História Os Otzes - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Máfia, Original, Romance, Tortura, Violencia
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Palavras 4.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - "Jacksonville"


Fanfic / Fanfiction Os Otzes - Capítulo 10 - "Jacksonville"

*Allana*

 

Acordo com o barulho constante do meu despertador, bufo, e desligou o mesmo, estou com mais sono que o normal ultimamente. Levanto com dificuldade e vou para o banheiro, me olho no espelho e vejo que estou péssima, me lembro de ontem e me sobe um ódio daquela cadela e do ogro, que argh! Faço minha higiene matinal e tomo um banho para relaxar e despertar.

Após sair do banho me seco na toalha, coloco um roupão, seco meus cabelos com o secador e deixo-o com seus cachos naturais, passo uma maquiagem clarinha para esconder pequenas imperfeições. No closet coloco uma calça jens preta rasgadinha, um salto nude, e uma regata branca estilo nadador que marca meus seios e minha barriga que esta se formando ainda. Pego minha bolsa e depois de passar meu perfume e por meus brincos, saio do quarto.

- Bom dia. -digo assim que chego à cozinha para dona Zury e sua ajudante.

- Bom dia senhora. -elas respondem em coro, com um sorriso carinhoso, ignoro a “senhora”, já pedi para não me chamar assim, mas elas fazem questão. Sento-me e começo a tomar meu desjejum.

Hoje era para o Luke ir comigo, já que o mesmo se ofereceu, porém depois de ontem, não quero sua companhia, então vou sozinha mesmo, só espero que ele tenha esquecido e que eu saia a tempo. Talvez eu ligue para Leon e vejo se ele quer me acompanhar ele é um grande amigo e....

- Bom dia. -Lá se foi meus planos quando Luke chega na cozinha. Ele esta de calça jens azul, vans branco, e blusa branca gola em V, com as mangas puxadas até os cotovelos. Com seu relógio de ouro no pulso e os cabelos molhados de quem acabou de sair do banho, e um perfume que incendiou a cozinha, que nossa! Percebo que estou o encarando e volto minha atenção para meu prato, disfarçadamente.

- Bom dia. -murmuro baixo. Ele me encara e da um sorriso, que meu pai!

Após terminarmos subi para o quarto escovar os dentes e Luke para o dele, retoco o batom e saio. Nas escadas vejo que ele esta próximo me esperando. Pois é meu povo e minha prova, ele vai! Estava na esperança dele ter esquecido, mas me enganei.

- Pronta para irmos? -pergunta com um sorriso de lado. Impressão minha ou ele está ansioso? Confirmo com um balançar de cabeça e termino de descer.

Entramos em um carro lindo branco, me deixou babando.

- Que carro é esse? -pergunto admirando aquela máquina.

- Koenigsegg Trevita. Gostou? -pergunta com um sorriso de canto e liga aquela coisa magnífica.

- Perfeito, lógico que sim, é lindo. -murmuro com um sorriso bobo. Gente esse homem tem dinheiro de mais e muito bom gosto. Seu sorriso aumenta.

- Que bom, tenho um excelente gosto. -Agora deu pra ler mentes?!

- Convencido. -murmuro olhando para lado de fora, admirando a paisagem de Miami. É moro na segunda cidade mais populosa da Flórida.

Chegamos a clinica depois de um caminho calmo e silencioso ao lado de Luke. Entramos e esperamos nossa vez de entrar na sala do meu médico. A sala de espera é azul claro com sofás confortáveis brancos, algumas revistas em cima de uma mesinha, algumas plantas nos cantos do cômodo, e quadros que não reparei o que eram em si.

Havia algumas mulheres em minha frente, com seus acompanhantes, e todas mesmo acompanhadas com seus parceiros olharam para Luke de forma luxuriosa, sério cadê o respeito?

Luke ao meu lado não parava de mexer em seu celular, acho que evitando os olhares das mulheres, talvez estivesse desconfortável, aquilo me fez querer rir, já que ele é sempre cheio de si.

- Allana Pyrce? -me chamam me levanto e em um pulo Luke está ao meu lado. Entramos no consultório e vejo meu médico.

