História Our Cold Kiss (Kris Wu) - Capítulo 17


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Categorias EXO, Kris Wu, Mitologia Chinesa
Tags Deus Da Morte, Exo, Kris Wu
Visualizações 21
Palavras 3.966
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Disse q ia postar semana passada, mas acabou não rolando, motivos de fiquei enrolando com o caminho da fanfic pensando sobre como eu amarraria e tals a história. Bom, mas agora, espero q gostem do caps, espero vcs nas notas finais. Boa leitura!

Capítulo 17 - Our Cold Fugitive


Fanfic / Fanfiction Our Cold Kiss (Kris Wu) - Capítulo 17 - Our Cold Fugitive

Quando retornou ao seu quarto, as criadas lhe trouxeram um caldo quente de alguma coisa que não sabia o que era, mas mesmo assim, tomou sem protestar e logo lhe prepararam para dormir retirando toda a roupa pesada e ornamentos. Quando fechou seus olhos, sentiu uma mão em suas costas.

— Kris! — Virou-se repentinamente, mas obviamente não era ele. Uma mulher alta com o rosto mais bonito que já havia visto lhe sorriu. Se vestia como uma verdadeira imperatriz e usava joias douradas reluzentes e brilhantes como o sol. 

— Desculpe-me assusta-la. Não era minha intenção. Não deve se lembrar de mim, não é? É claro que não. Está com o véu do esquecimento. Seu nome é Ruby, agora, não é? Desculpe minha indelicadeza, não me apresentei. Sou a deusa Nu Wa. Fui abençoada pelo dom de criar humanos. — Ela lhe estendeu a mão alisando seu cabelo com familiaridade. Aquela mulher devia estar louca, pensou apenas balançando a cabeça como se compreendesse. — Realmente o ama, não é? Você olha para ele como eu olho para o meu querido Fu Xi.

— Do que está falando? — Ruby fez uma careta se sentando na cama e a mulher riu animadamente.

— Yifan é realmente muito atraente, é um dos deuses mais atraentes que temos aqui, sempre foi muito cobiçado pelos outros, deusas e até deuses, mas nunca teve qualquer vontade ou pretensão de se relacionar com alguém. Não sei porque, talvez seja por ser quem ele é. O deus da morte só pode trazer o fim, como ele poderia trazer mais que isto, como um começo, não é certo? Você também é bonita apesar de ser mortal. — Ergueu o rosto dela o examinando de perto. — Certamente não chega ao que era Guan Di, mas este não é um problema. — Nunca tinha sido tão ofendida em sua aparência, nem pelos netzens, como estava sendo ofendida por aquelas criaturas ao longo de todo o dia.

— Saiba que em meu debut com o meu grupo, eu fui considerada a mais bonita, uma visual, com certeza. — Tentou recuperar um pouco de seu orgulho ferido, mas não é como se tivesse conseguido. Lembrou-se rapidamente que todo mundo a odiava agora e isto apenas a fez se sentir pior e pior como sendo empurrada para baixo. 

— Não tenho sombra de dúvida, há alguns minutos fiz uma pesquisa sobre você e devo dizer que já sou parte do fandom Sunlight, uma verdadeira light. Aquela música, candy, candy, lollipop candy. — Cantou a última parte. — É minha favorita de todos os tempos. Ahhhh... Penso que você e Yifan poderiam fazer uma criança muito bela sim. — Só em escutar aquela sugestão seu rosto corou automaticamente. O que ela estava sugerindo? — Será que já há um bebê aí dentro deste forninho? Pela forma como seu rosto ficou rosado, talvez... — A mulher estendeu a mão rumo a sua barriga, mas Ruby apenas se encolheu se mexendo para o lado.

— É claro que não, como pode pensar algo assim.

— Isto seria perfeitamente normal. Imagino que Yifan deva ter muita energia em seu corpo depois de tanto tempo permanecendo em celibato. Não iria me admirar se algo assim acontecesse. — Wu como um celibatário, era demais para se pensar, ainda mais quando ele parecia tão desejado e disputado por tantas garotas, como era quando idol, e saber que ele o era também ali dentre com os seus, a fazia pensar em como isto era possível. Não que não soubesse que  ele com certeza era popular em qualquer lugar que estivesse, mais pela aparência do que pela personalidade difícil de lidar que tinha. 

