História Os Segredos do Universo - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Tags Got7, Jackbum, Jackson, Jaebum, Jaeson
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Palavras 1.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros, dêem suporte a fic e boa leitura 💙

Capítulo 31 - .02


Fanfic / Fanfiction Os Segredos do Universo - Capítulo 31 - .02


NÃO SABIA O QUE DIZER AOS MEUS PAIS. NÃO QUE EU soubesse tudo o que tinha acontecido. Sabia que alguém — talvez vários alguéns — tinha dado uma surra tão feia em Jackson que ele tinha ido parar no hospital. Eu sabia que tinha a ver com outro garoto. Sabia que Jackson estava no Hospital Providence Memorial. E isso era tudo o que sabia.

Voltei com Perninha, que pirou quando entrou em casa. Os cachorros não se censuram. Talvez os animais fossem mais espertos que as pessoas. A cachorra estava muito feliz. Minha mãe e meu pai também. Era bom saber que eles amavam a cachorra, que se permitiam tal amor. E, de certa forma, parecia que a cachorra nos ajudava a ser uma família melhor.

Talvez os cães fossem um dos segredos do Universo.

— Jackson está internado — anunciei.

Minha mãe começou a me analisar. Meu pai também. Ambos faziam cara de interrogação.

— Alguém espancou ele. Ele está machucado. Internado.

— Não — ela disse. — Nosso Jackson?

Cismei com o fato de ela ter dito “nosso Jackson”.

— Foi coisa de gangue? — perguntou meu pai, em voz baixa.

— Não. Foi em algum beco — respondi.

— Aqui do bairro?

— É, acho que sim.

Os dois esperavam que eu contasse mais. Mas não consegui.

— Acho que vou sair — disse.

Não me lembro de sair de casa.

Não me lembro de dirigir até o hospital.

Quando dei por mim, estava diante de Jackson, vendo seu rosto inchado e machucado. Ele estava irreconhecível. Não dava sequer para ver a cor de seus olhos. Lembro de pegar sua mão e sussurrar seu nome. Ele mal podia falar; mal podia ver, com os olhos praticamente fechados de tão inchados.

— Jackson.

— Jaebum hyung?

— Estou aqui — falei.

— Jaebum? — ele suspirou.

— Eu é que deveria estar aqui — disse. — Odeio esses caras. Odeio.

Eu os odiava de verdade. Odiava pelo que tinham feito com o rosto de Jackson, pelo que tinham feito com seus pais. Eu é que deveria estar aqui. Eu é que deveria estar aqui.

Senti a mão da mãe de Jackson em meu ombro.

Sentei com os pais dele. Apenas sentei.

— Ele vai ficar bem, não vai?

A sra. Wang fez que sim com a cabeça.

— Vai, mas… — nesse momento, ela me encarou — você será sempre amigo dele?

— Sempre.

— Haja o que houver?

— Haja o que houver.

— Ele precisa de um amigo. Todos precisam de amigos.

— Eu também preciso — falei. Nunca tinha dito isso antes.

Não havia o que fazer no hospital. Ficamos lá, olhando um para o outro. Nenhum de nós parecia a fim de conversa.

Levantei para sair, e os pais de Jackson me acompanharam. Paramos em frente ao hospital. A sra. Wang virou para mim e disse:

— Você precisa saber o que aconteceu.

— A senhora não precisa contar.

— Acho que preciso — ela replicou. — Uma senhora viu o que aconteceu. Ela avisou a polícia.

Eu sabia que a sra. Wang não ia chorar. Ela prosseguiu.

— Jackson e um rapaz estavam se beijando em um beco. Uns caras passaram por ali e viram os dois. E… — ela fez uma pausa e tentou sorrir. — Bom, você viu o que fizeram com ele.

— Odeio esses caras — falei.

— Ruiji contou que você sabe sobre Jackson.

— Há coisas piores no mundo do que um rapaz que gosta de beijar outros rapazes.

— Sim, há — ela disse. — Muito piores. Posso dizer uma coisa?

Abri um sorriso e dei de ombros.

— Acho que Jackson é apaixonado por você.

Jackson estava certo sobre a mãe: ela sabia mesmo de tudo.

— Sim — falei. — Bom, talvez não. Acho que ele gosta desse outro cara.

Ruiji me olhou bem nos olhos e disse:

— Talvez o outro cara seja só um substituto.

— Para mim?

Ele sorriu constrangido.

— Desculpe, não devia ter dito isso.

— Tudo bem — comentei.

— É difícil — ele disse. — Eu… Droga, estou um pouco perdido no momento.

