História Os príncipes e os plebeus - Capítulo 10


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Boys Over Flowers, Chanbaek, Clichê, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kimseuk, Principes, Reinos
Visualizações 356
Palavras 4.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha quem voltou rapidinho com cap novo? Eu mesmaaaa <3
Enem amanhã! Mas para relaxar corrigi o capítulo e to vindo aqui postar hhaha
Vamos ver o que vai dar nessa perda do Baek haha
BOA LEITURAAAA

Capítulo 10 - Do jeito dele


Fanfic / Fanfiction Os príncipes e os plebeus - Capítulo 10 - Do jeito dele

Byun Baekhyun

Minha cabeça dói. Abro meu olhos lentamente e sinto dores espalhadas pelo meu corpo pelo tempo que fiquei desmaiado nesse chão duro.

Vejo que minha mão estar ralada por ter segurado em uma pedra antes de cair no chão e apagar.

— Aish! Onde é que eu tô? — olho para os lados, tentando encontrar as setas. — Essa merda está ardendo. — sopro o ralado para ver se ajuda. — Que merda você fez, Baekhyun? Por que saiu correndo?

Começo a andar, mas chego a bela conclusão que estou perdido.

Que maravilha! Meu senso de direção já é uma bosta e perdido então, vou morrer aqui.

Já está difícil de ver tudo, anoiteceu e o céu, apesar de ter muitas estrelas e estar lindo esta noite, não está me ajudando em nada. Eu corri tanto, que não tinha nenhuma noção do quanto andei.

Eu ainda tento entender o que tinha acontecido comigo. Por que aquele pânico crescente tinha crescido no meu peito depois de ver tanto fogo... Eu tenho alguma péssima recordação envolvendo fogo? Não me recordo de nada disso e isso me deixa com uma pulga atrás da orelha.

Como eu voltaria para o acampamento?

É horrível essa sensação de estar sozinho em um local que você não tem mecanismo de defesa. Eu não sou um possível sobrevivente de selva e, por isso, eu estava sentido o ceifador cheirar meu cangote.

Se eu escutasse barulho de água, encontraria a cachoeira e poderia me localizar.

Estou andando faz um tempo e não consigo escutar barulho de água nenhuma. Aquela região de Lyon faz muito frio e minhas roupas ainda não estavam completamente secas... Puta que pariu, onde você foi se enfiar, Baekhyun?

Que loucura é essa?

Começo a gritar para ver se alguém estivesse pelas proximidades. Lembrava que existem notícias que falam sobre alguns membros da Guarda Nacional fazerem patrulhas nas regiões ao entorno do palácio para verificar se existem rebeldes escondidos em pontos estratégicos que chegassem o castelo. A floresta é um desses pontos.

Em um momento que eu olho para o alto enquanto ando de costas por achar que tinha encontrado um seta caindo aos pedaços, sinto meu corpo girar e rolar por um pequeno morro de terra durante uns 5 segundos.

— AI! — urro de dor quando tento levantar depois de rolar por um tempo, eu dei um jeito no meu tornozelo. — Era só o que me faltava! — sento em um canto afastado. Teria de esperar amanhecer para voltar a andar, precisaria procurar alguma coisa na qual me apoiar...

Fico recostado em um enorme tronco de árvore.

Estou com frio e com fome.

A sensação de se perder e não ter a certeza se alguém vai te procurar é horrível.

Para uma pessoa tão certa das coisas quanto eu sou, ter a incerteza como sua principal companheira essa noite.

É uma sensação tenebrosa.

(*)

— Algum mosquito te picou? Você tá com cara de cu. — Sehun entra na barraca, olhando para Chanyeol sentado em uma das poltronas, encarando o nada de braços cruzados.

— Eu só estou pensando... Como aquele baixinho fala as coisas assim e depois simplesmente segue a vida dele normalmente!? — Chanyeol levanta da poltrona. — Ele é mesmo muito corajoso.

— O encontro não deu certo? Baekhyun ficou puto? — Sehun senta no lugar anterior de Chanyeol. — Eu sabia que isso aconteceria.

