História Our Secrets - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai)
Tags Assassinato, Kaido, Kaisoo, Long-fic, Mistério, Policial, Slash, Sookai
Visualizações 67
Palavras 2.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá!
vai se acostumando com as atualizações madrugalescas, pois, talvez elas estarão se tornando frequentes...
o capítulo tá leve e intenso ao mesmo tempo. me desculpa por qualquer falta de contexto.:(

enfim, tenha uma boa leitura.<3

Capítulo 2 - Segundo Capítulo


Fanfic / Fanfiction Our Secrets - Capítulo 2 - Segundo Capítulo

- Pena de morte - A voz do Sr. Kim ressoou grave pela sala naquela segunda-feira de manhã – Gostaria de saber o que vocês pensam sobre isso. Quem aqui é a favor?

Entre as cinquenta e quatro pessoas na sala, cerca de quinze levantaram a mão.

Kim Jongin era o tipo de professor que gostava de ouvir a opinião dos alunos. Ele geralmente plantava um tópico e nos guiava em meio à discussões fervorosas com as mais distintas opiniões; o que eu achava ser uma ótima maneira de exercitar a ética. Há cinco meses, ele ministrava minha aula preferida de toda a grade de Busan.

Processos jurídicos americanos.

O cargo antes pertencia ao carrancudo Sr. Donghae, que tinha o incrível talento de transformar uma aula interessante em um monólogo completamente maçante. Os boatos diziam que ele havia aceitado uma vaga em Seul e se mudado para Un Village – e os alunos não podiam estar mais felizes por isso.

- Sehun – O professor deu dois passos em direção ao garoto alvo e um tanto quanto magro da segunda fileira que mantinha a mão levantada – Por favor, justifique.

- É a vida pela vida. Se você tirou a vida de um inocente, pague com a sua.

O professor balançou a cabeça, sem mudar um terço de sua expressão blasé. Eu não conseguiria decifrar o que ele estava pensando nem que minha vida dependesse disso. E isso me incomodava absurdamente.

Sua camisa social preta se movia juntamente aos seus músculos. Kim era inegavelmente bonito, e a expressão sonhadora no rosto da maioria das meninas, empoleiradas em suas cadeiras e atentas a qualquer movimento dele, confirmavam isso.

Eu travava uma luta inteira para dissipar o constrangimento da lembrança noite de ano novo uma semana atrás. Quais eram as chances de ele ter esquecido a nossa agradável conversa ou não ter reparado em meu alarmante nervosismo diante de sua presença?

- Do - Ele girou nos calcanhares repentinamente e deu quatro passadas largas, parando em frente à minha mesa na primeira fileira e cruzando os braços - Porque não levantou a mão?

Que timing perfeito, professor.

- Não concordo – Recobrei minha concentração na matéria e ajeitei a postura antes de continuar - O assassino teoricamente matou trinta e cinco pessoas em Seul e até fez com que as leis de posse de arma mudassem por sua fuga repentina do país. Vinte anos depois, decidiram considerar que ele poderia ser inocente. A justiça tem muitas falhas para algo tão definitivo.

Kim balançou a cabeça mais uma vez e apertou os olhos em minha direção.

Seria muito estranho se eu pulasse em sua frente e o balançasse pelos ombros implorando para que ele me dissesse o que pensa?

- E os crimes com requintes de crueldade e assassinos confessos? - Oh Sehun deslizou na cadeira virando-se em minha direção, voltando a argumentar truculento - Não te incomoda que o meliante tenha saído do corredor da morte porque as leis de Seul mudaram naquele ano?

- São casos e...

- Vai me dizer que não queria ver o filho da puta que tirou a vida do seu pai pagando na mesma moeda? - Com uma das grossas sobrancelhas arqueadas, ele me interrompeu. Suas palavras soaram como um golpe em meu estômago e um desagradável burburinho de palavras afiadas tomou conta da sala.

- Sr. Sehun - O professor Kim esbravejou, aumentando consideravelmente a voz - É melhor ir me esperar na minha sala. Agora.

Pela primeira vez vi o vislumbre de uma mudança de humor no rosto de Kim. O cenho franzido e a mandíbula travada me davam a impressão de que ele tinha passado de sério para raivoso por um breve momento.

O furor borbulhou em meu sangue e pude sentir as lágrimas frustradas subirem por minha garganta. O quão idiota e insensível alguém precisava ser para fazer uma colocação como aquela?

