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História Otelo - Em correção - Capítulo 25


Escrita por: e Maridawn


Notas do Autor


Eae, galerinha do bagaço. UFHFYSUFHIJFAUYFAIFHOJK OLHA QUEM ESTÁ APARECENDO ASFUYAFHAUYFIHA EU MESMA, MARIDAWN E JUZAUM ASFUSYAGFHFFYUAHFI EU TO MORRENDO

QUASE 3 anos sem postar cap, não é mesmo produção??? rsrs
Eu, Mari, venho trazendo esse cap cheirosinho que nossa linda Juzaum fez. Não nos matem, pf!! Muitos estudos e trabalho, a vida deve seguir, né. Ai meu deusu, o que uma pandemia não trás.

Me desculpem os erros e espero que gostem~

Capítulo 25 - Twenty one


O clima permanecia úmido, com ventos frescos e com nuvens carregadas a cobrir o sol. Aquele céu nublado causava espantos nos cidadãos, saiam com seus guarda-chuvas com medo de serem pegos por uma tempestade. Contudo não passava de uma simples ameaça, com o tempo fazendo todos de bobos, mesmo com a mulher no jornal da manhã avisando que não cairia um temporal como nos dias anteriores.  

A porta da sala fora aberta e de lá do cômodo saiu Taehyung com um sorriso brando pintando seu rosto bonito. O modelo estava acompanhado por Chin Dong, psicólogo responsável por seu caso; um ótimo profissional recomendado por MinSeok.

— Não precisa ter pressa, — indicou o médico — vá aos poucos tentando retomar sua rotina. 

Taehyung sorriu com a energia positiva provinda daquele homem. Era formidável comparecer às consultas, pois o Kim sentia-se novinho em folha, magnificamente bem.  

Céus, há quanto tempo não se sentia assim? Desde que o Kim começou a frequentar as terapias propostas por Chin, sua vida tem se tornado menos pior em relação ao passado que ainda lhe desestruturava. Ele não tinha esquecido de nada, nada mesmo. Mas agora, diferente de antes, tentava ao máximo não deixar que o passado estragasse o seu presente e consequentemente seu futuro.

— Certo. Nos vemos semana que vem, e espero que com boas notícias.


 

. ° • ° ● *


 

Yoongi abriu os olhos durante o solavanco que dera. Sonhou que estava caindo de um prédio, odiava aquele tipo de sonho, e ao ter os olhos afetados pela claridade percebeu que já era manhã. Numa tentativa falha de coçar os olhos, percebeu também que Jeongguk não teve a coragem de soltar a algema que prendia seu pulso esquerdo na cama.

Memórias da noite anterior e também da brincadeira de Jeon vieram a mente, Yoongi sorriu com isso e se perguntava quando foi que começou a gostar tanto do policial libertino a ponto de deixá-lo dormir em seu aposento real.

— Jeongguk… — chamou e tudo o que tivera de resposta fora um resmungo vindo do outro. — Jeongguk, acorda, é sério… Eu acho que nem sinto mais o meu braço. — dramatizou enquanto puxava a bochecha do moreno ao seu lado, fazendo-o abrir os olhos lentamente.

Os cabelos pretos estavam todos desgrenhados, e os olhos redondos e cansados fez Yoongi suspirar. Jeongguk era um homem de corpo forte, mas suas feições condenavam o quão jovem ainda era. 

 

°•°•

 

Jeongguk deu uma última olhada no espelho, checando mais uma vez sua farda que se encontrava impecável. Estava tão ocupado que nem tinha percebido a sombra da estatura mediana que segurava uma xícara de café. Yoongi por sua vez apenas confirmava em sua mente — mais uma vez — que adorava o Jeon de todas as formas, principalmente trajado daquele jeito.

— Devo voltar pra cá depois do expediente? — O mais alto perguntou.

