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História Our Love is Impossible - DRARRY - Capítulo 33


Escrita por:


Capítulo 33 - Enquanto O Meu Coração Bater


Fanfic / Fanfiction Our Love is Impossible - DRARRY - Capítulo 33 - Enquanto O Meu Coração Bater

POV Draco Malfoy 


Meu namorado.

MEU NAMORADO. 

M-E-U N-A-M-O-R-A-D-O.


Merlin, isso parecia tão certo...


- Draco... - Harry sussurrou baixinho, atraindo minha atenção. Eu nem havia percebido que estava o encarando intensamente, mas eu não conseguia parar de admirá-lo. Seus lábios pequenos estavam vermelhos e levemente inchados pelo beijo intenso e sua respiração estava pesada, seus cabelos estavam bagunçados e espalhados no travesseiro, e suas roupas amassadas e bagunçadas, pedindo para serem arrancadas de seu corpo.

Por longos minutos devorei Harry com o olhar, fazendo Harry enrubescer mais a cada minuto. Harry era a coisa mais linda do mundo, ele era incrivelmente tímido e fofo, mas também sabia ser absurdamente sensual e me deixar fora de mim.

Lentamente, aproximei meu rosto do seu tomando seus lábios novamente. Eu não conseguia me controlar, Harry parecia ansiar tanto quanto eu e não tardou a retribuir com vontade. 

Separei o beijo assim que o ar faltou, mas continuei maltratando seus lábios com mordidas, me deliciando com seus ofegos altos enquanto minhas mãos vagavam por seu corpo esguio, começando a adentrar sua camiseta.

Afastei nossos lábios apenas para afundar meu rosto em seu pescoço com vontade, sentindo seu maravilhoso perfume adocicado. Seu pescoço ainda exibia as marcas que eu deixei na outra vez, mas eu não me importava, eu sentia a necessidade de marcá-lo. 

Voltei a distribuir chupões e mordidas por todo o pescoço de Harry sem pressa, sendo recompensado por suas mãos puxando de leve os meus cabelos e descendo por meus pescoço em direção as minhas costas.

Sentir Harry sob mim estava me enlouquecendo, principalmente porque eu tinha que ouvir cada som delicioso que escapava de seus lábios rosados enquanto ele fechava os olhos e aproveitando as sensações. Aquilo era extremamente excitante para mim, eu sentia meu corpo pegar fogo e meu membro ficar cada vez mais enrijecido, apertado pelo tecido que o prendia.

Em um movimento quase inconsciente, apertei meu corpo contra o seu em busca por mais contato, percebendo que Harry se encontrava nas mesmas condições que eu e um volume era visível em sua calça jeans clara. Sem evitar a tentação, deixei minhas mãos vagarem por seu corpo até chegar em suas coxas, que eu tive o prazer de apertá-las.

Me afastastei lentamente dele, separando suas pernas e me ajoelhando entre elas, admirando Harry já vermelho e ofegante.

Em um único movimento, rápido e necessitado, arranquei minha camisa revelando meu peito nú, e sem perder tempo, começei a remover a roupa que Harry usava, deixando sua pele cada vez mais exposta. Assim que tirei seu suéter completamente, desci minhas mãos para sua calça, a abrindo lentamente e puxando para baixo, sem desviar meu olhar do de Harry em nenhum momento, com receio de sua reação.

Harry porém, ofegava sempre que eu intensificava os toques, acariciando seus mamilos e suas coxas. Ele não parecia querer parar em nenhum momento, e eu fiquei mais do que satisfeito por isso.

Acabei de remover sua calça, admirando seu corpo com luxúria. Harry estava aturdido e constrangido, mas não fez nenhuma objeção, apenas voltou a me puxar para ele, me beijando com necessidade enquanto eu voltava a explorar com as mãos cada canto de seu corpo.

- Draco... - Harry gemeu pela segunda vez, levando suas mãos para o botão de minha calça e me encarando com um olhar que dizia tudo.

Sem pensar duas vezes, me desfiz de toda a roupa que restava em meu corpo, ficando completamente nú e com um desejo evidente no meio de minhas pernas.

