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História Our DNA - BTS AU Superpower - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente, aqui é a autora, espero que vocês gostem da história, ela foi feita de coração. ✨🤗

Capítulo 1 - Prologue - "Isn't Lovely?"


Fanfic / Fanfiction Our DNA - BTS AU Superpower - Capítulo 1 - Prologue - "Isn't Lovely?"

Glossário:

동생 -> /dongsaeng/: forma de chamar mais novos que você.

형 -> /hyung/: de meninos/homens mais novos para meninos/homens mais velhos.

자기야 -> /Jagiya/: querida/querido.

~•~•~•~•~

POV. Autora

~~~ Janeiro de 2006 ~~~

Tudo era branco: as paredes, as luzes, o chão. As pessoas usavam branco nas suas roupas; seus sapatos também eram dessa cor. As cadeiras, as mesas, canetas, lápis, papéis... Tudo tinha apenas uma cor—ou devemos dizer que tudo tinha todas as cores?

Mas as verdadeiras cores só apareciam nas músicas cantadas escondidas, nos desenhos feitos de lápis, dos sorrisos que se abriam, dos olhos que brilhavam, dos abraços dados. As crianças emanavam cores por onde passavam, corriam, gritavam e traziam alegria para aquele mundo silencioso e frio.

—Você não me pega, SeokJin!—a menininha gritava, atropelando todos pelos corredores.

—Pego sim, S/N! Você vai ver!—um rapazinho corria atrás dela. SeokJin é um pouco mais velho, mas tem S/N como sua melhor amiga, até como irmã.

—Você não me acha!—ela gritou, se escondendo em um canto qualquer; sua voz ecoou pelo local, SeokJin distinguir de onde vinha.

S/N estava ofegante. Pegou um cookie do amigo mais velho e estava correndo até agora com a comida na mão. Além disso, também tinha agarrado no braço um coelhinho rosa de pelúcia—que também pertencia ao amigo.

—S/N, sou mais velho, deves me obedecer! Vou lhe dar várias palmadas por correr de mim assim!

Ela abriu um sorriso sapeca. Sabia que ele nunca faria isso, não tinha coragem. SeokJin era a pessoa de melhor coração que ela conhecia. Não conseguiria fazer mal a uma formiga, quanto mais à melhor amiga!

—Te achei, S/N!—ele disse ao encontrá-la em seu esconderijo. S/N gritou de susto, mas começou a rir. Olhou ao redor e viu que não tinha canto para onde correr. –Você não vai conseguir escapar de mim hoje, mocinha!—o garoto riu junto.

—Socorro, o bicho papão quer me matar!—ela fez drama. O garoto revirou os olhos, achando graça.

—Ele não vai te matar, pois o seu salvador chegou—uma voz sedosa atrás do mais velho foi escutada SeokJin se virou e deu de cara com um rapazinho mais novo, mais ou menos da idade da menina; ele tinha os braços atrás das costas, numa postura formal. Seu rosto possuía traços perfeitos: os olhos, o nariz e a boca. Um pequeno sorriso foi aberto no rosto do mais novo sem mostrar os dentes.

—SeokJin, deixe a menina em paz—ele disse.

—Chegou para atrapalhar minha matança...—o mais velho sorriu. –O que fez hoje, "동생" (Dongsaeng) ?

—Nada muito interessante, Jin "형" (hyung) —o garoto respondeu. –E vocês?

—Roubei um cookie e o coelhinho rosa do Jin—S/N respondeu apertando mais a pelúcia nos braços.—Ele está tentando pegar de volta até agora. Só que sou mais rápida, é claro—se amostrou.

O rapazinho sorriu orgulhoso.

—Essa é a minha garota—e deu uma piscadela. O rosto da menina ganhou um pequeno rubor nas bochechas.

A sineta tocou e o som ecoou pelos corredores, assustando os três amigos.

—Vão para seus quartos—SeokJin falou para os mais novos. –Não querem ser pegos, certo?

O mais velho seguiu para o seu, enquanto que o mais novo acompanhou a garotinha até seu quarto, como um cavalheiro.

—Obrigada—ela acenou para o menino.

—Não há de quê—ele inclinou-se levemente para ela.

—Ya!—ela chamou-lhe da porta de seu quarto. Ele virou o rosto para ela. A menininha correu para ele e lhe abraçou forte; ele ficou surpreso. –Não vai me deixar nunca, não é?

—Nunca. Nem que eu morra—ele abraçou-a de volta. –Vá para o seu quarto e descanse; amanhã o dia será mais corrido que hoje. Se não conseguir dormir, conte as estrelas que estão no céu. Tenho certeza de que elas ficarão honradas de serem contadas por você.


