História Os Sete Pecados Capitais - Capítulo 3


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Choi Youngjae, Demon!au, Im Jaebum, Saythename
Visualizações 903
Palavras 2.450
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura!!!

Capítulo 3 - Avaritia


  

Capítulo dois

Pecado da Ganância — Avaritia

 

Youngjae ainda não tinha superado a abrupta separação de sua amizade com Yugyeom, ainda era muito cedo para tal, mas o garoto alto já tinha se arrumado com outros colegas de classe e parecia muito bem. Ele mal olhou para si durante a outra semana que se seguira, e a voz de Jaebum fazia questão de lembrar isso a cada segundo que conseguia. Todo dia quando acordava de manhã era a mesma coisa. A sensação de ter a cama funda ao seu lado, o peso estranho nos ombros e peito, a mente trabalhando mais do que o normal — e fazendo isso de forma errada, em compensação. Seu apartamento parecia ainda menor do que já era e aquilo começava a incomodar Youngjae, estava se tornando sufocante, maçante. Nunca fora materialista, sempre gostou de ter objetos mais simples, mas nunca negou que cresceu em um berço quase que de ouro. Seus pais tinham condição de lhe dar qualquer coisa que pedisse, entretanto Youngjae nunca foi de usufruir desse tipo de privilégio. Sempre lutou para ter tudo que tinha, pagava tanto as próprias contas e compras do mês assim como também pagava a faculdade, e mesmo que trabalhasse na empresa de publicidade de seu pai ainda sim exigira começar em um cargo mais baixo, dessa forma ninguém poderia dizer que por conta de ser filho do presidente tinha mais chances de crescer rapidamente.

Entretanto naquela quarta-feira quente Youngjae não queria ir trabalhar, mas precisava ser feito, era o seu dever como futuro presidente, precisava fazer uma boa impressão sempre. Saiu da faculdade quase se arrastando, o cansaço mal o deixava parar em pé estavelmente por muito tempo. Tudo parecia ter piorado de repente quando brigou com Yugyeom, e segundo a voz de Jaebum em sua mente era porque tinha cometido o primeiro e pior dos pecados. Já não o via com tanta frequência, às vezes quando olhava no espelho em frente ao seu guarda roupa jurava ter um reflexo do homem grande, mas preferia pensar que era loucura sua. Os olhos dele sempre estavam avermelhados, o sorriso tóxico era algo que não sumia facilmente da mente de Youngjae. Ele jurava que sua insanidade estava em um nível preocupante, prometeu a si mesmo que visitaria algum psiquiatra e contaria sobre essa experiência, mas tinha algo que o impedia. Youngjae não sabia se era seu orgulho — que era aparentemente a única coisa que lhe restava — ou se o medo de ser taxado como esquizofrênico. Isso geraria um grande problema para a Corporação Choi, e o humano não queria criar mais problemas.

Youngjae chegou ao escritório torcendo para que tudo desse certo. Não queria se estressar, não queria ser incomodado. Desejou boa tarde aos empregados com um sorriso pequeno, logo seguindo pelo pequeno corredor e adentrando sua sala. Entretanto, assim que abriu a porta, estranhou o lugar completamente diferente. Não era a sua sala ali, era outra completamente diferente. Pensou em pedir ajuda a algum dos garotos que trabalhavam perto dali, perguntar o que diabos tinha acontecido, mas um menino alto, de pernas finas e cabelos tingidos de um vermelho forte, apareceu sorrindo e segurando um copo fumegante de café. Ele usava óculos redondos com uma armação dourada, seu sorriso simpático deveria ter confortado Youngjae mas naquele momento só o deixou mais cansado. Uma energia pesada se apoderou de si novamente, por um momento ele jurou que tinha visto os olhos vermelhos de Jaebum o observando de dentro da sala.

