1. Spirit Fanfics >
  2. Ouija >
  3. Crianças tolas!

História Ouija - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, amores.
Como estão? Já comeram? Dormiram bem? Estão bebendo água??
Saiba que eu amo muito vocês, e que é por vocês que eu continuo aqui.
Recomendação de música: ópera, (dramática e de suspense)
Boa leitura.

Capítulo 6 - Crianças tolas!


Fanfic / Fanfiction Ouija - Capítulo 6 - Crianças tolas!

A água escorria por sua testa se encontrando com seu abdômen desnudo e molhado, Jimin chorava sem fim na banheira, colocando sua dor para fora em formas de gritos e murros na parede, seu coração despedaçado e agoniado, sentia-se inseguro e traído, substituído tão facilmente, era o que ele pensava. 

Jimin prendeu a respiração e mergulhou sua cabeça de uma só vez na água, chorando sem fim por debaixo da superfície molhada, seus cílios grudados um no outro sobre a pressão do líquido, seus tímpanos sendo pressionados e cada vez mais sem oxigênio, sem aguentar mais um minuto ele levantou sua cabeça em busca do ar que lhe faltava, suspirou e saiu de sua banheira, encarando sua face no espelho,  e qual acabado seu rosto parecia: olhos inchados, nariz vermelho, e bochechas inchadas. Parecia um novo tipo de amora descoberta recentemente e super rara. O rosado virou as costas para o vidro e saiu do banheiro, aborrecido. 

— Por que você está chorando, Jimin? — perguntou seu colega de apartamento,  Kyungsoo. 

— Por nada! — respondeu, curto e grosso. 

— Ora seu…  — o moreno segurou o xingamento e respirou fundo — O que o bebêzinho tem, hm? — Sentou-se ao lado do rosado, e arranhou sua cabeça com os dedos, fazendo por um ato repentino Jimin se deitar em suas pernas. 

— Eu odeio amar, por que eu me apaixonei, Kyung? Eu tava muito bem sem amar ninguém! E quando eu me apaixono o filho da puta faz o amigo dele terminar comigo, contando uma história absurda de tabuleiro. — Jimin bateu com fúria no travesseiro ao lado, enquanto chorava sem fim na coxa de seu amigo. 

— Calma, Jimin — o coreano enxugou um de seus olhos, mandando-o se acalmar. 

— Porque o tabuleiro ouija matou o Jungkook… pode isso? Que absurdo! — exclamou Jimin, incrédulo. Imitando a voz de Yoongi horas atrás. 

— Você disse tabuleiro ouija, Park? — Kyungsoo interrogou, assustado. 

— Sim, pode uma palhaçada dessa? Mas ele vai ver, Jeon Jungkook vai se arrepen… — a frase do rosado fora interrompida com o levantamento repentino do moreno, encarando-o perplexo. — Qual é o teu problema, animal? — interrogou-o melancólico, ainda mais enfurecido. 

— Eu não tenho problema nenhum, mas de  você eu não posso dizer o mesmo, babaca — respondeu o coreano, retirando seu celular do bolso, e sem demora discou o número do seu primo. 

— Que merda você tá fazendo? — indagou o outro do sofá, mas sem resposta bufou e esperou. 

— Chanyeol… — Kyungsoo disse depois de uns minutos,  recebendo vários xingamentos da outra linha por estar tarde para receber ligação — Eu sei…  — o moreno respondeu, depois de ter recebido o sermão — Mas eu não ligaria se não fosse importante! — falou, e recebeu do seu primo um "prossiga". — Jimin está com problemas, ele disse algo sobre amigo do Jungkook e o… — Kyungsoo deu uma pausa, recebendo vários insultos do loiro para que ele falasse logo — Tabuleiro ouija — disse por fim, recebendo o silêncio ensurdecedor na ligação. Chanyeol estava assustado. — Chanyeol? — ele chamou, recebendo apenas um "me aguarde", desligando a chamada rapidamente.  O moreno suspirou, e guardou novamente o celular do lugar que foi tirado, virou-se abruptamente para Jimin e lhe encarou sério. — Park, talvez você ache que é só uma brincadeira, ou coisa de gente louca, mas não é! Eu já brinquei com esse tabuleiro, eu estava no terceiro estágio da faculdade no tempo. Por favor, você precisa acred… — Jimin o interrompeu, olhando-o abismado. 

