História Os três sentidos e seus castigos - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Bts, Menção Yoonmin, Taekook, Vkook
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Palavras 7.529
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bebês!

Tive um bloqueio criativo horroroso, perdoem mais uma vez a minha demora. Perdoem meus erros e me encontrem nas notas finais! Boa leitura.

Capítulo 3 - Sentido: Tato


 

Sentido: Tato

Bônus: Banana

 

— Essa vingança é de minha autoria, Jeon. — Analisei minhas unhas curtas como se não quisesse arranhar aquele rostinho bonito — O que você não tem de criatividade, tem de cara de pau. Ao menos me dê os créditos.

Estava irritado. Arquitetei um plano magnífico para que o mais novo finalmente pudesse provar de seu próprio veneno e quem está se engasgando com o veneno dessa lacraia mais conhecida como Jeon Jungkook sou eu. Sim, eu mesmo.

O mundo girou, não é mesmo? 

Pois é, mas não era pra ser assim, sendo sincero. Eu realmente queria que o 'saeng pudesse perceber o quão horrível é a sensação de ter alguém brincando consigo, já que isso era exatamente o que o próprio fazia comigo. Se o moreno não queria explorar a química que possuíamos, então qual a razão de investir tanto em mim? Para quê usufruir das indiretas e cantadas de pedreiro se não pretendia dar um passo além? Me sentia um brinquedo velho usado, daqueles que você só procura quando já se cansou de todos os outros. 

Era extremamente injusto ter meu próprio plano roubado por aquele que deveria ser atingido por ele. A vida é injusta, na verdade.

— Taehyung, ninguém me provoca do jeito que você fez e sai ileso. — Murmurou como o diabinho que era e sorriu ladino. Aquele sorriso medonho de quem sabe exatamente onde está pisando. 

Às vezes aqueles olhinhos de coelho conseguiam ser medonhos demais para serem tão fofos.

— Mas Jungkook, você é rançudo mesmo, hein? Vocês ainda continuam nesses joguinhos estúpidos? Porque não se trancam no quarto de uma vez e se comem até que não exista o amanhã? — Jimin se pronunciou pela primeira vez naquela manhã, visto que anteriormente possuía muito sono para proferir uma frase conexa.

O loiro não funcionava direito no período matituno, eu costumava brincar com Yoongi que o nanico em outra vida fora um morcego. De noite funcionava que era uma beleza — eu e Jungkook éramos prova disso, milhares foram as noites em claro jogando Overwatch por perder o sono após uma sequência de gemidos vindos do quarto do nosso querido casal de amigos inconvenientes. No entanto, bastava  que o sol botasse a cara no céu para que essa criaturinha fofa de mãos gordinhas virasse um pé no meu saco, literalmente. 

— Concordo com você, bebê. Isso é falta de sexo. — Yoongi deu de ombros e enfiou um pedaço de manga na boca como se enfia uma piroca.

A manhã estava a agradável, não tão fria, não tão quente. Apenas agradável. E estaria muito melhor se eu e Jungkook estivéssemos na cama ao invés de estarmos na mesa da cozinha, durante o café da manhã, em uma batalha silenciosa constituída apenas por olhares raivosos. Suas orbes escuras e grandiosas faltavam me engolir como um buraco negro.

— Ele começou! — Apontei para aquela peste bubônica e em troca recebi um mostrar de língua do Jeon. Atrevido! 

— Joguinhos sexuais são ótimos para intensificar uma relação, meninos. — Jimin bebericou um pouquinho do suco de abacaxi e o pousou na mesa de madeira em seguida, fitando nossa guerra interna como um professor faria com um aluno birrento. — Desde que vocês transem depois. Se não estão transando então é porque não 'tá funcionando, cabeças de jaca. — Revirou os olhos e se levantou rumo a cozinha, levando consigo a louça que usara para o dejejum.

Ninguém me entendia naquele apartamento! Como meus amigos poderiam ser tão cegos ao ponto de não perceberem que o culpado de toda aquela palhaçada era o Jeon? Ele que viveu me atiçando durante anos! Ele que me dava esperanças e depois agia como se nada tivesse acontecido. Eu só queria concluir minha vingança maquiavélica, merda. 

Meus planos eram perfeitos, eu o faria desfrutar do desespero através de três maneiras diferentes. Sou um cara tão legal que ainda ofereci diversidade. E tudo para quê? Pra ele roubar minha ideia e usa-la contra mim. 

Moleque do caralho.

— Eu não comecei nada, hyung. — Jungkook deu de ombros como se pudesse me convencer com aquela expressão angelical forçada. Quis fazer drama pra cima de mim, logo eu, a Maria do Bairro. — Eu estava tranquilinho no sofá até você chegar, abaixar as calças e-

— Eu ainda estou na mesa. — Yoongi resmungou como era de seu costume e aparentemente, ninguém ali dava o foda para sua presença.

Eu e o Jeon já havíamos ultrapassado os limites há tempos.

— Você ligou pro Hoseok enquanto se marturbava na minha frente, inferno! Mas que droga? — Eu estava puto sim senhor e qualquer um ficaria no meu lugar, oras! Que se dane o maravilhoso pão com geléia de morango que me aguardava, tinha assuntos pendentes com o dongsaeng.

— Ok, eu não estou mais na mesa. — O Min se saiu como um raio atrás do namorado, na intenção de evitar ouvir mais do que o necessário. Se é que alguma coisa naquela merda de vingança era realmente necessária.

Eu podia ouvir a risada escandalosa do Jimin que já havia se enfiado em qualquer canto da casa. Ridículos, aqueles dois. Achavam muita graça do meu sofrimento, queria ver se estivessem no meu lugar. Ninguém aguentaria Jungkook como eu faço. Se fosse outro, aposto que já o teriam atirado pela janela!

— É, liguei né. — Seus lábios rosadinhos se repuxaram formando um sorriso maldoso em seu rosto branquelo coberto por pintinhas graciosas que eu adoraria beijar e depois socar. — Sabe que, ele até me mandou mensagem depois, menino? — Era um dissimulado mesmo. — Ele não 'tava entendendo nada. Uma  pena que não estivesse ali na hora pra ver sua cara de prazer enquanto me assistia.

