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História Our Fate - Capítulo 7


Escrita por: RakBlack

Notas do Autor


Oi, povo!
Recuperados do último capítulo? kkkkkkkk
Pois é... As coisas foram tensas com Sirius fazendo escolhas questionáveis.
Esse capítulo foi ainda mais complexo de escrever. Mas ele me deu uma luz de como as coisas vão rolar daqui pra frente. Ainda estou escrevendo sem planejamento, então tudo que vier é culpa dos personagens kkkkkkkk

Bom, sem mais enrolação, boa leitura ^^

Capítulo 7 - Sobre uma briga e uma declaração


Severus pressionou os olhos com força antes de abri-los com cuidado. Sua cabeça doía e a claridade do ambiente não estava ajudando a situação. Por alguns segundos de paz uma confusão o invadiu e se perguntou o que estaria fazendo na enfermaria e porque tinha alguém dormindo sentado e com a cabeça apoiada em sua cama.

Aquela paz se foi quando as lembranças invadiram sua cabeça e o fizeram fechar os olhos novamente, querendo que tudo aquilo fosse um pesadelo.

Tinha sido sua culpa não entender que entraria no cio. Ele já presenciara isso com a mãe tantas vezes, como conseguiu não saber quando sentiu aqueles calores e os cheiros tão fortes? Principalmente o cheiro de um lupus como Black.

- Black... – sussurrou, assustado, levando uma de suas mãos até o pescoço e sentindo o coração ser esmagado em tristeza e raiva. Ele não tinha o direito de marcá-lo... E o que mais ele poderia ter feito, já que depois da mordida não se lembrava de nada.

Só de pensar no que podia ter acontecido enquanto estava desacordado... Se encolheu e abraçou os joelhos, chorando baixinho.

- Sr. Snape, sente alguma dor? – Madame Pomfrey apareceu, cuidadosa e com uma voz calma e baixinha. – É normal que sinta algum desconforto na marca, mas ela está cicatrizando bem e você logo poderá voltar para o seu dormitório.

Severus fungou e secou o rosto. Tinha medo de saber a resposta, mas precisava saber.

- Madame Pomfrey... O que aconteceu? Quer dizer, eu...

- Sr. Black nos contou tudo, não se preocupe. – ela sorriu e inclinou a cabeça para Sirius, que dormia sentado. Severus engoliu seco e puxou a mão que descansava no colchão para longe dele. – Sei da animosidade de vocês, Sr. Snape, mas devia ser grato. Sr.Black te salvou de algo realmente horrível, mesmo que os instintos dele gritassem apenas para que ele se juntasse aos outros que queriam te fazer mal. – ele desviou o olhar e fez uma careta. A última coisa que queria era ouvir elogios ao “herói”. – Ele te trouxe para cá e não saiu do seu lado a semana toda.

- Quero saber se a marca é a única coisa ruim que resultou do meu descuido. – ele sabia que soava frio e distante, mas o que menos lhe interessava naquele momento era se Black tinha perdido aulas ou qualquer outra coisa para fica ali. – E, como assim uma semana?

- Não se preocupe, nada de ruim aconteceu com você. – ele revirou os olhos e, instintivamente, colocou a mão sobre a marca. Era Dumbledore quem falava, enquanto entrava na enfermaria. Madame Pomfrey deu uma desculpa qualquer e os deixou sozinhos. – Sirius estava desarmado e te marcou para que seu cheiro fosse sentido apenas por ele. Depois que os outros alfas perceberam, perderam o interesse e te deixaram para trás, então ele te carregou até aqui, onde consegui te colocar em um sono controlado até que seu cio terminasse totalmente. – Dumbledore sorria de forma tranquila, como se fosse normal que aquelas situações acontecessem. – Agora que está desperto, preciso te falar algumas coisas.

Severus encarou os olhos azuis e se perguntou como aquele homem podia estar tão calmo.

- Primeiro quero tranquilizá-lo. Aqueles que queriam te fazer mal foram punidos e não fazem mais parte do seu grupo de colegas. – aquilo pareceu abalar o homem de alguma forma. – Segundo, eu quero te pedir desculpas. Se eu tivesse sido mais atento ao que acontece com os alunos, saberia do que passava em sua casa e teria ajudado antes, então não precisaria de supressores ou passar por essa situação. Me desculpe.

- Eu... Como o senhor soube? – Severus sentiu a boca secar e arregalou os olhos, tentando organizar seus pensamentos.