— Acreditar? Vem cá, o Jungkook pagou vocês para fazerem essa palhaçada comigo? — perguntou o rosado, sem humor.  — Primeiro foi aquele tal de Yoongi, agora foi você. VOCÊ, KYUNGSOO! A pessoa que eu mais confio! — exclamou irritado, levantando do sofá em passos fundos. 

— Espere, Jimin.  — O moreno agarrou o braço do outro,  fazendo-o parar instantaneamente. — Escute-me primeiro, e depois, você pensa o que quiser, faz o que tiver vontade, mas antes, me escute! Só isso que eu peço — o mais velho pediu, encarando as orbes de Jimin profundamente, esse que revirou os olhos e sentou-se novamente para ouvir. 

— Você tem dez minutos, Hyung — falou o mais novo, atento às novas palavras do moreno. 


ANOS ATRÁS:

Inglaterra, Londres. 

Cidade de Bristol. 

12:00 horário matinal do País. 

O sol escaldante batia contra sua pele queimando-a em uma temperatura suportável. O grupo de amigos corria sem parar pela calçada tentando chegar o mais rápido na parada do bonde para chegar em sua universidade, justo no sexto dia de intercâmbio eles resolveram se atrasar por meras besteiras e egos joviais. Kyungsoo ofegante e cansado parou por segundos recuperando seu fôlego e voltou a se acelerar junto com os demais, a cada piso dado no asfalto ele sentia seu calcanhar doer e arder, seus sapatos sociais não foram feitos para uma corrida, suas solas estavam descolando-se, fazendo os dedos do coreano tocarem o chão quente, borbulhante. 

— Eu preciso descansar! — falou o ruivo, ofegante. Assim como os demais. 

— Não podemos, Baekhyun! Precisamos chegar rápido, já perdemos a primeira aula! — incentivou o loiro,  sem parar de correr por um segundo. Aquilo não era nada demais para ele, já que o mesmo corria toda manhã sem parar para se exercitar e manter o físico esbelto. 

— Eu não sou você, Chanyeol! — retrucou Baekhyun, cada vez mais cansado e desacelerando seus passos. 

— Ele tem razão, não somos você, Chanyeol! Ainda estamos longe de onde deveríamos pegar o bonde, não tem como chegar a tempo! — argumentou o moço de madeixas azuis. 

— 'Tá, tudo bem! Vocês venceram! — o loiro se deu por vencido, sentando-se na calçada,  sobre a sombra da árvore. 

— Obrigada, alma sensata — o ruivo agradeceu ao seu amigo, que intercedeu por todos. 

— Não precisa de tanto, Byun! — o namorado do ruivo lhe chamou atenção, cruzando seus braços, totalmente emburrado. 

— Mas Chany, você é acostumado com essas corridas, eu só agradeci ao Xiumin pelo favor que ele fez para todos — explicou, aproximando-se do seu amado, dando-lhe um beijo apaixonante e luxuoso. 

— Em pleno sol esses dois resolvem se comer no meio da rua — disse o mais velho dentre todos, bufando e revirando seus olhos. 

— Concordo — Kyungsoo balançou a cabeça em confirmação, já com a respiração regulada. 

— Gente, vamos parar de reclamar! Já perdemos a aula hoje mesmo, isso não vai matar ninguém! É só um dia. E além do mais, ainda estamos em Bristol, por que não aproveitamos o resto do dia aqui? — sugeriu Suho, o mais bagunceiro entre todos. 

Todos os outros concordaram, sorrindo entre si, dando meia-volta para a lanchonete, eles precisavam comer algo. A fome os matava por dentro, seus estômagos roncavam como um monstro durante a hibernação. 

— Depois de dois anos eu ainda não me acostumei com o cardápio da Inglaterra — falou Sehun, fazendo caretas com os nomes que via no grande plástico dobradiço. 

— Você não sabe aproveitar! — exclamou Suho, encarando-o sem humor. 