Tanto o Min quanto Jeongguk estavam nesse período, um tanto, complicado. Faziam coisas demais juntos, desde chegar do trabalho quase ao mesmo tempo até jantar e dormirem juntos. Era óbvio que não só um clima havia pintado, na verdade, uma atmosfera toda tinha se formado. No começo tentaram tratar como algo casual, mas aquilo era outra coisa, a qual não podia e nem devia ser tratado como casual. 

— Sim. Por que não? — E então Yoongi arqueou a sobrancelha. 

— Ah, não sei. Vai que eu esteja abusando da sua boa vontade? Sabe como é, não quero incomodar ou te cansar com a minha presença.

Foi inevitável para Yoongi não rir daquilo.

Adorava como Jeon oscilava; quando chegava do trabalho era um perfeito cavalheiro, mas a noite, — durante a madrugada para ser mais específico — sua aura mudava totalmente, onde ele tomava Yoongi de todas as formas possíveis, e pela manhã quando se despediam, parecia um bobo apaixonado. 

— Você sabe que sempre é bem-vindo aqui, Jeongguk. — Yoongi se aproximou a fim de entregar a xícara azul para o outro. — Eu gosto da sua companhia… gosto de você. E por mim você podia trazer suas coisas logo pra cá.

Jeon sabia do que ele falava e, por mais que quisesse e desejasse estar juntos numa aliança, sabia também que aquele sentimento que o baixinho sentia por Taehyung não havia ido embora completamente. Como sempre ele ficava sem resposta, e então fazia o de costume: 

— O que quer comer hoje?

Yoongi achou que talvez Jeon estivesse finalmente disposto a entrar naquele detalhe, contudo se enganou ao vê-lo simplesmente trocar de assunto. Aquilo na verdade só o deixou irritado, já estava mais do que na hora de conversar sobre o que tinham, ainda mais agora que em sua concepção, estava de cabeça e peito aberto para novas experiências. Queria novos horizontes, aprofundar-se em mares que era Jeongguk.

— Você sabe que não pode ficar adiando, não é? — Disse simplista, dando um cheque-mate no policial.

Jeon suspirou e apenas balançou a cabeça positivamente. E então cansado de seus próprios rodeios, sentou na cama ao lado e bateu na própria coxa, indicando para que o outro senta-se ali.

— Eu quero muito isso, Yoon, muito mesmo… — Começou enquanto sua mão ia de encontro com as madeixas alheias. — Daquele tempo para cá, eu sinto que criamos uma coisa juntos. Sinto também que não quero e nem posso mais ficar longe de você. — Jeongguk sentia seu coração aquecer ao ter os olhinhos brilhantes do outro atento em si. — Só que eu tenho medo, entende? O que você sentia, ou sente pelo Taehyung, me pareceu algo intenso, algo um pouco difícil pra ser esquecido assim… Fora que também, às vezes eu sinto que você quer… — E então suas falas morreram ao ponto em que sentiu um pigarro na garganta. Teria falado demais?

Jeon esperava que Yoongi fosse ficar com raiva ou qualquer coisa do tipo, não o culparia por tal. Mas ele precisava ser sincero, gostava de transparência. Sua felicidade não poderia ser maior ao ver o sorriso se formando nos lábios fininhos.

— Eu espero que você não esteja pensando que quero usar essa nossa "relação" para esquecer o Tae, Jeongguk. Porque se sim, eu desisto de você. — E então o policial se viu confuso diante do outro e Yoongi apenas riu de suas feições. 

— Sério? 

— Claro que não, Jeon! Pelo amor de Deus, isso não se faz! — Yoongi lhe dera um tapa no ombro, levantando-se. — Olha, eu entendo você, não te culpo por pensar assim e, na verdade, concordo com você. Na parte que devemos ir com calma… Mas quero deixar bem claro que eu não sinto mais nada pelo Tae. 

— Nada tipo: nada mesmo? — Jeongguk perguntou enquanto o acompanhava para fora do cômodo.