— Isto não é algo que se deva falar em uma primeira conversa com alguém.

— Me desculpe. Devo dizer que eu sou a criadora do sexo também. Antes ele só existia entre os deuses, então precisei compartilhar entre os humanos também. — Colocou a mão na boca como se contasse um segredo e logo soltou uma risadinha. — É uma pena que relações entre humanos e deuses sejam tão curtas. Yifan não poderá disfrutar disto por muito tempo. Pobrezinho!

— Por que não? É sobre toda a coisa da prepotência de deuses se sentirem superiores aos mortais? — Sua língua realmente não se controlava.  Nu Wa arregalou um pouco os olhos, mas seu rosto logo tornou-se amável novamente.

— É claro que não bobinha. Humanos morrem e nós somos criaturas imortais, seus anos de vida parecem pouco para nós frente a imensidão de tempo que temos pela frente como a vida de borboletas para vocês, um sopro de vento mais forte e se vão. É mais fácil a relação de uma deusa e um mortal, ou uma deusa e uma mortal, ou um deus e um mortal, mas a relação mais difícil é a relação de um deus e uma mortal.

— Por que o seria? O que há de diferente? — A mulher se levantou andando pelo quarto em círculos.

— Bom... Humanas não deveriam gerar filhos de deuses, seu corpo não está preparado para isto. Então a relação tende sempre a ser muito curta. Estes bebês podem ser aberrações, podem simplesmente não resistirem, ou até mesmo as vezes em casos raros nascem muito saudáveis, mas a mãe... Como eu disse seu corpo não está preparado para este tipo de gestação, sendo assim elas morrem durante o parto, ou durante o processo gestacional. Se isto não fosse o bastante, mesmo porque como saber se o deus da morte, pode também gerar vida? Só na prática para se saber. Yifan... Bom... Ele realmente não pode beijar uma mortal. Beijar significa tomar sua alma para si, deixando seu corpo vazio, como um casco. É sua triste condição, talvez por isto ele abomine ainda mais relacionamentos entre deuses e mortais. Foi o primeiro a ser contrario a ideia de existirem semi-deuses, votou para que não houvessem relações entre humanos e deusas, há alguns séculos atrás quando a discussão foi levantada. Fico imaginando então, se ele se deitasse com uma mortal, isto teria alguma consequência imediata também para ela?

— Por que estamos falando sobre isto? — Tanta coisa de repente fez sentido em sua cabeça. As vezes em que ele havia se esquivado de beijá-la ou mesmo as vezes em que ele tinha sugerido um beijo. Estava tentando matá-la? — Como você mesma deixou claro, este é um relacionamento fadado ao fracasso, de todas as formas Wu não tem qualquer interesse em mim e eu não estou disposta a me sujar com um deus como ele.

— Eu estaria, não só a me sujar como me lambuzar. Ah se eu fosse solteira. Uhuuun. — Pigarreou voltando a compostura. — Deixei claro que era um relacionamento fadado ao fim, não ao fracasso, mas todo relacionamento é, não é?

Após Ruby acordar, e tomar seu café da manhã na cama, foi conduzida aos jardins pelos serviçais. O céu naquele lugar era absolutamente diferente, tinha tons cor de rosa, roxos e laranja como se fosse um eterno pôr do sol, a grama de um verde exuberante estava perfeitamente aparada, e estatuas de soldados estavam por todos os cantos como se fossem despertar de seu sono eterno e se levantar em uma guerra. Há um lado estava uma multidão batendo palminhas. Caminhou até eles e se meteu no meio para ver o que tanto olhavam animadamente. Algo com uma cabeça de falcão e corpo de homem, atirava de arco e flecha em direção a outro que usava sandálias com asas, era Hórus, o deus egípcio dos céus e seu alvo Hermes, o deus grego mensageiro. A cena em si era bizarra, afastou-se quando finalmente todos pareceram se dar conta de sua presença a fitando fixamente como se ela fosse um ET. O silencio se fez. Seu rosto se corou imediatamente, não que não estivesse acostumada a atenção, pois estava, mas aquilo era diferente de qualquer coisa que já tinha experimentado, pois era como se fosse a atração do lugar, a grande aberração da natureza. Não eram apenas olhares curiosos, eram também olhares de julgamento.

