História Os Otzes - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Máfia, Original, Romance, Tortura, Violencia
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Palavras 2.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura amores (=*;*=)

Capítulo 11 - Vamos ver se a vida esta pronta para a morte!


Fanfic / Fanfiction Os Otzes - Capítulo 11 - Vamos ver se a vida esta pronta para a morte!

*Leon Smith*

Escuto o celular tocar em cima da minha mesa, hoje o dia esta cheio com a viajem de Luke e Bernard. Vejo o led de meu celular piscar e em seguida a vibrar em cima de minha mesa no escritório. Pego em minhas mãos e vejo o nome de Luke na tela. Atendo.

- Fala Luke! –murmuro ao entender.

- Leon, tudo isso foi para me tirar de Miami, reforce a segurança o mais rápido possível de todos os nossas propriedades e da nossa família e casa. –murmura Luke todo exasperado na ligação.

- O que está acontecendo Luke? Pode deixar que vou aumentar os seguranças de tudo aqui e ficar de olho. –murmuro com seriedade em meu tom de voz.

- É o Mitchell, não sei o que ele quer comigo longe de casa, mas estou voltando o mais rápido possível. Qualquer coisa que acontecer me avisa e fica esperto, estamos em guerra. –murmura com ódio em sua voz.

- Yeah. Vou cuidar de tudo até sua chegada, e vocês se cuidam ai também, não deixe de me avisar quando sair daí. –murmuro preocupado. Desligamos.

Começo a avisar todos os seguranças para ser reforçado, estava uma correria e uma gritaria dando ordens e mandando os que estão na rua ficar de olho em tudo a volta para ver se descobre o que esta acontecendo e qual plano daquele caralho.

 Meu celular toca e atendo estranhando a ligação ser de Latrel. Droga, Allana! Já fico desesperado e atendendo rapidamente.

- Latrel? –pergunto preocupado.

- Senhor Leon, sofremos um atentado e... –não deixo ele terminar, levanto de minha cadeira desesperado e corto sua fala.

- O que aconteceu com a Allana? Ela esta bem, e o bebê? –pergunto exasperado e andando de um lado para o outro.

- Estamos no Hospital senhor, ela esta inconsciente e não acho que a criança resistiu. –murmura de uma só vez com dor em suas palavras.

- Estou indo para ai. –falo desligando o celular e saindo do meu escritório.

  Dirijo feito louco pelas ruas de Miami para o hospital. a Allana é uma mulher incrível e não quero que ela sofra, poço estar começando a gostar dela. Meus pensamentos esta a mil, tenho que ligar para Luke urgente, ele não vai gostar nada disso.

O que me parece estranho é que não deixamos essa noticia de Allana se espalhar para a segurança dela. Ela pode ter sido vista com a gente no clube, ou ser vista com Luke, porém ninguém poderia imaginar sua importância para os Otzes, poderiam até pensar que ela é uma vadia.

Chego ao hospital com esses pensamentos e estaciono o carro mesmo com pressa, saio correndo em direção à recepção.

- Allana Pyrce! Onde ela esta e como esta? –pergunto apressado olhando a mulher loira de uns 30 anos, que meche em seu computador ela me olha e começa a procurar.

- Leon? –escuto meu nome e me viro para o corredor de azul claro e vejo Latrel. Ele esta com a camisa com sangue o braço direito engessado e uns cortes na cabeça. Corro até ele.

- Latrel! O que aconteceu? E a Allana? –pergunto

- A Lana esta sendo atendida senhor. Vamos para a sala de espera e eu te conto tudo. –murmura cabisbaixo.

 Sigo-o pelo corredor, entramos no elevador e o tempo todo ele estava cabisbaixo isso estava acabando comigo. Chegamos à sala de espera, estava vazia. O olho esperando me dizer o que aconteceu. Ele suspira e me olha.