Senti algo quente no meio das minha pernas e não era fogo no rabo. Era o pé de Jungkook, coberto apenas por uma meia, massageando meu membro quase desperto devido as circunstâncias.

— Tira esse pé do meu saco.

— Tira você o saco do meu pé. — Mostrou a língua e me jogou um beijinho no ar.

Um dia eu faria Jungkook se arrepender por cada sílaba proferida em cada provocação. 

— Não entendo você, Jungkook. — Admito, parte da raiva que sentia havia sumido com a agradável massagem que recebia do moreno. Ele tinha o poder absurdo de me fazer esquecer qualquer que fosse minha aflição sempre que me chantageava daquela maneira sexual. — Ontem mesmo você me disse que eu nunca mais poderia te tocar, só porque bati nas suas coxas. E agora está com o pé no meio das minhas pernas. Te falta juízo, garoto.

— Não me chame de garoto. — Touché! — Eu sou um homem, Taehyung. — Vi meu 'saeng se levantar raivoso após retirar bruscamente o pé do volume coberto por minha calça de moletom cinza, um biquinho manhoso havia se formado em seus lábios. Se havia no mundo algo que poderia chatea-lo, essa coisa seria trata-lo como criança. O moreno, apesar de muitas vezes agir como uma, odiava ser tratado como o mais inexperiente. Coisa que de fato ele não era.

Como alguém conseguia ir do céu ao inferno em tão pouco tempo como ele o fazia, eu juro que não sei.

— Eu sei que é. — Também me levantei, complacente. Não queria entrar naquela discussão, era um assunto delicado e eu não queria bricar de campo minado. — Graças a Deus, porque se fosse mulher eu nem relava o dedo. — Descoversei na intenção de distrai-lo, garantindo meu sucesso assim que o moreno rolou os olhos para mim.

— Você é muito gay.

— Você também.

Por ser o mais novo da casa — e de seu curso de dança—,  Jungkook acreditava fielmente que deveria se mostrar o mais maduro possível para que não fosse julgado pelos colegas e para que o levassem a sério. Uma pena, não percebeu que fazer manha e jogar com os sentimentos das pessoas não eram atitudes lá muito maduras, venhamos e convenhamos.

É claro que eu não comentaria isso com ele.

Lentamente eu me aproximei. Estava por minha conta e risco, seria uma atitude perigosa e eu devia ponderar cada movimento. Era como se estivesse me aproximando de um tigre faminto e pronto para atacar, me sentia indefeso e por isso dei um passo de cada vez, afinal, Jungkook era um animal deveras interessante, deve-se ter muito cuidado com ele. 

De qualquer forma, eu precisava tentar, não é? Afinal, o que seria da Demi Lovato se não tivesse tentado carreira na Disney? Eu deveria seguir seu exemplo.

Enrosquei um braço em sua cintura, meio inseguro, me sentia a criatura mais ousada do planeta. Acordei rebelde naquela manhã. Ele não protestou, seus olhos se arregalaram levemente e por um período muito curto de tempo, já que depois voltou a me fitar com aquela cara de tédio e braços cruzados. Encarei por um longo momento sua boca, deixando óbvia a minha vontade de dar uns beijos naquela preciosidade, porém, o moreno continuava firme em seu cu doce.

Seria mais difícil conversar com o dongsaeng do que conversar com Jesus.

— Porque você é assim? Porque me trata dessa maneira se não quer nada comigo? — Agora meu tom de voz se assumiu tristonho. Eu o encarei com meu melhor olhar pidão, na esperança de conseguir arrancar uma confissão do outro.

— Seu banana. 

 Jungkook, então, se libertou de meus braços e caminhou à passos pesados rumo ao seu quarto, que, para minha infelicidade — ou felicidade, dependendo do contexto — se localizava em frente ao meu dormitório. Bateu a porta com força o suficiente para fazer o quadro do corredor balançar.

Eu não acredito que ele me chamou de banana.

 

●●●

 

Eram quase duas da manhã. Eu continuava lendo aquele livro do qual já não me recordava nem o nome e Jeon continuava me ignorando. Como entender aquele monstrinho? Tente compreender Jeon Jungkook e falhe miseravelmente.

Bem, estava cansado. Retirei os óculos de grau e os coloquei em cima do criado mudo, para que não os quebrasse como fiz da última vez. Enfiei o livro em uma gaveta e me joguei na cama, estirado como o belo banana que era. Fitava o teto como se este pudesse conversar comigo, me sentia sozinho e incompreendido.

Ouvi duas fortes batidas na porta, e conhecendo aquela força aplicada na madeira branca como eu conhecia, sabia que era o Jeon lá fora. Ok, talvez meu coração tenha tido uma recaída, mas eu não deixaria que o dongsaeng notasse, afinal, estava sendo muito maldoso comigo.

— Finalmente você apareceu. — Fingi minha melhor expressão tediosa para que ele soubesse que eu o esperava e estava muito descontente com suas atitudes. — Jeon, que... Roupas são essas?

Notei, após um breve momento analisando seu rosto bonitinho — porque eu era extremamente apaixonado por ele —, que Jungkook esta fodidamente gostoso e perfumado. Caralho do céu.

Usava uma blusa de botões preta de mangas compridas e transparente, com bordados de flores na região do umbigo e dos pulsos. Todos os seus gominhos estavam à mostra para quem quisesse olhar, e eu, é claro, não faria o contrário. Observei cada detalhe em seu corpo, cada pintinha naquela pele branquela que se tornava ainda mais incrível quando contrastava com o meu tom dourado. Vestia um jeans preto tão apertado que eu, sinceramente, criava fórmulas químicas e equações na minha cabeça para que assim pudesse compreender como demônios aquela peça justíssima havia entrado naquelas coxas grossas e fartas. 

Limpei a baba que fugiu sapeca do cantinho dos meus lábios e pousei, novamente, o olhar em seus olhos castanhos. Seu cabelo estava bem posto e os brincos prateados decoravam suas orelhinhas delicadas.

