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História Os príncipes e os plebeus - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Em meio a uma pandemia, vindo aqui postar mais um capítulo de OPEOP
Espero muito que mesmo com todo esse surto, possam se divertir e abrir um sorriso em meio a tanta notícia negativa.
Esse caps da ilha são os meus favoritos, amooooo de paixãooooo
praticamente será um capítulo para cada um dos couples, com momentos fofos e momentos tensossssss ><
ESPERO QUE GOSTEM!
BOA LEITURAAA

Capítulo 25 - Essa é a hora


Fanfic / Fanfiction Os príncipes e os plebeus - Capítulo 25 - Essa é a hora

 

(*)

— Kris, o que está fazendo aqui? — foi a primeira coisa que Baekhyun perguntou.

— Pois é, voltei. — todos começaram a ir em direção ao príncipe de Vichy.

— E Suho? — Byun perguntou, mas Kris apenas abaixou a cabeça e negando qualquer outra pergunta que Baekhyun viesse a fazer. — Bem... Estamos indo para...

— Ilha Xialan. — Kris disse.

— Eu falei com ele, Baekhyun. Sabia que ele estava voltando. — Chanyeol completou. — Como você tá, cara?

— Levando. — Kris disse. — Que horas partimos?

— Nesse instante, estávamos indo antes de sua chegada triunfal. — Baekhyun falou de um jeito brincalhão, sabia que precisaria conversar com Kris quando tivessem um momento a sós. Ele estava mal, sentia isso, queria saber o que tinha acontecido.

— Então, vamos embora. — Kris disse, segurando o pescoço de Baekhyun.

Todos embarcaram e todos sentiam-se no céu dentro daquele jatinho particular. Logo foram atendidos pelas mulheres e homens que trabalhavam como funcionários de bordo. A viagem terá uma duração de 3 horas 30 minutos.

Cada um do grupo já foi procurando um lugar para sentar. Cada um encontrou sua dupla de assento.

— Senta aí, Lay! — Jongdae falou com o amigo que passava pelo corredor, apontava para o banco a sua frente.

— Não precisa, a Kiki vai sentar aí. Vou ficar no fundo, fico dormindo grande parte da viagem. — Lay colocou seu fone de novo e seguiu até um banco vazio do fundo.

— Que bicho mordeu nosso bebê, Lay? — Kiki perguntou comendo balinhas de gelatina que tinha ganhado da comissária de bordo. — Que merda você fez, Kim Jongdae?

— Como sabe que eu que fiz alguma coisa? — Jongdae perguntou quando ela sentou, depois de colocar sua mala pequena em um compartimento específico.

— Porque o Lay é uma paz de pessoa e você sempre é responsável por tirar alguém do sério. — ela disse, seca.

— Você não viu o que saiu na internet? — Jongdae mostrou a matéria do site de fofocas para a amiga.

— Babado!! Eu não posso deixar vocês sozinhos que dá nisso, caramba, por que brigou com ele, ainda não entendi.

— Qualquer notícia que sai na mídia sobre mim, faz meu tio surtar e sabe que se eu cometer mais qualquer deslize ele vai me tirar da faculdade e me enfiar em algum canto de Toulon... Se ele chegar a ver isso, eu tô fodido.

— E o que o Lay tem a ver com isso? Tenho certeza que quem tascou o beijo nele foi você, ele só te ajudou de alguma coisa. Lay é muito puro para te tascar um beijo de língua aleatoriamente, Jongdae. — Kiki falou observando melhor a foto.

— É... Eu não lembro direito o que aconteceu...

— Se você não lembra, não faz merda. Conversa com ele direito e pede desculpas, porque se a gente perder a companhia do Lay por sua causa, eu vou te dar uma tamancada na cara. — Kiki alertou, ajeitando sua posição na poltrona. — Eu vou ver um filme, já vai pensando em um pedido de desculpas bem bom aí. — ele colocou os fones e voltou sua atenção para a pequena televisão do jatinho.

Jongdae sabia que ela estava certa.

Teria de pedir desculpas para Lay.

 

 

— Aqui está a chave do quarto de vocês. Qualquer dúvida ou ajuda podem telefonar para o número 9. — a moça da portaria, entregou a chave para Sehun.

Os dois recusaram ajuda do homem que veio pegar as malas para colocar no carrinho, as malas estão leve, pensaram, poderiam carregar sozinhos.

Luhan estava em um nível de empolgação inexplicável. Aquela era sua primeira viagem internacional e só de ser naquele lugar maravilhoso, estava cada mais maravilhado e animado com cada segundo de estar naquele lugar. Todo o ambiente da Ilha trazia liberdade, não queria ter nenhuma amarra nessa viagem, pensaria em fazer aquilo que lhe fizesse feliz, era o último momento que tinha para aproveitar estar tendo tudo aquilo e estar ao lado de Sehun, portanto, não mediria esforços para faer o que lhe desse na telha.

O futuro era incerto e sabia que sua vida seria uma montanha russa dali para frente.

Queria transparecer que tudo aquilo era normal para si, mas não conseguia ficar quieto e sem vontade de tirar foto de cada cm daquele lugar. A natureza era exuberante e possuía cores chamativas que fazia seus olhos brilharem por tamanha luminosidade e diversidade, para um artista, esse lugar era considerado a perfeição.

Abrindo a porta do quarto, Luhan não deixou de ficar boquiaberto. O lugar mistura vida com tranquilidade. Existe uma cama de casal muito bem arrumada com uma roupa de cama de boa qualidade com as principais cores do quarto: azul e branco. Uma poltrona fica na lateral com pequenas almofadas. Existe uma pequena varanda que dá um visual direto para o mar e um conjuntos de palmeiras. Existem duas cadeiras e uma mesinha no centro para que os hóspedes pudessem sentar quando sentissem a necessidade de ficar em um contato mais direto com a natureza do lugar.

Luhan foi até a varanda e respirou fundo aquele ar puro que aquela paisagem fornece.

— Gostou? — Sehun aproxima de Luhan, colocando a mão sobre a estrutura que separava a varanda do exterior. — Pensei em um quarto mais aconchegante, parece mais seu estilo que o meu.

— Isso aqui é perfeito! Qualquer lugar seria perfeito para mim. Essa é uma lembrança inesquecível, e você... — Luhan virou seu rosto para Sehun ao respondê-lo: — ... É o responsável por isso.

— Eu quero que tudo seja perfeito. Nossa primeira viagem juntos. — o príncipe foi até Luhan, abraçando-lhe por trás. — Tem que ser tudo perfeito. Estou com mais algumas ideias, mas isso vai descobrir ao longo desses dias.

— Bem espertinho, uma cama de casal? — ele apontou para dentro do quarto.

— Aproveitando as oportunidades, como não aceitar essa oferta da moça que fez a reserva? O hotel está lotado por conta do leilão, só sobraram quartos com cama de casal. — Sehun deu um beijo em sua bochecha.

— Tudo bem, eu não me importo. Estou brincando com você. — ele virou o corpo, ficou de frente para Sehun. — Temos que aproveitar o dia, não podemos perder nem um minuto de fazer alguma coisa aqui. Que tal eu dar a ideia para a gente fazer alguma coisa agora?

— Adoraria. — Sehun encarou Luhan com um sorriso.

— Vamos andar pela praia, quero sentir a água nos meus pés e sentir meus dedos com areia. A praia daqui é paradisíaca. Estava pensando em fazer uma coisa para você. — Luhan disse, desvencilhando-se dos braços de Oh, foi até sua mala, pegou seu caderno de desenho. — Será um presente de coração, agradecendo essa viagem.

— E o que seria?

— Mr. Misterioso, eu também posso ter esse nome se eu quiser. — Luhan já foi direto para porta. — Vamos!— ele viu Sehun pegando uma câmera em sua mala, aquela era profissional.

— Quero tirar umas fotos suas. Acho que nunca fiz isso em uma viagem. — Sehun comentou, pendurando a câmera em seu pescoço.

