História Os príncipes e os plebeus - Capítulo 16


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Boys Over Flowers, Chanbaek, Clichê, Exo, Hunhan, Kaisoo, Kimseuk, Principes, Reinos
Visualizações 304
Palavras 7.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Festa, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaa, retorneiiiii com mais um cap dessa deliciosa história.
Nosso Kaisoo começou e todo mundo já está sentindo o cheiro da treta vindo e ninguém quer q o D.o sofra, coitadinhos, mal sabem...
Ainda vão sentir muito ódio, mas aproveitem esses momentos amorzinhos que estão tendo dos casais!
Porque logo as tretas começam e tudo desmorona muhhaahhaahah
Espero que gostem do cap <3
BOA LEITURA

Capítulo 16 - A chegada de Kyungsoo


Fanfic / Fanfiction Os príncipes e os plebeus - Capítulo 16 - A chegada de Kyungsoo

(*)

— Demorou em filho da puta!? — Jongin diz quando vê Sehun aparecendo na sua frente. — Eu preciso ter um coma alcóolico e tô tendo que te esperar para qualquer merda que acontecer você me levar para casa.

— Você não será o único a tomar um porre hoje. — ele já pega um pouco da garrafa de destilado que Jongin tem na mesa de seu clube noturno. Foi sentando no sofá de couro branco que Kim está sentado. — Já deixa avisado para seus seguranças para tirar a gente daqui quando a gente já tiver mais para lá do que para cá.

— Tenho certeza que seus motivos não são os mesmos que os meus, a situação é mais que merda para meu lado. — quem tinha dito isso é Jongin. Os dois falam alto um para o outro, não tinham subido para a área VIP, estão na área comum do HEAVEN CLUB, o clube noturno que Jongin tinha construído e que lhe rendia um bom dinheiro. Quem tinha dito isso era Jongin.

O lugar é muito frequentado pela elite de cada um dos reinos. Ele tem vários clubes espalhados pelos quatro principais reinos. Como Sehun disse que queria encontrá-lo tinha pegado um helicóptero para ir até Trévoux.

— Que merda aconteceu? — Sehun questiona com a música Rain Over me do Pitbull no fundo.

— Meu pai quer que eu case para receber uma herança.

— Herança? De quem? — Sehun vira o líquido de um copo da mesa.

— Meu falecido pai.

— Mas você já não recebeu a herança? Foi com parte dela que você montou a unidade do HEAVEN CLUB em Lyon. Não foi?

— Sim, mas surgiu uma outra parte da herança. O dinheiro está em uma conta no exterior, só que meu pai deixou 50% do valor para o criminoso que matou minha tia.

— Quê?

— Minha tia morreu por conta de um acidente de carro, por não encontrarem o responsável, a polícia fechou o caso, lembra? Aí nesse belo dia, meu pai disse que ele sabe quem foi o responsável e que o ex marido tinha deixado grande parte da herança no nome dele e do filho.

— E por que não falou logo com a polícia? — Sehun questiona chamando um barman para trazer uma garrafa de whisky para si.

— Meu pai quer tirar o dinheiro deles primeiro para que não tenham recurso para contratarem um bom advogado e livrarem-se dessa. — Jongin suspira muito alto, claramente, irritado. — Eu tenho que fazer o filho dele assinar a transferência da herança para mim, para conseguir essa assinatura e essa passagem de dinheiro para o meu nome, precisamos do casamento.

— Nós dois tomamos no cu com esse lance de casamento. Um brinde a isso! — Sehun propõe um brinde com Jongin.

— Isso não vai durar nem um mês. Essa tem que ser a conquista mais rápida que eu já fiz na minha vida.

— Jongin com uma relação além de foda casual? Alguém avisa para os céus que ele está sendo convertido. — Jongin dá um soco no ombro de Sehun.

— E você? Seu planinho com sua priminha? Você está tão na merda quanto eu.

— Ah! Ele está empatando as coisas. Hoje ele ficou falando que não quer a coroa e que não quer ficar na competição até o final. — Jongin segura o riso. — Disse que quer ser meu amigo e conselheiro durante a competição, nada que envolva emocional, isso fode meu esquema. Ele parece ser certinho demais... Isso atrasa muito as coisas.

— Vai levar esse tal de... — Jongin estralou o dedo na frente do rosto para ver se lembra o nome.

— Lucian.

— Lucian. Vai levá-lo para o baile do Kris no final de semana?

— Sim, serei um menino comprometido no final de semana, resumindo, o baile vai ser um saco.

— Esse tal de Kyungsoo chega amanhã, vou tentar já convencer a ir ao baile comigo, serei um verdadeiro cavalheiro, digno de príncipes dos contos de fada. Não há quem não caia pelos charmes do príncipe aqui. — Sehun revira os olhos com a frase do amigo.

— Hoje foi meu primeiro encontro com o Lucian, eu só ia levá-lo no bar, exibir meu talento com a banda e tentar fazê-lo ter um sonho com o astro do rock aqui, mas rolou uma coisa muito estranha.

— O quê?

— Ele cantou uma música que só a Xiao Mei Li cantava quando eu era pequeno, uma música que ela criou para mim. — Jongin ergue uma sobrancelha. — Isso foi muito bizarro, cada palavra era a mesma.

— Estranho, mas deve ter sido coincidência, talvez ela tenha trabalhado para a família do Lucian, ela já saiu do castelo faz tempo, você nem tem mais notícias dela, tem?

— Não... — Sehun diz com certo peso no coração. — Eu já mandei procurarem ela em tudo quanto lugar, essa mulher sumiu do mapa.

— Está na hora de você desencanar dessa, ela pode ter morrido e você não sabe.

— Ela não morreu, Jongin! — Sehun exclama, sério. — Vamos beber que é o melhor que a gente faz. Aos nossos planos! — eles brindam.

Passam um bom tempo bebendo e falando merda aos ventos.

— Hey! Aquela ali não é uma das garotas que está na sua competição!? — Jongin fala alto, apontando para o bar. — Trinity, não é? — a garota olha seduzindo Sehun. — Talvez devamos aproveitar essa noite como se fosse a última de nossas vidas.

— Verdade. — Sehun já está um pouco alterado pelo álcool. — Vou ir falar com ela. — vira o último gole. — Somos amantes da noite e precisaremos sacrificar nossos desejos pelo bem maior! Um brinde a nós, Jongin!

