História Our Love is Misery - Capítulo 22


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Categorias Cristiano Ronaldo, Neymar
Tags Barcelona, Ciumes, Cristiano Ronaldo, Neymar, Real Madrid
Visualizações 523
Palavras 4.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Insônia de novo? Será? hahaha
espero que gostem pois eu amei <3

Capítulo 22 - Like I'm gonna lose you


— Mentira — acusei — Você não tem cara de que aprontava, Marco — ele riu e ficou incrivelmente mais bonito. Toda vez que ele sorri seus olhos se fecham de acordo com o belo sorriso que se abre.

— Juro, Gabi — sua voz em tons mais altos para eu escutar através da música e conversas alheias do bar — eu sempre aprontei bastante, de santo eu só tenho a cara mesmo.

Gargalhei e olhei as horas em meu celular. quase quatro horas da manhã e eu não havia sequer tomado um banho depois da sessão de fotos —  que ficaram magnificas — aceitei o convite de Marco de sairmos para nos divertir e aqui estamos nós, depois de jantar entramos em um barzinho qualquer da cidade de Madrid.

Trocávamos histórias engraçadas das nossas infâncias e adolescência. Depois de alguns drinques sem álcool — já que ele teria treino mais tarde — ficamos um pouco íntimos, até nos chamamos por apelidos ou primeiro nome. Marco é uma pessoa maravilhosa, eu diria que é até mesmo iluminada. Daquelas pessoas que transmitem alegria para todos ao seu redor, assim com a Rafaella.

— Com licença, posso tirar uma foto com você Marco? — Uma moça alisou os braços de Marco e ele sorriu de lado envergonhado. Perdi as contas de quantas vezes fomos parados por fãs hoje, até perguntaram se estávamos juntos. Claro, que negamos com imediato eramos apenas duas pessoas se conhecendo com intenção de formar uma amizade.

— Uma cor? — ele murmurou depois que tirou a foto com a morena peituda.

— Amarelo — sorri e ele arregalou os olhos — o que?

— Jurava que você fosse falar rosa ou azul, como se fosse igual aquelas meninas que fogem do padrão. — ele respondeu e eu ri.

— Tá bom, sua vez, qual sua cor preferida? — perguntei dando um gole na minha bebida.

— Amarelo — me imitou e eu arqueei a sobrancelha.

— O que? Não vale! — ele riu e assentiu com a cabeça.

— Tá bom, azul.

— Hum, então você é esses menininhos padrão — semicerrei os olhos e ele riu.

— Como assim menininhos padrão? — coçou a barba e me olhou.

— Sei lá, tudo o que você me falou não condiz com você, menos a sua cor preferida — dei de ombros e ele continuava me olhando.

— Não entendi — deu de ombros e o seu sorriso já brincava em seu rosto.

— Vamos lá, você me parece aqueles garotos que os pais superprotegem sabe? — ele negou com a cabeça — que não podem sair de casa se não ficaria doente, que vivia no quarto jogando vídeo game e assistindo televisão.

— E de onde tirou essa conclusão? 

— Do seu rostinho de bebê, você parece que nunca se machucou na vida. — brinquei com o meu canudo.

— Mas você também tem cara de bebê, Gabriella — ele me acusou e deu mais uma das suas risadas maravilhosas.

— Você tem mais! — resmunguei e o acompanhei na risada.

[...]

Coloquei minha bolsa em cima da poltrona do meu quarto de hotel. Já estava amanhecendo quando deixamos o barzinho, ele esperou até o meu táxi chegar. Não permiti que ele me trouxesse ao hotel e depois atravessar a cidade novamente até a sua casa, sem contar que mais tarde ele teria treino e já estaria encrencado o bastante por ter passado a noite acordado.

Observei a notificação do instagram, Marco havia postado a foto em que tiramos no elevado da agência em que nossas fotos haviam sido tirada. Na foto estávamos lado a lado sorrindo, a legenda era o que deixava a foto mais fofa: @Marcoasensio10: "Adorei te conhecer, carinha de bebê"

Comentei: @Gabriella: "Também adorei te conhecer, menininho padrão!"