— Vá se trocar, hyung. Nós vamos sair.

 

●●●

 

— O que pensa que está fazendo? — Disse raivoso enquanto o moreno se esfregava na cara dura em um desconhecido no meio da boate. — Larga esse cara agora!

Eu estava descrente. O dongsaeng havia me tirado de casa para assisti-lo dançar e se insinuar para outro homem. Eu, iludido, cogitei a possibilidade de que em suas intenções houvesse bondade. Pffff. Como se ele fosse capaz de ser bondoso comigo.

Take It Of tocava alto, as pessoas dançavam como se não houvesse amanhã. E, se o Jeon continuasse a me provocar, de fato não haveria.

You're a freak like me, can't you see? / Você é um estranho como eu, você não vê?

We can work this something out and I'm believin' / Nós podemos fazer isso dar certo e eu acredito

You get off on me, it's like cheating / Que você me quer, é como uma trapaça

I, I, I, I just wanna watch you when you take it off / Eu, eu, eu, eu só quero a assistir enquanto você tira tudo

Take off all your makeup, baby take it off / Tire toda a sua maquiagem, querido, tire

I just wanna watch you when you take it off / Eu só quero a assistir enquanto você tira tudo

Take off all your clothes and watch you take them off / Tire toda a sua roupa e eu quero ver você tirando ela

 

— Não seja tão ciumento, Taetae. — O moreno sussurrou de forma que a figura atrás de si não o escutasse. Bem, não era como se o desconhecido se importasse, provavelmente estava no oitavo nível do álcool.

Queria eu estar bêbado apenas para não ter que lidar com aquele micão que eu estava pagando no débito.

— Você me trouxe aqui para isso, seu cretino? — Forcei minha voz para que o 'saeng me escutasse, visto que o barulho era absurdamente incontrolável dentro daquele local. 

Cruzei os braços como uma criança que perde o doce preferido. Jungkook era meu docinho preferido. Provavelmente significava mais para mim do que eu significava para ele, mas àquela altura do campeonato eu já não me importava com mais nada. Tudo o que desejava era que aquele homem parasse de agarrar a cinturinha do meu 'saeng como se ele o pertencesse.

Eu perderia a linha em breve.

— Nós só estamos dançando, hyung. Além do quê, se eu bem me lembro, estou te devendo um castigo, não? — Sorriu diabólico — Tato, hyung. O tato. 

— O que quer dizer com isso? — Estava borbulhando de raiva. Ouvia tudo o que o mais novo dizia, mas não conseguia tirar os olhos de cima daquele brutamontes que dançava com o Jeon. Pra quê escolher um homem daqueles meu Deus? Justo um no qual eu não conseguiria bater! 

Grandalhão demais para minha própria dignidade.

— Você sabe. Vai me ver tocar e ser tocado por outro e, obviamente, vai se comportar direitinho. — Em uma determinada parte da música que exigia movimentos mais sensuais, eu o vi descer até o chão de maneira sexy demais para seu próprio bem. Movia o quadril para lá e para cá, mexendo aquela bunda grande de um jeito gostoso e provocante. Apoiou as mãos branquinhas nas pernas do rapaz atrás de si e subiu lentamente enquanto se esfregava no corpo alheio, fazia tudo de costas para o desconhecido especialmente para me encarar.

Eu deveria bater a minha cara ou a dele na parede?

— Jeon Jungkook! — Gritei desesperado. Puta que pariu eu ia foder aquele garoto e não passaria daquela noite, ele que se preparasse! Movia minhas mãos aflitas como se pudesse arranca-lo dali, sendo impedido apenas por meu instinto de sobrevivência. 

O desconhecido era realmente grandioso. Grandão, cheio de músculos e cabelos loiros — e sedosos —que iam até os ombros. Aquelas mãos eram tão gigantes que poderiam quebrar o Jeon em um piscar de olhos, e isso eu não poderia permitir!

Mas, também, não queria que me quebrassem.

— Kim Taehyung! — Gritou de volta e fez careta. 

— Vem aqui agora!

— Você não manda em mim! — Ótimo. Parecíamos suas crianças teimosas discutindo em plena boate gay. Qual foi mesmo o ônibus que eu peguei pra chegar nesse ponto?

— Deixa o garotinho em paz, cara. Não vê que estamos nos divertindo? — O loiro atrevido que passava a mão no meu bebezinho se pronunciou pela primeira vez. Mal sabia que teria sido muito melhor ficar calado.

Os sábios sabem quando devem permanecer em silêncio, e eu já havia aprendido aquilo com o dongsaeng.

Garotinho? — A expressão de Jungkook mudou da água para o vinho, em seus olhos a raiva queimava adoidada. Ele se virou para o grandalhão e retirou suas mãos pesadas de cima de si por conta própria, parecia que ia voar no pescoço do cara. — Eu. Sou. Um. Homem. Um homem maduro, independente, irreverente e seguro de si.

Por precaução, e apenas por isso, dei um passo para trás. No final das contas, eu não teria que mover uma pedra para acabar com o showzinho do Jeon. Ele o faria sozinho.

— Ah, sério? — O loiro murmurou com ironia. Quis socar aquele rosto desconhecido, porém prezava pelos ossinhos de minha mão. — Não acha que está sendo um tanto infantil tentando provocar seu namoradinho desse jeito? Você é muito bonitinho, e é gostoso. Mas está sendo... Meio crianção, não acha? Quer dizer, não que eu não esteja gostando de assistir porque é engraçado quando dois bananas como vocês-

Jungkook o acertou na cara e eu o acertei no estômago.

Banana não.

 

●●●

 

— Vocês são dois imbecis. — Eram quase seis da manhã e Jimin estava putamente puto. 

O loiro cuidava da mão de Jeongguk, que ficara arroxeada após o soco na cara do grandalhão da boate. A minha mão não sofrera consequências, visto que o estômago do rapaz sofrera bem mais.

