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História Our Promise - Capítulo 4


Escrita por: nazitsu

Capítulo 4 - Cap.3: un jour mon prince viendra


 

Afastado dos moradores do vilarejo podia se ver uma enorme casa no alto da colina. Distante do estrupício que era a vila, com tanto para se apreciar a calmaria que a brisa os proporcionam naquele alto lugar. Talvez alguns moradores tinham a certeza que era por mesquice pura, ou não.

 

Assim levará a vida dos Agatsuma. A família tão bem sucedida quanto qualquer outra, todavia os filhos de uns não se interessavam tanto no imenso pomar de pêssegos e enormes terras, seus interesses talvez estivessem na formosura que é o irmão do herdeiro das riquezas desejadas. O pai tinha tantos problemas para resolver, o maior deles eram alfas na janela de seu filho mais novo pedindo-lhe seu coração. Soube imediatamente que não teria descanso após a fase juvenil do ômega querer se mostrar apto a socializar.

Este ômega que dormia dentre os lençóis, tendo os melhores sonhos que o fazia sorrir. O amanhecer vinha aparecendo na janela e passando pelas frestas da cortina, assim como o pequeno trio silencioso que observava da porta o jovem de fios loiros ainda dormir.

 

— Isso é uma boa idéia?— Uma das meninas sussurrou.

 

— Ainda pergunta, Naho?— A do meio bateu a palma na própria testa, impaciente.

 

— Fiquem quietas!— A outra pediu, vendo que estavam aumentando o tom a cada palavra. Poderiam botar tudo a perder.— Vamos antes que Inosuke nos ache!

 

Assentiram sorrindo travessas indo de encontro com o loiro dorminhoco. Por segundos se aquietaram por ver Zenitsu sorrindo remanso entre longos suspiros, se ele estivesse acordado? O sono não parecia leve para não ouvir os ruídos do piso que as garotas faziam ao andar. Naho, sendo empurrada pelas outras ao pé esquerdo do ômega, nervosa como era, ficou olhando as outras se afastarem para a janela segurando a fina cortina e esperando o sinal para fazer tal ato.

 

— Agora!

 

Cortinas abertas e luz entrando, Naho hesitou por Zenitsu se virar contra os raios solares, depois de breves segundos analisando se ainda estava dormindo, e ainda estando. Respirou fundo, corajosa, começou a dedilhar o pé do loiro, este que grunhiu se remexendo provocando risadas nas garotas. Em outra tentativa em provocar cócegas, recebeu um pontapé que fez a garota cair no chão. As outras a olharam espantadas e preocupadas.  

 

— Isso doeu!!— Dramatizou alto.

 

— Para vocês aprenderem a não atrapalhar o sono das pessoas. — Zenitsu as repreendia enquanto sentava no colchão, estalando seus dedos para tirar o sono, e possível preguiça.— E o que estão fazendo aqui? Como passaram de Inosuke? Kiyo.

 

— Não me acuse de toda a situação, elas me ajudaram. 

 

— Mas foi você quem sugeriu...e disse que era a líder.

 

— Obrigada por dizer, Sumi.— Kiyo resmungou irritada para a amiga, esta que estava brilhante demais para ligar.

 

Logo, uma delas sentou na cama do loiro perto deste, todavia, as garotas ciumentas sentaram junto ao ômega que riu baixo pela atitude tão fofa das meninas. As adorava como elas o tratavam com carinho nada igual, diferente de Inosuke e seu irmão. Ficava sem ar de tanto rir vendo-as fugir destes que gritavam demais.

 

E pensando no ômega irritadiço, seus passos pesados foram se aproximando do quarto do ômega remanso que estava pronto para acalmá-lo logo cedo, se fosse possível. O aroma de nozes estava rançosa; possivelmente estressado, céus, se perguntava como o Hashibira ficará irritado logo cedo!? Talvez, raramente, tenha conseguido sentir algo bom vindo de Inosuke; um sorriso sem esforço. 

 

— Suas malcriadas!— Inosuke bateu a mão na porta fortemente atraindo a atenção para si, seus olhos transmitiam a cotidiana impaciência. 

