História O.sa.car! - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Personagens Originais
Tags Bts, J-hope, Jung Hoseok, Romantico, Slice Of Life
Visualizações 10
Palavras 2.192
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, passando para deixar mais um capítulo da fic sobre flor do juninho hahaha~
Tenham uma ótima leitura! o/~

Capítulo 3 - Vamos?


Fanfic / Fanfiction O.sa.car! - Capítulo 3 - Vamos?

Eram quase dez horas da noite quando Hoseok terminara de cozinhar a janta... Ou melhor, tentara. O jovem cobrador, em sua mais plena idade de morar sozinho, cozinhava coisas comestíveis, não fazia nada muito especial no dia a dia. Mas hoje, querendo impressionar Rosa, ele decidiu que iria preparar um prato de sua terra natal. Iria.

Logo que começou com os preparos, percebeu que vários ingredientes lhe faltavam. Decidiu, por final, fazer o que dava para fazer com o que tinha: gororoba. Desta vez, porém, prometeu que seria a melhor das gororobas.

A uma certa altura do som da peculiar música Fire, Hoseok se encontrava no seu clímax, totalmente entretido e distraído com os malabarismos das panelas e frigideiras. Ele dava o seu melhor na dança, mas esquecera de dar o seu melhor no mais importante, que era a comida.

Após algum tempo preparando a mesa com o jantar, o dos cabelos vermelhos decidiu acordar Rosa para a singela refeição. Contudo, antes disso, fora obrigado a parar e observar a figura de sua flor adormecida. Ele olhava para ela como se estivesse lendo o mais lindo poema que já lera em vida.

Rosa dormiu depois de muito chorar, agora se encontrava serena, a manta fina com que Hoseok a cobrira fora chutada para no chão. Além disso, a camiseta que emprestara a ela revelava-lhe o abdômen, o que o deixou preocupado. E então o apaixonado descobriu mais uma característica de Rosa: ela se mexia demais enquanto dormia. Este sorriu secretamente, adorava cada detalhe que aprendia sobre ela.

— Assim você pega resfriado, Rosa – ele falou, repreendendo a dorminhoca.

Hoseok aproximou-se e ajeitou a sua roupa, cobrindo devidamente a parte exposta. Agachado ali, ele apoiou a cabeça sobre os braços no sofá e ficou admirando o rosto calmo da jovem. Por um tempo ficou a afagar a sua cabeça, ela dormia tão bem!

Foi no meio dessa demonstração de carinho que Rosa acordou. Ela abriu os olhos devagar, mas, diferente do se imagina de uma delicada flor, Rosa tomou um grande susto ao ver o rosto do amigo tão próximo de si. Ela não esperava haver ali um rosto, ou a sombra de um, pois a luz da sala encontrava-se desligada no momento, fazendo apenas com que a luz da cozinha produzisse este efeito macabro.

Ela gritou alto, assustada. E claro, o cobrador também se expressou aos gritos com o susto que levara do susto da outra. Este tombou no chão para trás e se arrastou até o interruptor para ligar a luz.

— Sou eu, Rosa!

—Hoseok! Que susto você me deu! – gritou Rosa, quase saltando de onde estava.

Quase saltou, ela tentou saltar, mas esquecera do tornozelo inchado. Então, o salto foi interrompido por uma dor tremenda que sentiu. Ela caiu, agarrava acanela direita e rolava no sofá, como um jogador de futebol ferido em campo.

Já Hoseok, em vez de pedir desculpas, começou a rir a logo que viu Rosa, ele batia palmas sem se conter no riso que produzia. Rosa estava com os cabelos desgrenhados; os olhos inchados de tanto chorar quase não permitiam enxergar a cor de sua íris. Além disso, metade do rosto estava estampado com o padrão do estofado do sofá.

— Rosa, você está hilária!

— O-o que está acontecendo? – ela perguntou, ainda se recuperando do susto, não entendia o que o outro falava. 

Ele se aproximou para ver de mais perto a marca do sofá, e no mesmo segundo não se aguentou, começou a rir mais ainda. Para ele estava tudo muito engraçado.

— E está com baba! – falou apontando para o rosto da moça.

E ela nada pôde fazer, o outro caiu no chão às gargalhadas, agarrava fortemente o abdômen devido às dores do riso.

Rosa, ao ouvir da baba, levou a mão à bochecha e então sentiu o melado em seu rosto. Olhou para o local onde havia encostado a cabeça, uma mancha escura marcava a boa soneca que tivera.

Ela então olhou para o jovem que se contorcia de tanto rir no chão. Não sentiu raiva, não se sentiu humilhada. Ela não ouviu em suas gargalhadas nada ofensivo, irônico ou de deboche.

Com o coração aliviado, Rosa deixou-se rir pela primeira vez da situação engraçada em que ela mesma se encontrava. O seu riso começou tímido, mas à medida que seu amigo ria por ela estar rindo, a sua risada tornava-se mais alta. Naquela noite, no prédio de Hoseok, surgiu um boato de que fantasmas risonhos moravam no sétimo andar devido aos risos escandalosos que se ouvia, sem saber realmente de onde vinham.