Yoongi ponderou por alguns segundos. Não sabia responder de fato a pergunta. Quer dizer, ele não sentia mais aquele sentimento todo por Taehyung, mas ainda queria que ele estivesse perto, afinal eles trabalharam juntos e sentia falta disso. Ele entendeu finalmente que nunca seria correspondido pelo Kim, apenas aceitou de bom grado.

— Eu sinto saudades da companhia dele, apenas isso. Nós trabalhávamos juntos e eu quem ficava encabido de cuidar dele, mas nada além disso. Nada parecido com o que sinto por você. — Sorriu ao ver o mais alto sorrir também. — Acho que estou começando a te amar, palhaço…

Jeon suspirou, tudo dentro dele se aqueceu. Ouvir aquela palavrinha era mais do que sentir-se em outra realidade, e o jeitinho especial de Yoongi ao confessar tal sentimento deixava tudo mais incrível. 

— Tudo bem, vamos aos poucos então. — Jeongguk o abraçou apertado, dando um beijo no topo da cabeça daquela que deixava seu coração tão quentinho. — A noite podemos conversar mais sobre isso, ok? Preciso ir para o trabalho agora.

Yoongi assentiu, e já sabendo que o policial desfaria o contato para terminar de se arrumar, apressou-se e lhe deu um beijo singelo, como um pedido mudo para que ele voltasse pra casa. Era mais do que costume ter a presença de Jeongguk por aqueles cômodos antes tão solitários. Yoongi sentia o clima mudar sempre para o melhor quando o policial estava ali, sentindo-se até mesmo um tantinho vazio dentro de si quando ele saia. 

Tudo estava um caos na delegacia desde que Hoseok decidiu se afastar, e sem Park Jimin lá, as rédeas ficavam difíceis de segurar. Só o fato de Jeongguk lembrar-se que passaria o dia inteiro longe do Min, dava-lhe dor de cabeça. Aquela profissão tomava muito de seu tempo, todavia quando resolveu ser um policial não tinha um Yoongi em sua vida para que pudesse pensar mais a respeito. 

Fez mais um carinho no mais baixo para que sua ida não fosse tão sofrida para seu fraco coração, só o veria pela noite agora.

— Fica bem. — Disse por fim, levando a destra até a maçaneta da porta.

Yoongi concordou com a cabeça, já sentindo saudades. Ele estava feliz, parecia que tudo ficaria bem dali em diante. E o olhar brilhante que ele sustentava em Jeongguk fora substituído por um olhar surpreso ao ver quem estava do outro lado da porta.

 

°•°•

 

Taehyung estava sem jeito e Yoongi um tanto envergonhado. A tensão entre ambos era tanta que chegava a ser palpável, quem passasse pela calçada com certeza conseguiria sentir a energia que provinha de dentro da casa.

— Quem é vivo sempre aparece, não é… — Yoongi decidiu quebrar aquele silêncio incômodo. — E então, o que te traz aqui? Digo, eu acreditava que desde aquele dia você nunca mais iria querer me ver. Não que eu estivesse esperando por você, longe disso, apenas achei que seria válido você, pelo menos, agradecer a estadia aqui e também por eu ter desmascarado seu marido. — Yoongi cruzou os braços. tagarelando pelo nervosismo.

— Eu imagino que você deva ter raiva de mim agora, por tudo o que eu te fiz passar. — Taehyung fora sincero, por mais que fosse um pouco orgulhoso, sabia que tinha que se desculpar. 

Yoongi arqueou as sobrancelhas surpreso, não esperava por isso. 

— Sabe, Tae, você não precisa se desculpar… Na verdade, eu quem preciso. — Disse ao senta-se do lado do outro no mesmo sofá. — Eu achava que aquilo era o certo a se fazer, talvez eu tenha errado na forma de ter dito a verdade. Você já estava emocionalmente abalado com muito coisa, acho que eu poderia ter sido mais delicado. 

Taehyung observava Yoongi como se estivesse fazendo uma leitura de suas expressões, tentando achar algum resquício de culpa. Ele sabia que o Min gostava dele, e talvez contar sobre a traição de Hoseok daquela forma fosse uma forma de magoá-lo por não poder retribuir aquele sentimento. Porém, estava em dúvida uma vez que viu Jeon sair da casa alheia antes de deixar um beijo carinhoso na bochecha de Yoongi. 

