História Our Love, Our Future (Malec) - Capítulo 9


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Asmodeus, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jocelyn Fairchild, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Max Michael Lightwood-Bane, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Abo
Visualizações 230
Palavras 3.475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


GENTE, ME DESCULPEM POR NÃO ATUALIZAR ANTES!!!

Eu sinceramente não sei o porquê de ter sido tão difícil finalizar esse capítulo mas SENHOR EU CONSEGUI!!!!!

Enfim, espero que gostem e boa leitura <3

(Nada de plágio)

Capítulo 9 - Bônus - Is Something Wrong?


Fanfic / Fanfiction Our Love, Our Future (Malec) - Capítulo 9 - Bônus - Is Something Wrong?

Já era de se esperar que os hormônios de Magnus, já grávido de dezesseis semanas, iriam influenciar em suas decisões. Como em seu vestuário, que antes passava horas escolhendo minuciosamente, praticamente viraram uma única combinação de calça moletom larga e uma das camisetas de Alec, ou seus desejos por comidas que anteriormente nunca havia gostado, e até mesmo trazer um gato de rua para o instituto. 


Flashback on 


Magnus estava irritado, não, furioso! 


Parecia que todos esqueciam que ele era um dos melhores soldados vivos e não era por causa que sua barriga estava crescendo que iria parar de treinar. E ainda por cima insultavam sua paternidade. Ele não era idiota, iria tomar cuidado com seu precioso bebê.


Ele ainda não sabia muito bem como ser um pai, o seu próprio era um péssimo exemplo, e sabia que ainda tinha muito o que aprender sobre como cuidar de uma criança, principalmente um bebê. Até aquele momento estava se saindo muito bem com Rafael, que o chamou de Papa pela primeira vez após dar um beijo de boa noite na testa do menino – se ele chorou nos braços de seu Alfa aquela noite ninguém precisava saber – e se sentia muito protetor em relação aos seus filhos. 


Então quando alguém, principalmente Alec, começa a gritar com ele para ser mais responsável pois estava dividindo seu corpo com outro ser… Vamos dizer que ele não levou isso muito bem. 


Era como se todas as suas inseguranças começassem a tomar conta do seu corpo inteiro. Sua respiração, as batidas de seu coração, o tremor em suas pernas e as lágrimas em seus olhos. 


Sabia que não era perfeito, que iria errar muito ainda mas… Por que ninguém via que ele estava ao menos tentando? 

Como um mecanismo de defesa, ele acabou se fechando novamente; seus hormônios se misturando com seu Alfa gritando só poderia resultar em algo ruim. 


E foi o que aconteceu. 


Talvez fosse culpa do Omega afinal, ele só queria treinar em paz, aliviar pelo menos parte da tensão que estava sentindo por meio de uma atividade física. 

Nunca foi bom em expressar seus sentimentos, é claro que desde que conheceu Alexander aquilo foi se tornando mais fácil mas não ao ponto de conseguir falar abertamente sobre o que estava sentindo, sem sentir que estava apenas sendo dramático ou que seus problemas eram um fardo que ninguém merecia carregar. 


Com uma luva em mãos, começou a socar o saco de pancadas, sentindo seus músculos se contraírem e relaxarem em cada movimento, o suor já começando a deixar sua nuca molhada e sua respiração ficando ofegante. 


Era exatamente aquilo que precisava. 


Mas parecia que nem todos concordavam com ele. 


Estava tão concentrado em sua tensão se aliviando a cada soco que não ouviu um Alec extremamente bravo marchar em sua direção, sendo seguido por um Jace igualmente nervoso e uma Isabelle preocupada com o que os irmãos poderiam fazer no estado em que estavam. 


Não gostava de pensar no que Alec e Jace tinham falado – ou melhor, gritado – em como era um arrependimento para ambos e que traria vários problemas para o bebê do jeito que estava agindo (eles não falaram desse jeito mas, em sua cabeça, era isso que ouvira). 

Já não estava mais entendendo as palavras que saíam das bocas dos Alfas, seu ouvido fazia um zumbido chato, provavelmente pelo sangue que havia subido para sua cabeça com a raiva que estava sentindo. Como ousavam dizer que iria machucar seu bebê de propósito? Em dizer que seria um péssimo pai? O comparar com Asmodeus?


Não… Se recusava a acreditar nisso… Ele não era Asmodeus! 