Antes que Harry pudesse falar qualquer coisa, voltei a beijá-lo, descendo meus beijos por seu pescoço sutilmente, passando por seu peito, seus mamilos e sua barriga, até chegar em sua cueca, onde eu beijei sua ereção por cima do tecido fino e marcado, sempre olhando em seu rosto em busca de consentimento. 

O prazer nos olhos de Harry foi o suficiente para me encorajar a continuar, puxando sua cueca para baixo e revelando seu membro intumescido. Harry enrubesceu mais ainda quando voltei a beijar sua ereção lentamente, agora com um contato direto de seu membro em meus lábios.

Eu já tinha uma ereção dolorida no meio das pernas pela falta de atenção, mas eu não estava me importando, eu só queria fazer Harry gritar de prazer. Por isso, logo tratei de colocá-lo inteiramente na boca, passando a língua lentamente por sua glande rosada e me deliciando com seu gemido alto de surpresa, que ele tentou inutilmente abafar com as mãos.

Os olhos de Harry transbordavam de desejo enquanto eu me ocupava em movimentar minha boca em um ritmo frenético, mas ainda com delicadeza, enquanto levava minhas mãos às suas coxas, acariciando e as afastando levemente, deixando Harry totalmente exposto e entregue para mim.

Desci minhas mãos mais um pouco, dessa vez as levando para baixo de seu corpo, apertando suas nádegas com vontade até deixá-las marcadas, sentindo a maciez de sua pele entre meus dedos enquanto continuava o estimulando com a boca incansavelmente.

A cada movimento, Harry gemia mais alto, esquecendo de tentar impedir seus gemidos, o que me fazia ferver de desejo.

Eu sabia que Harry já estava chegando ao ápice quando senti ele pulsar na minha boca, enquanto seu corpo estremecia e se contorcia levemente, mas eu ainda não iria deixar.

O removi de minha boca rapidamente e me afastei um pouco, abafando uma risada ao ouvir o muxoxo de indignação de Harry, que logo deu lugar à surpresa quando ao invés de parar de tocá-lo, eu dirigi minha boca para sua entrada, afundando minha língua ali. 

Harry pareceu ficar assustado e muito constrangido com o ato, mas a forma como ele mordia os lábios tentando abafar o som que insistia em sair mostrava o quanto aquilo estava sendo prazeroso. Harry ofegava cada vez mais conforme eu repetia os movimentos com a língua enquanto acariciava suas coxas, ele ainda estava um pouco tenso, mas cada vez que eu parava o que estava fazendo para beijar sua pele carinhosamente, ele ficava mais confiante. 

Em pouco tempo Harry já estava gemendo e abrindo mais suas pernas, me convidando a tocá-lo cada vez mais. 

Quando ele soltou um gemido alto e sôfrego, eu voltei a me afastar, dessa vez voltando para cima dele e beijando seus lábios avidamente. 

- Draco, o que você... - Harry começou a falar, arregalando os olhos quando eu levei um dedo até sua entrada, circulando com delicadeza. 

- Posso continuar? - Perguntei baixinho em seu ouvido, sentindo ele se encolher abaixo de mim. Eu já estava enlouquecendo pelos pensamentos que não paravam de invadir a minha mente, e o que eu mais queria era a permissão de Harry para fazê-lo gritar de prazer.

- E-eu... Pode. - Ele balbuciou nervosamente, com o rosto muito corado.

Voltei a beijar o pescoço de Harry, dessa vez com mais delicadeza, tentando tranquilizá-lo enquanto acariciava a sua região sensível. Eu não queria assustá-lo, queria que fosse perfeito para ele, por isso, só comecei a penetrá-lo com o dedo quando senti que Harry estava mais relaxado.

- Se não estiver confortável, não hesite em me avisar. - Sussurei entre os beijos que distribuía em seu pescoço. Harry apenas concordou com a cabeça, apertando os olhos com força quando eu comecei a empurrar meu dedo lentamente, eu achava que ele não conseguiria falar nada nem se tentasse. 

Pouco a pouco, eu ia vencendo as barreiras de Harry e conseguindo mover meu dedo em um vai e vem lento, mas ainda sentia que qualquer movimento diferente poderia machucá-lo. Harry apertava meu corpo contra o dele e suspirava audivelmente quando meu dedo ia mais fundo em seu interior. Senti minha ereção pulsar mais forte quando Harry abraçou meu corpo desesperadamente e gemeu dolorido enquanto eu começava a colocar um segundo dedo.

