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História Our first time - Capítulo 1


Escrita por: e JRYbc


Notas do Autor


Olá meus amores, tudo bem?
Essa é a minha primeira história para um projeto e eu espero que vocês gostem!
Agora eu faço parte desse projeto lindo, dêem muito amor a ele ❤
Obrigado @Kim_Breh pela capa linda e @saruyz pela betagem 💕
A história é simples, mas fiz com carinho, boa leitura.

Capítulo 1 - I always will remember...


Fanfic / Fanfiction Our first time - Capítulo 1 - I always will remember...

Olho para o espelho com atenção, reparando em cada detalhe. Tudo o que quero é estar deslumbrante no dia mais feliz da minha vida, o dia em que vou me casar com a minha alma gêmea. 

Se há cinco anos atrás alguém chegasse para mim e perguntasse: Você acredita em destino? Eu responderia que não. Mas agora, se me perguntarem, eu respondo: Sem sombra de dúvidas. 

Conhecer Jimin foi obra do destino, e eu agradeço a todos os deuses e ao universo por isso. 

Em um dia como esse, é inevitável não se sentir nostálgico, não se lembrar de toda a trajetória que nos trouxe até aqui, até esse exato momento. 

Ainda me lembro da primeira vez em que o vi. Era uma noite de sábado, estava frio e eu dei uma pausa no meu plantão para comer lámen na loja de conveniência que tinha na esquina do hospital. Havia acabado de entregar o dinheiro para o atendente, e esperava o meu troco, quando ouvi o sino da porta indicar que um novo cliente tinha entrado. 

Virei minha cabeça para o lado e lá estava ele, encolhido dentro de um grande casaco de inverno preto, com seus cabelos alaranjados bagunçados pelo vento. Suas bochechas grandes possuíam um lindo tom rosado, e daquela forma, ele parecia fofo. 

Lembro que fiquei lá parado durante um tempo, o olhando feito bobo, até o rapaz do caixa chamar a minha atenção, me devolvendo algumas moedas. Até hoje me sinto envergonhado por aquilo, eu deveria pelo menos ter disfarçado, mas sinceramente? Se eu pudesse voltar no passado, para aquele exato momento, eu não mudaria nada. 

Eu não sei o quê nele me chamou tanto a atenção, e muito menos o porquê dele ter ficado na minha cabeça durante alguns dias, mas acreditava que talvez fosse meu coração me alertando que havia encontrado sua outra metade. 

Uma semana depois, novos enfermeiros foram contratados, e Jimin estava entre eles. Com o universo conspirando ao nosso favor, ele foi designado para a ala da UTI Neonatal, justo na minha área de especialização. 

E como descobri que ele estava trabalhando ali? Simples, um dia fui examinar um bebê que tinha nascido com um problema cardíaco, e quando ia me aproximando do bercinho eu parei, parei pois a cena que vi foi a mais fofa que já presenciei em todo aquele hospital. Jimin brincava e fazia graça para ele, o fazendo sorrir, e aquilo me deixou de coração mole. 

Me aproximei e me apresentei como o cirurgião plantonista e ali foi a primeira vez que vi seu sorriso, o qual me deixou apaixonado instantaneamente. 

A partir de então, eu sempre ansiava por encontrá-lo entre os corredores, e dois meses depois, eu o chamei para sair. 

Nosso primeiro encontro foi incrível. Eu o levei para assistir Procurando Dory no cinema, e chegava a ser cômico dois adultos em uma sessão cheia de crianças, mas foi divertido e eu gostei do filme. Jimin, com sua pureza, chegou até mesmo a chorar em algumas cenas, e meu coração derreteu-se por suas lágrimas. 

Após o filme, fomos comer em um restaurante italiano indicado por um amigo meu, ele dizia que lá tinha o melhor ravioli da cidade, e era verdade. Durante o jantar, conversamos sobre muitas coisas e eu tive que confessar que havia o visto na loja de conveniência naquele dia, e Jimin disse que fora o dia de sua entrevista de emprego, e que havia parado na lojinha para comprar alguns doces, pois estava nervoso. 

Os assuntos fluíam tão naturalmente, que era como se nos conhecêssemos há anos, e eu o admirava secretamente, tentando não fazer papel de bobo. 

No fim da noite, eu o levei para casa, e foi quando demos o nosso primeiro beijo. Ainda consigo sentir o formigamento que tomou todo o meu corpo, ainda me lembro das borboletas que voavam livres pelo meu estômago, enquanto meus lábios estavam atrelados aos dele, meus dígitos ainda se recordam da maciez da pele de sua face, a qual eu segurava durante o ósculo.

