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História Os pervertidos - Capítulo 66


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Notas do Autor


Esse capítulo ainda tem muito trecho da versão da segunda temporada. Então só ir pulando as partes que já leu. XD Vão notar muitos erros, pois meu dia foi muito corrido, e não deu pra revisar. Postei ainda hoje pra não sair das postagens "segundas e sextas". Eu poderia deixar pra mais tarde, revisar com calma, mas realmente estou sem muita paciência pra revisar. X_X Os capítulos tanto do outro quanto desse, respondo amanhã.

Já o capítulo dela, também reviso amanhã. Provavelmente à noite.

Capítulo 66 - Minha mãe é um monstro?


 

Eu estava sentindo meu corpo muito pesado. Sentia como se um cansaço enorme tivesse tomado conta de mim. No meu braço esquerdo tinha algo que machucava um pouco. Minha visão estava muito embaçada, então não dava pra ver o que era. Só sabia que além de ter algo em meu braço, que creio eu que possa ser um escalpe, tinha alguém ao meu lado.

— Finalmente você acordou e saiu daquela coisa. — essa voz me parece familiar. — Já estava pensando que você iria ficar dentro daquilo para sempre.

— Sougo? — questionei abstrusa. Eu ainda não estava enxergando direito, mas minha vista já estava dando pra ver sua silhueta e as cores do seu cabelo e do que vestia. Eu estava um pouco tonta, sentia bastante confusa e também eu estava com muita fome e muita sede.

— Sim, sou eu. — por que seu rosto está parecendo maior?

— Você engordou? — indaguei surpresa. Creio que ganhou peso, pois está muito bochechudo. E como ganhou em poucas horas?

— Não. Continuo com o mesmo peso de sempre.

— Como não se... Que merda foi essa?! — questionei espantada após minha visão voltar ao normal, num piscar de olhos, e eu me deparar com sua cara toda inchada e roxa. — Quem fez isso com você, Sougo? O que você fez de errado para baterem em você?

— Por que exatamente fui eu que errei? Não parou pra pensar que eu possa ser inocente nessa história? — ele realmente está perguntando isso?

— Eu te conheço, seu idiota! Me diz: o que você fez de errado? E quem foi que te bateu?! Provavelmente foi um cara muito forte pra ter te deixado nesse estado. E pelo o estado dos machucados, tenho certeza que ele estava fervendo de ódio de você.

— Foi o papai. — arregalei os olhos. Como o papai bateu nele se estamos no internato? E por quê? E eu não consigo acreditar que foi ele, pois ele não exagera tanto assim. E quem bateu no Sougo, bateu com toda raiva do seu ser, e provavelmente, queria matá-lo. — Ele me pegou com algumas garotas em sua cama, e ficou puto da vida ao ver que tinha esperma por todo lado. — fiquei completamente envergonhada e irritada com o seu comentário. Como ele pôde fazer esses tipos de safadezas logo na cama do papai? E como ele explica o que fez, de uma forma tão natural?

— Tá de brincadeira, Sougo? Existe motel pra que, seu vagabundo?! E por que você não levou pro seu...?! — parei ao me tocar em algo. — Como te pegou na cama dele se você está aqui no internato? Tenho certeza que você não fez isso. Tá tirando uma com minha cara, né? Você bem pegou alguma mulher comprometida e o corno te quebrou no pau. E foi daqui do internato, né? Uma pessoa normal não conseguiria fazer isso com você, mesmo que fosse uns cinco de uma vez.

— Bereunice... — ele suspirou fundo. Antes de ele continuar, algo que estava atrás dele, chamou minha atenção.

— Por que aquele calendário está marcando 20 de fevereiro de março, de dois mil e vinte, se hoje é vinte e quatro de setembro de dois mil e dezenove? 

Tenho certeza que eu passei mal na madrugada da terça, já que na noite da segunda foi o dia que fizemos aquela brincadeira.

 

***

 

Após Bereunice perder a consciência, logo foi levada para a enfermaria. Por Haru poder curar seus ferimentos, imediatamente fez a marca de sua face sumir. Já Sougo, tem seu poder de cura um pouco lento considerado ao do moreno. Só estará com a face normal, por completo, só daqui no mínimo oito horas.

