História Our Destiny - Capítulo 9


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Categorias Katy Perry, Taylor Swift
Personagens Katy Perry, Personagens Originais, Taylor Swift
Tags Katy Perry, Romance Lésbico, Taylor Swift
Visualizações 82
Palavras 1.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - I miss the taste of sweet life


Amy secou as lágrimas, continuando encolhida abraçada ao travesseiro. Taylor precisava sair, tinha aula, mas não sairia dali enquanto não tivesse certeza de que a amiga estava bem. Ela se aproximou outra vez, afastou os cabelos castanhos do rosto da garota, e ofereceu um sorriso sutil, tranquilizador.

Katy estava do lado oposto, torcendo internamente para que Taylor conseguisse fazer Amy sentir-se melhor. Não era boa aconselhando, não era boa consolando, e não por falta de vontade e tentativas.

— Quer nos contar o que aconteceu? Parece que o Randy já sabe. — A loira dizia suave, calma, como a situação pedia que fosse.

— Eu engordei um pouquinho, então comecei a pensar que fosse o anticoncepcional, mas aí isso me levou a pensar que minha menstruação tinha atrasado uns… — Contou nos dedos, pensativa. — 14 dias. E hoje fui até a farmácia comprar esse teste. — Levantou o objeto. — Randy me encontrou lá, bem quando eu estava no caixa. Não tinha como mentir que era pra pra uma amiga, porque vocês são minhas amigas mais próximas e…bem. — Aquilo arrancou um riso de Katy e de Taylor. — Enfim…Ele gritou comigo e estava tão nervoso que me obrigou a fazer o teste no banheiro da farmácia. — Começou a chorar de novo. — Foi horrível, eu nunca tinha visto ele daquele jeito. E quando o resultado deu positivo, foi pior. Ele ficou muito bravo, disse que a culpa era minha, que a vida dele estava arruinada. E eu pensava…E a minha vida? O que minha mãe vai dizer quando souber? — Taylor a abraçou. Katy se juntou ao abraço, um pouco desajeitada.

— Você precisa ficar calma. Primeiro, tem que fazer um exame de sangue pra ter certeza. — A loira sentiu seus olhos se encherem de lágrimas ao olhar para os verdes inundados da amiga. — Nós vamos estar ao seu lado, não importa o que acontecer. — Ela e a morena seguraram a mão de Amy.

Não entraram em detalhes, não a fundo. Mas o bastante para concluir que pelo que Randy gritara a pouco, havia sugerido um aborto. A tempestade foi se acalmando aos poucos, até se transformar em um pequeno sereno. Amy acabou adormecendo após algum tempo. Estava esgotada emocionalmente. Katy a cobriu. Seus olhos se voltaram à Taylor, que no momento permanecia parada observando a chuva da janela, com pensamentos distantes. A loira se virou, com uma expressão indecifrável.

— Estou preocupada em como a senhora Lewis vai reagir. — Confessou. Taylor a conhecia, e já podia imaginar as medidas nada ortodoxas que possivelmente adotaria.

— Eu também. Aquela mulher é uma bruxa. — Katy tinha testa franzida, e uma careta com bico infantil.

— As vezes você parece uma boneca, as vezes parece uma criança. — Os longos dedos percorriam a face, e os olhos seguiam seus movimentos. — Bem, eu não sei o que a bruxa vai fazer. A única coisa que nós podemos fazer, é permanecer ao lado da Amy.

— Claro. — A morena se inclinou, dando um selinho na loira. — É sorte que tenha acontecido no último ano. Isso facilita um pouco as coisas pra ela, não? — Virou-se na direção da cama, admirando a amiga dormir relaxadamente.

                    

                            ***


A água gelada que caia sobre suas costas, fazia arder cada pedaço de pele arranhado por Katy. A loira se afastava instintivamente toda vez que sentia uma ardência maior lhe atingir. Era ruim e tão bom, surgia um sorriso em seus lábios ao se lembrar do momento em que as unhas foram cravadas em suas costas, sem pudor. Taylor fechava os olhos, e sons, o sabor, os aromas, tudo relacionado ao dia anterior vinha à tona, trazendo um sorriso idiota ao rosto.

