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História Ouija - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa
Leitura!

Capítulo 7 - Brando em silêncio.


Fanfic / Fanfiction Ouija - Capítulo 7 - Brando em silêncio.

Jimin encarava seu amigo atentamente, esperando que ele terminasse sua história, o rosado brincava com os dedos e segurava a risada que por descuidos queria escapar de qualquer forma. Kyungsoo explicava a verdade expondo o tabuleiro, e a cada palavra que o moreno proferia, só deixava-o mais ridículo aos olhos do Park. O mais novo suspirou, começando a contar os minutos, faltando apenas um minuto para que ele pudesse calar a boca e o moço do madeixas rosas estar livre desse castigo, no qual era ouvir uma história inteira de um jogo que não serve para nada, aos seus olhos. 

— Cinco… quatro… três… dois… um — Jimin contou os últimos segundos, e levantou-se rapidamente, dando fim ao conto de seu amigo. — Poxa, muito triste sua história! Interessante também! — ironizou. — Mas se todos vocês iriam morrer, por que você, Hoseok, Jungkook, Chanyeol e Suho ainda estão vivos? — o Park indagou, esperando que o moreno não tivesse respostas. 

— Você não me escutou totalmente, sua pressa e seu egoísmo fecham seus olhos para que não possa ver a verdade, Park! — ditou Kyungsoo, cheio de razão. Olhando-o veementemente. — Você é egoísta, mesquinho… 

— Show de esculacho agora é? — perguntou o rosado, debochado. — Eu só quero saber como vocês sobreviveram! — falou por fim, sentando-se novamente. 

Kyungsoo suspirou decepcionado, e massageou suas têmporas. Pediu a todos as divindades paciência e sabedoria para não matar o Park engasgado, e olhando novamente para o moço, sorriu e falou:

— Todos nós sobrevivemos porque o Hoseok prendeu o demônio dentro do ponteiro, naquele anel de vidro do meio, o Suho sobreviveu porque ele não jogou — falou calmo. — Mas é estranho, porque jogamos esse jogo em Bristol deixando essa merda pra lá, como ele veio aparecer na Coréia, e cair nas mãos de outro pessoa — raciocinou, falando somente para si. Enquanto Kyungsoo interrogava-se o Park lhe observava, totalmente entediado. — Não existe explicação pra isso — ditou sozinho. Tentando encontrar respostas para seu questionamento, a campainha foi tocada, tirando o moreno de seus pensamentos absortos incompletos. Dirigiu-se a porta e abriu, revelando por detrás dela dois moços, um de madeixas escuras e beleza implacável, e o outro, de cabelos loiros e rosto angelical. Chanyeol e Suho. 

— Que bom que chegaram! — afirmou o moreno, pondo os dois para dentro em um baque só da porta. 

— 'Tá, mas alguém poderia me explicar o que está acontecendo? Por que esse idiota aqui me acordou com uma ligação, dizendo que eu deveria ficar pronto em cinco minutos que ele iria me buscar — Suho pronunciou-se, totalmente indignado. 

— Você não contou pra ele, Chanyeol? — Kyungsoo questionou, encarando o loiro sério. 

— Se eu contasse, ele não viria. Então preferir arrastá-lo e fazer suspense. — Sorriu sarcástico, sentando-se no sofá de qualquer jeito. 

Jimin encarava os três homens, e ouvia calado seus diálogos totalmente descomplexo e estranhos, e pela primeira vez naquela madrugada, o Park estava interessado em algo que não resumia-se ao ao corpo do Jeon, sua dor, ou até mesmo, ao beijo luxuoso e desbravante do Min. Por uma hora, do jeito sério que aquela conversa seguia, o rosado cogitou por cinco segundos acreditar realmente nesse tabuleiro, mas ao cair em si, amaldiçoou-se internamente por se deixar levar por mentiras e diálogos paralelos. 

— Tudo bem, vamos logo para a casa do Jeon! O amigo dele precisa de ajuda — falou Chanyeol por fim, levantando-se e seguindo o rumo para fora da casa. Junmyeon seguiu seus passos e fez a mesma coisa, sobrando na sala apenas o roseado e o moreno. Kyungsoo lhe olhou e suspendeu uma de suas sobrancelha, como em uma pergunta muda se ele iria com eles ou não, o Park hesitante, mas entendendo perfeitamente, apenas balançou a cabeça em concordância, mesmo que ele não acreditasse, algo o dizia que o mesmo deveria ir com os homens, e que em um ambiente familiar ao lado de amigos, sentiria-se mais seguro.