Assim que saíram do quarto, passaram pela portaria e encontraram uma entrada para desembocar direto na praia. Era uma pequena escadaria de madeira branca que levaria àquele mar tão azul quanto o céu em uma bela manhã ensolarada.

— Sehun, eu já sinto minha energia renovada. Não sente o mesmo? — Sehun já apontava a câmera para capturar o momento que Lucian fechava os olhos, respirando fundo para captar o ar puro.

— Sinto o mesmo. — ele tirava várias fotos, sorrindo com o resultado de Lucian na câmera. Ele era lindo, cada traço parecia perfeito. Os sentimentos de alegria transbordavam para suas expressões espontâneas. Ele era sincero e natural, sem pensar em mais nada do que aquilo que verdadeiramente está sentindo. Não fingia, só mostrava quem era e o que sentia naquele instante, sem máscaras. — Você é lindo, sabia? — Sehun disse naturalmente, um dos vários elogios que queriam sair da sua boca agora. Foi uma fala tão natural que só o fez repensar no que Jongin disse ontem.

— Você também é, Oh. — Luhan disse segurando sua mão, puxando-o em direção a praia. — Eu vou lembrar disso em vários momentos, são momentos assim que faz a gente questionar se nossa vida não é perfeita. — ele tirou os sapatos e começou a sentir a areia e seus pés, quentinhas nos pontos sem sombra. Parecia a temperatura ideal.

Eles caminham pela praia, Sehun puxou Lucian para subir em suas costas, enquanto eles caminham. Sehun sentiu Lucian agarrar seu pescoço para melhorar o apoio. Sehun e Luhan ficaram tirando fotos de tudo. Sehun recebe uma mensagem de Jongin, dizendo que fariam um churrasco dali uma hora. Era para encontrarem-se em um certo lugar do resort.

Voltaram para o quarto, tomaram um banho para ir para o churrasco.

 

 

— Quero te levar para um lugar. Eu queria ter arrumado, mas como fomos para o churrasco, pedi que fizessem para mim. — Luhan caminha pelo corredor ao lado de Sehun.

— Seus amigos são ótimos, adorei passar mais tempo com eles. Vocês parecem formar um grupo legal. — Luhan começou o assunto enquanto iam para onde Sehun tinha dito.

— Sim, eles são minha segunda família. Sabemos que podemos contar uns com outros em qualquer momento, seja bom ou ruim, a gente tá junto. Eles já me ajudaram em muitas merdas que já me meti por aí. Principalmente, Jongin que conheço há mais tempo.

— É legal contar com esse tipo de amizade. Às vezes, por mais que eu tenha amigos, sinto que não tenho alguém em quem posso me apoiar em todos os momentos... Não sei se tenho uma amizade tão forte. — Luhan confessou. — Acho que o sentimento mais próximo é o que tenho pelo meu pai.

— Não fale assim. — Sehun ficou na frente dele, detendo os passos de Lucian por um instante. — Antes de qualquer coisa romântica que nós temos, eu quero conquistar sua amizade, Lucian. Os melhores amantes são aqueles que em primeiro lugar se consideram parceiros, amigos.

— Sério?

— Quero ser alguém em quem confia, Charl. Não quero ser um borrão em sua vida, mas sim uma marca. Uma tatuagem em seu cérebro. Alguém marcante e inesquecível, assim como aos poucos está sendo para mim.

— Isso é fácil, você já está sendo um alguém inesquecível para mim, não sabe o quanto. Às vezes, acho que tudo é um sonho e eu não quero voltar para realidade. — Luhan foi sincero consigo, não queria sair daquele sonho que estava vivendo com Sehun e todos ao redor.

Sabia que tudo seria difícil dali, começou a arrepender-se amargamente de ter conhecido o príncipe Oh, como ele tinha dito: eu quero ser uma tatuagem em seu cérebro. E ele já é.

Queria estar com ele.

É simples dizer isso e complicado ao mesmo tempo.

Sehun levou Lucian a parede mais próxima, escutou as costas do menor contra a parede. Encostou rapidamente os lábios e nariz aos dele, sentindo o cheiro de pasta de dente.

— Eu amo meus olhos quando eles olham para você. Eu amo meu nome quando ele sai dos seus lábios. Eu amo meu coração quando você coloca a mão sobre ele como está fazendo agora. — Sehun olhou para baixo, vendo a delicada mão de Lucian encostada em seu peito. — Posso decretar essa seleção encerrada e focar minha atenção só em você?

— Para, sabe que isso não é possível. Essa semana é decisiva para tudo. Eu só quero aproveitar com você, sem pensar em mais nada. — Xiao levou seus lábios ao do príncipe, brincou de esfregar um poucos aquela tez macia com seu polegar, antes de deixar um selar em cima do dedo e depois nos lábios de Oh.

— Só com pequenos gestos assim, eu já penso que estou a uma linha de perder minha sanidade. — Sehun beijou Luhan com mais intensidade. Grudando os corpos ainda mais, chupando a língua dele com toda a vontade de sentir aquele músculo entre seus lábios, dentro de sua boca. Aquele parte úmida e quente que causava certo fogo em seu corpo.

Quando separaram os lábios com um pequeno traço de saliva, Sehun abriu um sorriso, limpando seu lábio inferior com o polegar, fazendo o mesmo com Lucian em seguida.

— Continuemos. — o príncipe disse e entrelaçou os dedos aos de Lucian e continuou seu caminho até um lugar mais afastado da praia, onde tinha pedido para os funcionários deixarem tudo pronto.

Ao chegarem ao destino, Luhan viu um pano estendido na areia com duas taças de vinho, uma garrafa fechada, morangos em um copo.

— Poxa! Vinho, pôr do sol e praia? A soma de tudo isso é perfeição. — Luhan sentou na areia com um sorriso esboçado. — Sente! Vamos abrir essa garrafa e aproveitar essa maravilha que a natureza proporciona. — Sehun sentou do lado de Xiao. Pegou o saca-rolha, ajeitou na garrafa e abriu-a.

Sehun serviu na taça dos dois.

— Vem cá, deita aqui. — Luhan indicou seu colo para que o príncipe repousasse sua cabeça. — Quero que sinta esse momento pelas sensações que tem. — Sehun deu um gole na taça com vinho antes de fazer o que Lucian disse para fazer. — Vou fechar seus olhos e quero que me diga o que escuta e sente.

Luhan tampou os olhos do Oh com as mãos. Antes que o pôr do sol começasse. O príncipe colocou suas mãos sobre as dele.

— Eu escuto as ondas quebrando chegando próximo a costa. — ele começou falando, entregando-se ao momento. — Uns pássaros estão passando em bando, migrando para o norte. — Luhan abria um sorriso em ver a sensibilidade para prestar atenção as sensações que Sehun tem. — Sinto a areia nos meus pés, além de um toque carinhoso em meus olhos. — Xiao ficou com o rosto próximo ao Sehun. — A respiração de alguém que faz meu corpo tremer de um jeito bom. — o príncipe tirou as mãos de cima das de Luhan.

— Você é mesmo bom em ter percepções. — Luhan tirou as mãos dos olhos de Oh.

— Digamos que você aguça isso em mim, o que acabou de fazer é uma coisa que nunca parei para fazer. Acho que você tem uma habilidade de enxergar beleza nas coisas pequenas, em detalhes que poucos dão a mínima. Isso é mais uma coisa que te torna especial.

— Acho que quando você sente que não pode ter nada, você enxerga no mínimo, o máximo. — Luhan foi sincero. — Eu enxergo nas pequenas coisas, a graça de me sentir bem só com aquilo.

— Você diz como se não pudesse ter nada, mas você pode ter tudo. — Sehun disse, levantando do colo dele.

