História Os quartos de Larry - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Casal Gay, Família, Gay, Lemon, Paixão, Policial, Romance, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 1.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Policial, Romance e Novela, Seinen, Slash, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - O quarto de Ronald (mais uma vez)


Enquanto Larry não conseguia acreditar que realmente havia dito aquelas palavras, Ronald o olhava atônito a alguns passos de distância do jovem.

— Você... você é gay? — perguntou ainda desnorteado — Tá brincando comigo?

Larry franziu a testa, não deveria ser muito difícil de acreditar naquilo, ele não era um poço de masculinidade como Ronald era, ainda assim o policial parecia não acreditar plenamente nele.

— Não, Ronald. Eu não estou brincando. — falou se aproximando aos poucos do mais velho enquanto este permanecia imóvel olhando nos cintilantes olhos do mais novo — Eu não brincaria com os sentimentos de outra pessoa, você pode confiar em mim. Se quiser conversar... — Larry disse segurando em umas das mãos do policial enquanto estava frente a frente com ele  eu estou aqui para te ouvir.

O toque de Larry fez Ronald se sentir um adolescente perdido. Uma fraqueza pareceu percorrer seu corpo da cabeça aos pés ao mesmo tempo que um calafrio fazia o trajeto contrário, dos pés à cabeça.

— Não tenho nada a dizer. — Ronald disse firme afastando sua mão da de Larry em seguida — Você está errado, Larry. Eu já disse!

E então o policial caminhou na direção que levava de volta à cerimônia, não estava mais suportando nada daquilo. Estava se sentindo acuado e sem fôlego naquele lugar. Quando chegou às mesas, avistando boa parte dos convidados esperando pelo jantar que era servido, se deparou com Marina, Victor e Maju sentados à mesa enquanto conversavam cheios de bom humor.

— Mãe. — Ronald a chamou em meio a conversa.

— E então ele disse que não queria mais ir embora. — Marina disse arrancando risadas de Maju e Victor, como se tivesse acabando de lhes contar alguma boa história.

— Mãe! — Ronald chamou novamente, dessa vez com bem mais firmeza.

— Aí está você, faz séculos que você saiu. — ela disse enquanto o encarava desviando o olhar de Victor e Maju por alguns instantes — Viu o Larry? acho que ele comeu algo que não fez muito bem.

— Precisamos ir embora. — Ronald falou evitando olhar para Victor.

— O que? — ela estranhou — Mas já? — olhou a hora na tela de seu telefone antigo.

— Não estou me sentindo muito bem. — sussurrou próximo ao ouvido dela, não queria que ninguém mais ouvisse aquilo. Sabia bem o que Victor pensaria se ouvisse.

— Você nem sequer jantou, Ronald. Está tudo primoroso, não faça uma desfeita dessa com seu amigo. — ela tentou argumentar.

Nesse momento Larry finalmente voltava até próximo da mesa.

— Não estou com fome, mãe. Vamos embora! — disse segurando um dos braços da senhora.

— Algum problema? — Victor quis saber enquanto ele e Maju estranhavam a cena — Tudo bem, Marina?

— Sim, está tudo bem! — Ronald disse de forma rude e apressada — Vamos, mãe!

— Ei, ei, ei. — Victor disse levantando da mesa e segurança o outro braço de dona Marina — Se você quiser ir que seja, mas não estrague a noite de sua mãe. — e então olhou para a senhora — Eu posso levar a senhora mais tarde, se quiser. Não vá embora tão cedo.

A senhora olhou para Ronald, após isso olhou para Victor, que tinha um olhar tranquilizador em seu rosto. Ronald levou sua outra mão sobre o pulso de Victor que segurava o braço de Marina, o olhando com uma expressão nada feliz.

— Vamos! — Ronald a puxou.

— Eu vou ficar! — disse soltando seu braço das mãos do filho — Se quiser ir vá, Ronald! Eu vou aproveitar a noite.

O policial olhou para a mãe inconformado, mas Marina realmente estava decidida. Logo ao lado, Larry assistia tudo com uma sensação esmagadora de impotência.

