História Os quartos de Larry - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Casal Gay, Família, Gay, Lemon, Paixão, Policial, Romance, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 2.287
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Policial, Romance e Novela, Seinen, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - O quarto de Larry (Parte 01)


Totalmente perplexo o policial olhava para os olhos ansiosos de Larry logo ao seu lado.

— Na... Namorar? — perguntou descrente entre gaguejos de nervosismo — Você quer namorar comigo? — abaixou o tom — Por que você iria querer namorar comigo? Olha pra você, tão jovem, pode encontrar tanta gente legal. Com a mesma idade, os mesmos gostos.

— Não faça isso, Ronald. — Larry o repreendeu — Se não quiser namorar comigo, tudo bem. Mas não fique se diminuindo. Onde eu poderia encontrar alguém melhor que você? E o que importa se temos alguns anos de diferença?

— É claro que eu adoraria namorar você, Larry. — o policial rebateu tropeçando nas palavras — Mas... Você vai entrar na faculdade, vai conhecer tanta gente nova...

— Não importa. — Larry o interrompeu — Não importa porque é você que eu quero, ninguém mais. Isso não vai mudar, não importa quem eu conheça.

A voz doce de Larry dizendo aquelas palavras transportava Ronald para longe. Fazia-o lembrar de Victor, de como tudo parecia incrível no começo dos dois, mas também de como havia se enganado. Porém, por mais inseguro que pudesse estar, não conseguia, nem por um segundo, acreditar que Larry fosse capaz de lhe magoar de um jeito tão cruel. Não era possível que aquele ser quase que celestial pudesse um dia lhe fazer sofrer.

— Eu também quero você. — assumiu sem conseguir guardar aquilo somente para si — Eu quero você como meu amigo, meu namorado, meu tudo! Quero poder um dia dormir e acordar ao teu lado. Mas eu estou me sentindo em uma linha fina no meio do espaço, correndo o risco de cair a qualquer momento, e eu não quero te levar junto comigo, Larry.

— Eu não me importaria de cair se fosse ao seu lado. Eu já caí tantas vezes sozinho, e veja só, aqui estou eu. — disse dando de ombros — Mas tudo bem, Ronald. Eu entendo você, eu entendo que não deve ser nada fácil conciliar tanta coisa aí dentro de sua cabeça. — após concluir virou seu rosto em direção ao lado. Algumas lágrimas estavam em seus olhos mas ele não iria deixar que elas caíssem, não queria deixar tudo ainda mais dramático — Bem, nesse caso. — forçou um sorriso no rosto — É melhor a gente ir embora.

Ronald sabia exatamente como Larry estava se sentindo. Se sentiu horrível por ter que fazer aquilo com o mais jovem, mesmo que sem nenhuma intenção de magoá-lo.

O mais novo já havia levantado e agora caminhava em direção ao carro do policial, que por sua vez ainda estava no banco com os neurônios fervilhando. Precisava agir, e tinha que ser rápido. Lembrou de como o garoto havia sido a sua corrente de salvação em meio aos momentos conturbados que estava vivendo, lembrou de cada beijo e de cada carícia trocada naquela semana, lembrou de cada uma das vezes que sentiu os pelos se arrepiarem por simplesmente estar com o mais jovem. Era ele. Larry. Era Larry o que faltava para Ronald, e talvez, só talvez, fosse ele também o que faltava para Larry.

Levantou apressado e seguiu em passos rápidos. Larry esperava encostado na porta do carro. Queria somente que o outro destravasse a porta para que pudessem ir embora, mas foi surpreendido com bem mais do que isso. Avulso e sem pensar em mais nada, Ronald prendeu suas mãos em volta das maçãs do rosto do mais jovem e atracou seus lábios aos dele. O beijou assim, sem indícios nem chance de recusa, e muito menos se importando com quem pudesse vê-los. Queria apenas deixar claro que o sentimento de Larry não era unilateral. Queria apenas deixar claro que tudo o que o mais jovem sentia ele também sentia em mesma intensidade. E fez isso lhe dando um beijo de tirar o fôlego e as forças das pernas.

— Você é meu, Larry. — Ronald disse tocando as pontas dos seus narizes — E eu sou seu. Seu namorado.

Em meio a um sorriso incontrolável Larry deu vários pequenos beijos nos lábios do policial. Era oficial, havia mesmo conseguido conquistar um coração depois de uma vida inteira de falta de amor. E não podia estar mais feliz em saber que Ronald era aquele amor.

Trocaram mais alguns segundos de carinho e Ronald fez questão de abrir a porta para que o menor entrasse, arrodeando o veículo logo em seguida e entrando no lado do motorista. Ambos voltavam para casa nas nuvens. Larry olhava para a janela como se olhasse para uma obra de arte e viajava nos próprios pensamentos. Ronald olhava para a pista mas o sorriso em seu rosto o fazia ter certeza de que havia feito a escolha certa.

