História Os Segredos Do Universo (HIATUS) - Capítulo 30


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Categorias Malhação
Personagens Personagens Originais
Tags Griperti, Lica, Limantha, Malhação, Samantha, Yuri
Visualizações 204
Palavras 873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


gente o próximo cap vai ser o penúltimo :/

e dêem um desconto pra Lica, ela é muito lerda kkkkkkk

e ah, perguntinha básica e um pouco óbvia talvez: a continuação do livro vai ser lançada em breve e to insegura em relação a continuar ou nao, oq vcs acham????

Capítulo 30 - Trinta


 

Acordei cedo. O sol não tinha nascido ainda. Segunda semana de agosto. O verão estava acabando. Pelo menos a parte sem aulas. Último ano. E, depois, a vida. Talvez fosse assim que as coisas funcionavam. O colegial era apenas um prólogo para o verdadeiro romance. Todos tiveram chance de escrever sua vida - mas, depois da formatura, você tem a chance de escrevê-la com as próprias mãos. 

Na formatura, você consegue juntar a caneta dos professores e a dos pais, além de ganhar sua própria caneta. E pode escrever tudo sozinho. Sim. Não seria demais?

Sentei na cama e passei o dedo nas cicatrizes da minha perna. Cicatrizes. Sinal de que você se machucou. Sinal de que você sarou.

Eu tinha me machucado?

Eu tinha sarado?

Talvez vivêssemos entre a dor e a cura. Como meu pai. Penso que ele vivia ali. Nesse entremeio. Nesse ecótono. Talvez minha mãe também. Ela trancafiara meu irmão em algum lugar bem dentro de si. E agora tentava libertá-lo.

Continuei a passar o dedo nas cicatrizes. Perninha estava ao lado. Observando. O que você vê, Perninha? O que vê? Onde você vivia antes de me encontrar? Alguém também tinha ferido você?

Outro verão chegava ao fim. O que aconteceria comigo depois da formatura? Faculdade? Mais aprendizado. Talvez me mudaria para outra cidade, outro lugar. Talvez os verões fossem diferentes em outro lugar.

                             ➵

— O que você ama, Lica? O que você ama de verdade?

— Amo o deserto.

— É tão solitário.

— É?

Samantha não me entendia. Eu era incognoscível.

                             ➵

Resolvi nadar. Cheguei lá logo quando a piscina abriu, para dar umas voltas completas na piscina antes de lotar. Os salva-vidas estavam lá, falando sobre garotas. Eu os ignorei. Eles me ignoraram.

Nadei e nadei até minhas pernas doerem. Então fiz uma pausa. E depois nadei e nadei mais um pouco. Senti a água na pele. Lembrei do dia em que conheci Samantha: “Posso ensinar você a nadar, se quiser”. Pensei em sua voz esganiçada, em como ela havia superado as alergias, em como sua voz mudara, ficara mais bonita. A minha também. Lembrei do que minha mãe dissera: “Você fala como uma mulher”. Era mais fácil falar como mulher do que agir como uma.

Quando saí da piscina, notei que uma garota me olhava. Ela sorriu. Retribuí o sorriso.

— Oi — cumprimentei, acenando.

— Oi — ela também acenou. — Vai para Austin?

— Sim.

Acho que ela queria continuar a conversa, mas eu não sabia bem o que dizer.

— Que ano?

— Último.

— Eu estou no primeiro.

— Parece mais velha — eu disse.

— Sou madura — ela falou, com um sorriso amplo.

— Eu não. — ela riu com a minha resposta. — Tchau — me despedi.

— Tchau.

Madura. Adulta. O que essas palavras significavam exatamente?

Caminhei até a casa de Samantha e bati na porta. Sebastian atendeu.

— Oi — cumprimentei.

Sebastian parecia relaxado e feliz.

— Oi, Lica. Cadê a Perninha?

— Em casa. — mostrei a toalha molhada e a botei sobre os ombros. — Fui nadar.

— Samantha vai ficar com inveja.

— Como ela está?

— Bem. Melhorando. Faz tempo que você não aparece. Sentimos saudade. Samantha está no quarto — ele avisou, me acompanhando para dentro da casa. Depois, hesitou um instante e acrescentou: — Ela tem companhia.

— Ah. Posso voltar depois.

— Não se preocupe. Pode subir.

— Não quero atrapalhar.

— Não diga besteira.

— Volto depois. Sem problema. Eu estava voltando da piscina…

— É só a Diana— ele disse.

— Diana?

Acho que ele notou a cara que fiz.

— Você não gosta muito dela, né?

— Ela meio que deixou Samantha na mão.

— Não seja tão dura com os outros, Lica.

Aquilo me irritou demais.

— Avise Samantha que eu passei aqui.

                             ➵

— Meu pai falou que você ficou irritada.

— Não fiquei irritada.

A porta da frente estava aberta e Perninha começou a latir para um cachorro que passava na rua.

— Um minuto — pedi. — Perninha! Quieta! — levei o telefone para a cozinha e sentei à mesa. — Pronto — retomei. — Então, não fiquei irritada.

— Acho que meu pai perceberia se fosse outra coisa.

— Tudo bem. E que merda de diferença isso faz?

— Viu? Você está irritada.

— Só não estava a fim de ver sua amiga Diana.

— E o que ela fez pra você?

— Nada. Só não vou com a cara dela.

— Por que não podemos ser todas amigas?

— Aquela desgraçada deixou você lá para morrer, Samantha.

— A gente conversou sobre isso. Está tudo bem.

— Legal, ótimo.

— Você está agindo feito uma louca.

— Samantha, às vezes você vem com umas merdas, sabia?

— Escuta. Hoje vamos a uma festa. Queria que você fosse.

— Eu aviso — falei e desliguei o telefone.

Desci até o porão e levantei peso por umas horas. Levantei e levantei, até sentir dor pelo corpo inteiro. A dor não era tão ruim. Tomei banho. Deitei na cama e fiquei. Devo ter pegado no sono. Quando acordei, a cabeça de Perninha estava apoiada na minha barriga. Fiz carinho nela. A voz de minha mãe soou no quarto:

— Está com fome?

— Não… Nem um pouco.

— Certeza?

— Sim. Que horas são?

— Seis e meia.

— Puxa, acho que estava cansada.

Minha mãe sorriu.

— Talvez por causa de todo aquele exercício.

— Acho que sim.

— Algum problema?

— Não.

— Certeza?

— Só cansaço.

— Você tem malhado demais, não acha?

— Não.

— Quando você está irritada, levanta peso.

— Outra de suas teorias, mãe?

— É mais que teoria, Lica


Notas Finais


marta esperta já ta sabendo oq anda acontecendo com a lica


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