História Our Love, Our Future (Malec) - Capítulo 1


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Max Michael Lightwood-Bane, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Abo
Visualizações 100
Palavras 3.520
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI GENTEEE, OLHA EU AQUI DE NOVO!!!!

Então... Essa fic era pra ser uma OneShot maaas aparentemente eu não consigo escrever Ones com menos de oito mil palavras então eu decidi dividir em alguns capítulos...

ENFIM... Espero que gostem e boa leitura <3

(Nada de plágio)

Capítulo 1 - Our Little Miracle


Era de manhã, não mais do que 7:00, o sol espreitava pelas cortinas de seda, iluminando o quarto e esquentando suas costas descobertas. 


- Céus, seu cheiro é delicioso, gatinho - Uma voz familiar, grave e rouca de sono, ressoou em seu ouvido e apesar de estar adorando as mãos grandes de seu noivo em seu corpo nu, não estava com humor para nenhum tipo de… Atividade. 


Sua cabeça latejava de dor, mal conseguiu dormir a noite e sua paciência praticamente não existia naquele momento. E isso já estava acontecendo havia semanas. 


- Me deixe dormir, Alexander - Grunhiu se afundando ainda mais no travesseiro, sentindo um braço forte circular sua cintura e o mais alto pressionar um beijo molhado em seu pescoço. Seu Alfa sabia ser persuasivo quando queria e por mais que fosse um de seus traços que mais adorava, estava o irritando em um nível surpreendente. 

- Está tudo bem, gatinho? Eu percebi que não conseguiu dormir a noite… - Alec falou baixinho, acariciando sua mordida de união com o nariz. 

- Fiquei com insônia e agora estou exausto - Resmungou sonolento, se aconchegando ao peito de seu noivo. 

- Você já está assim há alguns dias… Tem certeza que não quer ir à um médico? - Perguntou cautelosamente, podia sentir a irritação do outro crescendo a cada instante. 

- Eu não vou à um médico só porque não consegui dormir, Alec - Falou revirando os olhos, sabia que não deveria estar descontando seu estresse no moreno mas não conseguiu evitar. O apelido não passou despercebido pelo mais alto que tentou não ficar muito chateado.

- Está bem, me dá um beijo então antes de eu ir trabalhar - Pediu suavemente e, mesmo frustrado, Magnus virou em seus braços, beijando seus lábios cheios apaixonadamente. Alec enterrou seu rosto na curvatura do pescoço de seu Omega mais uma vez, sentindo o aroma adocicado. 


O aroma de Magnus era incrível, normalmente era uma mistura de grama molhada, outono, café e sândalo. Mas havia alguns dias que tinha um toque mais intoxicante; mel e mirtilo. Simplesmente perfeito.  


- Eu te amo, vida - Sussurrou para o Omega que sorriu e o beijou mais uma vez antes de voltar a se encolher em meio aos lençóis de cetim. 

- Eu também te amo, Alexander. - Respondeu e logo caiu no sono. 


Alec sorriu se sentindo sortudo por ter um Omega tão incrível como companheiro. Não pode evitar lembrar do dia em que o conheceu. 


Flashback on 


° 2 anos antes ° 


- Sério Max? Esse é o quarto instrutor que se demite em menos de três meses… - Falou exasperado. 


Max, seu irmão mais novo, acabara de completar catorze anos, ou seja, tinha de começar seu treinamento para ajudar a proteger a matilha. 


A um ano Max se apresentou como um Omega e, como eles são considerados, mesmo que muitos tenham provado o contrário, fracos e apenas úteis para reprodução, Maryse e Robert decidiram que Max iria receber aulas de autodefesa particulares. 


O menino não gostou nada da ideia e fazia questão de tornar a vida de seus instrutores um inferno. 


- A culpa não é minha se eles não têm senso de humor - Max respondeu o irmão mais velho com uma revirada de olhos. 

- Você quase colocou fogo no cabelo dele, Maxwell - Alec falou, cruzando os braços sobre o peito. 

- Não foi intencional - Protestou se levantando da poltrona onde estava esparramado. 

- Max… - O tom de Alec era sério, fazendo o mais novo evitar seus olhos de qualquer forma - Por que está fazendo isso? Qual o problema? - Perguntou no tom mais suave que conseguiu. 

- Eu… Eles não entendem - O menino respondeu por fim - Todos os instrutores que eu tive foram Alfas e Betas. Como eu vou treinar para ser o Omega que vocês tanto sonham, forte e habilidoso, sendo que não existe um Omega assim? Eu não posso ser o que vocês querem, eu não sei como… - Falou, algumas lágrimas se juntaram em seus olhos mas se recusou a deixar elas caírem. 

