História Our Love is Impossible - DRARRY - Capítulo 23


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Capítulo 23 - Capítulo 23 - Entre Malfoy's e Weasley's


Fanfic / Fanfiction Our Love is Impossible - DRARRY - Capítulo 23 - Capítulo 23 - Entre Malfoy's e Weasley's

POV Harry Potter 


Quando as chamas verde-esmeralda da lareira se apagaram, abri meus olhos sentindo a costumeira tontura pós viagem com a Rede de Flú e saí da lareira, tomando cuidado para não tropeçar nos meus próprios pés. 

- Tudo bem, Harry? - Draco perguntou se aproximando de mim, pronto para me segurar se eu me desequilibrasse. - Parece que você vai desmaiar, quer se sentar um pouco? 

- Não precisa, Draco. - Disse sorrindo de sua preocupação. Draco às vezes era muito protetor, e eu amava isso. - Só fiquei um pouco tonto, mas já estou melhor. - Completei olhando em volta.

Estávamos, aparentemente, na sala de visitas da Família Malfoy. Mas diferente da antiga Mansão Malfoy, essa casa parecia ter mais vida e mais leveza: a sala era grande e espaçosa, com um sofá aconchegante e uma mesa de centro ornamentada. Com estantes com livros e objetos raros e pinturas bonitas e coloridas nas paredes, ao contrário da antiga Mansão Malfoy que parecia ser um castelo antigo todo em tons escuros e assustadores. Apesar de ser uma casa visivelmente luxuosa, era aconchegante e simples, diferente de qualquer coisa que eu poderia imaginar da Família Malfoy. 

Rony parecia tão impressionado quanto eu, olhando em volta sem nem disfarçar a curiosidade. 

- Draco, você chegou... - Narcisa Malfoy disse entrando na sala e atraindo nossa atenção, com uma expressão de surpresa contida ao perceber Rony e eu na sala. - Potter e... Weasley? 

- Mãe, aconteceu alguma coisa com a lareira da casa dos Weasley e eles não iriam poder usar a Rede de Flú, então eu os convidei para usar a nossa lareira, já que somos vizinhos agora... - Draco explicou olhando apreensivamente para a mãe. 

- Ah, claro! Molly comentou comigo ontem... - Narcisa abriu um sorriso doce que eu jamais imaginei que veria em seu rosto.

- Molly? A minha mãe? - Rony franziu a testa.

- Sim. Ela é uma pessoa muito agradável, estamos nos dando bem agora que somos vizinhas, mesmo depois de tudo que já fizemos... - Narcisa soltou um suspiro triste, mas logo afastou a tristeza correndo para abraçar o filho. - Estava com saudade, Draco. Seu pai anda muito distante e a única companhia que tenho é a de Molly quando nos falamos e a de Andrômeda quando vou visitá-la, sinto falta de você. 

Dou um sorriso triste observando como Draco parecia surpreso com o carinho de sua mãe, dava para perceber que ela geralmente não era muito calorosa.

- Bom... Acho que já vamos, não é, Harry? - Rony fala desconfortavelmente, pegando sua mala enquanto Narcisa e Draco se separavam. 

- Sim, obrigado por nos emprestar a lareira. - Dou um sorriso tímido para Draco que ele retribui.

- Venham, eu levo vocês até a saída. - Draco deixa suas malas perto da lareira e começa a nos guiar até a porta.

- Esperem um minuto, meninos... - Narcisa fala pegando um buquê de lírios decorado com uma fita vermelha que estava sobre a mesa de centro. - Weasley, pode entregar isso para Molly? Ela comentou que ama lírios e eu tenho um jardim enorme deles. - Ela completa entregando o buquê para Rony.

- Claro, Sra. Malfoy, tenho certeza que ela vai amar. - Rony pela primeira vez sorri sendo genuinamente simpático. 

- Então tchau, meninos. - Narcisa fala com um sorriso carinhoso nos lábios e nós acenamos de volta um pouco mais animados.

Caminhamos com Draco até a porta e saímos da casa nos deparando com um jardim realmente incrível e algumas árvores ameixeiras que deixavam o visual externo da casa ainda mais bonito. A casa vista de fora parecia ser tão grande quanto a antiga casa, mas bem mais simples e bonita.

O vento frio batia violentamente em nossa pele enquanto seguíamos Draco para a rua. Rony parecia estar ansioso para chegar em casa, ao contrário de mim, que não queria ter que me despedir de Draco. Eu o observava distraidamente enquanto o vento batia em seus cabelos loiros platinados e seu nariz e suas bochechas ficavam rosadas pelo frio, enquanto ele esfregava suas mãos uma na outra tentando aquecê-las.