— Brinde! — Jongin levanta o copo, vendo várias pessoas começarem a se aproximar, convidando Jongin para dançar. Todos pensam que Jongin é comparado com Lúcifer. Ele só quer saber de curtir a vida, beber adoidado, ama sexo casual recheado de novas experiências, administra seus clubes pelo simples prazer de saber que é o motivo de diversão de muitas pessoas.

Com tanta coisa na sua cabeça só quer beber até esquecer o que tinha acontecido hoje. Não acredita que está ajudando seu pai em qualquer coisa. Odeia aquele cara, já tinha passado poucas e boas com ele. Não mentiria em dizer que tinha tido sorte na vida em ser escolhido para ser o filho dos reis de Grenoble, mas não sabia como teria sido sua vida em uma família normal como a da mulher que tinha lhe concebido.

Seu falecido pai, Kim Daniel era muito importante para si, quando soube da morte pela queda do avião por uma pane no sistema elétrico, ficou meses isolado de tudo e de todos, tudo era mais suportável com ele estando ao seu lado, assim como quando sua tia estava junto a si.

Kris sempre dizia que o estilo de vida que ele tinha era um reflexo de toda revolta que ficou acumulada em sua infância e que ele encontrou uma válvula de escape fazendo tudo de errado e que sempre dava alguma merda que seria uma punição por todos os anos de silêncio.

Esse carinha teria de ir embora do castelo o mais rápido possível, não conseguiria ficar olhando para o rosto do assassino de sua tia.

Teria que conquistá-lo rápido para descartá-lo rápido.

Jongin não conhece o amor, depois da morte de seu pai e sua tia, criou em sua mente um bloqueio para qualquer vínculo emocional que pudesse significar perda no futuro. Amar é sentir dor quando perder o motivo daquele amor.

Kim Jongin quer ser blindado à dor, quer ser um escudo para qualquer dor que o relembrasse daqueles tempos que não tinha esperança para mais nada.

Criar vínculos é fácil se quisesse, mas quando esses vínculos quebrassem...

Não sabia se suportaria passar por uma dor igual àquela.

 

Byun Baekhyun

Colocar minha música favorita como alarme...

Que terrível erro eu cometi.

Agora a minha música favorita é a que mais odeio.

Depois de tocar incessantemente e eu clicar em soneca uma 4 vezes, sinto um travesseiro batendo na minha cabeça.

— Baekhyun! Desliga isso, eu ainda posso dormir mais! — Baekham fala baixo, resmungando. — Quer morrer!? Vacilão morre cedo.

— Bom dia para você também, moleque. — levanto, esfregando meus olhos. Coço minha barriga enquanto vou para ao banheiro.

Depois de dar descarga, lavar a mão e o rosto, escuto vozes vindas da cozinha.

— ... O Baekhyun era o bebê com a bundinha mais linda que eu já vi. — eu olho para aquela cena pavorosa com certo olhar assassino direcionado ao meu pai.

— Não me diga que você está fazendo o que eu estou pensando que está fazendo. Que você está fazendo o que eu disse para que nunca fizesse, porque se você fizesse eu te odiaria para o resto da minha vida? — eu caminho até a mesa e confirmo o meu terror. — Você não está mostrando minhas fotos de bebê para o Chanyeol!!

— Bom dia, bebê modelo. — eu o olho com um instinto assassino quando ele diz tais palavras. — Suas fotos são dignas do comercial de fraldas.

— Chanyeol, comecemos o dia em paz, não queira que eu tenha vontade de cometer um assassinato logo pela manhã. — seguro a nuca dele fazendo certa pressão. — Cadê o café para eu acordar direito e voltar para uma realidade mais normal?

— No fogão. — meu pai fala, apontando lá para dentro.

Enquanto eu pego minha xícara com o rosto de Homer do Simpsons, vejo uma sombra aparecer na cozinha. Olhando para trás vejo ser Chanyeol.

— Bom dia, está com dor nas costas? — Chanyeol pergunta e eu o encaro, enquanto estou tomando meu café.

— Um pouco, até o final do dia tá de boa de novo. O pior é que meu irmão custa para dormir e ficou enchendo meu saco até tarde. Não dormi muito por conta dos pernilongos que ficaram fazendo uma sinfonia na minha orelha.

— Eu não estou acostumado a dormir em uma cama tão pequena, meus pés ficaram para fora da cama e acordei com umas pintas vermelhas de picada, mas foi engraçado ver seu pai vindo conferir todo minuto para saber se eu precisava de alguma coisa.

— Essa receptividade ele aprendeu com a minha mãe. Ela sempre tratava todo mundo que vinha aqui como um verdadeiro príncipe ou princesa. Esse é um resquício que eu sempre me pego pensando nela. — dou um gole na bebida quente preta.

— Seu pai é uma boa pessoa. Apesar de tudo, eu dormi muito bem essa noite, obrigado. — ele pega uma xícara no armário e aponta para mim e eu preencho com café. — Você fala da sua mãe com muito amor, deve ter sido difícil encarar a morte dela...

— Convivemos com um pouco de dor todos os dias, Baekham ainda mais por ser mais novo. Tentamos ir lidando com isso, mas todos os dias eu agradeço por Byun Sun Hee ter sido minha mãe. Ela é uma mulher maravilhosa. — abro um sorriso. — É melhor eu ir tomar meu banho para a gente ir para a faculdade.

— Claro, eu acordei mais cedo e fiquei trocando uma ideia com seu pai. Eu já tomei meu banho.

— Beleza.

Pego minha toalha no meu quarto e recebo uma ligação da Kiki para saber onde eu estou. Digo que conversaria com ela quando voltasse à faculdade. Lavo minha cabeça, tomo um banho relaxante, mesmo com todos contratempo durante a noite, sempre é bom saber que eu estou perto do meu irmão e do meu pai.

Chanyeol até mesmo está mostrando mais sorrisos do que eu já tinha visto por esse tempo. Quando ele mostra um sorriso parece outra pessoa, gentil e carismática, longe de tudo e de todos, parece que Chanyeol está conhecendo um novo mundo.