— Sabe qual é a pior coisa nos adultos? — eu disse, abrindo um sorriso.

— Não.

— Eles não são sempre adultos. E eu gosto disso neles.

Ele me puxou para perto e me abraçou forte, sob o olhar da esposa.

— Você sabe quem é? — ela perguntou.

— Quem?

— O outro garoto?

— Faço ideia.

— E não se preocupa?

— O que eu posso fazer?

Notei minha voz estremecer, mas me recusei a chorar. Por que choraria por isso?

— Não sei o que fazer. — Olhei para a sra. Wang. Olhei para Ruiji. — Jackson é meu amigo.

Senti vontade de dizer que nunca tivera um amigo, nenhum, nenhum de verdade. Até Jackson.

Senti vontade de dizer que não sabia que existia gente como Jackson no mundo, gente que observava estrelas, que conhecia os mistérios da água, que sabia o suficiente para entender que os pássaros pertenciam ao céu e não deveriam ser derrubados de seu voo gracioso por tiros de moleques idiotas e cruéis.

Senti vontade de dizer que Jackson transformara minha vida e que eu jamais seria o mesmo, jamais. E que, na verdade, minha sensação era de que Jackson tinha salvado a minha vida, não o contrário. Senti vontade de dizer que ele tinha sido o primeiro ser humano além da minha mãe com quem pude falar de coisas que me assustavam. Senti vontade de dizer tantas coisas e, contudo, não tinha as palavras. Então, apenas repeti, como um idiota:

— Jackson é meu amigo.

A sra. Wang olhou para mim, quase sorrindo. Mas ela estava triste demais para sorrir.

— Ruiji e eu tínhamos razão sobre você. Você é o garoto mais doce do mundo.

— Depois do Jackson — repliquei.

— Depois do Jackson — ela repetiu.

Eles me acompanharam até a caminhonete. E então um pensamento me veio à cabeça.

— O que aconteceu com o outro rapaz?

— Ele fugiu — Ruiji respondeu.

— E Jackson não?

— Não.

Foi aí que a sra. Wang desabou em lágrimas.

— Por que ele não correu, Jaebum? Por que ele não fugiu?

— Porque ele é o Jackson — respondi.



Não imaginava que faria o que fiz. não tinha planejado. Na verdade, não tinha sequer pensado. Às vezes, você faz coisas não porque pensou naquilo, mas porque sentiu. Sentiu demais. E nem sempre você pode se controlar quando sente demais. Talvez a diferença entre ser menino e ser adulto fosse que meninos não são capazes de controlar as coisas horríveis que sentem.

E os homens são. Naquela tarde, fui menino. Nada adulto.

Um menino. Um menino enlouquecido. Louco, louco.

Peguei o carro e fui direto até a drogaria onde Jackson trabalhava. Repassei na cabeça nossa conversa no deserto. Lembrei o nome do cara. Jiyong. Entrei na drogaria e lá estava ele. Jiyong. Vi o crachá.

K. JIYONG.

O cara que Jackson comentou que queria beijar. Ele estava no balcão.

— Sou Jaebum — disse.

Ele olhou para mim cheio de pânico.

— Sou amigo de Jackson — continuei.

— Eu sei — ele disse.

— Acho melhor você fazer uma pausa.

— Não posso…

Não quis ouvir desculpas esfarrapadas.

— Vou lá fora esperar você. Vou esperar exatamente cinco minutos. Se você não aparecer, volto aqui e quebro a porra da sua cara na frente de todo mundo. E se você acha que eu não faria isso, olhe bem nos meus olhos.

Saí e esperei. Antes dos cinco minutos ele apareceu.

— Vamos andar um pouco — falei.

— Não posso ficar muito tempo fora — ele disse.

Jiyong me seguiu.

Caminhamos.

— Jackson está no hospital.

— Ah.

— Ah? Você não foi visitar.

Ele permaneceu calado. Senti vontade de lhe dar uma surra bem ali, naquele momento.

— Não vai dizer nada, babaca?

— O que você quer que eu diga?

— Seu desgraçado. Você não sente nada?

Reparei que ele estava tremendo. Não que eu ligasse.

— Quem foi?

— Do que você está falando?

— Não brinca comigo, seu merda.

— Você não vai contar pra ninguém?

Agarrei-o pelo colarinho e depois soltei.

— Jackson está numa cama de hospital e a única coisa com que você se preocupa é para quem vou contar. Para quem vou contar, seu merda? Só diga quem foi.

— Não sei.

— Besteira. Conte agora ou vou chutar você até o polo Sul.

— Não conheço todos.