~~~ 5 ANOS DEPOIS ~~~


A garota havia acabado de chegar no refeitório. Lá, estavam vários jovens de sua idade reunidos em diversas mesas espalhadas pelo local. Fazia um bom tempo que a mesma não frequentava o lugar, culpa dos procedimentos cirúrgicos que ela havia feito a algumas semanas atrás. Mas ela não gostava de pensar nisso como uma "culpa" para si, afinal era para um bem maior. A única consequência negativa para ela era a alimentação do pós-operatório.

Não tinha nada que deixasse a menina mais feliz do que comer no refeitório de novo.

Francamente, a comida do pós-operatório era horrível! Já não aguentava mais ter que tomar sopa fria, todos os dias e em todas as refeições por um mês inteiro. Contudo, seria só felicidade. Deu tudo certo na cirurgia, seu estado de saúde estava bom e, finalmente, poderia comer as comidas maravilhosas do refeitório.

Ah, e o mais importante: poderia rever seus amigos.

Esbanjando seus 14 anos, a garota caminhava animadamente, como sempre, pelo local. Ela era conhecida no laboratório por seu bom humor e bom coração, diferente de muitos outros adolescentes ali, que, segundo ela, só traziam energias negativas aos outros. Não que ela tivesse inimigos, mas preferia não trocar palavras com algumas pessoas ali presentes. A culpa no fundo não era sua. Acontecia que a garota de madeixas acastanhadas e olhos escuros como a noite encanta a todos, o que trazia para si olhares e comentários maldosos de invejosos. Ela nunca se importou, sabia que era maior do que tudo aquilo.

E como era.

A jovem entrou na pequena fila para pegar seu café da manhã. Mal via a hora de comer os deliciosos croissants que a esperavam na mesa de salgados.

Pegou a bandeja e colocou o que bem entendia no prato; pretendia comer naquele dia o que não pôde comer no mês inteiro. Por fim, pegou um copo de suco e se dirigiu às últimas mesas do local, onde geralmente ela e seus amigos ficavam.

A medida que se aproximava pôde reconhecer a cabeleira morena de uns de seus "형" (hyungs); o mesmo estava sentado na última mesa do refeitório de costas para todos... sozinho. Vamos dizer que ele nunca fora muito de interagir com os outros, mas preservava os dois únicos amigos que tem: seu "형" (hyung) e sua "자기야" (jagiya). A mesma, por sinal, acabara de chegar na mesa do garoto jogando a bandeja de comida sobre a superfície tabular.

—Isso tá pesado —Comentou a garota, fazendo o mais velho passar a encará-la, abrindo logo um sorriso ao reconhecê-la. Poucos eram aqueles que conseguiam tirar um sorriso dele, mas se tratando da acastanhada, as coisas eram bem diferentes.

—"자기야" (jagiya) ! Que bom te ver de novo —Disse a fazendo corar. Ela tinha que admitir, adora quando o moreno a chama por apelidos como esse. —Como foi a cirurgia?

—Ótima. Os médicos disseram que eu estou progredindo muito bem. —Respondeu se sentando de frente para o garoto.