- Bom dia Allana, vejo que veio acompanhada hoje. -diz muito educado e simpático como sempre. O doutor Brian, é um homem de uns 30 anos e é muito bonito, loiro de olhos castanhos, alto e magro, não muito forte como Luke ou os meninos, digamos que normal.

- Bom dia Dr. Brian, sim este é Luke. -sorriu e me sento em frente sua mesa. Luke se senta ao meu lado e cumprimenta o Dr., mas com uma cara carrancuda de mais. O consultório é branco com verde claro, a mesa do Dr., é marrom com seu computador e alguns papéis, à um banheiro do lado esquerdo, e uma maca ao lado direito com os aparelhos de ultrassonografia, uma maca ao fundo também para exames mais íntimos, resumindo é muito grande e espaçosa, e da uma sensação de profissionalismo.

Depois de entregar alguns exames e eles estarem tudo certo chegou a hora de ver meu precioso, após trocar de roupa por um vestido descartável branco, me deito na maca e o dr., começa com a aplicação do gel, o ultrassom é em 3D, e dá pra ter uma ideia melhor do que se vê.

Luke estava do meu lado e me surpreende ao segurar minha mão, o olhar atento na tela.

Dr. Brian fala os centímetros do bebê, diz que esta tudo certo comigo e meu filho, que esta se desenvolvendo saudável, então ele deixou para o final ouvirmos o seu coraçãozinho. Aquele som forte, apressado e que se torna música para meus ouvidos. Era sempre a melhor parte ouvir seu coração, Luke estava com um sorriso de orelha a orelha. Eu estava de 3 meses e 3 dias, ou seja, 12 semanas e 3 dias.

Depois de me despedir e marcar a próxima consulta, e ouvir atentamente as instruções do médico saímos da clínica, claro comigo nas nuvens e realmente feliz por ter Luke comigo.

Luke quis me levar ao shopping antes de voltarmos para casa, já que irei trabalhar depois do almoço e ele voltar aos "negócios". Estávamos andando olhando algumas vitrines quando Luke para em frente a uma e me chama.

Ele vai direto a um ursinho médio branco com um coração nas mãos vermelho escrito "te adoro".

- O que você acha Lana? -pergunta esperançoso.

- É lindo Luke. -murmuro olhando aquela pelúcia que parece fofo e feito para apertar.

- Vem, vou levar para vocês. -diz e sai andando para o caixa. Fico sem reação, levar para vocês? Vou até ele, e saímos da loja.

- Você? Quem? -pergunto.

- Ora, você e meu sobrinho, Lana. -murmura como quem não quer nada e caminha para a praça de alimentação. Sigo-o sem intender seu jeito de me tratar, pois nem parece o ogro que conheço, não estou reclamando, mas cadê o ogro de antes? Este Luke pode se tornar perigoso, digamos assim.

- Obrigada. -agradeço ao pegar o urso e sorriu envergonhada. Ele sorri de volta.

Fazemos nossos pedidos e depois sentamos para comer, um de frente para o outro.

- Como você e meu irmão se conheceram? -pergunta Luke apos sentarmos, ele estava com curiosidade no olhar. E me surpreendeu sua pergunta, seu interesse.

- Estava na advogada, em sua advocacia, levando uns documentos para meu ex-chefe, quando esbarrei com Jack ao sair da sala. Pedi desculpas e fui ao elevador, ele estava lindo, e confesso que estava com vergonha por trombar nele. Ele entrou comigo no elevador e me deu um sorriso lindo. -sorriu ao lembrar. Luke me observava e sorria em alguns momentos. - Ele perguntou meu nome, e se eu trabalhava lá, disse meu nome e mostrei o logotipo do meu uniforme, ele pediu meu número, mas a porta do elevador abriu e eu sai, já que tinha algumas pessoas esperando o mesmo. -respiro fundo e olho Luke por alguns instantes.

- Continue. -pede com um sorriso.

- Depois de dois dias, ele apareceu na clínica e disse que eu não havia lhe dado o número, ele era muito insistente! Passei o número com muito custo, mas ele era bom de papo. Conversamos por algumas semanas e depois tivemos nosso primeiro encontro, depois saímos com mais frequência, e ele me pediu em namoro. Durou pouco tempo o namoro como você sabe, mas foi verdadeiro cada segundo ao lado dele. -termino de contar com os olhos marejados.