Voltei a repetir os movimentos devagar, sentindo meus dois dedos serem esmagados por Harry enquanto dirigia meu rosto para sua orelha e mordia levemente. As reações de Harry eram extremamente pecaminosas e me deixavam louco, em pouco tempo Harry já gemia e ofegava, se empurrando mais e mais em direção aos meus dedos enquanto eu fazia movimentos de tesoura em seu interior.

Quando senti que Harry já havia se acostumado com os toques, removi meus dedos de dentro dele, ouvindo um gemido alto de protesto, que se calou quando eu pressionei meu corpo ao dele.

- Posso? - Foi só o que eu consegui perguntar, baixinho e com a voz pedinte e ofegante pelo desejo que me consumia.

- Pode. - Ele sussurrou de volta, mas dessa vez ele parecia mais firme e decidido, seus olhos brilhavam intensamente enquanto ele exibia um sorriso doce nos lábios rosados. 

- Se doer quero que me avise, não quero te machucar. - Sussurrei pada ele, deixando um beijo rápido e carinhoso em seus lábios.

- Eu sei disso... Eu confio em você. - Harry levou suas mãos até meus cabelos, acariciando vagarosamente, fazendo meu coração se aquecer ainda mais.

Sem aguentar esperar nem mais um minuto levei minha mão até meu membro, que estava tão ereto quanto nunca esteve, e soltei um gemido desesperado e um pouco dolorido pela falta de contato enquanto o posicionava na entrada de Harry, movendo delicadamente para encontrar a melhor posição. 

Lentamente, comecei a me empurrar para dentro dele, usando todo o meu autocontrole para não machucá-lo, mas mesmo assim a dor era inevitável e Harry soltou um gemido alto e dolorido quando suas barreiras começaram a ceder.

- Draco... - Harry choramingou se encolhendo de leve, toda a sua confiança havia sumido e ele parecia estar apreensivo. 

Apesar de estar preocupado com a possibilidade de machucá-lo, uma nova onda de desejo invadiu minha mente, Harry não fazia ideia do quanto ter ele naquela posição era excitante para mim. Sem conseguir me conter, pressionei minhas mãos com firmeza em sua cintura, apertando avidamente e o segurando para voltar a me empurrar para dentro dele. Apesar de toda a ansiedade que estava sentindo, eu tentava ser delicado, o abrindo e penetrando lentamente.

Quando já estava na metade, Harry fechou os olhos com força, permitindo que um grito escapasse de sua garganta enquanto ele mesmo empurrava seus quadris em minha direção, me ajudando a entrar completamente dentro de sí. 

Lágrimas escorreram de seus olhos e seu interior se contraiu, me fazendo gemer ao ser esmagado, aquilo era dolorosamente prazeroso.

Harry apertou os olhos e gemeu arrastadamente quando eu comecei a me movimentar, tentando encontrar a forma mais confortável. Suas pernas se cruzaram ao redor de meu corpo e ele afundou seu rosto em meu pescoço, soluçando baixinho.

Me apoiei em meus joelhos enquanto com a mão esquerda apertava sua cintura e o puxava para mim e com a mão direita acariciava seus cabelos. Rapidamente, inverti nossas posições, me deitando no chão com Harry sentado em cima de mim.

- Faça como se sentir confortável. - Falei com a voz embargada, surpreendendo a mim mesmo.

Harry concordou com a cabeça e apoiou suas mãos em meu peito, parecendo receoso. Quando ele finalmente conseguiu se mexer, rebolou desajeitadamente como se testasse seus movimentos, mas apenas isso já foi necessário para me fazer gemer, segurando sua cintura firmemente com as duas mãos e o ajudando a se mover.

Seus movimentos eram lentos e desajeitados, mas quando Harry começou a se acostumar e se sentir mais confiante, eles se tornaram rápidos e precisos. 

A essa altura, Harry já havia afundado seu rosto novamente em meu pescoço e eu me deliciava com seus doces gemidos, baixos e constantes, diretamente em minha orelha. 

