História Our Love - Fillie - Capítulo 8


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Mike Wheeler, Personagens Originais, Steve Harrington, Will Byers
Tags Cadie, Fillie, Noah Schnapp, Noha, Original, Romance, Stranger Things
Visualizações 77
Palavras 2.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A música de hoje galera é Ready da Alessia Cara, eu sou apaixonada nessa música e ela tem tudo haver com os próximos capítulos.
Boa leitura.

Capítulo 8 - Ready


Millie

Eu odeio as quintas. Quinta é dia de educação física e eu sou um fracasso total nessa matéria. Eu não sei correr, não sei jogar a bola corretamente, não sei as regras de nada. E o pior é ficar toda suada e depois ter que se trocar no vestiário feminino onde tem milhões de meninas falando sobre milhões de coisas ao mesmo tempo. E sempre tem uma que esquece alguma coisa e sai pedindo para geral. Não como uma pessoa civilizada. Ela sempre, sempre grita.

Não que eu não goste de fazer alguns exercícios, não mesmo. Eu acho muito necessário para todas as pessoas de todas as idades, mas qual a necessidade de ter na escola? É um lugar muito ruim para ter uma matéria como essa. Primeiro que nosso short é curto e todos os meninos ficam vidrados neles. Willian Backer não parou de olhar para a bunda de Sadie desde que ela entrou na quadra. E a blusa que é branca? Dá para ver os peitos de todas as meninas. O sutiã marcando porque o peito simplesmente não dá no sutiã. Erick Jonhson levou uma bolada na cara porque olhava para o piercing de Hannah pela blusa quase que transparente, eu ri. E Hannah gritou um grande "bem feito". Além do mais o pessoal do terceiro ano veio ver todos nós jogarmos. Meninas e meninos.

Os meninos vieram para ver pessoas para o time da escola, e as meninas vieram ver quem seria uma boa arrisca para as líderes de torcidas e elas estavam de olhos bem abertos para Hannah.

Mas algo dentro de mim me diz que se chamasse ela, ela com certeza ia dizer não e eu não faria diferente.

- Wolfhard para cá - O professor de educação física gritou e Hannah foi correndo até ele. Eu e Sadie trocamos olhares e fomos atrás dela também. Quando dou uma pequena olhada para trás vejo que Finn prestava bastante atenção.

- Fiz alguma coisa de errada? - Hannah fala muito ofegante. O que eu acho estranho já que nós nem tínhamos corrido ou exercido muito.

- Para enfermeira agora. - O treinador ordena.

- Mas eu estou bem. - Hannah fala. - Muito bem.

- Ordem do seu pai. - O treinador falar. - Se exercitar mais não vai fazer muito bem para você.

- Meu pai nunca vai saber. - Hannah fala.

- Eu não posso, são as regras. Você tem limites.

- Eu posso pelo menos participar da ginástica? Ninguém vai contar.

O treinador aponta para trás e viramos para exatamente onde seu dedo indicava e vimos Finn olhando para cá. Hannah revira os olhos e volta sua atenção para o professor.

- Ele? - Hannah pergunta.

- São regras.

Hannah se dá por vencida e sai da quadra. Vejo que Finn quer ir atrás dela, mas Jack coloca a mão o impedindo. Acho que ela precisa de um tempo e eu de um pouco mais de informação.

Hannah

Eu simplesmente odeio essa condição dentro de mim, qual o problema? Eu estou me sentindo muito bem. Eu só preciso de um tempo para ajeitar a minha respiração. Mas não é algo impossível. Mas qual o problema desse povo?

Vou até a enfermaria e quem encontro? Noah. Ótimo, tudo que eu precisava era Noah nesse momento. Ele tinha uma bolsa de gelo perto de sua cabeça e admito que queria ri e queria tirar uma com a cara dele, mas vou deixar tudo quieto. Quando Noah abre a boca ele sempre me estressa.

Me sento do lado dele já que na cadeira de espera só tinha duas cadeiras, obrigada Deus por isso. Eu realmente merecia?

- Pagou o professor para não fazer Educação física? - Ele pergunta.

