História Os Reinos - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, eu achei que esse cap sairia amanhã, pq até escrever e corrigir, demora. Soq, esse cap já estava pronto ahshdjsksk
Então cá estou eu novamente
Que bom que vcs estão gostando 💙
Aproveitem

Capítulo 2 - Não "copulem" no quarto dos outros


- Acorda, Bela adormecida! - joguei um travesseiro no ruivo que dormia no sofá. O mesmo se assustou e me xingou diversas vezes.

- Desde quando nós temos tanta intimidade assim? - bufou, pegando o travesseiro e arremessado para mim novamente. Peguei-o no ar e joguei-o na cama.

- Não temos. Vamos, se vista, pegue suas armas, temos que ir, palhaço! - gritei.

- Para de berrar, berrenta. - murmurou, tapando os ouvidos.

- Berrenta, sério? Vá se ferrar.

- Isso te incomoda? Bem, será seu novo apelido.

- Vá se ferrar. - repeti.

- Bite me. - sorriu, sarcástico.

Revirei os olhos com nossa pequena disputa de "palavrões".

                      ~°~•~°~ 

- Sem café da manhã?! - Nicolas gritou. Parecia que eu havia ofendido seus sentimentos profundamente. 

- É, sem café da manhã.

- Você é cruel! Como vamos sobreviver sem comer?!

- Quem mandou dormir até tarde?!

- São 10! - protestou.

- Eu acordei às 6! - gritei.

- Problema seu. - cruzou os braços e se sentou no sofá.

- Nicolas, deixe de ser criança e levante! - bufei, agarrando o seu braço e tentando puxa-lo para cima, mas sem sucesso.

- Eu sou o mais velho.

O fato dele saber minha idade me incomodou, mas deixei isso de lado.

- E ainda sim sou mais madura que você. - retruquei.

- Justo.

Desisti de puxa-lo e suspirei, batendo os braços ao lado do corpo.

- Okay! Vá comer.

- Obrigado, mamãe. - levantou-se e pegou algo de um armário.

- O que é isso?

- Nunca viu um salgadinho não? - perguntou enquanto abria a embalagem. - Ah, esqueci, você é da realeza.

Congelei no lugar.

- Como você...

- Eu fiz o dever de casa. - deu de ombros.

- Ainda vai me ajudar, né?

Ele pegou cinco batatinhas do pacote e jogou na boca enquanto me olhava, entediado.

- Vou. - depois disso, ele franziu o cenho. - Por que eu não iria?

- Eu ouvi as histórias. Os reais meio que...

- Ah, o príncipe babaca, você quer dizer? - assenti. - Nah, uma torturinha ali, uma piada sarcástica aqui. - apontou para si mesmo. - Não 'tô nem aí para o que eles fizeram. - deu de ombros. - Sem falar que você não é o príncipe. Não tem o cabelo loiro, nem olhos castanhos, muito menos órgãos genitais masculinos e é baixinha.

- Ei!

- O que eu quero dizer, é: vou te levar. Aproveite a minha boa vontade. - sorriu falsamente e depois desmanchou o sorriso. - Vamos logo.

                         ~•~°~•~

- Quantos tempo demora até chegarmos nessa cidade que você mencionou?

- 3 dias.

- TRÊS?! - gritei. 

- Quer ir pro castelo, ou não?

- Argh.

- Não me venha com "Argh". Eu vou ter que ir até lá e, quando você encontrar o Freddy, vou ter que voltar. - bufou.

- Ah, pare de reclamar.

- E você não estava reclamando a alguns minutos atrás? - sorriu sarcástico.

- Cale a boca. - bufei.

Continuamos a andar pela floresta. Hoje estava um clima agradável. Não estava tão frio e o sol brilhava no céu. A luz dourada batia nos flocos de neve presos nas árvores e todo esse cenário não podia ser mais bonito na minha visão.

Nicolas ainda comia suas batatinhas enquanto olhava distraído para frente.

- Se você era do grupo Animalis...- murmurei. Isso fez com que o ruivo me olhasse. -...onde estão suas orelhas e cauda?

- Quem disse que eu quero que você as veja? - brincou.

Revirei os olhos.

- Você é uma raposa, não é?

- Uaaaaau Sherlock, pode me contar como descobriu isso?

Dei um soco em seu braço.

- Eu vi na porta.

- Você não é cega? Ainda bem. - fingiu limpar o suor inexistente da testa com a mão livre e depois voltou a comer seu precioso salgadinho.

Assim que minha barriga roncou, o mais velho me olhou, sorrindo.