- Oh Max - Alec puxou seu irmão para um abraço. - Me desculpe por pressionarmos você. Só queremos estar seguros para caso algum dia você estiver correndo perigo e não estivermos ali para te proteger - Falou acariciando os cabelos macios do mais novo, que suspirou audivelmente. 

- Eu sei, eu quero isso também mas eu não gosto daqueles Alfas me dando ordens sem parar - Resmungou baixinho e Alec concordou. 

- Tenho certeza que vamos achar um Omega para ser seu instrutor… - Falou e sentiu Max relaxar em seus braços. 


Após a conversa com Max, Alec falou com seus irmãos e seus pais que se entreolharam culpados por não pensarem no que seu filho mais novo poderia estar sentindo, afinal, era o único Omega na família.  


Robert tomou o controle da situação e ligou para um de seus velhos e melhores amigos. Asmodeus Bane.  


Por ser um dos Alfas mais poderosos, Asmodeus era extremamente protetor com sua família e os poucos membros que restaram de sua matilha. Desconfiado até o último fio de cabelo. Muitos tentaram acabar com seu reinado, dizimando mais da metade de todos que amava, então ele fugiu para longe, se escondeu. Diziam que ele morrera junto da sua esposa e filho pequeno mas Robert sabia que não, era o único que tinha a localização do amigo para que caso algo acontecesse com o mais velho, alguém iria cuidar de sua família. 


Robert não via o outro Alfa havia quase vinte anos, desde que ele fugira. Sabia que seu filho era um Omega e, se conhecia Asmodeus corretamente, provavelmente, um dos melhores soldados vivos. Exatamente o que precisavam para ajudar Max.  


É claro que Asmodeus não concordou tão facilmente assim, apenas depois de Robert garantir que iriam receber a matilha inteira e que ficariam em uma ala separada dos outros. O Lightwood não teve outra saída senão ceder. 


Chegariam no instituto em três dias.  


No minuto em que Robert desligou o telefone, todos entraram em ação. Alertando a matilha que teriam visitantes por tempo indeterminado e que iria ter consequências para qualquer um que ousasse encostar um dedo neles. Alguns integrantes não ficaram felizes em saber que teriam novatos mas a maioria aceitou sem reclamações.  


Após três dias enlouquecedores, todos foram até o salão principal receber os hóspedes. Os Lightwoods esperavam bem ao centro.  


Quando as grandes portas do salão se abriram, todos pararam de respirar por um segundo. 

Onze figuras encapuzadas, escondidas por baixo dos casacos pretos, atravessaram o salão à passos confiantes até os Lightwoods. 


Os primeiros a tirar os capuzes foram Asmodeus e Lilith. Ambos com olhos afiados. 


- Robert… A quanto tempo, meu amigo - O homem deu um passo à frente, abrindo um sorriso que mostrava todos os dentes, brancos e alinhados, e apertou a mão do outro e beijou a mão de Maryse. Lilith apenas sorriu e cumprimentou com um aceno de cabeça. 


Alguns membros da matilha se dispuseram a guardar o casaco dos visitantes, e logo as faces escondidas ficaram à mostra. 


Lilith tinha os cabelos negros lisos e longos, as unhas compridas pareciam garras e os lábios vermelhos como sangue. Asmodeus era musculoso e alto, intimidante.  


- Deixe-me apresentar a vocês minha família… - Asmodeus falou. Seus olhos dourados eram gélidos e protetores. - Esses são meus velhos amigos, Luke e Jocelyn e sua filha Clary - Apontou para um casal que tinha os braços entrelaçados. 


Luke parecia gentil mas pronto para atacar a qualquer momento. Jocelyn tinha os cabelos ruivos brilhantes, assim como Clary que era pequena mas a cabeça estava erguida desafiadoramente. Eram Alfa, Beta e Omega, respectivamente. 


- Temos os gêmeos, Simon e Raphael - Asmodeus continuou. Os dois não eram realmente irmãos mas eram parecidos e, coincidentemente, haviam nascido no mesmo dia. 


Raphael era pálido, os cabelos negros encaracolados e a expressão entediada não saia de seu rosto. Já Simon parecia animado em estar ali. Ambos tinham os caninos estranhamente pontudos. Betas. 


- Catarina, Ragnor e a pequena Olívia - Apontou.  