Seu membro estava tão ereto quanto o meu, e fazia Harry gemer alto a cada vez que roçava em meu abdome, criando um atrito prazeroso para ele.

Minhas mãos alternavam entre sua cintura, suas nádegas e suas coxas, apertando e o segurando com força, enquanto movia meus próprios quadris impacientemente para me afundar com mais força em seu interior.

- Vai... Draco... - Harry ofegou no meu ouvido. Seu corpo suado batia contra o meu causando uma sensação enlouquecedora.

Aquilo foi demais para mim, meu corpo já tinha leves espasmos de prazer e meus cabelos grudavam em minha testa quando eu inverti novamente nossas posições, jogando Harry com força de costas no chão sem separar nossos corpos, puxando suas coxas para mim com brutalidade e começando a investir com força em seu interior.

Harry gemia descontroladamente e arqueava as costas em absoluto prazer enquanto eu o penetrava em um ritmo frenético, atingindo um lugar mais fundo a cada estocada.

A forma como nossos corpos batiam um no outro e nossos gemidos escapavam de nossas bocas era alucinante. O corpo de Harry fervia, seus olhos estavam completamente nublados de desejo e seus gemidos saiam cada vez mais alto pelas sensações intensas que sentíamos. 

Um grito rouco de prazer escapou de minha garganta quando Harry começou a contrair seu interior de acordo com minhas estocadas, causando um prazer enlouquecedor. 

Colei nossos corpos um no outro ainda mais, tomando seus lábios com necessidade em um beijo profundo e ardente. 

Harry soltou um gemido doloroso quando mordi seus lábios com força, mas ele não pareceu se importar, descontando a dor em minhas costas onde cravava as unhas e arranhava enquanto eu retomava o beijo, agora com o gosto metálico de seu sangue que me deixou, se possível, ainda mais excitado.

Eu sabia que não iria conseguir aguentar mais tempo com os gemidos manhosos e desesperados de Harry entre nossos beijos, por isso subi minhas mãos por suas coxas, passando por todo o seu corpo e beliscando seus mamilos sensíveis antes de levá-las até sua virilha e apertar seu membro sensível e molhado pelo pré-gozo, fazendo Harry gritar contra meus lábios. 

Comecei a estimular seu membro com a mão ao mesmo tempo que aumentava as estocadas, atingindo seu ponto sensível repetidamente. Levei meu polegrar até sua glande rosada e esfreguei levemente, fazendo Harry ter espasmos de prazer e começar a balbuciar. 

- M-mais rápido... Eu estou quase... 

Harry gritou abraçando meu corpo desesperadamente enquanto se desfazia em minha mão, contraindo seu interior com mais intensidade.

Eu estava extremamente excitado e não conseguia pensar em mais nada além de como Harry era quente e apertado. Voltei minhas mãos para suas nádegas agarrando firmemente e o penetrando com mais força e vontade, era inebriante.

Uma... Duas... Três estocadas e um gemido alto e arrastado saiu de minha boca quanto meu corpo inteiro relaxou e eu cheguei ao ápice, me desfazendo dentro de Harry.

Caí exausto em cima dele, sentindo todo o meu corpo mole, Harry ainda tinha seus braços ao redor de minhas costas e seu rosto afundado em meu pescoço.

Me deitei ao seu lado e o puxei para mim, envolvendo seu pequeno corpo em meus braços. Meu coração estava tão acelerado que eu achei que Harry pudesse ouví-lo, mas ele se encontrava da mesma forma que eu. Nós dois estávamos exaustos, suados, descabelados, ofegantes e absolutamente felizes.

Eu amava ver Harry assim, seu rosto estava adoravelmente corado, seus cabelos negros caíam sobre o travesseiro, seus olhos brilhavam como duas esmeraldas e sua pele exibia marcas de minha boca e minhas mãos. 

Diferente de todas as outras vezes que eu fiz sexo, tinha amor e carinho além do prazer.  Eu me sentia verdadeiramente feliz, não só por ter Harry nú ao meu lado, mas por ter a sua confiança para isso. 

Harry se aconchegou timidamente em meus braços, esfregando sua bochecha de leve em meu peito enquanto eu afastava os fios negros e suados de sua testa.

