1. Spirit Fanfics >
  2. Our Love Is Impossible - DRARRY >
  3. A Casa dos Gritos

História Our Love Is Impossible - DRARRY - Capítulo 38


Escrita por:


Capítulo 38 - A Casa dos Gritos


Fanfic / Fanfiction Our Love Is Impossible - DRARRY - Capítulo 38 - A Casa dos Gritos

POV Harry Potter 


- Crucio! - A voz grave de Justino podia ser ouvida de todos os cantos da casa, ecoando pelo espaço grande e vazio.

Eu me sentia fraco, incapaz de conter os gemidos de dor que escapavam de meus lábios, mas apesar de tudo, eu continuava resistindo. Meus olhos queimavam tentando segurar as lágrimas e eu mordia meus lábios com força, tentando não gritar pela dor da maldição que fazia todo o meu corpo todo doer intensamente. 

- Por quanto tempo eu vou ter que te torturar, Harry? Não acha melhor parar de resistir assim? Se você colaborar, eu posso cuidar bem de você. - Justino disse com um tom de voz falsamente doce e preocupado que me fazia ter calafrios, com os olhos brilhando de malícia. - Eu não gosto de ver o meu namorado sofrendo, mas você tem sido muito mal comigo e merece uma lição. - Ele completou, acariciando os meus cabelos de uma forma terrivelmente desagradável. 

Eu sentia nojo de tudo nele, a cada vez que ele me tocava, eu sentia vontade de vomitar. A antiga imagem que eu tinha do Justino na minha mente se foi totalmente, agora eu só conseguia ver uma pessoa desprezível com grave problemas mentais que precisava urgentemente ser parada. 

- Me deixa ir, Justino... - Pedi com a voz fraca, sem muita esperança de ser atendido.

- Eu não posso te deixar ir, Harryzinho... - Ele sussurrou silabicamente, com uma falsa expressão de tristeza no rosto. Eu odiava quando ele me chamava assim, mas eu sabia que não adiantava reclamar, ele não iria me ouvir. - Porque se você ir... Você não vai voltar para mim. - Justino suspirou com desgosto, parecendo totalmente aterrorizado com a ideia.

- Você acha? - Eu perguntei secamente, fazendo um grande esforço para não gemer de dor. Eu já havia sido amaldiçoado tantas vezes que até mesmo falar havia se tornado algo muito doloroso.

Eu não sabia por quanto tempo iria conseguir continuar resistindo, mas eu não iria desistir de tentar. Jamais iria aceitar sem lutar.

Muitas horas já haviam se passado desde que Justino me atacou na floresta, horas que mais pareciam anos. Eu precisava me concentrar muito em minhas lembranças para não acabar enlouquecendo ali, naquele lugar que era tão familiar, mas tão estranho ao mesmo tempo.

E apesar de todo o cansaço que eu sentia, eu não podia me dar ao luxo de dormir. Eu tinha esperança de que, em algum momento, Justino fosse acabar dormindo e me dando a chance que eu esperava para poder escapar. Mas isso não aconteceu, Justino parecia ter um grande estoque de poções energéticas guardadas naquele lugar e não apresentava sinais de sono.

Eu sabia que se Justino se afastasse por um único momento, eu poderia chamar Monstro e pedir ajuda, talvez ele pudesse aparatar comigo ou apenas chamar ajuda. Mas a ideia foi logo deixada de lado quando eu lembrei de uma situação muito semelhante, onde um outro elfo doméstico foi apunhalado e morto tentando fazer isso.

Eu não poderia arriscar, ninguém mais morreria por mim. Dessa vez, eu tentaria me salvar por mim mesmo.

- Tsk... Tsk... - Justino fez um som desaprovador, parando na minha frente e atraindo a minha atenção. - Não abaixe sua cabeça assim, Harry. Eu quero que você olhe para mim, tudo bem? - Ele pediu manhosamente, dando um tapinha de leve no meu rosto.

- O que você pretende com isso, Justino? Estou cansado dos seus joguinhos. - Falei o mais rude que pude, observando as feições de Justino mudarem rapidamente para irritação.