"Talvez eles estejam tendo algo", pensou o Kim.

— Realmente, você poderia. — Tae cruzou as pernas. — Mas ainda bem que não o fez, depois que saí daqui naquele dia, eu fui atrás do amante do Hoseok.

A medida que Taehyung contava como foi o encontro com Park Jimin, Yoongi arregalava mais ainda os olhos. Não que estivesse apavorado ou algo do tipo, apenas estava surpreso com a atitude do modelo, já que ele nunca — ou quase nunca — se pronunciava por qualquer coisa. Ouviu toda a história, e os planos que Taehyung elaborou para seguir com a própria vida.

No fundo ele estava orgulhoso e feliz, Taehyung tinha entendido que não podia mais viver daquela forma e muito menos deixar-se levar pela tristeza. 

Era como se fosse uma versão melhorada; Kim Taehyung estava finalmente se libertando.

— Victory vai renascer como uma fênix, Yoongi. — o tom de voz dele era firme.

— Isso é ótimo, os Taecats estão loucos. — Sorriu. E ao ter o olhar confuso do outro, tratou de especificar: — Nunca vi um fã clube tão engajado. Muita gente sente sua falta, Tae. — concluiu ao puxar o celular do bolso para mostrar o quanto aqueles fãs eram pirados. 

E naquele dia, Taehyung descobriu sobre as suas sasaengs. Felizmente sua vida conseguia ser mais privada que o dinheiro em um cofre no banco, contudo elas ainda descobriram sobre suas idas ao psicólogo. Não havia causando tanto alarme, somente a preocupação dos fãs com a saudade do modelo. 


 

. ° • ° ● *


 

Após longos minutos atrás do volante, Taehyung estacionou o carro em frente ao prédio tão conhecido por ele. Uma breve nostalgia o atingiu, finalmente estava de volta. Sem pestanejar, desceu do veículo e adentrou a agência. Pisar naquele lugar depois de tanto tempo, era possível sentir as mesmas sensações como se fosse a primeira vez. 

O lugar por fora continuava o mesmo, mas por dentro sempre estava em constante reforma. O dono da agência buscava estar a todo momento dentro da moda, até mesmo na decoração que mexia nos simples vasos de flores nos cantos. Taehyung não conseguia contar quantas vezes o prédio internamente mudou de cores e pisos, acreditava que tais mudanças serviam para não deixar os trabalhadores entediados por ver sempre o mesmo ambiente. 

Bloqueando-se para não se ver preso no novo cenário, deu de cara com uma recepcionista que não se recordava o nome. Apenas sorriu e acenou enquanto ia de encontro com o elevador, apertando o botão em seguida apenas esperando a porta se abrir.

A garota de cabelo curto assistia a cena sem entender muita coisa, e antes que pudesse raciocinar algo, Taehyung pronunciou-se:

— Diga a Seokjin que Victory está aqui.

E então adentrou o cubículo metálico antes que a porta se fechasse.

 

°•°•

 

Taehyung bateu duas vezes antes de entrar e a primeira coisa que vira fora seu chefe sentado assinando alguns papéis. Logo atrás dele tinha uma enorme janela, onde entrava luz em demasia, e por conta disso, fazia a imagem de Seokjin reluzir a sua frente. Permitiu-se até em deduzir que todo aquele brilho não provinha somente dos raios solares, mas do homem que possuía uma beleza de deixar queixos caídos. Foi assim que Taehyung ficou quando o conheceu, sentindo todo o poder que Kim Seokjin carregava em um simples olhar. 

— É como dizem, o bom filho à casa torna. — Disse, deixando a caneta de lado para olhar o rosto do seu modelo preferido. — Estou contente que esteja aqui, Victory. Sente-se, temos muito o que conversar.