— Qual é a graça de ter tudo? Sabe o que faz esse momento que estamos tendo? Ele é único, Oh Sehun. Nunca se repetirá da mesma forma. Não no mesmo dia, não no mesmo horário. Não com as mesmas palavras. — Luhan bebeu um pouco do vinho, mordendo em um morango, realçando o sabor da bebida. — Tinha uma pessoa na minha vida que falava que às vezes estamos fazendo tanta crítica sobre a vida que esquecemos de agradecer que estamos vivendo.

— Isso é verdade. Não posso rebater suas palavras, como sempre tenho mania de fazer.

— Olha o que estamos vivendo agora. Um belo pôr do sol, bebendo uma deliciosa bebida para relaxarmos, em um lugar maravilhoso... Isso aqui é perfeito, sabe? Não pediria mais nada, eu estou com uma pessoa incrível do meu lado, estou tendo um momento com alguém que quero estar. Como pedir mais do que isso?

— Como você sempre sabe o que dizer? E me inspira tanto a ser uma pessoa melhor e apreciar essas pequenas coisas com você? Eu não sou assim, não penso no momento, só vivo. Não penso nas consequências e não me importo como se estou, quero viver como se esse fosse meu último dia.

— Esse é você, Oh Sehun. Não quero mudar isso, porque também admiro isso. Eu tenho mania de pensar nas consequências do que faço, por isso, deixo de aproveitar muitos momentos que poderiam ser decisivos em minha vida. Você vive e eu penso minuciosamente nos caminhos que minhas decisões podem ter.

— Por que pensa tanto?

— A vida me fez ser assim. Pensar em cada detalhe para não quebrar tanto a cara no final. — Luhan bebeu o resto do vinho de uma vez. Preocupo que o que eu faço podem machucar as pessoas ao meu redor. — pensou em seu pai. — Acho que prefiro me machucar do que ver quem eu amo sofrer. Nem é dúvida, é certeza.

— Dói em meu peito pensar você sofrendo, Lucian. Essa imagem não entra no meu cérebro, porque acho que você é muito especial para alguém fazer qualquer mal. Sinto que posso perder qualquer controle que tenho se eu ver alguém machucando você, até mesmo comigo mesmo...

Sehun trouxe o pensamento sobre a vingança que tinha planejado com sua prima. O quão idiota tinha sido em aceitar, usar os sentimentos de alguém tão carismático e apaixonante como Lucian. Começou a remoer todos as vezes que machucou os sentimentos daqueles que caíam em sua lábia, quando usava alguém como brinquedo para seu poder de sedução. Nunca tinha pensado no outro, sempre havia sido egoísta a ponto de pensar em si e seu prazer, nunca soube da história do outro, da versão do outro...

Como Lucian tinha esse poder de fazê-lo questionar sobre as coisas?

Tudo começou com um jogo, mas agora era a vida.

— Quer saber de uma coisa? É um segredo bem íntimo. — Lucian colocou mais um pouco do líquido vermelho em sua taça, precisava tomar uma coragem engarrafada.

— Seu segredo está a salvo comigo. — Sehun dobrou uma perna, apoiando seu braço no joelho, segurando a taça. Via as bochechas de Luhan um pouco coradas pela bebida, viu que o pequeno não era tão forte para o álcool.

— Eu nunca fiz sexo com amor, sabia? Minha vida romântica é uma bosta. — Luhan segurou a taça com as duas mãos, bebendo tudo. Sentia seu corpo ir relaxando à medida que o líquido era engolido. Fazia tanto tempo que não sentia-se podendo relaxar e não pensando em nada mais do que o momento. Sentia-se livre. — Isso é o mais perto de romance que eu já cheguei. Nunca alguém foi tão carinhoso assim comigo, nunca pensou no que eu poderia gostar... É tão bom... Você não imagina o quanto eu tô feliz por sua causa.

— Fico feliz em ouvir isso. Ser o motivo da sua felicidade. — Sehun viu Lucian ficar próximo. Sentando a sua frente como um índio. — Você nunca amou ninguém?

— Não. Eu nunca amei ninguém. Nem tive tempo para cultivar esse sentimento. — Luhan dizia um pouco embolado, já bebendo pelo bico da garrafa. Pegava um morango e oferecia na boca do príncipe antes de morder. — Eu trabalho demais sabe? Preciso ajudar meu pai. Depois que minha mãe morreu, as coisas pioraram. — Sehun ergueu uma sobrancelha.

Como assim ajudar o pai depois da morte da mãe? Pelos arquivos dos participantes, a mãe de Lucian está viva.

— Não tinha tempo para namorar... As únicas vezes que transei foi com alguém em um bar só para aliviar um impulso sexual ou quando eu estava com raiva de mim mesmo por ter feito alguma coisa errada, alguma coisa que prejudicasse meu pai... Mas isso é só transar... Não é fazer amor. — Xiao confessou.

— Existe diferença? — Sehun sorriu com o jeito manhoso que Luhan falava quando estava bêbado.

— Mas é claro!!! — Luhan exaltou em sua fala. — Deixa eu te explicar. — Sehun levou um susto, quando Lucian pulou em cima de si, fazendo-o cair com as costas na areia. — Quando a gente transa, as preliminares são rápidas, apressadas para o ápice ser atingida rápido. Quando a gente faz amor, a gente quer sentir prazer e fazer o parceiro sentir o mesmo, a preocupação com tempo desaparece, você quer estar ali, escutar a voz do outro falando eu te amo... Eu nem sei como é, porque nunca fiz, mas penso que... Deve ser assim. — soluçou.

— Nunca fiz amor. Eu só transei. Uma confissão. — Sehun acariciava o rosto de Luhan que fazia o mesmo consigo. — Sexo é uma forma de eu conseguir prazer e aliviar meu estresse e ansiedade, acho que sempre foi um ato egoísta. Eu só pensei em mim... Acho que tenho que ter vergonha de mim.

— Tem momentos que queremos transar, não vamos nos recriminar por isso, mas tudo que envolve sentimento é mais gostoso e prazeroso.

— Eu só conseguiria fazer amor com você, Lucian. Não seria uma transa, porque é impossível separar sentimentos quando eu olho para você. Seus olhos que revelam mais do que qualquer coisa. — ele virou o corpo de Lucian ficando por cima. — Não conseguiria afastar minha alegria em estar tocando você por inteiro, não conseguiria afastar meu desejo de te ver pedindo por mais, chamando meu nome. Não conseguiria afastar minha ansiedade por vê-lo gozar e minha tristeza quando tudo acabasse.

— Não fale assim que eu fico com vontade. — Luhan puxou Sehun para um beijo com gosto de vinho.

O beijo iniciou lento, como se eles quisessem curtir o sabor do vinho preso nos lábios. Aquelas bocas parecem encaixar perfeitamente, como se aquela fosse a única conexão possível, que todas as outras tinham sido erradas e impróprias, um mero teste para aquele momento ser perfeito.

As curvas dos corpos encaixaram-se e o movimento dos lábios acompanhavam o da cintura dos dois. Sehun era gentil com seus lábios mornos, ele ainda continha seu impulso, pois nunca aceitaria ir além daquilo que Lucian estava disposto. A mão dele passeava pelo pescoço e pela lateral do corpo de Lucian que contorcia-se um pouco com aqueles toques quentes do príncipe.

A mão direita de Sehun voltou para o pescoço de Luhan para aprofundar o beijo deixando-o mais quente ao beijar o pescoço de Xiao e lamber o lóbulo de sua orelha, antes de colocar a língua dentro da boca quente dele. Não era mais de um jeito inocente, Oh era experiente e queria proporcionar o melhor beijo que Lucian tinha dito em sua vida, para mais uma vez ser inesquecível para ele.

Sem nenhuma inocência, com paixão e fogo, queria experimentar cada pedaço da boca de Lucian que era tão gostosinha e quentinha, perfeita para ter aquele encontro de línguas. Luhan soltava um fraco gemido rouco por sentir certa pressão da cintura de Sehun na sua. O príncipe sabia combinar os momentos em que precisava ser rápido e quente com aquele que era lento e macio.