Toda vez que Noah vai falar algo comigo é sobre o dinheiro que a minha família tem, por algum caso ele é um desses tipos de comunistas muito radicais? Não que eu seja a favor do capitalismo, eu não sou. Acredito apenas em uma única coisa que Karl Marx disse: "Capitalismo só enriquece uma das classes". Mas também não sou uma comunista/socialista já que ninguém tem um pingo de liberdade de expressão. Ainda não achamos um tipo de economia ou filosofia que deixasse todo mundo bem, mas é para isso que jovens existem.

- Qual o seu problema? - Pergunto no meu tom normal de voz, eu realmente queria saber o que ele tinha na sua cabecinha.

- Como?

- Não escutou? - Pergunto.

- Escutei, mas eu não tenho problema.

- Por que você acha que sou uma pessoa ruim só por causa do dinheiro que tenho? Eu não sou.

- Foda-se. - Noah me responde.

- Eu deixaria você me conhecer se você quisesse.

- Grandes merdas. - Noah fala.

- Você gosta do meu irmão, mas não gosta de mim. Por que? Você não gosta de meninas?

- O que? Eu gosto de meninas, mas é que...

- Que? - Pergunto.

- Ah você é insuportável. - Noah fala. - Você se acha demais...

- Hannah? - Olho para o lado e vejo Jay ali. Que diabos esse menino está fazendo aqui?

Toda vez que eu estava sozinha ou com alguém que não sabia nada sobre nós ele como um fantasma aparecia para alegrar o meu dia, para não dizer o contrário.

Jay não era o tipo de pessoa que se machucava fácil, quero dizer... Ele tinha muitas cicatrizes de lutas que ninguém entenderia, mas ele não se machucaria na educação física, ele já parou um louco com uma faca apenas com a sua própria mão. Então eu realmente não entendo o que ele está fazendo aqui e não sei se eu quero saber.

- Sim? - Pergunto.

- Você está bem? Vim ver como você está. - Jay fala.

- Ótimo, você também tem fãs. - Noah fala. Jay olha muito bem para ele, mesmo que Noah não note. Eu noto que ele estava doido para fazê-lo se arrepender do que ele disse.

- Eu estou ótima. - Falo. - Só o professor que exagerou. Agora pode ir.

Não que eu precisasse que alguém cuidasse de mim porque eu não preciso, mas faltava pouco para Finn ver como eu estou. E não cairia nada bem o que aconteceria caso ele estivesse aqui quando isso acontecesse.

E sabe, as vezes me pergunto porque me tirando e Sadie também ele é um completo babaca com todas as meninas dessa escola, quero dizer... ele deveria ter mais respeito por todas elas, já que elas são iguais a mim.

Não, não porque elas são filhas, namoradas, irmãs ou sei lá. Mas porque elas são humanas, já reparou que no nosso mundo sempre temos que dar uma desculpa para que homens não façam algo com todas nós? Quero dizer, quando é que vamos simplesmente ser tratadas como pessoas. Antes de meus pais saberem qual seria o meu sexo, eu era uma pessoa. Mas tudo muda quando a doutora diz: "Parabéns, é uma menina". Os planos mudam. Automaticamente a cor rosa entra na sua mente e sinceramente eu não entendo nenhum pouco.

- Se precisar me chama. - Jay fala.

Ah que se foda que Noah esteja aqui.

Jay já ia se virando para ir embora, mas pensei: "Para de ser uma idiota com ele." Por mais que ele mereça, eu não quero mais uma guerra entre nós dois. Eu pedi para sermos amigos, então vamos ser amigos.

- Você ainda tem o meu moletom rosa? - Pergunto.

- Tenho. - Ele fala.

- Pode me devolver? Eu realmente gosto dele. É um dos meus favoritos porque...

- Finn deu para você no seu aniversário de 13 anos. - Ele fala e eu sorrio porque é exatamente por esse motivo. - Não sei se ele ainda serve em você, quero dizer muita coisa cresceu em você...  

- Eu realmente quero ele de volta. - Falo.