- Eu pretendo ficar junto com o meu namorado! - Ele gritou com os olhos brilhando de raiva. - É a última vez que eu vou dizer isso, Harryzinho: VOCÊ É MEU! Não me faça ter que castigar você de novo. - Justino deferiu novamente um tapa no meu rosto, mas dessa vez bem mais forte.

- Eu não sou e nunca vou ser o seu... Maldito namorado! - Gritei com todo o ódio que eu sentia.

Mesmo sabendo que o melhor naquele momento era concordar com ele e não irritá-lo, o sentimento de humilhação e raiva que eu sentia eram maiores que o de medo e tristeza. 

Justino gritou de ódio e puxou meu queixo para cima com violência, olhando profundamente em meus olhos e me fazendo ter calafrios terríveis com o que vi. O olhar em seu rosto era completamente insano, ele chorava e tremia de raiva ao mesmo tempo que sorria loucamente. Ele não parecia ser capaz de parar de sorrir, como se o sorriso estivesse paralisado em seu rosto.

- Você já é. - Ele sussurrou aproximando seu rosto do meu cada vez mais. - Você não tem uma escolha.

Em um movimento rápido e violento, ele colou nossos lábios em algo que não parecia nem de longe ser um beijo. Justino forçava sua língua na minha boca e puxava meus cabelos dolorosamente, fazendo nossos rostos baterem um no outro enquanto eu tentava, com toda a força que podia reunir, afastar meu rosto do dele e impedí-lo de aprofundar o beijo.

Não era nada como o toque gentil e cuidadoso de Draco, era bruto e detestável, eu sentia um gosto amargo na minha boca e meu estômago revirava pela aversão. Eu tentava inutilmente soltar minhas mãos, que estavam presas na cadeira, e empurrá-lo com força para longe de mim. Mas a única coisa que eu podia fazer naquele momento era lutar para não deixá-lo ir além. 

Quando ele finalmente se afastou, percebi que meu rosto estava molhado de lágrimas e eu não conseguia impedir os soluços. Eu preferia continuar sendo amaldiçoado a sentir os lábios de Justino novamente.

- Para! - Ele gritou chutando a perna da cadeira onde eu estava amarrado, suas feições estavam retorcidas em uma expressão de irritação. - Para de chorar, agora! - Justino começou a limpar compulsivamente minhas lágrimas, me fazendo chorar mais ainda. - Você deveria estar feliz, por que não está sorrindo?

- Sorrindo? Você está completamente louco! Me solte agora! - Gritei enquanto ele se enfurecia cada vez mais. Justino parecia mais insano a cada minuto que passava. 

- EU TE SALVEI DAQUELE COMENSAL DA MORTE, VOCÊ DEVIA ME AGRADECER! - Ele berrou, chutando a cadeira com força novamente, me fazendo cair no chão, ainda amarrado na cadeira. - ME DIGA, EU SOU TÃO RUIM ASSIM? EU NÃO MEREÇO SER O SEU NAMORADO? MESMO DEPOIS DE TUDO QUE EU FIZ PARA TER VOCÊ? - Justino gritou enfurecido, destruindo tudo o que tinha ao seu redor. 

Eu queria gritar, eu queria mandar ele parar, eu queria poder falar tudo o que eu estava sentindo, mas eu não conseguia. As palavras estavam presas na minha garganta e não saíam, eu só conseguia chorar e soluçar, perdendo todas as esperanças que eu tinha de fugir.

Justino continuou chutando e jogando as coisas na parede, até que parou bruscamente e se virou para mim, mudando totalmente de expressão.

- Harry, meu amor, eu já sei por que está assim. É esse lugar, não é? - Ele perguntou abaixando o tom e sorrindo carinhosamente para mim, como se nada tivesse acontecido. - Você vai se sentir bem melhor quando estivermos na nossa casa. Eu não iria te levar para lá tão cedo, ainda tenho que preparar o nosso quarto, mas acho que você vai se sentir melhor lá. 

- Do que você está falando? - Perguntei com a voz embargada, tentando me controlar.

- Eu vou te soltar e você vai vir comigo e ser um bom menino, tudo bem? - Ele puxou a cadeira, me tirando do chão. 

