História Os Rastros de Edgar Cooper - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Historia Original, Mistério, Romance, Suspense
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Palavras 2.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, já faz um tempo em que não comento nada em meus capítulos, acho que seria interessante fazer uma entrada neste kkk.
Estamos praticamente no fim do ano, e finalmente, tenho mais tempo livre (Graças a Deus), e vou tentar postar com mais frequência, tudo vai depender da minha criatividade.
Enfim, desejo a vocês um bom natal e fim de ano. Inclusive, estava pensando em fazer um capítulo natalino e coisa do gênero, mas.. gostaria da opinião de vocês. Comentem, por favorzinho!

Capítulo 23 - Capítulo 23


Fanfic / Fanfiction Os Rastros de Edgar Cooper - Capítulo 23 - Capítulo 23

Como o paladar humano, que registra em nosso cérebro cada partícula ingerida, como um computador quando registra um código, a vida nos faz passar por cada situação, para que venhamos guardá-la, seja ela boa e prazerosa, ou amarga e azeda. Independente da ordem em que isso é feito, todos temos que experimentar de todas essas experiências, pelo menos uma vez.

-Harry.

-Quem é?

-Você sabe quem eu sou. -aquela voz lhe soou muito familiar.


O Sr. Peterson olhou curioso, pela primeira vez desde que ambos trocaram palavras, ele demonstrou interesse em  algo que o rapaz havia dito.


-Você… - o mesmo ativou o botão de gravar a chamada.

-Sim. Sou eu. - a voz suspirava seguidas vezes, com urgência. -Estou te esperando, Harry.


Sério? Justo agora? - seus ombros ficaram tensos.


-Pode não me chamar assim? - enquanto conversava com o sujeito, ele gesticulou com suas mãos, indicando ao delegado que iria sair da sala. O mais velho assentiu com certa relutância.


O rapaz percorreu o longo corredor dos fundos, até dar de encontro com a porta pela qual havia passado a menos de 1h. Ao atravessá-la, o jovem Cooper deu de cara com um policial.

-O que está fazendo aqui? Entre de novo! Quer ser acertado por uma bala perdida!? - o mesmo estava debruçado  em uma bancada, com uma Sniper apontada para fora, na verdade, a direção exata onde estava um homem, ele usava um sobretudo preto, e estava com seu braço levantado… com uma arma que nem eu pudera identificar.


Todos fugiram? Por que ele está sozinho aqui? - ele olhou ao redor e acabou por ignorar o homem bem ao seu lado.


-Bom… - seus suspiros cessaram. - Ou é isso, ou eu posso brincar de tiro ao alvo! Você que sabe. - o mesmo começou a estalar os dedos.

-Okay okay. - enquanto todos estavam entretidos em se esconder dos tiros, ele deu passos rápidos e constantes, em direção a frente da delegacia, de forma que pôde avistar as mesas com computadores, alguns intactos, e outros repletos por buracos de balas, as balas pontiagudas se encontravam no chão, perto de estilhaços de madeira perfurada.

-Lembre-se do nosso combinado. Vem aqui.

-Você tem ideia do que está fazendo? Você vai acabar ferindo alguém! Eles não tem nada a ver com nossos assuntos! - haviam apenas dois atendentes baixados… fora o policial. Eles se entreolharam e depois olharam para Edgar, que manteve um olhar tenso, contudo, havia um revólver jogado no chão, perto de uma parede, próxima a um bebedouro, então decidiu ficar indiferente a respeito da situação deles. Ele pegou a arma, e a escondeu no bolso de dentro do seu casaco, apesar do calor que estava lá fora, não deixaria hábitos de lado.

-Tarde demais. - deu gargalhadas por pura sátira e satisfação. -Não somos muito diferentes, Harry.

-Do que está falando?

-Seu pai era muito determinado e dedicado ao trabalho… ele ter morrido foi um tanto quanto surpreendente. - fez uma pausa, e deu mais dois disparos, seguidos de gritos exasperados. -Mas você é como eu, um covarde, prefere se esconder nas sombras ao invés de enfrentar a realidade. Nas sombras ninguém vê nossas marcas e cicatrizes, é cômodo estar nas sombras.

-Você não me conhece! 

-Sei que você e seu pai cometeram um crime, um erro, mas tudo bem, eu vou te ajudar a quitar isso. - deu uma tosse abafada. - Você vai ver.


O que ele quer dizer com isso? - suas pernas paralisaram, feito uma estátua.


-Tic Toc! Os segundos estão passando!

-Tá, estou indo! - disse, só que dessa vez, correndo, e saiu pela porta da frente.

-Estou esperando. 


 Ele havia sumido, desapareceu junto a ventania que atingia as árvores plantadas nas calçadas, dispersando suas folhas. A brisa jogava seus cabelos de um lado ao outro.


-Onde você está? - perguntou com a respiração curta e acelerada, suas mãos suavam, e o aparelho escorregava por seus dedos, mesmo assim não deixou o desespero o dominar.

-Não, não… assim não tem graça.

-Do que você está falando seu psicopata!? - seus olhos percorreram todos os prédios, cada janela que pudesse mostrar sua localização, qualquer pessoa. 