- Ele realmente amava você, não nos contou, mas dava para perceber os olhos mais brilhantes os sorrisos bobos. -ele suspira e da um sorriso triste. Melhor trocar de assunto.

- E sua história com a mãe de Sophie? -pergunto, Luke me olha com um olhar avaliativo. Talvez não goste de tocar nesse assunto. -Claro se você quiser falar. -murmuro. Ele suspira.

- Tudo bem. Ela era uma mulher bonita e me deixei levar pela aparência, era minha vadia e estava até pensando em tornar aquilo em algo sério. Quando ela disse que estava grávida, Jack me pediu para testa lá, porque ela era muito ambiciosa. Disse que tinha acabado os dias de farra já seria mãe. Ela não quis, disse que queria tirar minha filha, aquilo acabou comigo. -ao dizer isso sinto um ódio dessa mulher como pode? -Bom... Eu fiz um acordo pagaria para ela ter minha pequena e depois ela me daria a guarda, já que ela não queria nem a gestação. E foi isso. -termina de falar e da para perceber seu olhar nervoso, de ódio. Aquilo deve ter o destruído já que ele gostava dela, por querer assumi lá.

- Você fez a coisa certa. -murmuro.

[...]

Depois de comermos fomos embora, tomei meu banho e fui com Zac e Latrel, para clínica. O dia estava lindo e não muito quente, estava agradável. Hoje depois do trabalho começaria as aulas de primeiros socorros, estava ansiosa para tal aula, já que seria mãe e criança se machuca fácil e bom, morando com um mafioso é bom saber se virar, né!

Caminhava no corredor para minha primeira aula, cheguei a sala de número 58, e dei duas batidinhas na porta, a mesma foi aberta por uma mulher linda, alta, cabelos lisos e compridos de cor louro escuro, olhos castanhos e magra, usava óculos charmosos e dava um ar de sofisticação. Ela deu um sorriso e pediu para entrar, eu era a primeira a chegar.

- Sente se, meu nome é Geovanna, e o seu? -murmurou simpática.

- Obrigada, Allana, prazer. - disse já sentando.

Conversamos um pouco antes dos outros chegarem e soube que ela era filha fora do casamento de um dos donos da clínica, tinha 24 anos, viramos amigas muito rápidas, tinha uma facilidade muito grande e se deixasse acho que não pararíamos de falar. Não sou boa para fazer amizade com mulheres com facilidade igual a homens, nem me pergunte por que, mas com ela foi fácil sem ser forçado. Ao final da aula combinamos de almoçar juntas para apresentar Denny e Dylan.

E devo dizer que Dylan me olhava estranho e estava muito pensativo, não sei se por eu ter negado jantar com ele ou se deve ter outro motivo, mas achei muito estranho.

- Latreeeeeell, como foi seu dia? - perguntei ao me aproximar do carro, que descobrir ser um Jaguar xj, lindo. Latrel sorriu e retribuiu o meu abraço.

- Foi razoável gravidinha chata. -murmurou fechando a porta do carro apos eu entrar.

- E como foi o seu meu Zac do coração? -perguntei e dei um beijo em seu rosto. Zac da um sorriso.

- Melhor agora com você, nada que uma gravidinha chata para alegrar o dia. - disse aos risos com Latrel e eu acompanhei.

 

 

*Luke*

 

Hoje fui com Allana ao médico, e escutar o coração do meu sobrinho que vou tratar como filho, foi a melhor sensação que já senti após minha pequena nascer. Levei-a ao shopping porque queria me redimir, vi um ursinho e achei que seria um bom presente, ela gostou e acho que se esqueceu da noite passada.

Allana me contou de como conheceu meu irmão e isso me deixou contente, por saber que ele foi atrás dela e conseguiu, por pouco tempo, mas conseguiu ser feliz com ela. Ela quis saber da minha história e da mãe da Sophie, nada mais justo, já que ela foi tão sincera comigo, apesar de ser um assunto que não gosto de falar, fui sincero e contei o que aconteceu, até mesmo assumi o que nunca falei para ninguém, sobre gostar e querer a assumir.

Depois de deixar Allana em casa para ir para o trabalho, tive que ir à alguns compromissos como cidadão, coisas como doações,  parceria e reuniões. Tudo bem profissional e claro coisas de bom moço. Depois recebi uma ligação de Bernard, então estava indo para sua casa para saber que merda está acontecendo. Chego a sua mansão e entro sem bater ou me anunciar, Bernard esta no escritório com Leon me esperando.

