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História OSNF: Membrana Roxa - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


    O ar naquela sala parecia ir do frio congelante, ao calor ardente de chamas na pele humana. Poderia ser pior, Victória poderia está presa com desconhecidos lá dentro... oh, espera... essa é a real situação.
A garota achava extremamente irritante não poder se apresentar a todos ali antes da reunião. Não era sempre que Rafael aceitava trabalhar com pessoas de fora, mesmo que ela gostasse da dinâmica de dupla dos dois, Victória ainda desejava um pouco de energia diferente em sua vida... seu irmão parecia uma doninha que jogava vídeo games. Sempre se espreitando para roubar sua comida enquanto joga algo no PS4.

- Alguém vai nos explicar o que estamos enfrentando? Preciso de informações.- A mulher de cabelos escuros falou, parecia aborrecida.

- O senhor Veríssimo, nos designou essa tarefa. Na real, viemos aqui apenas para encontrar com vocês. A nossa reunião vai acontecer em outro local, então senhorita Webber... Não se preocupe com a sala sufocante.- Rafael falou encarando a mulher que estava a sua frente.

Levantou e caminhou até a porta, alcançou a maçaneta e saiu da sala. Victória, encarou a cena com um pouco de vergonha. Rafael sempre dava esses chiliques de garoto birrento, isso deixava ela meio sem jeito.
A garota virou para o pessoal da sala com uma expressão envergonhada.

- Gente... Não precisam perdoar o comportamento dele, Rafael só não está acostumado com pessoas novas e... essas ações são uma forma dele se proteger. Não vai acontecer outra vez.- Ela falou levantando de sua própria cadeira.

- Acho que... todo mundo tem motivos para ficar na defensiva. Nós também não conhecemos vocês, sequer sabemos seus nomes.- Falou o Rapaz com uma cicatriz de garras bem no rosto.

Os olhos dele chamaram a atenção de Victória, eles tinham cores diferentes e eram lindos. A cacheada poderia passar o dia todo olhando para eles, fascinante.
Voltando de seus devaneios, Viih sorriu e estendeu a mão para que o homem a segurasse.

- Prazer, eu me chamo Victória... Victória Mancini.- Ela sorriu fazendo uma breve pausa quando o homem apertou sua mão.- Eu sou formada em psicológia, estou na ordem a três meses e meio.

- Prazer, Arthur Cervero. Estou na ordem a um mês, é também sou formado em psicologia.

- Eu sou Thiago Fritz.- O homem com um corte na bochecha falou e Victória sorriu para ele.

-Nós sabemos. Vocês foram a equipe que viajaram até Carpazinha para encontrar a equipe Kelvin... Senhor Christopher, essa era a missão da qual você tanto falava ?

- Sim menina. Eu não queria preocupar vocês... as coisas foram intensas.- Ele disse cruzando os braços.

Antes que alguém dissesse algo, a recepcionista, Sabrina, entrou na sala segurando alguns papéis e sorriu gentilmente.

- Com licença, senhores e senhoritas... o senhor Barbosa pediu para que vocês fossem lá para baixo o mais rápido possível. Acho que ele quer ir embora.- Dito isto ela se virou e saiu.

Todos levantaram de suas cadeiras e se puseram em uma pequena fila indiana, para sair do local sem bagunça.

- Falamos sobre isso assim que chegarmos em casa.- Victória disse entrando no elevador.

No andar inferior, Rafael estava batendo o pé impacientemente. Ele não ficou irritado com Liz, em específico, não o que ela falou, mas como falou.
Pronunciando cada palavra como se ele fosse apenas um garotinho que não sabe o que faz. Por Deus, como ele odiava ser comparado a uma criança... O grande problema é que ele tinha as ações de uma criança. Sempre ciumento com Victória, e a garota até que entendia, eles sempre foram a única família um do outro, junto a César e Christopher.

Viih saiu do elevador com as mãos no bolso do casaco que ela havia vestido, ainda na sala, parecia um pouco frio hoje e as chances de pegar um resfriado dobravam a cada segundo.
Percorreu os olhos pela recepção e encontrou Rafel escorado no balcão, ele estava, sutilmente, flertando com Sabrina... Mas Victória sabia que não era nada sério, seu irmão sabia que Sabrina estava noiva de uma garota que também trabalhava na ordem, e eles eram conhecidos. Com a calma de uma leoa, pronta para atacar, Victória se aproximou do irmão e segurou ele ela toma do casaco.

- Pare de amolar a menina Rafael! Ela está noiva, e ainda é a primeira semana dela trabalhando aqui. Você quer espantar a Sabrina ?- Ela riu quando o garoto resmungou, e piscou o olho brincalhona para a recepcionista que deu uma leve risada arrumando o óculos.

- Finalmente! Achei que iriam morar lá dentro. Acho que, eu vou de moto... deixei a minha no posto de gasolina para arrumarem o amassado da última missão.- O menino fez uma rápida conta matemática na cabeça e virou para a irmã.- Alguém tem de vir comigo na garupa.

- Quem vai com o Rafael na moto?- Ela perguntou olhando para todos.

- Eu posso ir, sou o maior aqui... fica melhor para todos.- Christopher se pronunciou e Rafael negou com a cabeça.

- Nem pensar velhinho, você está machucado. Não pode fazer esforço, e eu não vou te levar... Você vai na frente com a Viih.- O menino falou rodopiando o pingente de luvinha no dedo indicador.

- Sim pai, você não pode fazer esforço. Seus pontos vão quebrar. Eu vou com você Barbosa.- César disse colocando a touca preta de volta na cabeça.

- Vamos então Oliveira, pegamos a moto no posto de gasolina aqui do lado. Viih-senpai, vai na frente com os outros.

- Viih-senpai?- Joui franziu as sobrancelhas olhando para os dois.

- Ah sim... Rafa me chama assim, ele assiste muitos animes e nós já viajamos para o Japão algumas vezes, ele tem essas manias.- Victória explicou e Joui sorriu.

- Que bom que eu não sou o único. Essa aqui é a minha Liz-senpai.- Ele disse dando um sorriso brilhante apontado para a mulher de cabelos escuros.

Rafael sorriu discretamente, andou até sua irmã e abraçou ela apertado. Ele não costumava sair sem a moça na garupa da moto e ele fez a promessa de sempre abraça-lá antes de sair sozinho, caso algo acontecesse.

- Eu te amo, tenha cuidado na estrada.- Ela sorriu alisando as costas do rapaz.

- Eu também te amo, tome cuidado e ponha o cinto.

Rafael caminhou até a grande pedra de mármore, e falou algo para a Sabrina, essa pegou dois capacetes em baixo do balcão e ele sorriu em agradecimento. Voltou e entregou o capacete nas mãos de César.

- Cohen... toma cuidado com o meu capacete, se não você vai parar no hospital.

- Nossa eu estou morrendo de medo Barbosa!- O rapaz falou ironicamente para o mais baixo.

Rafael bufou e saiu pisando duro, César sorriu triunfante para os outros e andou até a porta, em uma tentativa, falha, de acompanhar o mais novo.





















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