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História Os sobreviventes - Capítulo 14


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Notas do Autor


Boa leitura a todos

Capítulo 14 - Medo de um novo mundo!


Fanfic / Fanfiction Os sobreviventes - Capítulo 14 - Medo de um novo mundo!

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- Não pode ser! - Amber fala sorrindo ao aparecer ao meu lado.

             Capítulo de hoje

              P.O.V Namjoon

- Essa não é a... - Lisa me interrompeu. 

- Sim, é ela mesmo! - A garota fala sorrindo. 

- Quem é ela? - Jisung pergunta meio confuso. 

- Você não sabe quem é ela? - Amber pergunta a ele. 

- Não mesmo! - O garoto diz sem entender quem era ela. 

- Sunmi... A mais famosa idol da Ásia! - Amber fala respondendo a pergunta do garoto.

Os quatro sobem as escadas até o andar em que estávamos. 

- Aonde acharam ela? - Pergunto olhando para Seokjin. 

- Algumas quadras daqui. - Jay diz e eu encaro a Sunmi. 

- Olha... Não é porque eu sou uma cantora famosa, que vocês precisam me tratar como tal. - Ela fala encarando cada um. - Eu também sou humana, meu sangue não é azul para ser diferente de vocês.

Podíamos sentir uma indignação vindo dela. As meninas levaram ela para o quarto delas e eu entro no quarto, junto com o Seokjin e a Amber. 

- O que tá acontecendo? - Woojin pergunta sentado na cama dele. 

- Você conhece a Sunmi? - Pergunto a ele. 

- Claro, quem não conhece ela? - O mesmo pergunta e nós sorrimos juntos. - Mentira que ela tá aqui! 

- Tá no quarto das meninas. - Digo a ele. 

- Melhor deixarmos ela descansar um pouco. - Jin fala e se senta na cama dele. 

- Você conseguiu o que queria? - Pergunto olhando para o garoto. 

- Sim, peguei. - Ele põe a máquina na cama.

P.O.V Seokjin 

- Amor... Eu preciso que chame a Jisoo e eu preciso vocês duas aqui. - Falo olhando para ela. 

- O Mark vai poder ver também? - Ela me pergunta e eu faço que sim.

A mesma sai dali e eu observo o ferimento do Woojin. 

- Posso ver como tá isso aí? - Me aproximo dele. 

- Claro. - O mesmo diz e eu pego minha bolsa. 

- A IU disse que um pouquinho disso aqui, vai te ajudar com as dores e com as febres altas. - Falo e começo a preparar a droga. 

- Você vai me viciar em maconha Seokjin? - Seu jeito engraçado, me fez rir. 

- Não... Um pouquinho disso aqui, vai te ajudar com isso aí. - Aponto para o ferimento.

Pego um pedaço bem pequeno e lhe entrego. 

- Isso é muito forte, então é melhor tomar e ficar deitado. - Digo a ele. 

- Tem certeza que isso aqui não vai me fazer mal? - Penso um pouco e faço que não. 

- IU é uma excelente cientista, ela disse que se for em uma pequena quantidade, não irá fazer mal algum. - Ele levanta os ombros e toma aquilo. 

- Vão querer também? - Ele pergunta olhando para o Namjoon. 

- Não, eu tô bem aqui. - Ele diz e eu acabo sorrindo. 

- Toma, é um analgésico. - Jogo um pote pequeno para ele, o mesmo segura. - Agora os dois, vão descansar tá bom? Sem movimentos pesados.

Eles fazem que sim e eu vejo a Jisoo, Mark e Amber entrarem ali. IU entra em seguida. 

- Jin, eu fiz um local para isso. - Ela diz e saímos todos do quarto, indo atrás dela.

Entramos em um dos quartos vazios e ele estava arrumado como um consultório. 

- Assim vamos poder trabalhar melhor. - Ela diz sorrindo. 

- Você mandou bem. - Observo o local. 