Tomei um banho quente, vesti um camisola e dormi. Acordei por volta das onze da manhã com o meu celular tocando.

— Oi Cla — resmunguei assim que aceitei a chamada.

— Vem almoçar aqui em casa? — foi a primeira coisa que ela murmurou — estou com saudade da minha melhor amiga e com desejo de comer o bolo de cenoura que só ela faz. — gargalhei.

— Vou sim, só se me prometer não chamar o Cristiano. — murmurei.

— Relaxa, será só nós duas e o Enzo — ela respondeu — ah, você pode passar lá no CT pra buscar ele?

— Clarice — resmunguei.

— Muito obrigada, sabia que você iria aceitar por isso que é minha melhor amiga! Amo você, beijos — ela desligou na minha cara.

Clarice é muito vaca, eu não quero encontrar o Cristiano, nem sei com reagiria se isso acontecesse. Levantei da cama de uma vez e tomei um banho rápido, lavei o cabelo e penteei. Vesti um macacão curto e coloquei óculos escuros vontade zero de me maquiar hoje, pedi um uber antes de sair do quarto. Peguei uma bolsa pequena, coloquei meus documentos, dinheiro e celular.

Quando eu cheguei a recepção do hotel o uber que eu pedi já havia chego. O trajeto até Ciudad Real Madrid, foi rápido cerca de meia hora, assim que o carro parou em frente eu paguei e sai. Agora é só pegar o Enzo e meter o pé.

Fui até a recepção e dei meu nome, graças a Deus Clarice ligou pra falar que eu buscaria o Enzo, depois de mostrar meus documentos foi autorizada a minha entrada. Caminhei por aquele labirinto lendo as placas, depois de caminhar em circulo enfim cheguei até o campo em que as crianças estavam. Cristiano Junior e Enzo vieram correndo me abraçar assim que me viram do outro lado da grade.

— Oi meus amores — dei um beijo na testa de cada um — como vocês estão?

— Eu estou bem tia Gabi, a senhora vai lá pra casa? — Enzo perguntou e eu assenti.

— Vou sim, na verdade eu vim te buscar. 

— Vou buscar minhas coisas, espera aqui — assenti e ele saiu correndo de volta.

— Tia, quando você vai lá em casa visitar eu e o meu pai? — Junior perguntou me olhando.

— Não sei Junior, quando seu pai me chamar — Menti. Como falar para uma criança que você não se sente mais confortável na presença do pai dela?

Mas eu estou chamando tia e eu sou mais bonito do que ele. — ele resmungou me fazendo rir.

— De fato, você é bem mais bonito do que ele.

— Vamos tia? — Enzo murmurou assim que se aproximou, com a mochila nas costas.

Preciso dizer como eu acho eles lindos vestidos com o uniforme completo do Real Madrid?

— Já se despediu dos seus amigos? — ele assentiu com um sorriso no rosto.

Depois de nos despedimos do Junior, caminhamos em direção a saída do CT.

— Já sentiu a minha falta? — só de ouvir a voz já imaginei o lindo sorriso de Marco.

— Tá muito convencido menininho — soltei uma risada e me virei para o olhar — Isso é hora de chegar? — murmurei em tom de brincadeira e ele riu.

— Estudei pra isso — ele me respondeu também brincando — Veio fazer o que aqui?

— Vim buscar o meu amor — apontei para o Enzo que acenou para Marco — Na verdade eu já estou indo!

— Ah claro — ele respondeu com um sorriso no rosto — devemos marcar mais uma noite em um barzinho, preciso saber do que ainda me esconde.

— Vai se surpreender meu querido carinha de bebê, nunca fui perversa como você está imaginando — murmurei e ele alargou o sorriso.