- Senhor, estávamos indo para mansão quando um caminhão bateu do lado do motorista, fazendo o carro rodar e encapotar na rua. Eu apaguei por alguns minutos senhor... –ele suspira e olha para baixo se culpando. – Eu acordei com o barulho de Lana gritando de dor, ela estava fora do carro, sai do carro com dificuldade e vi um carro saindo correndo. A Allana segurava a barriga quando cheguei perto dela e desmaiou... Ela sangrava... Pelas marcas em sua roupa branca percebi que chutaram ela na barriga e costas. Desconfio que esse fosse o proposito, o filho que ela carrega. –murmura com ódio e fechando as mãos em punho, era visível sua raiva.

- Mas como eles sabiam da gravides? A barriga esta imperceptível ainda! –murmuro pensativo com aquela hipótese e com ódio por ela esta passando por isso. – E o motorista de Allana? –pergunto, pois não o vi e Latrel nada comentou.

- Ele não resistiu senhor. –murmura com dor em sua voz. Pelo que Luke falou os três construíram uma amizade forte entre eles.

- Sinto muito, você já foi atendido esta bem? –pergunto.

 - Obrigado, já sim, vou ficar bem senhor. –murmura.

- Se quiser pode ir embora descansar Latrel. –murmuro.

- Vou esperar para saber de Allana senhor, se não se importa. –murmura apreensível.

- Tudo bem. –falo me sentando.

Preciso ligar para Luke, e não sei qual vai ser sua reação. Pego o celular receoso e ligo. No segundo toque ele atende.

- Leon? O que aconteceu? –pergunta. Respiro fundo.

- Foi a Allana... Bateram no carro e parece que a espancaram, estamos no hospital esperando noticias. –falo tudo de uma vez.

- Você só pode estar brincando comigo Leon. –fala Luke com a voz preocupada.

- Não Luke, pelo que parece planejaram tudo e sabiam de Allana e sua gravides. Vou investigar. –falo com ódio e fecho o punho e aperto o celular com a outra mão.

- Estou indo para ai, não demoro. –murmura e desliga.

Alguns minutos depois chega um medico a sala. Levanto-me assim que o vejo entrar.

- Parente de Allana Pyrce? –pergunta.

- Sim. Sou o Leon, amigo dela. –murmuro preocupado.

- Sou o doutor Brian, Allana é minha paciente. –murmura me cumprimentando.

- Como esta ela doutor? –pergunto com nervosismo em minha voz.   

- Ela está inconsciente no momento, esta com alguns ferimentos, mas ficara bem.  Infelizmente a criança não resistiu as pancadas após o acidente. A sedamos e ela acordará em algumas horas, quando o corpo dela estiver pronto. –murmura em tom profissional.

- Poço ver ela? –pergunto esperançoso.

- Claro, ela pode precisar de apoio quando acordar. –ele disse de forma amigável.

Acompanhei a enfermeira que estava na porta, que só reparei depois e cheguei ao quarto e entrei, Allana estava deitada na cama, com alguns machucados nos braços, o rosto estava sereno. Ela é tão linda!

Sentei na poltrona que havia perto de sua cama, e fiquei a observando ela dormir e tentando pensar em como agir com ela, quando a mesma souber da infeliz noticia. Latrel veio ver ela em algum tempo depois e ficou segurando a mão dela pedindo desculpas. Pedi para ele ir embora descansar e depois avisava quando ela acordar.

Depois de colocar dois seguranças na porta do quarto de Allana, pedi para começar a investigar quem teria sido os homens de Mitchell que fez esse serviço, pois eu mesmo iria destruir cada pedaço de seu corpo. Dormi com esse pensamento e lamentando o que Allana estava passando e iria passar daqui para frente.

 

 

*Luke*

 

Cheguei ao hospital de manhã, fui direto para o quarto de Allana, estava muito preocupado com seu estado e não sabia qual seria sua reação depois de souber da noticia, Leon havia me dito o que o medico disse, e que ela ainda não tinha acordado, mas poderia acordar a qualquer momento, queria ser eu estar ao seu lado quando souber da perda e ajudar a passar por tudo isso juntos. Vou protegê-la de tudo e todos. Estou me sentindo culpado por não ter a protegido direito, mas isso não vai mais se repetir.

