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História Our Fate - Capítulo 8


Escrita por: RakBlack

Notas do Autor


Ai, gente, nem vou enrolar por aqui... Era pra esse capítulo ter saído ontem, mas o Dumbledore não deixou. Briguem com ele.

Boa leitura ^^

Capítulo 8 - Sobre Verdades e uma Trégua


Depois que Lily sumiu na escuridão da enfermaria, pareceu demorar uma eternidade até que Severus ouvisse ou visse alguma movimentação ali. Ele só conseguia escutar a própria respiração ofegante e sentia o coração quase esmagar seu peito, de tão forte e rápido que batia.

A marca doía muito, mas o que o deixava mais desesperado era a quantidade de sangue que saía dali. Nos poucos minutos que levou até Madame Pomfrey acender todas as luzes e chegar perto dele, a gola de sua camiseta já estava encharcada.

- Por Merlin! – Madame Pomfrey não o tranquilizou ao se mostrar tão assustada quanto os alunos. – Srta. Evans, busque o diretor. A senha para a sala dele é... - Dumbledore parecia ter sido convocado, já que atravessou as portas do lugar naquele mesmo instante. – Professor Dumbledore, ainda bem que está aqui.

- Está tudo bem, Papoula... Eu imaginei que, com as circunstâncias da mordida, isso poderia acontecer. – o diretor caminhou até o lado da cama e observou o sangue com um misto de pena e de tristeza no olhar. – Deite-se, Severus. Papoula, traga uma poção de reposição de sangue, por favor e... Lily, minha querida, poderia chamar Sirius para uma conversa importante? – ela concordou, mas quando deu o primeiro passo parou ao ouvir o amigo reclamar.

- Por que o Black? Eu não quero ele aqui. – parecia que falar apenas o deixava mais fraco, porque sentiu uma pequena tontura quando protestou.

- Isso, infelizmente, está além de suas vontades, Severus. Vá, Lily. Não se demore, tudo bem?

Ela engoliu em seco e olhou para Severus com apreensão antes de sumir pelas portas de madeira. Madame Pomfrey fez o mesmo, mas indo até onde guardava as poções para pegar a que Dumbledore pedira.

- O que tem de errado comigo? – conseguiu finalmente perguntar, enquanto deitava de volta sob as cobertas, ignorando o fato de que seu sangue mancharia a fronha e o lençol brancos.

Dumbledore suspirou e sentou-se no lugar de Lily.

- Nós somos muito raros nesse mundo, e não se tem muita certeza do que pode perturbar a natureza de um ômega lupus. No entanto, o que eu sei deve ser o suficiente para que você se mantenha saudável por muitas décadas, mas é melhor esperar até que Sirius possa participar dessa conversa conosco. – a resposta evasiva não ajudava em nada, na verdade apenas o fazia ter certeza que o diretor sabia mais do que estava dizendo, mas também não adiantava gastar suas forças perguntando, porque Dumbledore era o tipo de pessoas que nunca daria uma resposta direta se não estivesse interessado em fazê-lo.

Eles ficaram ali em silêncio, até Madame Pomfrey retornar com alguns frascos, que colocou na mesa de cabeceira.

- Fique calma, Papoula. Ele não vai se esvair em sangue até morrer. – Dumbledore falou com calma, apontando para o lugar onde Severus sabia estar sua marca, mas não tinha como enxergar sem um espelho. – Vê? O sangue está parando de sair.

- Isso é tão esquisito. – a enfermeira chegou bem perto e constatou que o sangramento realmente estava diminuindo assim como tinha começado.

- Mas ainda dói. – a reclamação do aluno fez os dois olharem para seu rosto.

- Apenas relaxe e aguarde, que logo tudo ficará bem. Agora beba as poções que Madame Pomfrey vai te dar.

Severus foi instruído a beber um frasco todo da poção escarlate de reposição de sangue e mais um de cor amarelada, que, pelo gosto amargo, ele sabia que era para diminuir a dor.

E, ainda sentindo a marca doer e o sangue grudar o tecido em sua pele, ele esperou que Lily retornasse.

 

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Lily correu pelos corredores, querendo chegar até a torre da Grifinória o mais rápido possível. Se Sirius não estivesse andando pelo castelo, como costumava fazer com James, ela o encontraria lá. Ou, pelo menos, poderia saber por Remus onde encontrá-lo.

Sua mente estava tão ocupada pensando nos caminhos mais rápidos que poderia tomar para chegar ao seu destino de forma mais rápida, que quase caiu sentada ao passar por uma passagem secreta e trombar com James.

- Ei! Calma, ruivinha. – ele sorriu ao segurá-la pela cintura, mas logo a encarou preocupado. – O que houve?

