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História Os Símbolos da Esperança - Capítulo 5


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Notas do Autor


Esse capitulo foi um pouco mais violento e bruto, mas queria começar adicionar a violência na obra. Espero que gostem.

Capítulo 5 - Filha


Fanfic / Fanfiction Os Símbolos da Esperança - Capítulo 5 - Filha

A escuridão me abraça gentilmente, sinto conforto, como da minha mãe, os olhos verdes o sorriso gentil, o conforto dessa única lembrança que restou me conforta. O quarto escuro me é bem vindo, odeio a luz, sempre que a vejo alguém me machuca. Pressiono minhas pernas ao peito e choro, sinto a dor agora familiar passar por meu corpo, meus braços e pernas ardiam, senti a umidade nas faixas, sabia que é meu sangue.

 

_ A princesa conhecerá a majestade. Ele irá te proteger, não se preocupe princesa, será nosso presente a você. - Olhei para o lado de onde a voz vinha, meu coração se apertou.

 

_ Ninguém pode me tirar daqui. - Continuei chorando, quieta para não fazer barulho.

 

_ Seu pai a protegerá, ele retornou e está muito forte, nós te tiramos daqui e o levaremos até ele, espere até a noite subir, só mais um pouco princesa. - Agarrei a essa sensação em meu peito esse calor e assenti, só mais um dia, fui isso que gritei na minha cabeça.

 

A porta se abriu, o medo me dominou, senti ser jogada mais para dentro, um lugar escuro que me abraçou dizendo para aguentar. O homem mascarado me olhou com ódio e nojo nos olhos, a luz atrás dele ardia meus olhos, acendeu a luz para me observar melhor, não disse nada só moveu a mão me chamando.

 

Fui devagar com a cabeça baixa, então senti sua mão no meu braço direito, arregalei meus olhos, meu braço havia sumido, ou como as pessoas mas diziam liquidez, uma dor enorme correu por meu corpo me fazendo gritar, o homem pegou meu outro braço e fez novamente, parecia se divertir e odiar ao mesmo tempo.

 

_ Seja mais rápida e não grite. Já não te avisei diversas vezes? - Ele encostou em mim e os dois voltaram, mas a dor não sumiu, ainda está lá, só pude concordar e seguir, meu corpo tremia, ele é o próprio mal.

 

Não tanto quanto aqueles dentro dessa sala branca, tive que subir e deitar, me amarou e começaram, pegaram o bisturi e cortaram um pedaço do meu braço, mordi o pano na boca, aquilo dói, dói muito, só quero que passe logo, uma agulha no meu braço tirando sangue, senti muita mente ficar mais em branco, mesmo aqui dentro aquilo doia, doia muito, mãe eu quero a mamãe, essa mulher de sorriso gentil.

 

_ Só mais um pouco princesa, só mais um pouco, aguente, por favor. - Eles imploravam, desesperados, eu queria acabar ali mesmo, só me afundar mais, mas a imagem da minha mãe vinha a minha mente.

 

Outro corte, a dor enorme percorria meu interior, não entendi quanto tempo havia se passado, uma imagem de minha mãe e depois dor, mãe, dor, mãe, dor, mãe, dor, mãe e dor dessa vez uma maior, essas pessoas de branco começaram a fechar os cortes costurando e tacando um líquido que queima minha pele, quero ver a mamãe.

 

_ Falta pouco princesa só mais um pouco, eu imploro. - Eles diziam, tinha uma voz como a minha.

 

[ ... ]

 

Eu estava andando pela cidade, a noite ainda demoraria a chegar, eu estou cansado e com dor dos treinos com aquele maluco. Midoriya está quase explodindo de emoção e não parou de me contar sobre seu estágio, eu fiquei preocupado de Sixteen o impedir, mas ele falou que é melhor assim, ele precisava pegar algo, eu não entendi muito bem. O dia por alguma razão parecia não querer escurecer, como se quisesse que ficasse de dia para sempre, como se risse sadicamente.

 

Senti algo gelado ao meu lado e ao olhar Uraraka colocou uma latinha na minha bochecha, eu ri e dei espaço para ela sentar, aceitei o refrigerante e bebi com ela, ela normalmente fala muito, mas hoje em específico parecia que ela está em um silêncio o aproveitando como eu gosto de fazer, achei bonito.

 

_ O que você acha de treinar com a gente? - Ela não tirou os olhos do sol, tinha a mesmíssima impressão que ele está demorando a dormir.

