1. Spirit Fanfics >
  2. Our Love >
  3. Cuida dele

História Our Love - Capítulo 47


Escrita por:


Notas do Autor


Hello Brasil 💜
Espero que vocês gostem 💜
Boa leitura e até as notas finais 💜
P.S.: Capa meio aleatória msm...

Capítulo 47 - Cuida dele


Fanfic / Fanfiction Our Love - Capítulo 47 - Cuida dele

Harry Shum Jr.
Dirijo loucamente para o minha casa tentando rever todos os pontos da minha conversa com o Matthew. O quão babaca eu fui ao deixar ele sozinho naquele apartamento, possivelmente chorando e amaldiçoando até a quinta geração dos meus inexistentes netos.
Estava prestes a fazer o retorno e voltar para o apartamento do Matthew quando recebo uma ligação do Luke.
- Não tô com saco - respondo já irritado.
- Ele tá comigo - avisa calmo.
- O quão puto ele está?
- Ele está vomitando no banheiro agora, então não posso te responder isso.
- Chego em dez minutos.
- Não vem. Eu vou explicar tudo pra ele.
- Não conta da clínica de reabilitação - ordeno.
- Claro que eu vou contar é isso que vai limpar a sua barra.
- Desde quando você limpa a minha barra?
- Desde hoje.
- Luke, apenas faça ele desabafar com você. Foda-se se ele não quiser mais me ver, a única coisa que eu quero é que você ajude ele.
- Você vai deixar ele ir embora?
- Não sei Luke. Apenas cuida dele.
- Eu vou deixar ele mamado - ele diz casual.
- Não aponto dele não conseguir voltar pra casa - adverto.
- Eu cuido do seu namorado revoltado e você pensa em alguma merda para resolver essa situação - ele diz encerrando o assunto.
- Deu pra me ajudar agora?
- Lembra, você com o Matthew, eu com a Anna.
- Nojo.
- Você comeu bem mais que eu, toma vergonha na cara - ele brinca.
- Então é bom você rolar pra fazer o Matt voltar pra mim, por que agora a merda foi grande.
- Nem me fala. Você tá atolado até a cabeça com isso. Aliás, pra onde voce tá indo?
- Casa - digo baixo.
- Não se faz mais criminosos como antes! - Luke resmunga.
- Por que tá falando isso?
- Porquê o teu pessoal tá que nem doido resolvendo as suas merda e você fica ai nessa ladainha de ir pra casa - vocifera. - Cadê o Harry Shum Jr fodão? Cadê aquele babaca que assustava só pelo nome? Tá dormindo a branca de neve?
- Cuidado com o que você fala, Baines - alerto irritado.
- Não preciso cuidar do que eu falo, você não é o mesmo chefão do crime. Era uma vez Harry Shum Jr.
Tenho tempo apenas de fazer um drift perigosíssimo, retornando para a Fallin, qual passei a sete quarteirões atrás. Ouço a risada convencida de Luke e sinto o desejo de quebrar todos os dentes da boca dele, mas me contento quando ele diz:
- Tô preocupado, ele tá demorando muito.
- Vai atrás dele. Eu chego nuns sete minutos, faça com que ele não me veja - ordeno e Luke faz um som de concordância. - Não dá drogas pra ele, se eu souber que ele teve contato com alguma merda, eu arranco a tua cabeça.
- Esse é o Harry Shum Jr que eu gosto! - Luke vibra do outro lado da chamada. - Eu vou cuidar bem do seu protegido.
- Protegido? - pergunto confuso.
- É o apelido que deram pra ele.
- Que povo sem criatividade - digo rindo. - Agora vai logo atrás do Matthew e não deixa ele sozinho nessa boate.
- Mamado?
- Não. Deixa ele de boa, relaxado.
- Certo, chefe. Tô indo lá - diz encerrando a ligação.
De longe vejo o letreiro da Fallin surgir e a excitação de voltar ao pique me invade. Eu nunca fiquei tanto tempo longe da Fallin ou qualquer dos outros complexos da Fallen Angels.
E sim. Um dia e meio é muito tempo pra quem literalmente vive em uma boate e em complexos subterrâneos.
Mas é claro que eu dei uma pausa por ele.
Caralho.
Eu faria qualquer coisa por ele.
Menos largar a minha "profissão".
Entro na garagem subterrânea da Fallin e de relance vejo muitos rostos conhecidos que já tinha visto hoje mais cedo, mas óbvio que o contexto era totalmente diferente.
Quando o Alberto mandou uma mensagem falando que o Matthew estava fazendo uma competição besta com o Will de quem acerta mais tiros nos alvos, fiquei tão puto que dirigi cegamente até a Fallin e quis torcer os pescoços do William, Dominic e Isaiah, que são claramente três idiotas. Eu fico pensando, que merda passou na cabeça deles para que essa merda começasse a funcionar?
