História Our Dream, or not. - Capítulo 6


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Categorias Star vs. as Forças do Mal
Personagens Janna Ordonia, Marco Diaz, Oskar Greason, Star Borboleta, Thomas "Tom" Lucitor
Tags Starco, Stom
Visualizações 57
Palavras 2.237
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então galerinha, eu sinto muito por demorar tanto a postar, tenho muitos problemas para resolver e acabo me atolando.
Eu fiquei um tempinho distante e quando voltei tinha muitas pessoas mandando mensagens pedindo para postar e atualizar que me senti muito feliz, então não pude recusar esse pedido <3
Espero que curtem o capítulo!!

Capítulo 6 - Cap.6


Na madrugada desta noite Marco acabou acordando sentindo um pouco de dor no pescoço, obviamente por conta da forma completamente desconfortável que havia dormido. Seu pescoço, ou melhor, seu corpo estava todo torto para que ele pudesse ficar com a cabeça apoiada em Star e ainda segurar sua mão. Mesmo assim, para seu coração, aquilo estava confortável, mesmo com toda a dor em seu pescoço.

Marco olhou para a janela e viu que ainda era muito cedo então acabou resmungando contra a vontade de levantar da cama quente, virou-se para a mulher com quem estava dividindo a cama e acabou sorrindo por ver como ela estava completamente agarrada em si, de alguma forma aquela havia sido o momento em que seu coração mais havia se aquecido. Ela estava calma, ela estava em paz. Seu semblante era tão sereno, um pouco babada, mas ainda sim, fofa. Não se pode ser completamente perfeito, pensou ele após rir. Acabou colocando-a deitada em seu peito para que a cabeça dela se repousa-se melhor, e a mesma dormia tão profundamente que realmente não parecia incomodada em ser movida como uma boneca de uma posição à outra.

Ele se virou para o lado vendo um celular em cima do criado-mudo que fica ao lado da cama e o pegou pensando ser o seu. Quando deslizou a tela para o lado viu que não tinha senha e só ai reparou que não era o seu celular, mas sim o de Star.

“Ótimo, agora tenho acesso direto até ao seu celular. Cada vez mais parecemos um casal” Pensou enquanto abaixava a barra de notificação. Não era como se ele quisesse xeretar, mas era como se ele estivesse se sentindo na necessidade de ver mais sobre o celular dela. Curiosidade, somente isso. Pelo menos era o que ele queria acreditar. Ele se pós a rir a cada coisa que via, era notificação de atualização de séries de desenhos animados na Netflix, notificação de postagem de alguns famosos que ela seguiu no Twitter e no Instagram, notificação de algumas tarefas que deveriam ter sido feitas antes, tinha até notificação lembrando-a que precisava beber água, contudo a notificação que o fez abrir o aplicativo havia sido o de mensagem.
Sua caixa de mensagens era tão vazia quanto ele podia imaginar, porém tinha uma mensagem que não havia sido aberta.

00:21- Oi, sei que é meio tarde, mas eu preciso muito conversar com você. Acho que seria bom se pudéssemos nos encontrar, o que acha?
00:21- Que tal aquela lanchonete que eu sempre vou? Ela é bem legal e podemos conversar bastante.

Marco não sabia o que havia o incomodado naquela mensagem, se foi quem enviou, se foi o tanto que o emissor da mensagem queria mesmo marcar para conversar, se foi o horário, ele sabe muito bem que nessa hora da noite as pessoas estão sempre meio extrapoladas de bebida. Ou, e essa ele nem queria deixar que pairasse na sua cabeça, se foi porque naquele momento ele estava com a Star e que ela iria sair correndo assim que visse a mensagem.
Ele não sabia o que seria, ou o que queria, ele sabia que estava incomodado com isso. Não lhe foi nada agradável ler a mensagem, havia realmente atacado, afrontado seu coração e ele não entendia e nem que queria entender o porquê. Então ele começou a pensar. E pensamentos demais nos levam a atos que as vezes não queremos. Nesse caso, Marco iria apagar a mensagem, para si era um favor para a Star, com certeza Tom só iria usá-la, só iria fazer ela pagar papel de boba, trouxa, idiota, e ele sabia que ela era muito mais que isso. Somente por isso, somente pelo bem de sua amiga, só por isso, ele iria apagar a mensagem. Iria.

-Marco, o que houve?- E então Star acordou. Acordou com aqueles olhos azuis brilhantes e pequenos pelo inchaço após o sono tão profundo da garota.

-Nada, eu só acabei acordando e ia ligar para o meu vizinho ver se meu cachorro está bem!- Jogou a primeira desculpa que podia jogar e sorriu.

-Ah, e ele está bem? Desculpa ter te prendido aqui, acabei nem perguntando se você tinha algo para fazer ou sei lá!- Disse Star sorrindo para ele enquanto se espreguiçava.