Todos entraram no carro, a tensão pairava no ar, o silêncio era ensurdecedor, era possível ouvir apenas a respiração da cada um ali, e nada mais. Jimin brincava com os dedos, tenso. Os garotos pararam em frente a casa de Jungkook, e desceram do veículo. Chanyeol desceu e deu a volta no carro, em frente ao porta-malas. Abriu e retirou uma bolsa grande de dentro, ambos os três garotos ali o encararam intrigado. 

— O que é isso? — Jimin perguntou, observando-o ao encostar-se na porta do carro. 

— Acessórios — respondeu simples. 

— De que tipo? — questionou, tentando descobrir o que era tudo aquilo. 

— Ouija não é um jogo, Jimin! Você acha que eu iria vir despreparado? — perguntou, parando de colocar os crucifixos em seu pescoço, e encarando-o. O Park segurou a risada, e olhou para o chão, sem respondê-lo. O loiro voltou a trabalhar novamente, e retirou quatro cordões com pingentes de cruz da bolsa: — Isso é para vocês. Coloquem no pescoço, e não tirem por nada! — Jimin ainda estava incrédulo, entretanto não questionou, ele fez o que foi lhe ordenado, e colocou em seu pescoço, fazendo uma careta ao ver o quanto ridículo aquilo era e a coceira que lhe daria. 

— Vai me dar alergia — murmurou para si, cabulado. Chanyeol terminou de arrumar todas as peças, e convidou-os para entrar, com um pé atrás, Suho adentrou o local, observando tudo com muita cautela. Numa vitrola perto da chaminé tocava uma ópera em volume máximo, a poltrona em frente a ela balançava pra frente e para trás. Kyungsoo aproximou-se vagarosamente perto da almofada no chão, e avistou o Min, sentado e sem reação. O moreno respirou fundo e o chamou, sem receber nenhuma resposta, ele continuou, Yoongi não demonstrava reação. Suho andou até o toca-discos e parou a música. Kyungsoo e a atenção dos demais meninos estava virado para o homem, sem se dar conta que o garoto de madeixas azuis levantou-se de seu assento e andou para longe deles, como um fantasma. Sem nem ao menos fazer barulho. Jimin estava encostado na parede, observando tudo com muita atenção, e curioso para ver até onde aquilo iria dar. 

— Cadê ele, Kyungsoo? — perguntou Chanyeol, assim que percebeu a ausência de Yoongi, que saiu como um vulto para o outro canto da casa. Os garotos ali entraram em desespero, tirando Jimin, que ainda achava que aquilo tudo era uma brincadeira sem graça. Totalmente desleixado o rosado foi à cozinha, sua garganta estava seca e implorava por água, ele adentrou o local, e deparou-se com Yoongi, de frente para a pia, apoiado sobre os dois braços. Ele não deu muita atenção para o Min que estava presente no local, e foi pegar o tinha planejado ao chegar no cômodo. 

— Os garotos estão te procurando — o Park pronunciou-se finalmente, após beber o líquido gelado e incolor do recipiente. — Não podem ficar longe de você — ironizou, arranhando seu pescoço, onde aquele cordão já dava-lhe alergia. — Essa porcaria! — resmungou. Deixando o copo sobre a prateleira, e retirando o cordão, passou sua destra pelo pescoço e arranhou a pequena ferida que estava se formando ali. Resmungou algo incompreensível e rodou a corrente em sua mão esquerda, balançando o crucifixo de um lado para o outro, atraindo assim, a atenção do pálido, que parecia estar incomodado e inquieto com aquele ato. Yoongi começou a cuspir na pia e dar ênfases como se fosse vomitar, Jimin parou por segundos, e foi até ele, observando-o enquanto algo parecia sair de dentro do corpo do coreano. — Você está bem? — perguntou, e antes que pudesse encostar na costa do esbranquiçado, ele virou-se rapidamente. Jimin assustou-se com sua face, e o qual desgastada e apavorante ela parecia: olhos esbugalhados, as madeixas azuis desgrenhadas e aparentemente ressecadas. Totalmente bagunçado. 