Saí daquela boate convencido de que as aparências realmente enganam. É incrível como podemos nos equivocar em relação às pessoas, não é mesmo? Pois vejam só. O monstrengo que dançava com Jungkook na boate era um cara extremamente sensível. Depois das agressões um tanto quanto desnecessárias — admito—, ajoelhou-se no chão e começou a chorar como um bebê. Eu queria ter filmado, seria um meme incrível — se eu e Jungkook não tivéssemos sido expulsos pelos seguranças cinco minutos depois.

— Eu não vou perder meu tempo, tô indo dormir. Te espero amor. — Yoongi murmurou todo emburrado por ter sido acordado em plena madrugada de feriado, justamente quando poderia dormir até morrer. Saiu da sala e voltou para o quarto tranquilamente como se nada tivesse acontecido.

Às vezes eu queria ser o Yoongi. Ele apenas... Sai andando. De um jeito legal.

— Jungkook, onde estava com a cabeça quando socou um homem de dois metros de altura e crânio de aço? Perdeu o pouco juízo que te resta? — Estapeou a cabeça do 'saeng que choramingou em desaprovação. — E tu, Taehyung?

Eu?

— Tu. — Agora quem levou um peteleco na testa fui eu. Já estava tão acostumado com os tapas da vida que não me abalei. — Porquê caiu na conversa do Jungkook? Sabe que ele vive pra te provocar, porra. — Levantou-se como o perfeito pai de família responsável que era e jogou os curativos usados no lixo. Suas bochechas estavam infladas e isso era um sinal ruim.

Significava que estava realmente puto. Eu digo, puto pra caralho.

— Não acha que está sendo evasivo, Jiminnie? — Mal terminei a frase e já me arrependia amargamente de tê-la proferido. Jimin me deu um soco quase tão forte quando o soco que o 'saeng havia dado do grandalhão. — Ai, chim chim! Que horror. — Esfreguei atordoado o local atingido, já imaginando como ficaria o grande hematoma naquele local.

Jimin era um bolinho, mas conseguia ser um ogro quando queria. Me pergunto até hoje como o Yoongi consegue lidar com essa bipolaridade do loiro. Ouvi Jungkook rir da minha cara e colocar o rabinho entre as pernas assim que o loiro lhe lançou um olhar raivoso.

— Vocês dois vão para o quarto, agora. — Com a mão direita puxou a orelha de Jungkook e o levantou a força. Com a esquerda puxou a minha, fazendo exatamente os mesmos movimentos.

E foi assim que eu, Kim Taehyung, perdi todas as oportunidades de possuir alguma dignidade nessa minha vida.

— Jimin, solta! — Jeon miou do outro lado enquanto éramos arrastados para seu quarto. Eu não entrava lá há algum tempo, mas não era como se tivesse tempo para pensar sobre isso, já que estava sendo torturado.

— Dói, Jimin! Pa-A-A-a-r-AA — Minha tom de voz aumentava sempre que o loirinho apertava pele de meu lóbulo, eu sentia a região arder como o inferno. Acordaria com a orelha roxa no dia seguinte, merda.

Jimin, porque tão bruto?

— Conversem, se peguem e transem. Só saiam daí quando resolverem isso de uma vez por todas, mais tarde eu volto para busca-los e é bom que eu só veja a cara de cu de vocês bem de noite. Terão o dia inteiro pra trepar e eu também, então adeus. — Dito isso o baixinho nos jogou dentro do cômodo com toda sua fúria que sabe Deus de onde vinha. Cambaleei aos tropeços para dentro do quarto enquanto esfregava minha orelha, assim como o moreno ao meu lado. Ouvi a porta ser trancada pelo lado de fora.

Meu Deus do céu, então os tapas que eu ouvia durante a madrugada, vindo do quarto do casal, não eram desferidos nas nádegas do Jiminnie. Era Yoongi quem apanhava!

Caralho, é o Yoongi que apanha. — Pelo visto Jungkook concluiu o mesmo que eu. O moreno coçou a cabeça desnorteado e virou o rosto para me encarar.

Certo. Pela primeira vez na minha vida eu não sabia o que fazer. Havia arquitetado tudo, planejado cada mínimo detalhe. Agora eu tinha o Jeon trancado comigo em um cômodo, onde eu poderia finalmente conversar com ele e ajeitar aquela bagunça que havíamos criado, e mesmo assim, estava perdido.

Jeon era uma incógnita para mim.

Já cansado de ficar em pé, busquei sua cama grande e branca com os olhos. Caminhei até ela e me sentei do lado direito, dando leves tapinhas do lado esquerdo indicando que o moreno deveria se sentar ali ao meu lado.

Jungkook se mostrou meio relutante e eu não esperava outra reação vinda do dongsaeng. Era fato conhecido mundialmente que quando decidia fazer birra, ia até o fim. Mas, daquela vez não seria assim. Ele suspirou, cansado, e se sentou ao meu lado como eu havia solicitado em um pedido mudo. Entrelaçou os dedos branquelos e os pousou nas coxas. Me encarava com aqueles olhos grandes e castanhos, enquanto mordia o cantinho da boca um tanto quanto apreensivo.

Isso era tão Jungkook.

— Jeon — Fui o primeiro a quebrar o silêncio. Ajeitei alguns fios rebeldes de minha franja e fitei os botões brancos de minha camisa por algum tempo. — O terceiro castigo deveria ter sido diferente, você não o entendeu. — Confessei, ainda fugindo de seus olhinhos curiosos. Sabia que o moreno me encarava.

— Diferente como?

— No tato, sabe, nós deveríamos... — Coçei a nuca. Era tão óbvio! Poxa, tato! Tato é toque, é sensação, é choque e prazer. Queria toca-lo. Virei para admirar seu rosto — Se você não fosse tão rebelde, se tivesse seguido minhas punições como eu havia planejado, bem, nós, você sabe, eu e você, a gente ia... — Incrível como as palavras me fogem quando preciso delas.

Porque tudo o que eu preciso some quando eu preciso de tudo que vive sumindo quando eu preciso que não suma porque eu preciso?

— Ah, certo. — Riu soprado — Visão, você me torturaria impedindo que eu te tocasse, me obrigando a te aobservar, apenas. Audição, eu provavelmente te escutaria gemer para mim e seria nesse ponto que eu perderia meu controle e chegaríamos, finalmente ao último castigo, o tato. Nós transaríamos. — Meu dongsaeng deu de ombros e eu o encarei incrédulo. Havia se feito de bobo o tempo todo. — Eu sei. Você é muito óbvio Taehyung.