— Ele é simplesmente... Insuportável! Por que ele não sai da minha cabeça? Toda hora ele vem a minha mente com aquela expressão séria dando lição de moral em mim, o príncipe de Lyon... Toda hora eu penso sobre o que ele fala e essa merda tem um fundo de verdade, mas eu não consigo parar de pensar nele! — Chanyeol fala em um tom revoltado que faz Sehun rir.

— Será que o feitiço não virou contra o feiticeiro? — Sehun comenta abrindo um sorriso no canto da boca. — Se o super-homem não sai da sua cabeça, quer dizer que... Talvez alguém esteja desenvolvendo sentimentos pelo baixinho irritado.

— Tá brincando comigo!? Isso não é possível.

— Chanyeol, essa é sua primeira vez tendo uma fixação sobre alguém. Você só fala sobre ele e essa indiferença dele a você, talvez Byun Baekhyun já tenha lançado um feitiço no príncipe e ele não está percebendo que está caindo.

— Quer morrer!? — Chanyeol ameaça Sehun com um pulso, mas isso só fez o outro rir mais.

Passado um tempo, os dois ficam conversando e depois de um tempo, os seguranças de Sehun aparecem na barraca.

— Príncipe, o Rei Magnus está exigindo sua presença no castelo. — Sehun revira os olhos ao ouvir o seu segurança. — Como seu amigo, recomendo não fugir, seu pai ordenou que o levemos a todo custo. É um assunto de extrema importância. — os seguranças de Sehun já são antigos conhecidos, além de serem seguranças de Sehun, são seus amigos.

— O que é que ele quer? — Sehun rebate.

— Não temos autorização para sabermos sobre assuntos da realeza, seu pai disse que é particular.

— O que eu ganharei com isso? — Sehun questiona para seu segurança. O nome dele é Siwon. — Sabe que consigo dar um perdido em vocês quando quero...

— Você não queria ir até uma competição de corrida, semana que vem que seu pai nunca permitiria?

— Fechado! — Sehun sabe que eles dariam uma brecha para ele ir. — Bora! Não se deixe apaixonar pelo baixinho irritado enquanto eu estiver fora, lembre-se que a paixão é a jaula do homem.

— Vai embora antes que eu taque meu sapato na sua cara. — Sehun sai, rindo.

Chanyeol fica pensando no que estava acontecendo consigo depois que Baekhyun tinha entrado na sua vida.

Tudo está uma loucura, não tinha um dia que ele não pensava nas palavras de Baekhyun e o que mais causava revolta em si era saber que ele tem razão no que dizia.

A cada dia, parece que Chanyeol quer ficar mais próximo de Byun para escutar mais o que ele tinha a dizer, o príncipe está pegando-se sorrindo por lembrar como Baekhyun fica corado quando está com raiva e saber que causava certa inquietação nele, parece ser uma boa sensação.

— Mas isso não quer dizer que estou apaixonado, claro.— ele fala alto, terminando essa sua linha de raciocínio.

— Alguém viu o Baekhyun!? — Lay aparece na entrada, suando. — Eu não estou o achando em nenhum lugar!

— O Baekhyun!? — Chanyeol fica alarmado. — O que aconteceu com ele!? — Chanyeol sai da barraca ao lado de Yixing.

— Estou que nem doido o procurando, não está em nenhum lugar, ele deixou a barraca sem armar, já fui a cachoeira e ele também não está lá! Ele não conhece nada para esses lados. Acho que ele tá perdido, não conheço muito bem a floresta e não conheço caminhos, eu vou procurá-lo, mas preciso que alguém saiba que eu vou entrar na floresta e se eu não voltar, mande um grupo de busca daqui 1 hora.

— Você ficará aqui! — Chanyeol pega seu casaco. — Conheço essa floresta mais que você, conheço melhor do que ninguém. Se Baekhyun voltar aqui, precisa ter alguém aqui. Eu vou atrás dele.

Chanyeol saiu correndo para dentro da floresta. Sabia alguns caminhos tortuosos dentro dela, conseguiria encontrar Baekhyun mais rapidamente. Se você não conhecesse a floresta, acabaria por se perder com muita facilidade, pois a vegetação é alta e as copas das árvores conseguiam tampar grande parte do céu para orientação através de estrelas...