Eu sei que eu não posso julgá-lo, como já fiz muitas vezes por conta do meu temperamento esquentado. A realidade que ele vive é totalmente diferente da minha, não sei como ele lida com os problemas que aparecem para ele, estes muito mais problemáticos que os meus, porque envolve a vida de centenas de milhares de pessoas.

Ele seria rei algum dia, aquela figura que eu observo enquanto seco meu cabelo com a toalha. Aquele Chanyeol que está jogando meu irmão em suas costas e balançando o corpo para tentar fazer caí-lo enquanto escuta a risada dele, aquela figura que antes eu só queria distância, parece mais humano.

Chanyeol é humano. Com seus sentimentos, seus problemas, suas raivas, seus medos, seus vícios, sua visão de mundo... Eu não o conheço suficiente para julgar alguma coisa, talvez toda essa redoma de vidro que eu falei que ele vivia foi uma forma de proteção que ele encontrou ou que encontraram para ele.

Chanyeol pode não conhecer o que está por trás dos muros da Grande Cidade, mas talvez isso seja uma coisa boa, porque ele ainda pode alimentar a esperança de mudança, quem conhece e vê a podridão que tomou conta de cada rua, perde a fonte de luz no final do túnel sobre a humanidade.

Talvez esse “inocente” olhar sobre tudo seja bom, porque é com esse olhar que a gente tem curiosidade sobre as coisas e deseja ser a fonte de transformação.

— Está pronto? — Chanyeol pergunta quando me vê olhando em sua direção, colocando meu irmão no chão.

— Sim, eu vou só colocar a toalha para secar. — saio das minhas divagações. Caminho até o banheiro, vejo meu irmão me seguindo.

— Baekhyun! — ele fala depois que eu entro no banheiro. — Você pode trazer o Chanyeol aqui de novo depois?

— Baekham, eu sei que você gostou muito dele, mas ele não pode ficar indo e vindo da Grande Cidade para cá. É perigoso.

— Eu vou vir mais vezes. — olho para cima e encontro Chanyeol.

— Chanyeol... Não faz isso... — eu sei que essa fala alimentaria as esperanças do meu irmão e parte meu coração fazer promessas ou outras pessoas fazerem promessas para ele e não conseguir cumpri-las.

— Se eu digo que virei, eu vou vir, Baekhyun. Minha palavra é uma promessa. — Chanyeol diz e meu irmão pula dando uma abraço em sua cintura. — Mas o que que a gente combinou?

— Tenho que parar de brigar na escola e manter minhas notas altíssississimas. — Chanyeol abre um sorriso e concorda.

— Vai para escola então! — Chanyeol bagunça o cabelo do meu irmão quando fez um carinho no topo da cabeça dele.

— E meu beijinho de despedida. — aponto para a minha bochecha.

— Ai! Deixa de mico, Baekhyun. — ele diz e mostro a língua para ele, vendo ele ir embora.

— Chanyeol não fica fazendo promessa para meu irmão se não pode cumprir, tá? Ele gostou de você, mesmo. Ficar falando que vai ficar vindo aqui...

— Por que eu não viria? — Chanyeol questiona sério.

— Sua realidade é outra e você tem uma vida completamente diferente de uma pessoa normal que pode tirar um tempo para vir visitar amigos. Além disso, é perigoso você ficar vindo aqui.

— Baekhyun, você diz como se eu não tivesse rédeas da minha vida. Eu também gostei muito do seu irmão. Lembrou da minha infância, quando meu irmão ainda tinha algum tempo para brincar comigo. Você mesmo fica dizendo que eu serei o rei um dia.

Saímos de dentro do apertado banheiro.

— Se eu serei rei um dia, eu não posso ter medo do meu povo. Você tem razão quando fala todas essas coisas. Eu sei que demorará muitos anos para eu ter a coroa, mas preciso ter a noção dessa realidade que nunca apareceu para mim. Não posso ficar com medo de todos, ficar na redoma de vidro que você falou. A realidade é outra e eu preciso encará-la.

Sem perceber, eu abro um pequeno sorriso na lateral dos meus lábios.

— Impressionado comigo? — ele pergunta abrindo um sorriso sem mostrar os dentes.

— Vai sonhando, príncipezinho. Vamos! Senão vamos nos atrasar mais do que já estamos. — caminho a sua frente.

 

Chegando à faculdade, vejo todos olhares sendo direcionados a mim. O motivo? Em vez de Chanyeol deixar que eu descesse na esquina do quarteirão, ele para o carro dentro do colégio e nesse momento, eu desço do conversível de Chanyeol e o fuxico já começa.

— Era isso que você queria, não era? — falo entredentes para ele.

— Caramba, como é divertido te ver desconfortável por conta de fofocas e suposições que essas pessoas estão fazendo de nós dois. — Chanyeol desce com os óculos de sol, abrindo um sorriso. — Ainda mais que estamos com a mesma roupa de ontem. Ah! Suposições... Suposições.

— Aish! — tapo meu rosto para ir até meu prédio onde aconteceria minhas aula e escuto Chanyeol exclamar:

— Obrigado por ontem, Baekhyun!

— Limites, Chanyeol! Limites! — berro, andando rapidamente para dentro do prédio.

Caminhando rápido, escuto Kiki, Jongdae e Lay chamando meu nome:

— Baekhyun!

— Ainda bem que vocês apareceram! — suspiro aliviado de encontrar pessoas de confiança nesse colégio.

— Onde você esteve? Tentei te ligar que nem um doido. — Jongdae fala. — Estão comentando que você ficou com o Chanyeol ontem...

— Ele ficou na minha casa ontem.

— Hummmmm.... — Kiki diz com uma tom de insinuação.

— Não é isso! Bando de tarados. — comento parando de caminhar para a sala. — Nós fomos olhar a roupa para o baile do Kris ontem, ele ia me levar nessas lojas que só de olhar você fica com um rombo na conta bancária, eu não aceitei e o levei até um alfaiate que eu conheço lá perto de casa. Ficou tarde e resolvi que era melhor dormimos lá.

— É a semente para o novo casal. — Jongdae pisca os olhos diversas vezes.

— E para acabar de enfiar a adaga no meu coração, eu lembrei de tudo o que aconteceu naquela noite com o Chanyeol.

— Vocês foderam e gozaram juntos? — Jongdae pergunta.

— Vocês fizeram sexo? — Kiki diz.