Sehun beijava-o e seu mundo girava, caindo aos poucos, quebrando em milhares de pedacinhos.

Toda a sua crença que conseguiria passar por aquele tempo com o príncipe sem sentir nada...

Estava quebrando em pedacinhos e quase que jogando no lixo, porque nunca esteve tão errado como naquele momento.

— Eu acho melhor pararmos... — Sehun pegou todo seu autocontrole e afastou do beijo com um estalo. Respirou fundo. Sentia-se duro só com esse beijo e Lucian passando as unhas pelas suas costas, causando um arrepio descomunal em sua espinha.

— Por quê? — Lucian disse virando a cabeça para o lado, acompanhando o movimento brusco de separação de Sehun.

— Porque quero que esteja sóbrio quando chamar meu nome e pedir por mais. — Sehun deu um mais um beijo. — Você não sabe a porra da sanidade que eu tô tendo que manter para não continuar isso aqui... Mas você é diferente Lucian, não posso te foder como fiz com todas as outras pessoas, você merece mais do que isso.

Quando Sehun virou o rosto, viu Lucian dormindo.

Ele levantou, pegando Lucian no colo para levá-lo para o quarto.

Com certa dificuldade, abriu a porta e levou-o até a cama. Cobriu Charl com os cobertores, porque a noite sempre tinha um vento gelado que passava pela varanda. Tirou a franja do rosto dele, apreciando os traços dele, caminhando com os dedos como se cada parte do rosto fosse o mapa e a boca fosse o tesouro que guardava o sorriso que arrancava o fôlego do príncipe.

— Eu disse que não cairia, mas eu caí feio. Disse que seria fácil, mas virou uma missão impossível. — Sehun disse antes de deixar um beijo na testa dele e levantar para ir trocar de roupa e ir dormir.

 

 

Luhan levantou mais cedo, deixando Sehun dormir um pouco mais. Como não tinha bebido muito, não estava com uma forte ressaca, sendo suportável depois de beber um pouco da água que ficava no frigobar. Ele decidiu pegar uma das fotos que tinha tirado de Sehun no dia anterior e fazer um desenho.

Pegou uma das fotos e pegou seu caderno de desenho que nem tinha usado no dia anterior. Pegou um fone, colocando uma música para que ficasse mais inspirado em desenhar aquele presente para o príncipe de Trévoux. Colocou para tocar I wanna dance with somebody da Whitney Houston. Lembrava de tudo o que tinha acontecido na noite anterior e sentia que sua alma dançava ao som dessa música.

Balançava a cabeça à medida que o lápis deslizava pelo papel. Aquele paisagem da praia a sua frente aumentava sua fonte de inspiração para aquela foto que tinha tirado de um momento que Sehun estava de olhos fechados sentindo o vento contra sua face.

— Por acaso, estou sendo a inspiração do artista? — Luhan assustou quando sentiu seu fone ser tirado da orelha e Sehun falar próximo ao seu ouvido.

— Não é para você ver! — Luhan aproximou seu caderno de desenho do peito. — Assim perde a graça do meu presente!

— Bom dia. — Sehun deu um beijo no topo da cabeça de Luhan. — Dormiu bem?

— Sim. Achei que estivesse em uma nuvem como cama. Foi perfeito.

— Que bom. Acho bom ter descansado, porque tenho muitos planos para hoje. — Sehun disse indo para o banheiro escovar os dentes e pentear o cabelo.

— Uma dica?

— Sem dicas. — Sehun falou do banheiro. Luhan fechou o caderno, colocando embaixo do travesseiro da cama. — Vou tomar um banho e trocar de roupa, quer ir primeiro? — viu Sehun colocar o rosto para fora da porta do banheiro com um sorriso malicioso. — Ou quer ir junto comigo?

— Pode ir, eu vou depois, engraçadinho.

— Vista uma bermuda para nadarmos.

— O.k.

 

 

— Vamos tomar um café antes da nossa caminhada. — Sehun levou Luhan para uma mesa de café que tinha pedido para preparem na praia.

Chegando no lugar, Luhan viu uma mesa posta perto de uma palmeira com todas as comidas deliciosas para ser um café perfeito. O sol estava agradável e as sombras feitas pelas folhas das palmeiras deixava tudo bem fresco.

— Sente. — Sehun puxou uma cadeira para Luhan sentar. — Aproveite e coma de tudo um pouco.

— Pensa em tudo, hein? — Luhan disse sentado, ajeitando a cadeira mais perto da mesa.

— Para deixar tudo perfeito, não é? — Sehun sentou tomando um pouco da água de coco. — Bem, terei que alterar um pouco a ordem certa dos encontros do alfabeto, beleza? — mordeu um pedaço da torrada com a geleia local.

— Não importo.

— Então, agora teremos ‘e’ de explorer. Quero te levar para ver um canto da ilha, exploraremos essas partes mais isoladas.

— Wow! Estou pronto para qualquer aventura. — Luhan comia de tudo um pouco, principalmente, comidas da culinária local.

Eles comeram o suficiente. E começaram a caminhar para uns cantos mais isolados. Luhan tirava foto de cada um dos pontos, mandando para seu pai.

Ele não mandava mais nenhuma mensagem empolgado, visualizava as mensagens, mas nem mesmo colocava os emojis que costumava.

O coração de Luhan apertava. Sabia que ele não estava gostando disso. Queria que o filho voltasse rapidamente e ele estava aproveitando aquela viagem como se não houvesse amanhã, seu pai deve estar mais preocupado que tudo. O Sr.Xiao odiava quando Luhan ia contra suas palavras preocupadas de pai.

— Que música temos para hoje? — desligou o celular e colocou no bolso.

— Escute. — Sehun desenrolou o fone do celular e colocou no ouvido de Luhan. — Pensei em uma coisa mais divertida para o dia de explorador que viveremos.

— Essa é aquela... Holding Our For a Hero? Footlose?

— Dim dim dim. Correto, Mr. Charl.

— Essa música é ótima!!! — Luhan estalava os dedos. — ...my wildest fantasy... — cantarolava baixo.

Eles começaram a caminhar até pontos que a quantidade de pessoas estava cada vez mais escassa, até não ter mais nenhuma.

Existe uma serra coberta por uma mata ao longe. A água era uma mistura de tons de azul, desde o mais claro até o mais escuro cerceado por pedras molhadas pelo movimento das águas.

— O último a entrar é mulher do padre! — Sehun já tirava a camisa e seu chinelo, correndo pelas pedras para pular nas águas. Luhan tirou a blusa, tirou o celular da bermuda, colocando em cima da blusa. Correu até a água dando um salto bomba.

Quando Luhan emergiu não encontrou Sehun.

— Sehun! — ele falava, tinha medo de que tivesse dado uma cãibra e tivesse afogado. — Cadê você!? — ele nadava, mergulhando.

— Estou aqui, relaxa. — o príncipe emergiu, segurando a cintura de Luhan.

— Que susto! Não brinca assim, achei que tivesse afogado! — jogou água no rosto de Oh.

— Calma. Eu estou aqui. — Sehun agarrou a cintura, puxando Luhan para próximo de si de novo. — Eu tô aqui.

— Não faz mais isso, eu morro de preocupação.

— Preocupado comigo, tão bonitinho essa sua atitude! — Sehun beijou as duas bochechas.

— Acha que merece qualquer beijo depois disso?

— Acho, eu sempre mereço seus beijos. Não seja tão mal, Lu.

— Sei, não merecem não.

— Uma pequena competição. — Sehun mergulhou, quando voltou a superfície jogou a franja para o lado, tirando o excesso de água. — Daqui até a margem, quem chegar primeiro ganha um beijo especial do outro.

— Acho plausível tal prêmio. — eles ficaram mais longe da margem, indo para auto mar.

No final Luhan venceu.

— Eu sou muito bom. — Luhan deu uma piscadela. — Quero ver seu beijo especial. — Luhan fechou os olhos e fez um pequeno bico.