— O que estão olhando? — Seu tom de voz saiu alto e agudo o que pareceu enfurecer metade da plateia e divertir a outra metade. Estranhos, só porque eram deuses realmente achavam que podiam pensar nela como sua atração de circo? Não hoje!

— Fazendo amigos? — Um braço circulou seus ombros e lá estava Caos em sua forma de velho, tinha que admitir que preferia mais quando ele era apenas Katrina.

— Sabe o quanto sou boa nisto. — Sorriu, mas com uma expressão estranha ele a puxou de lado pelo braço encostando-a a uma parede.

 — Haverá um show a qualquer momento, se te perguntarem eu... — Um barulho alto soou, parecia como se milhares de carros houvessem disparado suas buzinas ao mesmo tempo, desesperadoramente irritante. Sentiu sua alma quase querer partir de seu corpo, tamanho o susto. Tapou os ouvidos. — Tarde demais! — O velho respirou fundo lhe dando as costas e como em um personagem deu um largo sorriso abrindo os braços. — Jade, querido, mas... — Começou a distanciar-se. Algo muito estranho ocorria, sem duvidas e tinha medo de saber de que se tratava. Todos os ali presentes se entreolhavam. Viu ao longe a deusa Nu Wa apertar o pingente azul da corrente que levava no pescoço e olhar em direção a uma floresta logo adiante. Correu até ela colocando a mão em seu ombro.

— O que está havendo?

— Oh querida, é muito grave. — Por que ela não falava de uma vez? A viu suspirar pesadamente e voltar sua atenção novamente em direção a floresta. Se colocou a sua frente e agora agitou seus ombros fazendo o corpo dela balançar. Talvez fosse louca por tratar uma deusa desta forma, mas sinceramente, aquele não era um momento propicio para os silêncios, então era bom que ela focasse sua atenção e lhe dissesse de uma vez por todas o que ocorria, ou jurava que o suposto deus da guerra que tanto diziam que ela era, apareceria.

— Diga de uma vez.... Por favor!

— Tem algo a ver com isto? Jade... Jade não estará nada feliz. Ruby, se tiver algo a ver com isto, sinceramente, ele não será gentil com você, é melhor que confesse o mais rápido possível.

— Que?

— Realmente não sabe? Ruby, não foi você quem ajudou Yifan a fugir, não é mesmo?

— Fugir? — As palavras caíram pesadas ressoando e ressoando em sua cabeça. Como assim, ele havia fugido? Lembrou-se dos momentos anteriores ao alarme soar. Com certeza Caos estava ligado a este incidente, não poderia compreende-lo. Por que ajudaria Kris a fugir? Aquele louco realmente a deixava confusa demais. 

— Oh... Querida, realmente não está fingindo, não é? Você não sabe de nada. Então... Como aquele sem coração pode ter escapado sem lhe dizer qualquer coisa, quando você o ama tanto?

— O que? Do que raios está falando... Eu e Wu? — Soltou uma risada debochada bastante esquisita que mais parecia um grunhido. Ao longe viu as estatuas de soldado espalhadas pelo jardim ganharem vida e baterem suas pernas pesadas no chão fazendo tudo tremer como em um pequeno terremoto. Um deles, que parecia um líder soou uma trombeta, que fez as criaturas de pedra ainda presas em seu sono quase eterno despertarem e se juntarem ao movimento. Logo dispararam em direção a floresta batendo suas pernas e passando velozmente pelas árvores como um enxame de abelhas até desaparecerem do campo de visão. Sentiu seu peito contrair fortemente. Aquilo não era bom!

— Mantenham a calma, tivemos um pequeno contratempo que logo se revolvera. Aos meus convidados, espero que estejam se divertindo, é sempre uma honra tremenda recebe-los, tudo que necessitarem peçam aos nossos serviçais que eles lhe atenderão prontamente. Aos demais moradores deste reino peço que se dirijam até minha sala de reuniões. — Jade se materializou no meio de todos, tinha o semblante gentil e alegre, porém, já tinha visto tudo aquilo em muitos idols quando precisavam dissimular alguma coisa e até mesmo ela já tinha encenado um semelhante ato, como quando houve o Black Ocean. 

— Onde é esta sala de reuniões? — Virou-se para Nu Wa, mas esta misteriosamente havia desaparecido sem deixar pistas. Droga! Aqueles deuses poderiam ser ao menos um pouco educados para variar. Cutucou uma servente que levava uma bandeja dourada brilhante com taças com um liquido rosado dentro, em cada uma delas havia uma flor flutuando como um ornamento.