- Bom, então nos vemos amanhã, não é? - Draco disse abrindo o portão e nos deixando sair.

- É... Tchau, Malfoy. - Rony disse levantando sua mala e passando pelo portão. 

- Tchau Weasley. - Draco deu um sorriso de canto e em seguida olhou para mim, transformando seu sorriso de canto em um sorriso verdadeiro e carinhoso. - Tchau, Harry.

- Tchau, Draco. - Eu disse timidamente, e, sem pensar muito, eu me aproximei dele e deixei um beijo rápido em sua bochecha, o surpreendendo.

Senti meu rosto corar e peguei minha mala, saindo rapidamente e me virando para Rony, que me olhava com os olhos arregalados.

- Vamos? - Eu disse e ele piscou várias vezes, abobalhado, antes de concordar com a cabeça parecendo contrariado.

Arrisquei virar o olhar de volta para Draco e acenar para ele, que riu sacudindo a cabeça negativamente e se virando para voltar para sua casa.

- Você beijou ele. - Rony disse parecendo indignado.

- Ele é meu amigo, Rony. - Eu falei tentando disfarçar, abaixando a cabeça constrangido.

- Eu sou seu amigo e você nunca me beijou! - Rony disse e fez um biquinho, me fazendo gargalhar.

- Ah, desculpa Rony! Não sabia que você é tão ciumento... Quer um beijinho também? - Eu falo me aproximando dele e lhe dando um beijo na bochecha da mesma forma que fiz com Draco e deixando ele tão vermelho quanto os cabelos.

- Estou com ciúme mesmo, você é meu amigo antes dele! - Ele disse ainda emburrado.

- Rony, minha relação com você é diferente da minha relação com Draco. Você sempre vai ser o meu melhor amigo. - Eu falo e Rony sorri bobamente, me fazendo sorrir junto.

Rony podia ser um cabeça-dura, mas ele com certeza era uma das melhores pessoas que eu já conheci na minha vida.

Chegamos na casa da família Weasley rapidamente, era realmente perto da casa de Draco, isso explicava como a Sra. Weasley acabou conhecendo e se tornando amiga de Narcisa Malfoy.

Assim que chegamos, eu suspirei e olhei em volta, não importava quantas vezes eu já tinha estado na casa, ela sempre vai ser incrível para mim. A casa que parecia ter sido no passado um grande chiqueiro de pedra, acrescentando cômodos e cômodos até ela atingir os andares, a deixando com uma aparência torta. Com quatro ou cinco chaminés que estavam encarrapitadas no alto do teto vermelho e com um letreiro torto enfiado no chão próximo à entrada, onde lia-se "A TOCA". Com várias galinhas castanhas e gordas que ciscavam pelo quintal e alguns gnomos teimosos que olhavam curiosos para Rony e eu, que entrávamos puxando nossas malas.

Caminhamos até a porta e entramos na sala, a Sra. Weasley saía da cozinha prendendo um pano de prato na blusa e sorrindo amigavelmente.

- Que bom que chegaram! A Minerva me avisou que iria trazer vocês, ela está aí? - Ela perguntou depois de dar um abraço apertado em Rony e correr para me abraçar também.

- Na verdade não, Sra. Weasley. Draco nos convidou para usar a lareira da casa dele e nós viemos pela Rede de Flú mesmo. - Eu disse quando ela me soltou e franziu a testa parecendo confusa.

- Ah, vocês fizeram as pazes com o Malfoy também? - Ela perguntou duvidosa.

- Sim. - Eu respondi e Rony fez um som com a garganta indicando desprezo. 

- Mamãe, a tal da Narcisa me pediu para te entregar isso. - Rony estendeu o buquê de lírios para a Sra. Weasley, que pegou sorrindo carinhosamente para as flores. - Ela disse que você gosta de lírios e que tem um jardim cheio deles... Desde quando você é amiga dela? - Rony levantou uma sobrancelha. 

- Foi muita gentileza dela... Ela veio conhecer a vizinhança bruxa e nós conversamos, ela pediu desculpa por tudo que ela, o marido e o filho já fizeram, ela parecia realmente envergonhada disso. E no fim, ela é uma boa pessoa. - A Sra. Weasley sorriu e deu de ombros. - Já o marido... Aquele eu prefiro nem ver na minha frente. - Ela entortou o nariz enojada e Rony me olhou dando de ombros.

- Vem, vamos guardar a mala, Harry. - Rony me puxou e subimos as escadas até o seu quarto, onde largamos nossas malas perto da cama e Rony soltou Píchi pela janela.