O Matthew é a criatura mais inofenciva que eu já tive o prazer de conhecer, e só de imaginar ele com uma arma em mãos, entro em apuros. Imagina se ele engatilha a arma e sem querer dá um tiro no próprio pé?
Claro que ele não iria ser burro a esse ponto. Mas a adrenalina é tanta que você fica tonto com o êxtase da situação, e muitas vezes acaba perdendo o foco.
Eu mesmo demorei muito para conseguir acertar o meu primeiro tiro certeiro que fosse finalmente capaz de matar alguém. Agora imagina o Matthew que fica triste quando perde um paciente na sala de cirurgia. E olha que a intensão dele é salvar a pessoa, não matar ela.
Agora descendo do carro, vejo uma pequena movimentação na sala de armas e automaticamente enrigesso, apenas com a possibilidade de encontrar o Matthew com uma arma nas mãos novamente. Porém sinto um enorme alívio quando consto que é apenas o Will treinando uns tiros, mas o que mais me surpreende é ver que ele está com o rosto totalmente vermelho, e me preocupo instantaneamente ao relacionar a imagem da Katherine grávida na minha mente.
Me aproximo do meu advogado raivoso e coloco a mão em seu ombro visivelmente tenso, ele automaticamente aponta a arma para mim que apenas dou um sorriso, nem um pouco preocupado.
- Solta a arma, Tudor - ordeno e ele me olha de cima pra baixo.
- Me obriga - diz desafiador.
- Você não vai querer isso, seu vagabundo de merda - digo sério. - Agora, larga a arma.
- Não quero.
Estou claramente falando com a versão obscura do Will. Ele é bipolar e em alguns momentos o Dark Tudor vem nos dar a honra da sua presença, mas isso não dura muito tempo, já que ele toma diversos remédios e apela sempre para a injeção de tranquilizante que põe ele na cama em dois tempos.
- Will, solta a arma e vamos para o meu escritório - tento soar mais calmo. - Você sabe que eu não sou a ameaça.
- Eu quero a injeção - ele pede com as mãos trêmulas.
- Então solta a arma - peço erguendo a mão em direção a arma que tremia juntamente com ele.
Quando o vejo assim, sinto vontade de tirar ele dessa merda. Mesmo que os episódios de bipolaridade tenham se iniciado quando ele era apenas uma criança de oito anos, a responsabilidade dele aqui dentro acaba fazendo com que o Dark Tudor procure mais espaço nele, com ainda mais frequência. Mas sei que o problema agora não é a Fallen Angels, e sim uma pequena ruiva que fodeu com a vida dele, e ao mesmo tempo fez com que ele tentasse ser uma pessoa melhor.
Will solta a arma no chão e passa por cima dela, indo em direção ao meu escritório, vejo André com uma seringa esticada em minha direção e logo a pego. Entro no meu escritório e deixo Will se deitar no meu sofá, coisa que o Will do bem adora fazer. Sento na cadeira confortável e cruzo os braços olhando para o meu melhor amigo.
Chegou a hora de bancar o psiquiatra.
- É uma menina - ele sussura passando aos mãos no rosto.
- Parabéns cara - digo alegre por ele. - Mas me fala aí, por que você tá assim? Você queria um menino?
- Eu queria que a Katherine não olhasse para o Dominic com aqueles olhos de sempre - responde raivoso.
- Ela ama você.
- E ama ele também - conclui irritado.
- Lembra, você é o pai da menina que tá dentro dela. Foi você quem colocou aquela menina lá dentro - digo usando uma analogia bem escrota e neandertal.
- Ela não estava em casa.
- Quando?
- Agora. Eu acabei de chegar de lá - explica se acalmando.
A nossa sorte é que Will não é um bipolar raivoso ao extremo, ele apenas esquenta a cabeça, solta diversos palavrões e muitas vezes chora. Mas na maioria das vezes ele é apenas suicida e muito depressivo.
- Ela está montando um chá revelação - diz sorrindo bobo. - Ela pensa que eu não sei que é uma menina.
- Mas você sabe - brinco com ele que ri.
- Eu sei. Mas não quero estar aqui quando ela nascer - diz rolando no sofá.
- Não é tão assustador como parece - o conforto e ele começa a chorar.
