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História Our Love (JaeYong-NCT) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu não me aguentei, sei que tenho uma fic para atualizar mas mesmo assim eu tive que postar essa aqui, fazia tempo que eu tinha um plot JaeYong e amo demais esse ship, enfim, eu não tenho muito o que falar, só vou dar alguns avisos.

》Primeiro, eu não contei TUDO o que aconteceu com o Taeyong e o Jaehyun por que isso ia ficar enorme de tanta coisa que ocorreu, o resto vocês vão descobrindo ao decorrer do tempo.

》Nesse prologo eu conto apenas como esse casal maravilhoso se conheceu, aqui o Taeyong tem 17 anos e está no segundo ano do ensino médio e o Jaehyun tem 18 anos e está no terceiro ano.

Acho que não deixei passar nada🤭
Boa leitura e comentem a primeira impressão que tiveram❤

Capítulo 1 - Prologo


                        PROLOGO 

"Sonhei com você, sonhei anteontem, sonhei ontem, sonhei hoje, sonho todos os dias, estou sonhando agora, quero sonhar amanhã e no dia seguinte, até ter você comigo..."


Um sorriso escapou da boca do garoto de dezessete anos ao ler mais um dos bilhetes que acaba de encontrar colado na última página do caderno, ele só queria saber quem era a pessoa que tinha aquela caligrafia perfeita, queria saber quem era a pessoa que tinha o dom de tornar seus dias ainda mais coloridos apenas com uma simples mensagem carinhosa.

- Taeyong! – Escutou um de seus amigos chamar da porta e o olhou. – Você não vem?

- Vai na frente, eu já estou indo.

Olhou uma última vez para o pequeno post-it na cor verde, o levou até os lábios dando um leve selar desejando que a pessoa misteriosa dos bilhetinhos pudesse sentir seus lábios.

O sinal do intervalo tocou anunciando seu término, Taeyong levantou de onde estava sentado com os amigos e avisou que passaria no banheiro antes de voltar para a sala de aula.

As mãos do garoto forçaram a porta tentando a abrir mas suas tentativas eram falhas, estava trancado, bateu na estrutura de madeira perguntando se havia alguém lá dentro e como resposta recebeu o silêncio alheio.

Não demorou muito para que dois garotos saíssem arrumando a manga da blusa, olharam para o Lee com feições nada agradáveis e passaram esbarrando no ombro do acastanhado cochichando entre si.

Os olhos de Taeyong duplicaram de tamanho ao ver um corpo no chão, ele estava todo machucado, com as mãos na barriga reclamando da dor que sentia.

Abaixou rapidamente ajudando o outro a levantar com dificuldade e perguntou repetidas vezes:

- Você está bem?

Ele sabia que aquela pergunta era ridícula e se condenou por ter dito tal coisa, era óbvio que ele não estava bem e mesmo assim perguntou.

A passos lentos e em silêncio caminharam até a enfermaria da escola e quando chegaram, uma mulher baixinha socorreu rapidamente aquele jovem perguntando quem tinha feito aquilo com ele e o mesmo apenas alegava não ter sido nada.

- Fique aqui, irei pedir para que liguem para seus pais. – A enfermeira disse e antes que saísse foi impedida pela voz arrastada daquele que estava ferido.

- Não, por favor, não quero preocupar minha mãe.

- Mas...

- Por favor. – Suplicou.

- Dessa vez irei deixar passar, pode ficar aqui para descansar, avisarei seu professor. – Ele assentiu e a mulher olhou para Taeyong. – Menino Lee, ele é seu amigo?

- Sim, senhora Choi. – Afirmou mesmo sem conhecer o outro e se dependesse de Taeyong, aquilo mudaria dali em diante. – Avise também ao meu professor que não comparecerei nessa aula, ficarei cuidando de meu amigo. – A mais velha sorriu concordando e saiu da pequena sala de paredes brancas.

Ambos garotos ficaram em silêncio compartilhando entre si apenas o som de suas respirações se misturando pelo lugar e por mais que quisessem começar um assunto, não sabiam de que modo iniciar o diálogo.