— Sei o quanto essa noite é importante para o Victor e Maju e eu quero ser parte desse momento. — Marina disse por fim.

E então Ronald a lançou um olhar de desgosto palpável, se afastando de todos e indo em direção ao portão da casa. Marina disse a Larry que ele poderia ir mais tarde com ela e Victor se quisesse, mas é claro que ele não deixaria Ronald sozinho. Então ele se despediu da senhora, usando a desculpa de que não estava bem do estômago, e foi atrás do policial.

Quando o jovem chegou à calçada, Ronald já estava com as mãos no volante, prestes a partir. Larry se aproximou do carro e deu leves batidas contra o vidro da janela ao lado do banco de passageiro, fazendo Ronald destravar a porta.

— Por que você não fica e aproveita a festa? — o policial perguntou desconcertado com a presença do outro.

— Sem chance. — Larry disse e chacoalhou a cabeça negativamente — Não é o meu tipo de festa, não sou compatível com todo aquele luxo. E além do mais, eu não ia deixar você sozinho, Ronald. Não depois de tudo.

O policial sentiu o rosto ferver. Ele não olhava para Larry, olhava em direção a estrada, mas mesmo assim sabia que o outro lhe observava. Foi assim durante todo o trajeto, e isso causava uma certa confusão dentro de seus sentimentos, não gostava da sensação de estar sendo observado, ou pior, julgado.

Após chegarem em casa, não trocaram mais palavras. Ronald foi para seu quarto justamente para evitar que Larry voltasse a tocar nos assuntos que havia tocado mais cedo naquela mesma noite. Retirando toda aquela roupa quente, foi para o banheiro no fundo de seu quarto e se jogou abaixo da água fria. Ele até que tentava evitar, mas a figura de Larry dizendo ser gay não parecia fugir de seus pensamentos. Tudo que ele conseguia era rever o mesmo momento repetidamente, e após isso um filme com todos os momentos que os dois tiveram juntos se passou em sua cabeça. Fazendo o policial se perguntar como não havia notado antes.

Ao sair do banho, vestiu uma roupa mais leve. Um short de malha preto e uma regata branca. Após isso, saiu de fininho do quarto, e caminhou pelo corredor escuro enquanto pegava o telefone em seu bolso para chamar um táxi. Precisava apagar aquela noite de sua cabeça, nem que somente pelas próximas horas.

— Vai beber? — foi surpreendido pela figura de Larry sentada sobre o sofá da sala em um completo breu.

— Tá maluco, garoto? — o policial o repreendeu enquanto tinha uma mão sobre o peito — Se eu estou armado tinha te dado um tiro. Não pegue as pessoas de surpresa desse jeito, pode acabar se machucando de graça.

— Sua mãe não gosta quando você bebe. — Larry prosseguiu. Ignorando totalmente o comentário de Ronald sobre sua presença surpresa.

— Minha mãe faz várias coisas das quais eu não gosto. Acho que estamos quites. — Ronald falou impaciente enquanto se aproximava da porta.

— O problema é que eu acho que você também não gosta de beber. — Larry falou enquanto olhava para o policial de costas tentando levar a chave da porta até a fechadura — Se gostasse faria quando estivesse feliz. Quando quisesse comemorar. Não quando estivesse com a cabeça cheia e o coração partido. Você bebe por não conseguir aguentar a realidade, não por gostar.

Ronald respirou fundo, a maldita chave teimava em não entrar na fechadura, estava nervoso, seus olhos mais uma vez se enchiam e ele sentia que havia perdido o controle de tudo. Larry levantou do sofá, aproximou-se do mais velho em passos calmos e juntou sua mão com a dele, mais uma vez. Quando as duas mãos estavam juntas Ronald sentia sua pele querer escapar do próprio corpo em um arrepio. Larry levou a mão de Ronald até a fechadura, fazendo-o finalmente acertar o buraco, e após isso, juntos, abriram a porta.

— Você pode sair e beber até perder a consciência... — Larry sussurrou próximo ao rosto do outro enquanto ambos se olhavam nos olhos — Ou você pode conversar comigo e enfrentar os próprios demônios.

