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História Our Little Girl - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Confusas


Fanfic / Fanfiction Our Little Girl - Capítulo 7 - Confusas

Eve andava de um lado para o outro, Villanelle chegou no exatmo momento em que a vítima era levada com uma sacola azul cobrindo seu corpo sob uma maca.

– Eu acho que a encontrei. – Eve disse em um sussurro para a loira.

– Quem?

– O bebê do orfanato. – Os olhos de Villanelle se arregalaram. – Eu a reconheço de algum lugar, já a vi antes mas não lembro! Ela estava com uma touca, os cabelos estavam cobertos… – Villanelle a interrompeu.

– Eve, você tem certeza? – Villanelle segurou nas mãos de Eve, a morena a olhou profundamente.

– Sim, eu tenho. – Um dos policiais se aproximou das duas mulheres.

– Vamos declarar o caso como um assassinato, foram três mortes. Iremos procurar as filmagens e pegar a pessoa. – O homem voltou se aos outros ajudantes.

– Três?

– Dois seguranças, foi assim que ela passou. – Eve fechou os olhos.

– É mentira, tem que ser…

– Mas não é Villanelle! – A voz de Eve se aumentou, as duas se encararam antes de olhar a volta para as pessoas que mal ligavam para a presença delas.

– Suller. Pode vir a minha sala? – O prefeito surgiu na entrada. – Olá Suzanne. – Villanelle sorriu para ele.

O homem voltou pelos corredores, Eve estava nervosa e as mãos tremiam. Villanelle a abraçou antes de deixar a mulher trabalhar.

Sofya saiu pelas escadas de emergêncio, a garota chegou ao apartamento com a roupa ensanguentada, a sorte que naquele dia estava ocorrendo um evento no centro e a maioria das pessoas não estavam pelas ruas mas uma ou duas pessoas a olhavam com os rostos assustados. Charlie esperava no sofá, o rapaz segurou firme nos pulsos de Sofya quando ela passou pela porta com a roupa suja.

– Qual o seu problema? – Ele estava prestes a gritar.

– Fiz o serviço, normal. – O garoto deu um tapa no rosto dela.

– VOCÊ QUER ATENÇÃO? Eu vou falar com os Doze e eles NÃO VÃO FICAR FELIZES. – Charlie a soltou e com raiva jogou um pequeno jarro na parede fazendo um barulho. – Você é a pior de todas! – Ele apontou o dedo para ela.

Charlie bateu na porta, Sofya sentou se na mesinha de centro e abaixou a cabeça. Os pulsos doíam, ela pegou o celular do bolso e discou. Um tempo depois a porta se abria outra vez mostrando uma ruiva muito preocupada.

– Você ficou maluca? – Sadie a abraçou antes de olha lá de cima a baixo assustada. – Me diz que você matou um porco. – Fez uma careta.

– Matei três caras e ainda tive um esbarro com uma mulher, espero que isso não me prejudique. – Bufou.

– Okay, vou repetir. Você ficou maluca?

– Não! Eu… eu…

– Isso é por causa da Eve e da Villanelle. Eu vou matar aquela velha dos infernos. Por que ela tinha que falar sobre essas mulheres? – Sadie fechou as mãos de raiva.

– Eu quero saber Sadie. Você já tem alguma coisa?

– Tenho mas só digo depois que você tomar um banho porque esse cheiro de sangue me da náuseas, já basta eu senti essa merda todo mês. – Sofya caminhou rápida para pegar uma roupa qualquer.

Quando terminou o banho, usando um vestido preto florido e sandálias, os cabelos estavam soltos e ela voltou sentando se em um banquinho enquanto Sadie preparava alguma coisa para ela.

– Aprendi a fazer uma sopa cremosa de legumes, experimente. Você precisa. – A garota colocou a primeira colherada na boca, estava boa mas sem sal.

– Ótimo. Diz oque você sabe.

– Um simples "obrigado" bastava.

– Tanto faz.

– As duas moram na região, não consegui os nomes. Vou pegar o endereço amanhã e passo por aqui pra te entregar, satisfeita? – Sofya sorriu agradecida.