No fundo de sua mente reconheceu as tentativas de Isabelle de acalmar os dois Alfas mas eles não a ouviram, continuando a gritar até que os olhos do Omega se enchessem de lágrimas, se abraçando para a dura realidade de que suas inseguranças estavam expostas, sempre estavam espreitando, apenas esperando pelo momento em que baixaria sua guarda para atacarem. 


Sua cabeça doía, seu Omega interior chorava copiosamente por causar tantos sentimentos ruins em seu Alfa. E é claro, todos os seus músculos estavam tensos novamente em uma tentativa de não se submeter aos Alfas. 


Mas se eles acharam que ele iria ficar quieto e aceitar tudo aquilo, estavam errados. 


No curto espaço de tempo em que ambos pararam de falar para tomar um ar, ele explodiu. Foi feio e altamente doloroso. 


Em nenhum momento pensou que aquele dia acabaria assim, com ele correndo para fora do instituto enquanto secava suas lágrimas, ignorando seu Alfa que implorava por perdão, para que ele voltasse.  


Foi assim que se viu vagando pelas ruas de Nova York, tentando fazer a voz irritante em sua cabeça parar de repetir o quão fracassado ele era – por um mero segundo, achou a tal voz muito parecida com a de Asmodeus – que apenas se calou ao ouvir um barulho estranho vindo de um beco, logo seguido por um miado manhoso. 


Se aproximou do pequeno gatinho que ali tinha, a pequena bola de pelos estava se enrolando sobre si mesma, tentando se abrigar do frio que fazia naquela época do ano. Sem pensar duas vezes, aconchegou o gato em seus braços, que se aninhou ainda mais em seu moletom quentinho, e seguiu em direção ao instituto. 


Ao chegar no local, encontrou sua mãe, seu Alfa, Jace e Isabelle esperando por ele, sentados nos degraus da escadaria que dava para a porta de entrada. 


Lilith foi a primeira que o viu, correndo em sua direção e lhe dando um abraço apertado. Magnus tentou abraçá-la de volta em uma maneira que não esmagasse o gatinho no meio deles. 


- Eu estava tão preocupada, você sumiu por horas… - A mulher falou, passando os olhos por seu filho para checar se estava ferido ou não. 

Foi naquele momento que Magnus percebeu que já havia anoitecido, indicando que ficou praticamente o dia todo fora. 

- Desculpe… Eu só precisava ficar sozinho - Falou, acariciando o gatinho em seus braços. 

- Está tudo bem, Anakku? - A mulher perguntou, percebendo o rápido olhar que o Omega lançou á Jace e Alec antes de balançar a cabeça em um sinal de 'depois conversamos'. - Quem é esse pequenino? - Tentou mudar de assunto, voltando sua atenção ao gato. 

- Achei ele tremendo de frio, em um beco aqui perto… - Magnus respondeu a pergunta não feita, sorrindo minimamente para Izzy, que havia se aproximado e se aninhado ao seu lado. 

- Que fofinho, deve estar morrendo de fome - Isabelle comentou ao acariciar atrás da orelha do bichano. - Venha, vamos alimentá-lo, tenho certeza que ainda temos atum e leite na cozinha - A morena continuou, arrastando o Omega para dentro do instituto, ambos ignorando os olhares culpados de Jace e Alec. 


° 


Alec se sentia perdido e o arrependimento parecia estar tentando o afogar.

Não era sua intenção gritar com seu Omega, céus, nunca foi, mas ver que seu filhote estava exposto a um perigo, mesmo que seja pequeno, o fez ver vermelho. 


E admitia que sua decisão de chamar Jace para ajudá-lo a colocar algum senso na cabeça de seu companheiro não fora uma de suas melhores ideias. 


Sempre tentou controlar seu lado impulsivo, não fazer as coisas com a cabeça quente, sabia que toda vez que não conseguia se acalmar seus nervos tomavam conta e seu "modo Alfa" era ativado. 


Só não achou que quebraria sua promessa de nunca deixar seu noivo triste, principalmente quando estava carregando um filhote e não precisava desse turbilhão de sentimentos negativos vindo de seu Alfa. 


No momento em que viu os olhos de seu amor, seu gatinho, sua vida, se encherem de lágrimas sabia que tinha sido demais, podia sentir as inseguranças de Magnus pela conexão deles e nunca se sentiu tão… Idiota. 