 

_ Não é ruim. - O que realmente não era. - Mas não é agradável, não gosto do Sixteen. - Tomei um gole e a vi rir. - Não sente saudades do Izu?

 

_ Sim, mas não é como se nós não conversamos, ele sempre é animado com as coisas, isso faz falta, mas irrita, agora sinto melhor. - Dei uma pequena risada, eu percebi que ela tinha uma afeição por meu irmão, mas desapareceu no ar.

 

_ Quem deve tá morrendo de saudades e o Biribinha Atômica. - Ela deu uma risada junto comigo. - Esses dois são uma comédia romântica ruim. - Ela concordou, sabíamos disso, não é difícil.

 

_ Pode vir comigo num passeio? - Seu rosto tinha maçãs naturais e sendo meio redondos me fez ter uma sensação de não conseguir negar pedidos que envolvam sua companhia. - Quero conversar com você um assunto e é melhor andando. - Apenas concordei e fui andando com ela.

 

[ … ]

Fui jogada no chão do meu quarto, meu braço doía e ardia mais, senti a umidade novamente, não consegui levantar, sempre que fazia uma dor dá vontade de gritar aparecia, tudo dói, quero que acabe, quero que acabe, quero que acabe, isso dói, isso dói, isso dois, quero a mamãe, quero o papai.

 

_ Falta realmente muito pouco princesa, só mais um pouco, um pouco mais. - Não gosto dessa frase, mas ela me faz sentir estranha, quero ver o papai, quero o abraço de mamãe, quero ver o sorriso de mano. Mas tudo dói, dói muito.

 

Ouvi a porta abrindo e uma pessoa de branco entrar, só consigo olhar por cima do ombro, dói me mexer, sinto ele chutar minha barriga, não consigo respirar, isso dói, isso dói.

 

_ Sabe o quanto é difícil essa pesquisa seu pequeno monstro? - Outro chute que me faz bater na quina da cama, sinto o gosto de algo metálico, doí, doí muito. - Não conseguimos evoluir em nada, já que seu pequeno pedaço de lixo não evolui, isso acaba com a gente sabia? Overhaul desconta na gente sua merda. - Um soco dessa vez, isso doí. Quero minha mãe, por favor anoiteça logo.

 

[ … ]

 

_ Eu queria saber, como você me vê? - Seus olhos inocentes e caídos, esse olhar não combina com ela.

 

_ O que você quer perguntar? - Foi muito vago, mas uma sensação esquisita percorreu meu corpo agora, o que é isso. Olho discretamente meus dedos e as sombras estão inquietas, raivosas e desesperadas.

 

_ Sabe, eu sou forte? Bonita? Inteligente? Uma boa companhia? - Há uma tristeza, algo como uma neblina fina em seu coração, algo comum, mas não combinava com ela. Ainda mais com ela fechando tão forte seus lábios evitando chorar.

 

_ Eu tenho medo de te irritar e levar uma porrada sua, é assustador pra caralho. Se é bonita, não sei dizer, gosto é de cada um, mas não desgosto de sua aparência. Você consegue desconcertar o bomba relógio querendo carinho. - Dei uma pausa para a olhar curiosa a última resposta. - Você é uma boa amiga Ura, não nego ficar um tempo com você, pode parecer uma piada ruim, mas você deixa o clima mais leve. - Ela riu junto de mim.

 

_ Eu sou tão assustadora assim? - Seus olhos grandes não tinham mais aquele peso, ele ainda está alí, mas sei que não consigo o apagar.

 

_ Você destruiu 3 tábuas graças num ataque, explodiu para ser mais exato, e seus golpes do primeiro dia me deixou hematomas que tenho até agora. - Ela olhou surpresa e envergonhada.

 

_ Desculpe. - Passou as mão na nuca e olhando para o outro lado. - Eu vou por aqui. - Apontou para uma avenida.

 

_ Não se preocupe, tome cuidado. - Dei um tchau enquanto a via ir, e o sol ainda descendo, achei estranho e aproveitei e fui andar o mais longe que poderia antes dele cair e a noite chegar.

 

[ … ]

 

Ele saiu batendo a porta, antes disso vi a poça vermelha refletida meu rosto vermelho, as sombras me abraçavam, não doí o abraço, meu braço doí, minha barriga dói, tudo dói, quanto mais terei que esperar?