Desgraçado.

— Se você sabia, então porque ficou me enrolando esse tempo todo? — Cruzei os braços chateado. Franzi o cenho para o mais novo ao passo que esse rolava as orbes castanhas. Já se tornava uma mania irritante.

— Você pensou que seria o primeiro a dar o troco, hyung. Mas, na verdade, eu sempre estive na sua frente nessa competição. — Utilizando o polegar e o indicador, o Jeon acariciou meu queixo delicadamente. Apenas com aquele toque meu corpo se arrepiou todinho, sua pele era tão macia e tão cheirosa.

— Do que está falando?

— Ai, Tae. Você é mesmo muito ceguinho, não é?

— Jungkook. — Tirei sua mão de meu queixo e me aproximei lentamente de seu corpo, me posicionando cuidadosamente em sua frente, sentando em cima de minhas pernas. Tinha medo de provocar qualquer movimento brusco e assusta-lo sem querer. — Eu quero te entender. Por favor, me ajuda. — Eu sabia que em meus olhos o 'saeng enxergava sinceridade. Sabia que ele, no fundo, me queria tanto quanto eu o queria.

Essa sensação se confirmou quando o moreno subiu rápido como um raio em meu colo e me tomou os lábios.

Ah, o beijo de Jungkook. Tão doce. Tão selvagem. Tão gostoso. Meu 'saeng tinha cheirinho do condicionador de morango que eu o havia dado há algum tempo, minha destra rapidamente se enroscou em seus fios macios e sedosos, desesperada para aprofundar o toque.

Minha língua percorreu cada cantinho daquela boca gostosa, me dei ao luxo de morder seu lábio inferior algumas vezes, sentindo o prazer que era beija-lo. Os braços do mais novo envolveram minha nuca e suas pernas fortes prendiam minha cintura, como se não quisesse que eu desmanchasse aquela posição. De fato, estava extremamente confortável e gostosa.

Apesar de todos os joguinhos e provocações, eu realmente queria entende-lo. Sempre deixei claro o quanto gostaria de avançar em nossa relação, de descobrir o que nós dois éramos um para o outro. Sempre tentei, sempre e sempre. E o Jeon nunca me dava respostas. Vivia fugindo de mim como um rato foge do gato, e eu, me tornava um ser cada vez mais confuso e cada vez mais apaixonado pelo maldito.

Não se tratava apenas do toque. É óbvio que suas provocações se mostravam um misto de amor e ódio. Eu nunca sabia como deveria reagir. Se eu fugia, ele vinha atrás e se eu correspondia ele se afastava. Como pode um serzinho aparentemente inofensivo causar tanto estrago, não?

Puxei seu corpo para mais perto, como se fosse fisicamente possível. Jeon alcançou o interruptor atrás de si com o braço esquerdo e o apertou, desligando a luz do local. Sem quabrar o beijo desesperado, ele tateou o colchão até encontrar algo que meus olhos puderam identificar como sendo um pequeno controle. Apertou um botão qualquer e então, uma luz avermelhada e suave nasceu em alguns cantos do cômodo, fazendo com que o ambiente não ficasse tão escuro e que também não ficasse tão claro. Estava extremamente agradável.

O quarto do Jeon era cheiroso assim como ele, e eu percebi ao entrar que o mais novo continuava com seu toque por organização. Cada coisinha posicionada em seu devido lugar.

Menos a minha sensatez, que já se encontrava bem distante. Provavelmente no Caribe.

— Você ficou delicioso com essa blusa. — Eu o deitei na cama macia e fiquei por cima, distribuí vários selares por seu pescoço quente de pele alva enquanto sentia o 'saeng retirar o meu cinto às pressas. — Mas você deveria tê-la vestido somente para mim. Outras pessoas te viram gostoso desse jeito e isso e deixa puto.

— Possessivo, hm? — Riu diabólico e se livrou do meu cinto, jogando-o em qualquer canto do quarto. — Mas eu me vesti para você, hyung. — Sussurrou em meu ouvido e eu senti meu pênis ficar duro e ser apertado pelo tecido da roupa. Queria me livrar de toda aquela tralha logo e ter o Jeon só pra mim de uma vez por todas.

— Você é meu. — Beijei a região de sua clavicula e desci com a língua até o umbigo lindinho, por cima do tecido mesmo. Era bem fino então Jeongukkie conseguia sentir cada toque, cada beijo. — Só meu.  — Sem nenhuma delicadeza, e também sem paciência para mais joguinhos, eu desabotoei sua blusa de uma vez só. Puxei o tecido para os lados e ignorei os botões que arrebentavam e pulavam para fora de suas casas com a força aplicada. Parte da linda camisa se rasgou e eu não poderia me importar menos, queria Jungkook para mim.

Queria matar toda aquela vontade de tê-lo desde o ínicio de toda essa tortura, e eu o faria agora.

Senti Jungkook retirar a minha camisa branca rapidamente, jogando-a, também, no limbo. Não interrompíamos o beijo nem por dois caralhos, e em poucos minutos todas as peças de roupa estavam no chão. Estávamos, finalmente, nus.

Não existe nada nesse mundo que se compare com a sensação de ter Jeon nu colado ao meu corpo. Sua pele era tão macia e quente que eu quis me fundir a ele, e tentei matar todo o desejo de me afundar nele o apertando forte contra mim. Jungkook gemeu em resposta, inicialmente eu considerei me desculpar pela força aplicada, estava muito excitado. Mas, descobri que seu gemido fora provocado por puro prazer.

Conhecia sua voz e conhecia sua manha.

— Anda logo com isso Taehyung! — Ele choramingou em meu ouvido e eu agarrei seus fios castanhos com a destra. Sentia suas mãos gostosas passearem por todo o meu corpo, até que uma delas resolveu apalpar minha bunda e empurra-la contra o meio de suas pernas, em uma tentativa desesperada de me fazer entrar. 