— Puta merda, Baekhyun. Onde você tá? — Chanyeol questiona passando pelas árvores. — BAEKHYUN! — ele grita diversas vezes o nome de Baekhyun e não ouve nada em resposta. Está tendo um crescente pânico em seu peito, odeia saber que Baekhyun está perdido por aí e o que mais lhe causa ódio é saber que os membros do exército nacional que faz verificação na floresta eram os homens mais porcos do baixo escalão do exército. Existe um medo de que eles façam algo a Baekhyun. — BAEKHYUN!

Passado quarenta minutos, Chanyeol já não enxerga quase nada senão fosse a ajuda da lanterna do seu celular. Sua bateria está fraca, essa é uma área sem sinal e tinha dado o dia de folga para seu seguranças, não tendo como recorrer a ninguém se precisasse.

— VOCÊ ME SOLTA, SEU MERDA! — escuta um grito ao longe.

Essa voz é a de Baekhyun.

Chanyeol sai correndo em direção aquela voz.


Byun Baekhyun

— Oi, está perdido!? — acordo com um sobressalto ao sentir um mão em meu ombro.

— Até que fim. — vi que é membro do exército nacional pela farda. — Estou sim, eu vim parar aqui, eu estou acampando perto da cachoeira, tem como você me levar até lá?

— Claro, com maior prazer. — levento com dificuldade pelo machucado no tornozelo. — Aconteceu alguma coisa com seu tornozelo?

— Acho que deu alguma coisa quando caí aqui, vou dar um jeito quando voltar à universidade.

— Apoie-se em mim.— coloco o braço sobre os ombros do homem.

— Obrigado pela ajuda. — agradeço, começando a andar com dificuldade.

— Não há de quê. — começo a achar estranho quando o homem apertou com força minha cintura. — Você é bem bonito, sabia? Acho que se quer mesmo me agradecer por sair daqui, deveria agradecer de um jeito melhor, não acha? Palavras não adiantam de muita coisa para mim. — vi que a situação poderia ficar séria, me solto rapidamente desse homem, tendo um desequilíbrio.

Tento correr ao máximo, mas a porcaria desse tornozelo não está ajudando e o homem me alcança rapidamente, segurando meu pulso com força.

— VOCÊ ME SOLTA, SEU MERDA!

— Você acha que alguém está te escutando? Eu sou o comandante da equipe que está na área hoje, com uma ordem, meus homens ficarão parados olhando eu marcar essa sua pele branquinha com chupões deliciosos. — ele me joga no chão, minhas pernas estão bambas e tremendo.

Tento ir jogando meu corpo para trás, mas ele segura meu tornozelo, fazendo meu corpo ir de encontro com o dele, que agora está ajoelhado, fazendo peso sobre mim. Ele começa a abrir o cinto da calça.

— SEU FILHO DA PUTA! — fechei meus olhos de tanto medo, mas ao abrí-los, vejo Chanyeol dar múltiplos socos depois de tirar o cara de cima de mim. Estou tremendo para caralho, não consigo sentir minhas pernas e apenas encolho meu corpo próximo a árvore. — VOCÊ PEDIU A MORTE! — Chanyeol grita antes de sair de cima do homem que cospe sangue.

— PRÍNCIPE! PERDOE-ME! Eu não sabia que ele era seu conhecido!!! Achava que era um qualquer. — ele prostrou na frente de Chanyeol segurando seus pés.

— Ele não é um qualquer, seu merda! E mesmo que não fosse meu conhecido... AAAA! — Chanyeol dá um chute no estômago dele. — Você estava prestes a cometer um dos crimes de mais severa punição de Lyon. Seu rosto está cravado na minha mente, seu julgamento será o mais rápido possível. Quero que se apresente no salão principal amanhã. Caso não apareça, farei questão de caçá-lo, como um animal até encontrá-lo.

O homem sai correndo.

— Baekhyun... — estou alheio a situação. Eu ainda estou tremendo muito. Vejo Chanyeol agachar perto de mim e coloca o casaco sobre meus ombros sem que eu o vestisse. — Eu... Perdoe-me.

— Por que eu deveria perdoá-lo? Você não... — seguro o casaco dele contra meu corpo para tentar aliviar aquele frio que tinha se apossado do meu corpo.