— Quero só ver se é verdade quando o álcool estiver correndo pelo seu sangue, minha cara perversa — ele me respondeu e eu neguei com a cabeça. O sorriso brincando em meu rosto pelo simples motivo de que é nesse estado que Marco me deixa.

— Então veremos — dei de ombros.

— Asensio — Cristiano gritou e meu coração se acelerou, desviei minha atenção de Marco para olha-lo. Lindo como sempre, seu olhar focou em mim e eu corei em todos os tons possíveis — Vamos cara?

— Acho melhor você ir — resmunguei sem graça. O olhar de Cristiano ainda estava em mim e mesmo de longe causava inúmeras reações pelo meu corpo, começando pelo coração acelerado e borboletas no estômago.

— Bom, vou lá! Depois eu te ligo pra marcar direitinho a nossa saída — ele falou com um sorriso no rosto e eu sorri, ele depositou um beijo na minha bochecha e saiu na direção de Cristiano, que simplesmente me olhou e desviou o olhar de mim.

Que filho da puta cara, custava dar um oi? Quer saber, que se dane! Não serei eu que correrei atrás dele, tomara que ele continue comendo suas vadias e pegue doença. Tá repreendido, estou brincando senhor. Mantenha o meu marrento assim mesmo, sem doença nenhuma. Não leve a sério isso que eu estou falando, só estou magoada e com ciumes desse imbecil.

— Vamos Enzo? — perguntei e ele assentiu.

Chamei um uber e esperei na entrada, não demorou mais do que dez minutos até o carro parar próximo de Enzo e eu. Entrei no carro e fui o caminho todo pensando em Cristiano. O que eu fiz de tão errado para ele sequer falar comigo? Cara, que idiotice.

Diferente dele eu passei essas semanas na fossa e não em baladas comendo vadias e me pegando com o primeiro que passar. E eu tô com ciumes sim, quem não estaria? Cara ele ficou comigo em um dia, me levou pra cama, tirou minha virgindade e nem me mandou uma singela mensagem na qual eu pedi para ele mandar avisando que chegou bem.

Estou p. da vida cara, sério. Neymar tinha toda razão, ele simplesmente me deixou de quatro por ele e sumiu, fez o que fez comigo e me jogou de escanteio.

[...]

— Vai continuar chorando? — Clarice secou as minhas lágrimas pela milésima vez — ele não merece isso cara, olha só pra você! Olha pra esse mulherão que ele perdeu.

Amiga, eu me entreguei pra ele e ele simplesmente me tratou como lixo — deitei em seu colo e ela passou as mãos no meu cabelo  — Ele sequer me mandou uma mensagem e eu aqui burra... — o toque do meu celular interrompeu as minhas lamentações.

Clarice o pegou e arregalou os olhos, logo virou o celular na minha direção. Cristiano Ronaldo, porra essa ligação está um pouquinho atrasada talvez algumas semanas.

— Atende! — ela ordenou e colocou o celular na minha mão.

— O que? Não! Ele não merece e se eu fizer isso ele vai saber que eu estou na mão dele e outra... — ela me interrompeu

— Mas você está? — e antes que eu pudesse responder, ela já havia tomado o celular da minha mão e aceitado a chamada.

Puxei o celular da sua mão e murmurei: — Oi Cristiano.

— Precisamos conversar — ele murmurou e eu respirei fundo, como eu queria ter escutado isso antes. — O Junior tá com saudades e quer que você venha aqui. — Não acredito que ele é tão baixo ao ponto de colocar o Junior no meio disso. E se de fato for verdade, ele não quer me ver.

— Também estou com saudades do Junior — foi a única coisa que eu consegui falar.

— Então você vem jantar aqui? — olhei pra Clarice que me olhava ansiosa, talvez doida para saber o que estamos conversando. Passei tempo pra caramba pensando nesse convite pois só voltei a real com a sua voz — Gabriella? Ainda está aí?

— Oi, Cristiano, estou aqui sim. Hum... — limpei a garganta — eu vou sim, que horas?