 

Medrosa, Naho agarrou a roupa de dormir do Agatsuma, sendo respondida com carinho em seus cabelos lisos. Certamente Zenitsu ainda estará em seu sonho bonito, para não acalentar Sumi e a corajosa Kiyo que também tremiam perto de si. Ressabiado, de soslaio Inosuke encarou o sorriso largo e olhar infixo do loiro. Anormal demais! Pensou o ômega irritado.

 

— Devia desconfiar de vocês, procurei vocês em todos os lugares. Vão se arrepender muito quando eu contar ao pai de vocês!— Ameaçou Inosuke, cruzando os braços e erguendo o queixo.

 

— São apenas crianças, Inosuke. Não seja tão arisco com elas.— Incomodado disse o loiro remanso.

 

— São crianças estressantes!— Andou a cama, mirando o grupo miúdo tremendo como galhos de árvore de tanto medo.— Vocês não tem nada para fazer? Estudar?— Ponderou sobre os olhares incertos das garotas sob os questionamentos de Inosuke.

 

— Meninas, como puderam fazer isso? Estudos são muito importantes. Digam!— Calmo; com decepção esperou as meninas os responderem. 

 

— Nosso professor é tão chato, Zenitsu! Ele não vai dar falta de nós, aliás, somos muito inteligentes.— Kiyo, confiante sorriu para a feição fechada dos mais velhos.

 

— Fale por você.— Sumi murmurou alto. 

 

— Por vocês serem inteligentes que vão dar falta, e não diga que seu professor é chato.— Ajeitou os fios rebeldes da franja de Kiyo, esta que arqueou a sobrancelha esquerda, não compreendia o que o loiro dizia.— Quando estiverem grandes vão sentir falta dele, digo porque sinto saudades do meu. 

 

— Então.. o que devemos fazer agora, Zenitsu?— Incerta, perguntou Naho.— Não quero que o papai nos repreenda, ou talvez nos deixe de castigo!

 

Expirou o Agatsuma e o Hashibira bufou ainda de braços cruzados. Amenizando sua irritação com as garotas, Inosuke encarou a janela com a vista para fora do quarto. 

 

— Ainda são sete horas, deixo vocês lá. Converso com o professor.— Evitou olhar para o rosto iluminado das garotas que agora ficaram. Sentia o olhar e sorriso sugestivo do Agatsuma mais novo sobre si; contradizendo tudo que dizia em seu agir.

O silêncio veio junto com o vento da matina, e Zenitsu se pôs de pé atraindo a atenção toda para si enquanto prendia seus longos fios num coque desajeitado. 

 

— Por que estão me encarando? Deveriam se apressar e ir depressa!— Impaciente mandou. Como um raio o trio se foi e esqueceu de se despedir de seu ômega favorito.

 

O loiro indo para o banheiro a fim de tomar um belo banho, parando no batente da porta para chamar o seu amigo estressado antes dele partir.

 

— Inosuke-

 

— Vou como cometa. Quero saber o porquê desse teu sorriso estranho!— Descanso as pálpebras e arqueou a sobrancelha direita, os olhos verdes do Hashibira desconcertaram a pose do de olhos amarelos.

 

Pelos deuses..! Era tão transparente assim? Nem sabia que estava sorrindo tanto no início do dia. E depressa Inosuke foi embora para ajudar o trio de mal-educadas, deixando Zenitsu sozinho novamente.

E se despiu da camisola com calma, ligando as torneiras para encher a banheira e sem esperar para estar cheia, sentou sentindo a água morna lhe trazer o nervosismo de seu coração quando estava dormindo. Seu corpo se tornou quente, seu peito apertou junto ao coração que acelerou tanto que tropeçava, e seu rosto avermelhado se tornou ao fechar os olhos.

Mãos calejadas tocaram suas bochechas com ternura e paixão; nem sabia o que era amar ao certo. Tal alfa de seu sonho recém sonhado era real naquele lugar, a sua presença o acalentava como ninguém. O vento fazia tamanha questão de empurrá-los para estarem abraçados a toda hora. Nossa! Parecia tão breve seu encontro que chorou enquanto se despedia do amado que prometia que voltaria. Todavia, nenhuma história contada dizia que era possível amar através de sonhos, não queria ser apontado como louco de pedra ao dizer que estava apaixonado por alguém que sequer existia.