Senti meu coração acelerar com a esperança de ser solto, mas perdi novamente a esperança quando Justino apontou sua varinha para mim. 

- Imperio! - Ele sussurrou. 

Por um momento, nada aconteceu, mas logo depois, senti algo quente invadir meu peito. Era calmo, suave e reconfortante. Eu me sentia nas nuvens, como se todo o sentimento ruim tivesse dado lugar para a mais pura e perfeita paz.

"Fique parado." A maldição sussurrou em meu ouvido, me fazendo obedecê-la instantaneamente. 

Eu não tinha forças para resistir.

Justino realizou alguns feitiços nas cordas que me prendiam que eu não me dei ao trabalho de escutar, eu só queria mais daquela sensação calmante que a maldição me proporcionava. Quando a última corda caiu, me levantei cambaleando e olhei em volta tranquilamente. 

"Me dê sua mão." 

Mas por que? Não... Eu devia correr.

"Venha comigo e me dê a sua mão. AGORA!"

Eu não queria, mas eu sentia que era o certo a se fazer. Algo parecia esmagar dolorosamente o meu peito a cada vez que eu tentava, inutilmente, negar. 

Me aproximei lentamente de Justino, que estava com a mão estendida, e entrelacei nossos dedos firmemente. 

- Eu devia ter feito isso antes. - O loiro disse divertido para sí mesmo, sorriu e beijou a minha testa carinhosamente. 

Justino me guiou para fora do cômodo empoeirado, passando por vários corredores estreitos e algumas escadas velhas, ainda mais sujos e cheios de teias de aranha do que o cômodo que estávamos anteriormente, mas eu não podia me importar menos. Eu sentia que algo estava errado, mas eu não conseguia entender o que era e não tinha forças para tentar.

Eu sentia paz, mas algo estava me agoniando. Correr, eu deveria correr.

- Quem diria que esse lugar poderia ser tão útil... Dizem que a Casa dos Gritos é assombrada, mas eu nunca tive medo de fantasmas. - Justino comentou distraidamente enquanto me puxava para um túnel.

Eu podia ver a luz no final, estava tão perto.

A Casa dos Gritos. 

Eu conhecia esse lugar. Mas... De onde?

Foi então que minha mente finalmente se libertou, a sensação de paz foi embora tão rápido como chegou, mas Justino não parecia ter percebido. 

Ele realizou uma série de feitiços e me puxou rapidamente para fora do túnel, olhando em volta e sorrindo com um ar triunfante. 

Quando o ar fresco da noite bateu contra a minha pele, meu coração se acelerou mais do que eu achei que era humanamente possível. De todos os lugares, eu estava ali, embaixo do Salgueiro Lutador. 

Em um lugar onde eu podia ver o castelo de Hogwarts ao longe, iluminado pela luz fraca da noite.

Eu estava livre da maldição, era a minha última chance.



__________________________________________



POV Draco Malfoy 


Já estava quase na hora de voltarmos para o dormitório, mas os alunos não pareciam querer sair do Salão Principal. 

Todos estavam divididos entre cochichar com os amigos e observar com curiosidade o grupo silencioso no canto da mesa da Grifinória, onde alunos de todas as casas estavam misturados: Blás, Pansy, Luna, Ana, Gina, Granger, Weasley, Finnigan, Thomas, Longbottom, e até mesmo MacMillan havia se juntado ao grupo.

Era algo incomum, mas nenhum professor estava disposto a nos mandar voltar para nossas mesas, eles sabiam que todos nós estávamos preocupados com Harry. 

Desde que Harry sumiu, não conseguimos fazer nada além de pensar em possíveis lugares onde poderíamos encontrá-lo, mas era inútil. A verdade é que não fazíamos nenhuma ideia de onde ele poderia estar.

Eu sentia que a qualquer momento eu iria desmaiar, me sentia fraco e incapaz, de uma forma que eu nunca senti antes.

Meus pensamentos variavam entre como Harry podia estar e a casa dos pais do Justino que estava abandonada. Onde estariam o Sr. e a Sra. Finch-Fletchley?