— Bom são seis horas da tarde, se quiser daqui a uma hora eu passo pra te buscar no seu apartamento — ele respondeu.

— Não — praticamente gritei — quero dizer, não precisa. Em uma hora e meia eu apareço aí na sua casa.

— Tudo bem, estarei te esperando, na verdade Junior e eu — assenti com a cabeça como se ele pudesse ver.

— Tá bom — desliguei a chamada e olhei para Clarice — você é uma vaca.

— E você me ama — ela deu de ombros — agora me fala o que ele falou, que você vai pra casa dele eu já sei.

— Que bom que já sabe, então sabe que eu já estou indo me arrumar — murmurei.

— Ah não Gabizinha — ela me olhou com os olhos pidões — me conta!

— Vou pensar no seu caso, enquanto isso reflita em quão má amiga você é. — levantei do sofá peguei as minhas coisas.

— Vou pedir pro motorista levar você, chata — Clarice resmungou ainda com a cara fechada.

Segurei a risada e a segui, depois de acharmos o motorista na cozinha, me despedi da minha amiga e segui em direção ao hotel em que eu estou hospedada. Diferente da outra vez em que fui para a casa do Cristiano eu não estou ansiosa, na verdade eu estou com medo. EU não sei a minha reação ao ficar perto dele.

Não sei se irei deixar essa mágoa que estou dele de lado, não sei se controlarei a vontade de beijá-lo ou até mesmo a vontade de chorar. A verdade é que eu não sei como reagir quando estou com ele, não sei qual Gabriella eu sou; talvez a indecisa, a orgulhosa, a medrosa ou a apaixonada.

De fato meu maior medo é esse: me entregar novamente para Cristiano. Essas semanas que passaram eu parei a refletir no que eu sinto por ele. Amor ou paixão? Eu não sei, mas sei que gosto. Gosto de um jeito diferente, não como eu gostava do André. É mais forte do que isso e eu sei que irei me machucar por isso o medo de estar perto dele, pois eu sou dele e isso é inevitável,

— Chegamos senhorita — voltei a realidade ao observar a calçada do hotel.

— Muito obrigada — murmurei.

Saltei do veículo e andei calmamente na direção do hotel. Eu precisava me desacelerar talvez para fazer o mesmo com o meu coração. Apertei o elevador e logo ele chegou mas na hora de subir ele parecia estar em câmera lenta ou talvez seja tudo ao meu redor.
Primeira coisa que eu fiz a entrar no quarto foi revirar minha mala em busca de uma roupa legal. Achei um vestido longo estampado ele não é super chique mas também não é desleixado. Sem contar que ele cai perfeitamente no meu corpo realçando cada curva.

Segui para o banheiro e tomei uma banho devagar, penteei meus cabelos,passei creme no corpo, coloquei a roupa e fiz uma maquiagem pra esconder a cara de choro. Ele não precisa saber que eu chorei por ele não é mesmo?
Calcei minhas rasteirinhas, peguei celular, dinheiro e documentos coloquei em uma bolsinha pequena. Liguei pra recepção e pedi para chamarem um taxi pra mim. Passei perfume e comecei a dobrar as roupas que eu havia bagunçado quando cheguei. Quando eles telefonaram de volta para informar que o taxi já havia chego faltava algumas roupas. Deixei de lado e peguei as minhas coisas e fechei o quarto.

Entrei no taxi e mostrei o endereço de Cristiano que ele havia me mandado da outra vez que eu fui. Com toda a certeza já havia passado da hora que falei que estaria lá, mas quem se importa?

 [...]

Já havíamos jantado. Cristiano e eu quase não nos dirigíamos a palavra, enquanto o Junior me contava empolgado tudo que fizera desde a última vez que eu estava em Madrid.

— Tia, vamos jogar vídeo game? — Junior perguntou empolgado. 

— Claro — me levantei do sofá e ele logo segurou minha mão me puxando até uma sala com uma imensa televisão ele ligou o vídeo game e colocou em um jogo de futebol.