— Quantos?

— Quatro caras.

— Só preciso de um nome. Só um.

— Gu Wei. Era um deles.

— Gu Wei Ting?

— Isso.

— Quem mais?

— Weng Dong.

— Quem mais?

— Não conheço os outros dois.

— E você simplesmente deixou Jackson lá?

— Ele não quis correr.

— E você não ficou com ele?

— Não. De que ia adiantar?

— Então você nem ligou?

— Eu ligo.

— Mas não voltou lá, voltou? Não voltou para ver se estava tudo bem, né?

— Não.

Ele parecia assustado.

Empurrei-o contra a parede de um prédio. E fui embora.


Eu sabia onde Gu Wei Ting morava. tinha jogado  beisebol  com  ele  e  os irmãos no primário. Nunca fomos amigos. Não que fôssemos inimigos ou coisa assim.

 Dei umas voltas no quarteirão com a picape e, quando percebi, já estava estacionado em frente à casa dele.

Caminhei até a porta da frente e bati. A irmã mais nova abriu.

— Oi, Jaebum — ela disse.

Abri um sorriso. Ela era bonita.

— Oi, Jiang — minha voz saiu calma, quase amigável. — O Gu Wei tá aí?

— Tá no trabalho.

— Onde ele trabalha?

— No Benny’s Body Shop.

— A que horas ele sai? — perguntei.

— Geralmente ele chega em casa um pouco depois das cinco.

— Obrigado.

— Aviso que você passou aqui? — ela perguntou, sorrindo.

— Por favor.

Benny’s Body Shop. O sr. Ting, amigo do meu pai, era o dono dessa funilaria. Eles tinham estudado juntos. Sabia exatamente onde era. Fiquei rodando a tarde inteira à espera das cinco horas para aparecer lá. Quando faltavam alguns minutos, estacionei do outro lado da esquina da oficina. Não queria que o sr. Ting me visse. Ele faria perguntas. Contaria ao meu pai. Não queria perguntas.

Desci da picape. Queria ver Gu Wei sair da garagem. Quando ele surgiu, chamei com um gesto.

Ele atravessou a rua.

— E aí, Jaebum?

— Sem novidades — eu disse, para depois apontar para o carro. — Só dirigindo por aí.

— Essa picape é sua?

— É.

— Belas rodas, babo.

— Quer dar uma olhada?

Ele chegou mais perto e correu a mão pelas grades cromadas. Em seguida, ajoelhou para ver as calotas. Imaginei-o chutando Jackson caído no chão. Me imaginei quebrando a cara dele bem ali naquele momento.

— Quer dar uma volta?

— Eu tenho umas coisas pra fazer. Se der, aparece mais tarde e a gente dá uma voltinha.

Agarrei-o pelo pescoço e o botei de pé.

— Entra — ordenei.

— Mas que porra é essa, Jaebum?

— Entra — repeti. E o joguei contra a picape.

— Qual é o seu problema?

Ele tentou me dar um soco. Foi o suficiente. Simplesmente parti para cima. O nariz dele começou a sangrar. Isso não me deteve. Logo ele estava no chão. Eu dizia palavrões, xingava. Minha vista estava embaçada e continuei a bater.

Então ouvi uma voz e um par de braços me puxou para trás. A voz gritava comigo, os braços eram fortes, e eu não conseguia mais bater.

Parei de tentar.

E tudo parou. Tudo se aquietou.

O sr. Ting estava diante de mim, me encarando.

— Qual é o problema, Jaebum? O que está acontecendo?

Não tinha nada a dizer. Olhei para o chão.

— O que está acontecendo, Jaebum? Me olhe, diga.

Não consegui falar.

Apenas olhei o sr. Ting se ajoelhar e ajudar Gu Wei a levantar. O nariz dele ainda sangrava.

— Vou matar você, Jaebum — ele murmurou.

— Você e que exército?

O sr. Ting me olhou feio. Em seguida, olhou para Gu Wei.

— Você está bem?

Gu Wei fez que sim com a cabeça.

— Vamos arrumar umas roupas limpas pra você.

O sr. Ting me encarou de novo e ameaçou:

— Você tem sorte por eu não chamar a polícia.

— Pode chamar. Não dou a mínima. Mas, antes de chamar, pergunte para Gu Wei o que ele anda fazendo.

Entrei no carro e fui embora.


Notas Finais


Salva de palmas pro Jaebum boxeador (deu tanta porrada pra compensar o murro fraco)

não sei o que acaba mais comigo nesse vídeo, os tiros ou a música:
https://youtu.be/5qUbWUy8kPM


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