- Preciso encontrar o Sirius. Me diz que ele está no dormitório. – sua voz saiu exasperada e James logo perdeu o ar de divertimento.

- Você sabe o que o seu amiguinho falou pra ele, né? Pads estava chorando quando saiu da enfermaria e disse que precisava ficar sozinho. – James sentia vontade de xingar Snape, mas se conteve, mesmo que sentisse a boca amarga de tanta raiva.

Sirius era seu irmão. Qualquer pessoa que o machucasse merecia sofrer.

- Eu sei, ok? Ele passou dos limites, mas Dumbledore me pediu pra chamar o Sirius. Eu acho que é muito grave. – os olhos marejados de Lily amoleceram James, que respirou fundo e fez uma careta.

- Ele não está na escola. – confessou, coçando a nuca. Pensou que ele e Sirius levariam uma bronca, já que ela era tão certinha, mas foi surpreendido quando Lily segurou sua mão e pediu, quase suplicante.

- Pode me levar até ele? – James concordou e a puxou de volta para o corredor de onde ela tinha vindo, virando em direção às escadas daquela vez. Não demoraram a chegar no terceiro andar, onde James murmurou Dissendium apontando a varinha para uma estatua de uma bruxa bem esquisita e de um olho só.

Uma passagem se abriu atrás da estátua, mostrando um corredor escuro.

- É uma caminhada longa, tem certeza disso? – ela murmurou Lumus e tomou a frente como resposta.

James acendeu sua própria varinha e passou a segui-la de perto.

O caminho levaria até a Dedos de Mel, então seria quase uma hora de percurso até chegar ao destino. Mesmo caminhando rapidamente, sabia que o diretor ficaria confuso com tamanha demora e James já tentava pensar em diversas desculpas para não perderem aquela passagem secreta.

- Ai! – daquela vez ele não conseguiu segurar Lily, que tropeçou em alguma coisa e foi para o chão. A varinha dela rolou alguns metros e se apagou, fazendo-a praguejar. – Mas que diabos...

James abaixou a ponta da varinha para iluminar o chão e ajudá-la a levantar, tomando um susto ao ver, não no que, mas em quem ela tropeçara.

- Sirius!

Sirius estava apagado no chão, com as costas na parede e as pernas estendidas de forma torta no corredor estreito. James se abaixou para ver se algo o tinha atacado enquanto Lily tateava o chão no escuro até encontrar a varinha.

- O que aconteceu? – ela chegou perto e viu que Sirius estava pálido e suando. Apesar de desacordado, gemia de dor tão baixinho que ela não ficava surpresa por seus passos terem abafado o som.

- Eu não sei... Temos que tirar ele daqui. – com um feitiço rápido de locomoção, James tomou a frente no caminho de volta para a escola.

Eles andavam rapidamente, tentando não gastar energia falando, mas Lily se sentia tão confusa que acabou perguntando.

- Será que isso tem a ver com Severus? Ele estava sangrando e com dor, por isso vim atrás do Sirius.

James falou um palavrão.

- Por que esses dois não podiam ter uma história normal? Só falta me dizer que estão ligados pelo destino ou algo assim.

Lily não respondeu.

 

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Sirius acordou assustado, não reconhecendo de primeira onde estava. Tinha certeza que caminhava pela passagem para Hogsmead quando sentiu uma dor terrível em sua cabeça e seu pescoço, então como poderia ter ido parar na enfermaria?

Sentiu-se observado por alguns pares de olhos e despertou completamente, sentando-se na cama com as costas apoiadas na cabeceira.

- Como se sente? – o diretor foi o primeiro a falar algo, com um tom de voz calmo e tranquilizador.

- Um pouco dolorido... O que houve? – olhou de James para Lily, mas não teve nenhuma resposta. Madame Pomfrey estava ao seu lado, separando algumas poções, e sabia que estava deitado no leito ao lado de Severus, mas não teve coragem de olhá-lo.

Não estava pronto para receber mais um olhar de raiva.

- Você e seu ômega se rejeitaram logo após a marca, e isso é algo bem perigoso. – Dumbledore conjurou uma poltrona para si e sentou-se entre as duas camas de uma forma que pudesse encarar os dois alunos. – Sei que têm atritos, mas seria bom que ambos entendessem que o caso de vocês é um pouco mais complexo do que qualquer outro.

Silêncio.

Sirius sentia seu coração doer por ouvir tão claramente que tinha sido rejeitado por seu ômega. Sabia daquilo, mas ouvir de outra pessoa era uma confirmação de que a briga anterior não tinha sido um pesadelo.

- Diretor... – a voz de Severus soou vacilante, fazendo com que Sirius o olhasse pelo canto dos olhos, se assustando com a roupa alheia manchada de sangue, mas se contendo para não ser chamado de intrometido novamente. – Pode explicar melhor?