— Yoonie — chamou-o pelo apelido, recebendo apenas um carinho na bochecha e um sorriso macabro. — Você está bem? — questionou preocupado, enquanto pegou a destra do pálido, parando o carinho em si. — Suas mãos estão frias — articulou, passando os dedos pela pele esbranquiçada de Yoongi. — Diga algo, por favor! — implorou, e novamente, Yoongi só sorriu, apertou as mãos do rosado com gentileza, e aproximou-se um pouco mais, fazendo Jimin recuar. 

— Por que está se afastando? — e atendendo ao pedido do Park, ele falou. Jimin negou com a cabeça, e permaneceu imóvel. Yoongi estava sentindo o medo que ele estava tentando controlar, e isso o alimentava. O medo era sua força! 

O Min sorriu acolhedor, aproximando-se do roseado, que dessa vez não hesitou, Yoongi tocou seus lábios carnudos e sua pele macia, tocou nas mechas tingidas de rosa do garoto e mais uma vez, sorriu. O pálido foi chegando perto do corpo de Jimin, que ao perceber a aproximação ruborizou, olhando para baixo. 

— Olhe para mim! — ordenou Yoongi, suspendendo o queixo do moço a sua frente. Ambos extasiados pela luxúria e o desejo, sem esperar mais, Yoongi o beijou. Suas línguas dançavam com classe, procurando espaços inexistentes para habitar, os toques aclaram-se tornando-se possessivos e dedicados, Yoongi levantou o Park no ar, agarrando-o em sua cintura, onde aprofundou o ósculo, passando sua mãos gélidas e esbranquiçadas pelo o corpo do rosado, enquanto tentava apoiá-lo para que não perdessem o ritmo. Sedentos pelo prazer. 

— Y-Yoongi — Jimin gemeu, implorando por um toque mais fundo, e como concedido, Yoongi colocou-o sobre a mesa, tirando a blusa e abaixando sua calça logo após, sem tempo para esperar. Jimin sorriu perverso, mordendo seus lábios, o corpo não tão definido do Yoongi fez-o salivar, puxando-o de uma só vez, Jimin abaixou a cueca do Min, aproximando sua boca de seu pênis, sem avisos ou prévias abocanhou o membro rígido e melado de pré-gozo, Yoongi gemia e urrava, adentrou seus dedos pela as mechas do Park e segurou firme, puxando-o para frente e para trás, fudendo totalmente sua boca. Jimin engasgava e gemia, lágrimas já saiam da beirada de seus olhos, entretanto ele não queria parar. Antes que o Min pudesse gozar, afastou-se do Park colocando-lhe de quatro. 

— Eu não prometo ser delicado, Jimin — falou, e mirou seu pênis diretamente no buraco do Park, metendo sem piedade, de uma só vez, ato que fez Jimin gritar de dor e prazer, o pálido metia e entrava em investidas violentas e profundas, Jimin gemia e urrava, insaciável, absorvido pela luxúria. Yoongi entrava cada vez mais fundo, dando palmadas na bunda do Park, e tampando sua boca com a mão quando ele gemia e gritava alto. 

— M-mais f-forte, d-droga — pediu o rosado, implorando para que o Min fosse cada vez mais em si, e como pedido, Yoongi concedeu. Estocou seu ânus sem dó, investindo fundo e sem piedade. Jimin urrava e gritava de prazer e dor, ambos ali já não importavam-se mais se tinham ou não mais alguém além deles na casa. Envolvidos pelo o pecado. Jimin sentia que mais um pouco chegaria ao seu limite, e Yoongi não estava tão diferente, poucos investidas foram feitas até que os dois chegaram ao ápice, Jimin sorriu e jogou-se de uma vez em cima da mesa, e o Min colocou seu plano em ação: abraçou-o pela as costas, fazendo carinho em suas costas desnudas e seu cabelo tingido, beijou seu pescoço e sussurrou: Queria não ter que fazer isso. Mas não tenho escolha, ou eu, ou você. Jimin virou-se rapidamente para ver do que se tratava, e assim que mirou seus olhos, encontrando os do Min, foi tarde demais. Com um soco Yoongi o apagou, fazendo-o cair e desmaiar na cozinha. 