Perdi duas partidas seguidas para ele, nem parece que eu jogo isso direto com o Neymar. Como assim gente?

— Tia, eu juro que agora eu deixo você ganhar! — ele murmurou reiniciando a partida.

— Nada disso gajo, já está na hora de dormir — Cristiano apareceu na porta da sala.

— Ah pai, mas hoje a tia Gabi está aqui! Só mais um pouquinho — ele ajuntou as mãos na frente do rosto como se estivesse orando e eu sorri, que menino fofo Jesus!

— Junior, já disse que está na hora de dormir — Cristiano respondeu duro e Junior fez uma carinha triste. Que vontade de dar na cara dele, eu sei que ele é o pai e tal mas o que gusta? É só um dia — Amanhã você tem aula cedo.

— Tá bom — ele respondeu derrotado — Mas a senhora me coloca pra dormir tia?

— Claro meu amor — ele comemorou e eu sorri.

— Vou tomar banho, daqui a pouco eu te busco — Assenti e ele saiu correndo da minha visão.

Cristiano continuava na entrada da sala com o olhar fixo em mim, enquanto o meu estava focada na televisão desligada.

— Marco Asensio? — ele murmurou e eu tirei meus olhos da televisão para o encarar.

— O conheci ontem, um ótimo rapaz — dei de ombros, eu não sabia o que falar. As palavras sumiram e se eu forçasse jogaria minha mágoa em cima dele.

— Vocês ficaram? — ele murmurou cruzando os braços, encarei-o perplexa.

— Não sou como você — As palavras pularam da minha boca.

— Do que você está falando? — ele perguntou.

— Como assim do que? Para de ser cínico Ronaldo — me levantei do sofá — O que custava me mandar uma mensagem?

— Pra quê? Você jogou na minha cara que não tínhamos nada — ele continuava inabalável e isso estava me irritando, essa pose de superior que ele quer transmitir.

— Eu estava com medo Ronaldo — quase gritei, mantive meu olhar fixo no dele — Eu havia acabado de perder minha virgindade com você e iria enfrentar a fera do meu irmão.

— Não Gabriella, eu falei que não precisava ficar com medo, que eu iria falar com ele mas você não quis — ele me olhava sério.

— Nossa, ótima forma de não me deixar com medo indo pra uma boate comer vagabundas — dei uma risada falsa — Sabe o que ele me falou de você? Que ele sabia que isso iria acontecer, que pra você eu seria só mais uma, que você apenas queria me comer e por essas semanas que passaram, por suas atitudes eu percebi que era verdade — sequei uma lágrima que escapuliu — eu me apaixonei por você Cristiano, eu enfrentei meu irmão por você Cristiano, eu fiz tudo que nunca sequer pensei em fazer e fiz em vão...

— Tia? — Junior entrou no cômodo e eu me calei — Vamos? — assenti com um sorriso falso no rosto.

Segui Junior pela casa até entrar em seu quarto, arrumado demais para uma criança. Ele apagou as luzes, se deitou e eu me sentei ao seu lado na cama. Alisei os seus cabelos e no escuro do quarto deixei minhas lágrimas rolarem.

— Tia, não chora — Junior murmurou e eu sequei minhas lágrimas com pressa — meu pai é um idiota.

Sorri para o garotinho deitado ao meu lado, um anjinho. Continuei alisando seus cabelos até ouvir sua respiração se regularizar, acendi o abajur e sorri me lembrando de quando era criança, sempre brigava com os meus irmãos por ter medo de escuro e querer dormir de luz acesa.

Quando crescer, não vire o idiota que seu pai virou e vai atrás da sua garota independente do que ela tenha falado — sussurrei em seu ouvido e depositei um beijo na sua testa.

Fechei a porta do quarto do Junior devagar e desci as escadas. Cristiano estava sentado no sofá e assim que me viu se levantou seguindo para a porta que dava o quintal de trás da casa. O segui, hoje eu iria sair daqui com a certeza de qualquer coisa e se for pra gente ficar hoje que eu vou saber.