- O que aconteceu de tão sério assim? -já fui direto. Sentei-me de frente pra ele.

- Jacksonville! -diz Leon. Droga! Jacksonville é a onde tem alguns negócios grandes da máfia que mais lucra.

- Fale o que tem? -pergunto já ficando nervoso.

- Você vai precisar ir lá, tem alguns carregamentos faltando e sofremos um atentado lá, precisamos ir e descobri o que esta acontecendo e conversar com nossos subordinados, talvez mandar um recado. Você sabe que não saímos daqui atoa. -murmura Bernard. Como somos os chefes, todos que "trabalham" para a gente, tem que fazer direito, está lá para nos representar. Todos fazem um bom trabalho, lá é maior que esta cidade e claro mais inimigo, porém eles sabem com quem mexem, e também temos que ir uma vez ou outra fazer uma visita para por alguns no lugar e mostrar quem manda. O problema é que com essa guerra com Mitchell, não estou querendo sair daqui.

- Devemos ir, mas tem o Mitchell, ele pode tentar algo, e não poço estar em dois lugares ao mesmo tempo! -murmuro pensando em uma saída.

- Vão vocês dois e eu fico tomando conta daqui, também acho que não devemos ir e deixar aqui como se estivesse seguro. -fala Leon sério.

- Certo você fica e cuida de tudo e Bernard e eu nós vamos hoje mesmo, quanto mais rápido ir mais rápidos estamos de volta. Qualquer coisa você nos avisa. Esta muito estranho esse carregamento sumir e sofrermos um atentado, preciso saber o que esta acontecendo. -murmuro. Todos concordam e começamos planejar os planos B,  caso dê algum problema.

[...]

Despedi de minha pequena e de Allana, por algum motivo fiquei preocupado com ela e não queria ir e deixa lá. Acho que depois do ultrassom me apeguei nela e no bebê de uma forma surpreendente.

Chegamos a Jacksonville e já fomos nos encontrar com o responsável por tudo na minha ausência. Confio nele de mais, West é um homem que não tolera traições e erros, é alguém de minha total confiança, só ele pode me dizer o que aconteceu. E conhecendo ele já deve estar atrás disto tudo.

Entro em sua mansão e o encontramos na porta de entrada nos esperando em forma de respeito.

- West. -o cumprimento com um aperto de mão.

- Luke. Bernard. -murmura nos cumprimentando. - Vamos entrar. -fala nos encaminhando para dentro. No escritório, nos sentamos e começamos a falar sobre os acontecidos.

- O atentado depois de muita investigação, descobri que foi muito amador, como se quisesse que desse errado, mas que chamasse a atenção! E o carregamento, parece que foi comprando um de nossos seguranças, pois após um deles sumir achamos o corpo, já que iríamos achar o traidor. -murmura calmo, mas sério.

- Qual era a carga e valor? -Bernard pergunta. Eu só observo e penso para saber o motivo de tudo isso.

- Armas, valor de 2.210.00,00 dólares. Mas já estamos no encalço da carga. Hoje mesmo vamos recuperar lá, sempre coloco rastreador em alguns canos para caso isso acontecer. -West sempre muito esperto. Por isso esta na frente de tudo o que é meu aqui em Jacksonville.

- Esperto como sempre West. Mas tenho que pensar melhor, esta muito estranho essa história. -murmuro.

- Claro, descansem um pouco assim, que for resgatado eu aviso. -murmura.

Depois de comermos e descansar, estávamos esperando enquanto bebia whisky, quando West se aproxima.

- Já recuperamos a carga e como brinde, pegamos um deles, para interrogatório. –murmurou com um sorriso psicótico.

- Hora do show! –murmuro me levantando e terminando minha bebida.

Chegamos ao rancho que West usa como disfarce, já que seria estranho um monte de carro caros no meio do nada, chamaria muita atenção, a sala T fica no subsolo aprova de som e muito bem escondido.

Na sala havia um homem novo, moreno, seria fácil tirar o que preciso dele. Estava amarrado na cadeira de tortura com cordas nas mãos e pés.