Eles haviam chegado na lanchonete Hogwart, em homenagem ao filme do Harry Potter, e olhavam o cardápio sem saber o que pedir, enquanto a garçonete os olhava sem reação, e aparentemente, sem paciência. 

— Que se foda! — o moço de cabelos acastanhado pronunciou-se, impaciente. Como a garçonete. 

— Já sabem o que vão pedir, Senhores? — a moça de traços ocidentais, rosto formoso e cabelos ondulados dirigiu a palavra a todos, fazendo-os se espantar e apressarem para fazer o pedido. 

— Iremos querer esse bacon com fritas, e o hambúrguer de ovo incluído aqui do cardápio — Xiumin tomou partido do pedido, pedindo por todos, sem deixar com que tenham opinião própria. 

— Certo — a garçonete anotou — E para beber, desejam o quê? — questionou, já esperando mais meia-hora para que escolhessem. 

— 'Pra mim apenas água com gás — pediu Chanyeol, sorrindo galanteador para a moça. 

— Anotado — ela falou, olhando-o com um sorriso meigo. 

— Tudo bem, o resto de nós vai querer um refrigerante — pediu Suho, tomando o partido de Xiumin. 

— Ótimo! — exclamou a moça ruiva — Aguardem o pedido de vocês, em alguns minutos os trago. 

Todos diante da mesa assentiram sorrindo. Baekhyun com raiva levantou do lado de seu namorado sentando-se ao lado de Suho, que obtinha uma expressão passiva e calma. O loiro observou, entretanto não se pronunciou. 

Os minutos passavam e com o tempo o pedido dos jovens foi feito, sendo levado para cada um, por um momento de degustação ambos ali esqueceram as boas maneiras e comeram como porcos, sem importa-se com os olhares alheios queimando sobre si. 

— Vamos! — exclamou Sehun, levantando e indo pagar a conta — Esperem-me lá fora, já vou com vocês — pediu, e assim como pedido, todas obedeceram e foram. 

Do lado de fora o tempo já estava se fechando, e algumas gotas de água já podiam sentir na pele daqueles que não estavam se protegendo com algo. Os jovens esperavam seu amigo embaixo da tenda de uma mulher qualquer do outro lado da rua. Os segundos passavam contando os minutos e Sehun não voltava, a chuva que antes era fina engrossou de uma maneira surreal, sendo acompanhada por trovões e relâmpagos. As gotas batiam no chão espirrando na poça e molhando aos poucos as pernas dos demais ali, Xiumin e Baekhyun batiam os queixos de frio e observavam os demais jovens ali. 

— Cadê o Sehun? — indagou Chanyeol, sem paciência, encarando a porta com raiva do outro lado da rua. Antes que alguém ali pudesse responder, o moço de madeixas acastanhadas veio correndo sobre a chuva encontrando seus amigos do lado da tenda. 

— Que merda, Sehun! — exclamou, Jongdae. Pronunciando-se pela primeira vez. — Por que demorou tanto? Eu estou todo molhado, babaca! — xingou, andando em sua direção e puxando-o pela gola da camisa. 

— Desculpa — foi tudo o que ele disse, fazendo o ódio crescente dominar o Kim, e por um ato repentino levantar a mão e lhe dar um murro com força.  — Droga, Chen! — exclamou Sehun. Pressionando o nariz com os dedos e sua cabeça pra cima, tentando parar o sangramento constate. O outro tentou novamente partir para cima do amigo, entretanto foi impedido pelo loiro, que estava mais puto que todos juntos ali. 

— VAMOS PARAR COM ESSA PALHAÇADA, MERDA! — ordenou Chanyeol, separando o Kim do acastanhado.  — Sehun, pra lá! — Apontou para o lado oposto do moço enfurecido. — Chen, fica ai! — ordenou, deixando-o perplexo por nunca o ouvir falar daquela maneira. — Você não é o único molhado aqui, Jongdae! Estamos todos molhados, com frio e exausto. Mas isso não lhe dá direito de atingir o Sehun, e devo admitir que eu quero muito também dar um murro na cara dele por fazer a gente esperar, mas independente de tudo temos que ouvi-lo! — argumentou, enfurecido. Virando-se para o outro amigo.  — Pode começar — Chanyeol permitiu, olhando-lhe de cima a baixo. 