Com os dedos trêmulos juntei meus livros e canetas, jogando-os de qualquer jeito na mochila branca que usava naquele dia e apoiando-a nos ombros antes de sair feito um furacão pelas portas altas de madeira daquele lugar.

Tentava manter esse tópico em uma espécie de ponto morto em minha mente; e ouvir alguém gritando sobre o assassinato do meu pai da forma mais natural e grotesca o possível era certamente mais do que eu podia aguentar.

Não que ele estivesse completamente errado. Mas tocar no assunto era como obrigar meu corpo a sentir tudo novamente – a tristeza, a frustração, o desamparo e mais um batalhão de sentimentos ruins.

Os corredores estavam vazios e meus sapatos, batendo contra o assoalho com força, faziam um barulho irritante. Não pensei duas vezes antes de seguir em direção à cafeteria localizada em uma das praças que dividiam os campus; Jongdae provavelmente estaria lá, uma vez que café era seu nirvana e sua aula começaria apenas uma hora após a minha.

A calefação interna e o cheiro de cafeína me receberam de braços abertos assim que passei pelas portas do Coupa Cafe e avistei Dae, sentado ao lado dos inseparáveis Shiao Luhan e Kim Minseok.

- Não era pra você estar na aula? – Jongdae indagou ao puxar uma cadeira ao seu lado para que eu sentasse. O tal apoiou os braços em seu caderno sob a mesa, com a capa cheia de colagens das mais diversas cores e tipos. Era a cara dele; meu amigo adorava personalizar o que quer que fosse.

- Eu estava, mas Oh Sehun resolveu ser um babaca e, agora, aqui estou eu – Disparei, embora eu soubesse que o final daquela frase deveria ser ‘e eu, como sempre, resolvi ser covarde e fugi’.

- Apenas mais um dia normal na universidade... – O chinês ali sentado ironizou e fez um gesto no ar com a mão.

Shiao Luhan era uma ótima companhia, principalmente quando se estava precisando de conselhos e umas boas risadas. Ele sempre tinha uma piada na ponta da língua e pontuava suas frases com gestos expansivos e expressões faciais engraçadas. Seus cabelos loiros e curtos combinavam com seu rosto delicado e seu corpo franzino; ele tinha uma aparência inocente, quase infantil.

- Acreditem, estou na contagem regressiva para me ver livre daqui – Minseok ensaiou uma expressão exausta ao dar um gole em sua enorme xícara de café. Seus cabelos castanhos, muito bem penteados, sua pele branca impecavelmente bem cuidada e seu um metro e setenta faziam-no parecer dez anos mais novo do que realmente era.

- Eu também estaria se tivesse escolhido cursar Sociologia como vocês três – Dei um sorriso amarelo e roubei um gole do café amargo e extremamente forte de Dae. O líquido caiu como uma pedra em meu estômago vazio, um lembrete desagradável de que eu estava desde a tarde anterior sem comer.

- Porque decorar milhares de leis é o que há de mais agradável para se fazer – Luhan provocou e eu apertei os olhos em sua direção.

- Podemos voltar ao assunto central? – Jongdae tamborilou os dedos na mesa, atraindo nossa atenção – Ainda acho que a gente deveria...

- Kyungsoo! – A voz fina e amplamente sonora que eu tão bem conhecia retumbou em meus ouvidos. Estremeci ao ver o olhar dos meus amigos se fixarem, apreensivos, em um ponto bem acima de minha cabeça. Antes que eu pudesse fazer qualquer movimento, Baekhyun me encurralou pelas costas passando um braço de cada lado do meu corpo, apoiando seu rosto no alto de meu ombro esquerdo.

- Que merda é essa, Byun? – Vociferei, mas meu corpo não ousou mover um músculo.

- Há quanto tempo não me faz uma visitinha? – Sua voz, cada vez mais próxima e sórdida, indicava que seus lábios iam de encontro ao meu ouvido para um sussurro - Precisamos mudar isso... Já estou com saudades.

Mantenha a calma, Kyungsoo. Ele não vai fazer nada aqui.

- Desencosta. Por favor – Me esforcei para falar ao sentir a ânsia subir por minha garganta.

- Yifan me contou que esteve na delegacia semana passada – O imundo falou mais baixo e eu fechei os olhos com força, torcendo para que meus amigos não escutassem – Achei tão mal educado você não me esperar voltar. Estava louco pra ver você.