Entro no quarto e a vejo deitada tão serena, estava com alguns fios monitorando a pressão e seus batimentos, Leon estava deitado na poltrona desajeitado dormindo, ao fechar a porta ele acorda assustado.

- Relaxa. Ela já acordou? –pergunto.

- E ai irmão! Ainda não. –diz a olhando com ternura. Aproximei-me da cama, e segurei sua mão, acariciei seu rosto com as costas de meus dedos, sua pele era macia e senti uma sensação de conforto e carinho. Ela era importante para mim, se tornou muito rápido.

- O que aconteceu? –perguntei a Leon.

Ele me contou tudo o que Latrel o disse, e isso estava me incomodando. Eles sabiam de sua gravidez seu caminho para casa. Precisava falar com ela para ter mais detalhes.

Fiquei com Allana por mais algumas horas quando a mesma começa a despertar, seguro sua mão e aperto. Vejo seus olhos se abrirem e ela os fechar pela claridade. Ela olha em volta tentando focar em algo e me olha sem entender o que esta acontecendo. Aperto seus dedos e olho com carinho para ela.

 

 

*Allana*

 

Acordo sentindo-me desorientada abro os olhos ao sentir uma mão em minha, pela claridade fecho os olhos, e torno a abri-los. Olho em volta sem saber onde estou tentando focar em algo para me localizar. Vejo Luke em minha frente, ele segura minha mão esquerda e me olha com carinho, seu rosto esta com a aparência cansada, e com oleiras indicando uma noite mal dormida ou que nem chegou a dormir. Franzo o cenho quando percebo que tem algo errado, meu corpo dói.

Como um susto, me lembro do que aconteceu.

- Meu filho! –murmuro assustada e coloco minhas mãos na barriga, soltando a mesma da mão de Luke. Minha voz sai fraca e baixa.

- Allana! Eu sinto muito. –murmura Luke receoso e com um olhar de pena. Não... Não... Não... Começo a mexer minha cabeça para os lados negando. Solto um soluço doloroso e deixo minhas lagrimas caírem sem pudor algum. Luke tenta me abraçar e percebo Leon saindo do quarto murmurando algo como médico.

- Allana, amor, se acalma. Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. –murmurou, mas suas palavras não fazia efeito em mim.

Estava desesperada perdi minha única família, meu único elo de sangue com Jack, meu primeiro amor. Jack.... Isso não pode ser real, é isso um sonho! Estou dormindo.

- Eu quero acordar! Acorda Allana, acorda... –digo desesperada e com um sorriso, pois isso é um sonho.

- Allana você esta acorda. Você vai superar isso, se acalme eu estou com você.  –escuto uma voz me dizer, mais nego isso não é real. O Luke não esta aqui, ele esta viajando não esta?

Sinto um sono me percorrer e escuto voz ao meu redor, me rendo ao sono e fecho os olhos.

Acordo com dificuldade e respiro fundo, me lembro de onde estou e o que ocorreu para estar aqui. Abro os olhos e vejo Luke dormindo em uma poltrona perto de minha cama, ele esta com a aparência cansada. Tenho alguns flashes do meu estado quando acordei, e lembro que não terei mais meu bebê comigo, sinto minhas lagrimas descerem e solto um gemido baixo acariciando minha barriga.

Me assusto ao ver Luke segurar minhas mãos.

- Allana. –murmura baixo, e me olha nos olhos. Vejo tristeza em seus olhos e sinceridade.

Luke me abraça e retribuo chorando e sentindo minha dor em meu peito aumentar por saber que realmente aconteceu. Eu perdi meu filho.