-Está sim, ele é um bom cachorro!- Marco disse bloqueando o telefone dela e colocando em cima do criado-mudo novamente. – Vamos tirar no Jokenpo quem irá fazer o café?-Disse enquanto se deitava de lado olhando para ela que se ajeitava na cama olhando para ele também, ficando assim cara a cara.

-Está bem!- Ela riu e assim os dois começaram. –Ahá, pedra ganha de tesoura, ganhei.-

-Ah, que isso, melhor de três!- Disse ele rindo e ela semicerrou os olhos.

-Se eu ganhar do de três você será obrigado a me comprar chocolates todos os dias!-

-Tá, mas se eu ganhar...Eu tenho direito a pedir qualquer coisa.-

-Mas..- Ela começou e ele começou a encará-la como se a desafiasse.- Está bem, eu aceito.-

Para Marco naquele momento aquilo era mais do que apenas uma competição de sorte para ver quem faria o café, era a chance dele conseguir a fazer não ir com Tom quando ela lesse a mensagem. Era a chance que ele tinha dela não ir.

-EU GANHEI!- Ele praticamente gritou e pulou na cama fazendo Star rir do comportamento infantil dele.

-Está bem, né, farei panquecas e ovos mexidos com bacon, senhor!- Disse ela rindo enquanto ele se jogava na cama se sentindo vitorioso.

-Obrigado!- Disse sentindo seus músculos relaxarem enquanto Star se virava para o teto.

-Na verdade, mesmo se eu perdesse iria fazer o café...- Ela começou.

-Por que?- Perguntou Marco, se virando para ela que se mantinha olhando o teto.

-Você tem me ajudado bastante e eu não tenho retribuído tão bem, você realmente tem me apoiado bastante e se, eu não sei talvez, eu acabar conseguindo ficar com Tom, será graças a você e sua ideia louca.- Riu e enfim se virou para Marco.- Obrigada, de verdade e de todo coração, obrigada.-

Incrivelmente aquelas palavras não atingiram Marco da forma que deveria atingir, ao invés de fazer ele ficar feliz ele se sentiu meio vazio. Como se ele fosse meio que desnecessário. De alguma forma, aquelas palavras ditas por Star não eram as palavras que ele queria ouvir. Não eram o que ele esperava.

-Bom, vou tomar meu banho!- Disse se levantando deixando Star meio confusa mas deu ombros no final. Logo que ele foi-se ao banho, Star pegou seu celular para poder pesquisar como fazer geleia de morango para panquecas quando viu que Tom havia lhe mandado mensagem que havia sido visualizada. Mas ela realmente não havia se importado com isso, para si aquele momento era o mais feliz em sua vida. Ela teria um encontro de verdade com Tom, pelo menos era o que parecia ser.

Imediatamente se levantou da cama indo correndo bater na porta do banheiro para chamar Marco, que assim que escutou ela gritando seu nome saiu correndo com um chinelo nas mãos e uma toalha enrolada no corpo quase todo molhado.

-O que ouve? Que bicho? Onde?- Perguntou ele preocupado com a garota que se pós a rir.

-Não é isso, olha, ele me enviou mensagem.- Ela disse mega empolgada e ele apenas olhou para ela como se fosse muito idiota.

-Idaí?-

-Como assim? Marco, ele quer sair comigo!-

-Ou só te iludir ou te usar.- Disse de forma seca e entrou no banheiro para terminar de se arrumar.

-Como assim, Marco? Ele talvez queira apenas me conhecer melhor fora da empresa.- Ela disse encostando-se na parede.

-Não é como se fosse tão diferente assim...-

-Mas você me ensinou algumas coisas que eu posso fazer e tals...- Ela disse bem empolgada e assim que ele saiu do banheiro e olhou para ela.

-Tipo?-

-Tipo me vestir, o que fazer e não fazer, como me maquiar, minha postura.- Ela disse sorrindo.

-E isso vai mudar o que?- Ele se sentou no sofá.

-Cara, é uma oportunidade de eu conquistar ele.- Ela se sentou ao seu lado.

-E vai fazer o que? Se jogar em cima dele?- olhou bem para ela que estava ao seu lado.