Encontrei-me sonhando em prata e ouro
Como na cena de um filme que todo coração partido conhece
Estávamos andando sob a luz da lua e você me puxou para perto
Um segundo e você desapareceu e então eu estava sozinha

— Me desculpa — foi a primeira coisa que ele falou quando eu cheguei na área externa — eu não sabia o que fazer, pensei que você não queria nada comigo e eu estava gostando de você, eu estou na verdade.

Fiquei em silêncio por essa eu não esperava. Ele me olhou, seu semblante estava sério.

— Eu não sou mais um garoto — ele voltou a falar — Tenho filho, responsabilidades e você ainda tem o mundo todo pela frente por que iria querer ficar comigo? Um homem cheio de bagagens nas costas, com uma vida conturbada e que nunca te dará sossego.

— Você já parou pra pensar que tem pessoas que não se importam com nada disso, que gostam de viver o momento?

— Mas eu não sou assim, eu gosto de pensar nas coisas que eu vou fazer, gosto das coisas do meu jeito. — ele se aproximou — você me virou de cabeça pra baixo, você me tira da rotina, me faz querer largar as minhas responsabilidades só para te acompanhar e isso é errado.

— Não Cristiano, não é — murmurei — não é errado querer desacelerar um pouco, você não é um robô e aqui bate um coração de carne — coloquei minha mão no seu peito.

— Carne apodrece Gabriella — ele resmungou.

— E robô quebra — alfinetei — Você é um homem incrível Ronaldo mas nem tudo é um jogo de tabuleiro que você pode mexer as peças e revirar tudo do modo que você quer.

— Mas não é errado planejar, meu futuro é planejado e você chega e vira ele, então meu foco fica em você — ele continuou — Eu fui programado para dizer "sim" e "não", você aparece e tudo vira "se"

Acordei em lágrimas, com você ao meu lado
Uma respiração de alívio e eu percebi
Não, não nos é prometido o amanhã

— Mas o nosso futuro não é algo que podemos comandar, eu nunca pensei que um dia iria ficar com você — murmurei — e é por isso Cristiano se for como planejamos pode nos trazer satisfação mas nunca será uma alegria verdadeira.

— Eu era feliz, eu sou feliz — ele me interrompeu — E é nesse ponto que eu quero chegar Gabriella, se pra ficar com você eu tenha que perder o controle de tudo eu quero, pois você parece ser a coisa mais certa que me apareceu em tempos mas eu não quero de qualquer jeito.

— Você sabe que é complicado, Ronaldo — resmunguei — É melhor deixarmos rolar, sem cobrança e só nós dois.

— Eu quero algo que seja meu, quero que todos saibam que você é minha e que se dane a opinião do seu irmão. — Cristiano segurou meu queixo levantando-o — Se preciso for passar por cima de tudo pra isso dá certo, eu irei passar. 

— Até onde você iria por isso? — murmurei com seus lábios se aproximando do meu.

— Como você disse, vamos deixar rolar. Eu só quero o agora.

Então, eu vou te amar como se eu fosse te perder
Vou te abraçar como se estivesse dizendo adeus
Aonde quer que a gente esteja vou te valorizar, pois nunca sabemos
Quando o nosso tempo vai esgotar, por isso
Vou te amar como se eu fosse te perder
Vou te amar como se fosse te perder

Ele colou seu lábio nos meus e então eu percebi que independente do que rolou, nosso momento chegou e assim como eu, ele iria aproveitar. Independente das outras pessoas, iríamos pensar em nós dois e deixar o depois simplesmente para depois.
Esse foi o meu erro, me preocupar mais com as pessoas e as suas opiniões do que comigo e com os meus sentimentos. E agora eu só quero aproveitar com o Cristiano e se no futuro eu olhar pra trás e me arrepender terei a consciência de que tentei e fui feliz.