— Ai Rosa – começou ele entre as risadas doloridas –, me dá um espaço para sentar, não estou aguentando.

Ela foi para o lado, ele se jogou no sofá, espalhando-se por inteiro, sentia-se mais cansado do que quando dançava no clube. Os dois se entreolharam e um silêncio engraçado se fez entre eles. Agora sorriram divertidos com a cena que se passara.

Um vento passou pela casa, pois a janela da cozinha e a porta da varanda estavam abertas. Rosa sentiu um cheiro de queimado vindo da cozinha, trazido pelo vento.

— Hoseok, o que você esteve fazendo?

— Oh! Eu estava fazendo a nossa janta – Rosa farejava o ar –, mas parte acabou queimando.

— Oh, entendo – ela falou pensativa. – Mas tem outro cheiro, muito bom por sinal, misturado com o queimado.

Hoseok sorriu pela suposta aprovação do que preparara para o jantar. Sentia-se no momento o melhor dos cozinheiros.

Rosa sentia um cheiro familiar, tinha um sabor amanteigado, misturado a um pouco de óleo e sal. Ela adorava esse cheiro, trazia um sabor suculento que só se via nos cinemas.

— Hoseok, o que você preparou? – ela perguntou já desconfiada do que poderia ser.

— Pipoca!

***

Quarto escuro, cobertor no chão, os ponteiros do relógio marcando nove e vinte da manhã de um domingo perfeito. Sim, aos olhos de Hoseok este seria um dia perfeito. Ao entrar no seu quarto nas pontas dos pés para não acordar Rosa, preparava-se para acorda-la, pois estava ansioso para passar o dia com ela.

Depois de terem jantado na noite anterior, o cobrador pediu para que ela ficasse. Afinal, o pé torcido dificultaria a volta pra casa. Ela concordou depois de muita insistência, ela se sentia um incomodo. Onde já se viu dormir na casa de Hoseok depois de tê-lo feito carrega-la, lavar suas roupas, e ainda ter feito a janta?! Além disso, teria que dormir na cama dele, pois este negava o sofá para a visita.

Ora Rosa, você não seria incômodo nenhum para o apaixonado Jung! Para ele, quanto mais tempo Rosa ficasse, melhor!

Agora o jovem cobrador estava parado novamente observando a figura adormecida da amada, que se encontrava dormindo numa posição mais difícil do que se via em aulas de ioga. Ele sorriu ao ver que ela dormia confortável.

Nove e meia. O despertador no celular dela tocava incessantemente uma das músicas que o amigo a indicara uma vez: Best of me se tornara numa de suas favoritas. Sob o ritmo da música, o jovem se dirigiu a janela e abriu as cortinas num movimento só. O clima estava ótimo e o Sol estava incrivelmente radiante.

A claridade repentina no quarto fez Rosa acordar de seu sono preguiçoso. Com os olhos embaçados e a cara amassada de sono, ela tateava a cama com as mãos à procura do cobertor para se cobrir. Não o encontrando, desistiu e decidiu finalmente se levantar. Assim que conseguiu abrir os olhos, recebeu a mais animada saudação que tivera em vida:

— Bom dia, flor do dia!

O jovem cobrador mostrava a sua empolgação ao acordá-la, a sinceridade com que utilizava as palavras e expressões tornavam cada momento único, Rosa olhou para ele e sorriu em resposta. Um alegre “bom dia”, como este, fazia muita diferença para ela.

Rosa chegou à conclusão, neste dia, do que o seu melhor amigo lhe significava. Jung Hoseok era como um Sol, talvez esta imagem tenha sido afetada pelos raios da manhã que incidiam pela janela do quarto dele naquele momento, e, mesmo sem aqueles raios, sempre emanava uma aura radiante e positiva.

— Como está a sua perna? – ele perguntou, tirando-a de seus devaneios.

— Acho que está bem melhor.

Ele se aproximou e começou fazer uma breve massagem nela, ele girava o delicado pé atrofiado de Rosa sempre prestando atenção em suas reações.

— Não dói?

Ela meneou a cabeça.

— Nem um pouco.

— Que bom! – disse alegre. – Então vamos tomar um café?

 

Os dois resolveram ir para a sala, mas antes disso tiveram outra pequena discussão. Ela se recusava a ser carregada para a sala. Assim como na noite anterior se recusara a ser carregada para o quarto. Rosa não estava acostumada em receber a gentileza das pessoas, muito menos em ter um amigo que lhe demonstrava isso. Mesmo sabendo disso, ele persistia em mostra-la. E dentro de sua gentileza, o cobrador queria mesmo era capturar o coração da donzela. À noite conseguiu carregá-la, porém, nesta manhã fora estapeado uma ou duas vezes enquanto a carregava sem o seu consentimento.