— Gente, desculpa. Realmente não foi minha intenção demorar, eu só iria pagar a conta e viria, mas esbarrei com uma moça muito bonita e…  — antes que o coreano pudesse formar mais alguma frase, um soco em cheio o acertou no mesmo lugar que havia sido atingido minutos atrás. Chanyeol tinha o batido. — Merda! — Esbravejou, pressionando o nariz novamente. Nessa altura, parecia que ele já havia quebrado. 

— É porque temos que ouvi-lo e blá blá blá — Jongdae imitou as últimas palavras do loiro com deboche evidente, fazendo-o se virar para si.  — E o papo de ouvir ele? Enfiou no cú? — questionou na irônia, encarando o outro na mesma intensidade. 

— Crianças… — antes que algum dos meninos pudesse responder algo para Jongdae, a voz melódica e debochada do amigo deles da faculdade soou atrás de todos ali, fazendo-os virar, e esquecer por um momento a treta decorrente. 

— Jungkook — exclamou Baekhyun, correndo até ele e o abraçando. — O que faz aqui? — questionou duvidoso. 

 Jungkook sorriu ali para todos, e explicou que assim como eles, também perdeu o bonde de volta para a faculdade, e resolveu passear por aí com Lay e outros. Comentou também que só os reconheceu por causa da treta que estava ocorrendo e que reconheceu a voz debochada de Jongdae. Gargalhou da cara amassada e o nariz quebrado de Sehun, e lhe deu o refrigerante que estava em suas mãos, para usar a lata gelada como gelo, até comprarem algo decente para ajudá-lo. 

— Realmente fizeram um estrago no teu nariz, cara! — confirmou o moreno, encarando-o divertido. 

— Sério? Obrigada por falar o que eu já sei — respondeu o acastanhado, revirando suas orbes, continuando a pressionar a lata contra suas narinas. 

— De nada — riu da situação, e virou seu olhar para todos — O Lay e os outros estão naquela loja de coisas místicas — comentou Jungkook, dessa vez sério mas com o ar brincalhão. 

— Foram atrás de coisas do demônio? — Kyungsoo brincou, encarando o outro moreno, fazendo-o rir também. 

— Praticamente isso — Jungkook concordou. 

— E por que você não foi com eles? — Xiumin questionou. 

— Porque vim comprar essa latinha de refrigerante que está no nariz do Sehun, estava muito quente, eu precisava de algo gelado. Mas depois começou a chover, fui procurando algo para me abrigar, até achar vocês se matando praticamente no meio da rua — respondeu calmo. — Falando nisso, a chuva já está passando, vamos para lá com eles? — indagou retoricamente, porque sabia que iriam aceitar. — Vocês não tem nada melhor para fazer, disso eu tenho certeza. Estamos em Bristol, vamos nos divertir. — Todos ali sorriram e concordaram, aliás, realmente não tinham nada melhor. Os meninos se ajeitaram, e Sehun estancou o sangue de seu nariz, e mais uma vez, eles começaram a andar sobre as ruas de Bristol, com o asfalto molhado e poças de lama, todos seguindo Jungkook cegamente, como se ele fosse um tipo de divindade. Em poucos metros, eles já sabiam que estavam perto, a loja mística com palavras em árabe já alcança suas visões, e ambos ali sorriram porque não aguentavam mais andar. 

Adentraram o local e o sininho de novo cliente foi tocado indicando a chegada dos jovens, alguns olhares de pessoas mais velhas os observaram, mas nada que fosse preocupante. Na terceira fileira estava o Lay, Hoseok e Seokjin. Assim que os três os avistaram foram em seus encontros, com uma tábua em mão. 

— O que vocês compraram? — Jungkook perguntou, tentando decifrar o que era o material na mão do rosado. 

— Um tabuleiro — sorriu de ponta-a-ponta, colocando a peça sobre sua face, mostrando a todos. 

— Nossa — Sehun revirou os olhos com a notícia, ele simplesmente não acreditava nessas coisas. Aliás, nenhum ali acreditava. 

— E o que vamos fazer com isso, Hoseok? — Baekhyun indagou ao rosado, tentando-o compreender. 