- Meu nome é Lee Taeyong. – Falou sem rodeios no intuito de acabar com aquele silêncio chato.

- J-Jung Jaehyun. – Falou com a voz falha por conta dos machucados no rosto.

- Está doendo muito? – Perguntou aproximando -se com as mãos nos bolsos.

- Um pouco. – Respondeu ficando envergonhado com os olhares de Taeyong sobre si.

- Você deve ser aluno novo, Certo? Nunca o vi por aqui antes. – O outro apenas assentiu. – Chegou quando?

- Há uns dois meses.

- É do terceiro ano?

- C-Como sabe?

- Você tem cara de ser um pouco mais velho. – Respondeu sentando ao lado de Jaehyun e ficaram em silêncio novamente mas Taeyong é conhecido por ser um pouco tagarela, por isso não aguentou e tornou a falar: - Devia dizer para o diretor sobre isso.

- Não quero causar uma confusão ainda maior.

- E vai deixar que te batam desse jeito? Podia ao menos revidar. – O garoto abaixou a cabeça mexendo os dedos freneticamente.

- Eu...sou bolsista. – O Lee abriu a boca para falar algo mas palavra nenhum saía, ele sabia que se caso Jaehyun revidasse, dependendo da decisão do diretor, ele poderia ser expulso. – Vai se afastar de mim agora que sabe?

- Eu não me importo se é bolsista, você é um aluno como todos nós. – Sorriu amigável pousando sua mão sobre o ombro do novo amigo. – E a partir de agora ficaremos juntos.

E Taeyong não soube o efeito que tais palavras causou ao coração de Jaehyun pois era exatamente aquilo que Jung desejava, ficar junto de si para sempre.

Os dias se passaram, os dois desconhecidos viraram melhores amigos e junto da amizade veio um sentimento especial, sentimento este que foi crescendo cada vez mais dentro do peito de ambos.

Lee Taeyong e Jung Jaehyun era uma dupla inseparável, ninguém os via brigados um com o outro, faziam tudo junto e sempre que podiam se encontravam fora da escola, causando até mesmo ciúmes nos amigos do Lee, mas não é como se discutissem por esses motivos, ao contrário, as piadas que faziam sobre isso eram as melhores e a dupla se divertia ao ver as expressões enciumadas dos outros.

- Terra chamando Lee Taeyong! – Seu amigo, Johnny, balançou as mãos na frente do garoto conseguindo finalmente a atenção dele para si.

- Você anda muito aéreo ultimamente, será que está pensando em alguém? – Doyoung perguntou em um tom malicioso.

- Provavelmente deve ser na pessoa que continua escrevendo aqueles bilhetinhos românticos para o nosso querido amigo. – Johnny disse passando os braços por cima do ombro do Lee, este que olhou para seu melhor amigo pedindo por ajuda.

O Jung sem saber o que fazer apenas lhe direcionou um sorriso de canto.

- Aposto que deve ficar todo bobinho ao imaginar quem possa ser a garota que te escreve poemas. – E o sorriso de Jaehyun morreu ao ouvir o comentário, sua garganta secou e seus olhos marejaram perguntando-se por que continuava insistindo naquilo, Taeyong nunca descobriria a verdade.

O garoto saiu da mesa de seus amigos cabisbaixo sem que percebessem, ele precisava acabar com isso de uma vez por todas, não aguentava ver o garoto por quem era apaixonado pensar que alguém do sexo feminino o escrevia, quando por todo esse tempo sempre foi Jung Jaehyun, o menino de dezoito anos apaixonado por Lee Taeyong, o garoto rico do segundo ano. Mas o que ele poderia fazer para parar essa dor que habitava em seu peito se antes mesmo de virarem melhores amigos o olhava com aquele olhar bobo?

Enquanto isso no refeitório, Taeyong percebeu o sumiço do amigo e perguntou aos outros dois se tinham o visto sair. Negaram. 

A passos calmos passou olhando por todas as salas buscando pelo amigo e ao parar na porta da sala em que estudava pôde ver o papel amarelo colado desta vez na capa de seu caderno.

