História Os sete mundos - A profecia! - Capítulo 19


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Malévola, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 67
Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, LGBT, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 19 - Regina em perigo


No dia seguinte estávamos todos tomando café da manhã em uma enorme mesa. O silêncio reinava, infelizmente era um silêncio constrangedor, eu sentia que eles tinham ouvido o que eu e Regina fizemos na noite anterior.

— Então... Dormiram bem? — Regina pergunta, claramente debochando. — Espero que os quartos sejam bons.

— O quartos são muito confortáveis de fato. — Minha mãe começa. — Mas durante a noite eu ouvi alguns barulhos que não me deixaram dormir. — Ela me lança um olhar depois olha para Regina, eu simplesmente não sabia onde enfiar a cara.

— Barulhos? Que tipos de barulhos? — Regina se faz de desentendida. — Eu não ouvi nada, vai ver é porque eu estava muito ocupada... — Ela diz cínica. Ela claramente queria implicar com meus pais jogando na cara deles que ela comeu a filinha deles ontem a noite.

— E você Emma? — Tia Ingrid se vira para mim. — Ouviu algum barulho? — Minha tia pergunta, ela sempre gostou de implicar comigo e de me deixar constrangida.

— Na verdade eu ouvi sim... Bem de perto! — Digo fazendo Regina gargalhar alto e meu pai engasgar com sua bebida.

— Está bem querido? — Minha mãe pergunta.

— Estou... — Ele tosse um pouco mas logo se recupera. — Então Regina... Você pretende parar Arthur, mas de que jeito?

— Porque eu deveria confiar meus planos a vocês? — Ela pergunta calmamente.

— Podemos ajudar. — Minha mãe fala.

— Ajudar como? Me jogando dentro da prisão de Aferdown de novo? — Regina pergunta. Ótimo, isso não irá acabar bem.

— Convenhamos Regina, você mereceu.. Tudo que você fez... Estava fora de si.

— Talvez eu não tivesse feito tudo que fiz se tivessem confiado em mim. — Regina altera o tom de voz. — Não teríamos chegado onde chegamos.

— Tudo bem! Será que podemos deixar esse assunto para outra hora? — Pergunto mas sou ignorada.

— Você ainda era nova, e as coisas que estava dizendo pareciam um absurdo na época. — Meu pai diz.

— Absurdo é vocês confiarem igual cadelinhas em alguém tão mimado e mesquinho como Arthur! — Regina diz irritada.

— Perdi a fome. — Me levanto da mesa sem me preocupar se faria barulho ou não.

Saio de dentro do salão irritada e vou para o meu quarto. Talvez tenha sido uma cena um tanto infantil, mas conheço um pouco o temperamento de Regina e sei que ela não iria se segurar por muito tempo.

Escuto batidas na porta e vejo minha mãe entrando.

— Filha... — Ela fala. — Posso entrar?

— Você já entrou, não? — Pergunto e ela caminha até minha cama e de senta ao meu lado.

— Me desculpe pelas coisas que eu e seu pai dissemos... Só é difícil tudo isso, tente entender. — A olho irritada.

— Entender? — Altero o tom de voz. — Até pouco tempo atrás eu vivia em um mundo onde eu nem imaginava que existia magia! Nem se quer sonhava que existiam outros seis mundos! — Eu iria jogar tudo pra fora, tudo que eu estava guardando desde que isso começou. — Cheguei na minha casa e descobri que minha tia havia sido sequestrada por criaturas das sombras! Quase fui morta por uma dessas criaturas, várias vezes! Descobri que minha melhor amiga se transformava em um lobo gigante! Que estava comigo apenas por ser uma "missão". Descobri que meus pais que supostamente haviam morrido a 15 anos estavam vivos... Descobri que uma mulher que eu nem se quer conhecia queria me matar! — Eu não segurava mais minhas lágrimas. — Descobri que eu estava envolvida em uma guerra por mundos que eu nem se quer conhecia! Fiz amigos e tive que me afastar deles porque em um passe de mágica eles podem morrer! Perdi uma das pessoas que eu mais confiava no universo. Não pude evitar que meu amigo morresse, não pude evitar que uma menininha que eu amo ficasse sem o pai! Descobri que as pessoas nesses mundos são umas piores que as outras! Não pude evitar de sentir um ódio tão grande que eu achri que não conseguiria controlar! Eu não pude evitar de me apaixonar pela mulher que antes queria me matar, pela mulher que todos chamam de vilã! — Minha mãe já chorava junto. — E você pede pra eu entender? Eu não estou entendendo nada desde que pisei aqui. — Termino de falar e simplesmente caio em um choro intenso.