— Por eu ter demorado a chegar. — fico em silêncio. Quando eu imaginaria que Chanyeol falaria isso? Ele coloca as mãos sobre meus ombros. Não fiz nenhum movimento. — Esses merdas que contaminam a sociedade... Enfim, não posso ficar puto, porque senão não raciocínio direito. — ele respira fundo. — Vai ser difícil irmos embora agora, estamos muito longe do caminho principal. Passaremos a noite aqui, amanhã consigo visualizar o caminho melhor, minha bateria acabou e não consigo usar minha lanterna.

— Nunca pensei que essas palavras sairiam da minha boca, mas obrigado Chanyeol. — abro um pequeno sorriso com a lateral dos meus lábios. — Acho que eu nunca senti tanto medo na minha vida.

— Não agradeça pelo mínimo, Baekhyun. — ele senta do meu lado.

— Eu machuquei meu tornozelo no meio do caminho. Eu caí dali até ali. — aponto o caminho.

— Tenta não mexê-lo muito, sei como isso pode doer. — eu seguro o casaco ainda mais perto, enquanto Chanyeol diz essas palavras. — É estranho...

— O que é estranho?

— É estranha a sensação de escutar um obrigado vindo de você. Dá um negócio em mim. — ergo uma sobrancelha, abrindo um sorriso.

— Você é estranho.

— Você que é. Quem é estranho para entrar em uma floresta que nem sabe como voltar?

— Não foi culpa minha! Tá, em certa parte, mas foi sem querer.

— E se o Yixing não tivesse me avisado!? Como faria? Tem noção disso? A última coisa que você é: indefeso. Eu sei que vai ficar falando isso na minha cabeça.

— Isso é verdade.

— Mesmo assim, em situações assim... Esquecemos toda a nossa coragem e...

— Chanyeol, eu entendi. Pela primeira vez, eu não tenho uma resposta na ponta da língua para te dar... Isso que é bizarro. — ele sorri para mim, coçando a nuca.

— Outra coisa que estou querendo te questionar ou até julgar.

— Tá atravessando o limite, hein? Estou perdoando hoje, porque é exceção. Toma cuidado com as palavras, porque eu ainda posso te dar um soco.

— Quem em sã consciência nada pelado em um lugar público?

Dou um tapa no ombro dele.

— Ai! Mas é verdade.

— E por que diabos você estava lá? A Kiki estava vigiando para que ninguém fosse lá.

— Eu sempre vou lá quando nós estamos aqui, eu conheço uns caminhos alternativos para chegar na cachoeira... Aliás, não tenho que dar satisfações, é meu território, território do meu reino, plebeu.

— Você deveria ter ido embora assim que me viu lá. Não acha!?

— Tá colocando a culpa em mim? Eu não sou o estranho que acha que todo mundo quer te ver nu.

— Você delete esta imagem da sua cabeça, agora! — estalo o dedo na frente dele. — Não dou autorização para que fique na sua cabeça.

— Coitado, acha mesmo que tem controle sobre minha mente? Nunca!

— Eu posso ter se eu quiser.

— Só que não.

— Duvida?

— Sim.

— Continue duvidando... Sinto que isso pode ser divertido.

Está ficando cada vez mais frio. Vi que Chanyeol está tremendo um pouco. Eu ia devolver o casaco para ele, mas ele coloca a mão sobre a minha.

— Não precisa, eu aguento. Tô de boa. — eu rio, porque o queixo dele estava batendo, enquanto ele fala.

— Vamos dividir, então. Vou começar a te ensinar o conceito de compartilhar as coisas. — abro meu braço esquerdo para que ele se aproximasse. — Vem aqui.

— Você quer que esse casaco sirva para nós dois?

— Se não quiser morrer de frio, terá de cooperar.

— Não sabe pensar mesmo, esse plebeu.

Neste momento, ele tira o casaco de mim, coloca sobre seus ombros, segurou minha cintura e colocou-me entre as pernas dele, deixando minhas costas contra o peito dele em uma espécie de abraço que seria capaz de nos aquecer.

— Como você disse, teremos de cooperar. Assim conseguiremos passar a noite. — ele diz enquanto encosta a cabeça contra o tronco da árvore na qual estamos escorados. Estranha sensação, apesar de Chanyeol estar com frio, seu corpo emanava uma energia bem quente. Eu me sinto aquecido novamente.