- Agradeça ao Jay também depois. - Ela se senta.

Amber se deita na cama e eu pego a caixinha para fazer o ultrassom nela.

Ligo o aparelho com um pequeno monitor, que irá mostrar o bebê. Pego o gel e passo tanto na máquina, quanto na barriga dela. Passo o aparelho na barriga dela e começo a ver o feto do bebê. 

- Ele é tão lindo. - Ela diz sorrindo, encarando o painel 

- Como sabe que é ele? - Pergunto olhando para ela. 

- Eu acho que vai ser um menino. - Ela diz e eu limpo sua barriga e o aparelho. 

- Quer ver seu bebê também, mamãe? - Pergunto olhando para a Jisoo e para o Mark. 

- Claro. - Eles dois dizem juntos e eu faço o mesmo com ela.

Tento procurar o bebê e eu começo a ficar preocupado.

- Por que sua cara tá assim? - Ela me pergunta e eu acho o bebê. 

- Achei! - Eles dois ficam aliviados. 

- O que acha que vai ser em papai? - Ela olha para o Mark e ele pensa um pouco. 

- Que tal gêmeos? - Ele pergunta e ela arregala os olhos. 

- Eu não aguento nem um, quem diria dois. - Acabamos rindo.

Passo novamente a máquina na sua barriga e vejo algo bem inusitado... Acabo vendo dois fetos ali.

- Acho que você vai ter que aguentar sim dois! - Digo e encaro ela. 

- Não me diz que aqui tem dois! - Ela se levanta. 

- Tem sim... Você tá grávida de gêmeos! - Digo e ela e a mesma bate no ombro do Mark levemente. 

- Você tinha que ter a boca grande né Mark? - Ele sorri e abraça ela. 

- Minhas palavras são uma benção do céu. - Ele diz sorrindo e os dois saíram de lá.

Amber se senta na minha coxa e me olha preocupada. 

- O que aconteceu? - Pergunto e aliso a coxa dela. 

- Tô com medo Jin... Muito medo! - Ela diz e eu beijo os lábios da garota. - Medo do nosso bebê nascer nesse mundo, entende? 

- Vamos cuidar dele tá bom? Nada vai acontecer enquanto eu, você e o Namjoon estivermos vivos e juntos. - Ela dá um sorrisinho curto e se levanta. 

- Eu vou ficar com as meninas tá bom? - Ela me pergunta e eu faço que sim.

Ela sai dali. Olho para o lado e vejo algumas bolsas de sangue e agulhas. 

- IU? Pra que é tudo isso? - Pergunto a ela. 

- Tô trabalhando em uma vacina! - Ela diz e pega seu telescópio em sua bolsa. 

- Vai coletar sangue? - Perguntei a ela. 

- Eu tenho que coletar alguns sangues. E sangue de alguns zumbis. - Ela fala e anota algumas coisas em seu caderno de anotações. 

- Aonde vamos arranjar sangue de zumbi? - Acabamos rindo. 

- Alguns aparecem por aqui, essa cidade não é cem por cento segura. - Ela tira a máscara do rosto e o Jay entra ali. 

- Bom, eu vou deixar vocês dois a sós e vou ver os meninos. - Me levanto.

- Não dê altas dosagens para o Woojin, ele pode ter uma reação negativa e acabar morrendo. - Ela diz antes que eu possa sair dali. Faço que sim.

P.O.V IU

Estava fazendo minhas anotações quando sinto uma mão cobrir meus olhos. 

- Jay... Eu sei que é você. - Digo e encaro ele. 

- Assim não vale! Você olhou. - Ele diz e faz um biquinho, se sentando ao meu lado. 

- Você é o único que faz isso comigo. - Sorrio e guardo meu bloco de anotações. 

- Eu vim saber como você está? - Sinto ele cruzar nossos dedos e eu encosto minha cabeça em seu ombro. 