Olhei em volta sentindo saudade de tudo, desde a decoração violentamente laranja do Chudley Cannons até o barulho do vampiro no sótão, eu realmente me sentia em casa ali.

- Você realmente acha que todos os Malfoy mudaram, Harry? - Rony ainda parecia contrariado.

- Bem, o Lúcio eu não sei, mas o Draco e a Narcisa sim. O Draco pode ser um pouco arrogante às vezes, mas é só o jeito dele e eu aprendi a gostar. - Solto uma risada pelo nariz. - Eu realmente gosto dele, Rony, Draco é muito importante para mim. - Olho para Rony e ele dá de ombros. - Já Narcisa, bem... Ela sempre me pareceu ser a que menos concordava com as Artes das Trevas, e ela me salvou de Voldemort dizendo para ele que eu estava morto.

- Que seja, Harry. - Rony suspirou tentando não contrariar. - Ah, estou faminto! - Ele disse mudando repentinamente de assunto.

- Faz pouquíssimo tempo desde o café da manhã! - Falei rindo de sua gula. 

- Para mim parece um século, ou melhor, um milênio! Vamos descer e roubar alguma coisa da cozinha, já aproveitamos para ver se Jorge e Lino já estão aqui. - Ele diz e começa a descer rapidamente as escadas.

Me levanto e o sigo lentamente, mas não sem antes olhar pela janela e ver a Mansão Malfoy de longe, quase oculta sob as nuvens brancas e os raios fracos de sol, sem conseguir pensar naquele loiro que eu queria tanto beijar novamente. 


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POV Draco Malfoy


Entrei na minha casa sentindo uma sensação gostosa no meu peito que eu não sabia explicar, Harry Potter estava mexendo cada vez mais comigo e me deixando totalmente dependente dele. Eu estava viciado na forma que ele me faz sentir, como se mais nada no mundo importasse e eu só deveria beijá-lo inteiro olhando aquelas bochechas coradas e aqueles olhos verdes e brilhantes. Inconscientemente, levei minha mão até a bochecha e toquei levemente onde os lábios de Harry haviam tocado, como se eu ainda pudesse sentí-los.

Respirei fundo e passei minhas mãos pelos cabelos nervosamente, tentando não pensar no poder que Harry tinha sobre mim mesmo sem saber. 

Caminhei até a cozinha e me joguei na cadeira mais próxima, me debruçando sobre a mesa e observando minha mãe preparar o mesmo chá de frutas silvestres e mel que ela sempre fazia para mim. Ela realmente parecia mais viva, sorria distraidamente enquanto pegava as xícaras. 

- Como você está, mamãe? - Perguntei baixinho para não assustá-la.

- Estou bem, meu filho. Só um pouco solitária, mas não é nada de mais. - Ela trouxe as xícaras e o bule até a mesa e se sentou na cadeira a minha frente, sorrindo docemente para mim e começando a servir o chá.  

- Papai continua mal-humorado e ranzinza? - Pergunto preocupado e ela suspira tristemente. Eu sabia muito bem como o meu pai era, ele parecia menos desagradável que antes, mas ainda era bruto demais e insensível com minha mãe, e principalmente, comigo. Mas eu não me importava com a forma que ele me tratava, desde que ele não fizesse mal a minha mãe. 

- Não se preocupa, Draco, eu sei lidar com seu pai. Ele está tentando recuperar o respeito no ministério e provar que é competente, mas você sabe como isso é difícil e deve imaginar como ele fica com raiva. - Minha mãe disse baixinho e me entregou uma xícara com chá. - Mesmo depois de tudo, o seu pai se nega a aceitar qualquer cargo e respeitar os funcionários nascidos trouxas, mestiços ou "traidores de sangue". - Suspirou. - Molly me contou de uma briga que ele teve com Arthur Weasley no ministério, eu fiquei tão envergonhada, os Weasley são boas pessoas e Lúcio não para de tentar humilhá-los.

Sem saber o que dizer, levei minha xícara à boca sentindo o gosto doce do chá. Minha mãe sempre foi a pessoa que menos se interessava pelo poder e pela tradição da família, embora tenha aprendido a filosofia de pureza de sangue desde pequena e cresceu com um preconceito a favor dos puro-sangues. Assim como a sua irmã, Bellatrix, ela parou de falar com sua irmã Andrômeda após esta ser deserdada e queimada da Árvore Genealógica dos Black apenas por se casar com um nascido-trouxa, e, embora nunca tenha sido uma Comensal da Morte, minha mãe apoiou meu pai ao seguir o Lord das Trevas, mesmo não gostando. Mas quando meu pai foi preso em Azkaban e a minha vida foi posta em risco, ela tomou as medidas necessárias para proteger a família, incluindo mentir para o próprio Lord das Trevas. 