Ao chegar perto do sofá, o cavaleiro desastrado tropeçou no tapete que havia ali. Sem nenhuma segunda intenção, ele caiu sobre Rosa no sofá. A queda não fora nem um pouco parecida com a de um dorama, uma vez que Hoseok gritava escandaloso com o susto de ter tropeçado. Rosa adorava essa espontaneidade dele, e começou rir de imediato, enquanto dava tapinhas nas costas dele, não se aguentando de rir.

O dos cabelos vermelhos se levantou silencioso e sério. A queda lhe fizera mal. Ele não havia se machucado, mas o macio corpo de Rosa não poderia ser ignorado.

Os dois se entreolharam por um tempo. Ela percebeu que ele analisava o seu rosto, sentiu-se enrubescer por completo. E ele sabia que estava completamente perdido de paixão.

— É nessas horas que acontece um beijo né? – Este proferiu com uma voz totalmente diferente do Hoseok hilário que a outra conhecia.

Sem saber o que fazer, Rosa olhou assustada para os lados. Notou que a cada segundo ele se aproximava mais. O fogo lhe subiu a cabeça. As cenas de todos os doramas recomendados que assistira chegaram à sua mente como tempestade. Tudo o que ela soube fazer foi imitar as bonitinhas das novelas coreanas: fechou os olhos, fingiu-se de boba, se é que já não era.

O beijo não veio.

Hoseok se distanciou e saiu do sofá. Rosa abriu os olhos, sentindo-se estranha. “O que acabou de acontecer?”, pensaram os dois. Ela, sem ainda se entender, apenas alisava os cabelos com os dedos. Ele, tendo chegado à cozinha, tentou respirar fundo.

O jovem abriu a geladeira, não tinha quase nada além de um pacote de milho já aberto e gelo. Fechou a geladeira. Suspirou frustrado, não por ter nada para oferecê-la, mas por não tê-la beijado naquela hora... Ou fez certo em não ter beijado? Certamente haveria chances de levar outro tapa dela, de deixar ela brava, de acabar com a nossa amizade!

Ele foi para a sala e encontrou Rosa sentada olhando para o nada.

— Rosa? – ele começou, chamando a sua atenção. – Desculpa por agora há pouco.

— O quê? – Rosa parecia desnorteada.

— Eu quis parecer engraçado, mas acabei errando a piada...

— Ah, não, tudo bem – Ela sorriu sem graça.

Mas Rosa ainda se sentia estranha. Que dor era aquela que sentiu no peito quando Hoseok disse que queria fazer uma piada? No fundo ela pensou que ganharia um beijo dele, mas, depois não sabia o que faria em seguida. Ele era o melhor amigo dela, mas um beijo... Um beijo não faria mal nenhum... Faria?

Ora! Mas no que está pensando Rosa?! Será que você está gostando dele?

Ela balançou a cabeça para sair destes pensamentos. O problema não era gostar de Hoseok, na verdade, o problema era não se achava digna de ser amada por alguém.

— O que temos para o café hoje? – Rosa mudou de assunto.

— Oh! É... Pipoca? – ele respondeu e depois riu de si. – Me desculpe Rosa, mas não tenho comida o suficiente pra encher este seu buraco negro! – e fez uma careta.

Como resposta, foi repreendido com uma almofadada na cara.

— Vamos sair, Rosa! Podemos passear hoje, já que ontem não pudemos. Conheço uma cafeteria ótima aqui perto!

Ela aceitou a ideia. O seu amigo estava certo, Rosa estava com tanta fome que seu estômago poderia se tornar mesmo um buraco negro.

Depois que Rosa terminou de se arrumar, foi a vez do outro de aprontar. Quando este saiu, ela sentiu o seu coraçãozinho palpitar estranhamente. Como Hoseok estava bonito! Aos seus olhos, ele brilhava mais e mais a cada segundo que passava com ele. O que era esta sensação que transbordava no peito de Rosa neste momento?

Rosa se descobriu apaixonada pelo melhor amigo! Era inconfundível este sentimento que a preenchia, ela sentia isso! Era o amor se aflorando pela primeira vez em sua vida.

Percebendo que a moça o observava sem nem piscar, Hoseok não conseguiu deixar de sorrir. Ele decidiu que conquistaria a sua garota aos poucos, de acordo com os passos dela.

Ele se aproximou e segurou a mão dela, guiando-a para o melhor dos domingos.

— Vamos, Rosa?


Notas Finais


O capítulo foi bem descontraído. Me diverti bastante com estes dois!
Espero que vocês também tenham se divertido!

Aviso: sobre a frequência de publicação desta fic... é bem irregular. Eu começo a escrever sempre que a minha outra fic alcança +10 favoritos. Este cap. por exemplo é para comemorar os 70 favs hehe.
Faço isso porque esta fic é curta e tem um desenvolvimento mais aconchegante pra mim, então esta escrevo quando posso. E foco na outra por mais tempo, já que aquela é mais complicada e tem uma frequência semanal de publicação.

Muito obrigada por terem lido até aqui! Até a próxima o/~


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