— Acho que será o tempo máximo que consigo ficar do seu lado sem querer cometer um assassinato. Você está no lucro.

— Tenho certeza que você não gostaria de ser alvo por ter matado o príncipe de Lyon.

— Talvez eu goste do título: Byun Baekhyun, o assassino do herdeiro da coroa de Lyon. Nada ruim para o Baek aqui.

— Por que você saiu correndo para dentro da floresta, Baekhyun? — ele pergunta, percebo que ele boceja.

— Não sei dizer, exatamente, mas eu pude comprovar que eu não posso lidar com muito fogo, sei lá a razão louca para isso, mas não consigo...

— Não tem nenhum trauma?

— Acho que não... Nunca tive uma situação com fogo que eu me lembre.

— Você passou pelo ritual de iniciação? É obrigatório.

— O manda chuva está ordenando? Aí que eu não faço mesmo.

— É divertido, mostre alguma habilidade que você tenha... Qualquer uma. Não faça porque estou mandando, porque eu não estou, é só um ritual da faculdade.

— Consigo cantar sem desafinar... Talvez...

— Então cante.

— Nessa situação?

— Está vendo alguma coisa melhor para fazer aqui até a gente pegar no sono?

— Tá bom... — penso em alguma música na minha cabeça e lembrei de uma que estava cantarolando esses dias. All of my life do Park Won. Começo a melodia, pigarreando um pouco. — Se você julgar, tá morto.

Aos poucos começo a cantar os versos que eu lembro muito bem. Sinto meu peito rechear com uma boa energia, porque eu lembro do meu pai ao cantar os versos, pois ele adora me ouvir cantando assim antes de dormir. Mamãe fazia isso quando ainda viva... Ele adorava a voz dela, dizia que parecia uma anjo sussurrando no seu ouvido, levando paz para seu coração, por mais problemas que pudesse ter.

Quando eu estou terminando, olhei para o lado, vi que Chanyeol tinha caído no sono.

— Nem para escutar até o final, falta de educação. — é estranho ver Chanyeol com um semblante tão calmo. O rosto dele parece inofensivo enquanto ele dorme... — Nem para esperar eu dormir... Que feio. — eu sairia de perto dele, mas os braços dele acabaram por me apertar mais.

Pelo visto, teria de dormir nos braços do meu arquiinimigo.

E o mais estranho era pensar que Chanyeol tinha conseguido me distrair para eu esquecer o medo...

Do jeito dele, acabou por conseguir fazer isso.

(*)

— Papai, você enlouqueceu de vez, como pode me fazer essa proposta? Você está arriscando a vida de seu único filho por dinheiro? — Luhan acabou de chegar em casa, voltando do seu emprego de meio período. — Isso pode nos levar a morte. Tem dimensão? Eu não quero morrer tão novo.

— Pode parecer que enlouqueci, mas estou pensando o melhor para todos. — o Sr.Xiao está com os cabelos grisalhos desgrenhados com os olhos saltitantes, parece estar em um estado de ansiedade que o filho não consegue entender. — Nosso dinheiro está quase acabando, o alimento também, como vamos continuar comendo até o final do ano? Não temos a possibilidade de ficar indo e vindo à cidade, nosso dinheiro reserva está chegando ao final. — o senhor vai em direção ao filho colocando a mão em seu ombro. — Pense nessa oportunidade... Uma carro real virá te buscar, banquetes luxuosos, com tudo o que quiser comer e um pouco mais, bailes com a presença da alta corte, sem preocupações com o frio. Príncipes e princesas maravilhosos!

— Seria uma situação perfeita, pai... Mas eu não sou nobre. Eles deixam explicitamente claro que as únicas pessoas que podem participar dessa seleção são os nobres dos 7 reinos. — o pai de Luhan abre um sorriso, como se esse fosse um problema resolvido em sua cabeça, e de fato está. — Eu nunca deixaria de agarrar uma chance dessa papai, adoraria conhecer o príncipe, desfrutar um pouco do luxo que poucos têm.

