História Os Segredos de Woodbeard - Capítulo 5


Escrita por: , Jessica_Alves0 e natsb4

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Baekhyun, Kai, Sehun
Visualizações 5
Palavras 2.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bem-vindos a mais um capítulo. Espero que gostem e boa leitura!!

Capítulo 5 - Reputação ou sentimentos?


Anne Woodbeard Point of View

Ouvi alguns rumores pelo corredor, então me aproximei de duas garotas que conversavam. Logo percebi que eram Victoria e Alice. Elas me olharam um pouco surpresas pela minha presença. Sem enrolar muito, já que não tinha tempo, fui logo dizendo:

— Que história é essa de um blog circulando pela Woodbeard?

Cruzei os braços e comecei a bater o salto sem parar, demonstrando impaciência. Elas se entreolharam decidindo por fim quem iria falar.

A garota ruiva tomou iniciativa:

— No verão, foi criado um blog cujo o dono é anônimo. Lá ele posta o que ocorre de desagradável na escola.

Dei uma última olhada para as duas garotas, dando as costas imediatamente. Fui em direção a minha sala, procurar esse blog.

[...]

Olhei para o relógio e percebi que estava na hora de ir embora. Normalmente vou embora somente quando os alunos estão saindo, mas hoje seria diferente. Esperaria Marjorie em casa.

Caminhei em direção ao estacionamento e sem perceber, acabo esbarrando em alguém. Olho para a figura a minha frente e vejo que não é apenas uma, são três: Meredith, Yumi e Katherine.

Sem dizer nada, dou umas batidinhas em meu blazer preto e continuo andando.

Marjorie Woodbeard Point of View

Chego em casa e já é um pouco tarde. Depois do treino das líderes de torcida, as meninas e eu fomos até o Nando's, uma cafeteria onde a maioria dos alunos de Woodbeard se juntam em horas vagas.

A casa está toda escura então ligo o abajur e levo um susto: minha mãe está sentada na sua poltrona de coro com uma taça de vinho na mão.

— Mãe, você me assustou!

Sem dizer nada, ela levanta deixando a taça de vinho em cima da mesinha de verniz. Ela caminha até a lareira e de costas diz:

— Estava mesmo te esperando. Suponho que você já saiba sobre o blog.

Congelo na hora, pois já sei onde ela quer chegar. Penso em algo rapidamente para sair do meio daquela conversa.

— Mãe, estou um pouco cansada, vou subir e tomar um banho. No jantar conversamos. — Digo.

Quando vou em direção as escadas, ela joga a taça na parede, me fazendo recuar. E aos gritos, ela começa:

— Onde você estava com a cabeça, Marjorie? A família Woodbeard tem uma reputação a zelar! É melhor você procurar alguém que honre o nosso nome ou te mando para um internato, onde você vai fazer companhia para sua tia!

— Mas mãe! Eu já conversei com papai. Ele disse que não importa as escolhas que eu fizer, desde que eu seja feliz! — Argumentei.

Eu sabia que não deveria colocar meu pai no meio disso, nesta casa estava claro que era Anne Woodbeard que ditava as regras. Ela continua, sem baixar o tom de voz:

— Seu pai sempre baixa a guarda quando se trata de você, mocinha. A sua sorte é que você tem a mim. Este será um único aviso. Fique longe daquela garota ou eu expulso ela daquele colégio e lembre-se: Para um Woodbeard não existem fronteiras que o faça parar!

Seguro as lágrimas enquanto a encaro, oque eu faria? Como iria provar para ela que era forte o suficiente? Não importa, eu vou provar para minha mãe que mereço ser chamada de "Marjorie Woodbeard".

Subo para o quarto correndo, não tinha a mínima ideia de como iniciar essa conversa com Elizabeth. Pego o celular abrindo o chat. Meus dedos dançam sobre o teclado, penso em como acabar com tudo sem machuca-la. Eu não podia dizer a verdade, mas também não queria mentir.

Desligo o celular jogando o mesmo no chão. Vou até a frente da minha penteadeira ensaiando oque iria dizer no dia seguinte, as lágrimas finalmente parecem enquanto encaro o meu reflexo. Em segundos o meu rosto está vermelho e o rímel borrado. Sento no chão abraçando meus joelhos dizendo em meio aos suspiros:

— Por que tem que ser tão difícil? Eu não acredito que deixei tudo chegar a esse ponto,eu não posso estragar a sua vida, Elizabeth, me perdoe.

Tudo vai se apagando, o cansaço me vence.