A porta estava ali, aberta. Era só atravessá-la, chamar um táxi e ir para alguma boate. Mas Ronald não conseguia. De alguma forma a presença de Larry parecia mudar tudo. Percebendo que não conseguiria mais ir, ele puxou a maçaneta da porta e a fechou novamente. Rendido, encostou sua testa com a do garoto, fechou seus olhos e quando se deu conta já chorava.

Larry por dentro queimava, nunca havia tido algo tão íntimo como aquele momento com Ronald, mas por fora tentava não transparecer o quanto queria unir sua boca a do outro. Deixou apenas que ele repousasse ali, apoiado em seu corpo, enquanto recuperava suas forças.

— Vai ficar tudo bem. — Larry murmurou de forma suave e anestesiadora — Você vai ver, todas as dores irão passar, você só precisa se permitir passar por isso. Só precisa por isso para fora.

Ronald afastou seu rosto do de Larry, abrindo seus olhos úmidos e olhando para os dele enquanto levava suas mãos para os ombros do menor.

— Quem é você, garoto? — perguntou inebriado e com a voz trêmula — Como pode ser tão jovem e saber tanto das coisas? Com toda a minha experiência de vida tudo que eu aprendi foi que as pessoas agem de acordo com a força do que elas querem. O que você quer?

Larry levou suas mãos ao rosto de Ronald, secando suas lágrimas com cada um de seus polegares abaixo dos olhos do policial.

— Eu só não gosto de ver ninguém sofrendo. Me corrói, me machuca... — disse também com a voz baqueada — Eu gosto de ver as pessoas felizes. Isso me faz mais feliz. É só isso que eu quero. E quando eu sei que eu posso fazer parte da felicidade de alguém, eu me recuso a não participar disso, seria egoísta demais ver tudo acontecer e fechar meus olhos. Eu não seria eu se assim fizesse.

Uma das mãos de Ronald desceu dos ombros de Larry, se entrelaçando com uma das mãos do garoto. Após isso o maior puxou o menor consigo pela casa. Não demorou e ambos entravam no quarto de Ronaldo. Larry ficou desconcertado, não sabia ao certo o que estava havendo, ele não entrava ali desde o dia em que foi flagrado pelo policial dentro do cômodo e quase apanhou do mesmo. Ronald então soltou sua mão e foi em direção ao guarda-roupa. Lá, arrastou sua poltrona para perto do mesmo e subiu sobre ela.  

— Senta. — aconselhou ao jovem enquanto procurava algo em cima do guarda-roupa. Não demorou e ele voltava até a cama com uma caixa em mãos, sentando logo em frente a Larry — Lá no noivado, quando eu disse que você estava errado... — ele disse retirando a tampa da caixa — eu não estava somente tentando esconder meu segredo, você realmente estava errado. — e então pegou uma foto que estava no fundo da caixa — Ninguém nunca viu essa foto antes. Eu estou confiando em você, estou entregando minha vida em suas mãos. Não me decepcione, Larry  — pediu o olhando nos olhos e então lhe entregou a fotografia. 

Quando bateu o olho na foto, um choque pareceu percorrer todo o corpo de Larry. E então ele percebeu que, assim como Ronald disse, ele estava mesmo errado. Ronald não havia se apaixonado pelo colega de trabalho hétero. Afinal, na foto que ele segurava em suas mãos, Victor e Ronald apareciam deitados no conforto de uma cama, de peitorais despidos e corpos abraçados. Se aquilo era ser hétero, então não havia gays naquele quarto.

— Puta merda. — Larry murmurou.  Mesmo que aquilo não fizesse parte do seu vocabulário, não havia expressão que definisse melhor o que estava sentindo do que esta.  

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Gente do céu, e não é que o babado era ainda maior do que o Larry esperava?
E agora? Será que o romance desses dois finalmente vai sair dos nossos sonhos e se tornar realidade? Larry e Ronald tiveram momentos lindos nesse capítulo, quero todos de dedos cruzados torcendo para esse ship acontecer!
Beijinhos e abraços, nos vemos nos comentários. ❤️❤️❤️❤️❤️❤️


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