Catarina afagava o próprio estômago protetoramente e com sua mão livre apertava a mão do rapaz ao seu lado, Ragnor, que tinha uma menininha adormecida em seu colo. Quando um garoto fora tirar o casaco de Catarina, Ragnor rosnou e puxou a mulher para si, fazendo o garoto pular e sair rapidamente. 


- Se acalme Ragnor, tenho certeza que não vão fazer nada ao bebê - Lilith falou para o Alfa e lançou um olhar cortante para todos. Alguns ignoraram mas a maioria se encolheu. 

- Bem… Por fim, meu filho, Magnus - Asmodeus continuou com um sorriso orgulhoso. 


Magnus, que estava ao fundo, se aproximou e parou ao lado de seu pai, cruzando as mãos atrás das costas, como um soldado. 


A primeira coisa que Alec pensou quando viu foi: Lindo. E depois um cheiro delicioso de sândalo com um toque de grama molhada atingiu suas narinas e praticamente todas as células de seu corpo gritavam uma única coisa. MEU. 


Era uma mistura de sentimentos, ao mesmo tempo assustadora e simplesmente incrível. Alec nunca, nem mesmo com sua família, sentiu um senso de proteção tão profundo quanto naquele momento, vendo os olhos puxados verdes, com pinceladas em dourado, apavorados. 


Tentou reprimir um rosnado baixo para outro Alfa que estava se aproximando para pegar o casaco de Magnus. 


O Omega sentiu a mesma atração pelo Lightwood, como se estivessem ligados de alguma forma e, sim, isso o assustou. Podia sentir todo o sangue de seu corpo subindo para suas bochechas, seu coração parecia dançar com um sentimento novo. 


Esperança. 


Mas decidiu ignorar e enterrar sua vontade de se jogar nos braços do Alfa, cerrando fortemente a mandíbula para não ceder à vontade de expor seu pescoço em forma de submissão ao outro, não queria um companheiro, não precisava de um, mesmo que seu corpo estivesse quase implorando para ir até o mais alto. Ia contra qualquer natureza de seu segundo gênero e ao mesmo tempo que se sentiu orgulhoso por não ceder tão facilmente aos seus instintos também se viu completamente quebrado ao ver o Alfa com os olhos tristes, não era para ser assim, não queria o chatear mas também não estava pronto para o turbilhão de emoções que estava sentindo. E foi por isso que ficou parado, perdido em seus pensamentos, tentando não focar no cheiro incrível e reconfortante de canela, maré e livro antigo que vinha do Alfa.  


Magnus, desde pequeno, fora ensinado a como ser um bom Alfa, treinando, lendo e ouvindo as histórias incríveis dos feitios de seu pai. Mas tudo fora por água abaixo quando se apresentou como um Omega aos catorze anos de idade. 

Fora uma experiência horrível. Sua pele parecia queimar, podia sentir seu sangue correndo por suas veias, algo molhava suas pernas e dois segundos pareciam horas e nada conseguia aliviar a dor que estava sentindo. 

Esperava receber olhares enjoados em sua direção mas tudo que ganhou fora um abraço de sua mãe e um beijo na testa de seu pai, além de palavras de conforto dizendo que tudo iria ficar bem. A partir daí seu treinamento fora redobrado e seu pai não mediu esforços para ensinar tudo o que sabia para poder se defender de outros Alfas ou qualquer outro tipo de ameaça. 


E depois de oito anos ali estava, em um território estranho, cheio de pessoas novas e sabia que para ser respeitado teria de mostrar com quem estavam lidando. Era por isso que não poderia ter um Alfa, anos de treinamento não serviriam para nada se tivesse outro alguém considerado mais forte apenas pelo seu segundo gênero ao seu lado, ele não precisava de proteção, apenas que o levassem a sério.  


E essa fora a primeira vez que se viram


Flashback off 


Fora um longo caminho para chegarem onde estavam. 

Magnus era fechado, não falava mais que o necessário com os Lightwoods, tirando Max é claro, sempre estava com sua matilha ou concentrado em um livro. E Alec não sabia como começar uma conversa que não se relacionasse com o treinamento de seu irmãozinho. 


A começo da relação deles fora turbulenta, já estava escrito nas estrelas que a primeira conversa também seria. 


Flashback on 


- Lento demais… Vamos, levante-se, tente de novo - Magnus falava, um bastão em mãos, andando em volta de Max, que estava caído no chão. 


O menino não sabia quantas vezes tinha caído, além de ter que levantar quase junto com o sol para começar a treinar ainda estava cheio de machucados. 