Minha mãe me abraça com toda sua força. Ficamos ali, abraçadas e chorando por longos minutos.

— Me desculpe meu amor! — Ela diz enquanto acaricia meus cabelos. — Me desculpe.

— Tudo bem... — Digo baixinho.

— Você está realmente apaixonada por Regina? — Ela pergunta se afastando para olhar em meus olhos.

— De tudo que eu disse.. você só prestou atenção nisso? — Digo brincando. — Infelizmente sim... Eu estou perdidamente apaixonada pela Regina.

— Infelizmente por quê? — Ela tira um mecha do meu cabelo que estava na frente de meu olho. — Vocês duas merecem ser felizes, e sem encontraram o amor uma na outro isso é ótimo!

— Não sei se Regina sente o mesmo... — Digo abaixando a cabeça.

— Está brincando? Ela arriscou todo o seu plano para ir te salvar! Ela passou por cima de sua raiva, de seu orgulho para aceitar nos deixar aqui. — Minha mãe sorri.

— Eu vou lá falar com ela, não sobre isso mas eu vou... — Me levanto — quer que eu peça desculpa por você?

— Sobre as desculpas eu me resolvo... Agora vai conversar com ela... — Ela diz e eu me levanto indo em direção a porta. — E é apenas para conversar! — Mary grita e da um sorrisinho maroto. — Não para...

Saio correndo do quarto para evitar mais constrangimento e vou até o quarto de Regina, mas ela não estava lá. Começo a andar pelo castelo tentando encontrá-la mas não consigo. Começo a procurar por Petreck para ver se ele sabia onde ela estava. Logo o encontro no jardim, que mais parecia um ferreiro de tantas coisas sendo construídas ali.

— Petreck, você sabe onde está Regina? — Pergunto me aproximando.

— Provavelmente na biblioteca. — Ele responde sem se virar para mim.

— Obrigada. — Digo. Havia esquecido de olhar na biblioteca.

— Cuidado jovem Emma... Regina pode aparentar bondade as vezes, mas ela é instável. Cuidado com o que diz e faz. — Ele fala ainda sem me olhar. — Seus sentimentos são confusos, nem ela mesma os entende.

— Ah, valeu pela dica. — Digo e volto a andar.

Me teleporto para a biblioteca e lá encontro Regina sentada olhando pro nada.

— Regina... — Vou até ela. — Você está bem?

— Estou... — Regina diz sem me encarar.

— Eu vim pedir desculpas pelos meus pais...

— Está tudo bem. — Ela fala. — Eu também me excedi, desculpe.

— Eu também queria pedir que sabe... Não fique jogando na cara ou fazendo piadinhas sobre o que fizemos ontem pra provocar meus pais... — Digo sentindo meu rosto corar, Regina estava com um sorriso no rosto.

— E o que fizemos ontem? — Ela pergunta com um sorriso malicioso.

— Ah, ela não lembra... Tadinha. — Falo debochando.

— Talvez você possa me lembrar. — Ela diz me puxando pela cintura me fazendo sentar em seu colo.

— Hm... Será que devo? — Digo colocando meus braços em volta de seu pescoço.

Ela me puxa para um beijo intenso. Nossas línguas se encontraram saboreando uma a outra. Eu nunca cansaria de beija-la. Seus lábios macios já tão familiares. O gosto de maçã que sua boca. Adoro beija-la, poderia ficar assim para sempre.

Suas mãos apertavam meu bumbum me puxando para si. Eu arranhava sua nuca e puxava de leve seus cabelos que estavam soltos. Mas de repente somos obrigadas a parar ao ouvirmos um "hum hum". Olho para porta e vejo Petreck com sua postura perfeita.

— Senhorita Regina, o dragão está pronto. — Ela fala e eu olho para Regina que tinha os olhos arregalados alternando entre mim e seu "criado". Saio de cima dela com raiva.

— Emma eu... — Ela começa.

— Não Regina! Eu tinha esquecido por um pequeno período de tempo o que acontecia nesses mundos, o que você está fazendo... — Levo minhas mãos ao meu cabelo jogando para trás. — Onde vai atacar agora? — Me viro para ela.

— Na verdade eu não vou atacar lugar nenhum. — Ela fala com calma. — Vou seguir uma expedição do rei.

— Para?

— Eu não sei, por isso irei seguir. — Ela se levanta. — Arthur planeja algo, algo grande! — Ela me encara. — Preciso saber o que é, para saber como impedir antes que ele tome o controle dos sete mundos.

— E desde quando você se importa com os mundos? — Pergunto cruzando os braços.