-Não fala assim, desse jeito você me magoa… - forçou uma voz chorosa.

-FALA LOGO! - esbravejou Edgar, fora a voz rouca que era ecoada por seu telefone, ao seu derredor, tudo que podia ser ouvido eram gritos ensurdecedores, e choramingos de pavor e angústia. Ninguém me notou, mesmo com o aumento do tom da minha voz. Pessoas corriam e se escondiam dentro de seus carros, afundando-se em seus bancos traseiros.

-Estou pensando… - ele bocejou. -o que acha de fazermos um jogo?

-Um jogo? - indagou com desdém.

-Sim. Mas relaxa, Harry, vou pegar leve com você.

-Que tipo de jogo?

-A cada 30 minutos, vou dar uma charada para você, e durante este período, você tem que desvendá-la e me encontrar. Simples, não?


Fitou a janela de um prédio, com seus pensamentos longínquos, sentindo seu coração esmurrar seu *esterno(osso que conecta as costelas), seguidas vezes, provavelmente tentando escapar desta situação, uma tentativa desesperada de fuga. 


Onde estou me metendo? - seu peito pesou, e as nuvens começaram a escurecer repentinamente. Nuvens de chuva.


As vezes quero acreditar que eu e o universo temos uma conexão, assim como o sistema nervoso do corpo humano está conectado ao cérebro. Talvez eu seja apenas uma pequena molécula perante a este vasto universo. Tudo isso me faz cogitar a possibilidade de existir um Deus, um que eu não posso enxergar, mas acredito que eu o sinto às vezes, no exato momento em que deito em meu travesseiro e desligo a luz de meu quarto, noto que há alguém cuidando de mim, eu sinto uma paz seguida de um conforto. Aí eu durmo. - puxou uma quantidade enorme de ar para dentro de seus pulmões, e soltou logo em seguida.


-Mas… - engoliu em seco. - e se eu não te encontrar nesses 30 minutos?

-Agora tudo fica mais interessante. - ele riu sem ter graça, o que lhe causou arrepios perturbadores. -Se isso acontecer…mais tarde você vai saber. - no mesmo instante, recebeu notificações de mensagens, fazendo seu celular vibrar, e sem hesitar, apertou e adentrou no chat, era um número desconhecido, e no chat viu imagens de Amélia em seu apartamento, ela sentada no sofá, outra tomando café, e outra em que ela estava prestes a tirar a própria roupa em seu quarto, senti meu sangue gelar, calafrios chegaram a minha espinha, como cargas elétricas, a apreensão chegou a minha cabeça, senti minha boca secar, e as palmas de minhas mãos soar.


É sério isso!? Como posso ter certeza de que ele não vai matar ninguém, ainda mais quando não sei sua localização!? Ou pior, como posso saber se isso não é uma emboscada? Afinal, ele já tentou me matar um vez. - passou uma de suas mãos por seus cabelos despenteados.


-Isso é loucura. - sentiu falta de ar, mas acabou se recompondo.


O que meu pai faria? O que meu pai diria disso? - prendeu sua respiração.


-Que os jogos comecem!

-É sério isso? - ergueu uma das suas sobrancelhas. - Eu esperava bem mais de você.

-Não seja estraga prazeres, Harry. - coçou sua garganta. 


Antes que ele dissesse quaisquer palavras, retorno para dentro da delegacia, e desta vez, andou com a cabeça baixa, a procura de uma caneta e papel para que pudesse anotar a charada, suas mãos tremiam loucamente.


Calma, Edgar! Calma…. não perca o controle logo agora! 


Apesar do seu desamparo emocional, enquanto revirava gavetas a procura de papel e caneta, se deu conta de que ainda estava com a caneta que o delegado havia te oferecido, estava no bolso dianteiro de sua calça jeans. E o papel, encontrei um post it grudado a um dos monitores intactos.


-“Com ele posso guardar minha juventude, como em uma caixa/Ele auxilia as pessoas, como um médico que resgata vidas/Assim como o raiar da manhã, ele abre e exibe suas cores semelhantes a de um arco íris, porém ao anoitecer, ele se resguarda.” - suspirou após dizer tantas palavras de uma só vez. Ele o acompanhou até certo trecho, mas ele se perdeu perto ao final da charada. Contudo, antes que eu pudesse tomar qualquer atitude, o linha caiu, me deixando com o zumbido agudo que o aparelho emitia, juntamente com a agonia e tremor que revestia sua espinha dorsal.

-E-Espera!! - e então a chamada caiu.


-Richard! Saí daí!

-Por que Harry?

-U-Uma arma!!

-Arma? 

-Atrás de você!


-O que eu faço agora? - largou seu celular na mesa acinzentada, com textura lisa e fria.

-Socorro..! - pude ouvir uma voz vir do lado de fora, uma voz suave e ao mesmo tempo exasperada. 


A alguns quilômetros (Km) dali.


-Mãe… a senhora tem certeza? - falou com seu coração palpitando apressadamente.