- Primeiro preciso que me autorize a ser claro em toda a minha explicação. –pela visão periférica, Sirius viu Severus concordar e ficou ainda mais curioso sobre tudo o que estava acontecendo. – Um ômega e um alfa que não se gostam podem vir a se marcar. Vemos isso acontecer o tempo todo entre as famílias puro sangue. Pode existir desprezo, falta de cuidado, falta de interesse e, em alguns casos, até mesmo traições. – Sirius fez uma careta. Sabia bem como os casamentos arranjados sempre acabavam naquilo. – Normalmente o ômega sente quando é preterido, mas não existem danos físicos e nem psicológicos. Os alfas, para sua sorte, não sentem nada, a não ser que realmente se importem com seu ômega.

- Só existe ligação quando os dois deixam que exista uma ligação. – todos olharam para Lily quando ela sussurrou aquilo, fazendo-a ficar vermelha pela atenção. – Desculpa...

- Está correta. No entanto... – o diretor fez uma pausa, como se pensasse quais palavras deveria usar. – No entanto essa regra não se aplica quando temos um casal lupus. – Sirius ficou chocado, não precisava ser um gênio para entender aquelas palavras. – Sim, Severus é um ômega lupus. Ele teve suas razões para manter isso em segredo, e seus motivos não são o mais importante a ser discutido agora. – aquela frase, dita de uma forma mais firme, foi o suficiente para que nem Sirius e nem James falassem nada. Sirius virou o rosto e olhou Severus, que tinha a cabeça baixa e brincava com o lençol entre os dedos. – Agora, o que acontece com vocês é diferente. Vocês podem sentir se o outro está em perigo. Podem sentir quando emoções fortes tomam um ou o outro. E, principalmente, sentem dor quando não estão em harmonia.

- Como assim? – Sirius balbuciou, ainda tentando assimilar toda aquela informação.

- Um casal lupus não precisa se amar, mas precisam se respeitar, estar em contato sempre que possível e estar em paz para que não sofram de dor. Existem várias formas que o corpo de vocês podem demonstrar essa falta de respeito mútuo, mas sempre vai passar quando estiverem no mesmo lugar, com a cabeça fria. Claro que uma briga de casal não vai levar ao que aconteceu hoje, mas uma rejeição dupla pode ter consequências desastrosas.

Sirius se sentiu irritado. Estava confuso e sendo acusado de algo que não tinha feito, aquilo era injusto.

- Eu não o rejeitei. Eu me declarei e fui mandado embora.

Dumbledore o olhou, surpreso, mas logo sua expressão mudou para entendimento.

- E então desistiu? – Sirius encolheu os ombros.

- Eu só aceitei que ele nunca me daria uma chance, então disse pra Lily avisar que ele pode tirar a marca quando quiser. – resmungou, constrangido por ter que falar sobre aquilo para o diretor.

Dumbledore sorriu, tentando amenizar o clima pesado que parecia instalado ali.

- Acontece que marca entre lupus não são removíveis. – assim como tinha feito com Severus mais cedo, mostrou sua marca para Sirius. – Enfim... A ligação entre vocês precisa ser tranquila, entendem? Não podem esquecer que são ligados para sempre, nem mesmo quando saírem da escola. E não podem se relacionar com outras pessoas, eu lamento. – ele disse aquilo olhando diretamente para Sirius, que voltou a encolher os ombros e suspirar, já sabendo que sofreria sozinho durante seus heats.

A enfermaria voltou a ficar silenciosa. Todos ali ainda digerindo tudo o que o diretor dissera.

- O que acontece se um deles morrer? – James perguntou depois de um tempo.

- Nada, não se preocupe. Um lupus só morre com seu companheiro quando ele mesmo o mata. – Dumbledore se levantou e sumiu com a poltrona com um aceno da varinha.

- Foi por isso que o senhor não matou Grindelwald? – Severus sussurrou a pergunta, recebendo uma resposta positiva e confirmando suas suspeitas de quem seria o alfa do diretor. – Como vocês conseguem viver em harmonia?

- Não vivemos. – Dumbledore respondeu, sincero. – E é por isso que quero que seja diferente com vocês. Vou deixar que descansem. James, Lily, voltem para a Grifinória. Amanhã podem conversar com eles melhor. – mesmo a contra gosto, o casal se despediu dos amigos e acompanhou o diretor para fora dali.

Madame Pomfrey se aproximou deles e disse que Severus precisava de um banho para se livrar do sangue. Ele concordou e torceu para que, quando voltasse, Black estivesse dormindo.

Não sabia se queria conversar sobre aquilo tudo.