— Vocês fizeram amor? — Lay foi o último.

— Não, não e não! Eu dormi antes disso, graças à Deus. — eu começo a lembrar de uma coisa. — Mas, eu não lembro em qual momento que Kris e Jongin apareceram... Isso ainda é nublado para mim.

— Acho que é melhor a gente contar. — Kiki fala com Jongdae.

— Contar o quê?

— A gente que colocou os dois no quarto, depois que vimos você dormindo.

— O QUÊ!? — pergunto indignado.

— Achamos que seria uma boa piada você ficar confuso sobre ter ou não rolado uma suruba naquele quarto. Vimos que bebeu vodca em uma parte da noite, meio que sabemos que você não se lembraria de muita coisa. — eu bato em cada um.

— Vocês são os piores amigos do mundo! Puta que pariu! Então, vocês que tiraram a foto e colocaram no mural? Porque se tiver sido vocês, eu nunca mais vou falar uma única palavra com vocês, porque vocês foram muito escrotos! Que raiva!

— Não! Isso nós não fizemos. — Jongdae fala alarmado. — Mesmo que tivesse acontecido alguma coisa, não iríamos expor, Baekhyun. Kiki e eu já estávamos bêbados para cacete quando fizemos isso, Yifan e Jongin também já estavam cochilando em um canto quando os levamos até seu quarto.

— Isso é impressionantemente retardado! Por que fizeram isso!?

— Quando a gente tá bêbado somos sem-noção. — Kiki exclama. — Nem mesmo eu lembro do que eu fiz direito, Lay não teve nada a ver com isso, ele ficou conversando com uma galera o resto da noite, ele está sabendo agora também. Eu estou tentando encontrar o responsável por isso, mas tá complicado.

— Nunca mais façam uma coisa assim e eu nunca mais aceitarei nenhum copo vindo de vocês. — falo com raiva. — Eu vou relevar isso com muito peso na consciência, não façam mais esse tipo de coisa, por favor! Sério, vocês fazem coisas inconsequentes demais e isso não é amizade, porque não posso confiar em vocês. Vocês foram muito egoístas me colocando em uma situação desagradável assim, sabiam? Não sou como vocês, isso é sério para mim e... Puta merda! Estou com raiva... Eu vou para minha aula, porque eu vou ter que tentar convencer o professor a deixar eu apresentar um trabalho de novo.

— Depois queremos saber do seu dia com Chanyeol. — Lay comentou e eu concordei que contaria depois. — Boa aula, Baek.

— Demos bola fora, né? — Jongdae diz, olhando para Kiki.

— Eu achei que ele iria gostar da brincadeira... Mas a gente exagerou mesmo... Já fizeram isso comigo, achei que seria divertido, igual eu achei que fosse.

— A gente tem essa mania de achar que o que é bom para a gente é bom para todo mundo... Ele ficou chateado mesmo, que merda. — Jongdae diz.

— Ai! Eu não queria fazer mal... Eu sei lá... Só quero ver os dois juntos, eles formariam um casal lindo e... Eu sei que o Chanyeol gosta dele.

— Não é assim que a gente faz as pessoas ficarem juntas. — Lay diz chamando atenção para si. — Vocês dois fizeram uma coisa muito errada. Se eles formarão um casal é uma coisa entre eles, outras pessoas não devem interferir. A conquista parte de um para o outro e não de terceiros. Assim vocês decepcionam e ele tem toda razão de ficar com raiva. Até eu estou e olha que nem foi comigo. — a expressão de Yixing mostra isso. — Vou par aula também, tchau.

 

(*)

— O dia está radiante, não é mesmo!? — Chanyeol aparece na sala de jogos. Kris, Jongin e Sehun já estão lá.

— Ouvimos das pessoas que você chegou com o Baekhyun hoje de manhã. — Jongin fala tomando o café preparado pelo moço que trabalha na pequena cafeteria que tem na sala de jogos. — O sol está brilhando mais no mundo paralelo de Park Chanyeol.

— Eu dormi na casa dele ontem, conheci o pai dele e o irmão! — Chanyeol senta em uma das poltronas. — Sabiam que ele mora em uma pequena casa amarela na Pequena Cidade? O pai dele trabalha em um pequeno restaurante perto da casa deles e o irmão dele ainda está no fundamental. Baekham, o nome dele... Ele gosta de vídeo game e carros vermelhos...

— Chanyeol, respira. — Sehun diz. — Já estão tão íntimos assim, até parece que fará parte da família do Baekhyun.

— Peraí... O mais importante de tudo é... — Kris senta perto do melhor amigo. — Você foi à Pequena Cidade?

— Sim, eu fui. — a expressão de Chanyeol fica um pouco obscura. — Eu falarei com a minha mãe sobre o que está acontecendo lá. Tudo está um caos, só de ver eu fiquei com vontade de gritar e quebrar tudo que tinha de errado, ela não deve estar ciente de tudo, não é possível.

— As coisas são complicadas, mas... Eu estou orgulhoso de você! — Kris bate no ombro do amigo. — Abrindo novas portas e tudo isso por conta do Baekhyun, uma mudança e tanto.

— Sei lá, foi bom conhecer a família dele, um pouco do mundo dele, sabe? É tudo muito diferente e eu entendo um pouco mais do Baekhyun só de ver o lugar que ele vive, toda essa resistência dele, do jeito durão para tudo... Eu entendo um pouco mais, não o suficiente, mas um pouquinho mais. — Chanyeol comenta pegando um chocolate quente com creme no balcão. — E vocês? Novidades?

— Jongin talvez se case no próximo mês. — Sehun comenta apontando para Jongin. O príncipe de Grenoble está inquieto todo esse tempo, na hora do almoço iria para seu castelo conhecer Do Kyungsoo. Está mordendo as pelinhas ao lado do dedão de tão nervoso que está em pensar que teria que ter alguma simpatia pelo filho do assassino de sua tia.

— Como assim? — Kris pergunta e Chanyeol continha a mesma pergunta.

Jongin explica toda situação. Todos ficaram quietos enquanto ele conta, Sehun já está ciente de tudo pelo encontro que eles tiveram na noite anterior, toma seu café enquanto também escuta atentamente.

