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História Ottavo Peccato - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então, eu pensei muito antes de postar isso aqui de novo. Há uns 3 anos atrás, eu postava essa história nessa plataforma,mas milhares de problemas, tanto pessoais quanto externos, me fizeram abandonar e excluir minha conta antiga.

Porém, contudo, todavia, aqui estou de novo. Não sei se as pessoas que liam essa historia ainda estão por aqui ou se vão lembrar que ela existe, mas pela nostalgia e pedido de algumas pessoas, estou postando novamente com intenção de finalizar de uma vez por todas.

Aos novos leitores, espero que gostem. Aos antigos, se ainda estiverem por aí, sejam bem vindos de volta.

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Prólogo - Reencontro


Veneza, Itália

 

Era quase meia noite quando aquele vulto apareceu na viela. A noite estava fria e a Lua ia alta no céu, iluminando fracamente aquele beco escuro. Fazia muito tempo que ele não ia ali. Aliás, ele nem deveria estar ali, mas assim que captou aquele cheiro inconfundível à quilômetros de distância e deu falta de sua nova cria, não resistiu e foi atrás do cheiro como um cão farejador.

Dez segundos se passaram até que outro vulto apareceu na viela, na direção oposta. Ele tinha sentido seu cheiro de longe, e sabia que ele também havia sentido o seu. Pararam a poucos metros um do outro, se encarando em profundo silêncio. Ambos detinham os rostos escondidos nas sombras, o que tornava aquele ambiente ainda mais assustador. A água batia nas pedras dos canais e a cantoria dos gondoleiros era a única coisa que quebrava o silêncio entre os dois.

– Você sabe que essa viela não faz parte do seu território, não é? – O segundo vulto disse, cruzando os braços e deixando visível a longa linha de seus ombros. Em silêncio, o outro se moveu levemente para frente, deixando seu rosto aparecer na luz. Ele era jovem, a pele levemente mais escura, os cabelos curtos e platinados cintilando à luz da lua. O outro riu. – Você está mais bonito que da última vez que nos encontramos. – Ele comentou e então foi sua vez de se revelar. Assim como o outro, ele era jovem e tinha os cabelos tingidos de vermelho-sangue, que o outro sabia não ser a cor original de seus cabelos quando se conheceram anos atrás.

– E você continua a mesma criatura detestável de sempre. – O loiro disse, mas o ruivo apenas riu.

– Ah, assim eu fico magoado, querido. – Ele retrucou, fazendo o loiro se irritar. Odiava quando ele falava daquele jeito.

– Pare de gracinhas, Jin. Você sabe por que eu estou aqui. – Ele disse, sem paciência, e então o ruivo riu novamente, daquele jeito sarcástico que ele odiava.

– Devia cuidar melhor de sua cria, meu amor. – Ele disse, a voz transbordando diversão. – É a sua primeira em, o que, mais de 300 anos? – Ele debochou, rindo da careta que o mais alto fez. Sem dizer mais nada, o ruivo estalou os dedos e rapidamente outra figura surgiu das sombras. Aquele, Namjoon conhecia muito bem. Era Jimin, um baixinho odiável que sempre caçava confusão no território dele. Namjoon não era o único que andava invadindo o território inimigo.

– Não sei se isso chegou aos seus ouvidos, mas esse mergulhador de aquário também andou fazendo uns passeios pelo meu lado da cidade. – Ele acusou sem hesitar. Jimin lhe fuzilou com os olhos. Não gostava que fizessem referência à sua altura. Seokjin o olhou rapidamente num claro “conversamos mais tarde” não verbal e então suspirou, irritado.

– Traga a criança e vamos acabar logo com isso. – Ele disse, e num instante Jimin tratou de desaparecer pelas sombras, voltando alguns instantes depois arrastando um garoto apenas alguns centímetros mais alto que ele, de cabelos negros e totalmente assustado. Sem delicadeza nenhuma, Jimin empurrou o garoto em direção a Namjoon. Usando a velocidade sobrenatural característica dos vampiros, ele correu em direção ao mais velho e se escondeu atrás dele, apavorado.

– Você está bem? – O loiro sussurrou para o garoto, que assentiu com a cabeça levemente. Ele se voltou para Seokjin.

– Mantenha seu bebezinho longe do meu território se não quiser que ele se machuque. – O ruivo gritou, apesar de Namjoon ter escutado claramente com sua super audição. Ele segurou o pulso do garoto atrás de si e então respondeu.

– O mesmo para você e seus filhotes, seu diabo desprezível. – Sua voz saiu com raiva e Seokjin apenas riu novamente, e então suspirou.

– Eu também te amo, Joonie. – Ele respondeu, usando aquele apelido que o loiro não escutava há muito tempo. Imediatamente um flashback percorreu a memória de Namjoon e ele foi transportado para a noite que ele desejava mais que tudo esquecer. A noite em que tomara o ruivo nos braços sem saber o demônio que ele realmente era.

Namjoon apertou os dedos no pulso do mais novo atrás de si e bufou, dando as costas para o maldito. Não iria ficar ali e se torturar com o passado novamente.  O ruivo observou o rapaz de pele morena lhe dar as costas e sorriu quando o viu impulsionar as pernas e saltar para os telhados do beco, sendo imediatamente seguido pela cria. Ao seu lado, Jimin apenas deu as costas para a viela e desapareceu nas sombras, deixando-o sozinho ali, com um sorriso triste nos lábios.

Ele queria que aquelas circunstâncias fossem diferentes. Queria aquele Namjoon que conhecera no carnaval de Veneza há séculos atrás. Queria que não fosse Orgulhoso como era e que pudesse ficar ao lado do homem que amava. E queria que ele o perdoasse.

Porém, por mais que Seokjin tivesse poderes sobrenaturais, como super velocidade e força descomunal, querer ainda era um poder que ele não detinha.


Notas Finais


Pretendo postar um capítulo por semana, mas a frequencia pode variar. Aos que desejarem, pode me seguir no Twitter no @amiscientia.

Até o próximo capítulo!


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