— Ai que apressado! Me deixa aproveitar você, saco. — Seria sempre uma batalha entre nós dois. Sempre.

— Você vai aproveitar bastante quando estiver me fodendo, merda. — Eu juro pelos deuses que não sei como aconteceu, mas o mais novo conseguiu ficar por cima de mim. 

Voltou a me beijar desejoso, provocando deliciosos estalinhos molhados por causa das línguas que se enroscavam. Suas mãos acariciavam meu peito e em um rápido movimento, o 'saeng rebolou sua bunda em meu membro rijo. 

— Caralho Jungkook! Eu nem coloquei a camisinha ainda meu Deus, você é muito apressad-

— Cala a boca. — Voltou a esmagar meus lábios e a rebolar gostoso em cima de mim.

Eu estava desesperado. Não queria ser apressado, queria aproveitar cada segundo com o dongsaeng. Queria senti-lo aos poucos e me deliciar pacientemente com seu corpo definido. No entanto, Jeon Jungkook não era tão romântico quanto eu. Admito que sempre fui, um tanto quanto antiquado, apesar de muito safado quando me convém —ninguém é de ferro, né? Mas o moreno conseguia extrapolar todas as barreiras, literalmente superar todos os limites possíveis.

— Vai um pouco pra cima, quero te chupar. — Ele disse ao quebrar o beijo molhado, e graças a Deus quebrou, ou sabe-se lá quando é que eu voltaria a respirar.

— Que delicado. — Murmurei irônico e ri baixo,  acabei levando um belo tapa no ombro — Esquece o que eu falei sobre você ser delicado.

— Anda logo!

Fiz como o moreno pediu, afianl, eu ansiava por aquilo tanto quanto ele. Em poucos segundos, Jungkook já havia se enfiado entre minhas pernas. Apoiei a cabeça no travesseiro que havia colocado mais para cima e observei, desejoso, Jungkook abocanhar meu membro de uma só vez.

— Caralho! — Gemi ao sentir meu pênis ser acolhido pela boca quente e molhada. As mãos gordinhas do 'saeng apertavam minhas coxas e céus, eu queria morrer com aquele boquete.

Jungkook circulou a glande com a ponta da língua e depois soprou suavemente, me causando choquer até o último fio de cabelo. Em seguida, envolveu todo o membro dentro da boca e desceu até a base, chupando com vontade e às vezes, arranhando levemente minha pele com as unhas. Eu já não sabia onde segurar para não explodir antes da hora. Jungkook já havia feito um boquete "surpresa" em mim outrora, e eu sabia que quando queria impressionar, o moreno dava seu melhor.

Agarrei seu cabelo na intenção de auxiliar nos movimentos e levei um forte tapa na mão. 

— Ok, você manda. — Quem disse que os ativos que mandam na hora do sexo provavelmente não conheceu Jeon Jungkook e Park Jimin.

Ele retirou todo o pênis da boca e me olhou provocador. Mordi meu lábio inferior assim que nossos olhares se cruzaram, mas não demorou muito tempo. Logo, o 'saeng havia voltado para os movimentos anteriores. Então, começou a me masturbar com a mão esquerda e levou os lábios até os testículos, sugando-os com tanta vontade que fazia minha perna tremer. Se demorou ali por algum tempo e voltou a chupar meu membro rijo e banhado de líquido pré seminal.

— A-assim eu n-não vou aguentar! — Não queria gozar antes da hora e o moreno não me ajudava. Dei dois leves tapinhas em seu ombro pedindo educadamente que se afastasse, e ele me fitou emburrado.

— Queria que gozasse na minha boca, Taetae. — Se posicionou em cima de mim, colocando uma perna de cada lado. Agarrei suas coxas fartas com as mãos e apertei o máximo que podia, queria deixar marcas naquela pele branquinha.

— Quero gozar dentro de você. — Sem paciência eu o virei e voltei a ficar por cima de seu corpo malhado. Dei atenção aos mamilos sensíveis, mordendo-os com desejo e chupando-os afoito. Jeon arranhava minha nuca e pedia por mais com seus gemidos manhosos, e eu, pobre de mim, só podia fazer suas vontades, não?

Com a canhota comecei uma lenta masturbação em seu pênis grosso e necessitado. Enquanto me deliciava com seus gemidos, alcancei o lubrificante na gaveta ao lado. Cessei os movimentos apenas para abrir o potinho e melecar meus dedos com o mesmo. Senti Jungkook se mexer no colchão e quando pisquei, o mais novo já havia alcançado uma camisinha. Ele abriu a embalagem com pressa e colocou cuidadosamente o preservativo em meu membro rijo enquanto eu acariciava seu rosto com a mão livre. Ele sorriu pra mim.

— Vem, Tae. — Se deitou após verificar se havia colocado a camisinha corretamente e me chamou com a mão. 

Que homem meu Deus.

— Não precisa chamar duas vezes, gostoso. — Me deitei novamente e alcancei seus lábios. O beijo, dessa vez, seguia lento e paciente, ao contrário de todas as outras atitudes. Eu sentia seu gosto em minha língua e vez ou outra distribuía algumas mordidas por seu pescoço.

Quando o beijo se intensificou, senti o Jeon abrir as pernas, prendendo-as em minha cintura. Acatando seu pedido silencioso, levei o dedo médio até sua entrada, provocando-a sem realmente entrar. Me deleitei com os gemidos manhosos de Jungkook que implorava para que eu parasse com a tortura.

Já haviamos nos torturado demais, certo?

Coloquei o primeiro dedo e Jungkook curvou as costas. Sabia que não era a primeira vez dele, e também não era a minha. Mas era a primeira vez que fazíamos sexo, eu e ele. Cada sensação era uma nova descoberta no corpo um do outro.

Movimentei meu dedo dentro do 'saeng, alternando entre estoca-lo e apenas manter o dedo ali, movendo-se lentamente para os lados dentro de Jungkook. Assim que ele se sentiu mais confortável, introduzi o segundo dedo.