- Tudo bem, eu trago para você. Mais alguma coisa? - Ele pergunta. Com aquela carinha de cachorro que caiu do caminhão da mudança. Me levanto até ele. E fico muito perto de seu rosto. Fico nas pontinhas dos meus pés, apoio minha mão em seu peitoral e beijo a sua bochecha.

- Não, obrigada.

Volto para me sentar e Jay se vira para ir embora e eu sei que ele tem aquele sorrisinho bobo no rosto dele e eu sorrio também.

- Ele foi o que tirou sua virgindade? Quanto você pagou para ele? - Noah pergunta.

Eu apenas reviro os meus olhos.

- Hannah. - A enfermeira da escola me chama e me levanto deixando Noah com seus pensamentos para trás. Cansei dele.

Millie.

Finalmente acabou, ficar correndo e ficar toda suada na escola não é uma coisa muito agradável, mas agora vem a pior parte. A parte de ter que tomar banho e se arrumar com um bando de menina que só sabe falar sobre os meninos e como estão lisinhas para eles. Que nojo, eu gostaria de vomitar.

Pego a minha garrafa de água rosa e Sadie pega a dela junto com a da Hannah que ela claramente esqueceu. Fomos andando até o banheiro, mas é claro que eu não sou tão sortuda assim.

- Você joga bem. - Finn fala me parando.

- Pelo que parece. - Respondo.

- Podemos ir? - Sadie pergunta.

- Você pode. - Finn fala para Sadie e nós duas trocamos olhares e rimos da sua cara, ele continuou com aquela mesma cara de predador.

- Você não é meu dono para dizer o que eu tenho ou não de fazer. - Falo.

- Mas Sadie vai sair. - Finn fala.

- Ah é? Por quê?

Finn vai até o ouvido da ruiva e ela logo muda de cara, ela fica irritada e eu consigo ver isso no rosto dela claramente. O que será que Finn disse para Sadie?

- Um dia eu ainda mato você. - Sadie fala.

- Eu também te amo. - Finn responde.

Sadie sai do nosso lado. E reparo que eu estava sozinha com Finn. E isso me irritava, me irritava muito, porque eu não queria estar sozinha com ele. Eu odeio ficar perto dele. Tudo nele me cheira perigo. Eu sei que quando eu não estou perto dele, eu quero conhece-lo. Eu realmente quero entende-lo, só não estou afim de fazer isso enquanto ele for esse maluco doido que não se importa com ninguém. Eu não quero ser o brinquedo dele, na verdade, eu quero que ele pare de brincar com as outras meninas. Isso não ciúmes, tá? Isso é só ajuda. Não quero que elas ferrem a vida delas por causa de um menino.

Ah que saco, por que eu não vou embora? Por que eu quero ficar aqui? Eu não suporto esse menino.

- Millie. - Finn se volta para mim. E nossa o seu nome na minha boca parece muito perigoso.

- Finn. - Falo o imitando o que arrancou uma risada dele. Ele sorria. E eu me lembro de gostar desse sorriso, mas agora eu quero abominar essa cara dele que me causa horror.

- Soube que vai entrar para o clube de teatro.

Isso era verdade. Mas como ele sabia disso? Ele me espionava. Eu tinha me inscrito a uns dois dias atrás quando Sadie me obrigou a fazer o teste com ela e tenho que admitir que foi a coisa mais divertida de toda a minha vida. Eu realmente achei o meu lugar em cima daquele palco. Sadie me contou que fez várias aulas de teatros durante toda a sua vida e eu também. Mas sempre como um hobbie não como uma profissão. Meus pais me matariam se soubessem que eu quero fazer isso pelo resto da minha vida.

- Sim, por que? O seu grupinho de playboys zoa esse pessoal?

- Eles nunca fariam isso. - Finn me responde. Será que ele realmente acha que eu estou encantada com o sorriso dele?

- Deixa eu adivinhar. - Falo. - Vocês têm uma política de não machucar os nerds da escola? Quero dizer, temos a Hannah. Ela acabaria com vocês em dois minutos.

- Isso aqui não é uma série americana Mills.

Mills? De onde esse menino tirou isso? Mills? Ninguém me chama assim. O que é isso? Um novo apelido?