- "Sem café da manhã!" - ele fez sua voz ficar mais fina em uma tentativa falha de me imitar.

Bufei e virei o rosto para que ele não visse minhas bochechas coradas, mas então, ao sentir o pacote de salgadinho batendo no meu braço, me virei.

- Pegue logo. - falou, jogando mais duas batatinhas na boca.

- Quem disse que quero suas porcarias, Nicolas?

- Já que você não quer...- falou, tirando o pacote de perto de mim e o levando próximo a boca, para poder comer tudo de uma vez.

- Não, espera! - bufei irritada com a cara de vitória do ruivo. - É, vai cantando vitória aí.

- Fazer o que. Sou sempre vitorioso. - me ofereceu o resto do pacote e eu aceitei de bom grado.

Fiquei em silêncio novamente admirando a paisagem. Era tão bonito...bem, o país do gelo sempre foi belo, mas por algum motivo esse ano ele estava ainda mais. Tudo parecia mais...colorido. pássaros cantavam, esquilos se escondiam em seus buracos nas árvores, animais selvagens evitavam o contato conosco ao nos verem. Sorri ao lembrar dos alces que correram de medo ao verem o ruivo ao meu lado.

Mas um momento eu apenas o encarei. Fiquei olhando aqueles cabelos ruivos bagunçados de um jeito rebelde, os olhos verdes semicerrados, o semblante sério, as mãos nos bolsos da calça...

- Vai me olhar até quando? - perguntou, me olhando pelo canto do olho com aquele sorriso cínico.

- Eu estava estudando o inimigo. - joguei um salgadinho em minha boca, esperando que ele não falasse mais nada.

- Jura? E o que descobriu? - perguntou, zombateiro. A pergunta fez com que mil coisas passassem pela minha cabeça.

- Bem, você está...ham...desarmado. - chutei.

Ele ergueu uma parte da camisa, fazendo com que fosse visível os gomos de sua barriga, me fazendo corar.

- Na verdade, tenho uma adaga. - balancei a cabeça e foquei no objeto escondido. - Admita, você estava me olhando. - falou, abaixando a camisa. - Não é pra menos, afinal, sou irresistível.

- Eu te conheci ontem e já te acho chato e insuportável.

- Eu acho que sou adorável. - sorriu.

- É, claro. Adorável. - ri sarcasticamente.

O silêncio caiu sobre nós novamente.

- Não está com frio? - perguntei, tentando quebrar o silêncio.

- Deuses, você gosta mesmo de conversar. - riu.

Corei e cruzei os braços.

- Eu só queria saber! Afinal, você está com uma camiseta de manga curta!

Falei, apontando para a camisa de mangas curtas e uma coloração que me deixava com dor de cabeça. Alternava entre verde, rosa e amarelo e no meio estava escrito "Good Vibe".

- Dããã, eu sou uma raposa. Por que eu sentiria frio na neve?

- Pra falar a verdade, você é–

- Tá, tá, um humano que se transforma em raposa. Poupe-me de frases científicas e complicadas que eu não entendo.

Bufei.

                        ~°~•~°~

Chegar a cidade mais próxima não demorou tanto quanto eu imaginei. Era uma hora da tarde quando chegamos em um hotel qualquer e fomos dormir – o que foi quase impossível já que tinha um bar embaixo de nós. Claro que Nicolas conseguiu dormir.

Assim que acordei de um cochilo, fomos até o bar no primeiro andar.

Enquanto eu comia uma massa bolonhesa, Nicolas bebia whisky.

- Você tem idade pra beber? - levantei uma sobrancelha. 

- Não. Mas quem se importa?

- A lei?

- Ha-ha. - fingiu rir enquanto pedia mais um copo.

O observei beber e beber enquanto comia silenciosamente. 

- Como consegue beber tanto? - perguntei, espantada.

- É um dom. - disse, virando mais um copo da bebida e pedindo outro.

Percebi que havia uma garota sentada do outro lado do ruivo. Uma garota morena de cabelos negros e olhos da mesma cor. Era bonita e se vestia de um jeito "nada santo". Usava uma camiseta que mostrava os seios e acabava antes do umbigo, assim como uma saia curta.

Vi quando ela começou a dar em cima dele e o mesmo retribuía.

Dei de ombros. Desde que não ficassem juntos no meu quarto, por mim, okay.

- Vou voltar para o quarto. Por favor não vão copular lá. - falei, deixando o dinheiro da comida no balcão onde eu estava comendo.

- Entendido. - disse Nicolas, me olhando com um sorriso travesso enquanto a garota se jogava em cima dele.

- Lembrando que saímos a noite.