Após alguns minutos, eu o fodia com três dedos e céus, já não suportava mais. Seu corpo já se encontrava tão suado quanto o meu e o cheiro de sexo exalava no ambiente. Jungkook mordia o lóbulo de minha orelha e arranhava minhas costas sempre que podia, mas eu não me importava. Queria que deixasse tantas marcas em minha pele como eu deixaria na dele.

Eu o questionei para saber se estava tudo bem e ele me respondeu que sim. Não queria ser rude com ele. Pelo menos não no início.

Voltei a beija-lo para que focasse em outra coisa além das estocadas, e após algum tempo, retirei meus dedos de dentro do meu dongsaeng, posicionando o meu membro rijo no lugar. Parei com todos os meus movimentos unicamente para distribuir selares molhados e deveras demorados em sua pele. Arrastei a língua por seu pescoço e brinquei, novamente com seus mamilos. Jungkook estava um pouco desesperado para concretizar o ato então decidi não me demorar mais.

Eu o penetrei cuidadosamente, ouvindo seu gemido incômodo misturado ao prazer em meu ouvido. Apenas a sua voz seria capaz de me fazer chegar ao limite ali mesmo, e ele sabia disso.

Em pouco tempo, já estava inteiro dentro do moreno. Enquanto esperava que se acostumasse com o volume, acariciava sua cintura com as mãos e o beijava tranquilamente. Ficaria para sempre dessa forma se não estive tão excitado. 

— Pode ir, Tae.

Ai, que neném mais lindo. Sei que parece errado, mas, Jeon conseguia ser fofo até em um momento daqueles. Até no meio de uma foda. Não sei como conseguia, e também não estava com cabeça para pensar sobre. Tudo o que eu queria era tê-lo para mim.

— Avisa se quiser que eu pare. — Deixei um selinho molhado em seus lábios inchadinhos.

Ele estava tão entregue. Seus braços me envolviam com ternura, coisa que eu nunca havia sentido.

— Isso não vai acontecer. — Me fitou intensamente, pedindo para que continuasse, e assim eu o fiz.

Comecei a me movimentar dentro dele lentamente, aproveitando os primeiros momentos para apreciar seus gemidos gostosos. Retirei todo o meu membro de dentro do moreno, e depois, eu o coloquei inteiro bem lentamente apenas para provoca-lo. Oras, era só uma provocaçãozinha de nada!

— Ai, merda, Tae! Que gostoso. — Gemeu sorridente em meu ouvido e eu mordi seu ombro. Queria que fôssemos um só.

Continuei a empurrar meu quadril contra seu corpo paciente, até que em determinado momento decidi intensificar os movimentos. Eu me forçava contra sua entrada apertada com força, e seus gemidos aumentavam de acordo com a intensidade das estocadas. 

Senti um tapa forte em minha nádega direita e ri na curvatura do pescoço do mais novo.

— Agressivo. — Sussurrei contra sua pele cheirosa.

— Gostoso do caralho!

— Nossa.

Se tivesse descoberto antes o quanto o Jeon gostava de comandar o sexo, teria planejado meus castigos de maneira diferente. Teria feito com que ele mandasse em mim. Eu, sinceramente gostava muito de dominar, e sabia que Jeongukkie também gostava de ser dominado. Só que ele gostava ainda mais de mandar no calor do momento. É, talvez, se eu soubesse antes, não teríamos perdido tanto tempo. Mas o que realmente importava naquele momento era que estávamos os dois ali, dando prazer um ao outro. Sem medo, sem provocações baratas, sem joguinhos. Apenas Taehyung e Jungkook.

— Taetae, quero sentar em você. Vira por favor. — Suas bochechas estavam em tom escarlate e eu poderia pinta-lo em um quadro de tão lindo. Os cabelos negros grudavam na testa assim como os meus, seu cheiro era ainda mais delicioso minsturado ao meu odor.

— Ah, que delícia que você é. — Eu o estoquei com força uma última vez antes de atender seu pedido e o vi morder o lábio inferior, desejoso.

Assim que trocamos as posições, o Jeon se encaixou com facilidade em meu membro duro, sentando com vontade e iniciando reboladas gostosas. Começou devagar, acariciava minha pele com cuidado enquanto eu segurava seu quadril em movimento. Depois de algum tempo passou a sentar com mais força e rapidez, sendo necessário que eu segurasse sua cintura com mais intensidade para que conseguisse se mexer sem cair.

Era delicioso demais. Jungkook era assim, tudo o que fazia era assim.

Levei a destra até seu membro e iniciei uma masturbação instensa, assim como suas reboladas em meu colo. A pele do Jeon queimava tanto quanto a minha e seus gemidos altos eram música para meus ouvidos. Imaginei que Jimin provavelmente ria às nossas custas, mas eu não me importava. 

Ué, foi ele que pediu, né?

Jungkook me puxou pelos braços para que eu me sentasse na cama, e assim deu continuidade às reboladas enquanto me beijava desajeitado devido os movimentos intensos. Ele sorriu nos meus lábios e eu retribuí.

Voltamos para a posição inicial onde eu me encontrava por cima, metendo fundo no Jeon. Era tão apertado! Isso só me fazia ter mais vontade de fodê-lo sem dó. Ele não merecia piedade. Pensando assim, iniciei estocadas mais bruscas, adorando o som provocado pelo impacto causado por nossas peles. Meu quadril praticamente espancava sua bunda, a região estava avermelhada e aquilo estava me deixando maluco. Pousei minha cabeça em seu pescoço enquanto apertava suas coxas grossas. Seus dedos faziam o que podiam para descontar tanto prazer, puxando meus cabelos ou apertando meus braços.

Já estávamos no limite.

A-ai, Tae! — Acertei sua próstata e o vi se desmanchar, o líquido esbranquiçado jorrou por um longo momento até cessar. Jungkook ficou completamente sem forças.

Me empurrei uma útima vez contra seu corpo, sentindo-o tremilicar. Então, cheguei finalmente ao ápice, também me deliciando com o orgasmo enquanto gozava.

Saí de cima do 'saeng apenas para jogar fora a camisinha usada e me deitar ao seu lado. Eu o envolvi com os braços e depositei um beijo em sua testa. Ele me correspondeu carinhoso, abriu as orbes negras e me encarou com aquela expressão habitual de curiosidade. Algo que sempre admirei nele.