[No dia seguinte]

Jae Kim Point of View

Finalmente o almoço! Não aguentava mais as aulas do professor de matemática e estava morrendo de fome. Fui até a fila que já estava imensa e esperei até chegar a minha vez. Assim, olhei por alguns segundos para o cardápio, enquanto tentava pensar no que comeria hoje.

— Um Jjajjangmyun, por favor. — Pedi, e quando percebi quem era, dei um sorriso meio forçado. — Como estão as coisas ai, Yumi?

— Um lixo, como eu. — Ela respondeu, e logo gritou o meu pedido, de um jeito meio enrolado.

Fui até a máquina de refrigerantes e peguei uma coca pequena, voltando para minha mesa e tomando enquanto esperava o pedido e mexia no celular. Ah, as visualizações do meu blog aumentavam a cada minuto, me fazendo ficar ainda mais ansioso para o post de hoje.

— Então quer dizer que você está solteiro? — Ouvi uma voz atrás de mim seguido pelo barulho de uma tigela batendo contra a mesa.

Me virei e vi Jackson com um sorriso. Espera ai, ele está me cantando? Olhei para o meu pedido e soltei uma risada baixa, entendendo tudo.

— Sim. — O respondi, e ele também riu. No meu país, jjajjangmyun era muito popular entre os solteiros durante o black day, onde nos reuniamos para comer esse delicioso prato e celebrar a triste solteirisse. — Mas eu realmente gosto dessa comida, é a minha preferida.

— Eu também gosto. — Ele comentou. — Qual seu nome?

— Jaehyun. — Respondi, dando meu nome coreano, já que ele entenderia.

— Significa virtuoso. — Ele disse, se apoiando na mesa. — Meu nome coreano é Yeonjin, mas eu não gosto muito... — Ele sussurrou, como se fosse um segredo.

De qualquer forma, era um. E dessa vez, eu não diria no blog. Yeonjin significa bonito. Cara, as mães sabem de tudo mesmo!

Clair Esme Blanche Point of View

Entreguei o pedido feito para a mesa sete, onde duas garotas, uma loira e uma ruiva, estavam.

— Grace, me traga um suco de laranja e compre algo para você. — A ruiva disse para Grace, a loira, que assentiu e foi fazer o que ela tinha dito. Então a escola era movida por garotas mimadas e suas assistentes? — Então você é a Clair?

— Sim. — Assenti, ainda em pé e pronta para voltar aos meus afazeres.

— Hey, espere. O que você acha de se sentar conosco na aula de geografia? — Ela perguntou, séria. Que acolhedor!

— Por que não? — Sorri, voltando aos meus afazeres.

Nash Kang Russell Point of View

Esse colégio era incrivelmente avançado. Tínhamos tudo do bom e do melhor. Em minha cabeça, começar a estudar aqui seria horrível, mas eu estava completamente errado.

Tinha que agradecer aos meus pais por me colocarem aqui.

Eu estudava no Primeiro Grau 02, portanto me dirigi ao último piso do prédio escolar, onde ficavam as salas utilizadas pelo ensino médio e os armários dos estudantes desses graus. Abri meu armário que ficava ao lado da sala de geografia e peguei meu material para a aula de redação com a srta. Evans. Assim que peguei meu material, comecei a fazer um desenho aleatório na última folha do caderno.

Desde muito cedo peguei amor pelas Artes. Meu pai é dono de uma das maiores galeria de arte da Austrália e minha mãe é uma grande pintora. Assim, seria um tanto estranho se eu não me apaixonasse pelo desenho e pela pintura, visto que sou cercado de Arte.

Do meu lado, estava um grupo de alguns jogadores de futebol americano, com o uniforme escolar, já que os treinos dos times e das líderes de torcida começavam depois do lanche da tarde. Eu já tinha memorizado quase todo o cronograma daqui, deveria saber já que entraria em algum time ou equipe. Éramos obrigados, então acho que entraria no Time de Natação. Sou meio desajeitado para me tornar um jogador ou algo do tipo.

Meus olhos pousaram em uma figura de cabelos compridos e franja perfeitamente arrumada. Aquela garota que eu tinha esbarrado na biblioteca anteriormente. Ah, ela era linda, mesmo com a expressão séria no rosto delicado. Abriu seu armário pegando o material da aula que ela teria.

Percebi os olhares dos garotos a ela. Não me surpreendia, eu tinha ouvido falar que ela era muito desejada. Mas aquilo me deixava de certa forma desconfortável — apesar de eu nem ao menos saber o nome dela.