Não sei se devo ficar feliz, ou triste por minha mãe. - colocou pondo uma de suas mãos em seu peito, sentindo o toque suave de sua pele que saltava por conta de seus batimentos, e a outra mantivera seus dedos entrelaçados aos da mãe, que continuou com seus olhos opaco e oprimidos por causa de pensamentos perturbadores e noites mal dormidas.


-Tenho. O médico me ligou a alguns dias, mas até agora, não tive coragem de ir até lá. - engoliu em seco. - N-Não consigo… - suspirou angustiada, permitindo que lágrimas salgadas saíssem por seus orbes brevemente avermelhados.

-Calma, mãe. Calma. - abraçou-a, apertando seu corpo contra o seu, quase as fundindo.

-O que... vamos… - fungou com seus ombros trêmulos. -... fazer filha!?

-Eu não sei, eu não sei. - sussurrou a moça, sentido os fios macios dos cabelos de sua mãe tocarem sua clavícula, uma sensação única, e que jamais iria se repetir, muito provavelmente.


No meio do tumulto...


-"Guarda a minha juventude", o que isso quer dizer? - Falou, sentindo sua garganta dar um nó. - Que tipo de objeto tem a capacidade de fazer isso… que droga! Sou péssimo com charadas! - seus pensamentos foram interrompidos por um grito medroso.

-Moço, me ajuda!! - falou uma senhora de cabelos grisalhos, que estava agachada ao lado de um carro preto,  com um olhar amedrontado, suas mãos enrugadas tremiam. - Me ajude a sair daqui, a idade não me permite correr!

-C-Claro! - falou ele dando passos na direção da mais velha, ela aparentava ter seus noventa anos, seus olhos cansados eram semelhantes ao de sua avó já falecida. 

-Obrigada! - agradeceu permitindo que uma singela lágrima descesse por seus olhos, enquanto seu corpo foi erguido por Edgar, que manteve seu corpo perto do dela, a sustentando.


Silenciosamente, a senhora e o homem se afastaram o local onde eles se encontravam a alguns instantes, até que depois de passarem por muitas e muitas janelas estilhaçadas, eles pararam.


-Onde fica sua casa, senhora? - falou o mesmo sentindo seu coração desacelerar aos poucos.

-Fica a alguns quilômetros do Santa's hospital…. - ela apertou o braço do rapaz de cabelos despenteados.

-Se eu chamar um táxi a senhora consegue ir para casa? 

-É mais fácil você chamar uma ambulância. - Riu de sua própria situação. - Quase passei mal agora, é um milagre eu estar viva…! - o jovem correspondeu a seu sorriso. -Claro, moço! Já sou grata por você ter me tirado de lá.

-Imagina. Vou chamar um então, espere aqui. - disse ele a soltando, se afastando, não deixando de olhá-la nem por um segundo.


Apesar do acúmulo de carros de imprensa estacionados por ali, um táxi passou devagar feito uma tartaruga, o que foi mais do que suficiente para que ele alcançasse o veículo em movimento, que depois de alguns tapinha do capô, parou.

-O-Olá! Como posso ajudar!? - falou um homem de meia-idade, que deu um sorrisinho amarelo, ele parecia tenso.

-Gostaria que o senhor levasse aquela senhora para casa! - apontou para a direção da doce senhora que estava próxima a uma floricultura.

-Okay, traga-a aqui! - disse com sua voz um pouco anasalada, saindo do veículo amarelo, abrindo a porta traseira, para que ela entrasse quando o moço a trouxesse para perto.


Correndo Edgar foi até ela, que o aguardava ansiosamente, eles se entreolharam e sorriram constrangidos.

-V-Vamos! - ele pegou delicadamente na mão dela, que continha pequenas manchas de sol, no entanto, ela que sorriu com ternura.


Eles andaram até o carro, mas antes que ela colocasse a sola de suas sandálias dentro do transporte de cor radiante, ela olhou-o e disse:

-Sua avó deve estar orgulhosa de quem você se tornou. - sussurrou pondo sua mão morna no rosto dele, então ela entrou, e logo em seguida, o motorista se dirigiu ao volante e engatou a primeira marcha, permitindo que o carro tomasse distância, até que ele virou em uma esquina, saíndo de vista.


Tive a pequena sensação de que esse não será nosso último encontro. - não demorou muito para que outro disparo fosse solto ao vento, o que o acordou de seus devaneios. 


 O mesmo olhou para seu aparelho e percebeu que já haviam se passado 16 minutos. 


Droga! - suspirou.


Um filme passou por sua mente dezenas de vezes, um filme composto por cenas do que ele acabara de vivenciar, até que como uma lanterna que se acendeu em um cômodo escuro, o jovem Cooper teve uma ideia.


-Uma das coisas que tira nossa juventude.. é o sol. - pensou com um breve sorriso em seus lábios. -Mas … "Ele auxilia as pessoas, como um médico que resgata vidas", não tenho ideia do que pode ser! - seus olhos percorreram todas casas e prédios, pisando duro sobre a calçada estreita.


-Moço…! - falou uma voz doce e macia, quase que como uma massagem em meus ouvidos. Virei para que pudesse vê-la. 


CONTINUA.



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