- Isso foi... - Ele sussurrou baixinho, sem saber o que falar. 

- Incrível. - Completei e nós dois rimos, envergonhados e satisfeitos. - Eu te amo tanto, Harry... Tanto que eu não consigo mais imaginar a minha vida sem você. - Suspirei e sorri para mim mesmo, ainda um pouco extasiado.

- Eu também te amo, Draco. - Harry fez uma pausa, depositando um beijo rápido em meus lábios que ainda estavam inchados pelos beijos anteriores. - Promete que nunca vai me abandonar? - Ele perguntou preocupadamente, olhando nos meus olhos em busca de confirmação. 

- Prometo. - Disse firmemente, fazendo Harry sorrir e seus olhos verdes brilharem com mais intensidade. - Enquanto o meu coração bater, eu vou te amar. 

As estrelas acima de nós brilhavam como eu nunca vi antes, eu nunca havia visto uma noite tão linda em toda a minha vida.

Era a nossa noite especial, eu tinha Harry ao meu lado e tudo estava perfeito.


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POV Harry Potter 


Eu aproveitava o contato com Draco, encolhido em seus braços, quando uma brisa fria bateu contra minha pele nua causando arrepios por todo o meu corpo. 

Me soltei cuidadosamente dos braços do loiro, ouvindo ele resmungar baixinho sem acordar e puxando o cobertor macio, que até então estava abandonado ao nosso lado, cobrindo nossos corpos com delicadeza. 

Draco dormia tranquilamente e ressonava baixinho ao meu lado, o cabelo loiro caía adoravelmente sobre os olhos e seus lábios estavam vermelhos e marcados pelos beijos, destacados na pele pálida. Ele parecia um anjo e eu duvidava que existisse alguém tão lindo quanto ele em qualquer lugar do mundo.

Eu me sentia completo com ele ao meu lado, ele me fazia eu me sentir especial como ninguém nunca antes fez.

"Enquanto o meu coração bater, eu vou te amar." Meu coração ainda acelerava e um sorriso bobo e apaixonado aparecia em meus lábios todas as vezes que eu lembrava de suas palavras.

"Draco Malfoy é a minha perdição." Pensei e ri comigo mesmo enquanto deixava meus dedos acariciarem seu rosto levemente.

Uma nova onda de vento bateu contra nossa pele, mas dessa vez não era o vento agradável e confortante de antes, era gélido e me fazia estremecer.

O céu iluminava todo campo, fazendo as flores brancas refletirem a luz branco-pérola da lua para todos os lados, deixando o lugar com um clima fantasmagórico. 

Continuei deitado ao lado de Draco, tentando dormir. Eu estava muito cansado, mas algo estava me deixando ansioso... Algo estava errado.

Quando uma luz forte e amarela como o sol surgiu entre as árvores minha preocupação intensificou. 

O dia estava amanhecendo?

Não... Não poderia ser isso. 

A lua e as estrelas continuavam brilhando acima de mim no céu escuro.

Rapidamente me virei, pegando minha varinha que estava jogada ao lado da mochila de Draco e realizei o feitiço "Tempus", mostrando que não passava das 3 horas da manhã. 

Mas luz amarela ainda brilhava intensamente entre as árvores, chamando minha atenção. Ela não parecia ser uma ilusão da minha cabeça pelo sono, era real demais para isso. 

Me assustei ao perceber que a luz não estava parada, ela se movia lentamente de um lado para o outro, balançando as árvores como se fosse algo concreto.

Levantei nervosamente e vesti minhas roupas com pressa, sem despregar os olhos da luz, que agora não era mais amarela, ela parecia estar mudando de cor a cada minuto que passava e agora estava com um brilho vermelho-sangue.

Com a varinha em punho, andei em direção às árvores. Talvez Hermione ou outra pessoa da barraca tivesse percebido que Draco e eu não estávamos no quarto e veio nos procurar. 

Aquela luz definitivamente não estava ali atoa, parecia um feitiço.

Andei fazendo o menor barulho possível, mas a cada passo que eu dava, a grama fazia um barulho mais alto. Meu corpo estava arrepiado e meu coração acelerado, eu sentia a magia no ar, algo com certeza estava errado.

