História Os tais vizinhos - Capítulo 1


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Eren Jaeger, Levi Ackerman "Rivaille", Personagens Originais
Tags Eren Jaeger, Ereri, Lemon, Levi Ackerman, Riren, Vizinhos, Yaoi
Visualizações 308
Palavras 3.127
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, Consagrados!

Sim, eu sei que deveria estar escrevendo Um mês para nós, mas não pude conter minha vontade de escrever essa fic. Desculpa, desculpa KAKKAKA.
Mas calma, essa fic vai ter no máximo 2 capítulos.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Jaegers são estranhos



— JAEGER DO CARALHO! VOLTA AQUI QUE EU TE ENCHO DE PORRADA, SUA PESTE! — gritei tão alto pela rua, que minha garganta arranhou, e tenho quase certeza que da esquina era possível ouvir.

O pirralho corre para sua casa, esta, ao lado da minha. Com aquele sorriso travesso, cujo um dente da frente lhe falta, ele ainda tem a audácia de mostrar-me a língua antes de ir se esconder debaixo da saia do pai.

Bem, agora eu estou parado na minha varanda com a minha maleta de trabalho entre os dedos — esta que eu aperto como se fosse o pescoço de Excalibur —, sentindo a tinta escorrer pelo meu rosto, e a camisa grudar mais ao corpo.

Há mais ou menos um mês, a casa do lado esquerdo foi alugada, e lá habitam dois pirralhos. Jaeger pai, e Jaeger filho.

A princípio, eu achei que eles eram pacíficos e de fácil convivência. Achei até mesmo um milagre se mudarem ao lado da minha residência, pois não sou conhecido por ter uma "boa educação" por aquelas bandas. Geralmente as pessoas evitam contato comigo, e qualquer tipo de conversa. E, embora seja exagero, quando cheguei deixei bem claro que eu odeio pessoas chatas. Não suporto. Me julguem.

Enfim, nas primeiras semanas foi tudo a maior paz. Eren Jaeger era muito bonito, e até mesmo fui com a cara dele. Meu passatempo preferido era fingir que estava limpando a piscina dos fundos só para poder espiá-lo pela cerca baixa que separava nossas casas. Ele fazia exercícios e corria todas as manhãs, então aquilo era ótimo para mim e para meus olhos, que apreciavam a vista maravilhosa que era seu corpo.

Mas então, eu fui idiota o suficiente para brigar com o filho dele. Quer dizer, aquela besta cortou os fios da minha internet com a porra de uma pipa com linha de cerol! Não podia deixar daquele jeito, então fui tirar satisfações com ele, certo de que aquele filho da puta teria medo.

Engano meu, meus caros.

Ele saiu com cara de deboche, e no dia seguinte voltou com o pai fodidamente lindo dele. Eren gritou comigo, e disse que eu era um otário por privar uma criança de brincar. Disse que o filho dele estava errado, e ele concordou dizendo que já tinha castigado o garoto — o que não acredito muito ainda.

Hoje, Eren Jaeger e Excalibur Jaeger nutrem um ódio irrevogável por mim. Sempre que me veem, não escondem a cara de insatisfação e desprezo. Não que eu ligue, mas é difícil quando se tem que conferir a casa toda por fora, pois você tem medo da merda de um pirralho ter feito uma armadilha para pegar você.

Por favor, não me perguntem o porquê de aquele idiota ter tido a coragem de batizar o filho com o nome da espada do rei Artur. O ser humano é algo impressionante, honestamente.

— Jaeger — bati três vezes com força em sua porta. — Jaeger maior e otário. — bati mais, e chutei uma vez forte.

— O que é qu... — abriu a porta, e parou sua frase ao me ver. Eren molda um sorrisinho malicioso. — Ora ora, se não é o meu vizinho favorito...

— Vai se foder. — levantei minha maleta, e dei dois passos para trás. — Olha o que o diabo do seu filho incontrolável fez comigo!

— Legal, não perguntei. — ia fechar a porta, mas coloquei meu pé. Sua testa lota-se de vincos. — Tira a pata, por favor.