- Eu tô bem. - Sorrio e pego novamente meu caderninho de anotações. 

- Que tal... - Ele alisa minha coxa e eu seguro sua mão. 

- Eu sei que você quer fazer isso mas... Eu tenho que terminar isso aqui. - Falo e ponho a mão dele na coxa dele. 

- Tudo bem. Você quer ajuda? - Ele me pergunta e eu faço que sim. 

- Me dá um pouquinho do seu sangue? - Ele me estende o braço dele. - Vai doer um pouquinho. - Digo e tiro um pouco do seu sangue.

Ponho em um vidro e o encaixo no telescópio. Vejo como o sangue dele reagia naquele ambiente. 

- Okay, se você for mordido, você vira uma daquelas coisas lá fora. - Digo a ele. 

- Ainda bem que eu não sou o salvador do mundo. Imagina, o quanto de sangue que vão tirar de mim. - Ele passa a mão na cabeça dele. 

- Não precisa dá todo seu sangue, apenas uma parte dele. - Digo e volto a encarar o seu sangue. 

- Aqui é bom... É calmo, quer dizer, até uma horda de zumbis vir e destruir tudo, é só isso que essas coisas fazem. - O rapaz diz e se levanta.

Ficamos nos encarando até ele me abraçar e eu sorrio, retribuindo aquele abraço. 

                     P.O.V Mark 

- Ah e o que acha daquela ali? - Aponto para uma nuvem que estava presente no céu. 

- Parece um elefante tendo um bebê! - Lhe encaro e começamos a rir.

Eu e Jisoo estávamos deitados no chão, no último andar daquela pousada, observando as nuvens e tentando adivinhar o que eram aqueles desenhos. 

- Eu tô com medo Mark! - A garota se senta e fica me encarando. Faço o mesmo e fico de frente para ela. 

- Do que exatamente você tem medo amor? - Pergunto e aliso sua mão. 

- Da minha... Quer dizer, dos nossos bebês crescerem nesse mundo! - Vejo uma lágrima cair do seus olhos. 

- Vem aqui. - Abraço ela e beijo seus lábios em seguida. 

- Tenho certeza que os gêmeos vão ficar bem tá bom? Eu te prometo. - Aliso o cabelo dela. 

- Eu te amo tanto Mark. - Ela alisa meu rosto e eu toco em sua mão. 

- Te amo mais ainda. - Beijo sua mão e escuto passos vindo até nós. Olho para trás e vejo o Jackson ali. 

- Desculpa atrapalhar o momento de vocês mas eu preciso da sua ajuda Mark. - O rapaz fala e eu faço que sim. - Vamos fazer uma fogueira hoje e conversar, precisamos conversar. - Ele diz. 

- Todos nós precisamos conversar. - Jisoo fala e se levanta, faço o mesmo e saímos dali.

                   P.O.V Jisung

Geralmente quando perdemos alguém da nossa família, ficamos tristes... Ou quem sabe apenas deprimido, dependendo se você gostava ou não daquela pessoa da sua família.

Meu irmão morreu nos meus braços... Ele estava olhando para mim quando foi mordido na bochecha por uma daquelas coisas! Eu o vi falar suas últimas palavras que foram: "Cuide-se... Até achar alguém para cuidar de você."

Eu não fiquei triste quando ele morreu! As palavras dele me deixaram confortáveis com a sua perda. Mas agora eu sei o que é saudade.

Provavelmente nesse momento, ele estaria tendo uma conversa séria com Bangchan e o obrigando a namorar comigo. Meu irmão era único nesse mundo... E eu o perdi para sempre! 

- No que tá pensando aí? - Acabo me assustando com aquela voz que se fez presente ali. Olho para o lado e vejo o Bangchan fazendo alguns do seus exercícios, pra variar, sem camisa. 

- No meu irmão, Chan. - Abro meu livro e vejo uma foto minha com meu irmão quando tínhamos sete anos.