 

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- O que você acha de tudo isso? – Severus já tinha voltado ao seu leito fazia alguns minutos. A enfermaria voltara à escuridão e silêncio de sempre, mas uma parte dele sabia que Sirius não estava dormindo. Quando ele perguntou aquilo, apenas repirou fundo, não sabendo o que responder. – Eu entendo agora porque preferia que aquilo tivesse acontecido no lugar da marca... Me desculpe...

Severus revirou os olhos e sentou na cama de uma forma que pudesse ver a silhueta de Sirius no escuro.

- Vamos deixar uma coisa clara aqui, ok? Eu não queria que nenhuma das duas coisas tivessem acontecido, mas ser marcado foi a escolha menos traumática, então esqueça o que eu falei antes, Black. – Sirius o imitou, mas pegou a varinha e a acendeu para que pudesse ver Severus. – Eu tinha acabado de saber que não poderia tirar a marca, e sabia que teria que contar pra todo mundo, então eu surtei... E também pensei que aquilo podia ser só uma brincadeira de mau gosto que foi longe demais.

Sirius fez uma careta.

- Eu juro que só tentei ajudar. Sei que fiz a sua vida bem difícil desde sempre, mas quando percebi o que sentia, eu... Eu me arrependi. Se eu pudesse voltar atrás, eu teria sido uma pessoa diferente pra você e essa marca poderia existir por nossa vontade e não pela vontade do destino. – era difícil falar de seus sentimentos tão abertamente para Severus, mas não tinha pra que ficar pisando em ovos com aquele assunto. Sirius amava o ômega e não era amado de volta. Era bom se acostumar com a ideia, porque talvez fosse assim para sempre.

- Olha, Black... – Severus se sentiu constrangido por ouvir aquilo tão diretamente.

- Você me odeia, eu sei, e não te julgo. Eu entendo que só fica com o nosso grupo porque ama a Lily. – pigarreou, tentando evitar soar sentimental demais. – Mas agora estamos presos pra sempre, e eu não quero sentir a dor que senti mais cedo, ou desmaiar por algo assim de novo.

Severus concordava com aquilo. Não queria ter que aprender a lidar com sangramentos, dores, desmaios, tonturas ou qualquer que fossem os sintomas que Dumbledore parecia ter se acostumado depois de ter colocado Grindelwald na cadeia.

Pensando positivamente, Black era um idiota, mas pelo menos não era um lunático como o alfa do diretor.

- Também não estou disposto a passar por coisas desse tipo sempre que meu corpo decidir que a gente deveria estar mais próximo ou algo do tipo, mas acho difícil que a gente consiga conviver em harmonia, Black.

- Discordo. Quer dizer... Nós podemos continuar com a convivência de antes, café da manhã, aulas, passeios pra Hogsmead, sempre junto com os outros. Regulus até preparou um grupo de estudos pros exames, assim passamos tempo suficiente juntos e está tudo resolvido. Não precisa ser só nós dois. – Sirius sabia que qualquer decisão que tomassem o feriria de alguma forma, mas preferia ter Severus bem e perto dele, mesmo que não correspondendo aos seus sentimentos, do que longe e sangrando.

Severus ficou em silêncio por bastante tempo. Ele pensava e ponderava, mas mesmo que quisesse dizer que tinha outra solução, nenhuma vinha a sua cabeça.

Ficar com Black e companhia não era seu passatempo preferido, mas era sua melhor opção.

A falta de resposta do sonserino fez Sirius pensar que ele estava inseguro quanto ao que ele poderia fazer. Sabia que não tinha a confiança de Severus e que ter dito que o amava poderia depor contra si mesmo, então decidiu ser ainda mais claro sobre o que estava pensando.

- Dumbledore disse que precisamos de harmonia, não de amor, paixão, sexo ou qualquer outra coisa. Eu não vou te perturbar com os meus sentimentos, só quero que fique... Que a gente fique bem.

Severus suspirou, acenando a cabeça em aceitação, mesmo que seus lábios se retorcessem em desgosto.

- Ok, Black. Eu acho que essa é a melhor opção pra nós por enquanto. – Sirius sorriu abertamente e estendeu a mão que não segurava a varinha.

- Uma trégua, então?

Severus revirou os olhos de novo, pela animação alheia, e aceitou o aperto de mão.

- Já estou me arrependendo...

 

Continua... 


Notas Finais


Gostaram? Não? Me deixem saber...

Agora temos algumas confirmações de teorias, algumas informações e uma oportunidade pra esses dois finalmente conviverem de forma harmoniosa. Foi na base da porrada? Sim. Mas vamos torcer pras coisas realmente deslancharem kkkkkkkkkkkkkkkk

Bjs e até o próximo capítulo ^^


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