— Ah, você deve ser o Youngjae! — o garoto sorriu — Eu sou Bambam, o novo empregado daqui, vim da Tailândia porque recebi um contrato exclusivo. Eu estou na sua sala agora, você pegou essa da frente — ele apontou para a porta atrás de si — Seu pai me disse que porque você não se importa com lugares pequenos não haveria problema em trocarmos, então eu o fiz entre seus dias de trabalho para não incomoda-lo. Não se preocupe, não mexi em nada que não me dissesse respeito, apenas movi as coisas. Espero que nos demos bem, Youngjae-ssi.

Youngjae tinha acabado de pensar o quanto seu apartamento estava sufocante e pequeno, e justo agora tinha se mudado para a menor sala entre os publicitários.

— S-Sem problemas, eu realmente não me importo muito com o espaço — sorriu sem jeito — Se você me dá licença, eu preciso ir trabalhar, o dia está cheio hoje!

— Ok, uma boa tarde! — sorriu abertamente, logo fechando a porta de sua nova sala.

Youngjae jurou ter visto Jaebum novamente, ele estava rindo.

 

***

 

Não foi fácil se concentrar durante aquela tarde de trabalho, Youngjae só conseguia pensar no quão sufocado se sentia, em como o ar da sala pequena parecia rarefeito. Sempre que podia, mesmo contra sua vontade, espiava pela fresta de vidro e olhava sua antiga sala. Bambam parecia confortável nela, o sorriso dele ia de orelha a orelha enquanto digitava. Youngjae normalmente não ficaria bravo com isso, era verdade que nunca se incomodaria em trocar de sala para uma menor, até certo tempo atrás isso não era um problema. Até antes de conhecer Jaebum, pelo menos, afinal ele fazia questão de ficar aparecendo e o provocando, mexendo com seu cabelo ou até mesmo dizendo que o trabalho dele era um porre. Isso ia acumulando e acumulando, mas Youngjae estava decidido a não deixa-lo tentar. Era mais forte que as palavras venenosas de Im Jaebum, era mais forte do que aquele fruto ridículo da sua imaginação fértil. No final, se parecesse de nota-lo, tudo daria certo, Youngjae sabia que sim. Tinha que dar certo, o humano sabia que dependia dessa situação para voltar a viver a sua vida como antes, de uma forma saudável e despreocupada.

— Que merda de trabalho, ein — Jaebum voltara, dessa vez aparentemente ainda mais entediado — Por que você só não vai embora?

Youngjae decidiu que ignora-lo provavelmente faria Jaebum ir embora, então não seu deu o trabalho de respondê-lo. Continuou digitando em seu computador de forma despreocupada, o olhar hora ou outra quase vacilando. Jaebum soltou um risinho surpreso, as longas pernas o afastando da mesa do Choi e indo para fora da sala. O humano finalmente respirou aliviado ao vê-lo longe, voltando a trabalhar da maneira mais eficiente que conseguia estando cansado. Não muito tempo depois alguém bateu na porta, Youngjae levantou o olhar e viu Bambam o encarando um tanto que confuso. Não precisou perguntar o que ele queria ali, o novato foi logo perguntando, sem hesitação alguma.

— Você me chamou Youngjae-ssi? — perguntou.

Não — franziu o cenho.

— Um garoto estranho acabou de ir à minha sala, ele disse que você estava me chamando. Eu nem sei se ele trabalha aqui na realidade, as roupas e vestuário eram um pouco—

— Não chamei, Bambam-ssi — sorriu fraco.

— Ah, sim — assentiu — Bom, obrigado novamente por ter trocado de sala comigo, eu me sentiria sufocado aqui dentro, tenho problemas horríveis com falta de espaço — acenou.

É, Youngjae sabia que sim. E Jaebum também.