- Eu não tenho absolutamente nada pra tratar com você – Minha voz reverberou tão baixa e firme quanto a dele.

- Eu discordo – Baekhyun soltou um riso de escárnio – Da próxima vez que for pego com cocaína pode não ser tão fácil assim escapar. Aliás, você não para de me surpreender, Do Kyungsoo.

Seus dedos tocaram brevemente meu rosto, fazendo-me recuar depressa em um gesto instintivo. Baekhyun fez questão de dar mais uma risada desprezível antes de se afastar e eu já não mais sentir o calor repulsivo de seu corpo contra o meu.

Inspirei fundo e tentei passar tranquilidade aos três pares de olhos que me encaravam aflitivos e condolentes.

A última vez que Luhan tentou impedi-lo de se aproximar de mim, acabou com uma arma apontada em sua direção.

Era um acordo previamente firmado entre nós; ninguém se meteria novamente entre mim e Byun Baekhyun, independente da situação.

Eram meus problemas e, infelizmente, a realidade era que ninguém além de mim poderia resolvê-los.


[...]


Fiz uma careta para o pacote de batatinhas congeladas em minhas mãos e as coloquei novamente no freezer.

Eu definitivamente ainda não estava com fome àquela hora.

Diante do dia exaustivo, meu organismo conseguia me pedir uma única coisa: uma relaxante garrafa de vinho.

Minhas pernas praticamente se moveram sozinhas até a prateleira de bebidas alcoólicas da pequena loja de conveniência que ficava a poucos minutos do meu apartamento. Passei os olhos pelos mais diferentes rótulos e garrafas sem saber ao certo o que escolher.

Tudo o que eu sabia era que vinho tinto e suave sempre fora mais palatável para mim – mas, talvez hoje, eu devesse escolher apenas a embalagem que indicasse o maior teor alcoólico.

Era exatamente o que eu precisava.

E fora exatamente esse meu critério ao sair do local com duas garrafas envoltas por saquinhos pardos e algumas embalagens de chicletes.

O vento gélido cortou minhas entranhas quando comecei minha caminhada de volta. A temperatura devia estar beirando os dez graus e minha falta de precaução era a culpada por eu estar vestindo apenas uma calça de moletom junto a um finíssimo casaco de lã.

Do bolso de trás da minha calça, tirei uma pílula branca e laranja e a coloquei na boca, abrindo em seguida uma das garrafas para conseguir engolir. A queimação tomou novamente a boca de meu estômago e eu não hesitei em entornar mais um gole para castigar a resposta negativa de meu corpo.

Devia passar das dez horas da noite e, em uma segunda feira, os arredores de Busan não eram exatamente movimentados. A trajetória levaria cerca de vinte minutos e, apenas alguns segundos após ter deixado a loja, achei ter ouvido passos sorrateiros atrás de mim.

Podia ser apenas alguém andando casualmente por ali, mas algo insistia em me dizer que o barulho estava próximo demais para essa ser uma hipótese válida. Respirei fundo e olhei discretamente por cima dos ombros. Quase tropecei ao vislumbrar rapidamente o que pareceu um borrão preto de uma silhueta caminhando em minha direção.

Ai meu deus. O quão rápido eu conseguiria correr?

Senti meu coração disparar e a sensação de vulnerabilidade balançou meu corpo por completo. Apertando as duas garrafas contra o corpo, aumentei a velocidade dos passos o máximo que eu conseguia e, quando me atrevi a espiar mais uma vez para checar se eu havia conseguido me distanciar, meus pés automaticamente se fincaram no chão. Com um misto de alívio e curiosidade no peito e a adrenalina em todo seu esplendor ao percorrer meu sangue, não hesitei antes de me virar e encarar o homem que se aproximava calmamente. Ele mantinha as mãos nos bolsos, os olhos fixos em mim e o mesmo semblante obscuro de sempre.

- Professor Kim... O que está fazendo aqui? – Tentei soar calmo, mas o receio certamente ainda era evidente em minha voz.

Dando mais alguns passos, ele permaneceu em silêncio até parar bem na minha frente.

- Eu moro aqui – Meu professor ergueu um pequeno molho de chaves do bolso e apontou com a cabeça para um prédio de três andares, apenas alguns metros à nossa frente. Seus olhos passaram de meu rosto para as garrafas em minhas mãos trêmulas – Está tudo bem com você?