-Talvez, tipo...- Ela se aproximou- Você me disse uma vez que homens gostam quando ficamos próximas deles, se eu...-Ela se aproximou de Marco ficando bem perto dele.- Fizer isso e...-Logo levou a sua mão para a nuca dele subindo lentamente para o seu cabelo fazendo um leve carinho deixando-o um pouco arrepiado.- Isso...- E só aí, depois de Marco perceber o quão perto estavam que ele sentiu um arder em sua bochecha. Estavam milímetros de distância, ainda sim era uma distância, para Marco nada segura, mas para Star não era nada. Ou ao menos, era o que pensava. Quando se deu conta estava olhando para Marco que olhava tão fundo em seus olhos que parecia que estava enxergando o através deles, percebeu que era tarde para fazer algo. Que estava perto demais, que estava firme demais. Ela não imaginava que isso aconteceria, não imaginava que se ficasse tão perto de Marco não conseguiria sair, não imaginava que sentia algo por ele. Não imaginava que aquilo, aquele sentimento de empolgação em seu peito mesclado com a adrenalina do medo seria sentido apenas por tentar mostrar o que havia aprendido ao seu “mestre”.
Star estava confusa demais para pensar e Marco envolvido demais em tudo que o rosto de Star possuía para conseguir se afastar. Era tão perto, e cada vez tão perto, que parecia que eram-se dois planetas prontos para se colidirem os olhos deles já estavam prontos para se fechar, as bocas prontas para se encontrar, o desejo do momento era tão grande que eles estavam prontos para cair de cabeça nesse momento até uma gota de água escorreu do cabelo de Marco batendo na ponta do nariz de Star a fazendo acordar, despertar, reconhecer o que estava fazendo e se afastar sentindo seu coração por um momento parar.

-Desculpa...- Disse Star.

-Pelo que? Você realmente saberá o que fazer e...Pelo jeito está empolgada o suficiente para isso.- Disse Marco meio incomodado após acordar do momento. 

-Sim, vou marcar de almoçar com ele, assim posso passar o dia com ele.- Disse Star se levantando e pegando seu celular.

-Ótimo então...-

-Você tá chateado?- Perguntou Star.

-Por que eu ficaria né? – Disse Marco se levantando.- Eu só tenho uma pergunta.- Disse e Star o olhou.- Se eu usasse meu pedido para pedir que você ficasse aqui ao invés de ir com Tom, você ficaria?- Perguntou enquanto se aproximava de Star.

-O que?- Star riu- Ficou doido? Esse era o plano desde o inicio, eu não ficaria. Não acabaria com tudo que construímos .- Ela disse rindo.

-E se ele só estiver te usando?-

-Ele não está, ele não é assim!-

-Você não o conhecesse o suficiente para dizer isso!-

-E nem você, se você iria ficar assim quando enfim eu conseguisse dar um grande passo, então por que me ajudou?- Gritou Star. Marco ficou sem resposta para aquilo então apenas ficou olhando para Star esperando que ela dissesse outra coisa, mudasse  que falou ou ao menos pedisse desculpa. Mas por fim, nada aconteceu. Então Marco simplesmente pegou sua mochila com suas coisas e começou a andar em direção a porta.

-Quer saber? – Disse quando abriu a porta.- No fim, de qualquer forma, sim, você destruiu tudo o que construímos. – E assim, com aquelas palavras, com aquele olhar de confusão de Star e o de tristeza dele, Marco saiu por aquela porta a fora pegando seu carro e dirigindo como um louco para bem longe dali, enquanto dentro daquele cômodo ficou Star junto de todas as confusões que tinham se juntado em sua cabeça.

Nada mais fazia sentido, nada mais parecia certo. Ela já não entendia o que sentia em seu coração. Não sabia se iria aceitar se encontrar com Tom porque o ama ou porque em sua cabeça tem a ideia de que ela o ama. Não sabia se era isso o que queria, não após ter ficado tão perto de Marco.

De alguma forma, de todas as formas, parecia mais que ela estava mais perdendo do que ganhando. Parecia que mais uma vez seu coração estava se partindo, contudo não pelo fato de que ela pode ser usada, ou porque Tom pode se casar, mas porque Marco havia ido embora. Marco havia saído, e ela sabia que ele podia voltar, mas se voltasse...Ela enfim admitiria que seu coração ficaria mais feliz e completo, ou apenas se manteria mentindo para si mesma sobre o que sente e pensa? Ela não sabia, na verdade, nenhum dos dois fazia ideia, apenas sabiam que estava doendo. O sentimento que estava guardado ali e que agora saiu, estava causando uma dor. Uma dor que só poderia se cessar se eles fossem menos orgulhoso e confessassem que a companhia um do outro é melhor que o vazio causado pela ausência um do outro.

Eles eram importantes demais juntos para serem separados. Mas as vezes, precisamos ficar longe de quem amamos para que possamos entender o que há dentro do coração sem que a cabeça nos cale. A voz do coração só pode ser ouvida nos momentos em que a emoção consegue ser maior que a razão, eles precisavam entender isso antes de enfim perceberem o que está tão notável, que o amor é simples.


Notas Finais


ENTÃO É ISSO, MEUS CAROS LEITORES :3
Espero que tenham gostado e que comentem bastante.Deu um trabalhinho pensar nisso antes de começar kkkj
Provavelmente eu voltarei essa semana com o provável encontro de Star e Tom, vamos ver o que irá rolar, seria sangue, suor e lágrimas? kkk
Até já pessoal, obrigada de verdade a todos pelo apoio de vocês, estou feliz mesmo :3

OBRIGADA PELA AJUDA, OPPAYO :3


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