 

***

 

Quinta e sexta passaram lentamente, sábado se arrastou e a semana seguinte também. Youngjae não aguentava mais receber visitas de Bambam em sua sala perguntando quem era o garoto que sempre o pedia para aparecer por ali, e pior que isso era que Jaebum continuava aparecendo cada vez mais. Seu cabelo não era simplesmente tocado, agora ele era puxado, vez ou outra sentia sua orelha ir junto, os brincos presos a ela machucando. Perdeu o controle inúmeras vezes, mas nunca disse nada ao Im, só o olhava de um jeito irritado e voltava a trabalhar. Fora o estresse psicológico, ainda estava fisicamente acabado. A faculdade começara a pesar de repente, ser o melhor aluno da turma de publicidade começou a pesar. Desde sua nota cem todos os professores começaram a cobra-lo cada vez mais, e porque queria se provar para eles e também para si mesmo — e para Yugyeom, que o ignorava mais e mais com o passar dos dias — nunca deixava de estudar e continuar sendo bom. Tinha dias que chegava no trabalho e ficava ainda mais frustrado, a sala era pequena, o espaço abafado, tudo estava ruim.

Se pegou várias vezes pensando em como queria ter a sala de Bambam que antes era sua. De como queria ter a atenção dos empresários que ele recebia, do dinheiro fácil que entrava no bolso dele por ser realmente um empregado, e não um estagiário aspirante como Youngjae era. E no fundo o humano sabia que era errado pensar dessa forma, mas tinha um peso estranho em seu peito que o forçava isso, era algo sufocante — quase como a sala pequena que trabalhava. Cada dia começou a ficar desgastante para Youngjae, e ele não sabia se isso realmente tinha acontecido por culpa sua ou porque Jaebum era estressante e insuportável. Não podia mais dizer que ele era fruto da sua imaginação, afinal Bambam já o vira incontáveis vezes, até mesmo o descrevera certa vez. Youngjae não sabia o que aquele homem era, porque sempre estava onde estava e porque a voz dele o perseguia em cada pensamento e cantinho, mas estava começando a pensar se não poderia simplesmente se livrar dele se livrando de si mesmo. Estava insuportável trabalhar, insuportável viver com Jaebum e insuportável ver Bambam recebendo tudo.

E Youngjae não era materialista, claro que não. Mas naquele momento ele tinha se tornado, realmente tinha. Jaebum comemorava tomando vinho — Youngjae não sabia onde ele tinha arrumado esta garrafa — e rindo.

— Vá embora! — gritou frustrado — Esse cheiro de vinho da sua boca é irritante!

— Parou de me ignorar? Finalmente cansou de fingir que eu não existo, é? — sorriu travesso — Esse vinho é ótimo, Youngjae-ah. Peguei do Bambam.

— Por que você não vai irrita-lo, então?

— Ciúmes? — sorriu lascivo — Não precisa ficar assim, Youngjae-ah! Eu só me interesso por você!

— Só vá embora! — rosnou.

— Está tudo bem — Jaebum se debruçou sobre a mesa, as mãos servindo de apoio para o rosto — Mesmo que a sala dele seja maior, que o salário seja maior, que tudo dele seja relativamente maior ou melhor do que você tenha... Eu ainda estou aqui te irritando, Youngjae-ah!

— Eu não me importo com nada do que ele tenha — rolou os olhos.

— Claro que não, você quer muito mais do que ele tem — disse em tom de falsa inocência — Você quer ter mais do que ele, você quer uma sala maior, um salário maior, mais amigos, mais ouro. Afinal você é filho do presidente, não é? Você logo vai ser milionário, e assim poderá despedir Bambam e ter tudo que quiser, porque você é ganancioso.

— Eu não sou ganancioso! — levantou-se abruptamente, o olhar transbordando de raiva — Tudo que você diz é mentira, eu não vou me deixar enganar novamente.

— Não é o que o seu coração diz! — Jaebum o imitou, o sorriso venenoso brincando com a sanidade de Youngjae — Eu consigo sentir tudo, Youngjae-ah. Você, que tinha uma alma tão pura, começa a se corromper lentamente, seus desejos mudam, as coisas que você têm parecem insignificantes, então você quer mais e mais! Pequena criancinha orgulhosa e gananciosa, quem diria que alguém tão inocente e bom como você seria tão frágil, huh?

— Cala a boca! — gritou — Você é um idiota que acha que sabe sobre mim, e eu nem sei quem você é direito!

— Eu sou um demônio! — cantarolou feliz, parecia dançar de tão animado — Eu estou aqui pra te infernizar, pra estragar a sua vida!