Peguei uma cadeira de ferro e puxei pelo chão fazendo um barulho irritante, coloquei na frente do rapaz que me olhava com medo tentando aparentar ser forte. Totalmente falho! Bernard e West sentaram em um sofá encostado na parede, e ficaram me observando.

- Bom vou te explicar nossa brincadeira! Eu pergunto e você responde. Quando não responder eu brinco com qualquer parte do seu corpo, com qualquer objeto nesta sala linda, e no final eu te mato com um tiro na cabeça para ser clemente contigo. Entendeu como são as regras? Ótimo, vamos começar. –murmuro calmo e olhando em seus olhos ele engole seco.

- Bom. Qual seu nome e idade? –pergunto serio.

- Martin, 20 anos. –responde firme.

- Muito novo ainda! Para quem você trabalha? –pergunto e espero sua resposta. Ele olha para os lados e não me responde. Solto uma gargalhada e me levanto.

A sala é toda branca sem janelas, a uma mesa grade com diversos objetos e uma parede com algumas armas branca, e um armário cinza onde guardamos os produtos químicos. Pego uma chave de fenda e um alicate, hoje estou com pressa para saber as respostas então vou ser direto.

Fico em sua frente e o olho em seus olhos, ele esta apavorado, em um movimento rápido finco a chave de fenda em sua coxa, três dedos perto do joelho. Ele solta um grito agoniante e desesperando. Seguro sua mão e coloco o alicate perto da sua unha, ele começa a se contorcer tentando se soltar sem sucesso. Da um pouco de trabalho, mas consigo levantar sua unha, ela começa a se soltar aos poucos da pele dos dedos e minar sangue, ele grita loucamente.

- Para! EU CONTO, EU FALO! –diz gritando desesperado! Ele não intendeu a brincadeira.

 - Calma você tem que esperar não terminei ainda, depois você me fala, me deixa brincar um pouco mais. –murmuro calmo e com um sorriso entortando a cabeça para olha-lo.

Puxo mais três unhas de seus dedos, enquanto ele grita desesperado. Sento-me na cadeira em sua frente de novo.

- Pronto! Respira fundo, isso, já passou. Bom... Pra quem você trabalha? –pergunto o olhando com um sorriso. Ele respira fundo.

- Mitchell. –me surpreendo com sua resposta, mas não demonstro.

- Interessante. Qual o objetivo de roubar a carga e o atentado? –pergunto serio.

- Te atrair pra aqui. –me responde tentando voltar a respirar normalmente e fazendo cara de dor.

- O que ele queria trazendo-me aqui? –pergunto calmo.

- Eu não sei alguma coisa em Miami. –diz com medo, pois acabou a brincadeira. Levanto-me.

- Se é isso tudo, acabou a brincadeira! –falo e pego minha cromada. Miro sua testa a queima roupa e disparo. A bala atravessa seu crânio e massa cefálica sai do buraco detrás de sua cabeça.

 

 

*Allana*

 

Após a partida de Luke, resolvi me deitar o dia foi longo e estou com muito sono.

Adormeci rápido e tive um sonho.

Sonhava que estava em um jardim florido e lindo, o céu estava claro e a grama de um verde estonteante.  Jack estava com uma bermuda branca e camiseta da mesma cor, descalço e sentado no meio do jardim, com uma criança no colo, eu sabia que era nosso filho. Ele era branquinho com cabelos ralos. Os dois estavam sorrindo e felizes.

Jack olhava para mim com ternura e amor e com um sorriso tranquilo. Tentei me aproximar, mas não conseguia chegar perto de onde estavam.

Acordei com um sentimento de saudade misturado com medo, senti algo se mexer em minha barriga, e me sentei apresada. Meu filho estava se mexendo pela primeira vez. Fiquei emocionada e chorei por sentir ele se mexer.

 Levantei-me faltava 1 hora ainda para meu despertador tocar. Tomei um banho, coloquei meu uniforme e resolvi sair mais cedo para o trabalho hoje e aproveitar e passar no cemitério.

Tomei meu café da manha e sai encontrando Latrel e Zac. Eles estranharam meu pedido, mas entenderam.

Caminhei um pouco ate encontrar seu tumulo, quando vi já estava chorando, sem perceber. Agachei-me e coloquei a mão em cima de seu nome.

