História Os Segredos De Park Jimin - Jikook - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adaptação, Jeon Jungkook, Jikook, Kookmin, Os Segredos De Park Jimin, Park Jimin, Shounen Ai, Yaoi
Visualizações 5
Palavras 710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Jeon Jungkook narrando.

Capítulo 8 - Perdão


De repente, o baixinho caiu de joelhos no chão, se contorcendo de dor. De seus olhos, boca, nariz e ouvido escorria uma gosma escura, semelhante a preto. Não achei nojento de forma alguma, apenas era estranho. Formava uma espécie de escudo, para grudar em sua pele como chiclete, Jimin lutava para retirar aquilo de seu rosto, mas era com certeza mais forte do que ele. Apesar de não ter muitas coisas que são mais fracas do que ele, em excessão de insetos e animais menores.

"Jungkook, eu vou te caçar, fazer de você uma carcaça de carne"

Algo sussurrou em minha mente, com uma voz diabólica, como se sorrisse ao enxergar meu medo esvaindo pelo ar como pólvora inexistente. Um arrepio desliza pela minha espinha, sentindo como um dedo gélido, morto. Passando pela minha pele, ele desce e para em minha lombar, onde desaparece como um fantasma. Por onde suas garras passaram, sinto arder como se um isqueiro estivesse com sua chama arrebentando meus poros. É quase a mesma sensação de quando Jimin encosta em meu corpo, mas eu sei que não foi ele, sei que não foi Park, porque reconheço. Foi aquela coisa, está tentando me enganar.

"O que você fez com ele não foi divertido, Jeon"

Ele diz, no pé de meu ouvido, mas não sinto nada, nem mesmo seu hálito. Não está ali, não está mais em minha frente, não está mais atrás da poltrona. Não é mais Jimin, apenas tomou posse de seu corpo e se espalhou pela casa, se espalhou por cada parede, cada móvel e cada quarto, como um maldito parasita. Rasteja pelo chão como uma serpente faminta, deseja alimentar-se de tudo o que sinto pelo baixinho, almeja que eu pare, inveja o que tornou o céu após o crepúsculo.

-Você não terá a minha Lua! -Gritei, sentindo tudo girar, mas ainda me mantia firme no lugar.

Senti um empurrão nas costas, senti sua enorme mão, suas garras afiadas, empurrando meu ombro, porém ainda não iria desistir.

"Mas a Lua só aparece de noite, Jungkook. Não prefere o Sol? Sabe, um Sol somente seu?"

Neguei. Não quero um Sol, não importa qual seja, não importa se ele é dourado ou se pode me entregar tudo o que um dia desejei, eu quero a minha Lua. Minha Lua, de várias faces, que pode pensar mil coisas ao mesmo tempo, que pode me intimidar com uma facilidade absurda, a Lua que eu mantive distância, mas que não odiava tanto quanto demonstrava.

-Não! Desista, eu quero a minha Lua de volta! Suas propostas não são interessantes, seu Sol não me apetece. -Gritei de volta, estava queimando.

Sim, estava queimando, mas era só minha imaginação, Jimin nunca me queimaria de verdade. Alguns anos atrás sim, mas agora não. Não se eu conseguir impedir seus pequenos dedos de alcançarem o isqueiro. Isso se ele realmente estivesse pronto para destruir boa parte de tudo o que nós planejamos.

Eu sentir uma presença poderosa, era muito maior do que eu, era espinhento e estava extremamente irritado. Minha visão tornou-se turva, aquilo me encarava irritado, firme diante de meu corpo. Poderia soltar fogo pelas narinas caso sentisse vontade de me explodir em dois segundos. Por que dois? Simples, é um número par. Isso signifca dois, duas pessoas, no caso um era uma coisa. Ele sorriu com ódio, carregava um grito de desespero em seus olhos, gostaria de deixar de existir. Estava demonstrando orgulho pelos dentes afiados.

"Sabe o que fez, não é? A culpa é toda sua, Jungkook! Não estaria aqui se não tivesse o incomodado por tanto tempo!"

Aquilo ainda tinha a "gentileza" de mencionar os quatro anos em que estive importinando Park Jimin. Claro que não me orgulho disso, mas não gosto de quando me lembram. Eu sei, sou um ser humano horrível.

"Ele quer te ver morto, não entende!? Ele já sofre demais com sua presença. Memórias o preenchem com força, gritam que você prefere o Sol."

-Pare de dizer que Jimin é assim! Jimin é a vítima, me culpo, mas ele deve perdoar.

Com dificuldade, sinto tudo lentamente parar de girar, a realidade vem me atingindo com cuidado, tentando não me fazer acordar de repente como um alarme altíssimo.

"Não, ele não deve! Está doendo, ele está acordando!"

-Vamos, Jimin! Perdoe!


Notas Finais


E aqui temos a representação dos nossos demônios.

Para quem não entendeu, Jimin está lutando contra seu rancor, suas memórias trágicas. Quem nunca, não é mesmo?


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