Quando Ana e eu chegamos em Hogwarts, diretamente na lareira do Salão Comunal da Grifinória, contamos tudo o que vimos para todos que estavam com a gente no acampamento, deixando todos mais preocupados ainda. McGonagall e Snape também acabaram ficando com a gente na Torre da Grifinória, a regra de que alunos não podiam entrar em outras comunais foi completamente esquecida naquela noite.

Quando o dia amanheceu, o ministério já havia sido avisado e um grupo de buscas enviado atrás de Harry e dos pais de Justino. Pelo que descobrimos, o Sr. e a Sra. Finch-Fletchley estavam desaparecidos há um bom tempo e não havia o menor sinal deles, nem no mundo trouxa, nem no mundo bruxo.

Todos no castelo estavam agitados, os "fãs" e admiradores do menino-que-sobreviveu pareciam estar prestes a ter um ataque de pânico. E os professores não estavam muito diferentes, Slughorn interrogou todos nós dezenas de vezes, McGonagall estava pálida, Trelawney não largava a bola de cristal tentando ver onde Harry estava, Sprout tentava acalmar a todos fazendo trocadilhos com nomes de plantas, o professor Binns flutuava de um lado para o outro e Flitwick estava trêmulo. Até mesmo Snape parecia preocupado, estava mais carrancudo que o normal e não havia tocado em seu jantar, estava apenas encarando a parede com as sobrancelhas franzidas e parecendo muito pensativo.

Finnigan e Thomas ainda me lançavam olhares acusadores sempre que tinham a oportunidade, mas eu estava longe de me importar com isso. Blás e Pansy estavam me dando o maior apoio que eu podia desejar, e por mais estranho que pareça, todos os outros também pareciam acreditar em mim.

Todos estávamos silenciosos, sem nenhum assunto para falar. Pansy tentava me convencer a comer, mas eu havia perdido toda a fome pela minha preocupação, mas eu não era o único, Granger e até mesmo Weasley, que nunca para de comer, também tinham seus pratos vazios e intocados.

Foi Neville Longbottom quem quebrou o silêncio com um grito, atraindo a atenção de todos ao redor e erguendo com a mão direita, o mapa estranho que Granger havia nos apresentado.

- AQUI, HARRY ESTÁ AQUI! - Longbottom gritou apontando o dedo para o canto do pergaminho. 

Logo, um som estridente de todos empurrando os bancos e se levantando ao mesmo tempo foi ouvido no Salão Principal. Nos aglomeramos ao lado de Lombottom o mais rapidamente possível. Senti meu corpo todo mais acordado que nunca e arregalei os olhos quando avistei no mapa, o nome de Harry andando lentamente ao lado de Justino.

- Onde? - Weasley perguntou com os olhos arregalados e a boca aberta de surpresa. 

- Eu juro que eu vi! Eles... Eles estavam se distanciando. - O garoto respondeu nervoso.

- Aqui, Rony! - Granger indicou quando os nomes tornaram a aparecer no canto mais escondido do mapa. - Temos que avisar a Professora Minerva agora! - Escabelou-se a garota. 

- Vão chamá-la, eu estou indo atrás dele! - Gritei sem conseguir me conter, sentindo o meu coração pulsando forte em meu peito.

- Não mesmo, Draco Malfoy, eu vou com você! - Pansy gritou repreensivamente, fazendo todos os outros concordarem.

- Não temos muito tempo, vamos logo! - Gritei tentando não deixar o nervosismo tomar conta de mim. - Temos que chegar neles antes que ultrapassarem a barreira de aparatação, pode ser a nossa única chance!

- Eu vou chamar a McGonagall, vão atrás dele. - MacMillan disse arrancando o mapa das mãos do Longbottom e correndo para a mesa dos professores. 

Em menos de um minuto, todos nós já estávamos correndo para fora do castelo sob o olhar assustado de todos no Salão Principal, com nossas varinhas em punho e toda a determinação que aitínhamos. 

Justino iria finalmente pagar por tudo o que ele fez, isso eu podia sentir.


Notas Finais


CAPÍTULO NÃO REVISADO!

Esse capítulo foi só um gostinho do que está por vir. Ficou muito dramático?
Talvez amanhã saia o próximo... Ou talvez hoje? Quem sabe...
Espero que gostem, mas não estou muito inspirada hoje.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...