 

Zenitsu arqueou as costas saltando a respiração pesada que segurava, e fechou as torneiras para começar a se lavar. Tocou o rosto quente e sorriu outra vez, e percebendo-se negou rapidamente seus pensamentos ilusórios. Estaria lendo muito romance a ponto de desejar igualmente? Que horrível!

 

— Desperte, ele é seu desejo.— Resmungou o ômega para si mesmo. 

 

Encerrou seu banho e apanhou a toalha para se enxugar e sair. E indeciso estava quando se olhava para seus kimonos estampados de triângulos, o preto era tão peculiar e único, porém o amarelo o destacava como o sol do meio dia. Contudo, seus instintos lhe disseram para usar o preto, e satisfeito agora pela sua escolha guardou a outra em seu armário. 

Sentou-se à frente de sua penteadeira e arregalou os olhos de susto ao ver pelo reflexo do espelho; Inosuke imóvel como um espírito na porta de seu quarto, o cheiro do Hashibira estava calmo e agradável de sentir, Zenitsu todos os dias sentia demasiada alegria ao saber que era especial para o amigo estressado.

 

— Ei.— Chamou Zenitsu, balbuciando para o outro o escutar. Despertou os olhos verdes, atordoado, calado encarou o amigo remanso. Zenitsu fez menção com a mão, para se aproximar e o outro foi.— Tudo bem? Foi rápido.

 

— Foi você que demorou muito.— Ignorou a pergunta do loiro, e com receio, inquieto, apertou as mãos na própria vestimenta. 

 

— O que houve? Você está estranho hoje!

 

— Não sou eu, e sim você! Sorrindo para o nada, está ficando louco?!

 

— Louco?!

 

— Sim!!— Inosuke franziu as sobrancelhas, ansioso pela curiosidade que fazia questão de esconder. Porém Zenitsu não era burro. 

 

O Hashibira bufou, buscando algo olhando a penteadeira do loiro; pegou a escova de cabelo e agarrou os fios grossos e volumosos do Agatsuma. Este que sorriu curto com o gesto, gostava quando seu cabelo era arrumado pelo amigo, assim como este adorava escovar os cabelos para mostrar seus rasos sentimentos de carinho por Zenitsu.

 

 

— Me conte logo, não me amole com esse sorrisinho!— Partiu duas grandes mechas, concentrado estava no que fazia.

 

— É muito constrangedor contar isso, você não entenderia. Você irá rir.— Baixou as pálpebras desviando de seu reflexo. Não poderia se mexer, ou ouviria Inosuke gritar irado.

 

— Me fale logo ou puxo seu cabelo.— Ameaçou, perdendo o resto de paciência.

 

— Tive um sonho bom, só isso…!— Inosuke não convencido, levemente puxou a mecha e Zenitsu resmungou. Franziu as sobrancelhas, nervoso agora.— Sonhei com alguém incrível, ele não existe, mas seus sentimentos pareciam reais...ele me tocava com tanto cuidado, meu coração chegava a parar de tanta felicidade. É estranho! Ele era enorme, bonito, um sorriso bonito, eu era como uma ervilha ao lado dele. Quando nos abraçamos, nossos lobos estavam felizes; tornando-se apenas um, como nos livros que a tia Kotoha contava para nós. E o pior, eu não queria sair dali, chorei como criança para ficar, mas ele não deixou.— Calmamente dizia, coçando a costa da mão, hesitando diante o olhar julgador do amigo; que por um momento parou o que estava a fazer. 

 

O peito de Zenitsu estava com uma inimaginável angústia. Sentia que choraria ao lembrar dos olhos ternos e amáveis do homem do sonho.

 

— Mmh — Pesado suspirou, e abaixou o olhar; pensativo e com receio em dizer algo. — Por que eu zombaria disso? 

 

O loiro ergueu os olhos para o Hashibira, surpreso.

 

— Oras, você sempre me avacalha por essas coisas…ou devo estar ficando louco, ou você esteja.— Atônito respondeu. 

 

Inosuke murmurou pedindo duas fitas, e logo Zenitsu deu para este. O Hashibira terá feito duas grandes tranças no cabelo do Agatsuma, seu sorriso satisfeito foi dos maiores; assim como o olhar espantoso e brilhante do outro.