— E você pode! — o senhor começa a subir as escadas de madeira da casa fazendo-as ranger a cada degrau. — Encontrei um homem na estrada esta manhã. — o homem pegou um papel enrolado preso por uma fita enlaçada do seu bolso. — Seu nome é Lucian, ele provavelmente estaria olhando terras para esses lados e sofreu um acidente no caminho. O motorista deve ter fugido, o carro está completamente quebrado no lago Guerdelán. — Luhan lê aquele papel que era uma entrega de terras a alguns quilômetros dali. — Podemos usar a identidade dele para que entre na seleção, com essa queda, provavelmente, vai ficar inconsciente por alguns dias, sei que é o tempo necessário para que possa ir para o castelo.

— Está literalmente me pedindo para morrer por falsidade ideológica. — Luhan deixa o papel de lado caminhando até um dos cantos da sala, pensativo. Nunca concordaria com a ideia do pai, isso é motivo para que a pena de morte fosse aplicada em si. — Não preciso de nada disso, podemos dar um jeito de consertar essa situação... Posso trabalhar por mais horas e conseguir um dinheiro a mais...

— Você sabe que isso não é possível, Luhan! — o pai ergue a voz. — A crise que todo o reino está passando, poucos estão conseguindo dinheiro com seus trabalhos, estão passando fome e vendendo tudo o que têm para não morrer... Essa é uma oportunidade única e além do mais... — Luhan vira um pouco o rosto para encarar seu pai de lado. — Eu soube que sua mãe está sendo uma das funcionárias do castelo. — o rapaz vira imediatamente ao escutar aquela palavra que atingia profundamente seu coração. — O Carlos estava em um bar esses dias e conseguiu essa informação para mim, sua mãe foi contratada pelo grande castelo real e estar no mesmo lugar que ela pode elevar a chance de conhecê-la.

Luhan sabe que essa é a única maneira de entrar nos grandes muros do castelo, poucos entravam nos aposentos reais e ao pensar em toda sua longa jornada para conhecer sua mãe e ter um contato com ela, começou a questionar se não valeria a pena arriscar seu pescoço para isso.

— Tem certeza que ela está lá? — Luhan olha para seu pai.

— Carlos me trouxe a certeza. Disse que quando foi fazer uma entrega de frutas para o castelo viu a face de sua mãe ao lado da rainha. — o coração de Luhan palpita mais rápido, suas pernas tremem levemente e sente sua garganta fechar já pela expectativa de encontrar sua progenitora.

— Acho que terei que fazer isso. — sente um pesar no coração, vendo que não era um bom pressentimento, mas arriscaria. — Eu irei para o castelo.

 

 

Sehun desce do carro enquanto mexe no seu celular. O voo tinha demorado 1 hora e meia no jatinho particular, claramente, não gostaria de estar ali, mas valeria a pena por participar da corrida no próximo final de semana.

— Seu pai está no salão menor de reuniões. — Siwon comenta. — Comporte-se direitinho, ouviu? Não esqueça da minha proposta.

Sehun faz uma posição de sentido e caminha até o local que seu pai está.

Abre a porta de madeira de demolição ornamentada e viu de longe seu pai olhando pela grande janela do cômodo. Ele está tão alheio a tudo que nem percebeu a presença de Sehun entrando no lugar.

A grande mesa de 16 lugares ocupa o centro do lugar. A luz do lustre de cristal está acesa. Todo o teto foi pintado a mão por um dos pintores consagrados do Reino de Trévoux. Toda a decoração são nas cores do brasão real: preto e dourado.

— Mandou me chamar? — Sehun fala e o pai olha para si só naquele momento.

— Você chegou. — Magnus deixa a taça de lado. — Precisava urgentemente te deixar a par dos fatos para que não faça um show quando acontecer.

— Isso está cheirando a problema, sabe que gosto de pessoas diretas. Fala. — Sehun puxa uma cadeira, senta e coloca os pés em cima da mesa.

— Semana que vem terá um baile em sua homenagem.

— E... Qual a novidade?

— Estaremos selecionando as 10 pessoas que entraram em uma seleção para serem seu futuro(a) noivo(a).

— OI!? Que merda é essa!? Sabe que eu nunca concordaria com isso. — Sehun ergue o corpo de sua cadeira rapidamente.

— Não é questão de concordar, Sehun. Isso é uma ordem, você vai vir a esse baile e aceitará essa seleção, não existe opção.