— Me perdoe, Jimin… mas ele deixou bem claro, e não quero morrer. Você perdeu Jungkook, eu perdi Taehyung, Hoseok e Jungkook, pra mim é mais doloroso, foram três perdas só nessa maldita madrugada. Pense que morto você não sofrerá mais — explicou para o moço apagado no chão, e arrastou-lhe pela as pernas, levando-o para o porão, junto com os outros dois garotos. — Eu não te matarei, Jimin. Isso é desumano… eu não sou nenhum tipo de psicopata, e estou com medo! — o Min ajeitou a cabeça do Park, para não o machucar. — Eu não quero morrer, Jimin… eu também não quero que você morra. Eu só estou com medo — admitiu, olhando fixamente para o corpo desacordado do Park. 

— Se está com tanto medo, por que não deixa eu te ajudar? — a voz melodiosa e serena de Chanyeol invadiu o local, fazendo Yoongi virar-se rapidamente. 

— Você não pode — confessou o pálido, enxugando uma lágrima que descia sem sua autorização. 

— Eu sei pelo o que está passando, isso já aconteceu comigo — Chanyeol encostou-se nno batente da porta, e olhou suas unhas. — Naquele maldito dia, em dois dias perdi metade dos meus amigos… perdi também o amor da minha vida, eu me vejo em você, Yoongi. Eu também era incrédulo, assim como você. — Suspirou e sorriu. 

— Eu estou com medo, Chanyeol — confessou, levando sua mão ao seu rosto. — Eu… perdi Hoseok, depois o Taehyung, e por último, o Jungkook… — revelou, fixando seu olhar no loiro. — Eu tô aterrorizado. Eu só quero acabar com isso, ele me prometeu que assim que eu desse uma alma em troca da minha, ficaria livre — disse, tendo agora total atenção do Park. 

— Ele quem, Yoongi? — questionou o loiro, olhando-lhe preocupado. 

— O culpado por toda essa desgraça. Ele me prometeu, Chanyeol — falou, enxugou as lágrimas que desciam sem parar de seu rosto e suspirou. 

— Você o viu? — questionou o outro, curioso. 

— Não! Mas vi sua sombra, e ouvir sua voz. Seu timbre era grosso e assustador — respondeu, lembrando-se do momento aterrorizante na casa. Chanyeol suspirou, e andou até o Min, colocando sua mão em seu ombro, e olhando-o profundamente nos olhos:

— Demônios são manipuladores e cruéis, cuidado com o que deseja, Min — Yoongi encarou-o assustado, e confuso, ele tinha quase certeza que já vira ou ouvira essa frase em algum lugar, entretanto não lembra-se de onde. 

— Vamos, eu posso te ajudar — chamou-o, sumindo entre as paredes brancas e opacas. 

— Como você pode fazer isso? — perguntou o esbranquiçado, assim que o alcançou, vendo-o sentado na poltrona, olhando a chaminé. 

— Fazer o quê? — questionou o loiro, descompromissado. 

— Me ajuda, porra! — Esbravejou, em fúria. 

— Ah, sim! — argumentou, sorrindo. — Sente-se aqui — Bateu na poltrona ao seu lado. — Deixe-me te contar uma história. — Sorriu. Mesmo hesitante, Yoongi se aproximou, e fez o que o Park pediu. Chanyeol olhou para ele, e piscou. — Assim como você, também perdi pessoas importantes na minha vida — suspirou, olhando de relance para o Min.

— Quem você perdeu? — Yoongi questionou, curioso. Por um momento, os olhos do Park oscilaram e seu sorriso presunçoso sumiu de seus lábios rosados e carnudos. 

— A pessoa que eu mais amei na vida — respondeu, e levantou. Parando em frente a batente, apoiando ambos os braços para se apoiar. Abriu seus lábios e passou sua língua entre as partes ressecadas, suspirou, virando-se para o Min. — Byun Baekhyun. 



Notas Finais


Desculpem a demora, eu já tinha ele pronto, mas tinha esquecido de postar.
Espero que tenham gostado, comentem aí oq acharam, meus anjos.
Enfim, as aulas voltaram, e talvez eu fiquei mais ausente do que o normal, mas não se preocupem, eu terminarei ouija. E digo-lhes, que está quase chegando ao fim.


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