— ...É isso, tenho que acabar com tudo em 1 mês, porque não sei se aguento ficar encarando alguém que matou quem eu amo por tanto tempo. — Jongin termina, sentindo seu celular vibrar, no visor viu o nome do seu pai.

— Por mais que tenha o ódio envolvido, eu não acho que está indo pelo caminho certo, Jongin. — Kris fala alarmado. — Esse tal de Kyungsoo não tem nada a ver com o pai dele, ele pode nem saber sobre isso. Não acho justo tudo isso que seu pai propôs. Sentimentos de ódio ou amor podem nos cegar, tenho medo que isso aconteça com você, Jongin.

— Eu concordo com Kris. — Chanyeol comenta por alto. — Pelo menos, quando você está com alguém, você deixa claro que é para uma foda casual, sem nenhum relacionamento. Você não engana os sentimentos de ninguém, mas dessa vez, o Kyungsoo pode sair muito machucado dessa história.

— Vocês todos sabem o quanto foi foda suportar a ideia da morte da minha tia, eu não vou conseguir deixar com que esse homem continue andando livremente pelas ruas quando ele matou alguém. Ele não merece isso! — Jongin levanta. — Eu tenho que ir para casa. Depois a gente conversa. — ele sai da sala sem dar mais nenhuma satisfação.

— Não pense que você está mais certo, Oh Sehun. — Kris toma um pouco do chá. — O que você está fazendo com o tal de Lucian também é péssimo.

— Kris, sabe que dos meus problemas, eu sempre dou meu jeito. O que minha prima passou foi muito escroto, eu devo mais à ela do que tudo, ela já salvou minha pele muitas vezes. A humilhação que ela passou fez ela entrar em uma crise... Se aquele cara precisa ver que as atitudes que nós tomamos influenciam no que acontece com quem nos cerca...

— Eu realmente espero que o feitiço vire contra o feiticeiro e vocês dois fiquem apaixonados pelos dois. — Kris interrompe a fala de Sehun.

— Vira essa boca para lá. O que deu em vocês dois hoje? — Sehun toma o resto do café. — Olha o que estão me fazendo fazer, ir pra aula.

— E você, Chanyeol? Como foi com o Baekhyun? — Kris pergunta e a expressão do rosto de Chanyeol muda para melhor.

— Foi legal conhecer a família dele, por mais que o pai dele tentou me tratar como um príncipe, ele tinha um aconchego de casa que eu nunca cheguei a sentir. Baekhyun também mostrou um lado que eu nunca pensei que teria. Ele ama muito a família dele, é visível o quanto ele faria tudo por eles... Foi legal vê-lo feliz por estar com quem ele ama.

— O Baekhyun é uma boa pessoa, muito boa. Ele me ajudou muito nesses tempos e ele que me fez ter a decisão de ir atrás do Suho em Frância. Eu devo a ele isso. Chanyeol, por mais que o Baekhyun queira mostrar que é fortão e durão, ele também precisa de proteção, assim como todos nós em um momento da vida. Eu não estarei aqui, terei de resolver minhas coisas com Suho no exterior, mas não deixem que façam mal à ele.

— Por que alguém faria mal à ele?

— Você é o príncipe de Lyon, sabemos o jeito que sua mãe é, sabemos como algumas pessoas desse colégio são loucas... Se quer vê-lo bem e feliz, esteja perto dele quando ele precisar, o.k?

— Eu nunca deixaria Baekhyun passar por alguma coisa ruim, Kris... Só com que vi naquela Pequena Cidade, ele já deve ter passado muita coisa... Ele não merece nada daquilo, merece algo melhor, como a família dele. Eu já errei muito com ele, tenho que ao menos tentar fazer certo agora.

— Se você pensa assim, é bom. — Kris coloca a mão no ombro do amigo. — Eu vou para aula, terei de ir embora mais cedo hoje, minhas mães querem acertar os últimos detalhes do baile.

— Vai lá, vou ficar aqui por mais um tempo.

 

Do Kyungsoo

Arrumo minha mala e passei parte da minha noite em claro, tinha ligado para meus chefes, avisando que não trabalharia mais com eles. Katya ficou desolada dizendo que eu era o profissional que ela mais ama naquele salão e que perderia grande parte da clientela quando eu saísse.

Eu fiquei com o coração na mão quando ela suplicou para que eu não saísse, porque Katya foi a mulher que me deu oportunidade de começar a trabalhar mesmo sem muita experiência, eu a considero muito. Sinto meu coração pesar quando tive de falar que não tinha mesmo como eu ficar e que ainda mudaria para Grenoble.

Ela entendeu melhor quando eu disse que precisava ir pelo meu pai, ele precisava de mim e nossa situação financeira não permitiria que eu fizesse escolhas.

— Está pronto, Kyung!? — meu pai pergunta da sala.

— Sim, estou indo.

Eu fico remoendo o pensamento de que eu não tinha ligado para Baekhyun ainda. Ele seria o mais doloroso de dizer alguma coisa. Sei que ficaria muito penoso ele pagar a passagem para me ver em Grenoble, ficaríamos distanciados por mais tempo.

Eu sinto falta do meu amigo. Baekhyun e eu temos uma ligação de amizade que poucos chegam a ter e eu nunca aceitaria perder qualquer vínculo com aquele por quem tenho amizade e admiração.

Decido que ligaria assim que chegasse em Grenoble e já estivesse instalado onde quer que fosse.

— O Sr.Jun nos levará na caminhonete dele. — apareço na porta de casa agradecendo com uma reverência o favor do Sr.Jun, nosso vizinho de rua há anos.

— Vamos, ainda tenho que voltar e entregar tomates na feira. — entro no carro, ficando apertado com meu pai no banco da frente, seria uma longa viagem, mas estou com a esperança de que no final tudo daria certo.

Meu pai acaba me acordando do cochilo e depois de limpar a baba que tinha formado no canto da minha boca, eu fico boquiaberto quando vejo o castelo de Grenoble.

Duas estruturas na lateral são circundadas por escadas, provavelmente grande parte dos guardas fazem a torre de vigília ali. As abóbodas do castelo parecem alcançar o céu quando vistas de longe, tudo foi muito bem ornamentado, cheio de detalhes em dourado e marrom, as cores do brasão de Grenoble.

Vejo um homem despontar na porta do castelo.