"O amor falou que não vai embora, o que eu devo fazer? Devo te amar secretamente até que tenha eu uma oportunidade de viver este amor ao seu lado?" 

Como todos os outros guardou em seu bolso aquele pequeno papel e suspirou desejando que aquilo parasse, Taeyong já não se via mais interessado em saber quem era a dona dos bilhetinhos, ele queria dar um basta naquela situação e dizer que sentia muito pois ele se apaixonou por outra pessoa. Ele se cansou daquilo.

Saiu dali caminhando sem direção alguma, se esquecendo de que antes do bilhete seu objetivo era encontrar Jaehyun que sumiu sem nada dizer, e bem....Ele o achou mas em sua vida desejou nunca ter visto aquilo.

Não pensou nem duas vezes no que faria, ele apenas chegou chutando as costas de um dos garotos que batia no Jung o fazendo cair no chão se contorcendo de dor.

- Seu... – Desferiu um soco no rosto do segundo garoto sem dar tempo do mesmo dizer alguma coisa, Taeyong estava furioso e mataria qualquer um que ousasse machucar Jaehyun.

A roda de pessoas que se formou em volta dos quatro garotos era grande, alguns filmavam e a gritaria que aumentava chamou a atenção de outras pessoas.

Johnny e Doyoung tirou o Lee rapidamente de cima do menino que estava levando a pior.

- Se encostar nele de novo eu te mato seu desgraçado. – Vociferou tentando avançar contra eles.

O mais alto de cabelo preto levantou cuspindo sangue e rindo ironicamente daquilo, para ele aquilo era cômico como num circo e os dois palhaços eram Jung Jaehyun junto de Lee Taeyong.

- Parece que tua esposa é mais macho que você, Jung. – Falou limpando o líquido vermelho que escorria no canto de sua boca.

- Acalme-se Taeyong, quer tornar a situação pior do que já está? – Doyoung impediu novamente o amigo de fazer uma besteira enquanto Johnny ajudava Jaehyun ir para a enfermaria.

Logo a figura do diretor se fez presente naquele meio dispensando todos os curiosos e deixando ali somente os causadores da grande bola de neve que se formou.

É claro que Taeyong levaria umas broncas da mãe e do pai quando chegasse em casa mas pelo menos não foi expulso da escola como os outros dois encrenqueiros que ousaram encostar o dedo em Jaehyun.

- O que deu em você para se meter em uma briga como essa? – Sua mãe perguntava mostrando toda a sua decepção com o filho que nunca foi violento. – Teve sorte de  terem ligado para mim e não para o seu pai.

- Eu já disse que estavam machucando o meu amigo! A senhora queria que eu ficasse parado enquanto espancavam ele até a morte? – Perguntou sentindo as lágrimas escorregarem com pressa pelo seu rosto. – Droga! Estavam o machucando. – Falou limpando o rosto molhado enquanto tentava apagar tal cena da mente, seu coração doía ao lembrar do choro baixinho de Jaehyun pedindo para que parassem de o bater sem piedade, seu coração doía ao ver a pessoa por quem está apaixonado sofrer, ele não queria que aquilo tivesse acontecido mas ele faria tudo novamente apenas para proteger o Jung.

A mulher suavizou a expressão ao ver o filho chorar daquele jeito, era a primeira vez que Taeyong chorava assim perto dela, tirando a vez em que ele veio ao mundo. 

Abraçou o menino de dezessete anos pedindo para que ele nunca mais fizesse aquilo.


Jaehyun chorava em seu travesseiro relembrando das coisas que foram ditas rudemente a si enquanto o agrediam ignorando suas súplicas, ele se humilhou pedindo por misericórdia, para que parassem de o ferir emocionalmente e fisicamente.

Eles tinham razão, Taeyong nunca olharia para ele com outros olhos, ele nunca o amaria de volta.

- Jaehyun... – A mãe do garoto chamou da porta do quarto preocupada com o filho.

- Eu estou bem, mãe. – Falou com a voz embargada.

- Você não está bem, meu filho. – Ela falou sentando-se ao lado do mais novo que esquivou de seu carinho.

- Não quero que me veja desse jeito.