O garoto se senta ao meu lado e olho a foto. 

- Esse é o seu irmão, quando era mais novo? - Ele me pergunta e eu faço que sim. 

- É a única lembrança que eu tenho dele. - Sorrio e guardo a foto no meu livro. 

- Você tem a gente agora tá bom? - Faço que sim e deixo uma lágrima cair. 

- Meu irmão morreu nos meus braços Chan... Não tem como superar aquilo de jeito nenhum! - Me levanto e me encosto na parede. 

- Pelo o menos não perdeu seus pais também. - Ele diz e o vejo ficar triste. 

- Eu nem sei se meus pais estão vivos também! Provavelmente estão são e salvos em uma parte rica de Vancouver. - Meus pais tinham ido embora, fazendo eu e meu irmão ficar aqui na Coréia sozinhos. 

- Eu vi a casa dos meus pais ser bombardeada por aqueles mísseis que estavam jogando em toda a cidade. - Penso um pouco e olho para o teto. 

- Pelo o menos não se transformaram naquelas coisas. - Digo e ele vem até mim. 

- Olha aqui Jisung... Não tenho culpa do seu irmão fracote ter sido mordido por aqueles zumbis! - Me levanto e o encaro seriamente. 

- Também não tenho culpa daquele míssil ter acertado a casa do seus pais Chan! - Vejo ele ficar com muita raiva. 

- Cala essa boca! - Ele estava com muita raiva, dava pra sentir vindo dele. 

- Não quer que eu fale do seu papai e da sua mamãe é Chan? - Eu também não estava calmo naquele momento. 

- Eu mandei você calar a porra dessa sua boca sua bicha! - Ele me empurra e eu bato minhas costas na parede com força.

Fico o observando com um olhar incrédulo e me viro de costas para ele. 

- Só vai embora! - Digo e ouço a porta bater com força.

Começo a chorar e sinto uma ardência nas costas. Pego minha garrafa com água e pego um remédio qualquer e o tomo. Me deito na cama e começo a chorar. 

                 P.O.V BangChan

Após sair daquele quarto, transtornado, sigo até o terraço e me sento no chão, olhando para a rua, que não tinha nenhum movimento. 

Vejo alguém se sentar ao meu lado e vejo que era Minho. 

- O que aconteceu entre você e o Jisung? - Ele me pergunta e pega algo em seu bolso. 

- Não foi nada. - Ele me entrega um cigarro e eu olho para aquilo. 

- Aconteceu sim alguma coisa, eu ouvi vocês brigando e depois você saiu com muita raiva. - Ele fala e eu entrego aquele cigarro a ele. 

- Tivemos uma briga feia! Provavelmente ele não vai querer falar comigo. - Passo minha mão em meus fios de cabelo. 

- Precisa se desculpar com ele Chan. Sabe que ele tá passando por uma crise, não sabe? - Devia está se referindo ao fato de Jisung ser bissexual e gostar de mim. 

- Sei sim, sempre soube que ele era bissexual e gostava de mim. Mas de uns tempos pra cá, viramos amigos e eu não quero que isso acabe. Ele também sabe que eu não gosto de homens, ele sabe que eu sou hétero. - Passo novamente minha mão em meus fios de cabelo. 

- Eu só quero que se resolva com ele. O garoto tá passando por uma fase ruim Chan. - Me levanto. 

- Tá bom senhor Minho, tô indo lá. - Caminho até o nosso quarto. 

Bato na porta e o vejo deitado na cama. Me aproximo dele e vejo que suas costas sangravam um pouco e eu mexo nele. 

- Jisung? - Mexo nele e o mesmo estava dormindo. Pego em seu pulso e sua pulsação estava fraca. - Puta merda Jisung, o que você fez? - Vejo os comprimidos ali no criado mudo e o pego em meus braços. 

.

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Continua...



Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Até a próxima.
Bjs, se cuidem. ♥️♥️


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