Meu pai e eu caminhamos um do lado do outro, ficando fisicamente um pouco curvado pela magnitude daquele lugar, com certeza, éramos peixes fora d´água. O homem na porta do castelo nos olhou com um sorriso receptivo no rosto.

— Vocês devem ser Do Chul So e Do Kyungsoo. — ele diz.

— Sim, somos nós. Não sei quem é, mas eu recebi uma ligação de Khun Sila para virmos até aqui, ofereceu a mim uma proposta de emprego e a minha única condição foi que meu filho viesse comigo. — Do Chul So diz, envolvendo o meu pescoço com o braço.

— Claro, eu que fiz a ligação. Meu nome é Khun Sila. — ele estende a mão e meu pai cumprimenta e eu repito em seguida. — Vossa majestade deseja vê-los, entrem, por favor.

— Obrigado. — meu pai agradece com uma reverência e entramos atrás do homem.

Todo lugar é majestoso. Tudo é do mais puro luxo, os móveis retratam épocas mais antigas, mas com o mesmo bom gosto que a atual realeza deve ter. Eu nunca pesquisei muito sobre Grenoble, eu sempre fui mais apaixonado pela história de Lyon, como de um pequeno reino virou o maior reino dentre os sete.

O espaço no qual entramos nesse momento é lindo. Existem colunas ornamentadas que sustentam os dois andares. A tapeçaria persa é pesada e cobre grande parte dessa área. Existem sofás, mesas com fotografias e livros, uma lareira, luminárias e quadros tão reais que parece que alguém sairia dali a qualquer momento.

— Creio que acabaram de chegar. — olhamos para o lado e da grande porta de madeira sai uma figura imponente. Ele veste um terno azul marinho que complementa o ar superior que ele exala. — Sejam bem-vindos.

— Majestade. — meu pai curva e no momento que eu percebo quem de verdade está a minha frente, faço o mesmo.

— Do Chul So, lembro-me do seu rosto, você deve ter sido agraciado por manter uma aparência jovial ao longo dos anos. — o rei fala e eu estranho, ele já conhecia meu pai?

— Obrigado, majestade.

— Esse deve ser seu filho, Do Kyungsoo. — ele fica próximo a mim, naturalmente, meu corpo encolhe. — Menino bonito, lembra seus traços, principalmente os lábios mais grossos. Lembro-me de alguém que achava tal característica atraente.

Ergo uma sobrancelha de dúvida.

— Bem, gostaria de conversar com você em particular, enquanto isso, seu filho pode ir ver as acomodações que ficarão conosco aqui no castelo. — Khun Sila aparece novamente. — Leve-o consigo, Sila.

— Com prazer, majestade. — eu começo a acompanhá-lo.

— Obrigado por oferecer o emprego ao meu pai. — comento, sabendo que ele é o responsável ela ligação.

— Não precisa agradecer, vossa majestade gosta muito dos serviços do seu pai.

— Ele já o conhece?

— Seu pai já trabalhou aqui anos atrás. — Sila diz, começando a passear por caminhos mais tortuosos depois que passamos pela porta dos fundos do castelo.

— Sério? Ele nunca comentou isso comigo, perguntarei mais tarde a razão.

— E o que você faz, Kyungsoo?

— Eu faço cabelo e maquiagem. Não sou tão profissional, mas tenho vontade de aprender mais a cada dia.

— Isso é ótimo. Creio que será de grande utilidade, o príncipe sempre faz ensaios fotográficos, por conta de entrevistas ou para modelar.

— Eu não sei muito bem sobre a família real de Grenoble, por ter nascido em Lyon, tenho maior conexão com aquela terra. — abro um sorriso.

— Entendo, eu sou de Trévoux, fiz a faculdade de direito lá, tenho um grande apreço pela meu reino também. — continuamos caminhando. — Você e seu pai ficarão na parte externa no palácio, no conjunto de casas que foram construídos para os funcionários que ficam em função do rei durante grande parte do dia. Espero que fiquem confortáveis e... — antes que acabasse de falar, vi uma clássica Ferrari vermelha parando à nossa frente.

Quando o carro foi desligado vejo aquela figura abrindo a porta.

É um homem muito bonito, ele usa uns óculos de sol, um topete lateral e um sorriso que deveria ser sua marca registrada, porque é de tirar o fôlego. Usa uma roupa toda preta, um casaco pesado e um tênis all star preto para deixar meu coração mais fraco.

— Príncipe. — Sila diz, eu me curvo rapidamente em respeito.

— Quem é esse, Sila? — o príncipe pergunta.

— Do Kyungsoo, sou o filho do novo jardineiro, príncipe.

— Por favor, chame-me de Jongin. Não curto muito essas formalidades.

— Jongin. — repito. Nunca pareceu tão certo aquele nome sair pelos meus lábios. Não mentiria em dizer que não estava um pouco extasiado com sua beleza, ele parecia ter saído de uma revista de moda.

— Estava levando o Kyungsoo para a casa dele.

— É a casa do lado da estufa? — Jongin pergunta e eu abro um pequeno sorriso quando ele foca o olhar em mim.

— Sim, é essa.

— Pode deixar que eu o acompanho até lá, você deve ter mais serviços para fazer. — quando Jongin diz isso, lembro de Baekhyun dando as características do dangerous man, aquele que conquista fácil qualquer um que quiser do mesmo jeito que descarta quando quer. O estilo bad boy que sabe que é gostoso e usa isso ao seu favor.

Como o ditado diz: os garotos bons vão para o céu, mas os bad boys trazem o céu para você.

— Tenho mesmo uma papelada de processo para ler, nos vemos mais tarde, Kyungsoo? — Sila pergunta e eu concordo.

— Vamos? — Jongin pergunta, apontando para a direção que teríamos de ir. — Então, você é o Kyungsoo que meu pai falou mais cedo, creio que ele deixou de falar que o filho do jardineiro é muito bonito.

— Que isso! Não sou tudo isso... — ando atrás dele, ainda bem que ele não me viu ficar momentaneamente corado com o elogio.

— E o que Do Kyungsoo faz da vida? — Jongin desacelera o passo, começando a caminhar do meu lado.

— No momento estou desempregado, porque larguei meus empregos para vir com meu pai.

— Não estuda?