- Faz isso parar, Harry - ele pede com a cabeça entre as mãos.
Levanto da cadeira e ando até ele com a seringa em mãos. Puxo a manga da sua camisa social e presiono a agulha em seu braço branco, conduzo a injeção para sua corrente sanguínea e só paro ao ver que o líquido todo se esvaiu.
Will fecha os olhos que no momento estão incrivelmente escuros e começa a tagarelar, esperando o efeito do tranquilizante.
- Como o Matthew está - ele pergunta rouco.
- Bem - respondo simples. - Ele disse que me ama.
- E o que você falou?
- Contei sobre a Ale.
- Tudo?
- Só que eu matei ela - explico rápido.
- E como ele está?
- Péssimo. Não sei por que confessei aquela merda.
- Eu sei...
- Porquê então?
- Por que você gosta dele a ponto de querer contar tudo o que você fez, pra ele. Mesmo que isso corte o seu barato.
- Você tá errado.
- Eu nunca estou. E lembrando disso, estão solicitando a sua presença na corte da juíza Stan, na semana que vem.
- Pai da Anna? - pergunto me referindo ao caso.
- Esse mesmo.
- Eu não vou. A Anna que se foda.
- Certo.
Passamos um longo minuto em silêncio, até que Will volta a falar, dessa vez ainda mais grogue.
- Por que você deixou o Matthew ir embora?
Penso e repenso a minha resposta um milhão de vezes, tanto que quando vou responder, percebo que Will já está roncando baixo.
Mesmo assim, me aproximo dele e digo extremamente baixo.
- Eu deixei ele ir embora por que eu amo ele.
Saio do escritório, deixando Will dormir sob os efeitos do sedativo. Entro na sala de operações e vejo Jason, meu operador de sistemas digitando furiosamente na tela touchscreen que quase tremia com o violência dos seus dedos. Me aproximo dele e confiro tudo o que ele está escrevendo, diversos números apareceram na tela, códigos e mais códigos que eu não conseguia decifrar, ele clicou em o que parece um número de celular, e logo um mapa apareceu na tela, reconheço a rua da Fallin e logo percebo que ele está rastreando uma ligação.
- O que tá acontecendo? - pergunto olhando para a tela.
- Uma ligação pra polícia tá vindo lá de cima - ele diz tenso.
- Tá, mas isso importa? À polícia tá sempre aqui! - digo despreocupado.
- Quer ouvir o teor da ligação? - ele questiona abrindo um reprodutor de áudio.
- Manda - cruzo os braços.
Ele tocou duas vezes uma gravação e logo uma voz infelizmente conh3vida reverbera pelo local, deixando um buraco no meu estômago.
"Alô..."
"Delegacia de Polícia de Nova York, no que posso ajudar?"
" Eu quero denunciar um assassinato"
"OK senhor, se isso for um trote, saiba que iremos rastrear a sua ligação e iremos até você"
"Não é um trote. Eu sei quem matou Alexandra Anna Daddario, ele confessou..." Matthew disse em voz baixa.
"Quem?"
" O Harry..." Ele funga forte. "Foi o Harry Shum Jr, ele quem matou a minha irmã"
"Senhor, como podemos acreditar numa acusação feita por telefone sem provas?" O policial questiona irritado.
"Vocês precisam acreditar em mim. Ele matou a minha irmã, eu juro que matou"
"Aonde você está?"
"Na boate Fallin, eles têm um QG subterrâneo que tem melhor acesso pela garagem da boate. Ele não está lá agora, mas eu sei o endereço dele!"
"Me diga o seu nome"
"Matthew Quincy Daddario"
"Senhor Daddario, sinto em dizer que não poderemos fazer nada sobre essa questão. Ele é um peixe grande, muito grande."
" Pra que caralhos vocês servem então? Me diz!" Matt grita impaciente.
" Acho bom você abaixar esse tom de voz, eu tenho a sua localização e posso te prender por desacato a autoridade." O policial diz ameaçador. " Agora, por que você não cala a boca e volta a beber pra esquecer o que ele fez com a sua irmã."
"Vai se foder" Matthew vocifera e encerra a ligação.
- Só isso? - pergunto olhando para Jason.
- O cara acabou de te entregar, e você pergunta se é só isso?
- Não vai dar nada, eles não vão vim atrás de mim?
- Por que?
- Porquê eu vou me entregar.


Notas Finais


E eu aqui pensando que o Harry não era doido
Até o próximo capítulo seus lindos 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...