— É um tabuleiro ouija, gente! Podemos falar com pessoas mortas ou demônios através dele — respondeu empolgado, olhando todos com um brilho nos olhos. Os meninos se entreolharam e por um segundo caíram numa gargalhada sem fim, debochando do coreano. Hoseok sentiu-se mal e com raiva, ele sempre fora uma pessoa que acreditava na existência do sobrenatural, sempre tentando algum meio de comunicação com o além, um tipo de dom que poderia pressentir se tivesse algo errado. 

— Tudo bem, você gastou dinheiro com isso. Não temos outra escolha mesmo — Jungkook comentou, aos poucos parando de rir. 

— Que merda! — Chanyeol riu mais um pouco, e encarou o moço. — Hm, o que mais vamos precisar para falar com os mortos? — indagou, tentando não soar sarcástico. 

— De velas e um lugar silencioso e calmo — respondeu o rosado, emburrado. — Eu já comprei o tabuleiro, só falta as velas e o lugar calmo.

— Eu pego as velas — Xiumin riu, e sumiu por uma das prateleiras atrás do pedido. 

— Ótimo! — falou novamente empolgado.

Todos cessaram os risos, e apenas encaravam entre si, depois de um tempo Xiumin voltou com as velas, como ele não sabia qual pegar, buscou pela as vermelhas, brancas e pretas, passando pelo caixa e pagando logo o que fora pedido. 

— Eu peguei de três cores, não deram uma cor específica — comentou, quando se aproximou dos jovens. 

Apenas concordaram, e saíram da loja, o tabuleiro e as velas estavam com Hoseok, já que era ele que mais queria jogar, todos prestavam atenção nas casas e algum lugar que aparentasse estar abandonado. Andaram por quilômetros e mais de quarenta ruas, até acharem a mina abandonada, um tipo de túnel que foi abandonado pelo os operários depois de vários acidentes. 

— Aqui é perfeito — argumentou Jongdae, indo direto para o buraco, sem esperar pelo os outros. Como não podiam deixar seu amigo sozinho, acompanharam-o. 

Quanto mais adentravam o local um frio na barriga subia de nível surreal entre eles, Hoseok não se sentia bem em relação ao lugar escolhido, sabia que tinha algo errado. Pensou em dar meia-volta, mas era o único local que acharam depois de tanto andar, e todos ali estavam cansados. Os jovens adentravam cada vez mais fundo indo pela escuridão do túnel, iluminando tudo apenas com uma das velas que em meio aquele apagão, era quase nada. 

Os passos já tornavam-se pesados e o medo os dominava aos poucos. Suho para tirar brincadeira com todos, afastou-se um pouco do grupo, e escondeu seu corpo entre as pedras, foi por dentro da segunda trilha, observando-os por meio dos pequenos buracos, esperando a hora certa de agir. Os meninos continuavam seu caminho fungando e cansados, pararam assim que acharam um local mais limpo e livre de pedras, esticaram o pano que compraram no caminho e puseram sobre o chão, sentando logo em seguida, cada um na ponta da toalha, formando um círculo. 

Todos finalmente puderam respirar, e descansar, entretanto, entre o grupo, na ponta do pano tinha um lugar vago, o lugar de Suho. 

— Cadê o Suho? — indagou Sehun, preocupado como os outros. 

— Eu não sei, ele estava bem atrás de nós — respondeu Jungkook, levantando e olhando ao redor, focando sua vela em lugares sombrios e desconhecido. 

— Puta merda! — xingou Xiumin, enfurecido. — Essa desgraça tem que sumir agora? 

— Tá com medo,  Xiumin? — Jongdae riu, debochando do amigo. 

— Não, idiota! — retrucou — Estou preocupado com Suho! — afirmou, e fez o mesmo ato que Jungkook: levantou-se. 

— Gente, relaxa! — pediu Kyungsoo. — Suho paga de machão e tudo mais, mas ele é um bebê cagão que tem medo até da própria sombra, é provável que ele tenha voltado e esteja esperando a gente terminar de jogar para podermos ir — argumentou, convencendo a todos. E assim, fazendo os dois que estavam em pé, sentarem-se. 