— Eu gostei daquilo. — Larry murmurou e soltou um sorriso acanhado enquanto ambos estavam parados esperando que o semáforo ficasse verde.

— O que? — o outro perguntou já com um sorriso de canto na boca por imaginar o que o outro diria.

— Daquele beijo. Que pegada, hein, policial? — Larry disse em tom de brincadeira.

— É só o começo, jovenzinho. — Ronald respondeu e ambos gargalharam — Se quiser mesmo ser meu namorado espero que goste de perder o fôlego de vez em quando.

— Se for sua boca que for tirar meu fôlego eu vou adorar. — Larry se sentia mais à vontade com Ronald à cada instante. A vergonha aos poucos ia se esvaindo quando ele se dava conta que os dois tinham muitos desejos em comum. O sinal abriu e Ronald respondeu apenas tossindo um riso. Naquele momento estavam felizes e só. Nada mais estava em seus pensamentos.

|...|

Já em casa, Ronald acabava de fechar a porta da sala ao mesmo tempo em que Larry estava sentado sobre o sofá rindo, ria porque o policial tinha um evidente problema com as chaves, afinal, até ele já havia decorado qual das chaves do molho era a da porta e o próprio policial não.

Somente segundos mais tarde, quando Ronald finalmente venceu a fechadura, se aproximou do sofá e fez companhia ao jovem sentando ao seu lado.

— Deita aqui. — disse batendo em suas coxas convidando o jovem para seu colo.

— E dona Marina? — Larry perguntou um tanto quanto preocupado, não queria causar problemas para Ronald.

— Ela tem sono pesado, não acorda mais hoje. — disse convicto.

Larry então fez como pedido por Ronald, deitou sobre o sofá de forma que sua cabeça ficou sobre as coxas dele. Agora o mais velho o olhava de cima enquanto ele o olhava de baixo. Os dedos de uma das mãos de Ronald estavam entrelaçados aos cabelos de Larry e lhe faziam um cafuné suave.

— Eu estou gostando disso, sabia? — contou para Larry — Me sinto bem com você.

— Eu também. — Larry concordou fechando os olhos inebriado pelo gostoso afago que recebia nos cabelos — Me sinto nas nuvens quando estou contigo.

— Esse sofá é meio duro, não acha? – Ronald perguntou e riu.

Larry abriu os olhos notando que havia algum duplo sentido na fala do outro.

— Como assim? — Larry riu desconfiado.

— Sei lá, eu só estava aqui pensando que talvez nós pudéssemos...

— Estou ouvindo. — Larry disse curioso.

— E se a gente fosse pro seu quarto... — Ronald continuou — deitássemos em sua cama e passássemos a noite nos namorando abraçadinhos. — terminou com uma risada contida.

— Own, você é fofo demais. Sempre te achei um ursão, mas não sabia que era de pelúcia. Mas e se nós dormirmos demais? Já pensou? Não ia ser muito bom acordar com dona Marina vendo a gente. — naquela noite Larry parecia mais preocupado em ser descoberto que o próprio Ronald.

— Não vamos. A gente tranca nossos quartos, de manhã eu saio de fininho, mamãe não vai saber de nada.

— Tem certeza disso? Não quero causar problemas...

— Sh... — Ronald lhe pediu silêncio colocando seu indicado sobre os lábios do jovem — Não se preocupe, eu conheço a mãe que tenho.

— Bom, sendo assim... — Larry se convenceu, talvez mais pela vontade de estar com o outro do que pela sensação de segurança — Então vamos.

Ronald curvou seu tronco o suficiente para beijar os lábios de Larry. Depois ajudou o jovem a se reerguer e os dois caminharam juntos até o quarto do mais novo.

— Por que no meu quarto? — Larry questionou enquanto passavam pela porta — Minha cama é um ovo.

— Por isso mesmo, quero ficar bem apertadinho com você. — Ronald afirmou rindo com certa malicia.

Larry também riu, dada a justificativa, trancaram a porta e deitaram-se sobre a cama de solteiro. Ambos estavam de lado no colchão, de forma que um estava de frente para o outro, o braço de Larry abraçou o tronco de Ronald e o policial trouxe sua mão até o rosto do mais novo.

Os próximos segundos foram apenas de Larry sentindo a mão suave de Ronald alisar sua face. A maciez daquela pele lisa era como uma massagem aos dedos do policial, que aos poucos foi escorregando pela bochecha de Larry até que tocou seus lábios.

— Posso te pedir uma coisa? — Larry perguntou em um murmuro enquanto o polegar do outro repousava no canto de sua boca.