— Gostaria de terminar a faculdade, mas tive que adiar isso para ajudar meu pai com as contas. Obrigado por terem o contratado para trabalhar aqui. — eu olho toda aquela natureza com certo olhar deslumbrado, é de tirar o fôlego, só com isso eu já quero sentar naquela grama e montar alguma maquiagem esfumaçada com as cores daquela natureza. Dá para criar muitas coisas com aquela paleta natural de cores. — Esse lugar é lindo! Você deve amar morar aqui. Tudo é muito inspirador!

— Sim, deixa eu tentar adivinhar com o que você trabalha... — Jongin coça o queixo. — Florista?

— Não.

— Botânico?

— Não.

— Artista?

— De certa forma sim...

— Hum... Pintor?

— Maquiador e cabeleireiro.

— Oh! Isso pode ser muito bom para mim, eu sempre preciso de alguém para me ajudar durante as sessões de fotos.

— Sila falou isso comigo.

— E eu já tenho um trabalho para você!

— Sério!?

— Sim. — ele para de andar e fica parado na minha frente. — Semana que vem, uma amiga do meu pai trará o filho dela para uma sessão de fotos de um estilista famoso, ela é a modelo oficial da marca. Será feita aqui no castelo, imagino que gostará de participar dessa sessão.

— Claro! Nossa! Será uma honra fazer esse trabalho, eu não sou um profissional, aprendi de forma autodidata, mas as pessoas gostam muito do meu trabalho. — eu estou muito animado ao dizer essa palavras. — Muito obrigado por isso!

— Por que escolheu ser maquiador e cabeleireiro? — Jongin aponta para a casa e eu fico estático, é linda.

— Eu sou apaixonado pelo mistério dos olhos, ver o que cada um tem de particularidade com o olhar. Eu sou daqueles crentes que falam que os olhos são a porta para a alma. Acredita nisso? — estamos subindo a pequena escadinha da casa.

A porta já está aberta.

— Eu acredito nisso, olhos podem dizer muitas coisas. — Jongin deixa que eu entre primeiro.

É uma pequena casa branca com madeira. Uma pequena mesa com dois lugares fica na porta e grande parte do redor da casa é de vidro o que permitia que eu já visse alguns detalhes internos.

Entrando já consigo ver uma pequena cozinha, uma mesa também com dois lugares, feitos com uma madeira clara. Uma cama de casal está em um canto, eu não me importo de dormir com meu pai, então nem ligo para o fato. Tem uma porta ao lado que leva ao banheiro e existem janelas em cima da cama que deixa o ambiente iluminado naturalmente.

— E aí, gostou? — Jongin pergunta no momento que coloco minha mala no chão.

— Demais! É incrível, obrigado. — sento na cama. — Tudo é incrível, espero conseguir me acostumar rápido.

— Por mais que diga que tudo é um máximo, não parece que está tão feliz de estar aqui. — Jongin puxa a cadeira da mesa, sentando a minha frente.

— Você deve saber quando qualquer mudança é difícil.

— Por mais que eu tenha o título de príncipe, minha vida não é muito animado, é tediosa. Quase não tem mudança, muita pacata, a mesmo coisa chata de sempre. Nunca teve uma grande mudança aqui.

— Imagina ficar longe das pessoas que se importam e que te querem bem, seus amigos, aqueles que te deram a primeira oportunidade você fazer o que gosta... Estar em um novo território é uma coisa complicada, nova cultura... Eu ainda nem falei com o meu melhor amigo que eu me mudei... Ele entenderá, mas ficará chateado...

— Como seu melhor amigo chama?

— Byun Baekhyun.

— O Byun!?

— Você o conhece.

— Ele é o arqui inimigo do meu amigo Chanyeol. Na verdade, eu acho que os dois já acabaram com esse título.

— Você faz parte do tal F4 que ele tanto gritou no meu ouvido quando foi à faculdade?

— Sim, sou Kim Jongin, um dos membros do infame F4.

— Ele pediu que se algum dia eu encontrasse com algum de vocês, eu deveria socá-los.

— Nossa! Que maneira o Byun nos vê. — Jongin ri. — Estamos mais de boa agora, deixa o soco para outra hora.

— Eu não sou violento, vamos deixar na vibe de paz e amor.

— Se quiser posso levá-lo até Baekhyun, acho melhor que converse com ele pessoalmente sobre a mudança, o que acha? — Jongin oferece. — Sei como as vezes contar umas coisas é melhor ser pessoalmente.

— Ficaria muito agradecido. Quando podemos ir?

— Final de semana? Pode ser? Essa semana estou muito atarefado com coisas da faculdade e da apresentação de dança que eu tenho.

— Então o príncipe de Grenoble dança?

— Sim, o príncipe sabe. Por falar nisso, quem sabe não vai à minha apresentação?

— Isso... Wow! Eu adoraria! Seria uma apresentação de...

— Balé.

— Balé!? Eu nunca fui, só vi vídeos... Acho que seria o dia mais emocionante da minha vida, permita-me chorar durante a apresentação, porque balé é lindo. Qual é a peça?

— Lago dos cisnes.

— Meu sonho de criança.

— Então final de semana vai comigo ver Baekhyun?

— Claro! Obrigado de novo. — Jongin levanta e eu acompanho.

— Bom, deixarei que descanse, mas quero encontrar com você depois de novo.

— Acabaremos nos esbarrando por aí. — acompanho Jongin até a porta.

— Foi um prazer te conhecer, Kyungsoo.

Eu fecho a porta da casa e sinto um frio na barriga quando observo Jongin ir embora.

Dangerous man...

Dangerous man...

Dangerous man...

 

Byun Baekhyun

O treino tinha acabado nesse momento. Eu vou até a arquibancada, quero só ficar deitado em um dos bancos olhando para o céu durante um tempo. Tiro minhas chuteiras, deixando de lado, deixando meus pés sentirem a grama primeiro. Deito em um dos degraus, suspirando aliviado.

Hoje tudo parece melhor, ter visto minha família alimentou minhas energias, é bom ver meu irmão bem e meu pai sem aquela cara de cansaço. Eles são a minha vida e eu devo tudo a eles, vê-los bem, faz com que agora eu possa suspirar aliviado e abrir um sorriso aleatório que só eu entenderia.

— Baekhyun! — escuto. Levanto um pouco minha cabeça e vi ser Yoona.