Kim suspirou enquanto ia de encontro ao sofá que tinha ali naquela sala. Trabalhava a sua mente para ter força para não só começar aquela conversa, mas também para continuá-la.

— Então, como é que você está? Eu imagino que muito bravo comigo. — Começou o mais novo.

— Eu? Bravo? — Jin colocou a mão sobre o peito. — Longe de mim ficar bravo porque a estrela da agência sumiu sem nem deixar um recado. — revirou os olhos. — Só acho que faltou um pouquinho de consideração da sua parte depois de tudo o que eu fiz por você, não acha?

E um bolo se formou na garganta do modelo. Ele sabia que teria que conversar com Seokjin, sabia também que este não era lá flor que cheirasse. Aquela aparência tão formosa escondia um homem rígido quando contrariado ou quando funcionários fugiam de seus deveres; resumindo: Seokjin fica irado quando tudo saia de seus eixos. Todavia Taehyung precisava ser forte, por em prática tudo o que havia treinando e, o mais importante, contar o motivo de ter ficado longe e sem nem avisar.

— Jin, eu sei que está furioso e não tiro sua razão. Mas… Bem, aconteceram muitas coisas. — Taehyung viu o outro Kim cruzar os braços. — Muitas mesmo… Tanto que nem sei por onde começar.

— Que tal pela parte em que você explica o motivo de ter faltado a um desfile importantíssimo enquanto nós trabalhávamos em um projeto para você?

Taehyung respirou fundo; aquilo seria um tanto difícil para ele, porém precisava se libertar de suas correntes. Estava cansado de omitir sobre uma coisa que o atrapalhava em tantos sentidos, principalmente na parte profissional de sua vida.

— Eu não pude comparecer, pois estava irreconhecível. — Falou de uma vez e Seokjin ainda mantinha a mesma expressão indiferente de antes. — O meu marido… Jung Hoseok… — e então as palavras começaram a saírem embargadas; — Não irei entrar em tantos detalhes porque ainda é muito difícil e me magoa demais, Seokjin, mas… Nos últimos anos eu venho sofrendo violência doméstica e na última vez eu fiquei muito, muito machucado. Se não fosse por Yoongi, eu nem sei o que ainda seria de mim. Então desde esse acontecido, eu decidi tirar umas "férias" mesmo que forçadas. — Taehyung sentiu uma lágrima fugir de seu olho esquerdo, era quase impossível segurar-se. — A questão é que não só meu corpo, mas minha mente, tudo em mim precisava de paz e de ajuda. Eu nunca quis prejudicar você, nem a empresa, quiçá minha carreira… É que realmente não dava. 

Taehyung não viu quando Seokjin levantou-se da cadeira confortável, com a mão pousada sobre o peito. Se sentia arrependido, não só por julgar o Kim, mas também por não ter percebido antes. Ele achava que era algum capricho de Taehyung faltar ao trabalho ou até mesmo chegar atrasado, mas agora tudo fazia sentido.

— Você disse que isso vem acontecendo alguns anos… Desculpa a pergunta, não precisa responder se não quiser, mas… Por que não fez nada a respeito? Digo, por que não pediu ajuda?

Taehyung nem se deu o trabalho de filtrar alguma coisa, não hesitou: 

— Eu tive medo… E isso é tão injusto, Jin, tão injusto. Tudo começou com uma briga e depois se tornou algo doentio. — A essa altura, o modelo já não conseguia conter as lágrimas. — Eu entendo que ele tem alguns problemas, como o TEI e também aquela maldita síndrome… Mas é desumano. Eu achava que poderia aprender a lidar com esses detalhes, mas quando me dei por conta, Hoseok estava emaranhado nos lençóis do outro enquanto eu agonizava a ponto de desmaiar. 

Seokjin sentiu os olhos arderem ao escutar o relato, parecia um pesadelo.