Até tentou ir atrás de seu Omega quando ele saiu correndo do instituto mas foi parado por Isabelle que lançava um olhar desapontado para ele e Jace. A morena apenas se colocou entre os dois e a porta e disse que Magnus precisava de um tempo e, enquanto isso, era para ambos os Alfas pensarem o quão babacas tinham acabado de ser e que se eles ousassem machucar Magnus ou seu sobrinho(a) ela iria acabar com eles. 


Eles não duvidavam nada de sua irmã por isso apenas assentiram como duas crianças levadas e ouviram de cabeça baixa o sermão de Isabelle. 


Seu desespero aumentou ainda mais com o passar das horas, já havia anoitecido e seu Omega ainda não tinha voltado para o instituto. Um milhão de coisas ruins poderiam ter acontecido com ele e essas possibilidades estavam o comendo vivo. 


Lilith e Jace estavam com ele, esperando nas escadas do instituto, Isabelle estava encostada em um dos pilares, um pouco mais afastada dos três, apesar de parecer estar calma, Alec sabia que a morena estava igualmente preocupada. 


O Alfa estava se preparando para sair á procura de seu Omega quando Lilith soltou uma arfada aliviada e correu para a figura que se formava mais a frente, não precisou ver para saber que era seu companheiro. O cheiro de mel e mirtilo, misturados com o aroma de pimenta – indicando que o Omega ainda estava chateado – o atingiram, parecendo tirar uma tonelada de tensão de seus ombros. 


Mas é claro que a culpa tomou seu lugar, principalmente quando Magnus, que, por algum motivo, tinha um gato em seus braços, passou por ele e Jace sem ao menos lhes dirigir um olhar. 


- Vá falar com ele… - Jace falou, o tirando de seus pensamentos, batendo levemente em seu ombro. 

- Eu o magoei tanto - Alec falou desolado. - Não sei se ele vai me perdoar  

- Ei, é claro que vai, vocês são Magnus e Alec, o casal que passou por tantas coisas tentando separá-los mas que ainda continuam juntos e se amam mais do que tudo - Jace virou o seu irmão para ficarem de frente um para o outro - Você errou, eu errei, mas somos humanos e é claro que não somos perfeitos mas o primeiro passo você já deu, reconhecer seus erros, agora só falta você consertar o estrago, pedir perdão… Tenho certeza que Magnus vai te desculpar, ele te ama, quando amamos damos uma segunda chance… - Jace continuou, uma sombra de tristeza passou por seus olhos, o que Alec percebeu, fazendo-o puxar o loiro para um abraço. 

- Obrigado Jace, você tem razão. - Sua voz saía abafada pelo ombro de seu irmão - Vou fazer de tudo para me redimir com meu Omega - Falou decidido. 

- É assim que se fala! - Respondeu animado - Acho que também tenho uma parcela de culpa nisso tudo… - Coçou sua nuca em um gesto nervoso. 

- É capaz de Magnus já ter o desculpado - Falou revirando os olhos com carinho, arrancando uma risadinha de Jace - Como estão as coisas com Clary? - Perguntou após alguns segundos de silêncio, observando seu irmão se encolher levemente. 

- Estão melhores… Como eu disse, quando se ama se dá uma segunda chance, sei que depois do que eu fiz eu não merecia… - Falou em um muxoxo. 

- Bem, você não deveria ter feito o que fez… Mas você estava assustado, em choque e precisava ficar um tempo sozinho. Não é sua culpa - Alec falou firmemente, implorando internamente para que Jace acreditasse em suas palavras. 

- No fundo, eu sei que não é mas… Eu ainda estou chegando lá - Deu de ombros, Alec não o pressionou, podia sentir a dor e a culpa gotejando em cada palavra de Jace e doía vê-lo assim mas aquela era uma batalha que Jace teria de lutar sozinho. - Agora vá, tem um Omega te esperando - Falou com um sorrisinho provocador, mesmo que tal felicidade não chegassem em seus olhos, Alec sabia que era um progresso. 


O moreno apertou o ombro de Jace mais uma vez, tentando passar no gesto tudo que não disse, 'estou aqui se precisar', 'não faça nada que possa te machucar' e 'eu te amo, irmão'. Por sorte Jace pareceu entender, sorrindo, genuinamente daquela vez, antes de assentir, deixando que Alec seguisse para dentro do instituto. 


° 


O moreno seguiu a passos pesados até sua suíte, podendo ouvir de longe a risadinha infantil de Rafael. 

Se encostou na batente da porta, observando seu Omega deitado, acariciando sua própria barriga enquanto sorria para Rafe, que brincava gentilmente com o gatinho em cima da cama. 