- Como dizem os trouxas: “conta-se o pecado, mas não o pecador”, então não poderei te dar essa informação. – mesmo dizendo aquilo, seus olhos pousaram na figura adormecida por tempo o suficiente para que Severus entendesse que Black tinha dito algo. Mas como ele poderia saber? Potter sabia dos supressores, mas não sobre Tobias.  – E, por último, deixei um assunto mais complicado e desagradável.

- Eu serei punido de alguma forma por ter entrado no cio no meio do corredor? – apesar de acreditar no sentimento de culpa do diretor, sabia que a sociedade não via os ômegas de forma tão elevada como acontecia com os alfas, e não duvidava que os pais dos alunos expulsos estivessem espalhando coisas horríveis sobre ele, ou até pedindo sua expulsão também.

– Claro que não. Você foi uma vítima, e isso não é discutível. E Sirius me contou que os alfas encontraram você antes de serem totalmente afetados, e poderiam ter te ajudado, mas preferiram tirar proveito da situação, então fique tranquilo quanto à isso. – Dumbledore deu a volta na cama e chegou bem próximo de Severus, como se quisesse lhe contar um segredo. - O que eu tenho para lhe dizer é um pouco mais complicado. Você sabe que marcas podem ser removidas em nosso mundo, mesmo que com um pouco de dificuldade, certo? – o volume da voz do diretor caiu drasticamente, e Severus percebeu que ele não queria que Black escutasse o que quer que fosse dito. Concordou com a cabeça, pensando que pelo menos não estava no mundo trouxa e poderia ser livre assim que se formasse. Não queria um alfa. Já aceitara que passaria sua vida sem ninguém, uma vez que não podia ter Lily como algo além de uma amiga. - No caso de vocês, isso não será possível. – Dumbledore puxou a gola da própria veste e mostrou a marca na junção entre seu ombro e pescoço. – Marcas entre lupus são pra sempre, Severus.

E ele só quis voltar a chorar.

 

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- Como ele está? – Sirius se assustou ao sair da enfermaria e quase trombar com Lily. Tinha sido quase expulso dali pela Madame Pomfrey, mas recebeu a autorização de voltar depois do jantar para tentar conversar com Severus.

Sabia que ele tinha acordado enquanto dormia aquela tarde, e que ele não estava nem um pouco feliz com sua presença ali, mas precisava conversar e tentar se desculpar de algum jeito, mesmo que, no fundo, não se arrependesse de nada do que tinha feito.

Sabia que quem tinha tomado todas as atitudes da semana anterior fora a sua parte alfa, ou, como costumavam falar, “o seu lobo”, já que sua parte racional estava totalmente nublada pelo cheiro e sons que vinham de Severus naquele momento. Mas sabia que, mesmo se estivesse pensando claramente, não teria feito nada diferente. Severus estava em perigo e ele preferia ser odiado para sempre a vê-lo nas mãos daqueles nojentos.

Ele preferia perder Severus pra sempre a vê-lo machucado.

- Dormindo... Madame Pomfrey disse que ele acordou e conversou com o diretor, mas que logo dormiu de novo, mas que o cio passou e que ele já tem ciência que me odeia por ter mordido ele. – falou, cansado, recebendo um olhar que mesclava a pena e a vontade de dar um sermão nele. – Não adianta brigar comigo. Eu sei que agi por impulso, mas foi o que eu consegui pensar na hora. Ele pode tirar a marca e ignorar minha existência pra sempre, eu já aceitei que joguei fora qualquer chance dele não me desprezar mais no momento que tomei essa decisão.

- Mas não se arrepende... – Lily parecia ser capaz de ler sua alma. Ela o abraçou com carinho, quase o fazendo desmoronar no ombro alheio. – Vem, vamos jantar e depois podemos vir falar com Severus. Eu vou ficar do seu lado, ok? Meu amigo é teimoso, mas eu sei que é inteligente e vai entender que você não fez por mal.

Eles caminharam até o Salão Principal sem muita pressa, com Lily tentando animar o amigo sem muito sucesso. James, Remus e Peter também não tiveram muita sorte no quesito tirar um sorriso de Sirius, e as coisas só ficaram piores quando ele percebeu o que alguns sonserinos estavam falando sobre Severus, e defendendo os alunos expulsos como se o verdadeiro culpado fosse o ômega.

- Sirius, você não pode sair amaldiçoando a minha casa inteira, mesmo que eu entenda sua raiva. – Regulus apareceu, sentando-se à mesa da grifinória de frente para o irmão e ignorando os olhares de estranheza que recebeu. – Se eu fosse você, se preocupava mais no que a mamãe está espalhando pelos jornais e revistas de fofoca por aí.