Me tiraram minha força e fonte de alegria, não irei ver seu primeiro sorriso, nem escutar me chamar de mãe, seu primeiro dente e passo. Não saberei se se pareceria como o pai ou comigo, nem se seria menino ou menina. Sabe eu sentia que era menino. Luke me soltou e olhou em meus olhos, segurou minhas mãos e respirou fundo.

- Eu sei que esta sendo difícil e é horrível o que aconteceu, mas preciso que você me diz o que aconteceu. –murmurou baixo tentando me manter calma e me passar força. Limpou minhas lagrimas em meu rosto. Respirei fundo e olhei para nossas mãos.

- Estávamos conversando sobre uma festa na piscina com o Latrel e o Zac, eles achava que você não iria deixar. –murmuro e soltou um sorrisinho triste lembrando. – Acho que algo bateu no carro, não sei, virou algumas vezes e encapotou. –começo a chorar ao lembrar-me de meus amigos inconscientes. – Eles estavam inconscientes e sangravam, tentei ajudar e me soltei do sinto de segurança, quando alguém abriu a porta e me tirou do carro... Me jogou do chão com tudo, eu achei que iriam me ajudar. –murmuro chorando. Luke me abraça novamente.

- Você esta segura agora, eu estou aqui com você agora. –murmura em meus cabelos, acariciando os mesmos.

- Eles começaram a me chutar. Era dois, o primeiro chute foi na minha barriga. –soluço relembrando do medo que senti. – Eles queriam me atingir na barriga, tentei proteger meu filho Luke, mas não consegui... Eles só pararam quando viram sangue em mim. E antes de ir embora ele disse... Ele disse... “Parece que não vai haver um herdeiro Otze”. –falo entrando em desespero por lembrar-me de cada palavra dita a mim com tanto ódio.

Luke me apertou e senti seu corpo ficar tenso. Ele me solta e respira fundo.

- Isso não vai ficar assim Allana, eu juro. –murmura me olhando com intensidade.

- Não, não vai Luke! –murmuro fitando o nada. Lembro-me de Latrel e Zac e me preocupo com eles outra vez. – Luke, e Zac e Latrel? Como eles estão? –pergunto querendo ver meus amigos.

- Latrel quebrou o braço e esta preocupado com você, está ai fora querendo te ver. –murmura receoso. Isso me deixa aflita.

- E Zac? –pergunto com um fio de voz, com medo de sua resposta, meu coração bate mais forte.

- Sinto muito Allana, ele não resistiu a batida! –murmura e me abraça.

Perco-me por um instante ou talvez minutos, não sei ao certo. Meu amigo morreu? Zac? Meu gordinho lindo e carinhoso, que adora sorvete?! Começo a lembrar de nossos momentos juntos, a maioria no carro, nossas conversas e nossa ultima conversa. Sinto as minhas lagrimas descerem em meu rosto e molhar a camisa de Luke.

Tudo esta dando errado para mim, seria melhor eu ter morrido junto ao meu filho e amigo, assim estaria com eles e Jack finalmente estaria do meu lado outra vez. Entro em desespero e me afundo em um abismo negro e solitário. Onde não quero sair e não me importo em continuar lá pelo resto de minha maldita vida, de sofrimentos e mais sofrimentos.

Meu Deus, isso nunca vai acabar? Eu vou reerguer desse tombo? Minhas feridas vai se cicatrizar?

Como puderam fazer isso comigo? Com meu filho sendo inocente? Como pode existir pessoas com o coração tão ruim, com coração de pedra?

Talvez a vida queira me mostrar que o que acho ser certo, não é o correto de fato para minha vida, meu mundo não é o certo de se viver. Pegaram-me em uma troca de tiros e não se importaram com minha inocência. Talvez chegou a hora de me fazer forte e parar de me preocupar com o bem estar do próximo, só talvez seja hora de descontar o que me fizeram e me faz sofrer.

Talvez seja hora de colher meus cascos e me reconstruir mais forte e indestrutível.

 Vamos ver se a vida esta pronta para a morte!

 

  



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