— Ainda existem coisas sobre você que eu não entendo. — Selei nossos lábios com carinho e voltei a fita-lo em seguida. 

Aquele cachorro parecia um anjo de tão bonito, merda. Aquela pintinha linda que morava em seu rosto.

— Pergunte o que quiser. — Com o polegar o 'saeng acariciou minha bochecha e sorriu. 

Aquele parecia um Jungkook completamente diferente. Um Jungkook mais maduro e seguro de si, de fato, alguém independente e afável. Meu peito se aqueceu.

— Qual a razão, meu bebê

— Bebê não Taehyung. — Fez bico. Ai que fofo!

— Bebê sim. E você me interrompeu. — Eu o apertei mais forte contra meu corpo.

— Ai, fala.

— Qual a razão para todos esses anos de provocações, hm? Porque você sempre foge de mim?

Jeon pareceu ponderar o que ia responder. Fitou meu rosto por alguns momentos, depois baixou o olhar para meu peito e iniciou um leve carinho por ali, com o dedo indicador. Suspirou e novamente, pousou os olhinhos nos meus.

— Eu sempre fui apaixonado por você. E, bem, quando você começou a namorar o Hoseok na escola, eu quis te matar. 

— Como é que é? — Por essa eu não esperava, hein. Arregalei minimamente os olhos e tirei forças do inferno para não rir. Aquilo era mesmo Jungkook se confessando? Lindo!

— Se você der risada eu não conto mais, seu sem graça! — Esperneou como o belo manhosinho que era. Eu não consegui conter o riso e a alegria que me preenchia e acabei, sem querer, rindo um pouquinho. Fiz carinho em seus cabelos castanhos e sorri terno, demonstrando que ele poderia continuar.

— Desculpe, Kookie.

Ele bufou teimoso. Depois se rendeu e voltou a me apertar contra o próprio corpo, com rosto bem próximo ao meu.

— Como eu disse, sempre gostei de você, seu banana.  — Rolou os olhos todo marrento.

— Banana não.

— Banana sim. Só que você não percebeu, Tae... Então, eu fiquei realmente chateado quando começou a namorar. Daí, bem, — Deu de ombros —  decidi que faria você me desejar tanto quanto eu o desejava. E não é que deu certo? — Sorriu sapeca e eu franzi o cenho.

— Você passou todos esse tempo me provocando para me provar exatamente o quê, mesmo?

— Eu sei que fui estúpido. — Beijei o biquinho que se formou em seu lábio rosadinho. — Mas na época, fez sentido pra mim. Então, bem, comecei com as provocações e quando dei por mim, eu estava gostando desse jogo. Queria te fazer ficar aos meus pés. — Riu sem graça da própria confissão e eu fingi espanto. Ouvir sua risada era tão bom.

— E quando você planejava parar, hm? — Peguei seu queixo em minhas mãos e o beijei delicadamente.

Eu estava muito melosinho mesmo.

— Quando me pedisse em namoro, assim como pediu o Hoseok. — Vi seu rosto corar e senti sua pele ficar quente. Ah, não. Aquilo não podia ser o que eu estava imaginando ser.

Ele estava mesmo com vergonha.

— Você é tão lindo e idiota! — Ri descontrolado, abraçando-o com força com medo que escapasse de mim mais uma vez.

Em todos esses anos nunca imaginei que meu 'saeng pudesse se sentir assim. Sempre imaginei que estivesse brincando com meus sentimentos, mas não. Está certo que aquela não era a atitude mais madura e sensata do universo, mas ele só estava tentando me mostrar — do jeitinho maluco dele — que desejava que eu o desejasse de volta.

Acho que Jungkook sempre esteve lá para mim e eu fui tolo o suficiente para não perceber. Para não perceber que na verdade, Hoseok não foi o primeiro garotinho pelo qual me apaixonei, tampouco aquele menino que me emprestara um lápis na sala de aula. A minha primeira paixão sempre foi e sempre seria Jeon Jungkook. O garotinho branquelo de cabelos negros e dentinhos de coelho que me acompanhava na ida e na volta da escola. Que dividia sua marmita comigo quando eu esquecia a minha em casa, que me ajudava nos deveres escolares e que, até hoje, me apoiava em meus estudos e objetivos.

Jungkook era minha paixão.

Sempre seria ele.

— E você aceita namorar com-

— Aceito. — Respindeu apressado demonstrando um ânimo bonitinho. Sorriu lindo, deixando à mostra os dentes branquinhos. Em seus olhos havia um brilho que eu nunca havia visto antes. 

Eu também estava muito feliz por, finalmente, dar aquele assunto como encerrado e poder começar uma nova vida ao lado do Jeon. Começar algo. Algo realmente importante.

— Mas eu nem pedi ainda! — Resmunguei fingindo indignação e ri ao seu lado. Depositei mais um beijinho em seus lábios rosados e recebi um carinho muito gostoso nas costas. Nossos pés estavam enroscados e as testas grudadas.

— Você demora demais, pra tudo. 

— Não é assim! — Fiz bico.

— Claro que é. Eu disse, Taetae. Eu sempre estou um passo à frente.

A verdade é que o pior castigo de todos, seria viver sem ele.


Notas Finais


Eu sei, ficou enorme o capítulo. Até pensei em dividir em duas partes, mas, achei que não seria adequado. Eu espero que tenham gostado e quero agradecer aos que leram, favoritaram, comentaram e etc. Às vezes demoro para responder mas, estou sempre de olho no que vocês estão fazendo por aqui. Muito obrigada por todo seu apoio e amor!

Conheçam minhas outras historinhas! ^3^
Castanho: https://spiritfanfics.com/historia/castanho-10506808
Pay Me: https://spiritfanfics.com/historia/pay-me-10365931

Música citada acima: https://www.youtube.com/watch?v=JEBPnKNYUKg (TiO - Zayn)
Blusa que o Jungkook usou na boate: https://data.whicdn.com/images/299844089/large.png


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Tô aqui pra quem quiser conversar. Um beijo na bunda e xau.


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