— Desde que eu vivo nele e serei afetada com isso. — Seus olhos começam a ficar violetas. — Desde que se eu parar, o homem que matou meus pais vence. — Se ele conseguir o controle dos sete mundos, não conseguirei nem chegar perto dele para conseguir minha vingança.

— Você o tinha nas mãos ontem... Porque não o matou? — Pergunto arqueando a sobrancelha.

— Se eu o matesse não teria nada que impediria Malévola de matar você. — Ela fala me fazendo perder a postura. — Eu vou me preparar para sair. — Ela passa rápido por mim e sai da biblioteca.

[...]

Não paro de pensar no que Regina me disse. Ela praticamente abriu mão de sua vingança para me salvar! Não fazia sentido, se ela pegou Arthur tão fácil dessa vez, porque não o matou muito antes disso tudo? Ela sabe de algo mais.

E ela ainda não tinha chegado.

— Filha? — Escuto meu pai chamar e bater na porta.

— Entre.

— Como você está? — Ela pergunta sentando na cama.

— Bem... Eu acho. — Digo olhando pro nada.

— Regina saiu faz bastante tempo... você sabe o que ela vai fazer?

— Não exatamente, acho que ela está me escondendo algo.

— Não confia nela? — Ele pega em minha mão. — Nós não confiamos nela, mas se você disser que confia iremos segui-la. — Olho para ele assustada.

— Eu confio... Mas... Eu não sei se essa confiança é por eu realmente confiar nela ou por eu estar... — Não conseguirei dizer isso de novo.

— Apaixonada por ela? — Ele pergunta acariciando minha mão.

— É tão óbvio? — Pergunto olhando em seus olhos.

— É... Um pouquinho. — Ele ri. — Como... Como aconteceu? — Ele pergunta.

— Eu não sei, só... Aconteceu. — Dou de ombros. — A primeira pessoa que encontrei ao pisar nesse mundo foi ela. — Falo e meu pai me olha surpreso. — Ela me levou até Aferdown, eu disse meu nome... Disse o "Swan", mas ela não fez nada, poderia ter me matado mas não... — Suspiro. — Nos encontramos outras vezes, vezes nas quais sem dificuldade nenhuma ela poderia ter acabado comigo. — Sorrio. — Até que ela me pediu um beijo... E depois disso que tudo começou a ficar mais e mais confuso.

— Da pra ver que você realmente gosta dela... — Ele fica com uma cara séria. — Regina parece estar mudando, por sua causa. — Ele me olha nos olhos. — Mas cuidado... Para não se machucar, e nem machucar ela. Regina já sofreu de mais.

— Não pretendo magoa-la. — Digo confiante. — E eu sei que ela também não.

— Assim espero filha. — Ele me abraça. — Quem diria...

— O que? — Pergunto confusa.

— Que eu veria minha filhinha se apaixonar... — Ele sorri. — Fazer coisas inapropriadas sem se preocupar em ser discreta...

— PAII. — Falo alto sentindo meu rosto corar.

— Desculpe-me filha! Não pude evitar. — Ele diz rindo. — Estou feliz em poder estar aqui.

— Estou feliz por você estar aqui... — Sorrio.

De repente escutamos barulhos estranhos vindo do lado do jardim. Nós olhamos e levantamos rápido indo na direção de onde vinha o barulho.

Quando chego no jardim vejo um monte de gnomos em volta do dragão, mas não vejo Regina. Ando rápido até lá.

— Cadê a Regina? — Pergunto preocupada. Mas tudo que escuto são palavras que eu não entendo. — Alguém aqui fala a minha língua? — Pergunto irritada, estavam todos muito agitados o que estava me preocupando.

— Preciso voltar. — Escuto uma voz feminina e olho em volta.

— O que? — Pergunto procurando quem falou. — Quem disse isso? Quem precisa voltar?

— Você pode me ouvir? — Olho para o dragão de boca aberta.

— É o que parece. — Mais alguma surpresa mundos?

— Regina foi capturada por Malévola! Ao que parece ela conseguiu algum tipo de varinha antiga que a da mais poder! — Ela fala rápido.

— Você sabe onde ela está? — Pergunto e vejo o dragão fazer que sim com a cabeça assustando os gnomos em volta. — Me leve até lá!

O dragão abaixa a cabeça para eu subir, acabo tendo uma certa dificuldade, mas com a ajuda dos gnomos consigo subir.

— Emma! Para onde você vai? — Minha mãe pergunta.

— Salvar a Regina!


Notas Finais


Comentem o que acharam!! ^^


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