—Fico feliz por isso...—então, ele encara o prato dela.— Você não acha que tem que comer um pouco menos depois de ser liberada?—Perguntou o moreno notando que o prato dela estava muito lotado de comida.

—Não, isso é besteira.—diz.—Eu tenho o metabolismo rápido, se esqueceu? E outra, desde quando você segue as recomendações dos médicos? —Perguntou estranhando a atitude do rapaz, que sempre agia de forma rebelde quando se trata de questões laboratoriais.

—Nesse caso não se trata de seguir ou não o que eles dizem e sim do que é mais saudável pra você, S/n. Você faz cirurgias arriscadas aqui, tenho certeza de que sabe disso.— Disse sério. A garota se encolheu, pois sabia que ele estava certo, só tinha vergonha de admitir.

Ela só achava injusto ter que passar por diversos procedimentos cirúrgicos em seu cérebro e quase nunca poder comer o que quer por conta das cirurgias.

Perdida em pensamentos, mal notou a aproximação de seu outro amigo, o loiro, da mesa em que estava sentada.

—Finalmente você voltou. Eu já estava nervoso. —Comentou o mais velho, quase pulando na mesa. —E aí, como foi a cirurgia?—Perguntou sentando-se ao lado da garota.

—Oi pra você também, Seokjin. —Comentou o moreno.

—Ah, oi, "동생" (dongsaeng). Foi mal, é que eu já te vejo todo dia...—Comentou o loiro fazendo o mais novo concordar com a cabeça.

—Foi bom mesmo você ter chegado, S/n, já não aguentava mais passar o dia todo olhando pra cara de Seokjin. Isso foi por um mês inteiro — Contou o moreno, fazendo a garota rir e Seokjin fazer uma cara de ofendido.—Sinceramente...—disse ele, todo irônico e estalando a língua no céu da boca, o que fez a mais nova rir ainda mais, até o loiro riu dessa vez.

—Mudando de assunto: quando você vai tirar o curativo?—SeokJin perguntou ao se referir à faixa de esparadrapo ao redor da cabeça de S/N.

—Eu não sei, mas eu não quero tirar nem tão cedo— Comentou meio para baixo. Isso chamou a atenção dos dois garotos.

—Por quê?- Perguntou o mais velho.

—Eles rasparam uma parte maior do meu cabelo e eu sei que vai demorar pra ficar do tamanho normal... —Disse desconfortável. Ela detestava quando raspavam partes de seu cabelo por conta das cirurgias. Sempre se orgulhou de seus cabelos longos, mas nunca conseguiu deixá-los do jeito que queria, afinal sempre tinha partes faltando. Então, sua solução foi sempre usar rabos-de-cavalo ou tranças, só para esconder as falhas.

—Ei, não fica assim. E só um detalhe: você já é linda, tendo o cabelo raspado ou não —SeokJin comentou, confortando-a, enquanto passava a mão sobre as costas dela.

—Exatamente. E outra: quem repara mais no seu cabelo do que no seu caráter, deve ser alguém muito desprezível.—Disse o moreno.

S/N, apesar do desconforto, consegue forçar um pequeno sorriso.

—Valeu, gente, de verdade —Agradeceu, fazendo carinho no braço do moreno por cima da manga do moletom. Ele ficou meio encabulado com a demonstração de afeto repentina. A jovem, logo em seguida, bagunçou as madeixas loiras de Seokjin.

—Poxa, S/N, ele tava tão bonito hoje... —comentou abusado, ao ajeitar o cabelo. A menina solta uma risadinha.

—Vocês sabem que são muito importantes pra mim, certo? —Comentou a garota.

— E você pra nós. —Comentou o moreno.

Os dois se encararam. Sabiam que acontecia algo forte entre eles, só não tinham certeza do que era—ou se sequer era correspondido— mas  tinham certeza de algo: era muito intenso.


Notas Finais


Muito obrigada pela atenção, espero que tenham gostado. 😄🌹


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