Foi naquele dia que eu caí completamente aos pés dele. Se eu já estava apaixonado, a partir daquele momento, eu fiquei perdidamente. E uma semana depois, eu o pedi em namoro, e para a minha sorte, ele aceitou.

Nosso primeiro "eu te amo" veio tão naturalmente, que não ficamos surpresos e nem achamos estranho, aconteceu ao mesmo tempo, então apenas nos olhamos, sorrimos um para o outro e por fim nos beijamos.

Era uma tarde ensolarada e quente, eu estava o ajudando a pintar seu novo apartamento, enquanto falávamos mal do pessoal do hospital. Ele estava imitando o chefe da enfermagem, e eu fiz uma piada sobre o bigode esquisito dele, gargalhamos tanto que no fim a frase veio em uníssono: "É por isso que eu te amo", e o que aconteceu a seguir vocês já sabem.

Desde então, eu sempre digo que o amo, e faço questão de demonstrar através de gestos e carinho que o quero por perto.

A primeira vez que ganhei um presente dele, foi no meu aniversário. Jimin me deu uma coletânea dos Beatles e um cartão que continha a primeira foto que tiramos juntos, e estava escrito: "Que mais anos batam em sua porta, e que eu esteja lá para atendê-la com você", nem preciso dizer que eu adorei, certo?

Já o primeiro presente que eu lhe dei foi no dia dos namorados, e ele amou ganhar a pulseira que simbolizava nosso namoro, e não a tirava por nada. Eu tinha uma igual, a diferença era um pequeno detalhe, e resolvi comprá-las, pois achava que era cedo demais para alianças. 

E naquele mesmo dia, fizemos amor pela primeira vez. 

Havíamos decidido esperar, e valeu a pena, pois tornou cada toque especial. Durou a noite toda, tudo feito com a mais pura doçura, com admiração e respeito. Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece, e eu nunca vou me esquecer da minha primeira vez com o Jimin. Se foi o melhor sexo da minha vida? Com certeza. 

A partir de então, venho amando e venerando o corpo que me acalenta e me recebe tão bem. 

O dia em que ele conheceu os meus pais merece ser lembrado, afinal foi muito engraçado. O pequeno Park chegava a se tremer de medo, e eu apenas ria e dizia que não tinha com o que se preocupar, meus pais iriam adorá-lo. E, de fato, eles adoraram. Mas, mesmo assim, Jimin media suas palavras, e falava com tanta formalidade que chegava a me divertir. Ele cometeu algumas gafes que até hoje morre de vergonha ao lembrar. 

Porém, me arrependi de ter tirado sarro dele, pois uma semana depois, foi a minha vez de conhecer seus pais. Eu estava mil vezes mais nervoso do que ele esteve e jurava que o senhor Park me receberia com uma espingarda e uma cova rasa. Mesmo que Jimin tentasse me acalmar, aquilo não saía da minha cabeça.

O interrogatório sobre as minhas intenções com o filho dele foi tão intenso e extenso, que cheguei em casa cansado, mas valeu a pena. A senhora Park me amou logo de cara, e o pai dele — mesmo não estando com uma arma e um buraco em seu quintal — demorou um pouco mais para me aceitar, mas no fim, acabou me amando também. Acho que o fato de eu ser um cirurgião pediátrico, ganhando bem, ajudou um pouco. 

Impossível não lembrar da nossa primeira viagem romântica. Nossas férias se coincidiram e nós pegamos um avião para a Grécia. Existe lugar melhor do que um país banhado pelo mediterrâneo? 

Nos hospedamos no famoso resort Atlantica Porto Bello Royal, e acordavamos todo dia com vista para o mar Egeu. Por vezes, eu o surpreendia com a cama cheia de pétalas de rosas e o champagne mais caro do lugar, e ele me perguntava como eu preparava tudo aquilo. O que ele não sabia, era que eu pagava os funcionários do hotel para fazer isso. 

Vivíamos a base de frutos do mar e vinho branco, visitamos todos os pontos turísticos possíveis e ainda íamos para a praia, se banhar naquelas águas límpidas e salgadas. Saímos de lá bronzeados, ou melhor, queimados pelo sol, mas valeu a pena, pois foi incrível. Acho que posso considerar aquela viagem como a nossa primeira lua de mel. Se não, tanto faz, estive todos esses anos em uma constante lua de mel com Jimin. 

Mas, não é só de rosas que nosso relacionamento sobrevive, também há os espinhos. E como todo casal, nós brigamos. Aconteceu poucas vezes, mas foi pra valer. 