Ele morava ali? Eu me lembrava especificamente do dia em que Junmyeon se vangloriou por ter encontrado o dito usando roupas de ginástica ao voltar de uma corrida matinal. Na porta de seu apartamento. Na rua Hyunza. Que ficava ao menos a dez quadras dali.

- Está sim. Compras de última hora, você sabe... Morar sozinho pode ser um porre às vezes – Relaxando minha postura, me recompus ao usar o tom de voz que diz que nada no mundo me afeta e que fora aperfeiçoado ao longo dos anos. Junto ao sorriso discreto em meus lábios trêmulos, aquela era a minha armadura nos últimos meses: fingir que minha vida era uma linda casa e ficar longe o suficiente para que ninguém possa ver suas rachaduras.

A pergunta crucial martelou em minha cabeça: Porque ele mentiria?

Meu professor e eu nos encaramos em silêncio por alguns instantes. Era uma tarefa impossível ficar cara a cara com Kim Jongin e não divagar sobre o quanto ele parecia um galã de filmes hollywoodianos.

Ele vestia uma calça jeans e um moletom preto; algo completamente diferente das roupas sociais que geralmente usava em sala de aula, mas que tiravam cerca de cinco anos dos seus bem conservados trinta e poucos. Tinha os cabelos pretos levemente bagunçados, um rosto anguloso e de traços fortes que parecia ter sido esculpido à mão, e um par de olhos castanhos brilhantes que eram, provavelmente, os mais bonitos que eu já havia visto.

Se Junmyeon estivesse em meu lugar, provavelmente já teria pulado nos braços dele.

É claro que eu o achava atraente, mas... Ele não fazia meu tipo.

E nem eu o dele, provavelmente.

Ele parecia gostar de garotas morenas voluptuosas que falavam três palavras em espanhol a cada frase.

As únicas três palavras que eu conhecia em espanhol eram Hola e Cristóbal Balenciaga. E eu era um homem, afinal.

Enquanto isso, meu gosto estava mais para Leonardo Di Caprio em Titanic, e ele certamente fazia a linha Brad Pitt em Clube da Luta.

Jongin passou os olhos por meu corpo e apertou os lábios.

- Não está com frio?

- Um pouco, mas já estou quase chegando em casa.

Eu estava congelando pra falar a verdade.

Estreitei as sobrancelhas ao vê-lo colocar as mãos na barra do moletom e puxá-lo para cima. Ah, não. Ele não ia...

- Pode pegar. Vou ficar por aqui mesmo – Meu professor estendeu a peça em minha direção e seus olhos inevitavelmente fitaram os meus. Algo em seu olhar me lembrava os felinos; não sabia ao certo se era seu piscar lento ou o aspecto misterioso e corrosivo.

- E-eu... Obrigada – Balbuciei, incapaz de formar uma frase inteligível diante de seu gesto inesperado.

Peguei o moletom e me abaixei para apoiar as garrafas no chão. Sob seu olhar atento, passei-o pela cabeça e o ajeitei no corpo. Em instantes o aroma que emanava do tecido tomou conta de minhas vias respiratórias, acertando em cheio meus pulmões. Era algo reconfortante, como erva-doce e o bálsamo das noites quentes de verão em julho.

Era Inebriante.

Seus olhos examinaram meu corpo de cima a baixo e algo discreto e parecido com um sorriso repuxou seus lábios. Não havia nada de luxurioso em sua expressão, mas eu sentia como se ele pudesse me despir apenas com o poder do pensamento.

- Te vejo amanhã na aula.

Antes que eu pudesse responder, Kim roçou o ombro levemente no meu ao passar pelo meu lado e retomar seu caminho. Alcançando minha garrafa do chão, virei mais um gole de seu conteúdo ao observar sua silhueta se afastando. O frio já não arrepiava mais meu corpo, mas o motivo da quentura não tinha a ver somente com a peça a mais em meu corpo.

Era sua presença que me deixava inexplicavelmente quente.

Vendo sua imagem sumir diante do meu campo de visão ao adentrar a porta azul-escura que ele antes havia indicado como seu apartamento, sussurrei para mim mesmo antes de avançar pela rua já deserta:

- Mal posso esperar.


Notas Finais


e então? já desconfiam de alguém?

baekhyun sendo provocador = minha religião
kaisoozinho de leve no final... gosto.muito

obrigado por ter lido! até o próximo.<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...