No final da guerra, até mesmo meu pai percebeu o quanto estava perdendo por seguir e apoiar tão fervorosamente o Lord das Trevas e nos ajudou a ficar longe dos Comensais da Morte enquanto ajudávamos na batalha. 

Mas ao contrário de meu pai, que continuava com o mesmo preconceito de sempre, minha mãe mudou totalmente suas ideias de sangue-puro e pediu perdão para todos, incluindo sua irmã, Andrômeda, que perdeu o marido e a filha para os Comensais da Morte e agora cuidava do pequeno Ted Lupin em sua casa.

- Sinto muito, mãe. - Falo para ela e seguro sua mão sobre a mesa carinhosamente. - Espero que ele acabe percebendo que tudo isso não leva a nada, ele já deveria ter aprendido isso, assim como nós aprendemos. 

- Eu sei, Draco... Eu sei... - Minha mãe fala e dá um suspiro alto, tentando afastar os pensamentos ruins. - Mas agora me fale sobre você, como está em Hogwarts? Quer mesmo ser pocionista ou medibruxo? Conheceu alguma garota? - Ela fala e dá um sorrisinho de canto, me fazendo rir.

- Mãe! - Sacudo a cabeça negativamente. - Está melhor do que eu imaginei, os mesmos olhares e insultos, mas nada que eu não consiga lidar. Sobre a profissão eu ainda não sei, e sobre a garota... - Abaixo a cabeça sem saber o que responder e minha mãe me encara preocupada.

- Está tudo bem, filho? Conheceu alguém? - Ela segurou minha mão com firmeza. 

- Na verdade sim, mamãe, mas é alguém que eu tenho certeza que você não espera e que ninguém apoiaria, muito menos meu pai. - Suspiro e escondo meu rosto com as mãos. 

- Oh, Draco! Ela não é sangue-puro, é isso? - Minha mãe pergunta com preocupação. 

- Não... E além disso, não é "ela", é "ele". - Assim que falo isso, um silêncio toma conta do lugar e minha mãe suspira e se mexe na cadeira, de forma inquieta. 

- Eu já imaginei que você gostasse de garotos, mas eu tinha a esperança de que se você fosse gostar de algum, seria o Blásio, já que vocês estão sempre juntos... - Ela fala e eu a encaro surpreso. - Sei pai certamente iria surtar, mas saiba que eu sempre vou te apoiar, Draco, não importa o que aconteça.

Sinto as lágrimas inundarem meus olhos, mas eu não as deixo cair. Me levanto e caminho até a cadeira ao lado de minha mãe, onde eu sento e a abraço de lado, escondendo meu rosto em seu pescoço. Meus olhos se fecham quando ela começa a acariciar meus cabelos, como eu amava aquilo.

- Obrigado, mãe. 

- Não precisa agradecer, é o mínimo que eu posso fazer. Eu sei que eu não fui uma boa mãe, Draco, mas eu estou disposta a reparar tudo o que eu já fiz. - Ela me puxa mais para ela e deposita um beijo na minha testa. - Mas agora me conta, quem é o sortudo? - Ela pergunta e eu não consigo evitar sorrir bobamente.

- Harry. - Digo baixinho.

- Desculpe, querido, eu não escutei. 

- Harry Potter. - Falo mais alto e fecho meus olhos com força, quando escuto ela soltar um "oh" baixinho.

- ... 

- Eu o amo, mãe. Como eu nunca amei ninguém na minha vida. - Deixo uma lágrima escorrer por minha bochecha sem conseguir conter.

- E... É recíproco? - Ela pergunta com cautela. 

- Sim. Por incrível que pareça, ele também gosta de mim e nós estamos... Ficando. - Eu sorrio constrangido e ela limpa minhas lágrimas, acariciando minha bochecha com o polegar. - Mas eu não quero só ficar com ele, não é uma coisa passageira, mãe. Eu quero ele comigo sempre... Eu quero pedí-lo em namoro.

- Dá para ver como seus olhos brilham quando você fala dele, meu filho. Se ele te faz feliz, não desista. Se você quiser pedir ele em namoro e assumir para todos, faça isso. Com o seu pai eu me entendo, pode ficar tranquilo que eu não vou deixar nada acontecer com você. - Ela beija novamente minha testa e sorri para mim, radiante. - Potter, hum? Então você não conseguiu resistir aos encantos daqueles olhos verdes? - Ela pisca para mim e nós rimos bobamente.

Eu nunca imaginei que essa seria sua reação, mas eu não poderia desejar uma melhor.



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