O celular tocou e Sofya pensava ser Charlie mas a voz não era familiar, a garota se despediu da amiga e andou pelas ruas até a loja office depot. Ela entrou procurando por uma cadeira de braços cruzados.

– Você é boa em disfarçar. – Um velho de cabelos brancos sorriu.

– E você é péssimo em escolher um lugar para "conversar". – Rebateu.

– Desculpa mas é que eu preciso comprar um notebook pra a minha filha, você pode me ajudar? – A garota não disse nada, séria ela partiu em direção ao corredor de eletrônicos.

– Os Doze vão me afastar? – Ela perguntou enquanto olhava para um notebook desligado.

– Você quer ser afastada?

– Não.

– Tem certeza? Porque sair pra bisbilhotar um csso da polícia, fingir que é um familiar, matar uma pessoa a facadas e depois sair pela rua com sangue nas roupas não mostrava que você queria ficar. – Riu o velho.

– Quem é você? Algum guardião maldito que vai tentar me fazer de idiota? – Ela o encarou nervosa.

– Mesmo temperamento da Villanelle. – A garota ficou calada e pálida. – Surpresa, não? – O velho colocou as mãos nos bolsos sorrindo. – Me chame de Konstantin, sou um antigo amigo. Eu vim até aqui correndo um grande risco de morte só pra falar com você, se sinta privilegiada criança. Suas mães estão preocupadas com você.

– Mães? – Sofya tentou mostra se indiferente mas estava muito confusa.

– Não tenho tempo pra contar historinhas. O endereço é este. – Entregou um cartão. – Você tem vinte e quatro horas, os Doze vão manda lá matar três pessoas. Boa sorte. – Ele se virou a abandonando.

Sofya passou um tempo encarando o cartão, ela tinha algo nas mãos, alguma resposta mas não conseguia usar. Não conseguia se mover e foi preciso um atendente chama lá a atenção para Sofya voltar pra casa com um rosto pálido. Não havia ninguém, somente ela e aquele cartão. A garota entrou no quarto e respirou fundo tentando manter o controle, o telefone da sala tocou e ela levantou se afastando.

– Você tem um serviço na rua 19. Debaixo da cama tem um revólver colt python. O nome é Jason de 30 anos, advogado de olhos verdes e cabelos castanhos, pele clara e usa óculos. – A garota não pôde dizer nada, pela voz masculina grossa ela só identificou o sotaque russo.

Sofya abaixou se para pegar a arma debaixo da cama, estava dentro de uma mala, antes de abrir foi ao banheiro e passou água no rosto para se despertar. Voltou se para a mala e abriu se deparando com cinco mil dólares e a arma de fogo de dupla ação feita com o "chassi I" da Colt, para armazenar cartuchos 357 Magnum. Também havia uma peruca loira. Sofya vestiu uma calça jeans e blusa, colocou a peruca, a arma na cintura e caminhou rápida para a rua 19. Duas lojas e um supermercado, todos vazios mas como descrito estava Jason contando o dinheiro no caixa. Se ele era advogado por que estava usando uma roupa de funcionário naquele local? Sofya queria saber mais, a sede a deixava louca e isso podia leva lá a mais atenção e no momento oque ela menos queria era atenção da polícia ou dos Doze na cola. As mãos estavam suando mas ela se concentrou e mirou para a cabeça do rapaz, deu três tiros a poucos metros e gritos eram ouvidos de dentro do estabelecimento Sofya correu para se esconder e um casal apareceu para ver o estado do rapaz que jazia morto. O coração estava disparado e o ar saia como se os pulmões não aguentassem prende lo, ela estava agachada e esperava que a polícia viesse mas oque viu foi mais estranho. Um homem alto de cabelos pretos e um chapéu na cabeça deu tiros no casal, ele não se importou com às câmeras de segurança na entrada enquanto Sofya manteve se o mais longe que conseguiu da visão dos aparelhos. Ele não tinha olhos amostra, apenas um sorriso de triunfo e alegria ao ver os três jogados ao chão, isso o excitava e para Sofya em outro momento também mas agora não entendia absolutamente nada. Outras duas pessoas se aproximaram e uma delas segurava um machado para jogar no homem mas foram atingidos por balas.