-Engraçado, você se parece exatamente igual aquele valentão idiota que persegue a menina.

- Ele não fica com a menina no final? - Finn me pergunta.

Ele tinha um ponto. Mas isso nunca ia acontecer conosco. Finn é do tipo de cara que eu tenho medo de chegar perto, não só medo. Eu vomitaria em cima dele de tão nojento que ele é. Como esse troglodita pode ser irmão da minha princesa Hannah? Impossível, eles serem do mesmo sangue.

- É, mas aqui é a vida real. E milagres não acontecem na vida real.

- Bom, não é isso que eu acredito. - Finn me responde.

- Seu milagre nunca vai chegar.

Eu queria isso mais do que tudo, eu não podia ficar com alguém que era idiota demais a esse ponto. Ele engana as meninas e faz coisas para elas, e se ele abusa delas também? E se ele não é o príncipe encantado que esperaria que ele fosse? Essa dor eu não passo, eu não quero me arriscar desse jeito não. E além do mais ele está no terceiro ano, ano que vem tem faculdade. A farra dele ainda nem começou direito. E eu não quero começar a minha agora e muito menos com ele.

- Espero que você faça teste para o teatro. Certeza que vai ser maravilhosa.

- Não me elogie, não vai te livrar. - Falo e vou embora.

Eu sinceramente não queria ter nada com Finn, não mesmo. No máximo ser a amiga que ia muda-lo. Porque sinceramente, ele tem uma irmã, não tem? Ele sabe como é. Ele tem que saber como é. Ele não sabe, é claro que não. Ele é homem, ele já nasceu sortudo nesse mundo e eu sou só mais uma mulher na garra dele. Ou talvez eu não precise ser. Eu não vou ser. Eu não quero ser.

Será que Finn é um daqueles chatos que xinga as feministas de peluda? Como isso fosse um xingamento. Eu não queria pensar que Finn seria essa pessoa ruim que eu idealizava, eu só soube de uma história dele. Uma só. Apenas uma, não todas e se você quer saber a verdade eu não ligo muito para o que as meninas falam. Tudo bem, ele foi um babaca, mas e elas? Elas não se dão um pingo de valor. Elas não lutam por elas mesmas. Homem nenhum vai te levar a um lugar onde você quer ir.

Eu quero ser feliz, e sim. Eu quero ter um namorado. Eu sou uma adolescente normal. Eu tenho sonhos, como casar, ter vários filhos, um cachorro quem sabe, um emprego na qual eu seja feliz, um carro e uma casa. Não sei se é o que eu preciso, mas é o que eu quero. Encontrar alguém para dividir a minha vida. E Finn Wolfhard não é essa pessoa.

Ele é muito diferente de mim. Ele é aquele cara tatuado que fuma é rico e taca o dane-se para as pessoas. Pelo menos era assim que o via adulto. Mas a realidade de agora é: ele é calmo e brincalhão. Ele gosta de zoar as pessoas, ele se diverte com isso, ele gosta de beijar várias bocas, ele gosta de ser popular, ele gosta de todas essas coisas.

Eu sou explosiva, falo tudo que eu penso sem ao menos pensar. Não ligo muito para sentimentos, eu sou mais racional, eu passo horas pensando em jeitos de ter uma vida muito boa, eu quero ser feliz antes de qualquer coisa. Eu gosto de mostrar para as pessoas as coisas que eu sei, eu gosto de defender as pessoas e eu sinto muito se isso é chato, mas é quem eu sou. E eu sou e não vou mudar.

Nem por um cara, nem por ninguém. E eu não deveria.

Mas se Finn mudasse por mim...

Não que eu esteja pensando na possibilidade de andar de mãos dadas com esse aí, mas tudo que eu estou dizendo é que Finn é babaca. E se ele quer algo comigo, ele vai ter que começar a mudar. Não só porque eu quero, mas porque eu preciso confiar nele, confiar que ele nunca vai me machucar. 


Notas Finais


GENTE EU FIZ UMA CONTA NO INSTA PARA GENTE SE COMUNICAR, ME SIGA LÁ @ourstrangerlovethings bjus

vou ta postando novidades para vcs sempre


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