 

— Essas coisas de amores são feitas para ômegas como você, não para mim, por isso gozo disso.— Posicionou as bonitas mechas trançadas para a frente dos ombros do loiro.— Vamos comer, sim? Estou morrendo de fome e quero chegar primeiro que Kaigaku, aquele imbecil que não espera nem o pai para comer, quem dirá nós.

 

O sorriso indiferente de Inosuke incomodou Zenitsu, este que calado ficou enquanto seus pensamentos recebiam dúvidas passadas sobre o ômega irritadiço de anos atrás. Talvez Zenitsu fosse um sonhador e romântico, na infância irritando seu pai por gritar para todos que um dia casaria com um príncipe como Tengen Uzui, ou talvez o próprio, infelizmente ou não o pai não permitiu o casamento, mesmo que fosse apenas brincadeira. Enquanto, Inosuke berrava que estudaria bastante para se tornar independente e viajar para fora do país, afugentando a imensidão de paqueradores mirins que o seguiam por sua beleza anormal para uma criança, ou talvez sua personalidade explosiva o fazia perder o charme na aparência delicada.

 

O Agatsuma mais novo despertou de seus pensamentos duvidosos após esbarrar em alguém. Juntou as sobrancelhas espantado, estava sendo guiado perdidamente, e se tivesse caído de alguma escada?! Nem perceberia.

 

— Demoraram muito, já ia acordar você.— Kaigaku tocou o pescoço e massageando-o, desconfortável.— Parece que dormiu bem, está bonito.

 

Os olhos amarelos brilharam sobre o elogio do irmão, e sorriu. Kaigaku era amável e fofo, como não gostavam dele? Como agradecimento, o loiro levou a mão direita e acariciando os fios escuros do Agatsuma mais velho. 

 

E o carinho cessou-se pelo pigarreio de Inosuke. Os olhos verdes miravam o alfa como um canhão prestes a disparar, logo os olhos turquesas se encontraram com o do ômega estressado e afastou-se mansamente do irmão.

 

— Bem, o pai está esperando você. Ele quer conversar sobre algo sério com você.— Desconfortável dizia o Agatsuma mais velho.— Fiz o que podia, me perdoe...

 

Murchou o sorriso do loiro e foi assim, seu lobo se agitou, angustiante como a pilha que se acumulava na mente do ômega remanso. Os gritos questionáveis do amigo estressado eram ouvidos de longe. Era tão sério que nem Inosuke poderia ouvir? O nervosismo tomava conta das pernas de Zenitsu, por Deus, sentia que cairia se não tirasse força da curiosidade que tinha do assunto.

 

E sem cerimônia estavam os dois se encarando, sufocante era aquele silêncio e olhar pesado vindo do pai. Haganezuka havia acabado de ir embora, seu peito se apertou assustado, triste e raivoso, e seus olhos marejaram de lágrimas que caíam em grande quantidade. Não estava pronto. Zenitsu rejeitava o abraço acolhedor do pai, este que preocupado e sem saber o que fazer caso o filho desmaiasse de tanto chorar de maneira compulsiva.

 

Jigoro não compreendia o ômega, as condições de seu futuro parceiro eram tão boas e estáveis a ponto de impressionar-lhe, se sentindo seguro pela primeira vez a entregar prontamente o filho mais novo. Ele tinha desejo de casar, e realizei, então por que desse escândalo? Jigoro se perguntava, tirando de dentro do bolso de seu haori, a pequena pintura do jovem alfa que adorou conhecer apenas pelas palavras de Haganezuka.

 

“— Kamado Tanjiro é um bom menino, Jigoro! Parece estranho ele ainda estar solteiro, mas não se preocupe se está pensando que ele é um cortejador como os...garotos que voam em cima de Zenitsu.— Haganezuka sorria afobado, pigarreou arranjando fôlego para continuar.— Foi o melhor que encontrei para seu filho, espero que me dê um dia para marcar para se conhecerem.

 

— Tem tanta certeza que vamos concordar com algo assim? Por favor, ele mora nos confins e quer que meu irmão case com esse sei lá quem, me faça o favor de sumir!— Kaigaku, vociferou indignado.