O que ele não esperava era que Sehun abaixasse um pouco o corpo, dando um beijo em seu mamilo, deixando-o extremamente excitado. A língua de Sehun era muito habilidosa e aqueles movimentos circulares com pequenos selares poderiam ser extremamente colocados no campo das preliminares.

— Você não tem limite. — Luhan dizia quando Sehun terminou com um selar em seu lábios.

— Eu não poderia perder isso, tão frágil e sem senhuma proteção. Eu disse que seria um beijo, não disse nem onde e nem como. — seu sorriso atrevido já era uma das características que Luhan mais gostava, era típico de Oh Sehun. O príncipe Bad Boy com um sorriso maroto.

— Eu tenho que ir tirando pequenos pedacinhos antes da verdadeira mordida. — deu um beijo no pescoço. — Ah! Temos que ir.

— Por quê? Tem mais? — Luhan perguntou sendo arrastado pelas águas até saírem. — Esquecemos a toalha.

— Vamos secando até chegarmos lá. — Sehun era extremamente atraente quando molhado, com gotas de água escorrendo pelo seu corpo e os cabelos molhados com uma bermuda preta baixa, deixando aquelas curvas em sua cintura.

Sem nenhuma noção de onde parariam, seguiu o caminho.

Eles pararam em frente a uma casa colorida.

— O que é aqui? — Luhan perguntou.

— É uma ONG que cuidam de cães abandonados. — ele parou em frente a Luhan. — Eu estava querendo adotar um cachorro e não vi melhor oportunidade do que essa, pode me ajudar a escolher e dar um nome junto comigo, que tal? Isso nos levará para nosso próximo encontro. D de dog walking.

— Um cachorro!? Quer ver meu lado mais estranho quando tenho um ataque de fofura com cachorros? Eu nunca pude ter um, porque meu pai é alérgico. — Luhan batia palmas, super animado com essa visita naquele lugar.

— Sim, nosso pequeno filhote. — Sehun abriu um sorriso antes deles entrarem.

Luhan realmente sentia que morreria com tamanha fofura dos cachorros. Todos eram tão amáveis e queria levar todos. Estava sendo atacado pelo carinho de tantos que não conseguia resistir de fazer vozes fofas para ter atenção daqueles cachorros diversos. Tinha várias misturas de DNA que deram em um resultado lindo.

— Qual mais chamou sua atenção? — Sehun perguntou, ficou próximo com um filhote no colo.

— Esse em seus braços ficou perfeito com você. Sua cara. —Luhan acariciou o focinho do filhote fazendo o pequeno animal fechar os olhos. — Ele tem cara de Toby.

— Toby? Concordo. Esse então é o nosso Toby, nosso pequeno filhote. — Sehun fez um sinal para que ficassem próximos, porque ele tiraria uma foto. — Que foto mais adorável, como não querer morder vocês dois!? — salvou como plano de fundo. — Vamos andar com ele, pedirei que Siwon leve para o castelo na volta.

— Ele é uma gracinha! Vamos caminhar com ele. Eles compraram uma coleira para Toby e passearam pelo calçadão. O filhote cheirava tudo, ele já tinha tomado todas as vacinas, deixando os ‘papais’ dele, tranquilos. — Sehun, esse é um dia perfeito.

— Ainda não acabou, pode ter certeza. Você também deixa tudo melhor, a melhor companhia. — Sehun deu um beijo na bochecha dele, segurando o queixo de Xiao. — Lucian, eu fiquei com uma pulga na orelha depois de ontem, quando a gente tava conversando, você falou que sua mãe morreu, mas pelo que li na sua ficha, sua mãe está bem viva.

— Ah! Eu falei isso!? Estou doido, nunca acredite no que Lucian diz quando está bêbado. Eu fico doido. — Luhan riu sem graça, ele não podia beber, ele soltava a língua e poderia colocar tudo a perder com uma única fala. — Vamos esquecer isso, o.k?

— Tudo bem. — Sehun resolveu relevar aquilo. — Eu preciso de um tempo sozinho, porque estou preparando uma coisa que não pode saber. Fique com o Toby pelo resto da tarde, deve ter mais coisa para você conhecer aqui, vá até o mercado principal até eu terminar tudo, pode ser?

— Claro, vou explorar um pouco sozinho. Vamos, Toby. Vem com o papai Lu. — puxou um pouco a coleira para levantar o filhote que tinha deitado no chão.


 

Sehun ia até a cozinha do resort, tinha prometido a si mesmo que sua alma de chefe de cozinha prepararia uma deliciosa massa para que ele comesse a noite com Lucian, assistindo a um filme italiano.

No caminho, seu celular tocou:

— Alô?

Sua linda priminha está chegando amanhã, sentiu minha falta? — Sehun sentiu certo pânico trancar sua garganta.

— Oi, está vindo para o leilão, né? — Sehun viu que sua pergunta nervosa, não fazia nenhum sentido.

Por que está perguntando isso? Você sabe que sim. — ela disse com uma voz estranha do outro lado.

— Hum... Estou precisando falar com você, priminha. — Sehun parou em um canto, coçando a nuca, nervoso por não saber como contar que não participaria mais da vingança.

Depois me conta quando eu chegar aí. Quero saber como está indo a vingança, o Lucian já está de quatro por você? Já posso ver o momento que ele quebrará a cara quando você falar que tudo foi uma armação!? — Chelsea dizia animada do outro lado da linha.

— Chelsea, me escuta! — ele falou alto fazendo a prima não falar mais nada. Sehun é direto em tudo que faz, decidiu que agora não seria diferente. — Eu não vou continuar com isso.

Oi!? Não escutei direito. Você não vai continuar com nosso plano!? Por quê!?

— Eu não posso machucá-lo.

Machucá-lo? Que papo é esse?Ele merece...

— Ele não merece não. Vamos parar, isso está no passado, Chelsea...

Ah! Não acredito nisso... Você está gostando dele!?

— Sim, eu estou. — foi direto. — E não vou fazer isso com ele.

Sehun... — ela ficou calada do outro lado da linha. — Conversamos quando eu chegar, mas lembre o que eu passei por conta do irmão dele, você não liga para eu ser machucada? — a ligação foi encerrada.

— Porra, por que eu me envolvi nisso? — Sehun guardou o celular no bolso, com raiva. Odiava decepcionar a família. Sabia o quanto Chelsea tinha sido machucada por ser ridicularizada na frente de tantas pessoas, chegando ao ponto de quase se matar.

 

 

— Toby, você sabia que vai morar em um castelo? Um grande castelo daqueles de contos de fada, sabe? — Luhan colocou o filhote em seu colo, fazendo carinho em sua barriga, deixando ele morder seu dedinho com as pequenas presinhas. — O papai Sehun vai cuidar bem de você, porque eu vou ter que ir embora... Sentirei tanta saudade de você e olha que eu acabei de te conhecer, meu bebê. Sentirei saudades suas e do papai.

Toby chorou um pouco. Luhan viu seu rosto contornar uma expressão triste.

— Entrando. — Sehun entrou primeiro e depois um homem do resort trazia o serviço de quarto com pratos servidos com um delicioso macarrão à puttanesca. — O chefe da noite é, exclusivamente, Oh Sehun e a internet. Sinta-se agraciado com minhas habilidades culinárias que descobri essa noite.

— Entra. Toby, desce um pouco, depois vou te pegar de novo, bebe água na varanda. — o cachorro bem esperto foi direto na fonte de água. — Então, além de tudo ainda é chefe?

O funcionário colocava os pratos em cima da mesa de canto que tinha no quarto que estavam hospedados.

— Nessa noite temos um tradicional jantar italiano com um belíssimo filme de sua preferência. — Sehun disse quando viu Luhan ficando de pé para apreciar todo aquele jantar romântico que o príncipe tinha preparado. — Obrigado, Tim. — Oh deu uma gorjeta.

