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História Os três obsessores - Capítulo 2


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Notas do Autor


Leia as notas finais, a explicações de palavras que talvez você não saiba.

comentários sempre bem vindos.

Capítulo 2 - Flashes de Luz


Os meninos me deixam no portão, um portão baixinho, dou um beijo em suas bochechas como despedida.

 

 

Vieram conversando sobre coisas aleatórias a caminhada inteira, eles mal se conheciam, mas estava feliz, só espero que não deem problemas pra mim depois, com ciúmes ou qualquer porcaria.

 

Abro o portão, e quando estou prestes a passar pelo corredor pra casa dos fundos, Aurélia aparece.

 

- Querida, você se seu pai tem alergia a algum tipo de comida?

 

- Eu não, por que você não pergunta pra ele? 

 

- Estava pretendo fazer uma surpresa, sabe, eu não fico muito aqui, queria deixar uma torta de cereja, ou uns cupcakes artesanais pra vocês.

 

- O aniversário dele está chegando né, é verdade, havia me esquecido.- digo olhando a data no celular.

 

Aurélia era a amante/namorada do meu pai, meu pai tinha muitas mulheres, mas nunca sei se ele namora elas, ou só são ficantes, então chamo todas de amantes. Mas Aurélia é a que vem aqui frequentemente, e ela sabe que meu pai fica com muitas, fico feliz que ela seja a que mais venha visita-lo, já que de todas as outras, ela é a única que gosta de mim.

 

- Eu vou dar uma saída hoje, talvez eu não volte até amanhã de manhã pra dar os remédios pro seu pai, vou fazer a torta lá em casa, pra ser uma surpresa.

 

- Sem problema.

 

- Você pode vir aqui de vez em quando para checar se está tudo bem?

 

- Ele está tão debilitado assim?- pergunto preocupada.

 

- É,  a perna dele está meio inchada, e a temperatura do corpo dele só aumenta.

 

- Tudo bem.

 

- Obrigada, querida.

 

Vou até minha casa e me jogo no sofá, o lado bom de estar na casa do fundo, e que eu ainda tinha um quintal enorme na parte de trás.

 

Tiro as coisas da mochila e vejo o pacote de cogumelo, tinha um pequeno bilhete dentro dele.

 

"Olá, Stephanie, eu sou o Christian, não costumo trabalhar para ninguém e cultivo estes cogumelos por hobbie, preciso de ajuda com as vendas, nada que seja da sua conta, mas podemos nos ajudar já que você já é conhecida pelo que faz, venda esses cogumelos até semana que vem, e se conseguir posso investir em uma parceria."

 

- Que panaca, bem, consigo vender metade desse pacote até amanhã, e a outra metade nos próximos dias.- comento.

 

Vou no meu blog anônimo informar que estou com droga nova, apenas pessoas que já compraram comigo sabem quem eu sou, já que no blog sou ditado como um "cara". Apenas vendo para a cidade de Ohio.

 

5 mensagens já me aparece com pessoas interessadas.

 

Ouço o barulho de câmera e um flash vindo do quintal, tomo um susto enorme, pego o facão atrás do sofá e vou em pequenos passos até a porta do quintal, a mesma estava fechada, mas era transparente. Não havia ninguém no quintal, mas a cerca era baixa, então provavelmente estava na rua, fiquei alguns longos minutos esperando algo, mas nada, a tranco, em seguida fecho a cortina.

 

Ligo para Oliver.

 

- Alou?

 

- Oliver?

 

- Olá, Stephan, está tudo bem?

 

- Não, na verdade não sei.

 

- O que ouve?

 

- Ouvi um barulho de câmera fotográfica e o flash entrando aqui dentro de casa, tô um pouco assustada.

 

- Num era tu que não queria ser protegida?

 

- Você sabe que morro de medo do desconhecido, posso meter qualquer pessoa no soco, mas eu nem sei o que tem lá fora.

 

- Tá, fica calma, eu vou pra aí, okay?

 

- Por favor, vou ficar no meu pai até você chegar.

 

- Okay.

 

Guardo as coisas e vou até a casa da frente, meu pai estava sentado na poltrona com tudo apagado e só a TV ligada, ele estava com uma coberta por cima, dormia feito pedra. fui até a cozinha e liguei a luz, novamente o barulho e o flash entram pela janela, fecho todas as cortinas, e respiro fundo.

 

- Da onde tá vindo essa merda?

 

Pego uma frigideira, ovo, presunto, queijo e alguns temperos, o fato de eu não estar ligando tanto, seria porque ja tive psicose,  episodios de delírios a qual tento o máximo evitar.

-  Aurélia?- meu pai grita da sala.

 

- Não, pai, sou eu.

 

- Ah bom.- ele reconhece minha voz.

 

Vejo ele vindo mancando até a cozinha, meu pai não era velho, era até bem novo, ele tem 37 aninhos.

 

- O que aconteceu?- questiono.

 

- Fui fazer um trabalho pro vizinho, e acabei fodendo minha perna.

 

- Aurélia disse que você tá com uma febre horrível.