"Meu senhor!" Um sussuro me tirou de meus pensamentos, me fazendo reprimir um grito ao me virar e me deparar com a pequena cobra que eu e Draco havíamos ajudado mais cedo.

Você me assustou! - Sibilei de volta, tentando inutilmente me acalmar.

"Me desculpe, senhor, mas o senhor precisa ir embora agora. Não é seguro!" A cobra falou nervosamente, seus olhos negros brilhavam mesmo na escuridão entre as árvores.

Não é seguro? Por que não é seguro? - Franzi as sobrancelhas, sentindo novamente a onda de magia que me fez estremecer com mais intensidade. - Você viu alguma coisa?

"Sim, meu senhor. Eu senti a agitação na floresta, há algo mau se esgueirando entre as árvores, se aproximando mais a cada segundo. O senhor precisa ir embora, pegue o seu amigo e vá!" Ela olhou para os lados, parecendo assustada e indefesa.

Está tudo bem, venha comigo. Eu vou acordar meu amigo e nós vamos voltar para a barraca. - Falei tentando acalmá-la.

"Não há tempo, meu senhor, corra!"

Antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa, um jato de luz prateado me atingiu no peito, me jogando violentamente contra o chão.

Senti meu corpo ser petrificado e um líquido quente sair de meus olhos enquanto ouvia passos em minha direção. 

- Olha o que temos aqui... - Aquela voz que eu tanto conhecia cantarolou, fazendo meu estômago revirar. 

- Justino! - Gritei com raiva tentando me soltar, mas não consegui mover um músculo sequer. - Me solte agora, seu maldito! 

A luz colorida voou em minha direção, se espalhando por todo o lugar. Justino estava parado na minha frente, com os olhos azuis brilhando de malícia, o corpo todo coberto com uma capa negra e a varinha de mogno apontada para meu rosto.

- Tisk, tisk... Tão mal educado, Harryzinho. Acho que eu vou ter que te ensinar como se comportar. - Ele falou com um sorriso bondoso falso no rosto. - Eu andei aprendendo vários modos de te fazer se comportar, posso te mostrar alguns agora se você quiser...

- Se afaste! - Gritei o mais alto que consegui quando ele se aproximou mais de mim.

Justino gargalhou e girou a varinha na mão, mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, a pequena cobra saltou o mais alto que conseguiu e atacou seu braço que segurava a varinha, enfiando suas prezas ali com toda a força que podia.

"Fuja, meu senhor!" Ela sibilou antes de Justino a arremessar contra a árvore mais próxima, a fazendo cair no chão com um baque surdo.

- Seu bicho maldito, AVADA KEDAVRA! - Ele gritou com raiva e um jato de luz verde atingiu o pequeno corpo da cobra, a deixando imóvel. 

Assisti sem poder me mexer os olhos negros e brilhantes dela se tornarem opacos, lágrimas escorreram de meus olhos enquanto eu só podia gritar.

Justino me olhou com ódio, apertando o braço ensanguentado.

- Agora já chega! - Ele gritou enfurecido, chutando minha barriga com força e voltando a apontar a varinha para meu rosto. - Por que está chorando, Harryzinho?

- Me deixa em paz! - Falei com a voz fraca, sentindo o gosto metálico de sangue na minha boca.

- Te deixar em paz? - Justino gargalhou com vontade. - Eu não vou te deixar em paz nunca mais, você agora é meu. Nós iremos nos divertir muito juntos. - Ele voltou a cantarolar.

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Justino me atingiu com um feitiço estuporante e eu apaguei.

A dor era a única coisa que continuava, corroendo meu coração, e ela não parecia querer me abandonar tão cedo.


Notas Finais


CAPÍTULO NÃO REVISADO!

(DEMOROU, MAS AQUI ESTÁ!!!)

Primeiro hot completo que eu escrevi, se ficou ruim é por causa disso. Quando eu for revisar a história eu com certeza vou mudar algumas coisas, por enquanto tudo isso é só um... Rascunho.

P.s.: R.I.P. amiguinha cobra.
P.s.²: Morte ao Justino!
P.s.³: Já estou começando a escrever uma história nova de Drarry.


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