 

_ Ele já está perto, mais alguns minutos e podemos te soltar princesa. - Suas mãos sairam e a porta abriu novamente, ali está ele o bicho papão.

 

_ Você está péssima, vamos concertar isso. - Ele tirou suas luvas e foi em minha direção, fiquei paralisada de medo, queria vomitar, mas não como a dias.

 

Ele começa sua seção, não como de manhã ele vai um por um. Meu braço é destruído e refeito, depois meu antebraço, minha mão, cada um de meus dedos, depois o outro braço, eu quero que isso acabe, não aguento, não aguento, eu não aguento!

 

_ Ele chegou princesa, vamos te tirar daí, mas preciso que corra e siga minha voz, só vou ir quando puder correr. - Ele disse alegre ao meu ouvido, finalmente, finalmente. Quando ele iria para minhas pernas…

 

_ Va… mos. - Doí até falar, doeu muito, mas vejo a sombra o empurrar e eu comecei a correr, doía minhas pernas, meu pé parecia geleia, mas eu continuei seguindo aquela voz com todas as minhas forças. Na minha cabeça só tinha a imagem de mamãe, mesmo tudo doendo, eu quero a mamãe.

 

Eu não consegui enxergar muito, quando vi estou na rua e vejo uma pessoa, ele parecia me olhar me analisando. - É a majestade, vai até ele. - Corri e me joguei não queria mais nada além daquele prometido lugar seguro, senti suas mãos muito mais gentis e quentes que as sombras, me apertei a ele, não queria sair daquilo, é igual o da mamãe.

 

[ … ]

 

Quando a noite chegou essa garota saiu do nada, mas por alguma razão achei que ela parecia alguém, seus cabelos prateados e olhos vermelhos, ela me abraçou não senti desconforto queria abraçá-la também, as sombras pareciam mais calmas, afaguei sua cabeça, senti que ela sentia dor em todo o lugar, respirei fundo e deixei as sombras fluírem até ela o que me surpreendeu que elas foram sem esforço, doaram sua energia o que a fez parar de tremer e chorar, vi sua boca seca e peguei minha garrafa da mochila e a entreguei, ela bebeu tudo rápido, achei que essa criança iria engasgar, mas não ocorreu, também dei minha barra de cereal, ela comeu como se fosse a melhor coisa que comeu a anos.

 

_ Obrigada pai. - Ela murmurou baixa, mas pude ouvir, aquilo não me soou estranho, ela tentou se afastar ao dizer, mas a abracei novamente a trazendo para perto, estava ajoelhado para ter uma altura parecida.

 

_ Não se preocupe, sabe por que? - Ela fez uma cara curiosa ao afastá la do abraço. - Por que você está aqui e isso me alegra. - Saiu natural um sorriso feliz, nem sei de onde saiu tanta ternura de minha voz. Ela me abraçou forte a peguei no colo não parecia que sairia dali tão cedo. - Qual seu nome minha criança? - Ela se afogou no meu pescoço parecendo querer se proteger de qualquer coisa, como se fosse o lugar mais seguro do mundo, seu coração antes um puro piche de tristeza agora estava calmo e sereno.

 

_ Midoriya Erina. - Ouvir esse nome faz minha cabeça doer, e tenho flashbacks das outras vezes que estive aqui, algo como um tatuagem, alguma coisa estranha aconteceu, mas eu sabia por isso que sou seu pai.

 

Passos ao meu redor surgiram e um homem de com uma plague mask olhou para mim e com um olhar de pura raiva para Erina, meu corpo também foi inundado por tal sentimento, ela havia adormecido em meu colo, o que me deixou mais calmo, não veria o que aconteceria a seguir.

 

_ Me devolva a garota. - Foi imperativo no que pediu, eu não me importei, a própria escuridão cantava um ódio puro por todos presentes.

 

_ Se erga darkness, ouça meu chamado, vá e puna quem ousou machucar my princess. Faça-os ouvir seu ódio, faça-os sentir o que ela sentiu, faça-os sentir muito mais que ela sentiu, devore suas almas, devore suas mentes, os faça sofrer. - Senti o poder fluir como nunca antes, ela me disse seu cântico, eu a chamei e ela apareceu da minha sombra, uma mulher pálida e com algumas tatuagens com um chicote em mãos. Sua expressão é de pura raiva, ela se virou a mim e se ajoelhou, e foi andando calmamente em direção ao homem.

 

_ Você deveria ter me ouvido rapaz. - Ameaçou indo em direção a mulher, mas percebeu seu erro ao tocar em sua pele, ela não é uma pessoa.