— Pata o caralho, Jaeger. — a raiva tomava conta de mim. — Não é de hoje que seu filho vem fazendo essas brincadeiras de gente idiota.

Ele soltou um suspiro, passando a mão na nuca. Claro, aquela era a minha terceira reclamação somente nessa semana, e olha que estamos na quarta.

— Excalibur, venha cá. — o garoto catarrento logo aparece, saindo da cozinha. Seu sorriso desaparece assim que me vê. — Por que jogou tinta no tonto? Digo, Levi. — riu de lado e o garoto acompanhou. Aquilo só atenuou mais minha ira.

— Não joguei tinta em ninguém! Esse otário que abriu a porta e tinta caiu nele. — me segurei para não quebrar aqueles outros dentes podres dele.

— Oras, querido, não faça mais isso, as mulas se sentem ofendidas.

— Tem razão, pai. — virou-se para mim. — Prometo não jogar mais tinta nas mulas.

— Quer que eu te arranque esses outros dentes podres? Pense pelo lado bom, assim não precisa de dentista para o resto da vida, seu... — dei um passo paga pegá-lo.

Excalibur logo se escondeu atrás do pai, que se moveu para minha frente, me impedindo de tocá-lo. Eren punha a mão no meu peito, me empurrando.

— Não ouse tocar nele! — bufou de raiva. — Ele não tem culpa do seu mau humor do caralho.

— Vai defendê-lo? Você sabe que ele está errado, Jaeger. — me afastei, mas mantive a compostura, embora a raiva queimasse meu sangue.

— Sim, eu sei que ele está errado, Ackerman. Mas isso é algo que tratarei com ele mais tarde, então não ouse tocá-lo.

— Claro que vai castigá-lo. — falei em tom de escárnio. — Da última vez, o que fez para puni-lo, Jaeger?

— Está duvidando das minhas capacidades de pai? — sua expressão incrédula e um tanto irritada fez-me rir. Eu adorava ver aquele brilho de raiva em seus olhos verdes.

— É. — sibilei, lentamente. — Estou.

— Excalibur, me segura porque senão, parto a cara dessa criatura ridícula. — pôs a mão do filho sobre seu braço.

— Quer saber? Não vou discutir com vocês. Tenho que me limpar, porque um certo filho da puta, me jogou tinta. — agora eu estava irritado. Mesmo. — Tente, Excalibur. Tente fazer algo mais contra mim, que você vai se arrepender de vir ao mundo.

Antes de sair, vi ele assentir freneticamente. Essa era uma das poucas vezes que o vi ter medo de mim. Realmente era impressionante.


Mais tarde, jantado, e de banho tomado, fui ao jardim dos fundos. Minha piscina estava deplorável, e eu aproveitaria para limpá-la, ao mesmo tempo que aproveitava o pouco sol que ainda tinha naquele dia.

Peguei as coisas, e passei a limpar. Foi por pouco que não percebi os sons peculiares. Estiquei o pescoço, chegando perto da cerca da casa ao lado, e vi Eren fazendo abdominais ao som de "One More Night" do Maroon 5.

Suspirei, negando. Não importava o quanto eu brigasse com ele ou o filho dele, sempre que o visse fazer exercícios sem camisa, eu sentia um calor no meu corpo. O fato era quê, embora o Jaeger fosse provocativo, ele era, ao mesmo tempo, gostoso pra caralho. Eu podia contar, e passar as pontas dos dedos sobre seus gominhos o dia todo, e ainda assim, não me cansaria.

Realmente, eu estava na merda.

Quer dizer, eu meio que nutria uma raiva por ele e o filho, mas me oferecia de bandeja quando via o corpo fodidamente maravilhoso dele? Era patético! Claro que os olhos de Eren também eram uma qualidade nele.

Era triste eu odiá-lo, e não poder chamá-lo de feio, porque ele não era.

— Quer uma tijela para a baba, Ackerman? — ouvi ele murmurar com aquele sorrisinho de bosta na cara, e imediatamente fechei a expressão.

— Vai se foder. — disse, virando as costas. Mal tinha percebido que aproximei-me tanto da cerca, que quase a pulei.