— Como faço para chegar a sala de reuniões?

— A sala de reuniões de Jade só pode ser frequentada pelos deuses. Mortais não são permitidos.

— Ouvi dizer que mortais também não são permitidos aqui neste mundo, então o que estou fazendo bem na sua frente?

— Isto é... — Parecendo pensativa ela olhou para o nada.

— Eu sou Guan Di. Conhece este nome? Está a tão pouco tempo aqui para sequer me reconhecer quando falo contigo? — Aquela estratégia tinha de funcionar. Óbvio que nem sequer sabia direito quem era Guan Di, só sabia que era o deus da guerra e que ela supostamente era ele.

— Perdão, eu não...

— Não quis ofender, certo? Então, porque não me leva logo até onde lhe pedi?

Estava em frente a uma enorme porta de madeira maciça com desenhos de animais selvagens, podia ver leões, panteras e até mesmo um elefante encrustado. Um pouco intimidador com certeza, mas nada que pudesse ser capaz de detê-la. Tocou a porta e esta se abriu subitamente sem mais força como em um passe de mágica.

— Dividam-se em equipes de busca... — Dizia o poderoso Jade, porém foi interrompido pelo barulho da porta se abrindo e pela figura de uma garota passando com olhos grandes e curiosos. — Guan Di, este não é um lugar para você agora, nossos serviçais...

— Por que não seria? Não sou um deus como qualquer outro de vocês? Não é o que tem me dito este tempo todo? É meu direito estar aqui, não é? Ou só sirvo para me vestir com essas roupas bregas? — As últimas palavras fizeram alguns deuses quase engasgarem para conter suas gargalhadas. Ruby pode muito bem ver Jade segurar sua compostura para ser gentil com ela mais uma vez. Não tinha nenhuma simpatia por ele, algo nele realmente não lhe agradava nenhum pouco. Talvez fosse porque ele soava absolutamente forçado o tempo todo, como alguém que esconde sua verdadeira personalidade apenas para agradas aos demais e ser aceito.

— Oh Guan Di, você é realmente divertido, tem uma personalidade brilhante em pensar que antes era sempre tão sério, mas por agora realmente tenho assuntos importantes a tratar. Depois irei falar contigo a sós. — Riu levemente. — Guardas! Levem-na! — Dois soldados entraram pela porta e seguraram seus braços, um de cada lado a arrastando para fora. Se debateu, tentando se soltar, mas eles eram realmente fortes demais, muito mais do que um homem adulto seria, chegou até a pisar em seus pés, porém isto de nada adiantou e eles pareceram não sentir absolutamente nada. Empurraram-na para o quarto onde tinha dormido, saíram e fecharam as portas pesadas. Tentou abrir, mas não adiantou de nada, estava trancada.

— Ahhhhh. — Berrou alto socando travesseiros. Uma hora ao menos passou enquanto planejada um milhão de fugas, todas obviamente fracassadas, pois até mesmo as janelas estavam trancadas.

— Guan Di. — Jade se materializou a sua frente. — Agora tenho algum tempo para você, esteve bastante ansiosa, não é mesmo? Agora... Me diga logo onde está Yifan, e eu vou me assegurar de lhe agradecer da melhor forma possível. Sabe que posso fazer com que tenha tanto dinheiro, que será tão rica que seu patrimonio durará por gerações, terá carros, aviões de luxo, joias e tudo o mais que sempre sonhou, só precisa me dizer onde ele se encontra.

— A proposta parece bem tentadora e de fato eu aceitaria se soubesse onde ele está, porém infelizmente, não sei. Pode parecer que temos uma grande relação de... Amizade, mas não temos. Além do mais eu já tenho um bom dinheiro com a qual posso me virar por um tempo.

— Acho que realmente não me entendeu. Se não disser logo onde ele está terá de passar o resto dos seus dias como humana trancafiava em uma de nossas masmorras comendo pão duro com água. É isto o que quer? — Agora seu tom era ameaçador e até mesmo seu rosto tinha adquirido algumas rugas novas. Sentiu seu corpo estremecer.

— Certamente que não... Majestade. Porém, realmente não sei.

— Sei que o visitou ontem acompanhada de Caos. Foi a última a vê-lo. Como ele pode simplesmente ter desaparecido?