A primeira vez foi quando a gente tinha mais ou menos um ano de namoro. O motivo? Eu já nem me lembro mais, talvez fosse algo banal. Começou com algo pequeno e foi se transformando em uma bola de neve, crescendo à medida que ia rolando. 

O fato é que, naquele dia, discutimos feio e foi a primeira vez que direcionei palavras rudes para ele e o acusei de coisas absurdas. Também foi a primeira vez que o vi chorar de tristeza. Aquilo despedaçou o meu coração, tanto quanto vê-lo sair pela porta do meu apartamento, a batendo de uma vez.

E depois que ele foi embora, eu chorei igualmente. E por mais que tenha sido um dos piores dias da minha vida, reconheço que foi algo importante, fortaleceu nosso relacionamento. 

Brigas são assim, uma disputa de egos, onde nenhum dos dois querem estar errados, e a irracionalidade que isso gera, nos faz dizer qualquer coisa para magoar o outro e sair por cima. Entretanto, isso não dá em nada, acaba ferindo mais a nós mesmo do que aos outros. Com o tempo, eu e Jimin aprendemos a resolver nossas diferenças através do diálogo. 

E consequentemente, com a primeira briga vem a primeira reconciliação. 

E como não me lembrar daquele dia? Eu lhe comprei um buquê de tulipas brancas misturada com algumas rosadas, pois a moça da floricultura disse que aquele era um buquê perfeito para se dizer um "eu sinto muito" na linguagem das flores, afinal, segundo o que ela me explicou, tulipas brancas significa o perdão, e misturadas com algumas rosadas transmitem uma sensação de profundo carinho, e acho que elas foram perfeitas para a ocasião. 

O esperei em seu apartamento. Usei a minha cópia da chave para entrar e fiquei plantado em seu sofá por quase uma hora. 

Quando ouvi o barulho da fechadura sendo destrancada, levantei-me e me posicionei estrategicamente, para que eu fosse a primeira coisa que ele visse quando entrasse, e deu certo. Quase o matei de susto quando ele abriu a porta, mas o sorriso de alívio — ao constatar que era apenas eu ali, e não um ladrão ou um assassino — misturado com felicidade fez tudo valer a pena.

Ele adorou o buquê, e após o discurso — que ensaiei por horas em frente ao espelho — ele me perdoou. O resto da noite, foi regado a muito carinho e sexo.

Desde então, venho usando o significado das flores para expressar — além das palavras — meus sentimentos profundos. 

Como no dia em que o pedi em casamento. 

O busquei em casa, recebendo-o no meu carro com rosas azuis, simbolizando o meu amor verdadeiro — sentimento mais difícil de ser alcançado, mas eu o alcancei — com algumas miosótis enfeitando, também conhecida como não me esqueças, a pequena flor trazia o significado da felicidade. Jimin adorou, principalmente pela cor ser diferente.

O levei no mesmo restaurante em que jantamos no nosso primeiro encontro, e — no meio da noite — pedi uma taça de champagne para o garçom, dizendo a ele que iriamos brindar pelo nossos três anos de namoro. Sim, estávamos completando três anos naquele dia. 

Quando o pedido veio, brindamos à nossa felicidade e quando foi tomar, ele viu a aliança de noivado no fundo da taça. Sua expressão ao bater os olhos no pequeno diamante estará para sempre gravado em minha memória.

Jimin bebeu a metade do líquido, e a outra ele despejou dentro do copo de água, pegando, em fim, o anel. Acho que ele estava tão em choque, que não conseguia dizer nada.

Então, eu me levantei, ajoelhei-me em sua frente e fiz o pedido mais importante da minha vida, e Jimin me disse sim, mais uma vez. 

Foi uma noite linda. Ele chorou, eu também. Ele ligou para todos os contatos da agenda dele para contar a novidade e eu apenas sorria. 

No fim da noite, o levei para um hotel e fizemos amor, da maneira que só nós dois fazemos. 

Há muito mais em nossa história do que eu acabei de lembrar, mas acho que esses foram os pontos importantes.

E hoje, iremos escrever mais uma página dessa linda história de amor, que espero contar para nossos futuros filhos um dia. 

E, dentro desse smoking, meu coração pula de felicidade misturado com ansiedade. 

— Yoongi, o noivo chegou. Está na hora de subir no altar. — Taehyung entrou, interrompendo meus devaneios. 

— Já estou indo. 

Indo rumo ao meu "felizes para sempre".  


Notas Finais


E então? Gostaram?
Prometo que irei trazer histórias mais bem elaboradas para vocês ❤
Até a próxima.
Bjs.

© Não se esqueçam de comentar e favoritar. Por favor, isso realmente seria algo necessário para o crescimento construtivo do projeto.


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