— Eu só herdarei a coroa daqui 10 anos. Só vou ter que preocupar com essa merda de casamento arranjado lá na frente.

— Não é assim que as coisas acontecem, você é o príncipe de Trévoux. Tem de arcar com as consequências disso.

— Qual é a verdadeira razão de fazer isso?

— Feche a porta e nos deixe a sós. — Magnus diz para os guardas parados na porta do local. Depois que o fizeram, ele continua. — A razão é o Stefan, Sehun.

— Eu já te disse um milhão de vezes que você pode muito bem meter o pé na bunda dele, esse reino está sob sua ordem e não daquele cara. — Sehun vai para perto do pai.

— Isso não alteraria muitas coisas, só aumentaria a ira dele. Ele não te considera como meu legítimo filho, sabe disso. Por mais que tento convencê-lo do contrário, essa ideia sempre será fixa na cabeça dele.

— Como se eu ligasse para as merdas que passam na cabeça desse cara.

— Estou adiantando o processo de você conhecer seu futuro(a) companheiro(a), preciso ter a certeza que o toda a burocracia para que ele não inicie qualquer questionamento sobre a sua sucessão. Você tem de suceder Sehun e não ele. Caso Stefan suceda, o reino entrará em uma desgraça eterna. Não haveria o equilíbrio que eu consigo fornecer.

— Isso não pode estar acontecendo. — Sehun suspira alto.

— Sehun, entenda que não existe outro caminho.

— Sempre há outro caminho. — Sehun sai da sala, as engrenagens de sua cabeça começariam a funcionar.— Tem de ter outro jeito.

 

Byun Baekhyun.

— BAEKHYUN! — escuto meu nome e aos poucos vou acordando. Minha bunda está doendo pelo tempo sentado naquele chão duro e depois percebi que Chanyeol ainda está atrás de mim, ele deve estar sentindo mais dor que eu, porque sustentou meu peso a noite toda.

Levanto rapidamente, sentindo uma dor latente no meu tornozelo, Chanyeol acaba acordando com meu movimento brusco.

— Baekhyun, graças a Deus. — vi a figura de Yifan junto a outros homens aparecendo onde estamos. — O que aconteceu com você? Machucou?

— Apenas um mau jeito no tornozelo, cuido quando chegar à universidade. — Chanyeol levanta, ajeitando o corpo e esticando as costas.

— Você dorme que nem uma pedra e pesa que nem uma. — Chanyeol diz e eu o olho com cara de cu, com o meu lindo mau humor da manhã.

— Vamos, eu te levo. — Yifan agachou. — Suba nas minhas costas.

— Não tem como eu recusar no momento, obrigado. Essa dor só vai piorar se eu tentar andar. — subo nas costas dele.

— Vamos sair daqui. — Chanyeol também não fica de bom humor quando me vê nas costas de Yifan. Passa na frente e começa a andar quando diz isso.

— Baekhyun, eu sinto que devo desculpar-me com você. — Yifan comenta baixo.

— Yifan, conversamos na universidade. — respondo e me calo.


Notas Finais


Eitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, vamos ter um DR aqui hahaha
boraaaaaaa, sempre acabando na melhor parte, pq senão n seria me!!
Enfim!! Espero que tenham gostado do capítulo <3 Um grande beijoooo e até o próximooo!!!
Deixarei o link de tudo aqui:
LINK DO GRUPO DE WPP PARA INTERAÇÃO E SURTOS: https://chat.whatsapp.com/EVpmPWjvU04E3DAM4mgtZP
LINK DOS TRAILERS:
[CHANBAEK VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=X4hf8SM_S48
[HUNHAN VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=PPnsBFKKZJY
[KAISOO VERSION] : https://www.youtube.com/watch?v=P6GcyrdbeM0
PLAYLIST DA FIC: https://www.youtube.com/playlist?list=PL_o7m_LYZsTLv6zF5emIEh0_00LS_ArQQ
SITE QUE COLOCO IMAGENS: https://imageshack.com/user/KimSeuk
MEU BLOG: https://historiaskim.wixsite.com/kimseuk
LINK DO ARQUIVO EM PDF (VEJAM!!)
file:///C:/Users/User/Downloads/cap%C3%ADtulo%209%209%20(5).pdf


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