— Taehyung, você tem que ir a polícia, esse homem não pode ficar solto por aí. — O loiro se dirigiu até o modelo e sentou-se ao seu lado. — Ele é uma ameaça para a sua vida, por mais que tenha medo. — Levou a destra até o rosto alheio, secando as lágrimas ali presente. — Pelo que pude perceber, ele é um homem instável e você corre um risco enorme.

— Eu não me sinto seguro indo até a polícia. — Fungou. — Hoseok é um delegado, então as coisas são incertas nesse meio. Embora eu esteja em tratamento, com disposição para recomeçar, ainda tenho medo. Eu só queria reencetar, entende? Esquecer tudo isso.

Seokjin suspirou e pensou um pouco. Queria ajudar o jovem a todo custo, principalmente por ele ser especial para aquela empresa. O chefe não podia simplesmente palpitar ou tentar se intrometer na vida alheia, embora soubesse o que fosse certo a fazer, essa decisão só caberia a Taehyung. 

— Está mesmo disposto a recomeçar? — Taehyung assentiu. — Bem, lembra que eu tinha dito que tínhamos projetos para você mesmo tendo sumido? — o modelo assentiu novamente. — Então vamos resolver isso com negócios, Victory. — Sorriu simpático.

Seokjin contou sobre a ideia de alguns acionistas, sobre levar Pink'sGlamour para mais um país e também sobre lançar uma nova marca de roupas juntamente com uma revista no mercado da moda. Ninguém seria mais perfeito que Taehyung, ele tinha tudo o que precisavam: beleza, talento e carisma. Ele certamente se daria bem nesse ramo, precisaria de ajuda em algumas novas funções, mas nada impossível.

— Espero que você goste do clima Europeu e esteja aberto para novos desafios, Kim. 

Taehyung estava encantado, era como se aquilo fosse uma oportunidade que caiu do céu no momento certo. Ele estava assustado, suas entranhas se remexiam, contudo era de pura ansiedade. Ele queria, estava disposto, mas ainda tinha algumas coisas a fazer.

— Pode me dar um tempo para pensar? A proposta é ótima, mas eu teria que recomeçar tudo do zero. Embora meu coração queira aceitar sem pensar, ainda existe um lado racional dentro de mim. Digo, eu tenho família aqui, amizades… tudo. Eu vivi aqui, ent- — Seokjin o interrompeu.

— Eu entendo. E está tudo bem… Leve o tempo que for necessário, mas tente ser rápido, sim? — sorriu. — Às vezes fui um pouco duro com você, e depois de tudo o que me contou, sinto que é uma forma de te ajudar. Não só nessa fase, mas em toda sua vida. Você é minha criação, Taehyung, e eu detestaria que um bastardo possessivo destruísse essa jóia que você se tornou.

As palavra de Seokjin atingiram Taehyung como deveria ser, agradecendo por tal novidade chegar tão tarde, imaginando o quão seria difícil pensar em aceitar com Hoseok ao seu lado. Por amor ele seria capaz de recusar, perder a chance de tornar o seu maior sonho em realidade ao continuar cego naquele casamento que tanto o fez se prender em decisões que não mudariam nada em sua vida. Agora Taehyung poderia seguir o próprio ritmo, escalando muros e desviando de pedras. 

Voltaria a ser aquele garoto livre de antes que morava em uma cidadezinha pacata, que continha grandes metas e o desejo sublime de voar pelo mundo, conquistar cada pedacinho de chão com seus charmes e sua marca. 

 


Notas Finais


Então é isso, cap mais calmo depois de tanto caos.

Juzaum disse que pede desculpas e que está tentando voltar a escrever.

Não nos abandone, a fic está chegando em seu clímax, mesmo tanto tempo demorando. Às vezes precisamos de um longo tempo para evoluirmos de ideias, e finalmente chegamos a um final para o nosso vhope que seja justo para todos. Então valeu a pena a demora, e o destino faz tudo para que não possamos cometer erros grandes, nos mostrando caminhos e nos ensinando cada vez mais.

É isso, meu povo.
Até o próximo~

Mordidinhas no bumbum~

Obrigada por lerem. <3


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