— É legal demais! — Sehun estava buscando a música no celular.

— Para deixar no clima, trouxe uma música italiana bem dramática de um romance intenso e doloroso. Il Volo, Grande amore. Amore, solo amore. — Sehun cantou a música com certo sotaque adorável. — Está do seu agrado?

— Como dizer não? Vamos comer e aproveitar o delicioso prato, você merece depois de tudo. — dessa vez Luhan que puxou a cadeira para Sehun sentar-se. — Deixe que eu te sirva. É a minha vez de trabalhar. — Luhan sorriu.

Eles decidiram juntos qual filme assistiriam e ficaram conversando grande parte da noite. Eles riram juntos, falaram sobre coisas sem sentido, mas que acabavam caindo em um papo cabeça bem legal. Deitaram depois de comerem, Sehun deitou na barriga de Luhan e eles ficaram brincando com Toby por um tempo, fazendo planos com ele, sobre qual seria o primeiro brinquedo dele. Beijaram bastante, beijos calmos e deliciosos em sua lentidão, rápidos e ávidos como se tivesse falta de tempo, eles intercalavam tais sensações, fazendo uma combinação perfeita.

Foi assim até Luhan dormir.

Sehun ainda estava bastante inquieto sobre o que sua prima tinha dito. Precisava pensar melhor em quais palavras usaria para conversar com ela, para não machucá-la tanto. Decidiu ir para o bar que ficava perto do hall do resort.

O lugar era decorado com enfeites locais. Sehun sentou em um dos bancos de madeira. A bancada do bar é iluminada com pequenas lâmpadas, espalhadas por todo local.

— Quero o drink mais forte que tiver. — Sehun pediu, lembrando o quão sério foi o momento que sua prima contou o que tinha acontecido.

O ex namorado de sua prima tinha humilhado a garota na frente de um restaurante, usando como arma o corpo mais cheio de sua prima, dizendo coisas horríveis sobre como deveria querer morrer ao se ver no espelho e ver um monstro. A noite fatídica tinha sido filmada e colocada na internet. Pela sua prima ser uma maquiadora de sucesso na internet recebeu muito hate depois disso. Entrou em uma depressão muito forte por conta de tudo e Sehun foi o único que ficou ao seu lado depois de tudo, defendendo sua prima com unhas e dentes.

Desde pequeno defendia a garota que sempre foi motivo de bullying infundado por conta de estar acima do peso. Por não estar encaixada no padrão, só depois de muita terapia que ela viu que conseguia ver beleza naquele corpo, melhorou sua saúde e viu naquelas curvas o motivo de lutar por muitas outras garotas.

Mas aquele episódio de humilhação sempre ficava rondando sua mente.

E o irmão de Lucian tinha sido responsável por isso.

Sempre prometeu ficar ao lado dela, independente de qualquer coisa e agora estava descumprindo com sua promessa. Não se sentia bem com isso, mas tinha chegado a um ponto que seu sentimento por Lucian tinha ultrapassado essa promessa.

Quando tudo tinha ficado assim?

 

♫ Thegiornalisti -- Completamente. ♫ 

De um jeito sorrateiro, Sehun viu-se encurralado em um canto como um rato indefeso prestes a ser preso por uma ratoeira. Com pequenos passos, Lucian tinha sido mais esperto que o mestre do amor, Oh Sehun. Com seu jeito simples e maravilhado de ver a vida, mudou a concepção do príncipe rapidamente.

Agora ele queria proteger Charl Lucian mais do que tudo.

Sehun nunca tinha apaixonado-se e perguntava se era a sensação de estar sentindo isso. Como se estivesse sem chão, segurando uma corda que só Lucian segurava e tinha o poder de continuar segurando ou soltá-la, não existe outras opções. Lucian tinha o poder sobre as decisões de sua vida.

Estava fazendo tantas coisas que nunca pensou fazer com alguém na vida. Só queria fazer com Lucian e ninguém mais, parecia que Charl era o único que poderia receber esse tipo de carinho e Sehun queria que ele fosse o único.

Oh Sehun sabia que a primeira dose de qualquer tudo era o primeiro passo para o vício. Provar de Charl Lucian foi o primeiro passo para ver-se como um viciado por querer vê-lo bem. Era a primeira dose de uma paixão avassaladora que faria-o ficar viciado pelo romance.

Como Lucian conseguiu fazê-lo querer parar de beijar insanamente qualquer pessoa para obter prazer para querer um beijo lento só para sentir os lábios dele por mais tempo contra os seus?

Como Lucian conseguiu fazê-lo querer deixar de ter uma noite insana em uma boate pegando várias pessoas para simplesmente ficarem deitados juntos, conversando e beijando?

Como Lucian conseguiu fazê-lo desistir de uma corrida pelo simples medo de machucá-lo?

Como Lucian conseguiu fazê-lo desistir de foder alguém para ter a vontade de fazer amor pela primeira vez?

Como Lucian conseguiu fazê-lo parar de pensar em viver um dia louco para ter a vontade de deitar no peito dele e escutar a batida de seu coração?

Como Lucian conseguiu fazê-lo parar de pensar que amor não é uma prisão, mas sim, liberdade?

Lucian estava transformando as ideias de Sehun. Ele não estava mais com medo de mudanças bruscas, mais especificamente, dessas mudanças bruscas que Charl conduzia-o nessa estrada da vida. Não conseguia entender quando tudo começou, mas agradecia por estar sentindo essas mudanças com tanto prazer.

Paixão é um sentimento bom. Sehun tinha chegado a essa conclusão. Não era a droga que acha que era, conseguia entender como Jongin tinha ficado hipnotizado por Kyungsoo tão rapidamente, ele estava sentindo-se bem depois de tanto tempo preso nas convicções que gostar faz mal.

Estar com alguém que lhe faz bem, isso sim é impagável.

Tinha chegado a decisão que conversaria com Chelsea de coração aberto. Se sua prima ficasse feliz pela sua felicidade, entenderia.

Sehun já estava um tanto quanto bêbado, o barman pegava Sehun cochilando aos poucos, quando sua cabeça quase caía, ele acordava, mas depois voltava ao mesmo esquema.


 

Trinity tinha chegado ao hotel naquele dia e procurou saber onde o príncipe de Trévoux estava. Ao receber tal informação da recepção foi até o bar do resort para ver se encontrava-o. Seu plano era prático, precisava fazer a confiança de Lucian ficar abalada sobre Sehun para ganhar espaço naquela competição.

Ao chegar no bar viu Sehun quase dormindo no balcão. Abriu um sorriso por ver a oportunidade perfeita. Um plano logo surgiu em sua mente, parecia perfeito. Chamou o barman falando que ele acrescentasse uma coisa na bebida do príncipe, pagaria um pequeno suborno para que o fizesse. Disse que aumentaria ainda mais a quantia se assim que Sehun dormisse, ele levasse o membro da realeza para o quarto dela. O homem aceitou a generosa quantia e disse que faria o que ela pedia.

Como uma nobre de Toulon conhecia bastante sobre medicamentos e o que tinha feito colocarem na bebida de Sehun foi um sonífero poderoso que o faria dormir por um longo período e relaxaria-o. Sabia que Lucian teria de ficar chateado ao saber que Sehun dormiu no quarto de outra pessoa, principalmente, de outra competidora.

Ninguém tiraria a sua grande chance de ser a futura rainha de Trévoux.

Não perderia por nada.

 

 

Luhan acordou espreguiçando. Colocou a mão para o lado e não encontrou Sehun deitado ali.

— Seu papai deve ter ido dar uma volta, né, Toby!? — disse animado, dando um abraço no filhote que pulou em si, assim que colocou os pés para fora da cama.

Foi até o banheiro para fazer sua higiene pessoal, tomou um banho e resolveu ir tomar o café da manhã do resort.

Achou estranho ainda não ter recebido nenhuma mensagem de Sehun ou algo do gênero. Resolveu que depois do café, ele iria até a recepção perguntar se ele tivesse passado por ali.