É claro que eles, Omegas, se curavam rapidamente, não tão depressa quanto Alfas mas rápidos o suficiente para aguentarem treinar por horas. 


- Não podemos parar por um minuto? - Perguntou se sentando, sem se dar o trabalho de levantar. 

- Você sabe que, caso formos atacados, os inimigos não vão esperar um minuto para você descansar, não sabe? - Magnus perguntou, girando o taco em suas mãos antes de cutucar o mais novo com o mesmo. - Agora, levante-se!


Max revirou os olhos mas fez como fora mandado. Nunca iria admitir mas gostava do outro Omega, do seu jeito mandão e corajoso, as técnicas de luta perfeitamente calculadas e certeiras, muito melhor do que muitos Alfas. 


Pelo canto de seus olhos viu seus irmãos chegarem perto de onde estavam treinando para os observarem. 


O mais novo se endireitou e ficou em posição, do jeito que Magnus havia ensinado. Tomou um passo adiante e bateu com seu bastão no de seu instrutor, que sorriu minimamente e bloqueou o ataque. 

Não sabia como mas no próximo segundo estava no chão novamente, seu bastão havia voado pela sala e Magnus tinha uma expressão entediada no rosto. 


- Morto! - O instrutor declarou pelo que parecia ser a milésima vez em menos de cinco horas. - É isso que aprendeu com os outros instrutores? Patético… - Revirou os olhos com desdém. Max soltou um grunhido frustrado e dolorido. 

- Você não pode tratar ele assim - Alec se pronunciou pela primeira vez e recebeu uma sobrancelha arqueada de Magnus. 

- Não posso? E como você acha que eu deveria o tratar? - Perguntou com uma irritação contida - Ou melhor, como você acha que outros Alfas deveriam tratar o seu querido irmão lá fora? Como se ele fosse um príncipe indefeso? - Falou indo em sua direção lentamente, como um felino pronto para atacar, e a cada passo o Alfa fora de arrependendo mais e mais por ter aberto a boca - Desculpe estragar essa sua ilusão de mundo perfeito mas isso não vai acontecer! Então sim, eu vou tratá-lo desse jeito até que ele deixe de ser uma criança mimada que acha que vai sobreviver fora dessas paredes de pedra, porque adivinha só, ELE NÃO VAI! - Gritou - Pelo menos não assim. Então não venha me dizer o que fazer… Alfa. - Magnus o olhava como se ele fosse um verme. Talvez estivesse sendo um pouco rude? Com certeza. Mas ele não era famoso por ser simpático - Levante-se Max, vamos de novo - Falou por fim e voltou ao centro do tatame, se posicionando em frente ao mais novo, que não ousou contrariá-lo e se levantou. 


Alec contraiu a mandíbula em irritação e saiu a passos pesados da sala, ignorando seus irmãos. 


Flashback off 


Alec saiu de seus pensamentos quando ouviu seu nome ser chamado, ao se virar viu sua irmã com seu sorriso usual no rosto, não pode evitar sorrir de volta. 


- Olha, alguém está de bom humor… Como o Mags está? - Ela perguntou, caminhando ao lado do irmão. 

- Não sei, as náuseas não passaram e essa noite ele mal conseguiu dormir - Alec falou preocupado e Izzy sorriu ainda mais. - Por que está sorrindo? 

- Você é bem denso as vezes, maninho - A morena falou e saiu andando, deixando um Alec confuso para trás. 


°


Magnus não conseguiu dormir mais do que dez minutos depois que Alec saiu pois uma onda de enjôo o atingiu. Correu para o banheiro e colocou para fora todo o jantar da noite anterior. 


Tinha uma ideia do que poderia estar acontecendo e só teria uma maneira de descobrir mas estava com tanto medo e por isso estava evitando ao máximo pensar nisso. 

Mas Alec já estava ficando preocupado e com certeza descobriria cedo ou tarde e parte de si, se isso realmente estivesse acontecendo, queria que fosse ele à contar para seu noivo.


Estava decidido. 


Ele iria fazer um teste de gravidez. 


Mas não sozinho. Não conseguia. Então se arrumou rapidamente e pegou as, várias, caixinhas que havia comprado desde que começou a sentir os sintomas e caminhou até a pessoa que precisava. 


Bateu na porta três vezes até que um Raphael com o cabelo todo bagunçado abriu, rabugento como sempre. 


- Não acha que é cedo demais para me perturbar? - O Beta perguntou, dando passagem para seu melhor amigo entrar. 