Sirius gemeu em frustração, batendo a testa na mesa de madeira.

Sabia que não iam manter as pessoas envolvidas de boca fechada por muito tempo e aquilo acabaria no ouvido de sua família.

- Ela não pode só esquecer que eu existo? Pensei que isso que significava estar deserdado. – ele levantou a cabeça par ver o irmão encolher os ombros.

- Sabe que isso não funciona assim... Não pra ela. – Sirius observou Regulus rir de leve e revirou os olhos. Ele era total um sonserino e não tinha freio na sinceridade. Pensou em ser um pouco malvado e comentar que ele também não estaria em uma situação confortável quando a mãe descobrisse que ele estava apaixonado por um lobisomem, mas apenas respirou fundo e ignorou.

Nem sua raiva o permitia ser tão cruel.

Eles continuaram a conversar mais um pouco enquanto comiam, mas Sirius e Lily não se demoraram muito ali, decidindo que era melhor voltarem logo para a enfermaria, antes que ficasse tarde demais.

Ou melhor, Lily pensava assim. Sirius, por outro lado, apesar de querer estar perto de Severus, queria adiar a briga inevitável.

- Vai dar tudo certo... – Lily tentou confortá-lo assim que chegaram em frente a porta, que estava encostada.

- Sei que não vai, mas obrigado. Prongs escolheu a mulher certa pra vida dele. – Sirius sorriu de verdade pela primeira vez naquela noite e Lily sorriu de volta, abrindo a porta.

Severus esboçou um sorriso quando viu Lily atravessar o corredor entre as camas da enfermaria e se aproximar dele, mas logo sua expressão se fechou quando viu quem estava ao lado dela.

- Sai daqui, eu não quero você perto de mim. – as palavras foram ditas diretamente para Sirius, que não se mexeu.

- Eu vim pedir...

- Eu não quero ouvir, será que é muito difícil de entender? Sai! – mesmo estando com o corpo dolorido por ter passado tantos dias deitado, se levantou para tentar diminuir a sensação de desvantagem.

- Severus...

- Não, Lily! Eu cansei, ok? Cansei de sentar com eles nas refeições, cansei de me juntar com o grupo perfeito durante as viagens de trem. Eu cansei de fingir que eles não fizeram da minha vida um inferno e que Black continua querendo estragar tudo com atitudes imbecis.

- Não seja injusto, Sirius te salvou. – Lily estava nervosa e tentou tocar o amigo para que ele se acalmasse, mas sua mão foi rechaçada com um leve empurrar.

Ela ficou chocada.

- Me ajudou? Pra que? Pra espalhar pra escola inteira que é um herói? Ou será que foi mais uma brincadeira que deu errado? – Sirius sentiu o estômago afundar e o coração apertar por ser acusado daquilo. Sabia que já tinha feito brincadeiras horríveis antes, uma que quase acabou em tragédia e quase o fez perder a amizade de Moony, inclusive. Mas ele tinha mudado tanto naqueles anos, por que era tão difícil para Severus enxergar aquilo?

Por um momento pensou em escutar tudo em silêncio, mas sentiu Lily apertar sua mão e decidiu retrucar e tentar mostrar que tinha pensado no melhor para Severus naquele momento.

- Eu nunca faria algo tão desprezível e nojento. Eu só tentei ajudar, e esse foi o único jeito que eu consegui pensar enquanto tentava não te atacar também. – por um segundo ele sentiu vontade de sacudir Severus pelos ombros para que ele desfizesse aquela expressão de desprezo e descrença, mas apenas conseguiu falar de forma mais exasperada. - O que queria que eu fizesse? Te deixasse lá e fosse atrás de um professor? E se eles te levassem dali? E se eu te encontrasse tarde demais?

- Seria melhor do que ter sido marcado por você. – as palavras saíram de forma fria, mas Severus se sentiu levemente mal com o olhar que recebeu em seguida.

- Severus! – Lily o repreendeu de forma tão autoritária que ele deixou de encarar Black para olhar para a amiga, que sustentava uma expressão chocada e muito brava.

Sirius, por outro lado, sentiu seu coração se despedaçar. Sabia que tinha passado dos limites, mas nunca poderia imaginar que Severus preferia que outros alfas abusassem de seu cio a ser salvo por ele.

Machucado e com uma vontade muito grande de chorar, Sirius se virou de costas e tentou soar sarcástico, mesmo sabendo que sua voz estava embargada.