Depois de tomar um belo de um café da manhã, ele foi até a recepção.

— Olá, senhorita. Você sabe se Oh Sehun saiu por aqui? — Luhan perguntou a moça da recepção.

— O príncipe não saiu por essa manhã, mas creio que a senhorita que está com ele pediu que não arrumássemos o quarto deles essa manhã. — a moça respondeu verificando alguma coisa no computador.

— Senhorita? Acho que deve ter algum engano, eu que estou com ele aqui. Acredito que não sou uma senhorita. — Xiao deu uma risada e a moça acompanha.

— Não, a camareira encontrou uma moça muito bonita no 1302 que é o quarto onde o príncipe passou a noite. — Luhan estranhou, mas agradeceu e caminhou para dentro do resort de novo, procurando para onde ficavam os quartos com o início mil trezentos e alguma coisa.

Ele logo encontrou a fileira de quartos e ao chegar em frente ao 1302, deu algumas batidinhas na porta.

— Oh! Charl. — quem abriu a porta foi Trinity. Ela fechava um pouco do roupão branco que usava. — Desculpe, eu estava indo tomar banho.

— Tudo bem.

— Entre um pouco. — ela segurou o pulso de Luhan e puxou-o para dentro do quarto antes que ele pudesse responder.

A primeira coisa com a qual Luhan deparou foi Sehun adormecido na cama de Trinity, ele estava sem camisa, agarrado ao travesseiro.

— Perdoe-me a indiscrição, ele veio para cá ontem a noite. Desculpe-me. — ela deu uma risadinha.

— É...É... — Luhan não pode deixar de sentir-se abalado ao ver Sehun ali deitado com um rosto sereno depois de tudo. — Eu preciso ir, Toby está me esperando para um passeio. — Xiao saiu um pouco desorientado, querendo só sair dali.

Caminhava rapidamente, sem perceber, acabou esbarrando em uma pessoa.

— Desculpa! — exclamou segurando a pessoa que desequilibrou. — Eu estou distraído.

— Tudo bem. — foi a primeira vez que Luhan olhou no rosto do sujeito. É um homem muito bonito. — Só tome cuidado para não cair na piscina. Está tudo bem?

— Mais ou menos, mas a gente supera. — Xiao já continuaria seu caminho, mas resolveu fazer algo inusitado: — Quer saber? Não está não. Quer sentar para conversar comigo?

— Eu sou um funcionário daqui, mas estou no meu tempo de folga, por que não? — o homem respondeu com um sorriso amigável.

— Vem, vamos sentar ali naquela mesa. — ele puxou o homem pelo pulso. — Qual seu nome?

— James.

— Prazer, James.

— E o seu?

— Lucian. Charl Lucian. — Luhan ficou com vontade de contar tudo para aquele sujeito, precisava desabafar com alguém que não fosse do grupo de Sehun, porque achava que estava a um ponto de enlouquecer por não ter ninguém para desabafar.

— Prazer, Lucian. Eu acho que você não está muito bem, você estava lacrimejando antes... Alguém fez alguma coisa com você?

— Quer saber? Foda-se! — o homem arregalou os olhos com aquelas falas. — Primeiro, meu nome não é Lucian, é Luhan, Xiao Luhan. E eu estou vivendo uma farsa por conta do meu pai e eu estou cada vez mais arrasado, porque eu fiz uma coisa que não deveria e pagarei pelas consequências disso, ou melhor, já estou pagando.

— Que história é essa, Luhan? Conte-me direito.

— Ainda bem que eu contei isso para alguém. Estava achando que eu morreria por ficar com isso preso, sem ter alguém para contar toda a frustração que eu estou sentido por ter participado disso.

— Eu estou aqui para escutar, funcionários de hotéis tem isso como um trabalho. — James disse, abrindo um sorriso. — Pode ir me contando do início, acho que gastar a uma hora que tenho de almoço com você valerá a pena.

— Bem... Tudo começou...


 

— Porra... Que merda aconteceu? — Sehun abri os olhos e sente a claridade machucar seus olhos. — Bateram na minha cabeça? — ele sente sua cabeça pesada por tantas horas de sono. Seu corpo está mole e assim que levanta sente sua visão um pouco embaçada.

Voltando ao normal, Sehun olha ao redor e vê que esse não é o quarto no qual está hospedado com Lucian. Olha para seu corpo e encontra-se sem camisa.

— Mas que porra é essa!? — ao falar isso, escuta o barulho de um chuveiro ligado sendo desligado. Ele já andou rápido até aquele banheiro. Abriu a porta. — Trinity!?

— Sehun! Que bom que acordou, já estava começando a ficar preocupada. — ela enrola a toalha no corpo.

— Que merda estou fazendo aqui? O que você está fazendo aqui!? — ele saiu, caminhando pelo quarto procurando sua camisa branca.

— Acho que não se lembra do que aconteceu. Isso é decepcionante. — Trinity caminhou pelo quarto.

— Fale o que aconteceu, então!

— Eu te encontrei no bar, ontem. Conversamos um pouco e eu te contei que vim para o leilão. Rimos muito e bebemos bastantes bebidas. — Trinity mostrou um rosto envergonhado. — Viemos para meu quarto e você sabe do resto. Luhan veio te procurar aqui de manhã, acho que ele não gostou muito de vê-lo aqui.

— Puta que pariu! — Sehun já ia em direção da porta, mas antes de sair, disse: — Eu quero que esqueça o que aconteceu aqui. Eu estava bêbado e se eu fiz alguma bobagem, eu não vou me perdoar por isso... Mas já vi que fiz merda com o Lucian.

— Não, eu quis o tempo todo, Sehun. Foi bom relembrar aquele dia do bar que nós ficamos. — Trinity disse com um sorriso. — Peraí, com o Lucian?

— Ele viu isso, ele deve pensar que... Merda, merda, merda! — Sehun saiu correndo para procurar Lucian.


 

— ... E agora estou aqui, sentindo que meu coração será destroçado, porque fui trouxa de me deixar levar pelas emoções, sendo que desde o princípio, eu falava comigo mesmo: Luhan, não seja trouxa, seu objetivo é simplesmente conseguir um dinheirinho para sobreviver no próximo semestre e pronto. Nada de envolvimento e no máximo, ajude o príncipe a arrumar alguém. — Luhan terminou sua narração.

— Você está fazendo um grande sacrifício pelo seu pai, colocou sua liberdade em risco. Por que teve a confiança de contar isso para mim? — James perguntou.

— É um funcionário desse hotel, sabe o quão difícil é conseguir um emprego e um salário decente, sabe o que é ficar desesperado por não ter como se virar mais, porque seu corpo não aguentaria mais um emprego. Desde a morte da minha mãe, eu tomei responsabilidade pelo meu pai, ele mudou muito, já fez muita merda na vida, mas está se recuperando aos poucos.

— Isso é verdade, seu objetivo é nobre, Luhan. Seu segredo está guardado comigo. — James disse. — Eu vou pegar um suco para a gente tomar, quero saber mais sobre você, o verdadeiro Xiao. Vamos ficar ali perto da piscina, sentir a água nos pés, acho que posso fazer isso se o hóspede pedir.

— Perfeito, vamos fazer isso sim. Obrigado, James. Foi muito bom desabafar com alguém, eu estava ficando doido... — Luhan levantou e foi direto para a borda a piscina, tirando o chinelo e afundando grande parte da sua panturrilha na água morna da piscina.

James voltou e os dois conversaram mais um pouco, Luhan ficou a vontade de contar as coisas para James, sentia que poderiam ser bons amigos. Só de ter alguém com quem pode ser verdadeiro sobre isso, sentia um peso sair de suas costas. Contou sobre o que tinha visto essa manhã e perguntou se deveria ficar decepcionado com isso ou só relevar porque eles não tinham nada sério?

