História Os Reinos - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heeey, então, provavelmente vcs não vão ler isso, até pq tem fics melhores, mas vou ir postando pq eu n tenho nada pra fazer
Se alguém vier ler, nem que seja uma pessoa só...espero que goste 💙

Capítulo 1 - As vezes, velhinhos não são assassinos. Às vezes.


Fanfic / Fanfiction Os Reinos - Capítulo 1 - As vezes, velhinhos não são assassinos. Às vezes.

A estrada era longa de mais, mas eu não me importava. A neve gelada abaixo dos meus pés fazia um barulho engraçado enquanto eu tentava andar sobre ela.

Parei de andar assim que vi uma casa a minha frente. Era a única que eu havia visto até agora.

Entro ou não entro? Podem ser da Sociedade da Luz...

Decidi avaliar o local.

A casa de madeira parecia frágil. As janelas estavam fechadas com cortinas e de dentro havia um fraco brilho amarelado. Provavelmente uma lareira estava acesa.

Com cuidado, tirei o pedaço de pano do meu campo de visão, para poder ver lá dentro.

Uma senhora estava sentada em uma cadeira de balanço enquanto lia algum livro qualquer. Em uma poltrona ao lado havia um senhor, que também estava lendo.

Sai de perto da janela e tirei minha mochila das costas. Havia apenas um pedaço de pão meio mofado, um travesseiro de panda que eu havia roubado horas atrás, um cachecol e um facão.

Peguei o facão e o coloquei na cintura por baixo da calça e escondi o resto da lâmina com meu casaco.

Andei em volta da casa. Tudo parecia estar normal; sem vestígios de sangue, nem aquelas marcas esquisitas que os "Branquelos" tem.

Nada parecia fora do comum.

Olhei para cima, vendo a chaminé soltar uma fumaça preta que voava até o céu e desaparecia.

Suspirei. O que eu tenho a perder?

Bati duas vezes na porta. Ajeitei minimamente meu cabelo e minhas vestes. Coloquei minha mão direita perto de onde meu facão precioso estava.

A porta se abriu com um ranger e então, lá estava ela, a senhorinha de antes. Os cabelos grisalhos estavam presos em um rabo-de-cavalo. Suas vestes eram marrons com flores rosa e ela também tinha o típico cheiro de avó. Ah, a quanto tempo eu não via coisas normais?

- Oh, céus! Kleber, pegue alguma coisa quente! - disse a mulher, enquanto fazia um gesto para mim entrar.

- Desculpe incomodar...- falei, entrando no local e o observando, gravando cada coisa dali.

- Oh, querida, fique tranquila. Quantos anos você tem? - disse ela, enquanto me guiava para a cadeira a qual estava sentada antes.

- Eu tenho 18.

- Tão jovem! Por que estava na rua?! Com esse frio?

- Ah, eu estou fugindo.

O casal de velhos de entreolharam.

- Está fugindo da Sociedade da Luz?

Me levantei no ato e tirei o facão da cintura.

- Como sabem sobre isso?!

- Não não não, querida! Não tenha medo. - a senhora levantou as mãos em um sinal de rendição. - Nós éramos da cavalaria Negra!

Os olhei e abaixei minha arma.

- Eram mesmo?

Ambos levantaram as mangas das vestes para mostrar o desenho de um cavalo negro no antebraço.

Suspirei, agora mais relaxada.

Okay...desculpe...ham...respondendo a pergunta de vocês eu estou indo para o castelo.

- O castelo?

- Do Reino Branco.

- Mas hein?! - o homem mais velho se exautou. - No que está pensando?!

- Eles pegaram meu irmão! - me defendi.

- Seu irmão? Por acaso ele se chama Alec?

Olhei para a senhora que disse isso. Franzi o cenho.

- O que você sabe?

- Ora, não sei muito, mas ouvi boatos dizendo que haviam pegado um dos filhos do futuro Rei. - a senhora murmurou. 

- Claro...sendo assim você é Alice Black? - o velho me olhou, curioso.

- Aly. - corrigi. - É, sou eu sim. Posso tomar o chocolate quente agora?

O senhor me entregou o copo que estava em suas mãos o tempo todo. Peguei-o já sentindo minhas mãos aquecerem. Beberiquei do líquido, tomando cuidado para não queimar a língua.

Os senhores continuavam a me encarar como se tivesse um Alien sentado na cadeira deles.

- Podem se sentar, tá? Não precisam ficar me olhando. - falei, diretamente.