 

-Ta do caralho, minha cabeça tá fervendo igual panela de pressão.- meu pai tem uma aparência europeia clichê, olhos claros e tudo mais, ele também tem a mania de trocadilhos e palavrões em 24/7 frases por dia.

 

- Eu tô fazendo omelete pra gente.

 

- Faz tempo que não como omelete, Aurélia só gosta de fazer coisa de massa e os caralho, eu não aguento mais.- ele diz enchendo um copo com água.

 

- Pai, você dormiu que horas?

 

- Um pouco depois da Aurélia sair, momento que eu tive paz, porque ela mesmo, não cala a boca um minuto.

 

- Ah... ela parece um doce.- dou um sorriso com seu comentário, por que realmente, ela fala muito.

 

- E é.

 

- Você ouviu algum barulho de máquina fotográfico, ou flash?

 

- Não, por que? tem alguém te perseguindo denovo? - Ele me olha estranho, com o rosto mais sério.

 

- Bem, acho que é coisa da minha cabeça, só...

 

- Se tiver você sabe que pode me contar, romances de faculdade são um saco. A sempre um lunático que se apaixona pela menina mais bonita do colégio.

 

- Só que não.- digo com um sorriso, me referindo a eu ser bonita.

 

- Você é um anjo, minha criação dos deuses. Eu vou sentar denovo antes que eu meta a cara no chão.

 

- Cuidado.

 

Termino o omele e levo até ele, sentamos na frente da televisão, enquanto passava um jornal aleatório das 8h.

 

- Essa cidade está um caos.- Ele comenta.

 

- Por que diz?

 

- Alguns meses atrás teve um assassinato, e agora acharam mais um corpo.

 

Ouço a companhia bem na hora, abro o portão, era Oliver, ele me dá um abraço.

 

- Chegou bem? viu alguém na rua?

 

- Ninguém, a rua tá bem vazia, e logo começa a chover.

 

- Entra.

 

Oliver cumprimentou meu pai, ficaram conversando sobre coisas da vida, meu pai falando da época macabra dele quando tinha nossa idade, como se não fosse nada.

 

Levei os pratos até a pia, e aproveitei para pegar a roupa do varal, já que já estava começando a pingar.

 

 Novamente, mais flashes.

 

- Mas que porra.- entro colocando as roupas encima do sofá perto do meu pai.

 

- Aconteceu alguma coisa?- pergunta ele.

 

- Não. vou lá pra casa, o senhor vai ficar bem?

 

- Vou, eu consigo ir pro quarto, podem ir, já tranca tudo ali fora também.

 

- Okay.

 

Tranquei a porta e o portão e fomos até minha casa dos fundos.

 

- Tem certeza que foi foto? nenhum carro com farol alto? acho que o LSD tá fazendo você ficar psicotica.

 

- Talvez, espero que seja psicose.

 

Vou até o PC dando informações aos compradores do cogumelo.

 

- O seu pai era bem louco quando mais jovem.- Oliver diz se sentando no sofá.

 

- Ele continua louco, só toma remédio controlado e se mantém.

 

- Mas ele parece bem melhor agora.

 

- É,  Eu tento não dizer pra ele os tipos de garotos que eu me envolve pra ele não mirar com uma escopeta em ninguém.

 

- Você contou sobre o flash?

 

- Sim, e ele já me olhou torto, preocupado.

 

- Ele parece assustador quando está irritado.

 

- Pronto, já vendi 5 cogumelos, e já recebi mais 8 mensagens de interessados, agora é só eu entregar.- digo trocando de assunto.

 

- Não sei como você vende isso tão rápido.

 

- Demorou muito pra ser assim, dei confiança a maioria e ganhei clientes fiéis, com o tempo o meu site foi sendo passado de boca em boca, e agora muita gente me procura pra comprar.

 

- Não sei como não foi presa ainda.

 

- É, há policiais corruptos que compram comigo também...

 

- Okay... dessa eu não sabia.

 

- É algo de se esperar. Também passei confiança a eles, e me tornei protegida por alguns policiais por ser uma boa fonte pra eles.

 

- Isso é uma puta troca justa, e perigosíssima. O que os policiais mais compram?

 

- Cocaína.

 

- Tá... essa eu imaginei. acho que vou dormir.- ele começa a puxar o sofá para virar uma cama.

 

- Por favor, não toma conta de todo o espaço, eu também vou deitar logo logo.

 

- Tá bem.

 

Se passou alguns horas, já tinha conseguido vender a metade do pacote, já eram umas 2h da madrugada. Fechei o PC e deitei ao lado de Oliver no sofá-cama.

 

Estava pensativo sobre os Havoc, os Smash e os Trigêmeos... O ruivo fazia parte dos Smash, o Andrei dos Havoc, e o Christian de nenhum, será que as duas gangs de cada um já brigaram? e se sim, os gêmeos brigaram entre si?

 

A frase daquele Havoc não saia da minha cabeça: "então a vadia da escola tem moral.", me deixava nervosa só de lembrar.

Não percebi que capotei de tanto pensar.


Notas Finais


24/7 : 24h, 7 dias da semana.


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