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História Our love - Capítulo 28


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Notas do Autor


Boa leitura meus amores! 💚

Capítulo 28 - Remembrance


Remembrance

Renjun

A primeira coisa que percebo assim que abro os olhos, é que recebi uma mensagem de Junhui. Não existe nenhuma palavra no campo da mensagem, apenas uma foto dele e de um menino, que imagino ser Minghao. Eles estão tão sorridentes na foto que é impossível de não sorrir junto, de não me sentir feliz junto.

A segunda coisa que eu percebo é que o que aconteceu ontem não foi só por causa da bebida como Jeno insinuou. Eu queria Jaemin e Jeno, eu me senti tão extasiado com eles, de alguma forma completo.

Depois de uns trinta minutos criando coragem eu levanto para encarar Jeno e Jaemin, mas acabo encontrando apenas com Jeno sentado no sofá da sala. Ele está abraçado numa das almofadas felpudas de Chenle, vendo algum programa matinal de sábado, com olhos sonolentos.

-Jaemin? – Pergunto olhando para os lados, mas antes mesmo de Jeno me responder eu já percebo a sua óbvia ausência.

-Quando eu acordei ele não estava mais aqui.

-Típico. – Digo revirando os olhos e indo para cozinha, com um Jeno sonolento me seguindo. – Você quer café?

-Sim. – Diz ele se sentando à mesa. – Antes de dormir, ele concordou em estar aqui de manhã para podermos conversar, os três, sobre ontem.

O sobre ontem de Jeno saiu num sussurro tímido, deixando as minhas bochechas avermelhadas com a lembrança de como nossos corpos se tocaram a noite, e olha que nem fizemos nada.

-Jaemin nunca quer conversar Jeno. – Digo tentando esconder a decepção da minha voz.

Eu já deveria estar acostumado a isso, não sei porque essa parte teimosa de mim ainda insiste em acreditar que será diferente, só que nunca é diferente com Jaemin.

-Ele parecia bem disposto a isso ontem.

-E cadê ele agora? – Pergunto irritado.

-De repente aconteceu algo.

-Eu vou dizer o que aconteceu. O que aconteceu foi que ele acordou, se sentiu arrependido de algo que nem aconteceu e foi embora. – Eu lhe entrego uma das xícaras com café e me sento à sua frente. – Eu já estou acostumado com isso Jeno, e é bom você se acostumar também.

Jeno suspira pesado, e eu sei que a mente dele está trabalhando em desculpas plausíveis para o sumiço de Jaemin, mas não existe uma.

-Você quer conversar sobre o que quase aconteceu ontem? – Pergunta Jeno.

-Nao!

Jeno me dá uma carona até o meu dormitório, mas durante o percurso não falamos nada. Não falamos sobre ontem e não falamos sobre Jaemin. E esse silêncio de alguma forma me mágoa profundamente.

Parece idiotice não falar com Jeno sobre o que aconteceu, mas como eu vou dizer para ele que estou interessado nos dois, e que para mim isso só funcionaria com os dois, sendo que uma das partes parece bem desinteressada. Eu não queria machucar seus sentimentos, ou que ele fosse atrás de convencer Jaemin a fazer parte desse relacionamento.

-Obrigado! – Digo lhe dando um demorado selar na bochecha.

-Renjun, eu sei que ele teve um bom motivo.

-Eu gostaria de acreditar que sim. – Digo antes de fechar a porta do carro e me dirigir para o meu dormitório.

Tudo que eu mais queria agora, era poder tomar um banho quentinho e me esconder embaixo do edredom e ignorar a civilização por algumas horas, ou dias.

Mas meus planos vão por água abaixo quando encontro Haechan e Mark no nosso dormitório.

-Como foi a sua noite com os dois babacas? – Pergunta Haechan assim que passo pela porta, e não consigo deixar de perceber o desgosto na cara de Mark.

-De boa. – Digo dando de ombros e entrando rapidamente no banheiro. Eu sei como esses dois iriam reagir se souberem que Jaemin não estava por lá.

Eu demoro mais tempo do que o suficiente no banheiro, e agradeço a Deus que quando saiu dele, Haechan e Mark já se foram. Assim posso voltar para o meu plano original de dormir e ignorar a civilização.

Eu até consigo fazer isso por algumas horinhas, até ser acordado pelo toque do meu celular, e o número da minha mãe piscando na tela.

-Oi mãe, está tudo bem? - Pergunto agitado.

Não é normal ela me ligar, geralmente trocamos mais mensagens durante o dia.

-Eu estou bem querido, e você? Muito ocupado na faculdade?

-Eu estou bem, um pouco cansado.

-Achei que veria você aqui hoje.

-Porque? - Pergunto confuso.

-A senhor Na está internado no hospital, achei que você viria junto com Jaemin para ver ela.

-Pera, o que? Jaemin está aí? - Pergunto agitado, já me levantando da cama aos tropeços.