 

Haganezuka juntou as sobrancelhas irado, porém manteve a pose e sorriu forçadamente para o jovem.

 

— Tanjiro mora nos confins, mas é educado, amoroso e prestativo por demais, além de ser almejado pelos filhos ômegas dos moradores para se casar por ser tão gentil e bonito. Diferente de você, Agatsuma Kaigaku, está beirando seus vinte e cinco anos e não arranjou ninguém, com a esfarrapada desculpa de que não tem tempo, mas só está sozinho porque não consegue dialogar com alguém sem ser um pouco gentil e cavalheiro, como se seus neurônios fossem comandados somente pela grosseria.— Seu sorriso lhe doía as bochechas, apertando os punhos fortemente pela sua raiva contida. Sua veia saltava sutilmente que era notável de longe. ”

 

A voz de Haganezuka ressoava na mente do pai, suspirou pesadamente abaixando os ombros, e guardando a pintura do Kamado de volta no haori.

 

 

— Queria tanto que a mamãe estivesse viva para impedir isso.— Soluçou, espremendo os olhos para parar de chorar. Seus olhos doíam, tudo doía.— Ela com certeza não deixaria o senhor jogar minha vida para um alfa desconhecido, logo o senhor que não me deixava nem respirar o mesmo ar perto deles.

 

— Você me dizia que queria casar, não minta sobre isso.

 

— Mas não desse jeito!

 

Bateu as mãos na mesa e correu para fora da sala de jantar. Ignorando tudo ao seu redor como se não fossem meras coisas, sendo que dava a mais atenção para tais coisas sem tanto valor de olhares. Porém sua mente precisava de espaço para se esvaziar do peso estressante, amargurado, ou até mesmo o peso da vontade de querer urrar de dor que armazenava no peito. 

 

E longe de casa, Zenitsu desajeitadamente tirou seu par de chinelos para caminhar melhor sob a grama verde e bem cuidada pela mãe natureza. A brisa o confortou com a breve chegada, e a grande árvore parecia o convidar para descansar das mágoas recentes para mais tarde enfrentá-las . O Agatsuma mais novo deitou embaixo das folhas verdes que davam a mais refrescante sombra, o céu limpo não passava uma nuvem para imaginar alguma figura para distraí-lo. Suspirou falhado, ainda não passado seu soluço, e piscou forte para não lembrar do tal Kamado Tanjiro que tornaria sua vida o oposto do que imaginava.

 

Passando-se horas sem perceber; passando as mãos nas tranças grossas, pensado onde Inosuke aprendeu a fazer tal penteado bonito, onde se ele nem amarrar o cabelo amarrava?

 

 

— Pretende ficar aqui por quanta horas? O dia inteiro?— A voz irritada de Inosuke surgiu, dando um susto em Zenitsu e o fazendo erguer o tronco de supetão. 

 

Os olhos amarelos estavam opacos lhe encarando, sem resposta. A preocupação do ômega irritadiço falou mais alto que seu ego, se sentando à frente do loiro e ponto dois recipientes organizados entre suas pernas, um tanto envergonhado por expressar sua vasta preocupação com o ômega que lidava com seu estresse todos os dias.

 

— Trouxe seu almoço, duvido muito que esteja com fome mas-

 

— Obrigado.— Murmurou, pegando os hashis e abrindo uma das vasilhas. Lutando contra sua ansiedade que o impedia de engolir a comida aparentemente deliciosa, comeria ou iria adoecer mais tarde.

 

O silêncio servia como combustível para as paranóias do Hashibira, as tranças que se esforçou tanto para aprender com a mãe; para deixar o Agatsuma feliz e mais espontâneo foi mais planejado para esse dia que o deixou tão alarmado. O que eu faço agora? Ele está sobrecarregado e com os olhos vermelhos, não posso fazer nada! A tristeza chegava a ter gosto na boca de Inosuke, este que era tão inseguro de abraçar seu amigo e sentir que iria piorar tudo a esse gesto simples. Saber tudo dos lábios de Kaigaku foi difícil de se compreender, queria continuar sendo o porto seguro de Zenitsu; a caixa de desabafos de um ômega romântico.