Não é que eu estivesse apaixonado por ela, mas o jeito que os caras tratam as garotas aqui é completamente ridículo.

— Hey, Russell. — Escutei meu nome e segui o som da voz de um dos jogadores que me encarava com o olhar debochado. — Fique sabendo que a Lin é difícil, hm? E ela nunca vai querer alguém como você. Cara, esquece! — Riu mais uma vez, acompanhado de seus amigos.

Prefiro não responder a esse tipo de provocações. Continuei meu desenho aleatório na última folha do meu caderno. Com intenção de provavelmente provocar, o cara foi até a garota — que agora eu tinha descoberto ser chamada de Lin — e se encostou no armário, com os braços por volta de seu pescoço.

— O que você quer, idiota? — Ela perguntou, tirando o braço dele de cima dela e fechando o armário com força. Segurei o riso.

— Quanta raiva, princesa. — Ele riu, me fazendo revirar os olhos e acabar amassando a folha.

— Poupe-me, Harrison! — Ela exclamou. — Eu não sou nada sua, agora, com licença.

— Com licença nada, princesa. Você sabe que no final será minha. — Ele sorriu de lado, com um olhar malicioso.

— Lin. — Um garoto alto a chamou, tocando em seu ombro. Ela o olhou como se ele fosse sua salvação. — Preciso conversar com você.

— Não me diga que... — Ela parou, o encarando. — Vocês dois são impossíveis.

— É isso que você está pensando. — Ele disse e os dois saíram, indo para outro canto do corredor ao encontro de uma garota com cabelos azuis.

Ah, pronto. Ela tinha namorado. Talvez seja assim mesmo, certo? Eu nunca teria chances com ela. Balancei levemente a cabeça em negativo, jogando a folha de papel amassada no lixo e seguindo para a sala de redação.

Katherine Cooper Point of View

Estava terminando de pegar meu material para a aula da sra. Enquanto terminava de fechar meu armário, Jackson e Meredith apareceu do meu lado. Me virei para eles e espereu um pronunciamento.

— Yumi parece diferente. — Jackson começou. — Acho que ela está brava comigo.

— Ela provavelmente está. — Digo, de forma debochada. Olhei para Meredith e ela provavelmente entendeu que não era bem aquilo. — De qualquer forma você sabe que não estamos tão próximas agora.

— Vocês deveriam se entender com a novata, já que ela é o pivô da briga de vocês.

— Não venha dar palpite, Lee! — Meredith exclamou irritada. Por que ela não podia simplesmente se entender com a novata? Dessa vez Jackson tinha razão. — Vá conversar com Yumi logo, vocês sim devem se entender.

Assim, Meredith entrou na sala, se sentando do lado de Yumi. Me sentei atrás dela, mais no fundo, evitando olhar para Yumi. Coloquei meus cabelos azulados para trás dos ombros.

— Você demorou. Ainda bem que o professor de geografia é legal e não vai te mandar pra diretoria. — Disse, olhando para Clair que tinha chegado. Percebi o olhar de Meredith e Yumi para nós. Não ia deixar de falar com Clair apenas porque elas queriam.

— Espera, eu posso ser mandada para diretoria se não chegar exatamente no horário? — Ela perguntou parecendo surpresa e eu soltei uma risada.

— Exatamente.

Assim que eu disse, Vivian e Violet apareceram do lado de Clair, praticamente a puxando.

— Venha, Clair. Lembra quando disse que ia se sentar conosco? — Perguntou Vivian, balançando os cabelos ruivos e dando um sorriso debochado. Elas estavam tramando algo, com certeza.

— Ah, sim. — Clair suspirou, olhando para mim, e sem saída, seguiu as garotas.

O professor havia chegado na sala, um tanto atrasado. O almoço tinha sido a poucos minutos então era compreensível. Se sentou em sua carteira depois de nos cumprimentar de forma informal como ele sempre fazia. Estava pronto para começar sua aula, se não fosse a chegada do capeta, digo... da diretora.

— Boa tarde. — Ela disse, sempre recebida com um "boa tarde" também. Fez sinal para que dois alunos novos entrassem, uma garota de belos cabelos encaracolados e um garoto que tinha cara de certinho extremamente chato. — Esses são seus novos colegas de classe, Dylan Morgan e Maree Kimberly Parker. — Ela disse, os apresentando. Não pude deixar de notar que o garoto era bonitinho. — Katherine, você irá mostrar o Colégio para os dois. — A diretora mandou, com um sorriso irônico no rosto. Então essa era a minha punição?



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