— Ótimo — disse Hoseok. O Jung pegou o tabuleiro juntamente os outros materias, e colocou sobre o pano branco bem no centro de todos, sorriu para cada um ali e leu as regras do jogo: — Nunca jogue em um cemitério, jamais jogue sozinho, e sempre diga adeus — ditou sério. 

— Vamos logo com isso — Seokjin falou pela primeira vez, desde de que se viram. — O que precisamos fazer? — indagou, ele entre todos, é o que mais queria acabar com isso. 

— Coloquem a mão no ponteiro, e vamos fazer um círculo para cada um — falou, e assim foi feito. Colocaram os dedos no objeto e começaram a girar formando um círculo na tábua. — Esse círculo serve para nos proteger, caso algo aconteça, nada vai poder dominar nosso corpo… ou é o que eu espero — disse o ruivo, tenebroso. 

O grupo começou a jogar e fizeram a invocação, Hoseok perguntara mais de cinco vezes se havia algum espírito ali, nada os respondia, a esperança já abandonava-o aos poucos, os meninos ficavam cada vez mais cansado, e sem paciência. Lay bocejou pela brincadeira estar exaustiva e em um piscar de olhos todas as velas ao redor deles se apagaram, e o ponteiro mexeu-se para o "sim", as batidas do coração dos jovens ali podiam ser ouvidas pelo silêncio macabro e ensurdecedor que agora habitava o local. Hoseok estava esperando por isso, e animou-se com a resposta dada pela entidade. Sehun engoliu em seco e quis parar, levando uma repreensão do Jung. Eles não podiam parar agora, não antes de dizer adeus. 

— Qual é o seu nome? — dessa vez, foi Baekhyun que perguntou, mesmo com medo, ele estava curioso. O ruivo olhou para ele e como esperado, o objeto se mexeu apontando para várias letras. — Eu não entendi — falou, após não conseguir juntar as palavras. 

— Ele disse: cuidado — Sehun traduziu. 

— Mas cuidado com o quê? — Jungkook questionou, ainda com a mão no ponteiro. E mais uma vez, o indicador foi formando várias palavras, e dessa vez, parecia ser uma frase. 

— Vocês correm perigo, ele está vindo. Por favor, digam logo adeus — Chanyeol traduziu, com o coração retumbante e incrédulo. — Não! Quem é que está mexendo essa merda? — indagou com raiva. 

— Ninguém — Xiumin respondeu. — Quem está vindo? — a vez da pergunta foi a dele, e o apontador formou outra palavra. 

— Por favor, saiam logo daqui, vocês correm perigo — Seokjin traduziu, incrédulo assim como o loiro. 

— Qual é o seu nome? — Lay perguntou. Entretanto, dessa vez não houve resposta. Só haviam sussurros pelo túnel, e todos estavam ouvindo, era indecifrável o que queriam dizer, mas parecia algo como "fuja daqui", alguém pedia para que eles fugissem, porém nenhum obedeceu. Todos estavam apavorados, e Hoseok sentia a presença de alguém no local, seu coração batia tão rápido que parecia que ele estava em uma corrida. Suas mãos tremiam e sua voz estava trêmula. 

— Vamos embora — falou o ruivo, finalmente. Assim que iriam retirar a mão do ponteiro, ele mexeu-se para a negação: não. Prendendo a mão dos jovens ali sem que eles pudessem retirar. — Quem é você? — Hoseok perguntou, mas dessa vez, a resposta não foi pela tábua, e sim pelo sopro em seu ouvido dizendo: morte.  — Morte — o coreano repetiu, assustando a todos. 

— O quê? — Jungkook questionou. 

— Ele diz morte, ele deseja a morte — explicou, assustado. O grupo de amigos tentou remover sua mão do ponteiro, e com muito esforço conseguiram. Todos levantaram-se rapidamente e correram sem rumo pela as trilhas. 

— SEHUN! — uma voz estridente e pontente surgiu como eco entre as pedras. Assustando a todos. 

Entre a escuridão, alguém de porte grande e alto andava rapidamente em direção dos meninos, como um assassino. Gritando o nome de Sehun sem parar. O Oh corria como um desesperado deixando todos os seus outros amigos para trás, seu coração parecia que iria parar a qualquer momento e fazê-lo ter um ataque cardíaco. 