 

Naquele momento ela arrancou as dedos no homem que gritou e foi para trás, outros entram na frente, todos com alguma coisa tampando o rosto, mas era inútil, aquilo é a personificação do ódio, ela não liga para mais nada. Um pequeno foi em sua direção, ela mexeu os braços e cachorros sombrios pularam com cima dele, começando o devorar, mas ele ia se regenerando. Seus gritos ecoaram como melodia, eu sei o que esses fizeram a minha filha, as sombras me contam.

 

Veio dois musculosos e dessa vez ela levantou as mãos parando o soco dos dois, e saindo do braço de ambos insetos que foram os devorando de dentro para fora, um utilizou barreira, mas ele tinha sombra, ela teleportou até ele, encostou em seu rosto o fazendo queimar em um fogo roxo. Um bêbado tentou utilizar sua individualidade nela, mas ela não é uma pessoa seus animais, o próprio líquido que bebia em piche que começou o afogar. Um de branco começou a atirar em mim, mas tentáculos de sombras desviavam de cada bala devolvendo todos dessa vez negras e ao o atingir começaram a devorar sua carne e a deixar podre, cada um grita de forma diferente formando uma melodia.

 

_ Qual é seu poder? - Um todo de negro perguntou a nós dois, muito mandão para meu gosto, de alguma forma senti tudo ao redor se modificando outros soldados apareceram minha aparência, mesmo sem ver seu rosto o vi assustado.

 

_ Vão e destruam qualquer vestígio do lugar que ela foi torturada, matem todos que ousaram a machucar, façam a sua vontade, não quero ver nada, nem mesmo pó restando.

 

_ SIM! - Gostei de ouvir essa resposta.

 

Ela foi e o tocou e ela começou a soltar fumaça de seus poros, estava queimando de dentro para fora. O que sobrou foi aquele homem, ele tocou o chão, mas nada aconteceu.

 

_ Você não pode destruir e reconstruir sombras. - Ela mesma falou, começando decepando sua mão já sem dedos, e foi para a outra um por um, os reconstruiu e voltou a fazer novamente, depois foi cantarolando estourando osso por osso, depois o chicoteou retirando sua pele.

 

Não sei quanto tempo fiquei ouvindo e vendo, a casa ao lado parecia nunca ter existido, os homens agora viam as sombras se aproximando lentamente cobrindo seus corpos e puxando para o dentro das sombras, os fazendo desaparecer, os soldados voltaram e se ajoelharam.

 

_ Agradeço a ajuda, agradeço pelo seu ódio, agradeço por ouvir meu chamado, os deixo de presente para vocês. - Eles baixaram ainda mais as cabeças.

 

_ Nós agradecemos mais magestade. Obrigado por nos libertar. - Eles sumiram, meu corpo estava começando a sair o poder que senti, olhei para o céu e parece que era umas 2 da madrugada.

 

Andei até uma sombra e a olhei. - Poderia me levar para meu quarto, por favor? - Ela me engoliu e abriu, olhei para os lados e Midoriya acordou de supetão, olhou para mim com os olhos arregalados.

 

_ Seu rosto. - Me movi até o espelho e vi, meus olhos púrpura, os originais, e com a parte branca negra, meu rosto pálido, e tatuagens se movendo sobre ele, meu cabelo até os ombros preto e com tonalidades roxas. Uma aura roxa rondava ao meu redor e algo como uma coroa no topo da cabeça - O que aconteceu? - Mudei para o preto ambos cabelos e olhos, minha pele continuou igual, estava cansado e carregando uma garotinha. 

 

_ Por favor poderia mover os lenços e nos cobrir com meu pé de fora e apagar as luzes. - As sombras puxaram ele e eu deitei com ela abraçada em mim sem tirar minhas mãos dela, como se se eu as movesse a tiraria do sono que ela parecia estar e poderia sumir novamente. - Boa noite irmão. - Murmurei e parece que a sombra fez o que pedi. - Obrigado. - Então cai no sono.


Notas Finais


Bem, as sombras são tipo as sombras de Solo porém eles tem uma aparência humana não dando para diferenciar. Se quiserem saber o que rola no mundo das sombras com esse pessoal que foi visitar me falem, se não vou seguir em frente já que é só para mais tarde.

Desculpem o excesso de violência, se ficou de mais me avisem e eu altero o capitulo o deixando mais leve.


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