— Como eu estava precisando desse beijo — murmurei assim que separei nossos lábios. Ele sorriu e depositou um beijo no meu pescoço. Sua respiração chicoteando minha pele me arrepiando e me trazendo uma ótima sensação.

— Sério que você ficou com ciumes do Marco? — gargalhei e ele fechou a cara.

— Lógico que não — deu de ombros me fazendo rir mais.

Num piscar de olhos, uma tragada
Você pode perder tudo, a verdade é que você nunca saberá
Então eu vou te dar um beijo longo, amor, em qualquer chance que eu tiver
Eu vou aproveitar ao máximo os minutos e amar sem arrependimento

Pois saiba que eu gosto dos mais velhos — sussurrei em seu ouvido e mordi levemente sua orelha — Sergio Ramos que o diga, que homem em — brinquei.

— Garanto que ele não te faria se sentir assim — ele apertou a minha cintura e eu suspirei, desceu a mão pela lateral do meu corpo até a minha bunda onde deu tapa e apertou — Sabe por que? Porque você é minha Gabriella — ele olhou em meus olhos — Sua boca é minha — ele mordeu minha boca e puxou-a com os dentes — seu corpo é meu — suas mordidas desceram pelo meu pescoço até chegar no meu decote, onde ele chupou.

Sou completamente sua, Ronaldo — sussurrei entre gemidos.

Eu era bem antes dessa conversa, na verdade eu sou dele desde quando seu olhar posou sobre o meu no aniversário do Marcelo. Eu tentei me manter longe, tentei negar, mas essa é a verdade eu pertenço ao Cristiano e é o único lugar que eu quero permanecer. É o único lugar que eu quero criar raízes e fazer morada.

Pois eu sei que ele irá me proteger e me fazer a princesa do seu castelo. Talvez eu seja boba em imaginar que nossa relação é como os contos de fadas, mas não é o que dizem? Pessoas apaixonadas tendem a ser bobas.

Me faça sua novamente, Cristiano. — retirei minha calcinha a arrastando pela perna em meio ao vestido longo.

Então vamos usar nosso tempo para dizer o que quisermos
Usar o que nós temos, antes que tudo se vá
Não, o amanhã não nos é prometido

— Eu já disse que amo você de vestido? — ele murmurou me pegando no colo. Entrelacei minhas pernas na sua cintura e ele me colocou sentada em cima da imensa mesa de sinuca. 

Abri seu sinto e desabotoei o botão da sua bermuda, a verdade é que nem eu e nem ele iríamos aguentar esperar até chegar em seu quarto. Arreei sua cueca e posicionei seu membro já duro na minha entrada. E antes que eu pudesse pensar em alguma coisa ele me penetrou com força e rapidez. Não sei como consegui ficar essas semanas sem senti-lo dentro de mim, ele parece ser o meu encaixe.

Suas mãos apertaram minha bunda me trazendo para mais perto. Fechei os meus olhos com força e deixei escapar os gemidos que eu não havia sequer notado que estava prendendo. Apertei seus ombros com força, cravando minhas unhas na manga de sua camisa, enquanto Cristiano me penetrava fortemente diversas vezes. 

Rebolei devagar o ouvindo xingar. Se alguém me perguntasse se esse homem consegue ficar mais sexy eu diria que sim, enquanto ele geme e xinga em meu ouvido quando me fode com força. Subi minhas mãos por sua costas por dentro de sua camisa a arranhando devagar, se ele iria ficar marcado? Sim. Se eu ligo? Não. Se eu sou completamente dele, ele é meu e eu estou apenas marcando território.

Então, eu vou te amar como se eu fosse te perder
Vou te abraçar como se estivesse dizendo adeus
Aonde quer que a gente esteja vou te valorizar, pois nunca sabemos
Quando o nosso tempo vai esgotar, por isso
Vou te amar como se eu fosse te perder
Vou te amar como se fosse te perder...


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
música do capítulo: Like I'm gonna lose you


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