Eu tinha que ser meio dura, afinal, não sabia quem eram. Eles poderiam estar mentindo sobre tudo isso. 

Claro que a ideia de descartou depois de um tempo, já que me ajudaram tanto.

O mais velho se sentou no sofá mais ao lado, embaixo da janela, sendo seguido pela senhora.

- Menina, você quer mesmo entrar no castelo branco? - perguntou Kleber.

- Kleber! - a velha o repreendeu.

- Ela tem que saber, Miranda!

- O que é, Kleb? - franzi o cenho.

Os dois trocaram olhares nervosos antes de Kleber responder:

- Conhecemos um cara. - disse o mais velho.

Levantei uma sobrancelha.

- É....e? - perguntei, não entendendo.

- Ele pode te ajudar.

- E quem seria esse tal Anjo?

- Ah, não, Anjo não. Ele era da Guarda Animalis.

- Não mesmo...sério?! - os encarei, desacreditada.

- Sim, mas ele acabou pulando fora quando viu que era errado estar lá.

- Mas ouça. - olhei para Miranda que agora resolveu falar. - Ele não é confiável.

- Deixe de bobagens. O garoto salvou minha vida! - disse Kleber, indignado.

- Tá, mas sabe quantas vidas ele já tirou? - os dois começaram uma discussão a qual eu não entendia, mas, uma coisa estava certa: eu iria atrás dessa garoto.

- Onde eu o encontro? - perguntei, olhando determinada para os dois.

Ambos encerraram a pequena discussão e se olharam, nervosos.

- Tem certeza? - perguntou Miranda, mais uma vez.

- Se ele pode me ajudar...- murmurei.

O senhor mordeu o lábio e acabou falando:

- Ele está na floresta. Aqui. - ele pegou um pedaço de papel qualquer e desenhou uma espécie de mapa. - Siga a estrada e entre na floresta. Depois, você vai passar por esse rio. - apontou com a caneta para o desenho feito no papel. - Continue em frente e depois vá para a direita ao chegar nessa árvore...- a árvore parecia bem peculiar pelo desenho. Não seria difícil. -...logo a frente estará seu destino. Vai ser uma cabana pequena.

- Como vou saber que é a cabana certa? Tem várias cabanas de Elfos e...

- Acredite, vai saber. - Kleber pôs o papel em minhas mãos. Guardei-o no bolso e me levantei.

- Bem, parece que é um adeus...

- Srta. Black, por favor, não vá agora. É tarde, está frio. - Miranda se levantou e me guiou de volta para a cadeira de balanço.

- Não quero incomodar...

- Não vai.

Fiquei quieta e decidi aceitar o convite.

                       ~•~°~•~

Acabei dormindo no sofá. Acordo com uma puta dor nas costas. Mordi o lábio inferior, reprimindo um "Ai".

Era cedo, o sol aparecia tímido entre as montanhas lá fora. Depois de observar a bela vista, peguei minha mochila e coloquei-a no sofá, cobrindo-a com o cobertor. Era o disfarce perfeito, assim, quando alguém entrasse ali, iriam pensar que eu estava dormindo. 

Comi um pão que estava no armário dos velhinhos e sai. Assim que coloquei os pés para fora da casa, me assegurei que o papel estava no meu bolso e parti.

                       ~°~•~°~

A tempestade de neve não colaborava em nada.

O vento forte tornava a caminhada mais difícil, já que o mesmo me empurrava para trás.

Eu andava com as mãos na frente do rosto, tentando me localizar. O papel sacudia em minhas mãos indo para frente e para trás. Eu o segurava forte. Ao mesmo tempo em que temia achando que ele poderia rasgar, eu também tinha medo que ele voasse e eu o perdesse para sempre.

Olhei para o relógio em meu pulso. Eu estava caminhando a horas, eu deveria descansar. Guardei o papel em meu bolso e me deixei relaxar por alguns segundos.

Me sentei embaixo de uma árvore. Guardei o papel em meu bolso e me deixei relaxar por alguns segundos. Esfreguei as mãos uma na outra, tentando me aquecer, mas nada adiantava.

Eu não enxergava nada por conta dos pontinhos brancos – mais conhecidos como flocos de neve – e também por conta do vento, que batia forte contra meus olhos, me fazendo fecha-los.

Assim que coloquei uma mão ao meu lado, senti a raiz da árvore. Era uma raiz estranha, agora que parei para ver...Ou melhor: era uma raiz que eu reconhecia.

Me levantei rapidamente e olhei para a árvore que eu estava descansando segundos antes. Era isso! A árvore do papel! Eu não estava longe!