— CORRAM! — o acastanhado gritou para os outros, para que pudessem lhe alcançar.  A correria era incessante, seus pés batiam contra o chão fazendo um grande estrondo, tudo parecia muito bem sincronizado. Em poucos metros a luz do fim do túnel já podia ser vista, os meninos aceleraram cinco vezes mais e bateram em retirada do local, tropeçando e caindo quando chegaram onde queria. 

Sentado em cima do muro, estava Suho, observando-os sem entender nada, o plano idiota de assustá-los foi substituído pelo medo assim que viu o ponteiro se mexer. De fato, como kyungsoo disse, ele era medroso. 

— O que houve? — perguntou ele, totalmente confuso. 

— Só corre! — ordenou os garotos em uníssono, e assim foi feito, o grupo de amigos corriam sem parar pela as ruas de Bristol, dispostos a achar um lugar para se abrigar. Quando se deram conta, tinham voltado a estaca zero,  novamente em frente da lanchonete e debaixo da tenda de uma mulher, só que dessa vez, a mulher estava presente, e os observava com pena. Ela sabia o que tinha ocorrido, e agora também sabia o perigo que os jovens corriam. 

— Vocês correm um grande perigo — ela falou, assustando os universitários, que puseram a mão no coração tentando se acalmar. 

— Merda! Não me assusta assim! — pediu Chanyeol, totalmente mal-educado. 

— Crianças tolas! — a senhora de cabelos já grisalhos proferiu, enquanto ajeitava os fios de mandinga. — Vocês não sabem no que se meteram. Agora finalmente a sua curiosidade vai ter um fim! — falou para todos, olhando-os nos olhos. 

— Que merda! Velha gagá, está delirando? — perguntou Lay, recebendo uma repreensão de Sehun. 

— Onde estão seu modos? — Sehun indagou, incrédulo com as palavras do amigo. — Desculpe-me, senhora. — Ela assentiu. — Mas por que a senhora nos diz que estamos correndo perigo? O que sabe? — questionou preocupado, atento pela as próximas palavras da velha. 

— Ele senta em uma cadeira, ao lado da sua cama. Ele sorrir vendo você se debatendo, enquanto corta a sua garganta — a mulher sorriu macabra, olhando profundamente para o acastanhado. 

— Quem? — perguntou assustado, pela as palavras horrendas proferidas. 

— Eu os observei, vi o que fizeram. Crianças tolas! Mexeram no que estava quieto, é como se tivessem tacado uma pedra na casa das abelhas. Toda ação tem uma reação, preparem-se. Ele vai levar cada um de vocês, descubram como parar antes que seja tarde! — ela avisou, e sumiu como pó logo em seguida. 

— Credo — Jungkook falou, perplexo. 

Todos ali se entreolharam, mas dessa vez não ousaram dizer nada, apenas andaram calmamente até a parada do bonde, donde iriam para suas respectivas casas, o céu já se escurecia e as estrelas apareciam aos poucos, estava anoitecendo. Os jovens estavam tensos e assustados, presenciaram o sobrenatural, ainda não queriam acreditar, tinham a teoria que foi algum deles que mexeu aquele maldito ponteiro, fazendo-os se questionar e aborrecer. 

— Beleza, qual de vocês mexeu o ponteiro? — Chanyeol perguntou, os garotos olharam para ele, e não o responderam. Lá no fundo o loiro sabia que o que aconteceu era real. 

— Ninguém! — Hoseok respondeu, subindo no bonde que chegou em alguns minutos. — Eu já estava sentindo a presença e um desconforto assim que entramos naquele lugar.

Chanyeol sorriu amargo, e revirou os olhos, logo achando um lugar e sentando-se. As regras do jogo eram claras, eles ousaram desrespeitar, mexeram com o desconhecido, e agora, as consequências do pecado iria persegui-los até no inferno. 



Notas Finais


Entonnnn, postei e fugir.
Ah, queria agradecer à @Escarlity pela capinha e banners novos, maravilhosa!!!
Amo vcs.
Como esse capítulo ficou bastante grande, tenho três capítulos guardados que postarei em breve. Sim, realmente ficou muito grande
Love you!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...