- Não seja tolo Jung Jaehyun, eu sou sua mãe e vou cuidar de você.

- Eu quero ficar sozinho...

Naquela tarde Taeyong tentou falar com o amigo, deixou várias mensagens, ligou várias vezes e não foi atendido, ele pensou que talvez Jaehyun precisasse de um tempo para descansar e se recuperar do dia estressante que tiveram mas não foi isso o que realmente aconteceu.

No dia seguinte o Jung não apareceu nas aulas, novamente não deu sinal de vida à Taeyong deixando-o imensamente preocupado.

Na terça feira, finalmente as mensagens de Taeyong foram visualizadas mas somente visualizadas, nenhuma respondida.

A primeira semana passou, a segunda também e quando a terceira chegou Taeyong já se encontrava totalmente perdido, Jaehyun sumiu, seus amigos não sabiam dizer se o garoto estava bem e se estava vivo, ele não apareceu na escola e nem em lugar nenhum. Ele queria saber o que houve. Onde ele estava? Por que não o respondia? Por que estava acabando com Taeyong daquele jeito? Ele precisava de respostas e estava indo em busca delas naquele fim de tarde calorosa.

Bateu duas vezes no portão fechado e logo uma mulher com os mesmo traços de Jaehyun o abriu. Seu semblante era de alguém  confuso pois não estava esperando ninguém e muito menos seu filho que se encontrava no quarto deitado.

- Olá! – Cumprimentou a senhora. – A senhora pode me dizer se o Jaehyun está?

- Mãe... – Antes que a mulher pudesse responder, o filho apareceu querendo perguntar quem é que estava no portão e se arrependeu amargamente de ter saído de onde estava.

A senhora Jung percebendo o que estava acontecendo ali disse que deixaria os dois sozinhos pois precisava ir ao mercado buscar algumas coisas, ela entrou na casa para pegar o dinheiro e logo saiu de novo.

- O que você quer?

- O que eu quero? – Taeyong perguntou indignado. – Você some por um mês inteiro, não vai à escola, não responde minhas ligações, nem minhas mensagens e pergunta o que eu quero? Eu quero que você fale comigo Jaehyun, eu te defendi daqueles valentões e você nem fala se está bem, eu...

- EU NÃO TE PEDI PARA ME DEFENDER, VOCÊ FEZ PORQUE QUIS. – O Jung gritou atraindo a atenção de algumas pessoas da rua para onde estavam.

- TEM RAZÃO, VOCÊ NÃO PEDIU E EU FUI IDIOTA O SUFICIENTE PARA ARRISCAR MEU PESCOÇO POR VOCÊ E SABE POR QUE JAEHYUN? POR QUE EU TE AMO! – Naquele momento Taeyong soltou tudo o que estava preso em sua garganta com apenas uma palavra. Eu te amo. Ele esperou por tanto tempo para dizer aquilo e agora sentia-se aliviado.

- O...O que você disse? – Jaehyun perguntou acreditando ter ouvido errado.

- Eu disse que te amo, droga! Eu não queria que isso acontecesse tá legal? Mas aconteceu e eu não tenho culpa...

Jaehyun fez o favor de calar a boca de Taeyong, o calou com um beijo apaixonado e então o Lee soube que aqueles sentimentos eram recíprocos.

Os dois caminharam a passos cegos em direção a cama do Jung e se amaram a tarde inteira, unindo seus corpos como se fossem um... Agora eles eram um do outro, eles se pertenciam e ninguém podia mudar isso, nem mesmo o tempo.

- Por que não me disse que era você quem escrevia os bilhetes? – Taeyong perguntou fazendo desenhos imaginários no abdômen parcialmente machucado do mais velho, com as pontas do dedo.

- Eu tive medo.

- Medo do que?

- Achei que você não gostasse de garotos. – Respondeu acariciando os fios de cabelo do Lee.

- Eu não gostava...até conhecer você. - Taeyong sussurrou no ouvido de Jaehyun o fazendo ficar arrepiado. – Eu te amo Jaehyun.

- Eu também te amo Tae...


Notas Finais


Até o próximo anjinhos!❤


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