Depois que chegou Tsunade, ela avaliou a garota e disse que o problema dela era só fraqueza e desidratação. Recomendou tomar alguns soros e, depois, desse pra comer sopas, sucos, mingau nos dois ou três primeiros dias para seu corpo ir se acostumando, já que passou meses sem comer. Sougo iria pedir a mulher pra curar suas feridas, mas a conhecendo bem, desistiu de fazer.

Logo após ficar duas horas junto com Sougo, vendo a loira, Haru decidiu ir pra casa, falar com o pai. Dois minutos após ele ter saído, a loira acordou.

Depois de ver aquela data, ficara muito chocada. Como pode alguns meses passar num piscar de olhos? Ela não queria acreditar nisso.

— Infelizmente aconteceram muitas coisas. — o sádico começou com a voz um pouco nervosa, pois ele conhece bem a irmã e sabe o quanto ela fica nervosa com mudanças repentina, e o que tinha a dizer, com certeza seria demais pra ela. — Na madrugada de terça, houve alguns acontecimentos que abalou muito a gente, principalmente ao L e a nossa família, como também a família de Tomoe. — nesse momento, foi entrando o diretor que foi chamando a atenção do sádico pra ele, principalmente da jovem que estava muito nervosa com o que o sádico estava dizendo. Algo em seu ser estava dizendo que acontecera alguma coisa grave.

— Akira lindo! — o branquelo foi em sua direção, lhe abraçando choroso. — Ainda bem que você já acordou e saiu daquela coisa. Eu pensei que você nunca mais iria acordar, e que eu jamais poderia ver seu rosto lindo e sexy novamente. — roçou o rosto do nosso da mais nova, lembrando-se do loiro lindo que faz seu coração bater mais rápido.

— Tem alguma roupa para emprestar para ela vestir? Uma roupa que não seja de macho? — o sádico perguntou com a voz seca. Ele não gosta nem um pouco desse jeito que o diretor trata à loira. E a cada dia que passa, ele está começando achar que o mais velho está esquecendo o lado feminino dela e achando que só existe o seu eu masculino.

— Tenho sim. Só um minuto. — desapareceu para pegar as roupas. Sougo viu o outro sumir de suas vistas, e por um segundo ele tentou afastar a ideia da cabeça que o diretor poderia trazer uma daquelas roupas esquisitas que ele usa.

— Por que eu estou sentindo meu cabelo enorme? — questionou confusa, tocando em seus fios loiros  — O aplique era grande, mas não tanto assim.

— Parece que seu cabelo cresceu muito e, por estar com aplique, ele está enorme.

— Como assim cresceu? Realmente essa coisa de ter passado meses é verdade? Eu realmente fiquei dormindo todo esse tempo? — ela estava muito preocupada.

— Bereunice... — o rapaz parecia hesitante em continuar. — Você está...

— Aqui, a roupa. — o diretor entregou as roupas à Sougo, que suspirou aliviado por não ser uma roupa de mulher gato ou de coelhinha, como temia.

— Dá pra sair um pouco pra eu poder vesti-la? — o rapaz perguntou para o outro.

— Não! Eu prefiro que o diretor me vista. Você não é confiável! — falou um pouco corada. Na verdade, ela queria se vestir sozinha, porém sabia que seu corpo ainda estava fraco, poderia cair. E entre o diretor e Sougo, prefere o branquelo mesmo.

— E você acha isso confiável? — o sádico apontou para o branquelo que espremeu os olhos. — Isso que me arrastou para o quarto, desacordado, com duas alunas? — a loira olhou para o outro, espantada.

— Só foi uma vez, e com você. E já aprendi minha lição! Nunca mais farei uma coisa dessas! — soltou irritado ao lembrar-se da punição dada pelo sádico por seu ato errado.

— Mas ele não é perigoso quando estou na minha forma normal. — soltou um pouco assustada.

— Parem de me tratar como se eu fosse algum tarado! Só foi uma vez e eu me arrependi amargamente. E como! — olhou novamente irritado para o sádico que ignorou seu olhar raivoso.

— Tudo bem. Só não se transforme em macho, senão você vai correr um grande perigo com ele por perto. — ele disse, indo em direção à porta.

O diretor então começou vesti-la. Mesmo ele sendo gay, ela estava meio envergonhada...

