro que eu estava certa de iria fazer aquilo uma hora ou outra, mas dizer em voz alta soava estranho. — Descobri algumas coisas não muito legais sobre ele que se eu continuar como sua esposa, talvez essas coisas ruins caiam sobre mim também. E... — fiz uma pausa pensando se eu deveria dizer ou não o que estava passando na minha mente e no meu coração.

— E...? — indagou.

Olhei para Cosima que estava jogada no tapete da sala brincando com a pequena Kira, Felix e Colin. Seus sorrisos brincalhões direcionados a mais nova era mais um tipo dos milhões sorrisos de Cosima que eu estava amando presenciar. Seus olhos castanhos esverdeados brilhavam tanto que eu podia sentir a felicidade que irradiava do corpo dela e batia contra o meu. Eu tentava me concentrar na conversa com a mulher ao meu lado, mas meus olhos eram traiçoeiros e adoravam fitar Cosima. Adoravam-na. E eu não impedia-os. 

— Acho que estou gostando de uma outra pessoa — eu disse pausadamente olhando para a minha aluna e detetive que fazia cócegas na criança.

Assim que cortei o contato visual com a cena à minha frente, percebi que Siobhan revezava os olhos entre mim e as crianças jogadas no tapete cansadas de tanto brincar. Um sorriso indecifrável enfeitava os lábios rosados pelo vinho. Será que ela tinha percebido alguma coisa?

— E por algum acaso, eu conheço essa pessoa?! — sua pergunta foi direta. Seus olhos cerrados me lembrava os de Felix mais cedo na mesa.

E quando eu pensei em negar, ela balançou a cabeça e olhou para o filho:

— Felix, vá pegar mais uma garrafa de vinho para nós na cozinha.

Ele assentiu e chamou Cosima para ir com ele, alegando que não conseguiria abrir a garrafa sozinho. Os dois se levantaram e caminharam até a cozinha que não era muito longe dali.

— Ainda vai me responder, Delphine?

Engulo em seco e esfrego as mãos no joelho nervosamente.

— Eu vou ao banheiro.

Saí correndo dali como o diabo foge da cruz. Minha cabeça estava à mil por hora e eu nem sabia aonde era o raio do banheiro. Decidi ir até a cozinha para perguntar Felix ou Cosima, mas parei assim que ouvi uma conversa entre os dois.

— Como estão as coisas entre vocês duas? — ele perguntou fazendo um barulho de ferro. Provavelmente estaria mechendo nas gavetas de talheres atrás do saca-rolhas. — Trazer ela para cá foi uma ótima idéia.

Eles estavam falando de mim.

Merda. Merda. Merda. Merda.

— Ai Fee — Cosima murmurou baixinho, provavelmente com medo de que alguém escutasse. — Eu gosto dela, mas não somos nada uma da outra.

Ela gosta de mim.

Cosima gosta de mim.

Gosta de MIM




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...