Antes de ir de encontro com Zenitsu, o pai do ômega veio em sua direção apressadamente e afobado. Entregando um envelope deveras elegante e nada igual. Sua curiosidade tinha se despertado assim que foi dito que deveria ser visto apenas pelo Agatsuma mais novo, e por extrema proteção, meio caminho andado sem conseguir segurar sua paciência; tirou o conteúdo guardado e murmurou surpreso pelo retrato diante de seus olhos. Esse é o tal Kamaboko Gonpachiro? As sobrancelhas finas se franziam em desgosto, assim como seus lábios. Me perdoe, senhor Agatsuma, mas acho seu filho mais bonito! Percebendo seu pensamento de Kaigaku, se estranhou por segundos depois de sentir suas bochechas esquentarem. Em menção negou, resmungando e pondo no lugar o retrato do alfa não-tão-bonito, e caminhando novamente para o lugar favorito do amigo.

 

— Tome.— Incerto, tomou as rédeas do que foi mandado. Estendeu a pintura guardada em direção ao loiro— Seu pai pediu para te entregar isso, disse que é importante-

 

 

— No momento não quero nada que venha dele.— Frio, interrompeu. Deixando o resto que não conseguia comer, colocando o recipiente de seu lado junto ao hashis.

 

— Você pode parar de me cortar!? — Reclamou, juntando as sobrancelhas e trincando os dentes. Estava ficando farto da aura melancólica de Zenitsu, tentava ajudar porém o outro não queria ser acudido, ou não aguenta não conseguir compreender de certa forma.— Quero te ajudar, coopere! 

 

— Você pode me ajudar fugindo daqui.— Enfim, encarou os olhos verdes ficarem surpresos. Zenitsu sorriu singelo, pegando o envelope das mãos do Hashibira.— Estava brincando.

 

 

Sem esperanças de mudança de ideia do pai em voltar atrás. Puxou o grosso papel e por longos segundos ficou, seus olhos se arregalaram e seus lábios entreabriram sob a imagem do jovem homem de olhos vermelhos e fios ruivos escuros como vinho, e a cicatriz incomum e marcada no canto da testa foi a causa de sua surpresa vim com a respiração descompassada. A vocifera voz de Inosuke não chegava ao ômega, o amigo preocupado se levantou rápido ao ver o loiro levantar rápido. Sem desviar do retrato do alfa prometido.

 

 

— Inosuke, será que é possível amar alguém que nem ao menos conhecemos?— Sua fala foi rápida. Zenitsu ergueu as sobrancelhas loiras, deixando o ômega confuso. 

 

Os olhos cintilantes ficaram, a melancolia pesada se esvaiu estranhamente do corpo do Agatsuma. Este que sorriu radiante, as pálpebras se fecharam e por fim suspirando, com destreza pressionou contra seu peito, como um abraço; a arte tão bonita considerada para si. Um sentimento desconhecido surgiu em seu peito, sendo quente e desconfortável, que por algum motivo lhe era bom. Poderei finalmente vê-lo, conhecê-lo!  

 

— Preciso ir, tenho que falar com o papai!— Murmurou animado, girando os calcanhares e correndo em direção à casa.

 

— Zenitsu está tão estranho hoje… Será que é a puberdade?— Cansado, Inosuke carregou as vasilhas e viu, por fim, o ômega loiro correr para casa como se dependesse daquilo.

 

Pessoas românticas são tão estranhas! Pensou o Hashibira, enquanto levava o par de chinelos que o Agatsuma mais novo esqueceu, pelo calor do momento.

 

 


Notas Finais


AH AAAAA A-
estou cansada, demorei muito? Não né? Ka ka ka....??

Depois de tanta procrastinação, resolvi terminar. Não coloquei muito não foi? Mas espera que vai ter mais point view do Zenzen, mas por enquanto é isto!

[Animada...animada... respira] eu tô adorando os personagens, sério! Inosuke tem a mesma personalidade canon, poréém.. é estudado, civilizado e tem mãe. Amo ele, demais.
Não quero falar do Zenitsu, pq senão vai ficar maior que o capítulo.

Vocês querem um desenvolvimento do Kaigaku com o Inosuke? Só pra saber mesmo. Não quero perder meu tempo desenvolvendo algo que vocês não gostem.[ Por favor respondam!!!]

É isso, beijos a distância!!!(〃゚3゚〃)


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