Fechou o registro, se enrolou no roupão e saiu. O frio a envolveu, arrepiando sua pele imediatamente, de modo que, se enxugou e vestiu rapidamente para se aquecer. Colocou jeans, uma camisa e uma blusa de moletom por cima. Naquele momento, o que menos a importava era estar na moda ou bem vestida. Bateram em sua porta, e antes que atendesse a pessoa do outro lado bateu mais vezes, impaciente. Era Amy.

— Toma. — Empurrou um papel contra seu peito.

— O que é? — Questionou, antes mesmo de ler.

— Meu beta HCG, deu positivo.

Taylor coçou a cabeça, reflexiva. Nada de bom sairia de seus pensamentos, nada que pudesse servir de consolo, então, ficou quieta por severos minutos. Amy se jogou em sua cama, deitando de bruços.

— Eu tô frita. — Resmungou, com a voz abafada pelo travesseiro.

A loira fechou a porta, e caminhou até a cama. Tentar se imaginar no lugar da amiga não era o bastante, em verdade, era algo que sua mente sequer conseguia realizar.

— Sei que no momento nada de bom parece vir nessa situação, mas…com o tempo, quando tudo estiver no lugar…

— Tay! Eu sei que suas intenções são as melhores, só que eu realmente não consigo ver nada de positivo no meio disso. E talvez eu nunca consiga.

— Não fala assim, Amy. — Sua voz falhou. — E-eu não sei mais o que dizer.

— Você não precisa dizer nada. Só fique aqui comigo um pouco.

Taylor deitou ao lado dela, um pouco sem jeito, e a mão da outra buscou a sua, silenciosamente. Ambas as mãos pararam sobre o ventre de Amy, e a loira imaginou que agora havia algo crescendo ali dentro. O pensamento, de primeiro momento, a estranhou, depois evoluiu para a imaginação, e imaginou uma criança parecida com a amiga, com poucos meses de vida, os mesmos olhos verdes e os mesmos cabelos castanhos.

— Estou com medo. — A mão abaixo a da loira começara a tremer.

— Não precisa ter medo. Tudo ficará bem. — Ela se viu repetindo as mesmas palavras de Andrea, recitadas em voz carinhosa enquanto tentava-lá acalmá-la de algum pesadelo. O tom materno em sua voz era perceptível, bem como proteção que dedicava à Amy naquele momento.

Algumas semanas depois, a notícia era absorvida por completo. Os medos cresceram, palpáveis por dentro, impassiveis por fora. Em um relativo curto espaço de tempo, o mundo desabou sobre a cabeça de Amy. Randy a deixou, sua mãe cortou todos os seus recursos, e ela tinha um bebê a caminho.

Sem opções, secretamente aceitou um emprego em uma casa noturna, como stripper, onde trabalhou por 3 meses, até a barriga começar a aparecer e ser rebaixada à garçonete. Mas fora tempo suficiente para juntar a quantia necessária. Precisava do dinheiro para terminar a universidade, e precisava do dinheiro para se manter e manter a criança a quem daria a luz. O desespero falara mais alto. Katy e Taylor eram ótimas e lhe davam todo o suporte emocional, mas Amy não abusaria em pedir mais que isso, já era muito, e considerava o suficiente. Sua alegria, em pouco tempo, era resumida em se imaginar como mãe, e ver o que havia entre suas melhores amigas evoluir aos poucos para o que parecia um relacionamento. Se fracassara, fracassara apenas consigo mesma afinal.

Essencialmente, havia se perdido. Metade do futuro que imaginara não se realizaria, e a única pessoa a quem poderia culpar por isso era a si mesma. Sentada àquele banco de praça, observando crianças correndo pra lá e pra cá, o coração se agitou, e uma pontada discreta foi sentida na barriga.


Notas Finais


Tem umas coisas pesada...Já já ceis vão ver que rapadura é doce mas não é mole Kkkk (sorry, analogias não são comigo, ditos populares menos ainda Kkkk) provérbios? Oi? Cito em situações que não se encaixam Kkkkkk


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