Sorri para a árvore que tinha um formato de "R" com seu tronco e galhos e corri para a direita.

Eu corri, corri e corri até que parei ao avistar uma cabana e, ele estavam certos; não tinha como não saber que era a certa.

A cabana era pequena e feita de madeira. A porta, que parecia frágil, tinha um "N" entalhado na frente. Me lembrei do nome que me deram antes que eu fosse dormir. Nicolas alguma coisa. Logo abaixo do N havia um desenho de uma raposa feito em alguns traços simples, como a tatuagem de cavalos nos senhores Kleber e Miranda.

Avancei um pouco mais, vendo mais claramente a pequena cabana. As janelas estavam fechadas e eu não conseguia ver por dentro. Assim que cheguei na porta vi um tapete escrito "Olá".

 Olá? Sério?

Bati na porta.

Enquanto esperava alguém me atender, esfreguei meus braços.

Bati meu pé impacientemente no chão.

Grunhindo, bati, desta vez mais forte, na porta.

Foi então que ela finalmente foi aberta.

Era um rapaz bonito, isso eu tinha que admitir. Os cabelos ruivos destacavam os incríveis olhos verdes. O garoto era mais alto que eu, então eu tinha que inclinar meu rosto para cima para vê-lo melhor. Ele tinha leves sardas no rosto e cílios longos.

O suposto Nicolas mordeu a maçã que estava em sua mão e disse:

- Não tenho dinheiro, vá mendigar em outro lugar. - antes que ele fechasse a porta, eu a segurei.

- Não estou mendigando. - falei, encarando a cara de tédio do rapaz. - Você é o Nicolas?

Ele levantou uma sobrancelha e mordeu mais um pedaço da maçã em sua mão.

- É, sou eu.

- Você poderia me ajudar?

- Aí depende. - ele se curvou para ficar da minha altura. - Que tipo de ajuda quer?

- Eu preciso entrar no castelo branco. - nisso o garoto parou a maçã que ia até sua boca novamente e me olhou.

- Quem é você?

- Aly Black.

Ele suspirou e abriu mais a porta.

- Eu não sou de fazer caridade, mas, entre logo. - agradeci a ele e entrei no local.

A minha frente tinha uma sala com um sofá, uma mesa de centro e duas poltronas, uma de cada lado. As janelas estavam bem fechadas por dentro e tinha uma lareira acesa na frente do sofá. Sorri assim que o calor me atingiu.

Percebi que a direita havia uma porta e do lado dela, outra. Provavelmente o quarto e o banheiro.

O rapaz se sentou em uma das poltronas e me olhou nos olhos.

- Okay, Srta. Black. Qual o seu grau de desespero, já que veio até mim? - disse o garoto com um sorriso do tipo "não me deixe sozinho em uma casa com isqueiro".

- Eles pegaram meu irmão.

- Hm. - ele me olhava com uma cara de "e? O que mais?"

- É isso. Eu tenho que resgatá-lo.

- Jura? Achei que era algo mais emocionante.

O olhei, irritada.

- Vai me ajudar ou não?

O ruivo largou sua maçã na mesa de centro da cabana e coçou o queixo, enquanto olhava para cima.

- Hmmmmm, não sei, devo?

Minha paciência estava no limite.

- Vai me ajudar...ou não? - falei, com meu melhor tom ameaçador.

Ele riu.

- Olha, não é por causa do seu tom de ameaça não, mas, sim, vou te ajudar.

- Sério?

- É. Eu conheço um cara que pode te ajudar. - deu de ombros e se deitou no sofá. - Vá descansar um pouco. O quarto é a primeira porta. - apontou para as duas portas que eu havia visto antes. - Vou tirar um cochilo, também.

- Eu posso dormir no so–

- Aproveite minha hospitalidade. - ele fechou os olhos, mas continuou com aquele maldito sorriso.

- Tá.

Andei até a porta e a abri, fechando logo em seguida. Tinha uma cama de casal no centro, que estava desarrumada. Tinha uma estante de livros na parede a direita, uma janela em cima da cama e, por fim, um criado-mudo ao lado da cama.

Arrumei os cobertores e lençóis e depois me deitei, podendo em fim relaxar um pouco da longa caminhada que fiz para chegar até aqui. 


Notas Finais


Eu sei que foi curto e provavelmente você, que está lendo,(acho provável que ninguém leia) não tenha entendido nada, mas, com o tempo, juro que vai entender.
É isto. Bjs


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