- Papai, papai, olha! - A voz de Rafael chamou sua atenção, o menininho mostrava o gatinho para o pai. Alec sorriu para seu filho, decidindo ignorar o aperto em seu coração quando viu o sorriso de Magnus diminuir com sua presença. 

- Que lindo, pequeno. Já escolheu um nome para ele? - Perguntou ao beijar os cabelos de Rafael. 

- Sim. Presidente Miau! - Respondeu decidido. 

- Uau… É um belo nome - Falou tentando segurar a risada. 

- Eu sei. Vou mostrar meu quarto para o Presidente - Falou, segurando o gatinho em seus braços - Tchau papai - Deu um beijo na bochecha de Alec - Tchau Papa - Outro em Magnus - Tchau Blue - Beijou a barriga do Omega.



Magnus e Alec sorriram com o gesto do menino, observando-o sair para seu quarto, murmurando algo animadamente para Presidente Miau. 


Um silêncio desconfortável se instalou entre eles, como se fosse uma barreira invisível. Alec só podia ouvir o som de suas unhas raspando no lençol da cama e as batidas incertas de seu coração, se perguntava se Magnus poderia escutar também. 


Olhou para seu noivo hesitantemente, fazendo se encolher um pouco, um ato inconsciente mas que fez seu estômago revirar em remorso. 


- Me desculpe - Disparou sem hesitar, atraindo a atenção do Omega - As coisas que eu disse… Foram horríveis e em nenhum momento sequer eu acreditei nelas, eu só… Quando eu vi que meu bebê estava exposto ao perigo, não consegui pensar direito, apenas… Descontei meu medo em você. Eu não sei o que estou fazendo, Mags, a todo momento eu acho que vou estragar tudo, cometer algum erro e fazer meus filhotes me odiarem… E agora… Agora eu cometi um erro com você e eu me odeio por isso, por ter gritado com você, ter feito você se sentir mal, por não ter ido atrás de você no minuto em que você saiu do instituto… Estava tão preocupado, não sei o que faria se- - Um soluço dolorido interrompeu sua frase, não havia notado que estavam chorando até que Magnus se aproximou e enxugou suas lágrimas, o puxando para que deitasse a cabeça em seu colo. 

- Não vou mentir, Sayang, doeu ouvir você dizendo tudo aquilo - Sentiu Alec afundar o rosto em sua barriga, o abraçando desajeitadamente. - Mas entendo o que sentiu, se fosse eu com certeza faria o mesmo, talvez pior. Tudo bem ter medo, eu mesmo estou apavorado, mas nós temos que conversar sobre isso antes que acabe acontecendo tudo isso de novo… - Sentia o moreno se acalmar com cada palavra, acariciando os cabelos negros com amor - Apenas prometa que… Quando as coisas ficarem loucas, não me afaste - Pediu em um sussurro. Aquela era uma frase deles, repetiam sempre que se sentiam vulneráveis, era como uma promessa. 

- Está bem - Falou, se levantando do colo do Omega para beijá-lo ternamente. 

- E eu te perdoo… Mas você tem que me perdoar também - Magnus pediu com um biquinho mas sua voz era séria, fazendo Alec sorrir e assentir, se inclinando para um beijo mais uma vez. 

- Desculpado! - Falou quando se separaram, ainda de olhos fechados - Então… Temos um gato agora? 


Flashback off 


Magnus sorriu com a memória, naquela noite também havia procurado Jace para se desculparem um com o outro, fora um pouco embaraçoso para ambos mas no final deu tudo certo. 

Um sorriso brotava em seus lábios toda vez que se lembrava em como Alec o encheu de carinho depois que se acertaram, até porque o olhar de cachorrinho de seu noivo nunca falhava em fazer seu coração palpitar loucamente. 


E falando nele… Antes mesmo de Alec entrar na cozinha pode sentir seu cheiro, sabia o que lhe aguardava por isso nem ao menos se virou, deixando seu Alfa o abraçar por trás como sempre fazia quando o encontrava cozinhando. 


Alec afundou o rosto no pescoço de seu noivo, acariciando sua barriga com uma mão e apertando seu quadril possessivamente com a outra, deixando beijos molhados desde seu ombro até atrás de sua orelha, sorrindo maliciosamente ao perceber que o Omega estava arrepiado e com a respiração descompassada. 

Amava como Magnus respondia aos seus toques, principalmente na gravidez que pareceu deixar seu noivo bem mais sensível. 