- Então é isso que pensa e sente de verdade? Entendo. Eu sinto muito por ter me intrometido, então. – ele tentou soltar a mão de Lily, que segurava até então como algum tipo de âncora, mas ela não deixou.

- Conta pra ele, Sirius! Conta o porquê você se intrometeu, porquê de ter se preocupado e ficado com ele todos esses dias.

- Lily, me solta, por favor. – ela o puxou com uma força extraordinária para uma garota tão pequena, o fazendo ficar de frente para Severus novamente. O sonserino parecia estar menos furioso, por mais que mantivesse a expressão de desprezo no rosto.

- Eu não posso deixar você sair daqui machucado desse jeito só porque Severus é cego demais pra entender o quanto se importa com ele. – ela saiu do lado de Sirius e foi até Severus, pronta para continuar a bronca, mas foi interrompida por uma pergunta sarcástica.

- E por que ele se importaria? – Severus esperava qualquer resposta, menos a que se seguiu.

- Por que eu amo você.

O silêncio depois daquela frase foi ensurdecedor. Severus não conseguia nem rir e perguntar se aquele era algum tipo de brincadeira idiota do outro, já que os olhos marejados e a voz quebrada lhe diziam tudo.

Sirius o olhou por um tempo antes de aproveitar que Lily não mais o segurava e sair dali.

- Sirius! Sirius, volta aqui. – Lily chamou, sendo ignorada. – Deita nessa cama e me espera. Eu já volto e teremos uma conversa sobre essa sua mania de falar coisas tão horríveis. – Severus quis retrucar que ele era a vítima ali, mas ela o encarava de um jeito que ele não viu brecha para falar nada, e apenas voltou para o seu leito, vendo-a correr para tentar alcançar Black.

 

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- Toma, vou ficar com você essa noite. – Lily não parecia feliz quando voltou, mas ainda foi legal o suficiente para lhe estender um chocolate antes de conjurar uma poltrona e sentar ao seu lado. – Não queriam deixar, mas James me cobriu na ronda hoje e Madame Pomfrey não sabe falar não pra nenhum dos marotos, então...

Severus estava sentado com as pernas esticadas no colchão. Tinha passado a última hora daquele jeito, aguardando a amiga voltar e tentando não pensar na declaração que recebera tão de rompante.

- ...e sua alta sai amanhã... – Lily parecia não perceber que a mente do sonserino estava bem longe dali, até que ele a interrompeu.

- Desde quando você sabia daquilo? – ele inclinou a cabeça e a encarou, vendo Lily erguer as sobrancelhas em surpresa.

- Nossa, pensei que nunca fosse querer falar desse assunto. – ela sorriu de leve, mas percebeu que Severus devia estar montando alguma teoria mirabolante em sua cabeça e não estava perguntando por interesse sincero. – Eu soube dois dias antes de tudo isso acontecer. E não, Sirius nunca te marcaria pra te obrigar a ficar com ele, então não o pinte como um monstro, Severus.

- Ah, claro, porque Sirius Black nunca faria algo para tirar vantagem da situação, não é mesmo? É um anjo aquele lá. – Severus riu com puro sarcasmo.

Lily negou com a cabeça e deu um tapa bem forte no braço dele, para que parasse de rir.

- Sirius não é perfeito, mas ele gosta mesmo de você. Falei com McGonnagal ontem e ela me disse que foi a primeira vez que ela ouviu falar sobre um alfa conseguindo se conter enquanto carregava um ômega no cio nos braços. Ele fez tudo o que pôde pra te trazer em segurança até aqui.

- Ou ele só queria que eu caísse nesse papinho depois que eu acordasse e perdoasse ele. – Severus se encolheu quando Lily levantou a mão para dar outro tapa, mas pareceu mudar de ideia e encolheu a mão, suspirando.

- Por que você é tão teimoso? Eu sei que não gosta dele, e até ele sabe disso, mas as coisas que você disse foram bem cruéis. E todos esses pensamentos acusatórios... Sirius não merecia ter ouvido nem metade do que você disse, não depois de ter te salvado e ainda vindo aqui se desculpar pela mordida. – Severus suspirou. Só Lily para fazê-lo se sentir mal pelo jeito que tinha tratado Black. – Ele te ama de verdade, mas disse que vai ficar distante pra não te deixar desconfortável, e que você pode mandar uma coruja quando quiser tirar a marca, e disse que vai arcar com todos os custos pra isso também.

Severus sentiu o estômago afundar. Se esquecera completamente da complexidade que era tirar uma marca. Se um ômega quisesse aquilo de verdade, precisava da presença do alfa em questão na hora que fossem lançar o feitiço, ou da certeza que o mesmo estava morto.