- Jack... Hoje sonhei com você. –falava em meio ao choro, com a voz embargada.

- Vamos ter um filho... –murmurei com um soluço acariciando minha pequena barriga.

- Sinto sua falta meu amor... Por que me deixou? –meu peito doía a cada palavra dita.

Olhei seu tumulo e os dizeres nele; “Irmão, Amigo, Tio, e um Herói sem capa”.

Fiquei mais uns 20minutos ali observando e chorando, estava na hora de superar essa perda.

Latrel e Zac ficaram preocupados comigo, mas disse que estava bem e que precisava uma hora ou outra me despedir. O dia no trabalho foi normal, Denny amou Geovanna, e Dylan também. Dylan estava com o olhar perdido e muito prestativo comigo, me dando mimos como chocolates e me elogiando, ele sempre me elogia, mas hoje achei forçado como se estivesse se desculpando por alguma coisa. Deve ser coisa da minha cabeça!

Depois de me despedir sai da clinica encontrando Latrel e Zac, meu humor havia melhorado e deixei aquela sensação que sentia no peito para lá.

- Como esta minha gravidinha predileta? –perguntou Zac, quando entrei no carro.

- Bem melhor e como vão meus mais fieis companheiros? –perguntei enquanto o carro saia do lugar.

- Bem melhor, o dia foi chato sem sua chatice. –disse Latrel.

- Mas é minha chatice que faz vocês me amar. –digo fazendo manha. Eles começam a rir.

Conversamos sobre como tinha sido meu dia e os planos para o final de semana.

- Podíamos fazer uma festa na piscina, o que acham? –perguntei empolgada.

- Se o Luke não nos matar podia sim. –respondeu Zac.

- Ele não vai fazer nada e ele est... –Sinto um impacto do lado de Zac muito forte, o carro começou a rodar e encapotou. Tudo aconteceu rápido meu corpo era balançado para os lados sem parar e meu corpo doía, meu estomago ficou ruim, e eu não sabia o que estava acontecendo, só queria que parasse isso logo.

Quando tudo parou, estava de cabeça para baixo, minha sorte era o sinto de segurança, estava com um zumbido no ouvido e alguns machucados pequenos pelos braços, minha cabeça doía.

- Ai... –murmuro tentando me orientar. Olho para frente e vejo sangue na cabeça de Zac, me desespero. Latrel não se mexia.  Não, não, não.

- Zac? Latrel? Por favor, acorda! Vocês estão bem? Por favor! –perguntava baixo tentando os alcançar. Soltei-me do sinto de segurança com dificuldade, para ter melhor acesso ao me aproximar deles, quando a porta e aberta e alguém me puxa de dentro do carro.

Por um momento achei que fosse ajuda, até que vejo que estavam com touca ninjas que só mostrava seus olhos, me tacaram no chão com brutalidade, senti na hora meu cotovelo ser rasgado com o impacto do solo.

Soltei um gemido de dor quando senti um chute em minha barriga, meu filho! Coloquei a mão em forma de proteção em minha barriga e me encolhi no chão como uma bola. Leva chutes em meus braços, minhas costas e costelas.

- Por favor, parem! Por favor!  -pedi em desespero eu sentia uma dor horrível no pé da minha barriga e sabia que não era coisa boa.

Eles continuaram por algum tempo, era dois ao todo, não sei ao certo quanto, eu chorava e tentava me manter firme para o meu filho. Ele só param quando senti algo molhar minhas pernas.

- Parece que não vai haver um herdeiro Otzes. –disse em deboche e saiu de perto de mim. Olhei para minhas pernas e fiquei em choque, minha calça branca agora estava vermelha e molhada de meu sangue. Estava em choque.

- Meu filho, meu filho. –murmurava baixinho acariciando minha barriga enquanto chorava e sentia-me cada vez mais fraca. Ouvi o som de um carro se afastando e depois de alguns minutos ouvi uma porta se abrindo com um rangido.

Minhas vistas estavam se escurecendo e me sentia cada vez mais fraca, como se meu corpo ficasse leve e minha dor sumisse aos pouco. Antes de tudo apagar ouvi uma voz ao longe e senti mãos aos meus braços.

- Allana! -

 

 

 


Notas Finais


ixi!!!
Bjks...


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