História Ossos de Vidro - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance
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Palavras 1.175
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Finalmente Pais


Durante a semana, além do trabalho, Simon e Mattew discutiram sobre as crianças, geralmente tarde da noite, quando Simon finalmente chegava em casa depois de longas reuniões com os robôs-engravatados como ele apelidou o comitê. E depois de longas conversas, eles aceitaram que realmente a criança com qual mais simpatizaram foi o tão famoso Peter. O menino parecia ser a escolha ideal para ambos. Com a decisão tomada, voltaram na data combinada para resolver os últimos detalhes da adoção e oficialmente se tornarem pais, e esse semana também foi tempo suficiente para Simon mandar Susie, a governanta, como ela mesma se auto-intitula, para ajeitar um quarto para Peter, sem decoração, eles queriam fazer isso com o filho. Mattew já se sentia um verdadeiro pai bobo já chamando o menino mentalmente de filho, apesar de Simon preferir chama-lo de pirralho.

  Como foi marcado, foram para o orfanato para informar qual seria a criança escolhida. Como sempre, Simon demorou para se arrumar afirmando que era um dia importante demais para ir com qualquer roupa, sendo que depois de quase meia hora, disse que estava sendo muito egocêntrico indo de terno, com Mattew quase o enforcando, optou por uma calça social, camisa branca e um blaise ( como se não usasse essa combinação no dia a dia ), saíram de casa e foram enfim buscar seu filho.

  Chegando, foram a recepção, informaram o motivo da visita, esperaram por lá, foram então chamados para a sala da diretora do orfanato, a cumprimentaram, se acomodaram e Simon começou:

 - Bem, semana passada fizemos as entrevistas e refletimos em casa, e a criança que mais nos demos bem foi o Peter.

 -Realmente, foi com ele que conseguimos ter uma conversa mais amistosa do que com os demais.

 -O Peter ? O menino com ossos de vidro ?

 -Sim esse mesmo, algum problema ?- Mattew perguntou educadamente, mas já sentindo o coração gelar. E se eles não pudessem leva-lo ? Apenas pensar nisso fez seu coração dar uma apertada.

-Não, não é isso, é só que ninguém quis leva-lo depois que descobriram a doença... É só algo interessante. Bem tenho certeza que ele vai adorar a notícia, mas antes temos que resolver a papelada, bem vocês vão ter que ligar para o advogado de vocês para o caso ser levado a julgamento, é um processo um tanto longo, cerca de uns 3 ou 4 meses, mas isso é só para ser registrado no Estado, hoje mesmo vocês receberão a visita da assistente social para verificar a casa de vocês, e a noite poderão levar Peter. Vocês deram sorte de chegar cedo e num dia que a assistente já está aqui, isso normalmente demoraria uns 2 dias.

 - Entendemos, bem vamos a papelada- Simon respondeu.

 A diretora os apresentou uma série de papeis e documentos para assinarem e em seguida foram encaminhados para a mesma sala onde fizeram as entrevistas na semana passada, e aguardaram por alguns minutos, quando a assistente social, uma moça alta e morena usando um rabo de cavalo nos cabelos lisos, entrou na sala, os cumprimentou e disse:

-Bom senhor Rogers e senhor Taylor, vocês já devem ter visto parte da papelada com a senhora Hall, então aqui iremos só tratar dos questionários tudo bem ?

- Tudo bem. – Responderam juntos.

-Bem, qual a profissão dos senhores?

-Eu sou empresário.

-Eu sou agente aposentado.

-Interessante, os senhores moram em casa ou apartamento ?

-Numa casa um pouco afastada da cidade.

-Qual o motivo da residência de vocês se encontrar longe do centro, onde naturalmente para um empresário seria muito mais produtivo?

-Por que achamos que um pouco mais longe do centro é mais calmo, e isso ajuda nos meus relatórios.

-A casa dos senhores possui sistema de segurança ?

-Claro.

-Possuem animais ?

-Dois cachorros e dois pássaros, um Golden, uma vira-lata e duas calopsitas.

-Possuem porte de arma ?

-Uma pistola calibre 12 e uma escopeta.

-Deixam suas armas guardadas ou expostas ?

-Guardadas em um armário trancado.

-Algum dos dois tem algum tipo de vício ?

-Uma vez ou outra uma caipirinha.

-Antecedentes criminais ?

-Não que saibamos.

-Os senhores têm condições de pagar um seguro médico de qualidade para a condição genética do até então órfão Peter ?

-Com toda a certeza, o salário de um ex-agente e de um empresário somados é mais que o suficiente.

-Bom as perguntas que eu tinha para fazer se encerraram, mas eu ainda preciso checar à casa de vocês.

-Claro, claro, vamos então.

  Simon foi dirigindo enquanto Mattew ficou responsável pelo GPS, o carro deles sendo seguido pelo da assistente social, quando chegaram, entraram e ela começou a analisar tudo e a perguntar outras informações como a segurança da casa e anotando todas as respostas no tablet dela. Quando a assistente terminou, ela pediu para assinarem mais alguns papeis, os informou sobre o processo judiciário e deu-os seu número de contato e disse que já podiam voltar para o orfanato pra levar o menino.

  Seguiram de volta, entraram e a assistente foi entregar os papeis que assinaram para a diretora, se despediu e foi embora. A Diretora os chamou e disse que Peter já tinha arrumado sua malinha e se despedido dos colegas e estava no refeitório esperando.

  Depois de um dia cansativo de papelada, a única coisa que Mattew queria era enfim levar seu filho para casa, e ele podia afirmar que o mesmo sentimento servia para seu marido. Foram para o refeitório e lá estava Peter, debruçado sobre a mesa, claramente tentando não dormir, apenas com uma troca rápida de olhares, Mattew foi primeiro e Simon ficou encostado na parede. Mattew se aproximou e disse:

-Oi Peter, acorda rapaz.

-Eu não tô dormindo... Ainda é cedo...- Peter respondeu bocejando.

-Ah sim claro, bem, você lembra de mim e do meu marido certo?

-Lembro sim... Hoje a diletola me disse que vocês iriam me adotar... É veldade ?-Respondeu pausadamente devido ao sono.

-É sim, agora você é nosso filho, viemos te levar pra casa.

-Ah sim... já alumei tudo...

-Sim eu vi- Respondeu se referindo a mochilinha que estava do lado de Peter – Bem, vamos ? Já está tarde e acho que alguém precisa dormir.

-Humm- Peter resmungou e Mattew percebeu que ele tinha dormindo de vez.

  Com um aceno de cabeça, ele chamou Simon, disse que ele tinha dormido e então o pegou no colo e foram embora, quando entraram no carro.

-Meu bem você não quer que eu dirija ?

- Por que a pergunta?

-Ah sabe é que... Você não é muito bom dirigindo na hora do pico...-Mattew respondeu meio sem graça.

-Bem eu nunca vou conseguir se não tentar, além do mais você tá segurando o nosso filho então eu dirijo e ponto final.

-Acho melhor eu colocar o cinto bem preso então...

-Eu não vou discutir com você hoje beleza ?

-Beleza.

  Chegaram em casa, e Mattew colocou Peter no quarto, olharam-no dormir por alguns minutos e foram se preparar pra deitar.

  Sem duvida alguma, tinha sido um dia simplesmente inesquecível.

 



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