 


***
 

 

Logo após ver a loira ser atendida por Tsunade e colocada no soro, depois que tomou o primeiro e foi colocado o segundo, Haru deduziu que ela iria ainda ficar inconsciente por horas. Por isso, foi até o corredor pegar suas coisas que deixou lá, e foi logo tomar um bom banho e preparar algumas coisas pra ficar com ela. Ele iria avisar logo seu pai, mas o mais velho não estava ainda presente. Provavelmente saiu pra fazer algo importante, envolvendo sua organização, e só vai voltar quase de manhã.

 

***

 

Eu já estava vestida com um vestido branco e um casaco por cima, já que era de noite e estava frio. Enquanto eu me vestia, ouvia a voz do Sougo, no lado de fora, avisando ao papai que eu acordei e logo estaríamos indo casa.

— Isso realmente é muito estranho. — o diretor dizia olhando em minha direção. Sougo já estava dentro da sala, após ouvir do diretor que eu já estava vestida. — Teoricamente ela deveria estar fedendo, com as pernas peludas, muito magra e com um bafo desgraçado. Ou melhor: nem deveria estar viva, pois um humano não consegue passar todos esses meses sem beber água e comer. Porém, ela só está um pouco fraca; não está muito desidratada nem muito desnutrida.

— Então eu fiquei realmente dormindo por meses... — soltei cabisbaixo. Se até o diretor está falando, então isso não é uma brincadeira idiota do Sougo.

— Bereunice... — Sougo começou após suspirar. Notei novamente hesitação em seu tom de voz. — Estamos agora em vinte de fevereiro de 2020.

Eu não queria acreditar que em piscar de olhos eu virei maior de idade.

— Você ficou naquela coisa, que parecia um tipo de casulo, desde setembro até agora. — o diretor contava sério. — Você ficou naquele corredor, como um animal em um casulo, por quase cinco meses.

— Espera! Eu reprovei?! — finalmente me toquei no que eu não tinha me tocado desde o momento que descobri que agora já era 2020.

— Não. Para sua sorte, você já tinha três notas em todas as matérias, e ao total davam 30. E para passar, precisa de 24, no mínimo.

Respirei aliviada.

— E o papai, Sougo? Como ele ficou ao saber que eu não voltaria pra casa? E o Gin e o Hiji? — eu questionava preocupada. — E a mamãe? Ela veio até mim? — estranhei os dois se olharem como se tivessem com receio de continuar.

— O papai vinha lhe ver todas sextas e sábados. Ele anda muito preocupado com você. Já o Gin Hiji fica com você nas terças, o idiota do Aizen ficava domingos e segundas, o viado do Sasuke e L nas quartas, e eu e Haru ficávamos nas quintas. — L? Sasuke? O Haru até entendo por ser meu irmão, mas e os dois? — Depois que as aulas chegaram ao fim, o diretor permitiu que continuássemos a dormir aqui no internato, para ficar junto a você.

De repente veio algo em minha mente, algo que me deu medo e fez meu corpo estremecer.

— A Tomoe? — minha voz saiu meio trêmula. Eu não sei dizer o porquê, mas sinto uma sensação estranha ao me lembrar dela. — O que aconteceu com ela? — por que sinto uma sensação estranha na minha garganta?

— Ela foi enterrada alguns meses. — o diretor começou com uma voz muito mais séria, algo não comum vindo de sua parte, fazendo meus olhos arregalarem.

— Como assim enterrada? Do que ela morre...? — logo meus olhos se encheram d'água ao vir em minha cabeça, uma lembrança que eu não queria ter lembrado. Meu corpo todo começou a tremer um pouco mais e uma vontade enorme de vomitar tomou conta de mim.

— Ei, virjona! Você está bem? — Sougo colocou a mão nas minhas costas, me aparando.

— Vou pegar um pouco d'água. — o diretor avisou se afastando de nós. Eu respirava com dificuldade; eu não acredito que por alguns minutos eu me esqueci daquilo... Do que aconteceu com ela e do que aquela coisa disse...

— Eu estou. — soltei ainda meio trêmula, tentando recuperar meu fôlego. Logo o diretor chegou e comecei a beber água pra me acalmar. — Diretor. — voltei a falar após cinco minutos. — O que aconteceu depois? Noticiaram o caso? Como noticiou se o que matou ela não parece ser humano?