– Esse desgraçado é dos Doze ou está fazendo uma festa de cadáveres? – Sofya sussurrou para si.

A garota se virou agachada saindo da visão do homem, ele não conseguiu vê lá mas atirou duas vezes atingindo o tronco da árvore. Se aproximou de vagar mas nada ouviu e tomou aquilo como um bom momento para ir embora. Sofya voltou a respirar mais tranquila depois de um tempo quando ouviu a polícia chegar, ela correu como em uma dança pelo mato até chegar a estrada onde não havia nada além de mosquitos barulhentos.

– Ele tinha um bordel e tráfico de mulheres. – Um dos rapazes que estava de plantão disse a Eve e Villanelle enquanto terminava o relatório sobre Felipe.

– Por que os Doze iriam mata lo? – Eve falou baixo para a loira.

– Eu nunca perguntei o motivo de me mandarem matar, apenas recebia as merdas que eles faziam e matava. As vezes não faziam nada e eu precisava matar. – Explicou Villanelle.

– Sempre tem motivo. – Eve a encarou.

– Eu sei! Mas eu não me importava! – A morena bufou, Villanelle tentou abraça lá mas Eve estava muito irritada. – O que tá acontecendo lá fora? – Elas estavam em uma sala pequena enquanto nas outras salas estava alguns policiais saindo as pressas.

– Alguém deve ter morrido, sempre é essa correria. – O rapaz disse enquanto encarava a tela do computador.

– Vamos. – Eve pegou o casaco de cima da cadeira e andou rápida.

As duas pegaram o carro e seguiram a polícia, estavam cobertos pelo plástico azul e o sangue ainda estava fresco no chão.

– Desculpem mas vocês não podem ficar aqui. – O policial disse colocando uma faixa entre os carros da polícia.

– Trabalho na prefeitura, tenho autorização para saber oque está acontecendo na cidade. – Ela disse nervosa.

O homem arqueou a sobrancelha achando graça, o delegado apareceu em seguida para liberar a passagem das duas.

– Eu devia ter ido pro seu cargo, a única autoridade que tenho é xingar em alemão. – Villanelle brincou.

– Você não tem autoridade pra isso. – Eve disse séria.

– Eu sei. Estava brincando! Para de se preocupar. – A loira revirou os olhos se abaixando pra ver os corpos mortos e fazendo uma careta logo depois. – Uma arma grande explodiu os miolos deles mas tem um aqui que com certeza foi por uma arma pequena.

– Você quer dizer que pode haver mais uma pessoa envolvida? Acha que ela está com alguém?

– Talvez. Vamos tentar ligar essas pessoas aos casos anteriores. – Suspirou Villanelle.

– Você está exausta, vamos pra casa. – Eve disse segurando na mão de Villanelle e a puxando.

– Mas… você estava nervosa e… – Villanelle fechou os olhos. – Quer conversar?

– Não. Você quer?

– Não mas como uma esposa que deve se dedicar a esposa, tenho que perguntar. Estou preocupada com você. – Disse Villanelle quando estavam dentro do carro.

– Eu… é que com você… eu descobria oque acontecia, agora eu sinto como se fosse uma burra. Não sei se estamos falando de uma ou duas pessoas, se os Doze estão tentando nos matar ou…

– Eve respira! Relaxa! Que se dane os Doze. Você não é um super herói que resolve tudo em um piscar de olhos. Quanto tempo demorou pra você descobrir quem era a pessoa que matava na época? – O sinal fechou, Villanelle a encarou séria.

– Em menos de duas semanas eu já sabia quem era você.

– Tá foda se, você entendeu! Enfim. Fica calma e vamos tomar um café ou qualquer coisa que tiver em casa e dormir. Amanhã é outro dia. – Eve riu baixinho da tentativa de Villanelle em acalma lá. As duas chegaram cinco minutos depois em casa. – Eve, temos uma desconhecida em casa. – Villanelle engoliu em seco.

Eve seguiu os olhos de Villanelle até o sofá onde Sofya estava sentada segurando a arma na mão direita enquanto repousava o outro braço acomodava no sofá.



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