— Não, espera. — ele diz, e eu paro, mas não me viro. — Está limpando sua piscina?

— Não, estou sujando ela.

— Huh, você é cruel. — ouço um sorriso abafado, e me viro. — Limpa a minha?

— Sou seu empregado, porra? — franzo o cenho, irritado. Ele nem sequer tinha piscina.

— Não, longe de mim pensar algo assim de você, Gnomo. — aproximei-me novamente da cerca, com vontade de esganá-lo. No entanto, parei assim que o vi pegar uma embalagem que estava no chão. Parecia ser um tipo de óleo para pele, que ele despejou na mão, e começou a passar lentamente sobre seu abdômen.

Puta que pariu.

Que visão maravilhosa. Minha boca abriu-se um pouco, ao passo que via ele jogar o óleo que parecia ser de amêndoas sobre a pele naturalmente bronzeada, espalhando por toda sua extensão. Ele sorria, adorando minha reação, o que me leva a crer que Jaeger fez tudo aquilo propositalmente, querendo me atingir.

E céus, ele realmente conseguiu.

Pensar em tocar aquela pele que parecia ser tão macia, ou beijar cada parte dela, morder... Tudo aquilo era um sonho um tanto quanto antigo meu. Já disse, era só ver ele sem camisa, que eu esquecia do meu ódio rapidinho.

O quê? Quem não cederia ao ver Eren Jaeger sem camisa?

— Gosta do que vê? — ele pergunta maliciosamente, e eu apenas aceno positivamente, ainda embebido naquele corpo. — Quer tocar?

— Eu... Quero. — ele me chama com o dedo indicador, e eu me aproximo. Ele se esguia um pouco para o lado esquerdo de sua cerca, e eu vou junto.

Quando estou prestes a tocá-lo, sinto o chão sob meus pés ceder, e cair sobre um buraco coberto de lama. Buraco fundo, visto que meu peito foi coberto inteiro de lama.

Ouvi sua risada ecoar por todo quintal.

— Como você é fácil de manipular, Ackerman... — riu mais, e eu rosno. E não há tanquinho algum que me tire a vontade de matar aquele pirralho e fazê-lo engolir os próprios dentes. — Não desconfiou de nada. Como é tapado, o coitado...

— Jaeger, se ama sua vida, corre. Corre antes que eu mate você, e seu filho. — tentei me levantar, mas já estava todo atolado naquela merda.

— Ah, eu amo sim. Poderia pensar em correr, mas vejo que não virá atrás de mim tão cedo, visto que está tão atoladinho... — deu mais um daqueles sorrisinhos de deboche, e se curvou na cerca. Por ser estupidamente grande, e a cerca baixa, ele ainda conseguiu pegar no meu queixo, prendendo-o entre seu polegar, e indicador. Balançou ele, murmurando: — Sempre que você pensar que está um passo a frente de mim, ou de Excalibur, saiba que nós estaremos mais dois. Aceite, Ackerman. — dizendo aquilo, ele sai.

Deixo um grito estridente escapar, e praguejo a todos os descendentes ou pessoa com o sobrenome Jaeger na face da terra


Mas o que importa agora, é que finalmente terminei de organizar os últimos papéis na minha empresa. Pois é, sou dono de uma empresa de cosméticos. O nome não importa, já que estou cansado o suficiente para fazê-lo, e dizer mais coisas. Quero só um banho, e minha cama.

Não, mas eu não conseguiria descansar muito. Há mais ou menos uma semana, os Jaeger me deram uma "trégua".

Depois daquele fatídico "incidente", não voltei a ver Eren, ou Excalibur. Demorei cerca de vinte minutos cavando aquela lama com os dedos, até sair de lá, o que ainda me rendeu dor de garganta por gritar e praguejar aos Jaeger a noite toda. Não os vi, e talvez fosse o medo deles de morrerem nas minhas mãos.

Mas era verdade que eu estava preocupado. Levem em consideração que eles nunca que me deixam em paz. O máximo que eles já desapareceram, foi dois dias quando foram viajar, ou até mesmo uns três. Mas esse último, foi porque estavam planejando mais uma pegadinha mirabolante para me pegar.