— O caso da morte dela está sendo investigando internamente, sem o conhecimento do mundo externo. Foi pedido a família dela que tudo ocorra em segredo para que nossa existência não seja revelada. — ele olhava fixamente em meus olhos enquanto contava tudo. Já Sougo, olhava pra ele. — Perguntei ao Ryuk se ele tinha...

— Ryuk? — perguntei confusa. Nunca vi falar nesse cara.

— Melhor você não saber quem é. — soltou um suspiro, continuando com seu raciocínio. — Bom, eu o perguntei quem poderia ter matado a garota e ele me falou que foi uma coisa não humana. Ele disse que não podia entrar muito em detalhe, mas que você, Bereunice, deveria ter muito cuidado, pois essa tal coisa iria voltar, talvez um ano depois ou mais, pra devorá-la...

— Então tudo aquilo foi real? — eu me abraçava assustada. — Então a Tomoe realmente era minha irmã, a qual aquela mulher chamava de peão e com a morte dela eu absorvi sua energia? — indaguei me lembrando de tudo que ocorreu naquele dia.

— Pelo o que Ryuk me disse, sim. Vocês duas eram irmã gêmeas, e aquela coisa sempre mata a mais fraca, a que denomina como peão, e devora a segunda irmã gêmea, que ela denomina de rei, tempo depois dela absorver a energia da outra.

— E a mamãe? Ela sabe do que aconteceu comigo? Do que aconteceu com a sua outra filha? A propósito... Se a Tomoe era minha irmã, por qual motivo crescemos separada? A mamãe sabe da existência dela? Eu me lembro de quando a perguntei se teve gêmeas, ela disse que só teve uma filha. Eu realmente estou muito confusa...

— Vamos deixar de conversa. Vou levá-la pra casa pra você tomar um bom banho e poder comer algo. — Sougo foi me levantando da poltrona, me colocando em seus braços.

— Sougo... Você está tentando mudar de assunto? — eu questionei séria pra ele. O conheço bem, e ele está tentando mudar de assunto por algum motivo.

— Não. Apenas você precisa comer e tomar banho, pois você está fedida.

— Mentira! O diretor deixou claro que eu nem sequer estava com bafo. Então me diz logo, Sougo: o que minha mãe disse em relação a tudo isso? Ela veio me visitar? Ela soube o que aconteceu com sua outra filha? Ela soube que tinha outra filha?

— É melhor dizer a verdade, Souguinho. — me desesperei mais com o que o diretor disse.

— Diz logo! — já mandei chorosa. Não gosto que fique me enrolando.

— Com a morte da Tomoe e com o que aconteceu, tanto ela como os pais da Tomoe foram informados sobre o ocorrido. — ele dizia com a voz séria e baixa. Eu estava muito nervosa em pensar como ela pode estar ao saber do ocorrido. Provavelmente está triste com o que aconteceu comigo e com a morte de sua segunda filha. — Os pais dela compareceram horas depois, por causa do voo, já sua mãe...

— O que tem ela? — questionei preocupada, principalmente por sua hesitação em falar.

— Ela disse que não estava nem aí, que você era agora responsabilidade do seu pai Takashi. — o diretor contou no lugar do Sougo que desviou um pouco o olhar. — É duro contar isso, mas é melhor logo ouvir a realidade: ela não se preocupou nem um pouco com seu estado nem mesmo com a morte da sua outra filha, que descobrimos através do Aizen, que ela vendeu para o casal Tomoe. Parece que ele fez um exame de DNA e descobriu que ela era filha dele também. Então confrontou sua mãe e descobriu com seu poder que ela vendeu Tomoe para os pais adotivos dela, com ajuda de sua amiga enfermeira. Foi até por isso que ela foi se oferecer pra ele, querendo em troca o seu silêncio. Mas você e seu pai os pegaram juntos e resultou na separação dos dois.

— O quê?! — eu estava completamente chocada. Eu sabia que minha mãe não gostava tanto assim de ser mãe, mas eu não sabia que era essa podridão de ser humano.

— Sei que é doloroso, Akira lindo, mas sua mãe não se importa com você tão pouco com sua irmã que morreu. — algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto. Eu estava muito chocada com o que ouvi...  Minha mãe é um monstro? 

 



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