— Por quê? — Youngjae lacrimejava.

— Porque é isso que fazemos — se aproximou ligeiro, a respiração descompassada de Youngjae atingiu seu rosto, a proximidade o fez sentir a insegurança dele, medo. — Nós destruímos tudo de bom, tudo de perfeito, e você Youngjae... — soltou uma risada alta, se afastando um pouco do humano — Você é fodidamente perfeito! Dos pés a cabeça, você simplesmente merece ser corrompido! Estava pedindo pra ser, eu acho. Naquela rua escura, ajudando aquela menininha.

— Eu nem me lembro de ter feito isso, você é louco!

— Eu? — sorriu — Eu acho que sim, um pouco. Não me incomodo nem um pouquinho de ser taxado como tal, na realidade. Pelo menos eu sou homem o suficiente para admitir o que me incomoda, ao contrário de você, que fica negando não querer tudo que o Bambam tem, que nega o desejo impuro de possuir tudo que é material ou imaterial como poder, sua ganância sem controle que o faz odiar aquele tailandês de cabelos perfeitos. Você também quer os fios vermelhos dele? Aposto que sim! É tão ganancioso!

— Eu não preciso de nada que o Bambam tenha, eu já sou maior, eu sou filho do dono dessa empresa! — gritou — Eu não preciso ser ganancioso, eu tenho tudo, tudo me pertence, feliz?

Jaebum sorriu, seu tom de voz se normalizou novamente.

— Diz isso pro Bambam então — apontou para a porta — Ops, acho que não precisa, ele ouviu tudo.

Youngjae fitou a porta de sua sala, as mãos tremeram assim que viu o tailandês sair de suas vistas sem jeito, claramente espantado pelo que tinha acabado de ouvir. Jaebum riu deleitoso, os medos e inseguranças de Youngjae adentravam suas veias e o nutriam de uma forma muito melhor que qualquer outra comida cara que já ingerira. A expressão de terror e decepção consigo mesmo do humano era mais do que prazerosa, chegava quase ser necessária sempre. Jaebum estava viciado em cada errinho que Youngjae cometia por sua culpa, cada lágrima que ele deixava cair quando discutiam, cada expressão de pura irritação que ele fazia quando puxava os fios negros ou até mesmo brincava com os brincos dourados presos a orelha toda furada. Era isso que fazia um demônio feliz, a infelicidade. Jaebum se encontrou entediado com a terra por muito tempo, com o inferno e com o céu mais ainda, contudo finalmente tinha encontrado alguém que satisfazia todos os seus desejos horríveis de simplesmente existir como ser abominável. Youngjae era a alma pura e frágil que logo sucumbiria ao terror, e isso deixava Jaebum excitado.

— Por que você está fazendo isso comigo? — o menino se encolheu — E-Eu não fiz nada pra merecer isso, fiz?

— Claro que não, Youngjae-ah — Jaebum fez um carinho leve na cabeça dele — Você é um anjo, puro como todos eles são. Não merece isso, entendeu?

— Você é idiota! — empurrou o demônio — Só some! Vai embora!

Jaebum gargalhou.

— Meu anjinho comete o pecado da ganância, avareza. E ele não se importa nem um pouquinho com os outros, só consigo mesmo! Olha só, Choi Youngjae, que orgulhoso você!

As lágrimas começaram a sair sem que o outro pudesse as controlar, e logo que conseguiu estabilizar-se de pé saiu correndo para fora da sala, para fora da empresa. Precisava realmente de ajuda naquele momento.

Foi quando sem querer, enquanto corria em frente a um café, esbarrou em Mark Tuan, o barista do local.


Notas Finais


obrigada pelos comentários no cap passado, prometo ir respondendo eles com cuidado e calma, até porque se eu me apressar vai dar ruim
escola, sabem como é, to meio atolada de coisa
espero não ter decepcionado com esse!
obrigada também aos favs, vocês são uns anjos por me apoiarem em cada projetinho como esse
amo vocês!!
xoxo


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