— Se você como um grande deus não sabe, imagine eu? — Falar daquela forma realmente não a estava ajudando em nada, pois o velho parecia mais e mais irritado. — Prometo que ajudarei a busca-lo também e...

— Esta é uma excelente ideia. Como você e Caos são tão amigos, pedirei que ele a acompanhe. É isto!  — Desapareceu enquanto dava alguns passos para o lado parecendo pensativo. 

***

— Realmente Kris Wu é uma pessoa muito difícil. — Resmungou enquanto seguia a frente desviando das arvores enquanto caminhava com aqueles sapatos desconfortáveis e aquele vestido que nada lhe ajudava em meio a um solo instável cheio de pedras grandes. Tropeçou em uma delas e caiu espalmando as mãos no chão. Caos a ajudou a se levantar. Sua vestimenta agora estava com manchas de barro, completamente arruinada. As belas flores de cerejeiras agora... Bom, era melhor não resmungar tanto, isto fazia seu cansaço aumentar mais e mais. Já tinha se passado mais de 3 horas desde que estava na floresta e seu estomago começava a roncar de fome. Se tivesse que voltar aquele caminho, jamais se encontraria novamente e estaria para sempre perdida. Um lobo de pelagem avermelhada que seguia veloz parou um momento para espia-los a deixando arrepiada. Aquele lugar era assustador.  — Você acha que ele vai ficar bem? Droga, porque tem estado tão silencioso durante todo o caminho? — Era fato que ele tinha pronunciado poucas palavras durante todo aquele tempo e tinha uma desconfiança do porquê. Caos tinha com certeza a ver com o desaparecimento de Kris e Jade certamente sabia disso e a conversa dos dois não deve ter sido a mais agradável e amistosa. 

— Estou apenas pensativo.

— Por que ajudou Kris a escapar?

— Quem disse que fui eu que o ajudei?

— Tsc! Eu não sou burra. Ao menos sabe onde ele foi parar?

— É claro que não, mas descobriremos logo. —  Pegou uma enorme pedra do chão e com ela golpeou a cabeça de Ruby sem mais delongas. Seu corpo apenas caiu no chão completamente desfalecido como uma folha seca no outono. — Sinto muito Ruby, que as coisas tenham que ser assim, mas não posso fazer nada. — Elevou os olhos aos céus. — Irmão, onde está se escondendo? Eu tenho algo que é seu. Só quero devolver. Acredite em mim. — Sorriu. Sua voz tomou uma proporção alta como se estivesse saindo de alto falantes. Qualquer pessoa em qualquer parte do reino poderia escutá-lo como se estivesse falando ao seu lado embora não estivesse. Era um ultimato! — Está realmente demorando. Eu não estou blefando, se é o que pensa! Digamos que há muito sangue aqui e este cheiro mortal está me deixando nauseado, vamos terminar logo com isto. Estou cansado. O jogo acabou e você não passou de fase. Pare de se esconder! — Riu debochado e não pode ver quando Kris se materializou as suas costas. Seu braço envolveu seu pescoço o pressionando com força excessiva. O velho deus começou a asfixiar.

— O que fez Caos? O que fez? — Empurrou-o no chão e lhe acertou dois socos no rosto. Seu supercílio se rompeu deixando escorrer um liquido vermelho.

— Yifan, eu posso me explicar, por favor tenha piedade. — Iniciou a dizer e rapidamente desapareceu dali aparecendo de pé junto a uma árvore gargalhando como uma criança arteira. O corpo inerte de Ruby estava logo aos seus pés. — Faça mais qualquer movimento, que verá como esta pequena humana tola irá rapidamente para o mundo inferior. — Abaixou no chão tocando o rosto dela com as costas de suas mãos. — Ela parece tão calma quando está dormindo, não é?

— Eu vou matá... — Wu deu um passo adiante, mas rapidamente o outro agarrou a garota pelo pescoço a puxando para cima e a apertando em seu corpo, para que não caísse.

— Vai o que? Ela é preciosa para você, certo? Não quer ser responsável por sua morte mais uma vez, não é? Então fará tudo o que lhe disser. Tratemos de retornar ao palácio, nossa Majestade Jade, o está aguardando ansiosamente e é claro todos os nossos outros convidados. Estão nos assistindo? Acene para as câmeras. — Caos iniciou a acenar para o céu com uma de suas mãos muito animado como se realmente estivesse em um reality show.