— Tudo o que você quiser. — Ronald acatou também em baixo tom. Dessa vez não era por medo de serem descobertos que sussurravam, mas sim por causa da atmosfera calma e do clima sensual que começava a se formar ali.

— Tira sua camisa. — Larry burlou a própria timidez para pedir aquilo. Não podia perder a oportunidade de finalmente sentir aquele peitoral desnudo e peludo logo a sua frente.

Sem hesitar e nem mesmo dizer algo, Ronald retirou a camisa, ficando com seu peitoral quente despido. Larry se aconchegou ali, apertando o abraço entre ambos e sentindo os pelos pinicarem em seu rosto, gostava daquela sensação e não se imaginava não sendo gay, não viveria sem poder ter um homem peludo para chamar de seu.

Com a mudança de posição, os lábios de Ronald estavam agora na altura da testa de Larry, quase em seus cabelos. Ele beijou a testa do mais novo, descendo aos poucos como se procurasse seus lábios. Larry percebeu e ergueu o rosto até que tivesse a boca de Ronald na altura da sua. Os dois então se beijaram, um beijo lento mas intenso onde as duas línguas se tocavam e retraiam por diversos momentos. Aquele beijo fez algo aquecer entre eles e os dois já podiam sentir algo palpitando em suas partes mais baixas.

Rompendo o beijo, a boca do mais velho percorreu o pescoço do jovem, fazendo Larry querer arfar enquanto todos os seus pelos estavam de pé. E ele até que tentava se conter, mas foi só sentir a língua do outro por baixo de seu ouvido que um gemido irrepreensível escapou. Aquilo pegou ambos de surpresa e fez com que palpitassem juntos. O quarto parecia aquecer de repente.

— Larry... — Ronald chamou afastando a boca do pescoço do jovem — posso te perguntar uma coisa? — mais um sussurro foi dado.

— Claro. — Larry respondeu e agora os dois se olhavam nos olhos novamente. Ronald levou sua mão até a do mais novo e entrelaçou seus dedos.

— Você é virgem? — perguntou sem rodeios, queria saber até onde o garoto tinha vivência para não o forçar a nada que ainda não conhecesse.

— Não. — Larry foi sincero, já havia feito sexo com um colega de quarto da faculdade e anos antes, quando tinha dezessete, com um vizinho da casa de seu tio.

— Certo. — Ronald disse e deu um leve aceno com a cabeça. Naquele ponto da noite Larry entendia muito bem que não se tratava apenas de uma curiosidade, mas sim de um convite. Um convite acanhado e disfarçado, mas ainda assim um convite.

— Você quer? — o mais jovem perguntou percebendo que ambos estavam com tesão, e naquela altura não tinham mais motivos para reprimir o desejo.

— Bem... — Ronald queria, é claro, mas não queria ser visto como ousado por Larry, por isso seguia com cautela — Você quer?

Larry sorriu, sua timidez havia escolhido um ótimo momento para lhe deixar sozinho. Pois agora o encanto poderia tomar posse e tornar aquele momento único entre os dois.

— Desde a primeira vez que te vi. — assumiu o que não deixava de ser verdade — Desde quando eu me apaixonei por você que eu imagino como seria ter você em uma cama comigo, me beijando, me abraçando, mas também, em alguns pensamentos mais secretos desses que às vezes nos pegam despercebido, eu me peguei imaginando como seria ter você me... — interrompeu a própria frase enquanto os olhos de ambos não se separavam por nada.

— Fodendo? — Ronald não conseguiu evitar.

— É. — Larry também não negou.

— Podemos resolver isso. — o policial disse olhando para a virilha de Larry e avistando o chamativo volume.

— Acho que podemos. — Larry disse e logo depois o policial avançou em seus lábios. Um beijo tão voraz quanto o haviam trocado no lago foi iniciado, mas agora havia um toque a mais de sensualidade. Os dois estavam próximos o suficiente para sentirem suas ereções se tocarem e então, provocativos, as esfregavam uma na outra. Não somente apaixonados, os dois estavam também excitados. E que mal havia nisso, afinal? Se ambos queriam aquilo, nada mais justo que vivessem todos os estágios do amor. Inclusive o mais quente deles, o famigerado sexo.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Amores do céu, não é que parece que a coisa desencadeou de vez? Estou tão feliz que esses dois estejam vivendo esse momento, espero que vocês também se sintam como eu.
Temos mais alguns poucos capítulos até o fim dessa histórias que me fez me sentir mais maduro comigo mesmo. Obrigado por terem me feito companhia e tornado isso possível.
Beijos e abraços, nos vemos nos comentários ❤️❤️❤️❤️❤️❤️


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