— Oi, Yoona. — cumprimento, ela senta do meu lado. Ergo meu corpo, tirando minhas meias fedidas do treino para outro lado.

— Eu não tenho boas notícias.

— O que foi? Aconteceu alguma coisa com você?

— Não é isso, obrigada por perguntar, é com você.

— Comigo?

— O professor daquele trabalho que não conseguiu apresentar... Como faltou ao primeiro horário, ele pediu que te avisasse que para não ser reprovado na matéria dele, precisa fechar as provas finais daqui dois meses.

— Ele tinha dito que eu poderia recuperar o trabalho e entregá-lo individualmente... Por que ele mudou de ideia?

— Esse homem é doido, muda as palavras dele em um piscar de olhos.

— Baek! — vejo Minseok sair do vestiário já te banho tomado.

— Bom, eu já vou indo...

— Obrigado por mandar esse recado.

— De nada, nos vemos depois. — ela acena indo embora, olhando baixo para Minseok.

— O treino de hoje rendeu muito né? Nunca um banho com água quentinha foi tão bom! — vejo um sorriso no rosto de Minseok.

— Você parece estar muito feliz, não consegue esconder um sorriso e o treinador não é tão adorável para estar radiante assim. — brinco. — Se você gostou dos xingamentos e das flexões, posso considerá-lo um masoquista.

— Ficando doido! Não é por isso não. Meu pai foi liberado.

— Isso é ótimo! Agora tá mais tranquilo?

— Sim, é muito bom ver meu pai e toda família reunida de novo, minha mãe melhorou muito e eu posso finalmente voltar a frequentar à faculdade normalmente, assim como os treinos. Por mais estranho que pareça, senti saudades dos xingamentos do treinador.

— Como eu disse, você é masoquista.

— Louco.

— Louco é quem me chama.

— Você vai ao baile do Kris, não vai?

— Sim.

— Com quem?

— Com o Chanyeol.

— Com o Chanyeol? Mas ele não é a pessoa que você mais odeia nessa faculdade?

— Aconteceram algumas coisas enquanto esteve fora, digamos que ele não é tão ruim quanto eu pensei que era.

— Sério? Por quê?

— O Chanyeol não é casca grossa, ele só mostra isso, porque ele tem que criar uma barreira de proteção. Ele age assim como um mecanismo de proteção. Com este meu temperamento, eu tenho mania de julgar as pessoas antes de conhecê-las...

— O Chanyeol não mudou do dia para noite... Está defendendo esse cara? — escuto o tom de Minseok ficar mais irritado. — Enfim, tudo bem. Quer ir comer cup noodles comigo?

— Claro, não tenho muito o que fazer hoje. Deixa eu só tomar um banho primeiro.

— Eu comecei a ver uma série hoje... Achei horrível, como um verdadeiro amante de Sherlock Holmes, esse povo não sabem criar um crime interessante, ela se chama Slasher... — Minseok começa a contar e eu a juntar minhas coisas na mochila.

— A última série que eu vi foi O Alienista, perfeição para quem ama coisas misteriosas.

— Vai me contando mais...


Passamos um ótimo momento juntos. Comemos o cup noodles e ficamos conversando sobre nossas experiências de vida. Basicamente, eu fiquei contando das brigas que acabaram por me expulsar dos meus antigos colégios.

— Você deveria ter um nome de super herói, você meio que salva todo mundo. — ele comenta enquanto andamos para a porta dos dormitórios. O prédio dele é diferente do meu.

— Super homem bonitão. Esse é meu nome.

— Para!

— Por que ninguém bota fé em mim quando eu falo esse nome?

— Estou só brincando com você, eu gosto desse nome. — Minseok diz baixo, mas Baekhyun acaba escutando.

— Então me acha bonitão, eu sei que sou.

— Pois é... Tá ficando tarde né? É melhor eu ir caminhando.

— Obrigado por hoje, Minseok. Deixou meu dia ainda melhor!

— Que isso! Eu que tenho que agradecer, sua companhia me faz bem! Você é meu super herói, suas palavras vão me dando força!

— Isso chama amizade e ela é um lance que o super homem bonitão leva muito a sério.

— Amizade é muito importante para você, né?

— Claro, todo tempo de nossa vida estamos cercados de pessoas, mas nossos verdadeiros amigos, contamos nos dedos das mãos e olhe lá! Você está no meu polegar. — mostro meu polegar para ele com um sorriso. — Sabe que qualquer coisa que precisar é só falar comigo, né?

— Sim...

— Então, eu vou indo. Boa noite para você.

— Baekhyun!

— Fala.

— Eu tenho que te contar uma coisa.

— Conte.

— Eu sei quem postou aquela foto sua no painel.

— Sabe? Quem foi?

— Quando eu digo para não confiar no Chanyeol, eu falo sério, porque foi ele quem fez isso.

— O Chanyeol?


Notas Finais


Eitaaaaaaaaaaaaaaaaa, deu merda e o Baekhyun vai despirocar o cabeção com isso, todo mundo sai de pertooooo
Tava tudo fluindo, ai uma coisa e tudo desmoronaaaaaa
vamos ver a reação do nosso querido Byun nisso tudo! E o Kyungsoo já caindo rapidamente pelo nosso príncipe sedutor?
Vai dar problema? Sim ou com certeza.
ATÉ O PRÓXIMO CAPPPP, COMENTEM TUDO O QUE ACHAREM!
Deixarei o link de tudo aqui:
LINK DO GRUPO DE WPP PARA INTERAÇÃO E SURTOS: https://chat.whatsapp.com/EVpmPWjvU04E3DAM4mgtZP
LINK DOS TRAILERS:
[CHANBAEK VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=X4hf8SM_S48
[HUNHAN VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=PPnsBFKKZJY
[KAISOO VERSION] : https://www.youtube.com/watch?v=P6GcyrdbeM0
PLAYLIST DA FIC: https://www.youtube.com/playlist?list=PL_o7m_LYZsTLv6zF5emIEh0_00LS_ArQQ
SITE QUE COLOCO IMAGENS: https://imageshack.com/user/KimSeuk
MEU BLOG: https://historiaskim.wixsite.com/kimseuk
LINK DO ARQUIVO EM PDF (VEJAM!!)
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