— Me dê ela!

— Não, eu a levo de volta.

— Me dê ela, ou não pensarei duas vezes. Já matei um deus, não irá querer ser o segundo. — Rosnou entre dentes.

— Bom, sabe que se tentar fugir com ela, ela morrerá. Como vê, está gravemente ferida e um deus como você, é incapaz de curá-la afinal como o deus da morte poderia trazer vida? — Empurrou o corpo dela para frente que iniciou a cair. Com seus braços longos Kris a agarrou rapidamente a sustentando e erguendo. Havia tanto sangue que suas mãos se tornaram vermelho escarlate cobertas pelo liquido espeço. O rosto dela estava tão pálido quanto uma folha de papel A4, seus lábios quase roxos, encostou sua testa junto a dela. Já não tinha seu cheiro habitual, agora estava inundada pelo cheiro da morte. Wu nunca antes havia odiado tanto aquele cheiro quanto naquele momento, seu próprio cheiro, o cheiro de sua alma.

— É tudo minha culpa, poderá me perdoar? — Sussurrou em sua orelha acariciando sua bochecha com o dedão, mas não havia qualquer reação da parte dela. Puxou sua capa de tecido cinza com o fundo negro e a cobriu como a uma criança. 

— Blábláblá. Pare com esta coisa melosa. Vamos logo! — Com um estalar de dedos, os três desapareceram no tempo-espaço se materializando na grande sala de Jade que se sentava calmamente em seu trono. Seu rosto sereno adquiriu vincos graves quando os viu. Levantou-se rapidamente caminhando a passos largos e rápidos até ele.

— Oh, pobrezinha, quem fez isto? — Esticou a mão rumo a testa dela.

— Não a toque! — Wu a puxou de perto dele dando passos atrás. — Você sabe muito bem. Sabia que Caos faria qualquer coisa pelo seu perdão. Sabia que ele faria qualquer coisa para me trazer de volta, por isto mandou-o com ela. Afinal, porque enviaria uma mera mortal para me buscar? Não faz sentido, não é? Seu plano deu certo afinal. Aqui estou!

— Eu jamais pensaria em algo assim Yifan. Jamais machucaria um de nós dessa forma. — Seus olhos pareceram maiores e mais brilhantes e de fato, parecia até mesmo indefeso.

— É claro! Mas ela não é um de nós, é? — Entregou o corpo desfalecido a um soldado que estava logo ao seu lado. — Chame Erlang Shen para cuidar dela. — Sibilou ao soldado que assentiu com a cabeça pronto para abandonar o local.

— Sabe que ele só cura crianças.

— Aposto que ele abrirá uma exceção desta vez. Afinal porque ele não abriria uma exceção para o grande deus Jade que é seu próprio tio? — Esta frase fez o deus pigarrear levando as mãos ao pescoço. Virou-se de costas e estendeu a mão para cima caminhando rumo ao trono o que fez o soldado se retirar imediatamente com a garota.

— Sabe que não pode mais escapar, não é?

— Eu não irei. Me dê a liberdade de estar ao lado dela até que se recupere e depois voltarei a minha cela para esperar o julgamento que espero que seja imparcial.

— Nunca o vi interessado em qualquer um. O apelidamos de deus da indiferença. O que fez mudar de ideia? Andar entre humanos te contaminou? Te amoleceu? — Sibilou o velho esfregando a testa como se estivesse com uma grande enxaqueca. Wu apenas lhe deu as costas, sem fazer a tradicional reverencia e se afastou com o semblante pesado. Ela tinha que ficar bem ou jamais se perdoaria!


Notas Finais


Gostaram da deusa Nu Wa? Bem futriqueira do jeito q o Brasil gosta, entregando as inexperiências do nosso Kris Wu, mal sabe ele. To pensando aqui cá com meus botões e tals que a fic já está começando a se encaminhar rumo a um final, um desfecho e que espero que agrade Gregos e Troianos, pq no final é sempre difícil, e não to muito afim de um final clichê, pode ser q acabe dando no final das contas, mas meu plano no momento, é não ser. Bom, de qualquer forma, nos vemos no próximo cap que espero que eu lance semana q vem. Como sempre comentem o que estão achando, o que esperam a história e blablábláaas, amoo. Beijoocas. Q nota comprida.


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