Mas uma semana? Algo estava errado, e eu tinha que descobrir.

Desci a rua, encontrando meu carro estacionado perto de um beco. Com certeza foi aquele meu segurança. Tsc, nós pedimos algo, e eles fazem errado ou com má fé.

Seleciono a chave da porta, e encaixo na "fechadura". Abro primeiro, e jogo minha maleta no banco de trás, quando ouço alguns gritos.

Eu iria dar de ombros, se aquela voz não me fosse tão familiar. Parecia tanto com a de...

— Excalibur? — digo, e de cenho franzido fecho a porta, indo em direção ao som o mais rápido possível

Corri, e os gritos não cessaram. Quando finalmente parei de correr, encontrei quatro garotos em um beco sem saída.

Um deles estava deitado no chão, encolhido com os braços na cabeça, enquanto os outros três pareciam bater-lhe. Chutavam-no, e o esmurravam. Eu não sabia ao certo se era Excalibur, e mesmo se não fosse, pouco me importava. Precisava ajudar quem quer que fosse.

— Ei, que porra é essa aí? — excelente jeito de se chegar, Levi.

Os garotos se voltaram para mim, que estava bloqueando a passagem deles. Os sorrisos se desvaneceram, e passaram a ter uma expressão de medo. Huh, agora eles têm medo?

— Quem... Quem é você? — um deles perguntou. Esse tinha os cabelos negros, e os olhos castanhos.

— O capeta. — coloquei as mãos no bolso. Sério, disse: — Ei, você deitado no chão. Levanta o rosto.

Com dificuldade, o garoto fez o que pedi. Não me surpreendi tanto quando vi que era Excalibur. Este, tinha uma expressão sofrida, como se estivesse a sentir dor por todo o corpo.

Tsc, pirralho irresponsável.

— G-Gnomo? — o Jaeger murmura. Tenta se sentar, e quando o faz, coloca a mão nas costelas.

— Eai, pirralho. — digo, e a cara incrédula dos outros três me faz rir. — O que pensam que estavam fazendo?

— Nós... Ele mereceu! — um outro garoto da rodinha diz.

— Ah, sério? E por quê?

— Porque ele disse que nós não aguentaríamos meia-hora de porrada com ele! — exclamou, nervoso. Eu reviro os olhos, incrédulo com as merdas que os adolescentes de hoje arranjam para ser motivo de briga.

— E acha mesmo que ele daria conta de três contra um? Olha o tamanho desse merdinha, caralho. — eu nego, irritado. Os três adolescentes dão risada.

— Você veio me ajudar, ou fazer-me de palhaço? — gritou Excalibur, que até agora estava quieto.

— Quem sabe os dois. — dou de ombros. Levanto as mangas da minha camisa até os ombros, e fico em posição de combate. — Vamos lá. Esse otário não aguenta vocês três na mão, mas eu aguento. Mostrem-me do que são capazes.

Os três se entreolharam incrédulos. Talvez estivessem se perguntando se eu faria mesmo aquilo.

Nem um deles veio. Fiquei chateado, honestamente. Eu não vou quebrar um nariz por aqui, apenas quero meter medo.

— Ok, vazem. — suspirei, dizendo. Eles pareciam meio atordoados e com medo, então passaram a se escorregar pela parede do lado direito, a fim de ir embora. — Se tentarem colocar um dedo sequer no idiota do Excalibur novamente, eu quebro vocês.

Eles concordaram e antes do último sair, ergui a mão e estapeei com força sua nuca. Este, se assustou e saiu correndo, tropeçando nos dois primeiros. Com um suspiro, coloquei as mãos na cintura, e me virei para Excalibur que ainda continuava sentado naquele chão imundo.

— Não precisava que você fizesse isso. — diz, com a cabeça baixa.

— Não? — franzo o cenho. — Você está todo machucado e fodido, é claro que eu ajudaria mesmo sem você pedir, idiota.