- A-hãm. - murmurou.

Fui para o quarto e peguei um livro para ler. Foi quase impossível tamanha era minha distração. Eu me lembrava do meu irmão a cada segundo.

Flashback on

Eu e Alec estávamos no jardim do castelo. As belas árvores tomavam conta do local.A grama verde brilhava com a luz do sol. O lago mais a frente tinha um tom intenso de azul.

Observamos alguns coelhos brincarem e depois se esconderem ao nos ver. Os sapos faziam um coro com as cigarras do verão. 

Tudo estava perfeito.

- Hm...o que é o grupo Animalis? - olhei para Alec.

- Onde ouviu isso?

- Papai estava falando "E o garoto do grupo Animalis?". - murmurei enquanto me sentava na beira do rio. Alec fez o mesmo.

- Lembra do Reino Branco? - assenti. - Bem, o Rei deles capturou crianças para fazer um...experimento. Aparentemente, um deles não deu tão certo assim, ao mesmo tempo em que deu muito certo. - o menino suspirou. Os cabelos negros caiam nos olhos dourados. - Ele virou um assassino. Está aterrorizando as cidades vizinhas.

- Não é culpa dele...ou é? - perguntei.

Meu irmão sorriu.

- Não. - olhou para o horizonte. - As pessoas do grupo Animalis foram criadas como armas para nos atacar. - continuou a explicar.

- Isso é horrível! - murmurei. - Como vamos contra-atacar?!

Eu evitava pensar em guerras ou coisas assim naquela época, afinal, naquela época nosso pai era um dos guardas do rei atual.

- Fique tranquila. - meu irmão mais novo parecia tão...sábio. Parecia muito mais inteligente que eu. - Já temos um plano.

Algo fez o chão tremer.

- Alec? - olhei para o moreno.

A pele dele pareceu ficar – se possível – mais pálida.

- Temos que nos esconder! - levantei.

- É...- ele levantou também. - Vem.

- Aonde vamos?

- Confie em mim.

Saímos correndo dali o mais rápido possível, desviando das árvores e dos pequenos animais que habitavam ali.

Olhei para trás. Os soldados estavam atrás de nós.

As roupas totalmente brancas, chapéu, bota, luvas...

Alec dizia que a vestimenta deles era branca para que pudessem ver os sangue do inimigo em suas roupas.

Os passos deles pareciam ficar mais rápidos a cada segundo.

- Alec! - gritei.

Estávamos entrando na floresta proibida do reino. Lá, diziam que habitavam criaturas horrendas...monstros...

Eu conseguia ver olhos brilhantes de pequenos monstrinhos nos encarando.

Os passos dos soldados pareceram ficar distantes.

- Suba nessa árvore! Estou logo atrás de você. - disse Alec. 

Subi com muita dificuldade na enorme árvore. Claro que escorreguei várias vezes, mas, consegui chegar até o topo e me sentar em um dos galhos.

Olhei ao redor. As folhas me cobriam perfeitamente. Ninguém nos acharia ali, nem se olhassem de perto.

Tranquei minha respiração.

Ao olhar para o lado, senti meu coração acelerar.

Onde Alec estava?

- Lá está ele! - ouvi-os gritar.

- Não...- sussurrei.

Pulando entre os galhos, eu os segui silenciosamente.

-...venha conosco, então.

O que estava acontecendo?

- Eles não vão se machucar? - a voz de Alec era vazia. Eu podia ver a escuridão se juntando em volta do garoto.

Não, ele não iria...

- Não. Você tem nossa palavra.

- Acha que a palavra de vocês vale algo? - meu irmão falou.

Um dos guardas sorriu.

- Tem razão, garoto. - disse o homem vestido de branco. - Mas pense bem. Se encostássemos um dedo neles e você soubesse, aposto que, com toda sua fúria, acabaria com tudo e mataria a todos nós. Eu não tenho motivos para mentir.

Do que...do que eles estavam falando? Alec nunca...

- Muito bem, então. Eu aceito os termos. - disse Alec, enquanto estendia os braços para que pudessem algemá-lo. Enquanto o faziam, ele mirou o olhar para o meio das folhas das árvores. Quando me achou, deu um sorriso terno.

Meus olhos começaram a arder e eu desabei em lágrimas.

Flashback off

Larguei o livro ao meu lado e me deitei na cama, encarando o teto.

Eu vou te achar, irmãozinho. Custe o que custar. 


Notas Finais


Tá aqui mais um cap pra vocês
Me desculpem pelos erros, é que são 2 pras 4 da manhã e eu tô tipo, morrendo de sono sjsjskzks


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