-Sim, vi ele hoje no hospital com a senhora Na.

De repente Jeno estivesse certo, e pela primeira vez Jaemin tinha um bom motivo para não estar ali quando acordei.

Jaemin

Quando recebi aquela ligação durante as primeiras horas do dia, eu achei que tivesse ficado mal. Achei que ter ouvido o médico explicar o diagnóstico de câncer da minha avó e seu estado terminal, tivesse me deixado mal, porém nada superou a sensação devastadora que foi ver a minha avó quase definhando sobre aquela cama de hospital.

Ela foi a única pessoa da minha família que me aceitou e me amou do jeitinho que sou. O meu porto seguro, o lugar para onde eu sempre corria quando algo de ruim acontecia. Mas agora algo de ruim está acontecendo, e eu não tenho para quem correr.

E mais uma vez eu me sinto impotente e só contra o mundo.

Eu nem consegui me despedir de Renjun e Jeno, eu apenas corri até aqui. Corri de volta para o único lugar que já foi um lar de verdade para mim. Espero que quando tiver um tempo, e psicológico para falar sobre o ocorrido, Renjun e Jeno estejam disposto a ouvir.

De repente eu devesse ligar agora para eles, em vez de ficar olhando para televisão desligada depois do um longo dia no hospital vendo a minha avó cada vez mais perto do seu fim.

Eu suspiro pesado pego o meu celular no bolso, mas sou surpreendido pelo barulho na porta.

-Renjun?! – Digo ao abrir a porta e encontrar com ele ali na soleira um pouco molhado pela chuva. – Entra!

Eu o ajudo a tirar o casaco molhado, o colocando num gancho específico para isso perto da porta.

-Eu soube da sua avó, porque não me contou?

Renjun tenta soar sério, mas eu percebo o tom de tristeza e preocupação na sua voz.

Eu apenas dou de ombros, esperando que isso seja o suficiente para ele me entender, já que as palavras não conseguem sair da minha boca.

Ele se aproxima de mim, passa seus pequenos braços em volta da minha cintura, encostando sua cabeça no meu ombro. Não existe nenhum tipo de malícia presente nesse seu gesto, é apenas consolo e carinho.

Ele aperta cada vez mais seus braços sobre mim. Eu passo meus braços sobre seus ombros e afundo meu nariz no meio do seu sedoso cabelo, sentindo aquele cheirinho de cereja gostoso do shampoo dele.

Eu não sei por quanto tempo ficamos nos abraçando, e eu não me importaria se esse momento tivesse durado para sempre. Queria que alguém pudesse registrar ele, mas acho que o único lugar em que ele estará registrado para sempre será na minha memória e coração.

-Você é bom demais para mim. – Digo baixo.

-Acho que sou eu quem decide isso. – Diz Renjun com a voz saindo abafada pelo abraço.

Eu sinto um calafrio percorrer seu corpo, e sei que é por causa da chuva que ele pegou até chegar aqui.

-Você precisa de um banho quentinho e roupas secas. – Digo me afastando dele.

-Sim, eu preciso.

-Tem toalhas extras no armário, e eu vou pegar uma roupa antiga minha para você. – Digo assim que chegamos ao banheiro.

-O seu pijama de astronauta ainda está por aqui? – Renjun me pergunta, antes de eu sair do banheiro.

-Sim.

-Eu queria usar ele, de novo.

E a lembrança da primeira vez em que Renjun o usou me invade a mente com tudo. Foi depois de uma tarde e início de noite em que fazíamos um trabalho escolar. Estava tarde para ele ir embora, – mesmo sua casa sendo na rua de trás. – então eu o emprestei um dos meus pijamas, e assim que ele viu a estampa do pijama não parou mais de falar sobre o universo, e os planetas, e alienígenas, buracos de minhoca, estrelas e teorias da conspiração, e eu apenas o observava em silêncio, observava todo o brilho em seus olhos e a sua empolgação, e principalmente observava como seus lindos lábios se moviam conforme as palavras saiam. Acho que foi nesse dia que eu me apaixonei por ele.

A gente transformou esse momento em um hábito nosso, longas conversas no silêncio e escuridão da noite. Eu sinto falta de quando as coisas pareciam mas simples entre a gente, mesmo que eu ache que elas nunca foram.

Eu arrumo a minha cama para ele, e me acomodo no sofá. Não tenho coragem de dormir na cama da minha avó, e por mais que queria dormir com Renjun, e ser confortado por seus braços novamente, não acho que mereça.

Mas acho que Renjun pensa diferente, já que ele aparece na sala e se deita comigo no sofá. E eu sinto que o meu coração poderia parar a qualquer minuto com essa sua aproximação. Com ele encaixando o seu corpo perfeitamente com o meu.

-Acho bom você estar aqui quando eu acordar amanhã! – Diz Renjun.


Notas Finais




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