- São quase onze da manhã - Falou revirando os olhos - Mas eu preciso de você, estou em uma pequena crise… 

- O que aconteceu dessa vez? Algum Alfa babaca te irritou? Seu glitter acabou? - Raphael tentou adivinhar tediosamente. 

- Eu acho que eu estou grávido - Magnus falou em um sussurro, passando a mão por seu estômago sem perceber. 


Raphael congelou e olhou para o seu melhor amigo e depois para a sacola que tinha nas mãos dele, cheia de testes de gravidez. O Beta caminhou até o outro e segurou sua mão, o puxando para sentarem na cama. 

Magnus deitou sua cabeça no colo do outro e ficou ali, Raphael acariciava seus cabelos delicadamente o que era uma surpresa pois o Beta quase nunca mostrava afeto. 

O Omega sabia que tinha feito a escolha certa em ir para Raphael, ele não o obrigou a falar e nem fez perguntas, apenas ficou ali, oferecendo sua presença e era exatamente isso do que precisava. 


- Eu não sei o que vai acontecer se eu estiver realmente… Não sei se estou pronto pra isso, Raph - Admitiu com os olhos cheios de lágrimas. Se estapeou mentalmente, ele não era assim, ele era um soldado, não chorava por qualquer coisa. 


Mas isso não era qualquer coisa. Era uma vida que estavam falando, um pequeno e lindo milagre. Por outro lado, ele poderia estar errado, poderia não estar grávido e tudo ser um mal entendido. A última possibilidade fez seu estômago revirar de um jeito horrível. 


- Vamos nos preocupar com isso depois, primeiro temos que descobrir se vou ter um sobrinho ou não - Raphael falou decidido e o Omega não pode deixar de sorrir. 


Magnus se levantou, pegou a sacola com os testes e se trancou no banheiro. Levou pelo menos dez minutos para conseguir juntar a coragem para finalmente fazer o teste. Estava tão nervoso. 


- Por favor… - Sussurrou, uma mão em seu estômago. Não sabia pelo que estava implorando, se era pelo negativo ou positivo. Ambas as respostas o aterrorizavam. 


Ele e Alec nunca tinham conversado sobre começar uma família mas Magnus sabia que seu Alfa queria, toda vez que iam ao parque ou até mesmo quando cuidavam das filhas de Cat e Ragnor, Olívia e Loren, os olhos de Alec brilhavam. O Omega não tinha dúvidas que Alec seria um ótimo pai. 

Mas e ele? Estava pronto para ser um pai? Provavelmente não. 


Nunca pensou em ter filhos, céus, nunca nem havia pensado que um dia estaria noivo, com um companheiro. Sempre que imaginava seu futuro se via treinando sem parar, sozinho e agora tinha possibilidade de estar com um filhote? 

Sabia que quando as pessoas olhavam para ele, até si mesmo quando se olhava no espelho, via um soldado, pronto para enfrentar qualquer perigo, mas ninguém veria uma figura paterna nele, alguém que uma pequena vida poderia confiar, pedir ajuda para resolver problemas e ser amada incondicionalmente.


Era muito para digerir.  


E ao mesmo tempo que a ideia de ter um filhote com Alec o deixava com medo, a possibilidade de isso não acontecer simplesmente o devastava. 

Que tipo de Omega era ele? Pavio curto, mais forte que muitos Alfas e amedrontado de começar uma família, aqueles não eram traços dos demais Omegas. Será que seu noivo ficaria decepcionado se ele não estivesse grávido? 


Balançou a cabeça, se livrando dos seus pensamentos quando o alarme que tinha programado em seu celular tocou. 


Respirou fundo antes de pegar o teste, que havia virado de cabeça para baixo. 


Positivo.  


Silêncio… E então a ficha caiu. 


Sentiu suas mãos tremerem contra seu estômago e deixou que as lágrimas caíssem. 


Ele estava grávido. 


Apenas o pensamento aqueceu seu coração, o fazendo sorrir entre as lágrimas. 

Levantou a sua camiseta o suficiente para acariciar sua barriga que ainda escondia o pequeno milagre. Só quem olhasse bem de perto poderia dizer que a pele de seu abdômen estava um pouco mais suave, sem tantos músculos como antes. 


Ainda sentado no chão, se olhou no espelho e, pela primeira vez, se sentiu feliz com o que viu. 


Notas Finais


Me falem o que vocês acharam, por favorzinho <3

Desculpa qualquer errinho!!

Bjs e até a próxima!!!!


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