Isso, claro, em uma situação normal, que não era o caso dele. Black tinha amarrado os dois para sempre com sua atitude impensada, e, para piorar, o obrigava a contar que era um ômega lupus, uma vez que se nunca o contatasse para remover a marca todos estranhariam.

- O que foi? – Lily se preocupou com o olhar perdido do amigo e segurou sua mão, tentando passar conforto e segurança.

- Eu não queria que ninguém soubesse, mas... Lembra quando saiu nossa classificação? – Lily concordou e o olhou com um ar de confusão. – Eu menti sobre o meu resultado, me desculpe.

Lily não conseguia entender.

- Mentiu? Como isso é possível? Você é um ômega, Severus, tem certeza que está bem? – ela riu de leve, achando que aquela conversa só podia ser alguma confusão dele.

- Eu sou um ômega lupus, Lily. – o queixo dela caiu em surpresa. – Eu não contei porque queria tentar uma chance com você antes de qualquer coisa, mas, como sabe...

- Se eu aceitasse, você nunca me contaria? Se sacrificaria pra ficar ao meu lado mesmo sofrendo por não estar com um alfa lupus? – ela não sabia se brigava com Severus ou se apenas o deixava sozinho ali, mas acabou apenas com uma expressão de pura incredulidade.

- Eu faria... – ele engoliu seco, pensando no tamanho da bronca que levaria quando Lily conseguisse assimilar o que dizia. – Mas logo eu vi que não adiantava porque você já estava apaixonada por Potter.

- Por que não me contou depois? A gente se viu várias vezes durante o verão. Se seu pai tivesse descoberto...

- Por isso eu não contei. Eu sabia que se você soubesse que eu estava tomando supressores, ficaria brava e me mandaria parar. Eu, com certeza, teria meu cio e meu pai descobriria e... E eu provavelmente estaria com uma marca agora, e até com uma criança a caminho de algum alfa rico que pagasse mais por mim.

- Oh, Severus! – levantando da cadeira, Lily se sentou na cama, puxando o sonserino para um abraço apertado.

- E o que eu evitei o verão inteiro acabou acontecendo e... E o diretor disse que não tem como desfazer. A marca entre lupus é algo pra sempre. – ele escondeu o rosto nos fios ruivos e sentiu um carinho de leve em suas costas.

Lily se afastou, mas continuou sentada no colchão.

- Tenho certeza que tudo vai se arrumar com o tempo. Pelo menos Sirius gosta de você e não vai te forçar a nada como algum velho pervertido faria. – ela tentou animá-lo e ganhou um revirar de olhos como resposta. – Ok, chega de falar do Sirius.

- Obrigado. – Severus sorriu de forma sincera pela primeira vez naquele dia. – O que você dizia sobre a minha alta mesmo?

- Não pense que vai fugir da bronca que merece por esconder algo tão importante de mim, e ainda se colocar em risco por tomar supressores, viu? Mas vou deixar isso pra amanhã, hoje você precisa descansar.

Severus até diria que não, já que passara a última semana dormindo, mas se sentia realmente cansado depois de todo aquele estresse em tão pouco tempo, então viu a amiga sentar na confortável poltrona e se deitou, pronto para conversarem sobre algum assunto qualquer até pegar no sono.

Não demorou a notar que algo estava errado. Seu pescoço começou a doer muito e seu peito ficou apertado em um nível que dificultava a respiração. Levou a mão até a marca e quando a trouxe a frente de seus olhou, viu sangue e se assustou.

- Eu vou chamar Madame Pomfrey. – Lily, tão assustada quanto ele ao ver o liquido vermelho manchar a fronha do travesseiro, agiu rápido e correu para chamar a enfermeira em seus aposentos.

Severus conseguiu respirar um pouco melhor depois do susto inicial, mas seu peito ainda doía como se um centauro tivesse pisado ali, esmagando suas costelas. E o sangue... Ele não era especialista, mas nunca tinha visto uma marca sangrar depois de quase cicatrizada, como estava a dele.

O que diabos estava acontecendo?

 

Continua...

 


Notas Finais


Gostaram? Não? Me deixem saber ^^

Eita que a briga foi pesada!!! Severus bem que tinha seus motivos, mas ele foi cruel... Eu fiquei com vontade de entrar na história e salvar o Sirius de tanto sofrimento, tadinho!!!
E essa história deles não poderem tirar a marca??? Isso vai dar pano pra manga ainda.
E esse final? O que será que tá acontecendo? Teorias?

Até o próximo capítulo ^^


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