— Lucian! — Luhan virou sua cabeça e viu Sehun andando rápido em sua direção com um rosto zangado.

— Acho que ele ficou um pouco revoltado de te ver comigo. — James levantou seguido de Luhan, dizendo essas palavras.

— Vem comigo! — Sehun disse, pegando na mão dele.

— Depois conversamos, James. Obrigado por me escutar. — Luhan acompanhou Sehun que sentiu seu estômago revirar ao ver Lucian tão extrovertido com outro alguém que tinha acabado de conhecer. E ao escutar as palavras de Lucian viu que ele conversou sobre coisas que estavam presas com ele.

Por que ele não tinha confiança de contar para Sehun?

— Sehun, calma! — Luhan falou, soltando sua mão, parou de andar. — Por que está assim?

— O que estava conversando com ele? — Sehun questionou com um tom irritado.

— Acalma, não gosto de conversar com pessoas em um tom alterado. Ninguém fala pensando irracionalmente. — Luhan disse diretamente com uma expressão séria. — Você vai ficar calmo primeiro, para depois a gente falar.

— Eu não posso ficar calmo pensando que eu me fodi por ter traído sua confiança! — Sehun falou rapidamente, sentando em dos degraus da pequena escadaria que estavam. — Porra, Lucian! Eu acho que cometi um pecado e você viu isso. Deve achar que eu sou o cara mais merda do universo.

— Não é bem assim... O que eu vi de manhã me fez questionar se eu deveria ficar com raiva por isso, não somos nada, não posso cobrar nada de você...

— Não fala mais nada dessa merda! Eu não quero escutar que está achando que você é só mais um que não merece o mínimo de respeito, Charl. — Sehun olhou para ele. — Se isso o que estamos tendo não é nada... Eu não sei o que é ter alguma coisa.

— Não é assim... É que... Aish! Falei bosta, acho melhor, eu ficar calado. — Luhan coçou a nuca, não conseguindo encarar o príncipe.

— Eu não lembro do que aconteceu ontem a noite. Eu não estava conseguindo dormir, porque eu estava pensando em um monte de coisa, eu não conseguia parar de pensar, fui para o bar do resort e bebi demais, com intuito de relaxar, mas quando acordei meio que... Não lembro de nada e estava no quarto da Trinity. — Sehun abaixou a cabeça.

— Não vou mentir dizendo que ver aquilo não me deixou mal, mas...

— Eu entendo e eu ainda estou mal com tudo isso, não sabe o quanto de inseguranças que estão passando na minha cabeça agora, tudo isso, porque não quero te perder, Lucian. — Xiao ficou um tanto quanto surpreso pelo que Oh disse. — Você está sendo tão bom para mim... Ontem, eu estava pensando sobre tudo isso que estou sentindo.

— O que estava pensando? — Luhan ficou curioso.

— Como paixão é uma droga.

— Droga? Não é uma droga, é muito bom você ficar apaixonado... — Luhan logo interveio.

— Calma. — Sehun segurou a mão de Luhan. — Eu digo que a paixão é como uma droga, desde a primeira dose, você vicia e quer mais. Você me fez sentir isso. Por que eu estou gostado para caralho de você e eu quero mais sem nem mesmo dosar até quanto isso é saudável, eu só quero mais, sem pensar em consequências. Eu só quero curtir com você cada momento.

— Oh Sehun... — escutar isso, partia o coração dele, porque saber que qualquer sentimento que tinha por ele é correspondido e ter a certeza que tem que ir embora depois de escutar isso, corta seu coração. Sem conseguir responder nada, Luhan beija o príncipe com muita intensidade, como se aquele beijo fosse a melhor resposta que pudesse dar.

— Príncipe, perdoe-me!!! — escutaram essa voz, separando o beijo. — Eu não sabia que era você... Por favor, não me demita.

— Do que está falando, cara. Nem te conheço. — Sehun respondeu, erguendo uma sobrancelha.

— É que eu só fiz o que me mandaram fazer, eu coloquei aquele negócio na sua bebida e te levei para o quarto daquele mulher... Eu... Perdoe-me, as câmeras acabaram me pegando, por favor, fale com meu gerente. Eu não posso ser demitido, tenho quatro filhos para alimentar e minha esposa tá doente... Eu... Achei que seria bom ganhar um dinheirinho a mais...

— O que você colocou na minha bebida?

— Eu não sei... Acho que era um sonífero, porque você apagou na hora. Eu... Perdoe-me, o cara abaixou e curvou o corpo até os pés de Sehun.

— Para com isso! — Sehun levantou o corpo dele. — Tá louco? Então, você só me levou para o quarto daquela garota? Nada mais?

— Nada mais, eu fiquei um tempo lá te vendo, porque você não podia acordar, mas você tava apagadão. — o homem levantou, seus olhos lacrimejavam.

— Excelente notícia. Pode ir, depois falo com seu gerente.

— Sério, não vai fazer nada? — o cara ergueu uma sobrancelha.

— Sou de boa, vai lá, antes que meu bom humor acabe. — Sehun disse com um sorriso.

— Obrigado, mesmo! — o homem saiu rapidamente.

— Então, eu não fiz merda e minha consciência pode ficar limpa! E posso te beijar sem nenhum peso! — Sehun voltou a beijá-lo. — Porque a partir de hoje, esses lábios aqui são só seus.

— Só meus?

— Só seus, para beijar quando quiser, usar quando quiser e colocar onde quiser. — Luhan deu um tapa no ombro dele.

— Sempre tem que falar alguma coisa assim, seu pervertido! — Luhan exclamou, rindo.

— Seu pervertido. — Sehun roubou um beijo na bochecha de Luhan, puxando ele para sentar em colo de lado.

— Idiota, mas lindo. — Luhan deu um beijo apertado em sua bochecha quando disse.

— É tão bonitinho escutar isso saindo dessa sua boca deliciosa.


 

— Eu não acredito que fez isso, senhor. — o homem mais velho via seu chefe trocando de roupa. — Se passar por um funcionário do hotel?

— Eu precisava saber das intenções dele, Serguei. — ele vestia seu terno de novo.

— Esse rapaz está usando seu nome e título! Deveria denunciá-lo, Lucian. — Serguei, o braço direito de Lucian falava com certa agressividade em voz.

— Ele só está fazendo isso para ajudar o pai. Não vou denunciá-lo por isso. Não esqueça que quando estivermos perto dele, tem de me chamar de James. — ele penteava o cabelo, olhando para o espelho. — Ele já vai embora da competição essa semana, não preciso me preocupar com isso, Serguei.

— Fale a verdade, Lucian. — Serguei entregou a gravata para ele. — Você se aproximou desse rapaz só porque ele parece muito com o Ren, não é?

Lucian ficou calado e seguiu seu caminho.


Notas Finais


EITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA LUCIAN NA ÁREA SE PASSANDO POR OUTRO ALGUÉMMMMMMM
E esses momentos fofos hunhan??? Trinity sendo odiadaaaaaaaaaaa
TRETAAAAAA
Espero que vocês tenham gostadoooooooo, beijoooooooooooooooo
Deixarei o link de tudo aqui:
LINK DO GRUPO DE WPP PARA INTERAÇÃO E SURTOS: https://chat.whatsapp.com/EVpmPWjvU04E3DAM4mgtZP
LINK DOS TRAILERS:
[CHANBAEK VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=X4hf8SM_S48
[HUNHAN VERSION]: https://www.youtube.com/watch?v=PPnsBFKKZJY
[KAISOO VERSION] : https://www.youtube.com/watch?v=P6GcyrdbeM0
PLAYLIST DA FIC: https://www.youtube.com/playlist?list=PL_o7m_LYZsTLv6zF5emIEh0_00LS_ArQQ
SITE QUE COLOCO IMAGENS: https://imageshack.com/user/KimSeuk
MEU BLOG: https://historiaskim.wixsite.com/kimseuk
LINK DO ARQUIVO EM PDF (VEJAM!!)
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