— Vai te catar, Levi. — pela primeira vez o ouço dizer meu nome e, digo que é impressionante.

— Boa educação a sua, pirralho. — cerrei os dentes, e ambos os punhos. O vejo revirar os olhos, cruzando os braços. — Vamos, vou te levar para sua casa. — passei a andar, mas sentia que Excalibur me seguia a contra-gosto.


— Meu pai não está em casa. — foi a primeira coisa que disse assim que entrou no carro. Levei em consideração, já que ainda não era nem 17:00 horas.

— Que horas ele sai?

— 17:30.

— Hm. — vi ele passar a mão sobre o braço esquerdo, que continha um roxo enorme, e aquilo fez-me lembrar da briga que ele tinha tido há minutos atrás.

Estiquei-me para trás do meu banco, alcançando no chão do carro uma maletinha pequenina de primeiros-socorros. Eu sempre a levava comigo, pois nunca se sabe quando se precisará de uma — como agora.

Abri-a sob o olhar questionador do Jaeger, que via aquilo sem entender. Mas antes dele perguntar algo, eu molhei o algodão com álcool e segurei gentilmente seu braço, afundando o pano branco sobre a marca arroxeada.

— Ai! — exclama, tentando puxar o braço. Eu coloco um pouco mais de força. — O que está fazendo?

— Cuidando dos seus machucados, idiota. — reviro os olhos. — Se fosse melhor em brigas de rua, não estaria fodido assim.

— Eu estava em desvantagem!

— Sim, estava. No entanto, não os vi machucados, então quer dizer que você não acertou nem um soco sequer. — ri anasalado, vendo-o corar de constrangimento.

— Não jogue na minha cara... — resmungou. Terminei de limpar um corte, colocando um Band-Aid no local.

— Band-Aid da Barbie? — indagou. Pelo seu olhar, supus que aquela estampa não lhe agradava nada. 

— Era o único que tinha, desculpe. — eu ri, fechando a caixa. Ele rosnou, porque provavelmente viu que era mentira. Eu tinha comprado aquele por causa de Connor, minha sobrinha, que um dia havia se machucado e pediu-me para comprar com aquela estampa.

— Bem, mesmo assim seria a cara do meu pai fazer isso também. — suspirou, olhando para a janela. Quando ele tocou no nome de Eren, vi a oportunidade de perguntar-lhe algo:

— Excalibur, deixe-me te perguntar... — aclarei a garganta. — O que aconteceu com a sua mãe?

O garoto não responde de imediato. Seu olhar está vago, voltado para a paisagem lá fora. Sabe-se lá o que ele estava vendo, mas pude perceber uma melancolia passar-se por seu semblante. Ele estava livre se não quisesse me responder, até porque eu estava sendo intrometido. Mas nunca vi Eren com mulher alguma desde que ambos se mudaram, e nunca ouvi eles citarem algo do tipo.

— Ela morreu. — se remexeu no banco, em claro desconforto. — Quando eu tinha mais ou menos sete anos.

— Mora só com o Eren desde então? — ele acena. Excalibur deveria ter em torno de onze ou doze anos, então deveria sim sentir falta de uma figura materna, embora Eren parecesse suprir tudo isso.

Não disse mais nada, e eu optei por não perguntar também. Não queria deixá-lo mais desconfortável do que já havia feito. Então apenas liguei o carro, pronto para levá-lo para sua casa, porém parei ao lembrar que não havia ninguém lá.

Fechei os olhos, e soltei um suspiro. Apertei mais o volante, encostando a testa no mesmo, ainda sob o olhar atento do garoto. Eu realmente nunca pensei que fosse me preocupar tanto com aquele pirralho.

— Vou te levar para comer alguma coisa, e depois te deixo no trabalho do seu pai. — disse, começando a dirigir.

— Não estou com fome.

— É. Pena que não perguntei. — Vi ele dar um risinho latente ao voltar-se para a janela, e não pude deixar de rir também, constatando quê, os Jaegers, eram no mínimo, estranhos.


Notas Finais


É isso.

Revisei, mas erros passam despercebidos. Então, qualquer coisa, me gritem.

Bejão


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