- Qual é, não na cozinha! - A voz de Jace fez os dois se afastarem minimamente. Se virando puderam ver o loiro com Rafael em seu colo, tapando os olhos do garotinho com uma mão. 

- Desculpe Trace - Magnus falou irritado, apagando o fogo para receber Rafael em seus braços. 

- É sério isso? Achei que tinha parado com essa coisa de errar meu nome - Seu cunhado falou com falsa irritação. 

- Não sei do que está falando, Jeremiah - O Omega dispensou o comentário, arrancando uma risadinha de Rafael que, com sua ajuda, mexia a sopa que estava preparando com uma colher. - O jantar está quase pronto - Anunciou, passando o menino em seu colo para Alec quando Rafe cansou de ajudá-lo com a comida. 

Sorriu ao ver seu Alfa jogar Rafael para cima e o pegar no ar repetidas vezes, o que fazia o garotinho gargalhar. 

- Para papai! - O menino gritava enquanto Alec fazia cócegas em sua barriguinha. - Tio Jace, me ajuda… - Pedia em meio aos risos. 

- Tio Jace ao resgate! - O loiro gritou, fazendo barulhos de sirene enquanto pegava Rafael no colo e corria de Alec em volta da mesa da cozinha. 


Magnus revirou os olhos com carinho para as, aparentemente, três crianças, provando da sopa que fazia. Para ele faltava um pouco de pimenta e talvez picles mas sabia que era a gravidez falando então decidiu puxar seu futuro marido para experimentar. 

Alec assentiu, gemendo com o quão delicioso estava. O olhar luxurioso de seu Omega não passou despercebido por ele, que puxou o mais baixo para um beijo quente. 

Pelo canto de seus olhos pôde ver Jace tapando os olhos de Rafael mais uma vez enquanto ele e o garotinho iam embora, apressados. 


Desceu suas mãos da cintura para as coxas de seu Omega, o levantando e o colocando em cima do balcão. Magnus afastou mais as pernas para seu noivo se acomodar entre elas. Tudo isso sem findar o beijo. 

Alec passou a beijar o maxilar e pescoço de seu noivo quando o ar fez falta, o puxando ainda mais para perto, sentindo o Omega cruzar as pernas atrás de suas costas, implorando silenciosamente por mais. O Alfa apertou as coxas grossas do mais baixo, fazendo-o choramingar baixinho. 

Eles sabiam que qualquer um poderia entrar mas, naquele momento, não se importavam nem um pouco. 


Até que Magnus arfou surpreso, empurrando seu noivo para que ele se afastasse para colocar as mãos em seu próprio estômago. A expressão confusa do Alfa passou para uma de intensa preocupação ao ver seu Omega com lágrimas nos olhos. 

Seus pensamentos estavam a mil por hora, tudo que conseguia pensar era que havia acontecido algo ruim com o seu filhote e Omega. 


- Mags? Está tudo bem? Está sentindo alguma dor? É o bebê? O que- - Foi interrompido quando seu noivo o puxou para um beijo apaixonado. 

- Sayang… O bebê está chutando - Magnus falou com um sorriso imenso, deixando algumas lágrimas caírem. É claro que já estava sentindo o bebê se mexer – o que ele, inicialmente, havia confundido por gases – fazia algum tempo mas era a primeira vez que seu filhote chutaram tão forte a ponto de outras pessoas poderem sentir também. 

- O que? - Alec arregalou os olhos, colocando suas próprias mãos no estômago do Omega, acariciando-o. 

- Espere um pouco - Magnus sussurrou, colocando suas mãos sobre as de Alec, sorrindo ao sentir seu filhote chutando mais uma vez, sabendo que seu noivo também conseguia sentir. 

- Uau… Oi Blueberry, é o seu papai aqui… Oi! - Falou com a barriga do outro, em uma voz fininha e carinhosa, beijando a pele exposta repetidamente recebendo um leve chute em resposta a cada selar. Magnus sorriu para seu noivo, acariciando os cabelos dele enquanto o mesmo falava com o bebê. 


Se encostou na parede atrás de si e tratou de relaxar, provavelmente não sairia dali tão cedo mas nunca se sentiu tão feliz em estar sentado desconfortavelmente no balcão da cozinha do instituto.


Notas Finais


Então foi isso, o que acharam??

Desculpe qualquer errinho e pela demora também...

Bjs e até a próxima <3


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